O retumbante “silêncio” de MV sobre a “judicialização” da eleição de governador
   28 de abril de 2022   │     17:12  │  0

A mesa diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas decidiu manter a convocação da eleição indireta de governador para o próximo dia 2 de maio, como previsto em edital. A convocação foi feita pelo deputado estadual Bruno Toledo (veja aqui).

A “resposta” saiu sem uma só declaração do presidente do Poder Legislativo. Marcelo Victor ao que parece prefere o “silêncio” como resposta, mas age ao estilo para garantir que tudo saia como o planejado.

No fechamento da janela partidária (2 de abril), a “queda de braços” com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, teve como desdobramento o fortalecimento do MDB. A filiação em bloco elevou a bancada do partido para 17 dos 27 deputados da Casa.

O risco da judicialização sempre foi calculado pelos dois grupos que agora travam também uma batalha nos tribunais. Como remédio, se levantou a possibilidade do deputado estadual Paulo Dantas assumir o governo no dia 2 de abril, numa manobra que era (e ainda) é possível). Ele seria eleito presidente do Legislativo e assumira o Executivo enquanto a eleição seria realizada.

A ideia não foi adiante em respeito ao desembargador Klever Loureiro e ao Judiciário – até porque o presidente do TJ já vivia a expectativa de assumir o governo por 30 dias.

Do ponto de vista jurídico, a ação no TJ Alagoas, que suspende a eleição indireta de governador é considerada frágil – até porque existe jurisprudência recente do STF sobre o tema como já antecipei aqui (veja abaixo).

Ainda assim, o tema vai dominar a política alagoana pelos próximos dias ou, quem sabe, semanas. Tudo vai depender da capacidade de Marcelo Victor em driblar, mais uma vez, um problema criado por seus adversários.

Por enquanto, o presidente da Assembleia Legislativa vai evitar declarações públicas sobre a “judicialização”.  Enquanto ele mantiver o “silêncio”, é sinal de que tem trabalhado em todas as possibilidades. De plano A a plano Z. Mas essa é outra história.

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