Paulo Dantas avisa: “só tenho compromisso até agora com um secretário”
   4 de março de 2022   │     1:01  │  0

A contagem é regressiva. O governador Renan Filho (MDB) tem até o próximo dia 2 de abril para deixar o cargo – isso se quiser disputar mandato nas eleições deste ano. A possibilidade de renunciar ao cargo alguns dias antes está praticamente afastada.

Nesse cenário, o deputado estadual Paulo Dantas seria eleito governador-tampão no dia 2 de maio. A regra é clara. A eleição será realizada em “30 dias após” a vacância do cargo. Nesse período, quem ficaria a frente do Executivo seria o presidente do TJ/AL, Klever Loureiro, o “governador-tampinho”.

Para Klever, o desafio será fazer um governo de transição, tendo que mudar mais da metade do primeiro escalão.

Ainda que decida manter toda a equipe de Renan Filho, Loureiro terá que conversar com Paulo Dantas e Renan Filho para preencher – ainda que provisoriamente – dez cargos de primeiro escalão que ficarão vagos em função da desincompatibilização dos seus titulares (veja lista abaixo) para disputar as eleições deste ano.

O provável governador-tampão teria o desafio de, além de preencher essas dez vagas, nomear alguns assessores mais próximos para seu gabinete e áreas como articulação política e comunicação, por exemplo.

Paulo Dantas já começa a montar seu time a partir de uma lógica simples: “a máquina tem que continuar funcionando e bem. Não vou permitir nenhuma interrupção nos serviços prestados pelo Estado ao nosso povo”, aponta.

Sim, Paulo Dantas já tem sondado alguns nomes. Mas até agora, avisa, só fechou compromisso com apenas um. “Até agora fiz o convite ao secretário da Fazenda, George Santoro. Pedi, que em sendo eleito governador, para permanecer. Para minha felicidade, ele aceitou. Isso dá tranquilidade, em função do grande trabalho feito por ele e toda a equipe da Secretaria da Fazenda”, afirma.

As conversas continuam, mas Paulo Dantas reforça: “até agora só tenho compromisso com George Santoro”. Isso não quer dizer que ele não irá manter outros nomes da atual equipe. Mas essa é outra história.

Quem sai

Vários secretários têm planos eleitorais e devem deixar o governo até 2 de abril, no máximo. Entre eles Alexandre Ayres (Saúde), Rafael Brito (Educação), Maurício Quintella (Infraestrutura), Alfredo Gaspar de Mendonça (Segurança), Arthur Albuquerque (Trabalho), Fernando Pereira (Semarh), Kelmann Vieira (Seprev), Marcius Beltrão (Sedetur), Fabiana Pessoa (Seades) e Maria José da Silva (Semudh).

São dez vagas, pelo menos, à espera de um nome. Incluindo pastas de maior impacto, a exemplo de Segurança, Saúde e Educação.