Category Archives: Agronegócios

Um agradecimento e uma despedida para Inês Pacheco
   17 de julho de 2018   │     17:57  │  1

Sorriso sempre aberto, foco no trabalho e um olhar diferenciado, de quem costumava enxergar longe. Inês Pacheco faleceu às 2h da manhã desta terça-feira, 17, aos 54 anos. O sepultamento, acompanhado por várias lideranças do setor produtivo rural foi realizado hoje a tarde no município de São Sebastião.

Discreta, às vezes comedida, Inês assumiu a Secretaria de Agricultura do Estado em 2010 e, em seguida, conduziu o processo que resultou na criação da nova Emater.

Antes disso, Inês teve uma longa atuação profissional. Por onde passou deixou sua marca. E agora ao partir deixa o exemplo e um importante legado, embora não tenha tido o reconhecimento merecido.

Graduada em Serviço Social e em Economia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Inês teve vasta atuação nas áreas socioeconômia, organização social e planejamento estratégico.

Ela foi consultora do Sebrae, gestora do Arranjo Produtivo Local Mandioca no Agreste. No Ministério da Integração Nacional e Adene/PE, trabalhou como gestora de projetos de cooperação internacional. Na Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/Brasília), trabalhou como consultora técnica em Organização Auto-gestionária.

Na Secretaria de Estado da Assistência Social, atuou como coordenadora técnica; e no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), atuou como consultora técnica de Desenvolvimento Social.

Quem vive no meio rural, especialmente pequenos produtores e agricultores familiares, tem muito a agradecer.

Obrigado, Inês.

O destino do programa do leite está nas mãos de Renan Filho
   13 de julho de 2018   │     19:59  │  1

Renan Filho tem uma decisão importante pela frente. A continuidade ou suspensão do programa do leite está nas mãos do governador. Literalmente.

Os recursos existentes na Secretaria de Agricultura do Estado asseguram a continuidade do programa até o final deste mês.

Para continuar a distribuição de leite com cerca de 80 mil famílias carentes depois disso, o governo do estado vai precisar executar uma nova fase do convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

O aditivo, como antecipei aqui, foi assinado no último dia 8 e prevê recursos da ordem de R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões para 2018 e os outros R$ 5 milhões para 2019. A contrapartida mínima prevista é de R$ 2,5 milhões. Com isso, o programa teria pouco mais R$ 6 milhões para 2018, suficientes para pouco mais de dois meses.

Entre as opções que o governo do estado tem, pela frente, está manter o programa por mais dois ou três meses. Para isso, ainda será necessário depositar a contrapartida – o que ainda não foi feito. O governo de Alagoas também pode, como ocorreu em anos anteriores, antecipar contrapartidas ou aumentar o valor da contrapartida, assegurando a manutenção do programa até o próximo governo, quando o volume de recursos poderá aumentar – ou não – dependendo da economia e da vontade política do próximo presidente. Existe ainda uma terceira alternativa, que o governo promover uma redução do programa. Até o início de 2017, a distribuição diária era de 80 mil litros e caiu à metade, para 40 mil litros. Uma nova redução é vista com preocupação, porque afetaria principalmente as famílias carentes que recebem o leite todos os dias.

Nenhuma das decisões é fácil. A boa notícia é que o governo de Alagoas tem recursos suficientes no caixa do Fecoep para qualquer uma das escolhas.

Programa do leite

Em Alagoas o programa do leite tem duas faces. No campo, assegura a inclusão produtiva de mais de 3 mil agricultores familiares. Na cidade, a distribuição diária de 50 mil litros de leite atende 80 mil famílias (cada uma recebe 4 litros por semana).

O leite chega para famílias que estão sob risco nutricional, atendendo principalmente lares onde tem crianças, gestantes e nutrizes.

Por conta de cortes no orçamento federal, o programa do leite já foi reduzido em Alagoas, no ano passado, de 80 mil para 50 mil litros por dia.

Agora, a situação é mais grave. O valor anunciado pelo MDS só dá para manter o programa por mais dois meses, no máximo. Depois disso, o corte poderá ser total.

Com os dias contados: situação do Programa do Leite continua indefinida em AL
   11 de julho de 2018   │     14:37  │  1

A situação continua indefinida. O programa do leite pode ser suspenso em Alagoas por falta de recursos no final deste mês.

