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Preço do açúcar despenca, preocupa fornecedores e agrava crise das usinas em AL
   8 de novembro de 2017   │     14:37  │  0

Não há, por enquanto, luz no final do túnel para o setor sucroalcooleiro de Alagoas. As usinas iniciaram a moagem da safra 2017/2018, em setembro passado, ainda no rastro da crise. Falta de crédito e a maior seca da história reduziram a produção de cana-de-açúcar do estado à metade.

Para piorar, os preços do açúcar estão em baixa no mercado externo, afetando também o mercado interno.

Em média, os preços do açúcar recuaram 30% este ano na comparação com igual período do ano anterior (veja tabelas) tanto em Real quanto em Dólar.

Um saco de açúcar cristal que era comercializado, no ano passado, por R$ 98 em média, foi comercializado em Alagoas na última semana por R$ 62. O blog traz dados dos preços praticados esta semana e, a partir de informações do Cepea, também traz um comparativo de preços desta safra com a anterior.

A queda nos preços do açúcar também afeta o valor da matéria-prima e os fornecedores de cana também estão recebendo menos pelo produto entregue nas usinas.

“Hoje não conseguimos sequer pagar os custos de produção”, alerta o presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Edgar Filho.

Segundo cálculos do setor técnico da Asplana, os custos de produção aumentaram mais de 10% no período, levando em conta salários e insumos. “Uma formulação de adubo que custava R$ 750 por tonelada na safra passada, hoje custa cerca de R$ 870”, explica Edgar Filho.

Existe, sim, a expectativa de recuperação de preços puxada pelo mercado internacional, mas nada no curto prazo. “A tendência é de melhora no cenário mundial. No entanto, estamos em plena safra e a baixa remuneração do produto afeta diretamente as nossas usinas e os fornecedores, agravando ainda mais a crise no setor”, aponta Edgar.

Para o presidente da Asplana, a crise no setor cobra um posicionamento mais efetivo das lderanças políticas de Alagoas e do Nordeste: “o governo de Alagoas, a bancada federal, assim como as bancadas dos outros estados produtores precisam encontrar caminhos para evitar o agravamento da crise, que prejudica os fornecedores mas que também afeta os empregos e a economia dos municípios da região canavieira”, aponta o presidente da Asplana.

Queda de safra

Em nova estimativa divulgada esta semana, o departamento técnico do Sindaçúcar-AL informou que 16 usinas estão em operação na safra 17/18.

A expectativa de moagem foi revista para 13,2 milhões de toneladas de cana – a menor da história recente em Alagoas. Confirmado este número, a redução será de quase 20% na comparação com o ciclo anterior. Para piorar, os preços de açúcar e etanol estão em queda de quase 20%.

O boletim divulgado pelo Sindaçúcar-AL estima produção de 1,2 milhão de toneladas de açúcar e 247.486 milhões de litros de etanol. Nestes dados, não constam a estimativa de safra das três usinas do Grupo Carlos Lyra, que estão em plena safra. Com base nas informações de 13 unidades industriais, apenas seis delas comunicaram que terão variações negativas na quantidade de cana processada neste ciclo, oscilando entre -1,2% até – 17,8%.

Na safra anterior, 17 usinas operaram em Alagoas. Até agora entraram em em operação as usinas Santo Antonio; Camaragibe, Porto Rico; Santa Clotilde; Santa Maria; Sumauma; Coruripe; Copervales; Serra Grande; Cachoeira; Pindorama; Marituba; Taquara e Caeté, além de Seresta e Leão. Apenas a usina Penedo, que moeu no ciclo anterior, não informou uma data para o começo da moagem, nem previsão de produção.

Renan Filho diz que Estado vai ajudar na reabertura da Usina Guaxuma
   3 de novembro de 2017   │     16:17  │  0

A usina Guaxuma é considerada um verdadeiro “filé” no setor sucroalcooleiro de Alagoas. Tem um parque industrial de ponta e cerca de 12 mil hectares terras de excelente qualidade. A indústria parou de moer em 2013, em função da falência da Laginha Agroindustrial S/A. Desde então já foram realizadas diversas tentativas para reabrir a indústria, num esforço que envolveu o governador Renan Filho, o desembargador Tutmés Airan, credores, massa falida, cooperativas e empresas.

Um novo projeto que pode assegurar a reabertura da indústria: um consórcio formado pela Cooperativa Pindorama, Cooplansul (Cooperativa de Plantadores de Cana da Região Sul) e Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas protocolou, na segunda-feira, 30, uma proposta de arrendamento.

