Como JHC “driblou” a crise financeira da prefeitura? Secretário revela “milagre”
   4 de março de 2022   │     22:48  │  3

Sem experiência em gestão pública, prestes a assumir uma prefeitura que tinha um caixa com déficit esperado de mais de R$ 400 milhões para o ano de 2021, o primeiro de sua administração, João Henrique Caldas assumiu a prefeitura de Maceió sob o olhar cético de alguns – senão a maioria – dos políticos alagoanos.

“Não vai dar quatro meses e ele vai atrasar a folha”, me disse em “off” um dos mais importantes políticos alagoanos poucos dias depois da eleição.

Não foi o se viu. Contrariando as expectativas, JHC fechou o primeiro ano da gestão “driblando” as dificuldades de caixa nos primeiros meses de gestão e fecho o ano anunciando investimentos de R$ 177 milhões, “o dos últimos 20 anos”, conforme registro do Gazetaweb (veja abaixo).

Ao longo do ano, algumas outras gestões que demandaram aumento de despesas, a exemplo do pagamento de verbas extras para servidores da Educação ou do reajuste salarial para o funcionalismo, apontavam para uma situação diferente da esperada nas finanças.

Para muitos políticos, especialmente os adversários, seria um “milagre” JHC sobreviver ao primeiro ano de gestão sem enfrentar problemas de caixa, com atrasos de pagamento, inclusive da folha.

A prefeitura segue com dificuldades, mas aparentemente a situação é mais confortável do que se esperava.

E o “milagre”, aponta João Felipe Borges, secretário de Economia de Maceió, foi mais simples do que se imaginava: cortar gastos de um lado, aumentar a receita do outro

Falar é fácil, mas quando se trata de mexer com o bolso…

“Quando começamos a gestão a receita média mensal era de R$ 115 milhões, enquanto as despesas chegavam próximo a R$ 140 milhões. A partir de medidas mais duras, conseguimos reduzir gastos de um lado e aumentar a arrecadação do outro. Fechamos o ano com média de R$ 133 milhões / R$ 135 milhões considerando despesa e receita”, explica João Felipe.

O secretário reconhece que teve ajuda de fatores inesperados, a exemplo do aumento de arrecadação decorrente da inflação ou do crescimento econômico no ano passado, além de recursos de empréstimos feitos na gestão anterior que viabilizaram um volume de investimentos acima da média em Maceió. Mas também pontua que teve de lidar com problemas inesperados, a exemplo do atraso de alguns fornecedores (caso da coleta de lixo) ou da previdência.

“Conseguimos lidar com as dificuldades em função de um conjunto de fatores, mas especialmente porque o prefeito teve a capacidade de arrumar a casa, cortando gastos e promovendo medidas para fortalecer a arrecadação, sem prejuízos dos serviços prestados a população ou do pagamento a servidores e fornecedores”, pondera.

Para 2022, João Felipe aposta numa situação fiscal melhor. De um lado vai trabalhar para incrementar receitas próprias (IPTU, ISS, ITBI etc), usando ferramentas que vão da comunicação a inteligência artificial (sistema de malhas) e do outro, vai ajudar JHC a buscar recursos “extras”. Nessa conta cabem polêmicas como Braskem e BRK. Mas essa é outra história.

João Felipe Borges, secretário de Economia de Maceió

Investimentos

Veja texto do Gazetaweb

Prefeito JHC investiu maior volume de recursos públicos dos últimos 20 anos

A Prefeitura de Maceió registrou, em 2021, o maior investimento público dos últimos 20 anos. Os dados de encerramento do exercício financeiro do ano de 2021, obtidos junto à Secretaria Municipal de Economia (Semec), mostram que a gestão do prefeito JHC realizou investimentos que ultrapassam R$ 177 milhões. Os recursos foram destinados às áreas da educação, saúde, habitação, infraestrutura, entre outras iniciativas que constam como prioridade na administração pública.

Deste valor investido, R$ 37 milhões foi oriunda de recursos do próprio Município devido ao modelo adotado e aplicado na administração orçamentária e financeira pela Semec.

Leia aqui na íntegra: Prefeito JHC investiu maior volume de recursos públicos dos últimos 20 anos

Tem mais

Depois volto a falar mais sobre a economia de Maceió, incluindo projetos para o desenvolvimento da cidade, a partir de informações a partir de um bate-papo com João Felipe.

 

COMENTÁRIOS
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  1. Josinaldo pereira

    Ficou muito dinheiro de um empréstimo que Rui palmeira deixou, aqui na Santa Lúcia Rui palmeira deixou o dinheiro para fazer todas as ruas,mas o prefeito que aí está não cobrou da empresa para cumprir o contrato ficou pela metade, esse prefeito jhc só vive de mídia pegando carona nas obras que Rui palmeira deixou,o prefeito fraco, mostrar uma obra da tua jestao JHC que você conseguiu recuso não tem, ficar pegando carona nas obras que Rui palmeira deixou,e fala como si fosse ele que conseguiu esse JHC e um fasnada.

  2. Há Lagoas

    É digno de celebração, todo órgão público necessita de gestores compromissados, e ao que parece, João Felipe é um deles. Mas não podemos esquecer, até agora não existe uma única obra que tenha o DNA 100% de JH Caldas. Mas é um excelente garoto propaganda, do jeito que o eleitor gosta.

  3. Pontes

    A Prefeitura de Maceió não é um mar de rosas como muitos imaginam. Nem sempre o que o prefeito e sua assessoria de imprensa anuncia nas Redes Sociais é verdade. Os salários são pagos em dia, mas nem todos os direitos dos servidores são pagos, o Poder Judiciário que o diga, são milhares de processos tramitando na Vara Pública Municipal contra o Município de Maceió, exatamente por não cumprir os direitos dos servidores. As condições de trabalho são precárias, falta o básico do básico para os servidores públicos exercerem com êxito suas atividades em prol da sociedade maceioense. O que tem em abundância na Prefeitura de Maceió são as benesses concedidas aos servidores comissionados que exercem cargos de chefia, a maioria com veículo sem logomarca e combustível pago pelo erário para serem utilizados as 24 horas do dia, os 7 dias da semana, como quiser e melhor lhe convier. Isso sem falar da dispensa do ponto eletrônico de presença no trabalho, facilitando a vida dos comissionados que só vão ao órgão quando quer, mas recebe o salário sem nenhum desconto.

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