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Em defesa de agricultores do NE, deputados querem barrar ‘afago’ de Bolsonaro a Trump
   12 de setembro de 2019   │     16:37  │  1

A cota de importação de etanol americano para o Brasil sem impostos deveria acabar no dia 31 de agosto deste ano. Não só não acabou, como o presidente Jair Bolsonaro decidiu aumentar o benefício para os Estados Unidos. De 600 milhões para 750 milhões de litros por ano.

O ‘afago’ foi tão bom que o presidente americano, Donald Trump comemorou no Twitter a medida que está trazendo “grandes progressos para agricultores” – os americanos, claro.

“Será ainda melhor para o etanol e nós vamos salvar as nossas pequenas refinarias”, disse Trump num Twitter que depois resolveu apagar porque pegou mal – para Bolsonaro, óbvio.

O xis da questão está na declaração de Trump. Ele salva as pequenas refinarias dele, mas condena as nossas.

A importação de etanol sem impostos afeta em cheio as indústrias do Nordeste. Isso porque praticamente toda a importação do etanol de milho americano se dá pelo Estado do Maranhão.

São cerca de 35 usinas e destilarias de cana-de-açúcar que geram 300 mil empregos no NE. Essas empresas enfrentam dificuldades com a queda dos preços do açúcar no mercado mundial e a concorrência desleal do etanol americano.

Se o governo brasileiro “precisou” autorizar o aumento da importação sem impostos ou se foi apenas um afago no “ídolo” Trump, não se sabe de fato. E pouco importa. Representando os interesses dos agricultores brasileiros, especialmente do Nordeste, deputado federais brasileiros entraram no embate.

O Projeto de Decreto Legislativo 614/19 suspende o aumento da cota de importação de etanol de 600 milhões de litros por ano para 750 milhões de litros anuais sem a incidência de tributos teve o regime de urgência aprovado por 319 votos contra apenas 101 esta semana (veja links abaixo).

O texto suspende os efeitos da Portaria 547/19, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e “outros”, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. Segundo os autores, a medida prejudica os produtores brasileiros de etanol.

Pelo menos oito deputados federais assinam o PDL 614/19. Entre eles o “líder” do Centrão, Arthur Lira (PP-AL). Outro influente deputado federal de Alagoas, Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também participa das articulações para pressionar o governo federal a encontrar medidas compensatórias para os produtores do Nordeste.

Bulhões adianta que a questão deve ser definida em reunião na próxima terça-feira na Câmara dos Deputados. Até lá, os deputados vão esperar por alternativas que devem ser apresentadas pelo governo brasileiro ou pelos produtores.

Em reunião essa semana com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na Câmara dos Deputados, Isnaldo discordou dos argumentos de perspectivas de futuro, apontados pelo governo brasileiro: “o problema é entregar realidade e receber expectativa. Não dá para convencer ninguém só com boas perspectivas”, afirma.

Segundo Bulhões, a Câmara negocia uma saída que evite prejuízos ao Nordeste, mas que também não prejudique o Sul e Sudeste. “Como deputados estamos defendendo os interesses do Brasil e dos nossos agricultores. A votação do Projeto de Decreto Legislativo faz parte dessa negociação. Os representantes do setor produtivo e o governo estão em busca de propostas compensatórias, que viabilizem um entendimento. O que não podemos é aceitar que o Nordeste e o Brasil sejam prejudicados”, aponta.

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Produção de etanol em Alagoas está ameaçada por cota que beneficia EUA

 

Deputado de Alagoas quer barrar à importação de etanol dos EUA
   6 de setembro de 2019   │     13:28  │  0

É pura política. E não apenas internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump comemorou o decreto do governo brasileiro (publicado em 31 de agosto passado) que aumentou a cota de importação de etanol de milho dos Estados Unidos.

Antes eram 600 milhões, agora são 750 milhões de litros que podem entrar por ano no país sem pagar nenhum imposto. Pior, sem nenhuma compensação.

Para Trump, a medida está trazendo “grandes progressos para agricultores” – os norte-americanos, é claro. “Será ainda melhor para o etanol e nós vamos salvar as nossas pequenas refinarias.”, disse no Twitter.

