Category Archives: Agronegócios

Crise do leite: Sefaz reúne distribuidores, indústrias e produtores em busca de saídas
   15 de janeiro de 2019   │     15:34  │  0

A iniciativa foi do secretário da Fazenda. George Santoro convocou os secretários da Agricultura, Henrique Soares e da Sedetur, Rafael Brito, para um encontro “olho no olho”. Represantes dos produtores, das indústrias de laticínio e dos distribuidores de Alagoas discutiram a crise que está afetando duramente a cadeia produtiva do leite em Alagoas.

Atualmente, o custo de produção de um litro de leite para o produtor rural de Alagoas está variando atualmente entre R$ 1,10 e R$ 1,30. Hoje, no entanto, o valor máximo que estão conseguindo receber é R$ 1. O prejuízo para a maioria dos produtores chega a R$ 0,30 por litro.

A crise, apesar de fatores sazonais (supersafra no centro sul e queda no consumo), é a maior registrada nos últimos anos.

“Nunca vi preço de leite tão baixo para o produtor”, registrou no encontro o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas, Arthur Vasconcelos.

No caso de Alagoas, a situação é mais grave, na avaliação dos produtores e das indústrias locais pela “invasão” de produtos de outros Estados.

Segundo relato de empresários, em períodos como esse, indústrias de outros Estados “desovam” produtos nas gôndolas dos supermercados de Alagoas, para proteger seus próprios mercados.

O incentivo fiscal aos distribuidores e atacadistas, a falta de pauta de preço atualizada e de barreiras fiscais foram apontados como falhas que prejudicam a cadeia produtiva do leite de Alagoas.

Depois de ouvir as partes, o secretário George Santoro determinou a atualização da pauta fiscal, mais rigor nas barreiras e convocou uma próxima reunião, dentro de quinze dias, desta vez com a participação dos representantes de supermercados.

“Precisamos entender melhor essa questão. Fomos informados de que os produtos alagoanos estão sem espaço nos supermercados locais. A legislação criada pelo governo, de incentivo ao setor, aponta numa direção contrária. Nosso objetivo é tentar entender melhor essa realidade e criar mecanismos que privilegiem o produtor local”, aponta Santoro.

 

O secretário da Fazenda, George Santoro, reúne produtores, indústrias e atacadistas em buscas de saídas para a crise que atinge a cadeia produtiva do leite em Alagoas

Veja texto pela assessoria sobre o evento

Entidades e governo debatem saídas para a crise do leite em Alagoas

Dirigentes de entidades que representam o setor agropecuário alagoano, em especial o segmento do leite, participaram, na tarde desta segunda-feira, 14, de uma reunião com o secretário da Fazenda, George Santoro. Na pauta do encontro, realizado na sede da Sefaz, a crise do leite no Estado.

O encontro contou com a presença de André Ramalho, presidente do Sindicato Rural dos Produtores de Leite de Alagoas (Sindileite/AL); presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (Sileal), Arthur Vasconcelos; Domício Silva, presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA); presidente da Cooperativa da Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro e do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, além dos secretários de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico, respectivamente, Henrique Soares e Rafael Brito e os dirigentes da Associação do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado de Alagoas (Acadeal).

Na oportunidade, os dirigentes – que representam o segmento leiteiro – pediram mecanismos para proteger os produtos fabricados no Estado, tornando-os competitivos no mercado local, alegando que existe atualmente um desequilíbrio com os produtos procedentes de outros Estados nas gôndolas dos supermercados.

De acordo com as entidades, apesar da crise, Alagoas é um Estado exportador de leite ‘in natura’, que comercializa cerca de 200 mil litros/dia para Pernambuco e Sergipe, assim como, produtos acabados que abastecem outros Estados consumidores.

A demanda apresentada pelas entidades foi recebida pelos secretários que se comprometeram em discutir o assunto com mais detalhes técnicos na próxima reunião dos representantes da Câmara Setorial do Leite prevista para ocorrer nas próximas semanas e que é coordenada pela pasta da agricultura com o objetivo de encontrar uma saída que possa amenizar a crise que afeta o setor leiteiro alagoano.

Incentivos fiscais a grandes distribuidores “quebram” produtores de AL
   14 de janeiro de 2019   │     13:02  │  0

Produtores de leite, carne, frangos e de várias outras cadeias produtivas de Alagoas estão enfrentando sérias dificuldades para escoar a produção no próprio Estado, apesar da desoneração interna dessas atividades.

Nesta segunda-feira 14, os representantes da cadeia produtiva do leite participam de reunião na Secretaria da Fazenda, convocada pelo secretário George Santoro, que contará com a participação de outros secretários, representação de atacadistas e também de sindicatos de indústrias e produtores.

O que está acontecendo, segundo produtores de leite e empresários de vários laticínios, é uma dificuldade crescente para o escoamento da produção local.

Por conta disso, produtores de leite de Alagoas estão no prejuízo. “Se continuar assim, os produtores vão quebrar”, alertar um produtor de leite da região da bacia leiteira.

