Category Archives: Agronegócios

Sementes da discórdia: governo e deputados “cochilam” e conta cai no colo de Beltrão
   9 de junho de 2021   │     22:42  │  1

O secretário de Agricultura de Alagoas vai até a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) nesta quinta-feira (10/6). Maycon Beltrão vai a convite prestar esclarecimentos aos deputados sobre o programa Planta Alagoas, que retomou a distribuição de sementes para pequenos agricultores do Estado este ano – suspensa desde 2019.

O programa, que segundo a Secretaria de Agricultura, beneficia 50 mil agricultores em 102 municípios e conta com investimentos de R$ 13,5milhões em 2021, foi retomado após cobrança de sindicatos de trabalhadores rurais e cooperativas de agricultores familiares.

O convite veio para o secretário explicar– literalmente – porque o “Governo do Estado está descumprindo a Lei 8.302/2020 no que se refere à data limite para a distribuição de sementes”.

O prazo estipulado pela Lei é 30 de março, período que seria anterior ao calendário de plantio da Conab para o Estado. E anterior a posse de Maykon na Seagri.

Em resumo, a reclamação de alguns parlamentares é que o governo só distribuiu as sementes em maio, quando a lei estabelece 30 de março como limite.

De fato está na lei. E nesse caso, tanto o governo quanto os deputados devem ser cobrados pelo “atraso”. Se o governo “cochilou” na distribuição de sementes, os parlamentares também atrasaram a cobrança e o convite ao secretário.

Nesse caso, o “convite” deveria ter sido feito nos primeiros dias de abril, logo após a constatação de que o governo não distribuiu as sementes até 30 de março.

Se assim fosse, Maykon Beltrão nem seria o convidado. Ele só foi empossado no dia 15 de abril. E quando assumiu não tinha mais opção. Era distribuir ou devolver as sementes, deixando os agricultores mais um ano sem tem ter o que plantar. Agora caiu no “colo” dele a cobrança.

Ainda assim, o clima da reunião entre o secretário e os deputados nesta quinta deve ser tranquilo. “É normal que os secretários venham até a Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos. O Executivo não tem nada a esconder. E sempre que for necessário iremos convidar um secretário para tirar as dúvidas dos deputados. O Maykon vai falar de um para que está beneficiando milhares de famílias e que vai ajudar a fortalecer nossa economia”, aponta o deputado estadual Sílvio Camelo, líder do governo na ALE.

Prazos

Para o secretário, a distribuição foi feita, dentro do ponto de vista agrícola, no tempo certo: “concluímos a distribuição ainda no mês de maio. O período de plantio em Alagoas, segundo dados da Conab vai até junho. No caso do arroz, o plantio é feito a partir de julho e agosto”, pondera.

Note bem. A lei estipula 30 de março, mas em Alagoas o plantio de inverno acontece em maio e, no caso do arroz, entre julho e agosto.

Não será difícil para Maykon dar suas explicações. Conversei com ele, por aplicativo. Ele diz que ao assumir a Seagri, em 15 de abril, tratou de concluir o processo de aquisição e distribuição das sementes: “minha determinação foi distribuir o mais rapidamente possível. O que vou sugerir na conversa com os deputados é uma alteração na lei, de modo a permitir que em havendo dificuldades, a entrega possa ser feita  aos agricultores desde que dentro da janela de plantio do Estado”, aponta.

Esclarecimento

Em nota, a assessoria da Secretaria de Agricultura informa que “a Seagri optou em distribuir as sementes para não prejudicar os agricultores. Além disso, o fato de não estar no prazo previsto na lei, não causou prejuízos aos produtores, visto que o período de distribuição está dentro da janela de plantio da CONAB e de acordo com resolução Embrapa para Alagoas”.

Crioulas

O secretário também admite que não foi feita a compra de sementes crioulas, como determinado pelo Fecoep. “Na verdade a compra foi feita utilizando um edital de ano anterior, em que não estava prevista a entrega de sementes crioulas. O recurso para a aquisição destas sementes está reservado e vou ouvir os deputados para que a gente encontre formas de contemplar essa demanda”, pondera.