Se a exportação ajuda Trump a salvar os seus, a importação provoca danos irreparáveis aos nossos.

Sem tarifa, o etanol americano chega mais barato por aqui (o nosso continua pagando todas as taxas) e deve fazer um estrago ainda maior no setor sucroalcooleiro do Nordeste.

Praticamente toda a importação do etanol dos EUA é feita a partir do Maranhão e afeta principalmente o setor canavieiro nordestino, responsável por cerca de 300 mil empregos na região.

A medida, avisam produtores, agrava a crise no setor, que está começando uma nova safra. O etanol verde-amarelo, ao contrário do americano, continua pagando todos os impostos a que um produto brasileiro tem “direito”.

Para tentar reverter o impacto negativo do aumento da importação, a Novabio, associação que reúne produtores do Nordeste, apresentou uma proposta que pode evitar a quebradeira do setor.

A proposta, que prevê a importação proporcional à produção de etanol de cada região do país, foi apresentada a Marcos Prado Troyjo, secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

“Nesse contexto e enquanto a referida não for revogada ou perca a eficácia solicitamos com urgência que a referida isenção dos 750 milhões de litros seja aplicada na forma abaixo:

6,5% equivalentes a participação do Nordeste na produção nacional de etanol, sejam descarregados em portos do Nordeste.

93,5% equivalentes a participação do Centro-Sul na produção nacional sejam descarregados nos portos do Sul.

Desta forma estar-se-ia, possibilitando uma transição até a revogação da Portaria e no conceito de abastecimento nacional, destinando o produto importado para cada região, de acordo com sua relatividade na produção”, diz o ofício enviado ao secretário.

O deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB-AL) vem trabalhando em Brasília para que o governo federal adote estas ou outras medidas compensatórias para o Nordeste.

Ele tem evitado falar publicamente sobre a polêmica, mas já se sabe que deve apresentar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) propondo a revogação da portaria, caso o governo federal não adote modelos que evitem perdas econômicas para os produtores nordestinos.

Isnaldo faz parte da mesa diretora da Câmara Federal, transita com naturalidade na bancada federal do Nordeste e consegue ser ouvido por vários setores do governo federal – inclusive Agricultura e Economia.

O deputado tem usado sua rede de relacionamentos em Brasília para tentar amenizar os efeitos nocivos da importação no Nordeste. Se o governo não ceder, é provável embate sobre a pendenga no plenário da Câmara.

Reação

Além de Isnaldo Bulhões, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) também já se manifestou contrariamente à portaria do governo federal que aumenta a cota de importação de etanol sem impostos.

“Como representante de Alagoas, o sétimo produtor de etanol quero expressar a minha inconformidade com a incompreensível e inexplicada subserviência brasileira quanto ao etanol”, disse.

A medida, reforça Renan, afeta as empresas brasileiras: “O governo brasileiro elevou para 750 milhões de litros a cota para importações anuais de etanol sem tarifa, pasmem, que irá vigorar por 12 meses. Óbvia a reação. Trump salva suas pequenas refinarias e nós condenamos as nossas”.

Na avaliação do senador, o Brasil vai ajudar a amenizar problemas internos dos EUA: “A guerra comercial com a China criou dificuldades de exportação para os produtores do meio oeste, uma base politica relevante para as pretensões da reeleição de Trump”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Rafael Brito, também saiu em defesa dos produtores. “Precisamos defender as indústrias alagoanas! Ao contrário da medida do presidente Bolsonaro, que prioriza e favorece as indústrias americanas em detrimento das do Brasil, o Governo do Estado tem adotado uma política de incentivos fiscais e de recuperação do segmento”, afirmou.

Segundo Brito, os incentivos do Estado tem ajudado a recuperar o setor em Alagoas: “após chegar a uma moagem de 13 milhões de toneladas, a expectativa é chegar a 18 milhões já nesta safra, podendo crescer 22 milhões nos próximos anos”, diz.

