Category Archives: Agronegócios

Depois da seca: RF acena com ajuda para pequenos fornecedores de cana
   29 de abril de 2017   │     17:07  │  0

A cana-de-açúcar segue – entre a crise financeira e a seca – como principal atividade econômica de Alagoas. O setor sucroalcooleiro, apesar de todas as dificuldades, ainda é o maior gerador de empregos no mercado privado do estado.

Mesmo com a redução da moagem para 16 milhões de toneladas na safra 16/17 ante a média histórica de 26 milhões de toneladas, as usinas geraram mais de 60 mil empregos diretos durante o período da colheita e metade disso na entressafra.

Nesse cenário, recuperar a produção canavieira é considerada uma ação estratégica pelo governo do estado. E talvez seja por essas e outras razões que o governador Renan Filho decidiu atender apelo feito pela Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas. O que a Asplana quer é que o governo ajude – assim como faz com outros agricultores familiares – os pequenos produtores de cana a retomar a produção.

As usinas e os grandes produtores conseguiram salvar seus canaviais porque usam irrigação. Com a seca, os pequenos agricultores perderam entre 50% a 100% dos seus canaviais. A maioria não tem recursos ou acesso a crédito para fazer um novo plantio”, explica Edgar Filho, presidente da Asplana.

Alagoas tem cerca de 7,4 mil plantadores de cana. Destes, mais de 90%, segundo Edgar Filho produzem menos de 1 mil toneladas e são considerados agricultores familiares. “Mostramos a situação para o governador e ele está disposto a ajudar o pequeno produtor a recuperar sua atividade. A ajuda deve vier através da doação de adubo, liberação de máquinas ou de crédito presumido. Os produtores maiores e as usinas terão de encontrar outros meios para investir na atividade”, enfatiza.

Em reunião realizada nessa quinta-feira, 27, diretores da Asplana iniciaram a discussão com o governador e com o secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos, para a formatação de um programa de apoio ao pequeno produtor de cana. “Devemos lançar esse programa ainda no mês de maio em uma reunião na Asplana que contará com a presença do governador Renan Filho”, adianta Edgar Filho. Os investimentos esperados do governo do estado devem ficar entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões.

A assessoria de comunicação da Asplana distribuiu texto sobre a reunião com o governador. Leia:

Asplana recebe apoio de Renan Filho para socorrer fornecedor de cana

Diretores da Asplana estiveram reunidos nesta quinta-feira, 27, com o governador de Alagoas, Renan Filho e com o secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos. Na pauta da audiência, realizada no Palácio República dos Palmares, o apoio aos fornecedores de cana castigados pela seca por meio de convênio que será firmado para a distribuição de adubos e do uso de máquinas e de implementos agrícolas.

Passamos pela maior seca dos últimos 100 anos. Não chove desde dezembro. Com isso, o rebroto da cana foi perdido. Tem pequenos produtores que perderam 100% da produção. Diante deste cenário, esta parceria firmada pela Asplana com o Governo do Estado é importante já que a cana que nasceu poderá ser salva. O fornecedor ganhará uma sobrevida para que, no próximo ano, ele possa continuar na atividade. Com o adubo ela poderá renovar o canavial que foi dizimado pela seca”, afirmou o presidente da Asplana, Edgar Filho, que saiu otimista da reunião com o chefe do Executivo estadual.

Foi uma audiência positiva. Viemos buscar alternativas para este problema da seca que fossem capazes de atender as necessidades principalmente do pequeno fornecedor que vive da agricultura familiar. Mais de 90% dos mais de sete mil fornecedores são considerados de pequeno porte”, ressaltou Edgar Filho, afirmando que a diretoria da entidade de classe vem buscando soluções para o problema em todas as esferas do governo.

O senador Renan Calheiros também já esteve na Asplana tentando a retomada da subvenção. Já nos reunimos também com a bancada alagoana e agora com o governador do Estado na busca de parceria importantes para o socorro principalmente aos pequenos produtores”, afirmou Edgar Filho.