Distribuição

De acordo com a Seagri as sementes foram entregues até o dia 28 de maio: “a meta alcançada na sexta-feira (28/5), foi de 100% a entrega das sementes nos 102 municípios alagoanos. Algumas cidades do estado, por exemplo, já concluíram o envio antes do prazo das culturas para os agricultores cadastrados”

Saiba mais: Planta Alagoas atinge 100% das entregas de sementes em todo estado

 

Próximo pacote do governo de AL será para o agro
   15 de março de 2021   │     12:49  │  0

Na sexta, 12, o governo de Alagoas lançou um pacote de ajuda emergencial. São cerca de R$ 100 milhões para compensar eventuais perdas do setor de comércio e serviços com restrições de circulação adotadas no enfrentamento da pandemia.

O pacote atende especialmente os segmentos de bares, restaurantes, eventos e turismo (veja aqui).

As ações de incentivo a economia não devem ficar por aí. O governo também vai lançar um “pacote” para o setor rural.

O anúncio das medidas estava previsto para a última semana. Foi adiado com a entrada de Alagoas nas fases vermelha (agreste e sertão) e laranja (demais regiões) do plano de distanciamento social controlado.

O pacote da Secretaria de Agricultura do Estado deve sair ainda esta ou na próxima semana, se o Estado se mantiver no atual status de combate a pandemia

A principal novidade deve ser o retorno do programa de sementes, redesenhado pelo secretário de Agricultura, João Lessa Neto.

Agora com pegada digital, a proposta é que a distribuição de sementes (suspensa em 2019) será feita a partir de cadastro de agricultores familiares no aplicativo Agro Mais Perto.

“Com o uso da tecnologia podemos fazer a entrega da semente de acordo com a demanda real de cada produtor. Além disso, é possível monitorar como cada um vai usar as sementes, mostrando de forma efetiva os resultados do programa”, aponta Lessa Neto.

Outra novidade da proposta é a regionalização. Para o baixo São Francisco, a prioridade será arroz. Sertão e agreste, milho e feijão. Em outras regiões, a Seagri deve apostar em outras culturas, de acordo com a vocação dos produtores e as condições de clima e solo.

Outro programa no prelo é o PAA Educação, que vai garantir a compra de alimentos produzido por agricultores familiares, para escolas da rede estadual de ensino. Os recursos são do Fundo Estadual de Combate a Pobreza (Fecoep) e serão complementares ao PNAE.

O governador Renan Filho deve  autorizar a execução dos programas e a expectativa é que a Seagri inicie o cadastro dos produtores ainda este mês, a tempo de fazer seleção do pessoal e distribuir as sementes antes da janela de plantio de inverno no Estado – entre abril e maio. A conferir.

O papel ‘quase esquecido’ do mais importante programa de inclusão de Alagoas
   3 de março de 2021   │     19:02  │  0

No campo e na cidade são mais de 80 mil famílias que participam diretamente do maior programa de inclusão social e produtiva de Alagoas. De um lado, gera renda, empregos, movimenta a economia. Do outro ajuda a alimentar quem tem fome – literalmente.

Essas são as faces mais conhecidas do Programa do Leite em Alagoas. E normalmente são esses os argumentos repetidos quando existem qualquer tipo de ameaça a sua continuidade – seja por atraso de recursos federais ou estaduais.

O programa do leite, no entanto, tem uma outra face pouco lembrada, que se sobressai em momentos de crise de mercado – o de balizador de preços. Na prática, é como se fosse um garantidor de preço mínimo para o produtor rural.

Explico. Até dezembro de 2020 o preço de leite pago ao produtor em Alagoas chegou a R$ 2,20 por litro. Em função de diferentes questões, como queda no consumo e aumento das importações, esse valor caiu gradativamente deste então. Esta semana, segundo produtores, está oscilando entre R$ 1,60 e R$ 1,70. E pior, algumas fábricas suspenderam a captação da matéria-prima parcial ou totalmente.