Atualmente recebem entre R$ 0,80 e R$ 1,00 pelo litro de leite, enquanto o custo de produção varia de R$ 1,10 a R$ 1,30.

“Quando o governo, em 2015, desonerou a cadeia produtiva do leite, a comercialização interna melhorou de forma significativa. No entanto, a partir de 2017, quando foi dado incentivo fiscal para os grandes atacadistas e centrais de distribuição, a situação se inverteu e passamos a ter extrema dificuldade para concorrer com os produtos de outros Estados”, explica o diretor de um laticínio alagoano.

Levantamento feito pelo blog mostra que queijo coalho e manteiga de Pernambuco, Minas Gerais, Goiás e vários outros Estados estão sendo vendidos nos supermercados alagoanos por preço inferior a produtos locais.

Isso acontece, segundo os produtores, pela falta de barreiras fiscais, pela falta de “preço de pauta” para os produtos de outros Estados e, especialmente, pelo incentivo dado aos grandes distribuidores.

“Com os distribuidores tem incentivo, pagam imposto muito baixo e terminam desovando no mercado alagoano produtos que sobram em outras regiões a preços mais baixos, prejudicando o produtor local”, reclama o empresário. “Até 2017, esses distribuidores compravam toda nossa produção de mussarela. Agora, preferem trazer o produto de outros Estados”, emenda.

Obs.: As pessoas que prestaram declaração não foram identificadas no texto para evitar eventuais retaliações, especialmente dos grandes distribuidores, que tem grande poder especialmente nos pontos de venda.

Novo presidente da Adeal avisa que vai trabalhar ao lado do produtor rural
   10 de janeiro de 2019   │     22:13  │  0

Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça Neto assumiu nessa quinta-feira, 10, a presidência da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado de Alagoas (Adeal). O jovem advogado, de 24 anos, carrega a tradição da família no mundo jurídico e na política institucional.

É neto do advogado Carlos Mendonça do presidente do Instituto Arnom de Mello, muito respeitado no mundo jurídico e que já ocupou importantes posições no Poder Executivo de Alagoas e filho do Procurador Geral de Justiça, Alfredo Gaspar, que ganhou popularidade após uma passagem pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.

Com o pai e o avô, Carlos divide também o gosto pelo setor rural. Pecuarista e agricultor, ele faz cria, recria e engorda e também gosta de plantar, principalmente milho.

Carlos Neto avisa que aceitou o convite do governador Renan Filho para assumir a presidência da Adeal porque acredita que poderá contribuir com o desenvolvimento do setor produtivo rural de Alagoas.

“O objetivo é fazer um trabalho técnico, dentro do que rege a legislação, mas sempre enxergando o produtor rural como um parceiro do desenvolvimento. Vamos fiscalizar, mas antes disso orientar”, aponta.

A primeira missão à frente da Adeal, adianta o novo presidente, é conhecer a casa. “Vou conversar com os técnicos e acompanhar as fiscalizações, para me inteirar de tudo e contribuir para que a Adeal exerça plenamente suas funções, mas sempre tendo a visão, como orientou o governador, de que nosso objetivo é fortalecer a atividade e o produtor rural, dentro do que prevê a legislação”, pondera.

O próprio Renan Filho adiantou, em reunião com os gestores da Adeal no Palácio dos Palmares, no final do ano passado, que pretende modernizar a legislação do órgão e contribuir para apresentar soluções inteligentes para questões como o abate de animais.

Após um período de fechamento de matadouros em cidades do interior, o governador tem orientado os seus auxiliares a buscar alternativas para garantir o abate dentro das condições sanitárias exigidas pela legislação. Para isso, o governo deve concluir a construção e licitar o matadouro de Viçosa, além de assegurar a construção de pelo menos mais três matadouros no interior, sendo um na região norte do Estado e os outros dois no sertão e no alto sertão de Alagoas.

A nova política para o setor deve ser anunciada nos próximos dias. A nomeação de Carlos Neto aponta uma nova fase na Adeal. Apesar das especulações de que pretende disputar a prefeitura de Quebrangulo em 2020, o novo presidente da Agência de Defesa Agropecuária assegura que sua missão será estritamente técnica. “O órgão é técnico e assim será nossa atuação”, afirma.

 

Carlos Neto, ao centro, durante reunião com o diretor técnico da Adeal, Ironaldo Monteiro e o governador Renan Filho, no Palácio dos Palmares

Posse

O governador Renan Filho registrou, em sua conta no Twitter, a primeira reunião na noite desta quinta-feira, que marcou simbolicamente a posse no cargo, com o novo pre da Adeal.

“Agora há pouco, me reuni com o novo diretor-presidente da Adeal, Carlos Alberto Pinheiro de Mendonça Neto, o secretário executivo do Gabinete Civil, Alexandre Ayres e o assessor executivo da Adeal, Ironaldo Monteiro, para tratar sobre as demandas do setor agropecuário. Vamos continuar trabalhando para crescer ainda mais. Desejo sorte ao amigo, Carlos Gaspar e vamos juntos!”, disse Renan Filho.