Produtores

A decisão do Governo Federal de ampliar de 600 milhões para 750 milhões de litros a cota de importação do etanol, com tarifa zero (Portaria nº 547, do Ministério da Economia, do dia 31 de agosto), provocou uma forte reação entre representantes da agroindústria canavieira e do governo de Alagoas.

Segundo a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bionergia – Novabio, a nova cota, que representa 36% da produção Nordeste, deve gerar para o país uma renúncia fiscal de R$ 270 milhões.

A importação de etanol sem impostos deve afetar os preços do etanol forçando as usinas do Nordeste a direcionar mais matéria-prima para a produção de açúcar. Como o preço do açúcar está em baixa no mercado internacional, o que se espera é uma queda na remuneração dos produtores, que deve afetar indústria e fornecedores de cana .

“A importação vai fazer com que as usinas reduzam a produção de etanol e vai atrapalhar a nossa produção do biocombustível que é um dos produtos mais viáveis de se produzir agora, principalmente, aqui no Nordeste”, diz o presidente da Asplana, Edgar Filho.

Isnaldo Bulhões trabalha para reverter efeitos danosos da importação de etanol para Alagoas

Em dez anos governo “fecha” mais de 80% dos matadouros de AL
   2 de setembro de 2019   │     20:12  │  0

Nos últimos onze anos, o Estado de Alagoas viveu uma verdadeira “onda” de interdição de matadouros públicos municipais. Até novembro de 2008, a Adeal tinha fechado 8 dos 73 estabelecimentos destinado ao abate de bovinos no Estado.

Os matadouros foram fechados após várias operações de fiscalização realizadas pelo Ministério Público Estadual, Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas e Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, entre outros órgãos.

Atualmente, segundo dados oficiais da Adeal , existem apenas 13 matadouros de bovinos no Estado. Destes, 10 tem registro próprio (Serviço de Inspeção Municipal) e três tem registro estadual (Serviço de Inspeção Estadual).

O Estado tem ainda, segundo a Adeal, um abatedouro de frangos que funciona regularmente e um abatedouro de pequenos animais que funciona por liminar.

Considerando os dados disponíveis, em pouco mais de dez anos, 60 matadouros foram desativados em Alagoas, uma redução de 82,19%.

Com a redução dos matadouros municipais, houve um forte aumento do abate clandestino de animais. A própria Adeal reconhece o aumento da clandestinidade e tenta conter a ilegalidade com o aumento da fiscalização.

Segundo dados do IBGE, o abate legal de animais caiu quase 12% no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março deste ano foram abatidos legalmente 28.226 animais, contra 32.034 no primeiro trimestre do ano passado.

Os dados apontam para um forte crescimento da clandestinidade, que é confirmada por vários produtores e marchantes.

“É comum o marchante um ou dois bois no matadouro e vender cinco ou seis com o mesmo documento. O resto ele matou debaixo da árvore, ilegalmente”, aponta um importante comerciante de animais do Estado.

O aumento do abate clandestino seria resultado da falta de opções para o abate legal. Segundo muitos marchantes, o fechamento de matadouros públicos tem gerado grandes prejuízos para toda a cadeia produtiva.

Sessão especial

O abate de bovinos em Alagoas, que envolve do criador de bovinos ao consumidor final, será tema de uma sessão especial na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 3. A iniciativa é do deputado estadual Inácio Loiola (PDT).

Os deputados vão cobrar ao governo abertura de matadouros regionais, que faz parte de um programa lançado pelo governador Renan Filho em 2017.

Segundo informação oficial, o Programa de Regionalização de Abatedouros conta com investimentos de recursos da ordem de R$ 30 milhões pelo governo de Alagoas e visa fortalecer a cadeia produtiva da pecuária de corte, possibilitando que todo o rebanho seja abatido no estado conforme à legislação.

O programa prevê a construção de matadouros regionais em municípios como Viçosa e Delmiro Gouveia, mas nenhum equipamento foi entregue até o momento.

Inácio Loiola antecipa que todos os envolvidos foram convidados: “queremos uma solução. O problema que existe é carência de matadouros. O marchante de Mata Grande vem abater em Arapiraca. São mais de 150km de distância. É preciso agilizar os matadouros do Estado. Hoje existe uma grande reclamação dos marchantes. Não pode ficar nessa”, afirma.