Em todas estas tentativas anteriores, o governador Renan Filho colou o estado a disposição prometeu incentivar o arrendamento, assim como aconteceu, há cerca de dois anos, com a Usina Uruba, em Atalaia.

Agora, não será diferente, avisa o governador: “Eu espero que estas negociações, em que o governo tem colaborado decisivamente, avancem. Econtraremos um caminho para retomar a produção nas terras pertencentes a usina de guaxuma e também a própria usina. Esse é que é o grande desafio. O governo vai trabalhar com a Justiça e o setor produtivo para elevar a produtividade e a geração de emprego e renda da região sul do estado de Alagoas. Esse é o compromisso do governo e nós estamos acompanhando de perto e colaborando com todas as ferramentas que temos”, diz Renan Filho.

O projeto

O objetivo do consórcio, agora é arrendar uma área de 10,5 mil hectares – sendo 3,5 mil hectares para cada um dos integrantes do consórcio – e destinar mais 1,5 mil hectares para os sem-terra que estão ocupando as áreas da usina.

O valor do arrendamento proposto é de 10 toneladas por hectare e mais 4,6% do faturamento global da indústria.

O presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, adianta que cada um dos integrantes do consórcio vai trabalhar em modelos diferentes: “Pindorama vai atuar com pequenos fornecedores, a Cooplansul com produtores tradicionais da região e a Asplana vai coordenar a atuação de pequenos e médios produtores que não integram nossa cooperativa. É uma proposta que pode viabilizar a moagem na usina dentro de três a quatro anos. Tudo vai depender da agilidade da Justiça”, aponta.

Klécio explica que a espera – de 3 a 4 anos – será necessária para fazer o plantio em toda a área. “É uma grande área. Na prática estaremos implantando o campo de uma nova usina. Isso representa um grande esforço financeiro, que será feito com recursos próprios”, explica.

Enquanto a Guaxuma não iniciar a moagem, a cana que for produzida em suas terras poderá ser moída, segundo Santos, pela usina Coruripe ou outras unidades da região.

Nova proposta pode garantir reabertura da Usina Guaxuma
   30 de outubro de 2017   │     22:06  │  2

O imbróglio em torno do passado e do futuro da Usina Guaxuma, em Coruripe-AL, não chega a ser uma novela, mas já pode virar uma “mini série”. Ao menos neste novo “episódio”, tudo aponta para um desfecho “feliz”.

A usina, considerada um “filé”, com um parque industrial de ponta e terras de excelente qualidade, parou de moer em 2013, em função da falência da Laginha Agroindustrial S/A. Desde então já foram realizadas diversas tentativas para reabrir a indústria, num esforço que envolveu o governador Renan Filho, o desembargador Tutmés Airan, credores, massa falida, cooperativas e empresas.

Nesse período, uma proposta de compra da usina e algumas propostas de arrendamento esbarraram na burocracia da justiça.

Até agora os juízes responsáveis pelo processo de falência não homologaram nenhuma das propostas. A última foi apresentada em setembro de 2016, pela Usina Coruripe e Granbio.

Agora, surge uma nova proposta. Um consórcio formado pela Cooperativa Pindorama, Cooplansul (Cooperativa de Plantadores de Cana da Região Sul) e Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas protocolou, nesta segunda-feira, 30, um nova proposta de arrendamento.

Em momentos separados, tanto Pindorama, quanto Cooplansul, já haviam apresentado propostas para arrendar a Guaxuma. As propostas foram retiradas depois que a usina Coruripe entrou no processo. De forma inexplicável, a proposta da Coruripe, que terminou “atropelando” outros projetos, nunca foi adiante.

O objetivo agora é arrendar uma área de 10,5 mil hectares – sendo 3,5 mil hectares para cada um dos integrantes do consórcio – e destinar mais 1,5 mil hectares para os sem-terra que estão ocupando as áreas da usina.

O valor do arrendamento proposto é de 10 toneladas por hectare e mais 4,6% do faturamento global da indústria.

O presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, adianta que cada um dos integrantes do consórcio vai trabalhar em modelos diferentes: “Pindorama vai atuar com pequenos fornecedores, a Cooplansul com produtores tradicionais da região e a Asplana vai coordenar a atuação de pequenos e médios produtores que não integram nossa cooperativa. É uma proposta que pode viabilizar a moagem na usina dentro de três a quatro anos. Tudo vai depender da agilidade da Justiça”, aponta.

