Category Archives: Agronegócios

Federação da Agricultura de Alagoas entrega pauta de reivindicações a Michel Temer
   31 de março de 2017   │     19:38  │  0

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas, Álvaro Almeida, quebrou o protocolo durante jantar promovido pela CNA com Michel Temer para entregar uma carta de reivindicações ao presidente.

Álvaro contou, para isso, com a ajuda do ministro Maurício Quintella (Transportes), que também participou do encontro. “O ministro ajudou na entrega do documento e vai acompanhar uma resposta. Pedimos ao presidente que prorrogue o pagamento das dívidas de produtores rurais do Nordeste nos bancos oficiais. Não pedimos nenhum outro benefício. Só a prorrogação, porque com a seca ninguém vai poder pagar nada este ano”, resume.

A assessoria da Faeal fez texto sobre o encontro entre Almeida e Michel Temer. Veja:

Álvaro Almeida entrega pauta de reivindicações a Michel Temer

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária no Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida, participou nesta terça-feira, 28, de um jantar promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sede da entidade de classe, em Brasília, com o presidente da República, Michel Temer.

Na ocasião, o líder dos produtores rurais alagoanos entregou ao presidente um documento contendo a pauta de reivindicações do setor agropecuário do Estado.

“Foi um material elaborado pela Faeal em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, pedindo à adoção de políticas públicas de curto, médio e longo prazo para o desenvolvimento sustentável do nosso setor primário alagoano”, declarou.

No documento, o presidente da Faeal reforça que o Nordeste tem enfrentado uma das piores secas da história. Em Alagoas, os efeitos acumulados durante os últimos seis anos, de forte estiagem, estão causando sérios impactos negativos na economia do Estado.

Além de dificultar, ou até mesmo impossibilitar, o desenvolvimento de atividades ligadas ao setor agropecuário, a falta de chuvas impõe uma grave restrição hídrica a famílias alagoanas.

“Açudes, riachos, lagoas, nascentes e até mesmo rios perenes estão totalmente secos. Esta situação não vinha sendo relatada há mais de um século em nosso Estado. A consequência direta desta situação climática é observada na redução de 50% na produção da principal cultura, cana- de-açúcar, que chegou a marca de 30 milhões toneladas em 2007 e, na atualidade, próximo de 15 milhões de toneladas, gerando uma queda de receita de estimada em R$ 2 bilhões”, alertou Álvaro Almeida.

Segundo o documento, nos demais setores da agropecuária, as consequências são proporcionalmente semelhantes. Na atividade de produção leiteira, predominantemente no semiárido, a redução da produção está por volta de 40%, mesmo nas propriedades cuja gestão planeja a disponibilidade de insumos produtivos para alguns anos de seca.

Na pecuária de corte, estima-se uma perda de ganho de peso de mais de 1.600.000 de arrobas de carne, só para o ano de 2017, havendo também a mortandade de milhares de animais, até nas regiões próximas do litoral onde normalmente as chuvas ocorriam em maior volume.

Na produção de grãos, o Estado enfrenta reduções de até 80%. “Estamos recorrendo às políticas publicas de proteção aos agricultores familiares, como o Garantia Safra, para garantia mínima de sobrevivência dessas famílias. Raízes e tubérculos, culturas importantes para a agricultura familiar, também sofrem com a redução na produção, produtividade, ou até mesmo a inviabilidade em plantio”, reforçou Almeida no documento.

Diante deste cenário, a Faeal apresentou as seguintes reivindicações: criação de linha de crédito especial; construção de reservas hídricas; recomposição de canaviais; recomposição de rebanhos; disponibilização de recursos para o Canal Adutor do Sertão Alagoano; consolidação da implantação do Centro de Pesquisa da Embrapa no Estado de Alagoas; publicação da Portaria Interministerial que regulamenta a venda subsidiada do milho para o Nordeste e uma novasubvenção da cana-de-açúcar, entre outros pontos.

Encontro

Acompanhado pelos demais dirigentes das federações brasileiras, o presidente da CNA, João Martins, apresentou ao chefe do Executivo Nacional um documentos com as demandas sobre infraestrutura e logística para o escoamento dos produtos agropecuários.

Na oportunidade, após receber as reivindicações do setor agropecuário nacional, Temer reafirmou o compromisso com o setor agropecuário e agradeceu aos representantes do segmento que sustentou a economia do país durante momentos de crise. “Nos momentos mais difíceis, pudemos perceber que vocês conseguiram sustentar a economia brasileira”, afirmou.

Veja aqui, o documento na íntegra: carta a Michel Temer

alvaro e mcihel temer

AL perde mais de R$ 8 bilhões em 3 anos com crise no setor sucroalcooleiro
   8 de março de 2017   │     14:27  │  0

A avaliação foi feita nessa terça-feira 8, pelo presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas, Pedro Robério Nogueira, durante reunião em Brasília com a bancada federal de Alagoas e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

O Valor que deixou de circular na economia de Alagoas por conta da seca e outras dificuldades do setor sicroalcooleiro passa dos R$ 8 bilhões em 3 anos.