De acordo com o líder dos fornecedores de cana de Alagoas, a expectativa para a próxima safra aponta para uma redução de 30% em comparação ao ciclo atual, que teve 16 milhões de toneladas de cana beneficiadas.

Com um setor que responde por 20% do PIB de Alagoas, sendo a principal atividade econômica do Estado, o governador Renan Filho afirmou que a ajuda será dada aos fornecedores de cana.

O Estado vai contribuir. A Asplana nos proporcionou dois caminhos. Um seria com a viabilização de adubo e o outro a criação de condições para a distribuição de tratores e implementos agrícolas para serem usados nos tratos culturais da lavoura de cana. Vamos colaborar neste momento de dificuldade. O setor já chegou a produzir 29 milhões de toneladas de cana em uma única safra e este ano chegou apenas a 16 milhões por conta da seca. Mas, vamos trabalhar, ajudar e fazer a nossa parte”, finalizou o governador Renan Filho.

rf e asplana1

Audiência frustrada: Justiça não consegue vender usinas da Laginha
   28 de abril de 2017   │     18:48  │  1

Não foi apresentada nenhuma proposta. É simples assim. A audiência realizada na Comarca de Coruripe, nesta sexta-feira, 28, para acolhimento de propostas de alienação (venda) das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, pertencentes a massa falida da Laginha Agroindustrial SA, foi frustrada.

Nenhum interessado apresentou proposta – o que é do ponto de vista do pagamento de credores uma sinalização negativa. Em nova tentativa, as indústrias podem ser vendidas por uma valor menor do que o avaliado (cerca de R$ 440 milhões).

Os magistrados responsáveis pelo processo de falência informam que vão tentar vender as usinas, em outra data e explicaram que para a próxima tentativa de alienação (venda), o procedimento adotado será o leilão. Nos próximos dias, os juízes indicarão o leiloeiro responsável.

A informação é da Comunicação do TJ/AL. Leia:

Audiência para venda de usinas da Laginha em MG termina sem propostas

Juízes responsáveis pelo processo de falência explicaram que a próxima tentativa de alienação será por leilão

Foi concluída sem propostas a audiência marcada para que se manifestassem os interessados em adquirir as usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas no interior de Minas Gerais e pertencentes à Laginha Agroindustrial. A audiência ocorreu no Fórum de Coruripe (AL), nesta sexta-feira (28).

Os magistrados responsáveis pelo processo de falência da Laginha explicaram que para a próxima tentativa de alienação (venda), o procedimento adotado será o leilão. Nos próximos dias, os juízes indicarão o leiloeiro responsável.

Phillipe Alcântara, Leandro Folly e José Eduardo Nobre são os magistrados responsáveis pelo processo, que tramita na 1ª Vara da Comarca de Coruripe. Participaram da audiência credores, promotores do Ministério Público de Alagoas que atuam no caso e representantes da administração judicial da empresa.

Matéria referente ao processo nº 0000707-30.2008.8.02.0042

Leia aqui na íntegra: http://www.tjal.jus.br/comunicacao2.php?pag=verNoticia¬=11503

Avaliação de mais de R$ 400 milhões

O valor de avaliação das duas unidades levantado em 2014 e validado pela Justiça de Alagoas em 2015 era de cerca de R$ 440 milhões: Usina Triálcool – Valor Global sem Cana R$ 227,7 milhões e Usina Vale de Paranaíba – Valor Global sem Cana R$ 211,2 milhões.

Esses valores estão defasados e podem gerar perdas para a massa falida e, por tabela, para os credores. O Bando do Nordeste, maior credor da massa falida, pediu nova avaliação, que foi negada pelos magistrados.