É nessa crise que o programa do leite está mostrando seu outro lado. O preço de R$ 1,76 por litro pago ao produtor hoje foi estabelecido em meados do ano passado por iniciativa do secretário de Agricultura do Estado, João Lessa, com apoio do deputado federal Marx Beltrão (PSD), do senador Fernando Collor (PROS), governador Renan Filho (MDB) e do ex-ministro da Cidadania Onyz Lorenzoni.

Na realidade anterior (R$ 2,20) , o programa do leite era pouco atrativo. Hoje (R$ 1,60) , a história é outra.

Um exemplo é o da CPLA, que chegou a ter mais de dois mil produtores fornecendo para o programa e, no final do ano passado, eram apenas 200.

Os agricultores familiares deixaram o programa por atrasos no pagamento e, principalmente porque o mercado privado estava mais atrativo. Quem saiu, agora está voltando. Não só na CPLA, mas em todas as outras cooperativas que operam o programa, a exemplo de Coopaz, Pindorama e Vale do Paraíba.

No caso da CPLA já são mais de 700 produtores que voltaram ao programa. Em todo o Estado, informa a Seagri, mais de 90% do programa já está normalizado. Lembrando que em julho do ano passado, quando foi dada uma parada técnica para reorganizá-lo, a distribuição ficou reduzida a menos de 20% dos 50 mil litros diários de leite.

“O programa está em plena execução e nesse momento mostrando esse importante diferencial que é ajudar no equilíbrio de preços. Ao fazer isso, o programa ajuda não só o pequeno, mas também o médio e grande produtor. Direta e indiretamente toda a cadeia produtiva está sendo beneficiada”, aponta o secretário de Agricultura, João Lessa Neto.

“Além de nutrir famílias carentes, além de ajudar a gerar renda para a agricultura familiar, o programa tem ainda essa outra característica muito importante que é o equilíbrio de preços. Mais uma vez fica demonstrado que esse programa não é só importante para o pequeno, para a cooperativa, mas para toda Alagoas”, pondera Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Ps.: o secretário João Lessa garante que como a implantação do novo sistema de gestão o pagamento aos produtores se tornou mais ágil, o que pode estimular ainda mais a volta de todos os agricultores familiares ao programa do leite.

Setor leiteiro de Alagoas em crise com “fim do auxílio” e importações de leite
   11 de fevereiro de 2021   │     21:19  │  0

O presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), Domício Silva, participou de reunião da Câmara Setorial do Leite do Ministério da Agricultura, no último dia 5. No encontro, que contou com a participação da ministra Tereza Cristina, a principal pauta foi a crise que afeta o setor no Brasil.

O setor leiteiro enfrenta, no momento, pressões internas e externas, agravadas pela queda no consumo, que seria decorrente – principalmente – do fim do auxílio emergencial. “Para piorar ainda mais a situação interna, o Brasil passou a fazer grandes importações de leite em pó da Argentina desde o final do ano passado”, aponta Domício.

Embora Alagoas não tenha um volume de produção significativo do ponto de vista nacional, sofre com os reflexos do mercado: “a Argentina vende leite abaixo do preço para o Sul e Sudeste, que empurram produtos para o Nordeste. Com isso, os preços nas indústrias, principalmente do queijo muçarela estão em queda, afetando toda a cadeia produtiva”, pondera o presidente da ACA.

No caso de Alagoas os produtores sentiram no bolso, literalmente, o impacto da crise. Os fornecedores da Lactalis, por exemplo, tiveram os preços reduzidos em cerca de 20 centavos por litro. Até janeiro o valor oscilava de R$ 2,20 a R$ 2 e agora o valor está variando de R$ 1,80 a R$ 2,00. Na situação atual, com preço de milho e soja muito altos, o valor mais baixo não seria suficiente sequer para cobrir os custos de produção.