Edital

O governo lançou o Programa de Regionalização de Abatedouros em Alagoas no dia 2 de setembro de 2017, há dois anos. A expectativa, naquele momento era que o edital para concessão do Matadouro Regional de Viçosa, orçado em R$ 10,2 milhões, fosse lançado até o final de outubro daquele ano.

A unidade, que dará início ao Programa de Regionalização de Abatedouros em Alagoas, ainda não teve o edital de concessão publicado. A expectativa, segundo o blog apurou, é o que o edital seja apurado nas próximas semanas pela Alagoas Ativos.

A data deve ser informada durante a Sessão Pública da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira.

Informação oficial

Os Abatedouros com Sistema de Inspeção Municipal em Alagoas, são:
1- Teotônio Vilela
2- Campo Alegre
3- São Miguel dos Campos
4- Palmeira dos Índios
5- Quebrangulo
6- Ibateguara
7- São José da Laje
8- Santana do Mundaú
9- Coruripe
10- Igreja Nova

A Mapresal, em Maceió, abate suínos e pequenos ruminantes, porém funcionam sob alvará judicial sem inspeção qualquer.

Já os Abatedouros Frigoríficos com Sistema de Inspeção Estadual em Alagoas, são:

1- Mafrial Satuba (abatem bovino)
2- Mafrips Rio Largo (abatem bovino)
3- Frigovale Arapiraca (abatem bovino, suíno, caprino e ovino)
4- Favorito Santa Luzia do Norte (abatem aves: frango)

Abatedouro que está em construção em Viçosa será o primeiro do Programa de Regionalização de Matadouros do Estado

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Após “onda” de interdição de matadouros, Adeal tenta conter abate clandestino

 

Arthur e Biu de Lira mostram força durante evento no Parque da Pecuária
     │     16:06  │  0

O presidente do PP em Alagoas, ex-senador Benedito de Lira, foi um dos convidados especiais do leilão Mega Touros SMP. O remate realizado no Parque da Pecuária, nesse domingo, reuniu empresários, criadores e muitos políticos – muitos mesmo.

O leilão foi promovido pelos irmãos Mauro e Márcio Paiva, do Nelore SMP e teve como parceiros os rebanhos Imbiribeira (Luiz Otávio Jatobá), Nelore Floc (Osman Loureiro) e BL&F (Benedito de Lira e Filho).

Além de Biu e de seu filho, o deputado federal Arthur Lira, muitos políticos foram até o recinto de leilões do Parque da Pecuária. O deputado federal Luiz Tibé, presidente nacional do Avante, veio a Maceió apenas para do remate.

Também participaram do leilão vários prefeitos, a exemplo de Maristela Dias (Piranhaas) e Marina Dantas (Batalha) e deputados estaduais. Léo Loureiro (PP), Tarcizo Freire (PP) e Paulo Dantas (MDB) fizeram questão de sentar ao lado de Biu e Arthur.

Outros parlamentares também passaram por lá para cumprimentar o ex-senador e o deputado. Entre eles o deputado federal Isnaldo Bulhões (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (SD).

Biu de Lira se encontra com deputados e prefeitos durante leilão no Parque da Pecuária

Arthur Lira, Isnaldo Bulhões, Luiz Tibé e Biu de Lira durante leilão no Parque da Pecuária

Versão oficial

Veja texto sobre produzido pela assessoria do leilão

Leilão Mega Touros fatura quase R$ 2 mi e conquista pecuária

O 1º Leilão Mega Touros, realizado nesse domingo, 1º de setembro, exibiu o melhor da genética produzida pelo Nelore SMP e convidados Nelore BFL, Floc e Imbiribeira Agropecuária. A comercialização de 150 lotes de machos nelore PO faturou R$ 1.780.000,00 com vendas para criatórios de todo Nordeste e estados do Pará, Mato Grosso e Tocantins.

Aquecido pelo bom momento do mercado de touros, o remate obteve preço médio por animal girando em torno de R$ 12.900,00. Os neloristas Márcio e Mauro Paiva não pouparam genética para a primeira edição do remate. Foram comercializados touros acompanhados por Programa de Melhoramento Genético, com idade a partir dos 23 meses.

