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Produtor de Alagoas assume diretoria da Girolando Brasil
   14 de fevereiro de 2020   │     21:43  │  0

Alagoas terá um representante na nova diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Pelo segundo mandato seguido, Domício Silva assume a Diretoria de Relações Institucionais e Comerciais da entidade.

A posse dos novos diretores para o triênio 2020-2022, foi realizada na noite desta sexta-feira, 14 de fevereiro, na cidade de Uberaba/MG. Ao todo, dez técnicos farão parte da nova diretoria.

“O trabalho da associação é cuidar da parte de registros e de todo o programa de melhoramento da raça Girolando. Vamos trabalhar para preparar a associação e a raça para os desafios que estão sendo cada vez mais constantes em áreas como a do melhoramento genético, buscando sempre a evolução do Girolando em nosso país”, ressaltou Silva.

Além de Domício, outros três criadores alagoanos integram o Conselho de Representantes da Girolando Brasil: André Ramalho, Alexandre Oiticia e Marcos Ramos.

De acordo com Domício Silva, que também pe presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), a Girolando tem crescido não está sendo apenas em números de associados, mas também na quantidade de animais registrados e na realização de eventos.

“Hoje, estamos impulsionando a raça na região através de grandes eventos e exposições que reúnem criadores e apaixonados pelo Girolando no Nordeste. Entre eles, este ano estaremos organizando o Circuito Megaleite Nordeste, que passará pelos estados do Rio Grande do Norte, Salvador, Aracaju e finalizando em Maceió. Através dessas ações, garantimos um aumento no número de criadores e a possibilidade de novos investimentos em melhoramento genético”, pontuou o presidente.

O produtor rural alagoano Domício Silva assumiu diretoria da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

A raça

Considerada a raça leiteira mais versátil do mundo tropical, o gado Girolando vem se destacando pelo crescimento em todo o Brasil. Conhecida por sua adaptabilidade a diferentes tipos de manejo e clima, a raça genuinamente brasileira é responsável por cerca de 80% do leite produzido no país. A maior concentração de animais está na região Sudeste, seguida do Nordeste e Centro-Oeste.

Um dos avanços mais notáveis entre regiões criadoras de Girolando pode ser visto no Nordeste e em Alagoas.

Segundo Domício Silva novos criadores de girolando estão surgindo em Alagoas, seguindo o movimento de avanço da raça a nível de Brasil, firmando o estado como uma vitrine em potencial do Girolando.

“Durante os últimos anos, estamos trabalhando para fortalecer a presença do Girolando em Alagoas. Só este ano, teremos três eventos importantes, que ajudarão na propagação da raça no estado. Em maio iremos receber o Circuito Megaleite. Em setembro, a cidade de Batalha receberá exposições especializadas e ranqueadas, dentro da Expobacia Leiteira. E em outubro, durante a Expogro, receberemos uma etapa do Circuito Megaleite Nordeste”, adianta Domício Silva.

 

Investimentos de R$ 12 mi e 150 empregos diretos: nova fábrica de leite chega a AL
   5 de fevereiro de 2020   │     19:10  │  3

No começo de 2019, os produtores de leite de Alagoas enfrentaram uma crise de preços sem precedentes. No último trimestre do ano passado, a suspensão de atividades de uma indústria de laticínios em União dos Palmares – que envasava produtos para a Pepsico – apontavam para o ‘agravamento’ no setor leiteiro do Estado.

O desfecho desse cenário não poderia ter sido melhor para a cadeia produtiva do leite de Alagoas. Nos dois casos a solução passa por uma indústria sergipana que vem despontando como uma das mais importantes no setor em todo o Nordeste.

A Natville passou a absorver, inicialmente, parte da produção dos produtores de leite de Alagoas, o que foi viabilizado após a autorização da Secretaria da Fazenda de Alagoas para a comercialização do leite in natura para Sergipe, com redução da carga tributária.

A aproximação da Natville com o setor produtivo alagoano, num processo liderado, entre outros, pelo presidente da Federação da Agricultura, Álvaro Almeida e pelo presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, evoluiu para o ‘desembarque’ da indústria em Alagoas.

Esta semana a Natville anunciou oficialmente que vai abrir uma nova unidade industrial. A nova fábrica vai funcionar em União dos Palmares, nas instalações onde antes funcionava o outro laticínio.

Os investimentos para a chegada da Natville em Alagoas, segundo estimativas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo giram entre R$ 11 milhões e R$ 12 milhões. A nova fábrica deve gerar mais de 150 empregos diretos na fase inicial da operação, que deve começar já no próximo mês de março.

