Vídeo: em fase de retomada, setor sucroenergético de AL vai produzir 18 mi de toneladas de cana
   17 de dezembro de 2021   │     20:49  │  0

Do fundo do poço a médias históricas de produção. O setor sucroenergético de Alagoas vive uma fase de retomada. Está emergindo, literalmente.

A agroindústria da cana-de-açúcar de Alagoas saiu da UTI, respira sem aparelhos e deve ter alta da sua pior fase em poucos

O maior setor da economia do Estado viveu seu pior momento na safra 17/18, com a menor produção da história recente. A moagem foi de apenas 13,7 milhões de toneladas de cana – praticamente metade da média histórica alagoana (de 25 a 26 milhões de toneladas por ciclo).

A crise deixou suas sequelas. Até a safra 14/15, quando esmagou 23,1 milhões de toneladas de cana, o Estado tinha 21 usinas em operação. Hoje apenas 15 estão em operação no ciclo atual. Mas as expectativas são boas – especialmente se a chuva deixar.

O ciclo de recuperação iniciado em 2018, a partir da equalização tributária promovida pelo governo do Estado, ganhou força com a valorização do açúcar no mercado internacional, aumento da demanda por etanol e, especialmente, a oscilação do câmbio.

As empresas que sobreviveram passaram a fazer novos investimentos a diversificar a comercialização, embaladas pela política de equalização fiscal do Governo de Alagoas – que nivelou os tributos com outros Estados produtores do Nordeste e deu maior competitividade à indústria local.

Como resultado, Alagoas vem tentando retomar, safra após safra sua produção histórica. E tem mostrado potencial para chegar lá. Depois do “fundo do poço”, em 17/18, com 13,7 mi de toneladas, a moagem foi a 16,5 mi em 18/19, depois 16,9 mi em 19/20 e chegou a 17,03 mi em 20/21.

A expectativa agora é fechar a safra 21/22 produzindo mais de 18 milhões de toneladas. E sim, o caminho é longo, mas vai dar para retomar produções na casa de 25 milhões de toneladas, garante o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.

Conversei com ele sobre o futuro do setor no Estado. A entrevista traz uma avaliação da safra 21/22 e principalmente as expectativas para o futuro.

Veja a entrevista com Pedro Robério Nogueira: