Category Archives: Agronegócios

Alívio: governo libera pagamento do programa do leite
   23 de março de 2020   │     21:34  │  0

A partir desta terça-feira, 24, agricultores familiares que abastecem o programa do leite em Alagoas deve começar a receber pagamento de parcelas atrasadas

O governador Renan Filho disse, por aplicativo, que determinou a liberação de pagamentos do programa do leite que estavam sendo processados pelas secretarias da Agricultura e da Fazenda.

Os agricultores familiares esperam receber pouco mais de R$ 3 milhões de parcelas referentes a entregas feitas em 2019.

O governo ainda não definiu como o programa continuará em Alagoas.

A partir do próximo dia 31, vencem os contratos de fornecimento com as cooperativas que fornecem o leite (Pindorama, Coopaz e CPLA). Em meio a pandemia do novo coronavírus, a Seagri não terá como fazer um novo edital até o final do mês.

Sem novo contrato ou sem a prorrogação do atual, o fornecimento de leite a 80 mil famílias alagoanas pode ser suspenso. A suspensão, se confirmada, deve atingir cerca de 15 mil idosos – justo o público de maior risco em tempos de Covid-19.

Atualmente o programa do leite atende 80 mil alagoanos, entre idosos, crianças e nutrizes carentes dos 102 municípios alagoanos.

Renan Filho, no entanto, afirma que pretende manter o programa funcionando em Alagoas e recomendou mobilização dos agricultores familiares e da bancada federal do Estado para assegurar os recursos federais para a manutenção da distribuição de leite para famílias carentes do Estado.

“Quero manter o programa do leite, que é muito importante para Alagoas, mas é preciso também que o governo federal assegures os recursos”, diz o governador.

Chuvas ‘atrasam’ e safra de cana será menor que o esperado em Alagoas
   24 de fevereiro de 2020   │     19:03  │  0

A safra de cana-de-açúcar 2019/2020 será menor do que o esperado em Alagoas. A projeção inicial era de 19 milhões de toneladas, foi revista para 18 milhões de toneladas e agora a estimativa é de uma produção na casa de 17 milhões de toneladas.

O que derrubou todas as expectativas foi a falta de chuvas – ou melhor o atraso na precipitação pluviométrica.

As chuvas de fevereiro ajudam a manter o canavial e a melhorar as estimativas para a próxima safra, mas terão pouca influência no ciclo atual, segundo estimativa do departamento técnico do Sindaçúcar-AL.

“Inicialmente a estimativa é que poderíamos passar de 18 milhões de toneladas. No entanto, Alagoas perdeu mais de um milhão de toneladas de cana em função do baixo índice pluviométrico no período entre setembro e janeiro deste ano. O que se espera agora é que a produção fique em torno de 17 milhões de toneladas com crescimento entre 4% e 5% na comparação com a safra anterior”, explica o presidente da Stab Leste e assessor do Sindaçúcar-AL, Cândido Carnaúba.

Segundo levantamento do Sindaçúcar-AL, a falta de chuva durante o verão foi muito forte na região canavieira de Alagoas. O levantamento feito pelo departamento técnico aponta para uma precipitação acumulada de 110 ml entre os meses de setembro de 2019 e janeiro de 2020.

“Em uma média de 38 anos na região canavieira alagoana a precipitação média no período é de 510 milhão. De acordo com nosso levantamento choveu em torno de 400 ml a menos de setembro a janeiro. Nesta safra chove 110 milhão, uma redução de 80% e com o agravante de que em dois meses, novembro e dezembro, choveu quase anda”, aponta Cândido Carnaúba.

Perspectivas

Com as chuvas de fevereiro, a próxima safra, avalia Carnaúba, está assegurada em Alagoas, com expectativa de no mínimo repetir a produção do ciclo atual. “As empresas tem investido em irrigação e se o próximo verão for bom de chuvas, podemos até ter crescimento da produção”, pondera.

Veja aqui o boletim com a:  “PRECIPITAÇÃO PLUVIOMETRICA MÉDIA DA REGIÃO CANAVIEIRA DO ESTADO DE ALAGOAS”

Produtor de Alagoas assume diretoria da Girolando Brasil
   14 de fevereiro de 2020   │     21:43  │  0

Alagoas terá um representante na nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Pelo segundo mandato seguido, Domício Silva assume a Diretoria de Relações Institucionais e Comerciais da entidade.