Para o setor leiteiro, a nova fábrica representa – literalmente – a esperança de dias melhores e mais produtivos. “Muda tudo para a nossa cadeia produtiva. A gente tem uma empresa conceituada, consolidada no mercado, com linha ampla de produtos, que tem demonstrado onde já opera (em Sergipe) que trabalha muito conjunto com o produtor, através do fomento da atividade e de muitas parcerias. A expectativa é a melhor possível”, aponta Domício Silva.

Atualmente a Natville capta de 80 mil a 100 mil litros de leite em Alagoas. A nova fábrica deve operar, na sua primeira fase, com uma capacidade de 100 mil litros dias, podendo dobrar para 200 mil litros.

Incentivos

A nova fábrica terá, adianta o secretário Rafael Brito, incentivos do Estado para a operação em Alagoas.  “A chegada da Natville é fundamental para que, de uma forma muito rápida e coesa, possamos dar uma solução para a bacia de leite do nosso estado. Passamos agora a ter uma indústria que garante a compra efetiva do leite a um preço justo e de qualidade, além de gerar mais de 150 empregos diretos”, explica.

“Diante da crise, saímos em busca de alternativas e para isso foi fundamental a união de esforços com o setor público. A chegada da Natville a Alagoas representa garantia de compra do produto, o que dará tranquilidade para que o produtor continue fazendo o que sabe fazer muito bem, que é produzir alimento de qualidade e desenvolvimento para nosso Estado”, diz Álvaro Almeida.

Apresentação

Ao lado de Álvaro e Domício, os empresários Janea Mota Dantas e Flávio Dantas, diretores da Natville, participaram de uma reunião com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, nessa terça-feira, 4. Foi uma reunião apresentar os planos da empresa para Alagoas.

Sergipana do município de Nossa Senhora da Glória, a empresa incorporou um laticínio em União dos Palmares, onde vai coletar e envasar leite. “É um dos grandes grupos do setor de laticínios. Instalando-se aqui, vai contribuir com a fixação do homem no campo, movimentar a economia na região”, afirmou o presidente da Fiea, na saudação aos investidores.

Diretores da Natville em reunião com líderes do setor produtivo de Alagoas na Fiea – Foto: reprodução

Saiba mais

 

Lyra recebe investidores da Natville, indústria de laticínios que chega a Alagoas

 

Chegada de fábrica da Natville vai fortalecer cadeia produtiva do leite em Alagoas

 

Em ‘recuperação’, setor sucroalcooleiro gera 80 mil empregos em AL
   30 de outubro de 2019   │     15:19  │  1

As estimativas no setor sucroenergético de Alagoas continuam otimistas. De acordo com novo levantamento do Sindaçúcar-AL, a safra de cana-de-açúcar 2019/2020 deve chegar a uma produção de 19 milhões de toneladas.

O crescimento em relação a safra anterior, quando foram processadas 16,5 milhões toneladas de cana, será de cerca de 15% e mais de 40% se comparada a safra 2017/2018, cuja produção foi de apenas 13,7 milhões – considerada a “pior da história” do setor.

Antes da crise, a produção média de cana-de-açúcar em Alagoas era de 25 milhões de toneladas por safra. O setor vive uma fase de recuperação. A estimativa, na situação atual, é de uma retomada lenta dos patamares históricos

De acordo com o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, “o aumento da produção de cana se dá pela regularidade climática e início da renovação dos canaviais. Pouco aumento de área e aumento mais expressivo da produtividade”.

Segundo Pedro Robério Nogueira, “o fluxo de caixa das empresas permitiu nesse último ano destinar recursos para renovação pela redução da carga do ICMS, conforme necessitávamos pela ausência do financiamento bancário”.

O aumento da safra também traz resultados positivos na geração de empregos pelo setor em Alagoas. “Estamos operando nesta sagra com 80 mil empregos formais contra 51 mil empregos na safra 2017/2018”, aponta o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, ao comparar o ciclo atual com a safra que foi considerada uma das piores da história.

Pedro Robério que setor sucroalcooleiro está em fase de recuperação em Alagoas

Em dois leilões nelore, Expoagro fatura R$ 4,2 mi: agora só falta um remate da raça
   29 de outubro de 2019   │     17:25  │  0

As expectativas estão sendo confirmadas. Todas. E acima do esperado. Os dois primeiro leilões da raça nelore realizados durante a Expoagro 2019 faturaram juntos mais de R$ 4,2 milhões.

Na comparação com os mesmos remates realizados na edição anterior da exposição, o volume de negócios cresceu até 90%, confirmando o bom momento da pecuária alagoana.

No Estado, o aquecimento do setor é puxado pelo aumento da demanda por boi gordo, que já se reflete nos preços pagos ao produtor. Na última semana a arroba foi comercializada em Alagoas por cerca de R$ 170 ante R$ 160 de média no primeiro semestre deste ano.

A procura por novilhas, bezerros e bezerros de corte também está aquecida. Na última semana a arroba do bezerro foi comercializada em média a R$ 200 em Alagoas, refletindo a necessidade de reposição dos rebanhos para atender criatórios comerciais.