O valor de avaliação das duas usinas representa apenas cerca de 20% dos débitos da massa falida apurados pela Justiça – cerca de R$ 2 bilhões.

audiencia laginha

Magistrados conversam com envolvidos no processo (Foto: Ascom/TJAL)

Alagoas pode perder centro da Embrapa por falta de contrapartida
   24 de abril de 2017   │     20:21  │  2

O alerta é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas. O estado corre o risco de perder um investimento de mais de R$ 10 milhões, que tem papel estratégico para o setor agropecuário.

O novo centro de pesquisas da Embrapa, aprovado há um ano pelo conselho nacional da instituição, que deveria ser construído em Alagoas, continua no papel.

Um velho sonho que esbarra na burocracia, alerta Álvaro Almeida: “até agora o projeto de construção do Centro, que foi conquistado com o esforço da Federação da Agricultura, da bancada federal, especialmente do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho continua parado por falta de contrapartida. Eu venho acompanhando o processo e os gestores da Embrapa dizem que estão de mãos atadas porque o estado de Alagoas até agora não deu a contrapartida para a construção do centro de pesquisas, que no caso de Alagoas é o terreno”, aponta Álvaro Almeida.

O presidente da Faeal diz que espera que o processo seja destravado, a tempo do centro ser construído ainda no governo de Renan Filho: “o governador esteve no ano passado com a então ministra Kátia Abreu (Agricultura) e conseguiu viabilizar o convênio para a construção da nova unidade da Embrapa. Infelizmente, pelo que fomos informados, o processo continua parado porque falta definir o local onde a nova unidade será construída”, reforça.

A assessoria da FAEAL fez texto sobre a criação do Centro da Embrapa. Veja

Presidente da Faeal alerta para atraso no início da obra da Embrapa em AL

Apesar de ter sido aprovada ano passado pelo governo federal e de estar prevista no orçamento da União, a unidade de pesquisa da Embrapa em Alagoas ainda não saiu do papel.

De acordo com informações que foram repassadas pela empresa de pesquisa a Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (Faeal), o impasse para o início das obras está na liberação da contrapartida por parte do governo estadual.

Fomos informados que a contrapartida seria a viabilização de um terreno para a instalação da Embrapa. Temos certeza que o governador Renan Filho tem todo o interesse que a empresa se instale em Alagoas porque foi uma conquista da sua gestão, além de ser uma entidade de fundamental importância para o desenvolvimento e avanço do setor agropecuário do Estado”, afirmou Álvaro Almeida, presidente da Faeal.

A Embrapa Sabores, Aromas e Alimentos Funcionais terá como foco o desenvolvimento de soluções tecnológicas e produtos agroalimentares que promovam a saúde, a nutrição e o desenvolvimento territorial sustentável.

O protocolo de cooperação entre o governo federal e o governo de Alagoas para a criação da nova Unidade da Embrapa no Estado, foi assinado em maio do ano passado durante o lançamento do Plano Agrícola 16/17 pela ex-presidente Dilma Rousseff.

A autorização para a criação da nova unidade foi anunciada em janeiro de 2016 pela então ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu.

A Agência Alagoas registrou, no ano passado, dois momentos sobre a criação da nova Embrapa. Veja

http://agenciaalagoas.al.gov.br/index.php/noticia/item/3137-implantacao-da-embrapa-e-aprovada-e-certificada-em-alagoas

http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/3419-renan-filho-participa-em-brasilia-da-criacao-da-embrapa-alagoas

Federação da Agricultura de Alagoas entrega pauta de reivindicações a Michel Temer
   31 de março de 2017   │     19:38  │  0

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas, Álvaro Almeida, quebrou o protocolo durante jantar promovido pela CNA com Michel Temer para entregar uma carta de reivindicações ao presidente.

Álvaro contou, para isso, com a ajuda do ministro Maurício Quintella (Transportes), que também participou do encontro. “O ministro ajudou na entrega do documento e vai acompanhar uma resposta. Pedimos ao presidente que prorrogue o pagamento das dívidas de produtores rurais do Nordeste nos bancos oficiais. Não pedimos nenhum outro benefício. Só a prorrogação, porque com a seca ninguém vai poder pagar nada este ano”, resume.