Tempestade

“No momento se formou uma tempestade perfeita contra o setor leiteiro. Insumos com custos altos, muito leite no mercado e baixo consumo”, aponta Domício. Nesse cenário, os produtores apresentaram um pedido para que o governo brasileiro interfira em favor do mercado local. A proposta inicial seria reduzir ou taxar as importações de leite em pó da Argentina e Uruguai.

Na reunião, a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) entregou documento (subscrito pela ACA e várias outras entidades) ao Ministério da Agricultura defendendo o fim das exportações.

“Para enfrentar esta caótica conjuntura, apresentamos à Ministra pleito indicando suspensão imediata das importações de lácteos da Argentina e do Uruguai, até que os setores produtivos do Brasil e dos países vizinhos estabeleçam tratativas de convivência mútua”, diz trecho de nota da Abraleite

“Como medida equitativa, sugerimos tributar os lácteos importados, da mesma forma que o açúcar brasileiro é tributado para entrar em países do Mercosul, especialmente na Argentina. A nossa expectativa é que a Ministra leve o pleito do setor ao Presidente da República para reverter imediatamente os danos causados pelos surtos de importações predatórias de lácteos oriundos dos países vizinhos.”, diz o texto da Abraleite.

Domício Silva ao lado da ministra Tereza Cristina na reunião da Câmara Setorial do Leite

Reunião

Integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados debateram meios para socorrer o segmento que atravessa um momento econômico e social delicado. Na reunião, que contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando – uma das 35 entidades que integram a Câmara – foi representada pelo diretor e também presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), Domício Silva.

Veja aqui o texto da Abraleite:

NOTA À IMPRENSA E AO SETOR

Medida emergencial contra o surto predatório das importações de lácteos. Na reunião desta sexta-feira (05/01) da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados, com a presença da Ministra Tereza Cristina e sua equipe, o setor debateu medidas para socorrer a cadeia produtiva do leite, que enfrenta um momento econômico e social muito delicado.

Em sua maioria, o colegiado composto por 35 instituições do setor, entendeu como imperativo estabelecer medida emergencial para frear o surto de importações predatórias de lácteos do

Mercosul, que desde setembro de 2020 prejudicam a cadeia produtiva.

Além disso, há outros fatores que agravam a crise do setor. A começar pelo forte aumento generalizado das cotações de insumos, em especial para o milho e o farelo de soja, que gerou

uma elevação sem precedentes no custo de produção ao longo de toda a cadeia produtiva.

Outro ponto de preocupação é a retração no mercado dos principais derivados lácteos (leite longa vida, queijo muçarela e leite em pó), que ocorre devido ao forte descompasso entre a oferta e a demanda. No caso da demanda, 2021 se inicia com um enfraquecimento devido a diminuição do poder de compra dos consumidores, especialmente após o fim do auxílio emergencial.

Pelo lado da oferta, o elevado volume das importações gera um aumento na disponibilidade de lácteos ao mesmo tempo que a demanda se retrai. A soma desses fatores impõe forte queda do preço do leite pago aos produtores.

Para enfrentar esta caótica conjuntura, apresentamos à Ministra pleito indicando suspensão imediata das importações de lácteos da Argentina e do Uruguai, até que os setores produtivos do Brasil e dos países vizinhos estabeleçam tratativas de convivência mútua.

Como medida equitativa, sugerimos tributar os lácteos importados, da mesma forma que o açúcar brasileiro é tributado para entrar em países do Mercosul, especialmente na Argentina. A nossa expectativa é que a Ministra leve o pleito do setor ao Presidente da República para reverter imediatamente os danos causados pelos surtos de importações predatórias de lácteos oriundos dos países vizinhos.

Asplana quer apoio do governo para reabrir usinas em Alagoas
   8 de fevereiro de 2021   │     19:48  │  1

A reabertura da Usina Uruba, em Atalaia, é um caso de sucesso na economia alagoana. A indústria pertence a massa falida da Laginha Agroindustrial S/A e poderia ter hoje o mesmo destino de outras duas unidades do Grupo João Lyra: um monte de maquinário sendo comido pela ferrugem, terras improdutivas ou invadidas. Esse é o cenário das usinas Guaxuma, em Coruripe e Laginha, em União dos Palmares hoje.

