Aliança entre Collor e o PL pode virar “xeque mate” para Rodrigo Cunha; entenda
   28 de julho de 2022   │     23:59  │  0

O destino do PL alimenta todo tipo de especulação na política alagoana. O presidente do partido em Alagoas, o vereador de Maceió Leonardo Dias, já está em campanha aberta ao lado do senador Fernando Collor, pré-candidato do PTB ao governo de Alagoas.

Dias deve ser o vice de Collor, uma aliança mais que natural no cenário de hoje. Os dois chamaram para si a responsabilidade de montar o palanque do presidente Jair Bolsonaro (PL) em Alagoas.

O problema é que o PL está (estava?) entre os prováveis partidos que formarão coligação de apoio a ao pré-candidato ao governo do União Brasil, o também senador Rodrigo Cunha.

Nos meios políticos, o que se sabe é que o PL em Alagoas na área de influência do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), a partir de entendimentos nacionais com a direção nacional do partido.

De fato, Arthur Lira trabalha para manter o PL no bloco de Rodrigo Cunha, que tem atualmente, além do UB, o PP, o PSB e o PSDB, entre outras siglas.

No PSDB, as dificuldades persistem. A decisão será tomada a partir com o Cidadania, que forma a federação com os tucanos.

O maior problema é que a deputada estadual Jó Pereira (PSDB) é pré-candidata a vice de Rodrigo Cunha. Se a federação não confirmar o UB, ela fica fora da eleição.

O Cidadania defende aliança com o MDB ou candidatura própria ao governo. O PSDB tem maioria dos votos na federação e tende, no momento, a ficar com Rodrigo Cunha, mas se houver uma divisão, pode pender, junto com os votos do Cidadania, para o MDB.

A perda do PSDB seria um grande “dano colateral” para Cunha. No caso do PL, avaliam vários analistas, seria mais grave. Isso porque poderia representar um esvaziamento da campanha da candidatura de Rodrigo Cunha, às vésperas do início da campanha e justo num momento em que ele cai nas pesquisas, se consolidando em terceiro lugar.

Na avaliação de um influente influente interlocutor, o destino do PL poderá ser um “xeque mate” para Rodrigo Cunha. A conferir.

Fonte

O jornalista Wadson Régis antecipou um pouco, a partir de boa fonte, o cenário. “Sabe-se que Waldemar Costa Neto, presidente Nacional do PL, foi procurado por muita gente, mas ele deixou claro que um dos compromissos que teria assumido com Bolsonaro, na filiação ao PL, seria de a condução do partido em Alagoas ser do Artur Lira. Daí, se a escolha do PL for por Collor, significa que Arthur concordou, mas se for por Rodrigo, quer dizer que Arthur continua trabalhando para minimizar Collor”, foi o que disse uma ótima fonte – registra Wadson.

Risco calculado

A “perda” do PL seria, pelo que apurei, um risco calculado por Rodrigo Cunha. Um influente interlocutor revelou que o senador do UB foi alertado que deveria participar dos eventos ao lado de Jair Bolsonaro durante a visita do presidente a Alagoas há um mês (28/06).

“O Rodrigo Cunha avisou que o Rodrigo Cunha deveria participar da recepção a Jair Bolsonaro, mesmo correndo o risco de ser vaiado. Do contrário, teria sérias dificuldades em segurar o PL”, revela o interlocutor.