Category Archives: Agronegócios

Com 93% dos votos, Klécio é reeleito presidente da maior cooperativa do Nordeste
   21 de março de 2019   │     17:41  │  1

Pela primeira vez em mais de uma década, teve disputa na eleição da diretoria da maior cooperativa agroindustrial do Norte e Nordeste do Brasil.

Na últimas três eleições, até 2015, as chapas em Pindorama foram eleitas por aclamação. No começo desta semana, os da cooperativa foram convocados para participar de um pleito que teve duas chapas na disputa.

Com um percentual de 93% dos votos válidos, Klécio Santos foi reeleito presidente da Cooperativa Pindorama. A votação foi realizada na sede da entidade, em Coruripe, contando com a participação de 470 associados votantes.

O resultado, segundo Klécio, foi importante porque referenda o trabalho realizado pela atual diretoria. “Temos um olhar voltado para o pequeno, para a agricultura familiar. E temos conseguido avançar, melhorando a produtividade e conseguindo superar as principais dificuldades não só no setor sucroenergético, mas em todas as outras áreas onde a cooperativa atua”, aponta.

A avaliação do resultado da votação é positiva. “Foi um resultado fantástico. Recebemos 438 votos. Esta é prova de que colhemos o que plantamos. Este resultado é o fruto de um trabalho de uma vida e me deixa muito feliz e ainda muito mais empenhado e comprometido em trabalhar para o desenvolvimento de Pindorama”, declarou emocionado Klécio Santos.

Reeleito, o presidente assumiu já nesta terça-feira, 19, o novo mandato que será exercido pelos próximos quatro anos. Este é o sexto mandato consecutivo e o nono de Klécio Santos a frente da presidência da Cooperativa Pindorama.

“Que Deus continue nos iluminando nesta nova jornada. Cada mandato que assumi é como se fosse sempre o primeiro. Vamos continuar trabalhando com foco no apoio nosso cooperado e reforçando ainda mais o nosso trabalho na preparação dos jovens. Afinal, são eles o futuro da Cooperativa Pindorama”, finalizou Klécio Santos, lembrando que também tem como meta nesta nova gestão a ampliação e fortalecimento dos produtos da marca Pindorama no mercado consumidor.

Klécio Santos foi reeleito presidente da cooperativa Pindorama com 93% dos votos

A Cooperativa Pindorama

Localizada entre os municípios de Coruripe, Feliz Deserto e Penedo, a Cooperativa de Colonização Agroindustrial Pindorama, tem uma área de mais de 30 mil hectares de área produtiva, mais de 1,1 mil associados e atua no beneficiamento de diferentes produtos. Entre as atividades mais importantes estão a fabricação de açúcar e etanol, sucos de frutas, industrialização de coco, laticínios e fábricas de alimentos.

Com investimentos de R$ 15 mi e 600 empregos, nova indústria de coco chega a AL
   9 de março de 2019   │     12:48  │  1

Apostando em produtos inovadores por aqui como o coco congelado (algo similar a polpa de frutas) e na linha “saudável”, a exemplo do óleo, chips e snacks, a QualiCôco, atualmente funcionando no Rio Grande do Sul, está desembarcando em Alagoas.

A empresa está na fase pré-operacional, mas já tem funcionários contratados no Estado e a meta é começar a produção industrial ainda este ano – mesmo que em instalações provisórias, avisa Gabriel Terra, diretor da marca.

“O Estado (Conedes) aprovou o incentivo locacional e fiscal e esperamos apenas a definição da área para iniciar o processo de implantação da indústria. Se for necessário, iniciaremos a operação em uma área provisória, mas nossa meta é operar ainda em 2019”, adianta.

Os incentivos foram aprovados na última semana pelo Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes), que aprovou a concessão de benefícios para o projeto de instalação da QualiCôco, vice-líder nacional do segmento de derivados de coco Industrializados e Naturais.

Segundo o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, o investimento inicial será de R$ 15 milhões. “Serão gerados aproximadamente 600 empregos entre diretos e indiretos”, aponta.

Outro diferencial da indústria, destaca Brito, será o uso de matéria prima local. “Alagoas tem milhares de produtores coco que poderão se tornar fornecedores da empresa, o que ajudará a fortalecer toda essa cadeia produtiva no Estado”, afirma.