Após o alerta, feito pelas cooperativas que operam o programa no Estado (Coopaz, Pindorama, CPLA, Cafisa e Aagra), a Secretaria de Agricultura de Alagoas e o Ministério do Desenvolvimento Social conseguiram assinar, no último dia do prazo (6 de julho) um aditivo que assegura recursos de mais R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões para 2018 e outros R$ 5 milhões para 2019. O valor esperado era de R$ 30 milhões.

Apesar do aditivo, os recursos não foram repassados. Segundo informações da Seagri, o MDS cobrou o depósito simultâneo de contrapartida, o que não foi possível ser realizado no dia 6 de julho, em função do fechamento antecipado das agências bancárias, por conta do jogo do Brasil na copa do mundo.

O problema agora seria de prazos. Devido a impedimentos da legislação eleitoral, os recursos, se não houver entendimento jurídico diferente, só poderão ser repassados após as eleições de outubro.

O governador Renan Filho disse, na semana passada, que não deixará o programa do leite acabar em Alagoas. A alternativa seria o Estado antecipar contrapartidas do programa, até que saia um entendimento com o MDS, em Brasília.

O secretário de Agricultura, Antônio Santiago, está preocupado com o programa: “estamos esperando uma definição do MDS sobre o repasse de recursos. O que temos assegurado hoje garante o pagamento aos produtores até o final deste mês”, confirma.

Atualmente, o programa garante a distribuição de mais de 40 mil litros de leite por dia, beneficiando cerca de 80 mil famílias (a distribuição é feita na base de 4 litros por semana para cada beneficiário) nos 102 municípios de Alagoas.

Programa do leite

Em Alagoas o programa do leite tem duas faces. No campo, assegura a inclusão produtiva de mais de 3 mil agricultores familiares. Na cidade, a distribuição diária de 50 mil litros de leite atende 80 mil famílias (cada uma recebe 4 litros por semana).

O leite chega para famílias que estão sob risco nutricional, atendendo principalmente lares onde tem crianças, gestantes e nutrizes.

Por conta de cortes no orçamento federal, o programa do leite já foi reduzido em Alagoas, no ano passado, de 80 mil para 50 mil litros por dia.

Agora, a situação é mais grave. O valor anunciado pelo MDS só dá para manter o programa por mais dois meses, no máximo. Depois disso, o corte poderá ser total.

Setor sucroalcooleiro vai debater Renovabio em Simpósio da Cana
   10 de julho de 2018   │     19:26  │  0

A temática do Renovabio, a política nacional dos biocombustíveis, nunca esteve tão em alta. Em suma porque o Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol e biodiesel, com potencial de produção de outras fontes de bioenergias. E mais: Alagoas é o maior produtor de etanol da região Nordeste.

Nada mais justo do que se aprofundar num tema tão importante que deve acelerar a produção de etanol na agroindústria canavieira, chegando a um aumento superior a 21 bilhões de litros de biocombustível para atender as metas estabelecidas pelo programa.

O objetivo geral do Renovabio, que já começa a ser implantado a partir de janeiro de 2019 em Alagoas, é aderir às normas acordadas para redução da intensidade de gases do efeito estufa produzidos até 2028. A mobilização é grande e teve apoio dos produtores de todo o País.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, acredita que o calendário de implantação do Renovabio vai sentir às necessidades da própria realidade do sistema produtivo. “Não teremos a plenitude da valorização na largada do programa, mas o que temos é que essa política possa ser alavancada a cada ciclo da cana. Em Alagoas, já a partir da próxima safra temos a necessidade de acelerar a oferta de etanol”, afirma Nogueira.

Para se aprofundar no tema Renovabio, as três entidades que elaboram o programa, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Planejamento Estratégico (EPE), estarão juntas durante o 35º Simpósio da Cana, nesta quarta-feira (11), a partir das 9h. “O Renovabio será o tema de abertura e os representantes das três entidades irão apresentar o que se tem de mais imediato nas metas e regulamentações do programa”, ressalta o presidente do Sindaçúcar-AL, que vai mediar o debate.

O Simpósio da Cana é tradicional nas discussões sobre o setor alcooleiro de Alagoas. A abertura do evento ocorre a partir das 8h30, no Centro de Convenções, em Maceió.

“É um seminário tradicional que trata do que aconteceu na safra que terminou, tanto do ponto de vista agrícola quanto do ponto de vista industrial. Na abertura, teremos o tema Renovabio. Nos demais painéis, que prosseguem até o fim da semana, serão tratados como as unidades produtoras estão preparadas para se habilitarem a esse programa. Isso é um debate que está se tendo em todo o País”, atenta Pedro Robério Nogueira.