A posse dos novos diretores para o triênio 2020-2022, foi realizada na noite desta sexta-feira, 14 de fevereiro, na cidade de Uberaba/MG. Ao todo, dez técnicos farão parte da nova diretoria.

“O trabalho da associação é cuidar da parte de registros e de todo o programa de melhoramento da raça Girolando. Vamos trabalhar para preparar a associação e a raça para os desafios que estão sendo cada vez mais constantes em áreas como a do melhoramento genético, buscando sempre a evolução do Girolando em nosso país”, ressaltou Silva.

Além de Domício, outros três criadores alagoanos integram o Conselho de Representantes da Girolando Brasil: André Ramalho, Alexandre Oiticia e Marcos Ramos.

De acordo com Domício Silva, que também pe presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), a Girolando tem crescido não está sendo apenas em números de associados, mas também na quantidade de animais registrados e na realização de eventos.

“Hoje, estamos impulsionando a raça na região através de grandes eventos e exposições que reúnem criadores e apaixonados pelo Girolando no Nordeste. Entre eles, este ano estaremos organizando o Circuito Megaleite Nordeste, que passará pelos estados do Rio Grande do Norte, Salvador, Aracaju e finalizando em Maceió. Através dessas ações, garantimos um aumento no número de criadores e a possibilidade de novos investimentos em melhoramento genético”, pontuou o presidente.

O produtor rural alagoano Domício Silva assumiu diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

A raça

Considerada a raça leiteira mais versátil do mundo tropical, o gado Girolando vem se destacando pelo crescimento em todo o Brasil. Conhecida por sua adaptabilidade a diferentes tipos de manejo e clima, a raça genuinamente brasileira é responsável por cerca de 80% do leite produzido no país. A maior concentração de animais está na região Sudeste, seguida do Nordeste e Centro-Oeste.

Um dos avanços mais notáveis entre regiões criadoras de Girolando pode ser visto no Nordeste e em Alagoas.

Segundo Domício Silva novos criadores de girolando estão surgindo em Alagoas, seguindo o movimento de avanço da raça a nível de Brasil, firmando o estado como uma vitrine em potencial do Girolando.

“Durante os últimos anos, estamos trabalhando para fortalecer a presença do Girolando em Alagoas. Só este ano, teremos três eventos importantes, que ajudarão na propagação da raça no estado. Em maio iremos receber o Circuito Megaleite. Em setembro, a cidade de Batalha receberá exposições especializadas e ranqueadas, dentro da Expobacia Leiteira. E em outubro, durante a Expogro, receberemos uma etapa do Circuito Megaleite Nordeste”, adianta Domício Silva.

 

Investimentos de R$ 12 mi e 150 empregos diretos: nova fábrica de leite chega a AL
   5 de fevereiro de 2020   │     19:10  │  3

No começo de 2019, os produtores de leite de Alagoas enfrentaram uma crise de preços sem precedentes. No último trimestre do ano passado, a suspensão de atividades de uma indústria de laticínios em União dos Palmares – que envasava produtos para a Pepsico – apontavam para o ‘agravamento’ no setor leiteiro do Estado.

O desfecho desse cenário não poderia ter sido melhor para a cadeia produtiva do leite de Alagoas. Nos dois casos a solução passa por uma indústria sergipana que vem despontando como uma das mais importantes no setor em todo o Nordeste.

A Natville passou a absorver, inicialmente, parte da produção dos produtores de leite de Alagoas, o que foi viabilizado após a autorização da Secretaria da Fazenda de Alagoas para a comercialização do leite in natura para Sergipe, com redução da carga tributária.

A aproximação da Natville com o setor produtivo alagoano, num processo liderado, entre outros, pelo presidente da Federação da Agricultura, Álvaro Almeida e pelo presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, evoluiu para o ‘desembarque’ da indústria em Alagoas.

Esta semana a Natville anunciou oficialmente que vai abrir uma nova unidade industrial. A nova fábrica vai funcionar em União dos Palmares, nas instalações onde antes funcionava o outro laticínio.