Pernambuco também estava em disputa pela atração do investimento, mas Alagoas acabou sendo escolhida, avalia Brito, porque ser atualmente um dos Estados mais competitivos do país: “temos uma excelente malha rodoviária, a segunda melhor do Brasil, aeroporto e porto praticamente na porta da indústria, o Prodesin que oferece os melhores incentivos fiscais, além disso de todo esforço do Estado para acelerar tanto quanto possível a tramitação dos processo para a instalação de novas empresa”, enfatiza.

Competitivo

Gabriel Terra explica que a escolha de Alagoas para a operação da nova unidade levou em conta os incentivos fiscais e o apoio do governo, através da Sedetur. “A logística é muito importante. Estaremos próximos portos e aeroportos da região e vamos, a partir de Alagoas, abastecer inicialmente o mercado nacional. Os incentivos e o tratamento do governo também foram decisivos para essa escolha”, afirma.

O diretor da QualiCôco confirma o interesse em comprar matéria-prima de produtores locais.

“Com certeza vamos precisar comprar coco in natura, até porque trabalhamos com o coco congelado, que tem um forte mercado no Sul do país”, aponta. 

Com alta de 27%, Pindorama registra 2a maior safra de cana da história
   8 de março de 2019   │     14:50  │  1

A safra de cana-de-açúcar 2018/2019 em Alagoas entrou na reta final. Das 16 usinas que operaram neste ciclo, a moagem já foi encerrada em dez indústrias e deve terminar em todo o Estado até a primeira semana de abril.

Os números divulgados pelo setor confirmam o crescimento da produção em relação a safra anterior. A estimativa atualizada do Sindaçúcar-AL é de uma produção total de 16,05 milhões de toneladas em todo o Estado, em alta de 16,6% ante a moagem anterior – considerada a “pior” da história recente – quando foram esmagadas 13,7 milhões de toneladas.

A variação positiva é puxada por algumas unidades que apostaram na renovação dos canaviais e na mudança do mix de comercialização. Esse é o caso da Cooperativa Pindorama, localizada em Coruripe, que encerrou a safra de cana no último dia 2 com um balanço positivo.

A usina esmagou cerca de 910 mil toneladas de cana, segundo melhor resultado de toda a sua história, atrás apenas da safra 2011/2012, quando foram processadas 947 mil toneladas.

Em relação a safra anterior, quando Pindorama processou 717 mil toneladas, o crescimento foi de 27% e refletiu a aposta da indústria na renovação dos canaviais, além do “empurrão” dado pelo clima. “A chuva ajudou bastante, especialmente após dezembro. Se o clima continuar favorecendo, esperamos um novo crescimento na próxima safra”, aponta Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama.

A produtividade média em Pindorama também aumentou em relação à safra passada, passando de cerca de 58 toneladas de cana por hectare para 60 toneladas por hectares. “Num esforço conjunto com todos os nossos cooperados, a cada safra temos renovado entre 2 mil e 3 mil hectares de cana. A renovação tem ajudado bastante a melhorar os nossos resultados”, enfatiza Santos.

Para a próxima safra, a meta é bater um milhão de toneladas. “A questão da estiagem dos últimos cinco anos, que perdurou até o final de 2018, inviabilizou, nesta safra, a produção acima de um milhão, mas ficamos colados nesse número. Fizemos investimentos pontuais em estrutura e vamos continuar trabalhando para melhorar o desempenho produtivo. No canavial, vamos focar na renovação do plantio”, adianta Klécio.

Mais etanol 

Em produtos, Pindorama produziu 855 mil sacos de açúcar de 50 quilos (sendo 90% cristal e 10% VHP) e 50,1 milhões de litros de álcool.

A usina Pindorama teve um ciclo mais alcooleiro. A explicação, aponta Klécio Santos, foi a liquidez melhor no mercado para o etanol.

“Produzimos mais etanol ao invés do açúcar VHP, que remunera menor. Fizemos uma proporção de 40% de açúcar para 60% de etanol (na safra anterior o mix foi de 45% x 55%). Com a medida do governo, o imposto foi reduzido, o etanol hidratado teve uma liquidez maior”, atenta.