A reunião foi articulada pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de discutir medidas de socorro ao setor – especialmente para o produtores independentes de cana. Em pauta, o pedido de subvenção para os fornecedores de cana de Alagoas para o enfrentamento dos problemas decorrentes da seca.

O ministro explicou durante o encontro que não será possível usar a MP de 2015 para o pagamento da subvenção aos fornecedores de cana. Dyogo Oliveira também adiantou que não existe previsão no Orçamento da União para a despesa e sugeriu que a bancada leve uma nova proposta para o presidente Michel Temer.

Participaram do encontro os senadores Fernando Collor, Benedito de Lira e Renan Calheiros (que abriu a reunião e precisou se ausentar) e os deputados federais Ronaldo Lessa, Paulão e pedro Vilela. A bancada decidiu trabalhar uma nova proposta de ajuda aos fornecedores de cana a partir de uma articulação com os ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento. A proposta será, em seguida, apresentada a Michel Temer.

É grave a crise

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, participou do encontro com a bancada federal e traduziu em números o estragado causa pela crise e pela seca no setor sucroalcooleiro de Alagoas: “a estiagem é um problema muito sério porque subtrai uma parte expressiva da produção, que você investiu para tê-la e não tem. No caso de Alagoas estamos saindo de ao redor de 29 milhões de toneladas de cana para 16 milhões de toneladas de cana. Podermos ir a 13 para 10 na próxima”

A consequência da seca, reforça Pedro Robério Nogueira, é a menor circulação de renda em Alagoas: “essa seca de 3 anos seguidos em Alagoas está subtraindo de renda ao redor de R$ 8 bilhões cumulativamente no período. Isso é todo o Orçamento fiscal de Alagoas, para se ter ideia do que significa essa subtração de renda pela não produção de cana em decorrência da seca”.

“Nós defendemos aqui que o primeiro socorro seja concedido aos fornecedores de cana. É natural que qualquer programa de governo comece e se intensifique com os fornecedores de cana. Estamos falando aqui de 18 mil fornecedores de cana independentes (Nordeste). E num ato seguinte, o governo deve atender as indústrias”, ponderou Pedro Robério Nogueira.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, aproveitou o encontro com a bancada federal para atualizar os do estrago causa pela crise e pela seca no setor sucroalcooleiro de Alagoas: “a estiagem é um problema muito sério porque subtrai uma parte expressiva da produção, que você investiu para tê-la e não tem. No caso de Alagoas estamos saindo de ao redor de 29 milhões de toneladas de cana para 16 milhões de toneladas de cana. Podermos ir a 13 para 10 na próxima”

A consequência da seca, reforça Pedro Robério Nogueira, é a menor circulação de renda em Alagoas: “essa seca de 3 anos seguidos em Alagoas está subtraindo de renda ao redor de R$ 8 bilhões cumulativamente no período. Isso é todo o Orçamento fiscal de Alagoas, para se ter ideia do que significa essa subtração de renda pela não produção de cana em decorrência da seca”.

“Nós defendemos aqui que o primeiro socorro seja concedido aos fornecedores de cana. É natural que qualquer programa de governo comece e se intensifique com os fornecedores de cana. Estamos falando aqui de 18 mil fornecedores de cana independentes (Nordeste). E num ato seguinte, o governo deve atender as indústrias”, ponderou Pedro Robério Nogueira.

Quase R$ 1 bilhão: Cofig aprova financiamento internacional para usinas de AL
   18 de fevereiro de 2017   │     22:50  │  1

Foram quase dois anos de espera. Mas nesta nesta quinta-feira, 16, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) aprovou a operação de empréstimo internacional para as usinas do Nordeste, com aval do Fundo Garantidor de Exportações (FGE).

A aprovação era o que faltava para viabilizar o empréstimo internacional que deve beneficiar as usinas de Alagoas com a captação de até US$ 300 milhões (mais de R$ 900 milhões pelo câmbio atual), de um total de US$ 500 milhões que podem ser negociados com as empresas da região Nordeste.

Com a decisão tomada, segundo um importante executivo do setor sucroalcooleiro de Alagoas condições da operação são conhecidas e já é possível começar a fazer a contratação da operação com os bancos.

O empréstimo será negociado com o agente financeiro – o Credit Swiss Bank – individualmente pelas empresas. De Alagoas, pelo que se sabe, tem interesse na operação a Coopeertrading (Cooperativa dos Usineiros), Caeté, Santo Antônio e Coruripe.

A aprovação das regras da securitização pelo Cofig era, na prática, o que faltava para tirar a operação financeira do papel e assegurar a captação dos recursos pelas usinas. O empréstimo será garantido pelas exportações dentro da cota americana de açúcar.

Importante passo

A operação de empréstimo internacional foi a saída para tentar salvar as usinas do Nordeste da grave crise financeira – agravada pela seca -em que se encontram. As empresas não tem acesso a outras linhas de crédito.

A inclusão do açúcar no FGE foi uma iniciativa que contou com a mobilização de políticos alagoanos, especialmente o governador Renan Filho, o senador Renan Calheiros e a bancada federal de Alagoas. A normatização foi instituída através de Medida Provisória, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer em junho de 2016.