Os investimentos para a chegada da Natville em Alagoas, segundo estimativas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo giram entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões. A nova fábrica deve gerar mais de 150 empregos diretos na fase inicial da operação, que deve começar já no próximo mês de março.

Para o setor leiteiro, a nova fábrica representa – literalmente – a esperança de dias melhores e mais produtivos. “Muda tudo para a nossa cadeia produtiva. A gente tem uma empresa conceituada, consolidada no mercado, com linha ampla de produtos, que tem demonstrado onde já opera (em Sergipe) que trabalha muito conjunto com o produtor, através do fomento da atividade e de muitas parcerias. A expectativa é a melhor possível”, aponta Domício Silva.

Atualmente a Natville capta de 80 mil a 100 mil litros de leite em Alagoas. A nova fábrica deve operar, na sua primeira fase, com uma capacidade de 100 mil litros dias, podendo dobrar para 200 mil litros.

Incentivos

A nova fábrica terá, adianta o secretário Rafael Brito, incentivos do Estado para a operação em Alagoas.  “A chegada da Natville é fundamental para que, de uma forma muito rápida e coesa, possamos dar uma solução para a bacia de leite do nosso estado. Passamos agora a ter uma indústria que garante a compra efetiva do leite a um preço justo e de qualidade, além de gerar mais de 150 empregos diretos”, explica.

“Diante da crise, saímos em busca de alternativas e para isso foi fundamental a união de esforços com o setor público. A chegada da Natville a Alagoas representa garantia de compra do produto, o que dará tranquilidade para que o produtor continue fazendo o que sabe fazer muito bem, que é produzir alimento de qualidade e desenvolvimento para nosso Estado”, diz Álvaro Almeida.

Apresentação

Ao lado de Álvaro e Domício, os empresários Janea Mota Dantas e Flávio Dantas, diretores da Natville, participaram de uma reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, nessa terça-feira, 4. Foi uma reunião apresentar os planos da empresa para Alagoas.

Sergipana do município de Nossa Senhora da Glória, a empresa incorporou um laticínio em União dos Palmares, onde vai coletar e envasar leite. “É um dos grandes grupos do setor de laticínios. Instalando-se aqui, vai contribuir com a fixação do homem no campo, movimentar a economia na região”, afirmou o presidente da Fiea, na saudação aos investidores.

Diretores da Natville em reunião com líderes do setor produtivo de Alagoas na Fiea – Foto: reprodução

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Em ‘recuperação’, setor sucroalcooleiro gera 80 mil empregos em AL
   30 de outubro de 2019   │     15:19  │  1

As estimativas no setor sucroenergético de Alagoas continuam otimistas. De acordo com novo levantamento do Sindaçúcar-AL, a safra de cana-de-açúcar 2019/2020 deve chegar a uma produção de 19 milhões de toneladas.

O crescimento em relação a safra anterior, quando foram processadas 16,5 milhões toneladas de cana, será de cerca de 15% e mais de 40% se comparada a safra 2017/2018, cuja produção foi de apenas 13,7 milhões – considerada a “pior da história” do setor.

Antes da crise, a produção média de cana-de-açúcar em Alagoas era de 25 milhões de toneladas por safra. O setor vive uma fase de recuperação. A estimativa, na situação atual, é de uma retomada lenta dos patamares históricos

De acordo com o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, “o aumento da produção de cana se dá pela regularidade climática e início da renovação dos canaviais. Pouco aumento de área e aumento mais expressivo da produtividade”.

Segundo Pedro Robério Nogueira, “o fluxo de caixa das empresas permitiu nesse último ano destinar recursos para renovação pela redução da carga do ICMS, conforme necessitávamos pela ausência do financiamento bancário”.

O aumento da safra também traz resultados positivos na geração de empregos pelo setor em Alagoas. “Estamos operando nesta sagra com 80 mil empregos formais contra 51 mil empregos na safra 2017/2018”, aponta o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, ao comparar o ciclo atual com a safra que foi considerada uma das piores da história.

Pedro Robério que setor sucroalcooleiro está em fase de recuperação em Alagoas