Mas não são apenas essas duas unidades existentes em Alagoas que estão fechadas e que podem ter o mesmo destino da Uruba, que passou a gerar emprego e renda na região onde está instalada. Hoje a usina é administrada pela Coopervales, uma cooperativa de fornecedores de cana, que tem base em Murici e região e conseguiu não só retomar a operação da indústria, mas também recuperou os canaviais que estavam abandonados pelo Grupo JL.

Se houver interesse de grupos industriais e apoio do governo, usinas que estão fechadas, a exemplo da Porto Alegre (Colônia Leopoldina), Roçadinho (São Miguel dos Campos) e Terra Nova (Pilar) podem ser reabertas.

A diretoria da Asplana avalia que no caso de Alagoas a reabertura de algumas unidades está amadurecida. O que faltaria, agora, seria a criação de um ambiente competitivo no Estado. “Emp Pernambuco várias usinas já foram reabertas com a criação de um incentivo específico. O que queremos é uma legislação semelhante. Isso possibilitaria a reabertura de no mínimo uma indústria”, aponta.

O que Pernambuco tem de diferente, segundo Edgar Filho, é um incentivo fiscal diferenciado apenas para a reabertura de unidades industriais que estão fechadas: “o incentivo assegura condição para o investimento na recuperação destas unidades e ao mesmo gera emprego e renda, beneficiando todo o Estado”, pondera Edgar Filho.

Pauta com a Sefaz-AL

Acompanhado de diretores da Asplana, Edgar participou de reunião com o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, para apresentar a demanda ao governo. No encontro, o presidente da associação também apresentou outras propostas para a retomada da produção do setor canavieiro em Alagoas.

George Santoro registrou, nas redes sociais, a reunião com a Asplana: “Terminando a semana discutindo sobre o setor sucroalcooleiro. Recebi no gabinete representantes da Asplana Alagoas nesta sexta-feira. O assunto principal da reunião foi novos mecanismos de fomento para os plantadores de cana-de-açúcar do Estado. Além disso, outro tema abordado foi a possibilidade de reabertura de novas plantas industriais fechadas”.

Edgar Filho participa de reunião com George Santoro, acompanhado de diretores da Asplana

Versão oficial

Veja texto produzido pela assessoria da Asplana:

Fomento aos plantadores de cana foi tema de reunião entre Asplana e secretário George Santoro

Dirigentes da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana) se reuniram nesta sexta-feira,5, com o secretário da Fazenda, George Santoro, para discutir mecanismos de fomentos para os plantadores de cana-de-açúcar do Estado.

O encontro, em tom propositivo para o setor sucroalcooleiro, foi considerado positivo tendo em vista a necessidade de recuperação do segmento em Alagoas. “A recuperação do setor passar pelo fortalecimento do trabalho do pequeno produtor ao mais tradicional. A Asplana cogitou a possibilidade de concessão de linhas de crédito ao pequeno produtor, solicitou sementes ao governo estadual e buscou soluções para o problema da irrigação nos canaviais”, informou Edgar Filho, presidente da Associação.

A abertura de plantas industriais fechadas também foi pauta do encontro entre a Asplana e secretário da Fazenda . “A Associação continua se movimentando, lutando pelo pequeno produtor de cana. A reabertura de unidades sucroalcooleiras poderá entrar nos planos de Alagoas para fortalecer seu setor”, acrescentou Edgar Filho.

O secretário George Santoro repercutiu a reunião em seu perfil do Instagram nesta sexta-feira,5. Em postagem, ele disse: “Terminando a semana discutindo sobre o setor sucroalcooleiro. Recebi no gabinete representantes da Asplana Alagoas nesta sexta-feira. O assunto principal da reunião foi novos mecanismos de fomento para os plantadores de cana de açúcar do Estado. Além disso, outro tema abordado foi a possibilidade de reabertura de novas plantas industriais fechadas”.