“Sabemos que a aquisição de genética comprovada ainda é a ferramenta mais barata para acelerar a produtividade. O Nelore SMP ofereceu aquilo que o criador busca: precocidade e melhoramento genético juntos”, apontou Paiva.

O criador Luiz Otávio Jatobá, da Imbiribeira Agropecuária, comemorou a liquidez do remate e o bom momento do mercado de touros. “Ficamos felizes em alcançar a satisfação do cliente e ter nossos animais valorizado em termo de preço.Foi um resultado muito positivo em meio ao bom preço da arroba do boi e demanda por touros”, avaliou Luiz Otávio.

Os criadores Arthur Lira (Nelore BFL) e Osman Loureiro (Nelore Floc) destacaram a presença de pecuaristas de diferentes estados. “Representantes dos melhores criatórios estiveram, mais uma vez, buscando reforço em nossa genética. São criadores que confiam e que já conseguiram multiplicar seus rebanhos”, chamou atenção Lira.

Vindo do estado do Maranhão, o criador George Coutinho, adquiriu 40 reprodutores com objetivo de turbinar o rebanho da Fazenda Santa Clara. “O leilão foi muito concorrido e veio com muita carga genética e equilíbrio. Somos parceiros há cinco anos e percebemos o compromisso dos promotores na formação do gado de relevância no País”, afirmou Coutinho.

Homenagem

Abrindo a temporada de remates em Alagoas, o Leilão Mega Touros prestou homenagem aos trabalhos de notórios criadores da raça. Foram entregues placas de menção honrosa os criadores Luiz Catenacci, criador conhecido como ‘rei dos bezerros’ falecido em 2019; Humberto Coutinho (in memória), Rogério Rosalin e Vinicius Cansanção Filho (in memória)

Governo autoriza aumento importação de etanol e prejudica Nordeste
     │     13:17  │  1

O governo federal aumentou de 600 milhões para 750 milhões de litros a cota para importações anuais de etanol sem tarifa. A medida vigorará por 12 meses, segundo publicação no Diário Oficial da União no final de semana.

O aumento da importação de etanol afeta principalmente as usinas do Nordeste, que estão começando uma nova safra.

A operação de importação é feita a partir do Maranhão por grandes distribuidores do Sudeste do país e abastece principalmente o mercado nordestino.

O presidente da Associação de Produtores de Açúcar e Bioenergia (Novabio), que representa 35 usinas e os Sindicatos da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco e de Alagoas, Renato Cunha diz que produtores nordestinos vão cobrar compensações do governo federal.

“Esta medida do governo federal foi muito mal recebida no Nordeste, não questão do etanol, mostrando uma desconsideração com setor estratégico para a economia nordestina”, aponta.

O novo volume autorizado pelo governo federal representa cerca de 27% da produção nordestina. “Caso continue assim haverá uma renúncia fiscal por parte do Ministério da Economia, que estimamos da ordem de R$ 270 milhões a preços atuais, e que é incoerente, incongruente e injusto com os esforços que a nação brasileira faz”, afirma.

Buscando uma contrapartida, representantes do setor sucroalcooleiro de Alagoas e Pernambuco estarão reunidos em Brasília na próxima quarta-feira, 4, com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. No encontro técnico, deverão ser tratados mecanismos de compensação.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, reforça a preocupação: “a importação representa poderia até ser aceitável, desde que ocorresse apenas no período de entressafra, quando existe necessidade de complementação de etanol  na região. Mas no momento safra, como agora, a importação impacta negativamente afetando principalmente a remuneração do produtor”, aponta.

De acordo com Pedro Robério, entre as medidas compensatórias que serão apresentadas na reunião com a ministra Tereza Cristina está a possibilidade de liberar a importação do etanol apenas para a região centro-sul: “lá o volume a ser importado representa apenas 3% da produção, enquanto no Nordeste representa quase 30% de nossa produção”, aponta.

Saiba mais:

Governo eleva cota de importação de etanol sem tarifa por 12 meses