A assessoria da Faeal fez texto sobre o encontro entre Almeida e Michel Temer. Veja:

Álvaro Almeida entrega pauta de reivindicações a Michel Temer

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, participou nesta terça-feira, 28, de um jantar promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sede da entidade de classe, em Brasília, com o presidente da República, Michel Temer.

Na ocasião, o líder dos produtores rurais alagoanos entregou ao presidente um documento contendo a pauta de reivindicações do setor agropecuário do Estado.

“Foi um material elaborado pela Faeal em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, pedindo à adoção de políticas públicas de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento sustentável do nosso setor primário alagoano”, declarou.

No documento, o presidente da Faeal reforça que o Nordeste tem enfrentado uma das piores secas da história. Em Alagoas, os efeitos acumulados durante os últimos seis anos, de forte estiagem, estão causando sérios impactos negativos na economia do Estado.

Além de dificultar, ou até mesmo impossibilitar, o desenvolvimento de atividades ligadas ao setor agropecuário, a falta de chuvas impõe uma grave restrição hídrica a famílias alagoanas.

“Açudes, riachos, lagoas, nascentes e até mesmo rios perenes estão totalmente secos. Esta situação não vinha sendo relatada há mais de um século em nosso Estado. A consequência direta desta situação climática é observada na redução de 50% na produção da principal cultura, cana- de-açúcar, que chegou a marca de 30 milhões toneladas em 2007 e, na atualidade, próximo de 15 milhões de toneladas, gerando uma queda de receita de estimada em R$ 2 bilhões”, alertou Álvaro Almeida.

Segundo o documento, nos demais setores da agropecuária, as consequências são proporcionalmente semelhantes. Na atividade de produção leiteira, predominantemente no semiárido, a redução da produção está por volta de 40%, mesmo nas propriedades cuja gestão planeja a disponibilidade de insumos produtivos para alguns anos de seca.

Na pecuária de corte, estima-se uma perda de ganho de peso de mais de 1.600.000 de arrobas de carne, só para o ano de 2017, havendo também a mortandade de milhares de animais, até nas regiões próximas do litoral onde normalmente as chuvas ocorriam em maior volume.

Na produção de grãos, o Estado enfrenta reduções de até 80%. “Estamos recorrendo às políticas publicas de proteção aos agricultores familiares, como o Garantia Safra, para garantia mínima de sobrevivência dessas famílias. Raízes e tubérculos, culturas importantes para a agricultura familiar, também sofrem com a redução na produção, produtividade, ou até mesmo a inviabilidade em plantio”, reforçou Almeida no documento.

Diante deste cenário, a Faeal apresentou as seguintes reivindicações: criação de linha de crédito especial; construção de reservas hídricas; recomposição de canaviais; recomposição de rebanhos; disponibilização de recursos para o Canal Adutor do Sertão Alagoano; consolidação da implantação do Centro de Pesquisa da Embrapa no Estado de Alagoas; publicação da Portaria Interministerial que regulamenta a venda subsidiada do milho para o Nordeste e uma novasubvenção da cana-de-açúcar, entre outros pontos.

Encontro

Acompanhado pelos demais dirigentes das federações brasileiras, o presidente da CNA, João Martins, apresentou ao chefe do Executivo Nacional um documentos com as demandas sobre infraestrutura e logística para o escoamento dos produtos agropecuários.

Na oportunidade, após receber as reivindicações do setor agropecuário nacional, Temer reafirmou o compromisso com o setor agropecuário e agradeceu aos representantes do segmento que sustentou a economia do país durante momentos de crise. “Nos momentos mais difíceis, pudemos perceber que vocês conseguiram sustentar a economia brasileira”, afirmou.