Klécio explica que a espera – de 3 a 4 anos – será necessária para fazer o plantio em toda a área. “É uma grande área. Na prática estaremos implantando o campo de uma nova usina. Isso representa um grande esforço financeiro, que será feito com recursos próprios”, explica.

Enquanto a Guaxuma não iniciar a moagem, a cana que for produzida em suas terras poderá ser moída, segundo Santos, pela usina Coruripe ou outras unidades da região.

“Assim que a proposta de arrendamento for homologada pela Justiça, vamos começar a trabalhar nas terras da usina, criando novas oportunidades de emprego e gerando renda e desenvolvimento na região. A implantação de uma nova área como essa representa a geração de mais de dois mil empregos diretos, o que vai movimentar muito a economia dos municípios que estão no entorno da indústria, a exemplo de Coruripe e Teotonio Vilela”, enfatiza.

Esperança

O presidente da Asplana, Edgar Filho, explica que a associação vai indicar e coordenar os fornecedores que atuarão na área de Guaxuma, se a proposta for aprovada pela Justiça: “Quando uma usina fecha, perdemos milhares de empregos e a renda deixa de circular no nosso estado, por isso esperamos que os juízes homologuem o quanto antes o arrendamento. Nesse momento de crise do setor, os investimentos no plantio e a perspectiva de retomada da operação numa grande usina, traz esperanças para todos nós. A atividade canavieira continua sendo a mais importante na economia de Alagoas e a Asplana está trabalhando para viabilizar a retomada da produção não só nesta, indústria mas também outras usinas que deixaram de operar no Estado. “, afirma.

Capacidade de moagem

Com capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas por safra, a Usina Guaxuma é considerada uma das melhores usinas de Alagoas, pela sua localização estratégica e pela qualidade de suas terras. são mais de 12 mil hectares de áreas planas e com estrutura completa para irrigação”, aponta o assessor jurídico.

A usina Guaxuma possui uma área total de mais 17,5 mil hectares e está avaliada em R$ 864,1 milhões (valores de 2015).

Exclusivo: ABCZ anuncia início do Projeto Genômica na Expoagro
   26 de outubro de 2017   │     15:14  │  0

Em entrevista para o Gazeta Rural (suplemento) o presidente da ABCZ, Arnaldo Borges, anunciou durante visita a Expoagro Alagoas, o início do Projeto Genômica. O programa, que será tocado a partir de agora, vai acelerar o processo de melhoramento genético, reduzindo de 5 anos para apenas 12 meses o período de avaliação genética dos animais que fazem parte do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ).

O anúncio do novo projeto foi feito por Borges durante visita ao Parque da Pecuária, em Maceió. Ele foi recebido por criadores e pelo presidente da ACA, Domício Silva. “A participação da ABCZ na Expoagro confirma o papel dos nossos criadores na pecuária nacional. Alagoas é referência no país em genética e a nossa exposição serve de vitrine para o produtor mostrar o trabalho que realiza na sua fazenda e também para fazer negócios”, aponta Silva.

Borges diz que o Projeto Genômica vai acelerar o melhoramento genético das raças zebuínas no Brasil: “Esse é um ganho importantíssimo, que vai permitir a criadores de todo país acelerar a seleção genética de seus rebanhos, com ganhos importantíssimos. O Projeto Genômica vai trazer uma segurança maior nas avaliações e o tempo que nós vamos ganhar. Por exemplo, um animal que se levava cinco anos para fazer uma avaliação se ele era um animal produtivo e funcional, nós vamos ter a avaliação dessa genômica em 12 meses”, explica Borges.

O projeto, segundo o presidente da ABCZ foi viabilizado pela atuação do deputado federal de Alagoas Arthur Lira, que conseguiu liberar os recursos, da ordem de R$ 2,5 milhões no Ministério da Agricultura. “O deputado Arthur Lira abraçou a causa e tem sido um grande parceiro da ABCZ e da pecuária brasileira”, aponta Borges.

A visita do presidente da ABCZ foi registrada também pela assessoria da Expoagro.

Veja o texto:

Presidente da ABCZ prestigia Exposição Agropecuária de Alagoas

A 67ª Exposição Agropecuária de Produtos e Derivados de Alagoas (Expoagro/AL), que ocorre até o próximo domingo (29), no Parque da Pecuária, em Maceió, deixará um legado importante para a pecuária alagoana.

Durante o evento, criadores de todo o País estão com os olhares atentos nas seleções genéticas que estão presentes da Expoagro/AL. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Arnaldo Borges, está participando da exposição e acredita que o estado é privilegiado e que contribui para a pecuária nacional.