O Simpósio da Cana conta, ainda, com palestras voltadas para área agrícolas, industrial e área comum, se estendendo até a sexta-feira (13). A programação terá temas diversos voltados para o setor, como custos da produção, manejo da cana, sustentabilidade, uso e perspectivas dos combustíveis, uso de energia solar e demais temas.
O evento vai reunir pesquisadores, técnicos, empresários, administradores e estudantes, além de representantes de instituições/empresas que desenvolvem suas atividades voltadas para o setor sucroenergético.

A fonte secou: programa do leite só tem recursos por mais 15 dias em Alagoas
   2 de julho de 2018   │     15:32  │  0

Em menos de 30 dias a contar de hoje a distribuição do programa do leite pode ser suspensa em Alagoas por falta de recursos. O alerta, feito pelas cooperativas que operam o programa no Estado (Coopaz, Pindorama, CPLA, Cafisa e Aagra), é confirmado pela Secretaria de Agricultura do Estado.

O secretário Antônio Santiago confirma que houve um corte nos recursos previstos para o pagamento aos mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem do leite distribuído no estado. Com os recursos federais disponíveis, o pagamento só estaria assegurado até a primeira quinzena de julho.

A liberação da contrapartida do Estado, que pode ser confirmada nos próximos dias, asseguraria o pagamento da segunda quinzena de julho, possibilitando a distribuição do leite até 1o de agosto.

Atualmente, o programa garante a distribuição de mais de 50 mil litros de leite por dia, beneficiando cerca de 80 mil famílias (a distribuição é feita na base de 4 litros por semana para cada beneficiário) nos 102 municípios de Alagoas.

Pela estimativa dos gestores da Seagri e dirigentes de cooperativas que fornecem o leite distribuído com as famílias, se o governo federal mantiver o corte de recursos e o Estado não encontrar outras alternativas, o programa será de fato suspenso.

A maior preocupação das cooperativas agora é com o prazo. Em função das eleições, a aprovação de recursos extras para o programa – solução já adotada pelo governo do estado em momentos de crise no programa – precisaria ser aprovado no Fecoep antes de 7 de julho.

A informação que circula entre os produtores foi confirmada pelo secretário de Agricultura do Estado. De acordo com Antônio Santiago, o governo federal reduziu a previsão de repasses para manutenção do programa de R$ 30 milhões para R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões para 2018 e outros R$ 5 milhões para 2019.

“Fomos comunicados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que em função de cortes no Orçamento da União, o programa em Alagoas seria afetado com o corte de recursos”, aponta.

Preocupado com a informação, o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, promete mobilizar produtores e as outras cooperativas que abastecem o programa do leite em Alagoas (Coopaz, Pindorama, Cafisa e Agra) para tentar sensibilizar o governador Renan Filho e a bancada federal do estado.

“Iremos a Brasília para tentar evitar o corte no programa. Mas também vamos apelar para a sensibilidade do governador Renan Filho. Nos últimos anos, sempre que houve redução de verbas federais, o governo do estado assegurou a manutenção da distribuição de leite aumentando, ainda que durante um período curto, a contrapartida do Estado”, afirma Aldemar Monteiro.

O presidente da CPLA lembra que deputados federais e senadores de Alagoas tem ajudado na interlocução com o MDS. “Mais uma vez esperamos contar com a força da nossa bancada federal, que é muito influente em Brasília. Do contrário, Alagoas pode perder um programa que tem apresentado grandes resultados tanto na cidade quanto no campo”, pondera.

Programa do leite

Em Alagoas o programa do leite tem duas faces. No campo, assegura a inclusão produtiva de mais de 3 mil agricultores familiares. Na cidade, a distribuição diária de 50 mil litros de leite atende 80 mil famílias (cada uma recebe 4 litros por semana).

O leite chega para famílias que estão sob risco nutricional, atendendo principalmente lares onde tem crianças, gestantes e nutrizes.

Por conta de cortes no orçamento federal, o programa do leite já foi reduzido em Alagoas, no ano passado, de 80 mil para 50 mil litros por dia.

Agora, a situação é mais grave. O valor anunciado pelo MDS só dá para manter o programa por mais dois meses, no máximo. Depois disso, o corte poderá ser total.