Carlos Neto

Governo assegura recursos e programa do leite não vai parar em AL
     │     9:57  │  0

Nos últimos dias os rumores sobre uma possível suspensão do programa do leite em Alagoas eram crescentes, em função do atraso do pagamento aos agricultores familiares que fornecem o produto. A situação, no entanto, deve se normalizar nos próximos dias.

O governador Renan Filho conversou, nessa quarta-feira, 9, com o presidente da Cooperativa da Produção Leiteira de Alagoas, CPLA, Aldemar Monteiro e garantiu a liberação de recursos para pagamento aos agricultores familiares que participam do Programa do Leite em Alagoas. São mais de 3 mil produtores que fornecem o leite através de mais de 100 associações e seis cooperativas.

De acordo com gestores de cooperativas e associações, devido a problemas orçamentários do Estado no final do ano passado, o pagamento aos agricultores familiares está atrasado há seis quinzenas. Diante das dificuldades, muitos produtores estavam pensando em desistir.

“O governador nos tranquilizou. O novo Orçamento do Estado deve ser sancionado esta semana. Com isso, ele adiantou que o governo deve normalizar os pagamentos até próxima semana”, explica Monteiro.

Além de garantir o pagamento do leite já entregue, o governador também assegurou a continuidade do programa em Alagoas.

“A manutenção está garantida pelo Estado. Apesar disso, vamos ter que trabalhar junto com a nossa bancada federal para manter os recursos da União. Esse programa é na verdade um convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Social e o Governo de Alagoas, através da Secretaria de Agricultura. É fundamental que o governo federal também assegure os recursos para que não exista risco de interrupção do fornecimento de leite que atende hoje cerca de mil 80 famílias carentes em Alagoas”, aponta o presidente da CPLA.

Segundo Aldemar, os produtores não esperavam outra atitude do governo de Alagoas. “É importante ressaltar que Renan Filho sempre esteve ao lado dos produtores e foi até hoje o que mais aportou recursos para o programa, aumentando a contrapartida do Estado, quando houve em vários momentos, redução de recursos federais. Nós acreditamos na continuidade do programa e sabemos que o governador estará junto com os agricultores familiares nessa luta, tanto que ele, além de assegurar a liberação dos recursos estaduais, já se colocou á disposição para atuar junto com a bancada federal em favor da liberação de novos recursos em Brasília”, afirma Monteiro.

 

É grave a crise: produtores de leite de Alagoas estão perdendo R$ 0,30 por litro
   7 de janeiro de 2019   │     20:14  │  0

O custo de produção de um litro de leite para o produtor rural de Alagoas está variando atualmente entre R$ 1,10 e R$ 1,30, dependo da condição do produtor.

Hoje, no entanto, o valor máximo que estão conseguindo receber é R$ 1. O prejuízo para a maioria dos produtores chega a R$ 0,30 por litro.

“Tem produtores, principalmente os menores ou os que estão em áreas mais afastadas, que só recebem 80 ou 90 centavos”, revela o produtor João Tenório Rodrigues, conhecido como Joãozinho Douca, de Batalha.

A queda no preço, segundo Joãozinho, não tem explicação: “a gente não sabe o que está havendo de fato. Suspeitamos que as empresa que compra o leite de Alagoas – instaladas em Sergipe e Pernambuco – estão importando o produto de outros países, via Mercosul, prejudicando toda a cadeia produtiva”, aponta.

Um empresário do setor de laticínios de Alagoas, no entanto, avalia que o problema pode ser outro: “o governo de Alagoas deu incentivo com uma mão e tirou com a outra. Atualmente as grandes distribuidoras e atacadistas do Estado tem mais incentivo para vender o produto que vem de outros estados. Somente uma distribuidora de Maceió deixou de comprar mais de 3 mil kg de mussarela por semana a indústrias de Alagoas, para trazer o produto de fora”, explica.

Outro problema, segundo um produtor da região de Major Isidoro, é que a nova política fiscal estabelecida pelo governo do Estado, penaliza a saída de leite in natura: “o leite que vai para Sergipe ou Pernambuco paga 7% de ICMS. Com isso, nosso leite se torna menos competitivo. É por isso que está sobrando leite na nossa bacia leiteira”, afirma.

Em plena crise, o programa do leite, mantido pelo governo federal e pelo Estado, continua pagando R$ 1,28 por litro aos agricultores familiares de Alagoas.

O valor ajuda a enxugar o mercado em momentos como esse. O problema é que o pagamento aos produtores está atrasado desde outubro. Segundo fontes da Secretaria da Agricultura do Estado, o atraso no pagamento se deu em função de problemas orçamentários.

Com o atraso, muitos produtores já começaram a deixar o programa – o que contribui para agravar a crise.

Um produtores está tentando contato com a Seagri e com o governador Renan Filho, em busca de ajuda para superar a crise: “se o governo não agir logo, a situação vai se agravar muito nos próximos dias”, alerta o presidente de uma associação de agricultores familiares da região da bacia leiteira.