Paulo e Davi devem antecipar “confronto” de outubro na eleição indireta
   10 de maio de 2022   │     1:11  │  0

No campo jurídico não tem mais recurso. A decisão agora vai ser no voto. No próximo dia 15, os 27 deputados estaduais de Alagoas vão eleger governador e vice-governador que terminarão o mandato de Renan Filho e Luciano Barbosa – ambos deixaram os cargos em momentos diferentes, configurando a dupla vacância.

A eleição já convocada para o próximo domingo segue o rito previsto na legislação estadual (Lei Nº 8.576, de 19 de Janeiro de 2022), na Constituição (de Alagoas e do Brasil) e no que determinou o relator da ADPF 969, ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

O edital publicado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor, abre inscrição para os candidatos até 12 de maio, com prazos para impugnação e defesa e eleição no dia 15. O prazo é maior que o esperado, o que configura cautela do Legislativo diante do processo de judicialização do pleito – que deixou “feridas” ainda não cicatrizadas de todos os lados.

Ao menos dois dos candidatos inscritos para a eleição de 2 de maio, suspenso pela Justiça Estadual por liminar confirmada em parte no STF, devem fazer nova inscrição no pleito e, de certa forma, antecipar uma disputa que se configura como acirrada e inevitável para outubro.

O deputado estadual Paulo Dantas (MDB) vai registrar chapa tendo como vice o ex-secretário de Educação, Rafael Brito (MDB).

O deputado estadual Davi Maia (União Brasil) também vai “provavelmente” registrar sua candidatura ao governo na eleição indireta e deve ter o vereador Siderlane Mendonça (PSB) como seu companheiro de chapa.

Os dois deputados, de certa forma, vão antecipar o “confronto” que se espera para a eleição direta, de 2 de outubro.

Favorito para ganhar a eleição do próximo domingo, Paulo Dantas, apesar do imbróglio na eleição indireta, que lhe tirou dias importantes de “caneta na mão” deve disputar a reeleição.

Já Davi, que é candidato a reeleição para a Assembleia Legislativa surge como um dos críticos mais duros do governo de Renan Filho (MDB) e é um dos principais articuladores da pré-candidatura de Rodrigo Cunha (União Brasil) ao governo.

O que pode se esperar na eleição do próximo domingo, na Assembleia, será uma prévia de outubro – com a troca de críticas e acusações entre os dois grupos. A conferir.