“A gente já vem aqui há muitos anos. Sempre tivemos uma convivência e acompanhamos os criatórios das raças zebuínas em Alagoas. A criação daqui sempre teve reconhecimento nacional e contribuíram para o melhoramento não só no estado, mas no País”, acredita Arnaldo Borges.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), Domício Silva, a presença do presidente da maior entidade de bovinos no mundo é importante para o evento. “Essa é uma forma de integrar a pecuária brasileira e a pecuária alagoana, que é reconhecida pela sua qualidade. O presidente da ABCZ consegue levar essa impressão do que está sendo feito aqui para todos os criadores e estados brasileiros”, aponta Domício.

Projeto Genômica

Em Alagoas, o presidente da ABCZ ainda divulgou informações sobre o Projeto Genômica, um que vai trazer contribuição ao Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ). O projeto vai trazer segurança maior e um tempo menor para avaliar o animal e já tem recursos garantidos pela Câmara Federal, conseguidos pelo deputado alagoano Arthur Lira.

“Temos tido um reconhecimento importante do governo e população brasileira. A parceria da agricultura com pecuária conseguiu ajudar a desenvolver a atividade no Brasil. Esse é um momento importante para todo o setor”, afirma Arnaldo Borges.

Parque da Pecuária é “liberado”: Expoagro vai receber 2 mil animais e 100 mil pessoas
   11 de outubro de 2017   │     15:22  │  0

Os portões do Parque José da Silva Nogueira, a Pecuária, no bairro do Prado, em Maceió, serão abertos para o público a parir da próxima quinta-feira, 19. Serão onze dias marcados por diferentes eventos. Até o dia 29 de outubro, a 67ª Exposição Agropecuária de Produtos e Derivados de Alagoas (Expoagro), terá reunido um público de 80 mil a 100 mil pessoas, movimentando a economia com a geração de empregos e negócios que vão passar dos R$ 10 milhões.

Antes do começo da festa, o Parque da Pecuária passa pela fase de preparativos. Limpeza, pintura, manutenção, reforma e melhorias estruturais estão sendo realizadas no local pela realização do evento. A via de acesso de carros e caminhões, nos fundos do parque está sendo asfaltada. Mas a grande novidade este ano é mesmo a Arena Expoagro. Toda a estrutura para o evento está sendo montada na pista central do parque e ficará pronta, nos próximos dias para receber um grande público.

“A expectativa é muito forte. Temos informações que já foram vendidos mais de dez mil ingressos para o primeiro show, na sexta-feira 20. A Arena Expoagro representa uma grande inovação para o público e com isso esperamos receber, este ano, até 100 mil visitantes durante a exposição”, aponta Domício Silva, presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA) que realiza a Expoagro em parceria com a Organização Arnon de Mello.

O ritmo de trabalho é intenso. Nesta quarta-feira, 11, foi realizada a inspeção final do local pela equipe técnica da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e o parque foi liberado para receber os animais que participaram da exposição, já a partir da próxima segunda-feira, 16.

Nesta quarta-feira foi realizada, sob coordenação da Adeal, a pulverização de paredes, pisos de currais, cochos e pavilhões com uma solução a base de iodo para desinfecção. O procedimento, explica o presidente da Adeal, Rui Alves, se destina a proteger os animais que irão participar da exposição.

“Após o prazo de 72 horas, chamado de vazio sanitário, o parque estará pronto a receber os animais para a exposição. A desinfecção é uma medida que prepara o local, mas independente disso todos os animais que participarão do evento terão de ter a GTA (Guia de Trânsito Animal), além estar em dia com as vacinas obrigatórias”, explica Rui Alves.

Durante a realização da Expoagro, a Adeal informa que serão adotados outros procedimentos de segurança sanitária para evitar a proliferação de doenças, a exemplo do controle da entrada e saída de animais da área do parque de exposição.

A 67ª Expoagro/AL vai reunir este ano criadores de todo o País para celebrar a maior festa do agronegócio do Nordeste. O evento, que ocorre do dia 19 a 29 de outubro, promete movimentar todas as cadeias produtivas do estado e região. Já foram inscritos criadores de Sergipe, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O presidente da ACA confirma ainda que alguns animais vem da região Sudeste, a exemplo do estado de Minas Gerais. De Alagoas temos criadores de todas as regiões. “Esse ano, teremos um evento maior, confraternizando num só local grandes e pequenos criadores, incluindo a presença de produtores da agricultura familiar e vários expositores que nos procuraram após a Expo Bacia Leiteira, que vão trazer seus animais”, afirma Domício Silva.