Ele explica que o que o Governo do Estado fez com o decreto foi criar o crédito presumido, que consegue equiparar os impostos: “o crédito presumido é utilizado para pagar os impostos”, esclarece Klécio.

A escolha de uma safra mais alcooleira veio da demanda do mercado alagoano. “Alagoas é um estado muito pequeno e não consome todo açúcar. O decreto impacta menos no caso do açúcar. Já com etanol, o impacto é maior, tanto para fora quanto para dentro doestado. Mas continua sendo interessante, cada empresa faz seu balanço”, destaca Santos.

Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama, faz balanço positivo da moagem na safra de cana 2018/2019

Com 910 mil toneladas, Pindorama registrou a segunda maior safra de cana de sua história no ciclo 2018/2019

 

Lessa explica porque aceitou convite para a Secretaria de Agricultura
   7 de março de 2019   │     22:00  │  1

Traduzir os caminhos que levaram a Ronaldo Lessa até a Agricultura não é tarefa simples. Ele poderia ter assumido o mandato em Brasília ou outra Secretaria.

A escolha pelo setor, no entanto, não foi ao acaso. Ao aceitar o convite, o ex-governador e ex-deputado federal ponderou bastante.

Poderia – é fato – ter feito outra escolha menos “polêmica”. Afinal, não é agrônomo, veterinário ou produtor rural como querem alguns. A pergunta é: precisaria ser?

A resposta será dada na prática.

Lessa, apesar de ser de esquerda, sempre teve bom relacionamento como setor produtivo rural do Estado e uma proximidade maior com a agricultura familiar.

“Acredito que na Secretaria da Agricultura posso dar minha contribuição, estar mais próximo principalmente dos agricultores familiares. Embora não seja produtor, me identifico muito com a área”, aponta.

Como ex-governador, Lessa conhece o setor agropecuário do Estado de perto. O que ele acredita poderá fortalecer o diálogo.

Durante os seus oito anos de governo, a Secretaria de Agricultura teve vários titulares e iniciou ou manteve os principais programas que conhecemos hoje. Distribuição de sementes, vacinação contra febre aftosa e ações mais voltadas para a agricultura familiar. Nada muito diferente do presente.

Foi no governo de Lessa, em 2002, por exemplo que o programa do leite foi criado.

Como deputado federal e coordenador da bancada de Alagoas, mais recentemente, Lessa sempre foi colaborativo com a atividade do Estado, ajudando a defender não só pautas de agricultores familiares, mas de todo o setor produtivo do Estado.

Experiente, calejado, Lessa avalia que poderá ter uma boa passagem pela Secretaria de Agricultura, assim como teve na coordenação da bancada federal, ouvindo e atendendo todos os setores.

Reações

Apesar de algumas críticas em grupos de Watsapp, as entidades que representam o setor produtivo rural de Alagoas apostam no diálogo e parceria com Ronaldo Lessa. Mas essa história, conto depois.

Privatização do BNB afetará agricultura familiar de Alagoas, segundo Fetag/AL
   6 de março de 2019   │     18:58  │  2

Representando mais de 100 mil agricultores de Alagoas, a Fetag/AL se mobiliza para fortalecer o movimento contra a privatização do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB). Nesta semana, o secretário Robério Oliveira, esteve reunido o gerente de Pronaf do BNB, Carlos Henrique, em Batalha, para avaliar os impactos da privatização.

“A privatização ou fusão do Banco do Nordeste será mais uma porta fecha e representa o início da derrocada do setor. O agricultor vai ficar desamparado em inúmeros serviços financeiros , julgados substanciais para rotatividade de produção”, alerta o secretário Robério Oliveira, da pasta de Políticas Agrícolas.

Segundo a Federação, a mudança no Banco do Nordeste vai acarretar falta de subsídios para fomento da atividade agrícola. No plano do governo, o banco federal também terão suas agências reduzidas por região.

“O BNB é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina, sendo a principal fonte de crédito que possibilita agricultores familiares produzir alimentos e se manterem competitivos”. Teremos um prejuízo incalculável, uma escassez geral de recursos. São milhares de famílias sem poder recorrer a esse braço financeiro”, chamou atenção.

A Fetagf/AL informa que fará audiências públicas em todos as regiões do estado para alertar a população sobre as perdas iniciais com a redução do número de agências e prestação de serviços federais.

(com assessoria)