Considero fundamental essa operação para a recuperação da agroindústria canavieira de Alagoas. Com os recursos, as empresas vão renovar seus canaviais, que estão envelhecidos e com baixa produtividade, além de normalizar seus pagamentos, beneficiando a economia do estado”, aponta o governador Renan Filho.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana) Edgar Filho também comemora a informação: “esse empréstimo é a esperança de recuperação do setor, de forma mais rápida. Com mais recursos, as usinas, além de regularizar seus compromissos, podem fortalecer a parceria com os fornecedores de cana. Toda a atividade canavieira de Alagoas será beneficiada com essa operação”, enfatiza.,

Quanto é

A operação de empréstimo internacional para as usinas do Nordeste, negociada com o Credit Swiss Bank, gira em torno de US$ 500 milhões para as empresas da região Nordeste. Deste toral, entre US$ 200 milhões e US$ 300 devem ser captados pelas usinas de Alagoas. Os documentos alertam que o processo já se arrasta por quase dois anos.

Não existe prazo para a liberação do financiamento. Mas como todas as etapas legais foram superadas, o que se espera é que a negociação com o banco seja rápida. As empresas, pelo que se sabe, já adiantaram todo a documentação necessária e deve iniciar a fase de contratação ainda durante este mês de fevereiro.

Bancada federal de Alagoas aposta na subvenção da cana
   17 de fevereiro de 2017   │     23:13  │  0

A liberação da subvenção da cana-de-açúcar para produtores do Nordeste foi tema de nova reunião na última quarta-feira, 15, em Brasília. Articulado pela Associação dos Planadores Asplana, o encontro que contou, desta vez com a participação dos senadores, tratou de medidas que podem ajudar a salvar milhares de fornecedores do estado.

Participaram da reunião os senadores Renan Calheiros, Benedito de Lira e os deputados Ronaldo Lessa, Rosinha da Adefal e Givaldo Carimbão, foi traçada a estratégia para assegurar a liberação dos recursos.

O senador Fernando Collor não pode participar da reunião, mas ligou para avisar que os fornecedores de cana de Alagoas e do Nordeste contam com seu apoio. Collor adiantou que também vai trabalhar junto com a bancada federal para viabilizar a subvenção.

A subvenção, estabelecida por medida provisória e aprovada pelo Congresso Nacional, ainda no governo de Dilma Roussef, deveria ter sido paga até o final de 2015. O prazo expirou, sem que o governo liberasse cerca de R$ 187 milhões que beneficiariam mais de 20 mil do Nordeste.

No encontro, o senador Renan Calheiros sugeriu começar a articulação pelos ministérios do Planejamento e Fazenda. O primeiro esforço é para resgatar o pagamento com base na lei já existente. Se isso não for possível, a bancada de Alagoas vai pedir que o presidente Michel Temer edite uma nova MP.

O encontro, articulado pelo presidente da Asplana, Edgar Filho, também contou com a participação de representantes de plantadores de cana de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia.

“Além de já termos recebido o apoio dos nossos deputados, contamos agora com o compromisso dos nossos senadores na defesa de uma nova edição do programa de subvenção da cana para socorrer os fornecedores nordestinos. Foi uma reunião extremamente positiva”, afirmou Edgar Filho.

Segundo Edgar Filho, senadores e deputados federais de Alagoas também ficaram de estudar outras socorro aos fornecedores de cana castigados pela seca. “Nossa mobilização está apenas começando”, disse.

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Com a seca, fornecedores de cana perdem mais 50% da socaria em Alagoas
   8 de fevereiro de 2017   │     17:35  │  0

Diretores da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas percorreram, nesta quarta-feira, 8, a região canavieira de Penedo e Marituba, uma das mais afetadas pela estiagem.

Durante a visita, acompanhada por técnicos da Asplana, foram constatadas perdas de produção que chegam a 100%. “Encontramos diversos fornecedores produtores que perderam toda a safra. Esse, no entanto, não é o mais grave. O maior problema é a perda da socaria”, avalia Edgar Filho, presidente da associação.

Segundo relato de Edgar Filho, além da perda de 50% da socaria, “não tem semente, nem água. A situação na região de Penedo, Marituba e Igreja Nova região é a mais complicada do setor canavieiro de Alagoas. O prejuízo é muito grande

Antônio Rosário, diretor técnico da Asplana, estima que as áreas de fornecedores nas regiões das usinas Penedo (Paisa) e Marituba passem dos 5 mil hectares. “O fornecedor que não tem irrigação perdeu mais de socaria na região. Quando o fornecedor perde a socaria, o prejuízo é muito maior, porque ele terá que fazer o replantio da área. E para fazer isso ficará mais de um ano sem renda, até porque só poderá plantar no inverno”, aponta.

A Asplana vai preparar um relatório sobre a situação dos fornecedores para apresentar ao governo de Alagoas e a bancada federal: “estamos alertando as autoridades para a gravidade da situação. É necessário que o governo do estado e o governo federal encontre meios de ajuda o fornecedor a continuar na atividade”, aponta Edgar Filho.

visita a igreja nova - perda de socarias