Veja aqui, o documento na íntegra: carta a Michel Temer

alvaro e mcihel temer

AL perde mais de R$ 8 bilhões em 3 anos com crise no setor sucroalcooleiro
   8 de março de 2017   │     14:27  │  0

A avaliação foi feita nessa terça-feira 8, pelo presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, Pedro Robério Nogueira, durante reunião em Brasília com a bancada federal de Alagoas e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

O Valor que deixou de circular na economia de Alagoas por conta da seca e outras dificuldades do setor sicroalcooleiro passa dos R$ 8 bilhões em 3 anos.

A reunião foi articulada pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de discutir medidas de socorro ao setor – especialmente para o produtores independentes de cana. Em pauta, o pedido de subvenção para os fornecedores de cana de Alagoas para o enfrentamento dos problemas decorrentes da seca.

O ministro explicou durante o encontro que não será possível usar a MP de 2015 para o pagamento da subvenção aos fornecedores de cana. Dyogo Oliveira também adiantou que não existe previsão no Orçamento da União para a despesa e sugeriu que a bancada leve uma nova proposta para o presidente Michel Temer.

Participaram do encontro os senadores Fernando Collor, Benedito de Lira e Renan Calheiros (que abriu a reunião e precisou se ausentar) e os deputados federais Ronaldo Lessa, Paulão e pedro Vilela. A bancada decidiu trabalhar uma nova proposta de ajuda aos fornecedores de cana a partir de uma articulação com os ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento. A proposta será, em seguida, apresentada a Michel Temer.

É grave a crise

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, participou do encontro com a bancada federal e traduziu em números o estragado causa pela crise e pela seca no setor sucroalcooleiro de Alagoas: “a estiagem é um problema muito sério porque subtrai uma parte expressiva da produção, que você investiu para tê-la e não tem. No caso de Alagoas estamos saindo de ao redor de 29 milhões de toneladas de cana para 16 milhões de toneladas de cana. Podermos ir a 13 para 10 na próxima”

A consequência da seca, reforça Pedro Robério Nogueira, é a menor circulação de renda em Alagoas: “essa seca de 3 anos seguidos em Alagoas está subtraindo de renda ao redor de R$ 8 bilhões cumulativamente no período. Isso é todo o Orçamento fiscal de Alagoas, para se ter ideia do que significa essa subtração de renda pela não produção de cana em decorrência da seca”.

“Nós defendemos aqui que o primeiro socorro seja concedido aos fornecedores de cana. É natural que qualquer programa de governo comece e se intensifique com os fornecedores de cana. Estamos falando aqui de 18 mil fornecedores de cana independentes (Nordeste). E num ato seguinte, o governo deve atender as indústrias”, ponderou Pedro Robério Nogueira.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, aproveitou o encontro com a bancada federal para atualizar os do estrago causa pela crise e pela seca no setor sucroalcooleiro de Alagoas: “a estiagem é um problema muito sério porque subtrai uma parte expressiva da produção, que você investiu para tê-la e não tem. No caso de Alagoas estamos saindo de ao redor de 29 milhões de toneladas de cana para 16 milhões de toneladas de cana. Podermos ir a 13 para 10 na próxima”

A consequência da seca, reforça Pedro Robério Nogueira, é a menor circulação de renda em Alagoas: “essa seca de 3 anos seguidos em Alagoas está subtraindo de renda ao redor de R$ 8 bilhões cumulativamente no período. Isso é todo o Orçamento fiscal de Alagoas, para se ter ideia do que significa essa subtração de renda pela não produção de cana em decorrência da seca”.

“Nós defendemos aqui que o primeiro socorro seja concedido aos fornecedores de cana. É natural que qualquer programa de governo comece e se intensifique com os fornecedores de cana. Estamos falando aqui de 18 mil fornecedores de cana independentes (Nordeste). E num ato seguinte, o governo deve atender as indústrias”, ponderou Pedro Robério Nogueira.