O aquecimento da pecuária termina favorecendo a comercialização de animais durante a Expoagro Alagoas, considerado a exposição agropecuária em termos de faturamento do Nordeste.

Com os dois primeiros leilões voltados para a pecuária de corte já realizados, resta para o produtor apenas mais uma oportunidade. Nesta terça-feira será realizado o Nelore Positivo.

Positivo

A edição comemorativa dos 15 anos do Leilão Nelore Positivo acontece nesta terça-feira (29), a partir das 19h, no tatersal do Parque da Pecuária.

Considerado um dos remates mais democráticos do Nordeste, a criação CPMF oferta uma prateleira selecionada com qualidade e sem artificialidade, preparada para enriquecer o rebanho dos criadores de todo o Brasil.

O promotor do evento, Celso Pontes de Miranda Filho, disponibilizou o catálogo digital do leilão no endereço da Agreste Leilões na web, o www.agresteleiloes.com.br. No remate serão disponibilizados reprodutores e matrizes nelore PO avaliadas e provadas, bezerros e bezerras e novilhas para cria, recria e engorda.

Um dos segredos da excelência na criação de Celso Pontes de Miranda Filho, promotor do evento, está no desenvolvimento de um padrão genético equilibrado, buscando atender as diversas necessidades dos pecuaristas. “Em nosso plantel, procuramos não polarizar demais a genética. Trabalhamos para imprimir nos animais características fechadas e padronizadas, proporcionando que nosso gado seja conhecido por seus atributos genéticos e produtivos, fortalecendo a marca CPMF nos rebanhos”, afirma Celso.

O remate poderá ser acompanhado ao vivo pela internet através do site da Agreste Leilões www.agresteleiloes.com.br.

Veja os resultados

Nelore Barros Correia alcança 90,4% de crescimento

Reunindo mais de 750 pessoas na Fazenda Recanto, em Viçosa, no último sábado, 26, o 18º Leilão Nelore Barros Correia comemorou o trabalho de 40 anos com a raça em grande estilo. O remate fez um dos maiores volumes de vendas de 2019 e entrou para o ranking dos maiores leilão da raça no Nordeste com faturamento R$ 2,85 milhões, em crescimento de 90,4% na comparação com a edição anterior.

Do tatersal dos Irmãos Barros Correia (IBC) saiu o bezerro mais valorizado da região, vendido por R$ 180 mil. A comercialização de 50% do touro 8986B.CORREIA resultou na segunda maior transação financeira do remate, sendo arrematado por R$ 90.000,00. A fêmea SASHA B. CORREIA conquistou a cifra de R$ 76.500,00 e foi terceira mais valorizada do plantel.

“Nosso leilão faz uma oferta completa em qualidade e em serviço de atendimento com garantia de entrega em perfeita condição. Nesse ano, conseguimos ampliar nosso espaço físico e para o ano que vem é continuar trabalhando o gado”, relatou Celso.

Antes do remate, os IBC abriram as instalações da Fazenda Recanto para um Dia de Campo sobre Pecuária de Corte e almoço de confraternização com criadores.

Leilão IBC conseguiu um dos maiores faturamentos do ano

Leilão Varrela Produção alcança o crescimento de 75% nas vendas

O Leilão Varrela Reprodutores Provados 2019 realizado no último domingo (27), no tatersal do Parque da Pecuária, ofertou animais dotados de confiabilidade genética e funcionalidade a campo, garantindo um crescimento de 75% nas vendas em relação ao remate de 2018. No total, o faturamento do remate foi de R$ 1.356.350,00.

A Varrela Pecuária ofertou 60 lotes de reprodutores e matrizes nelore PO avaliadas e provadas, bezerros e bezerras e novilhas para cria, recria e engorda. A média de comercialização dos touros c chegou a R$ 17,5 mil e é uma das maiores registradas na região até o momento.

Os destaques do leilão foram os lotes de 16 fêmeas nerole comercializadas a R$ 64 mil e Echelon FIV Varrela, campeão da prova de ganho de peso da Embrapa/GO, vendido por R$ 160.000,00. De acordo com Rodrigo Loureiro, diretor da Agreste Leilões, o crescimento de faturamento do leilão é uma resposta aos investimentos feitos pela Varrela Pecuária para entregar animais de qualidade e produtividade.

“A Varrela Pecuária continua realizando grandes trabalhos para produzir uma seleção bovina de destaque. O grupo é o pioneiro em apresentar um gado moderno, com avaliação, preparado para suprir as necessidades de seus criadores. Tivemos um remate bastante proveitoso, com muitos animais preparados para fazer a diferença na criação de seus compradores e tínhamos a certeza que o crescimento do leilão seria expressivo”, pontua Loureiro.

Leilão Varrela aumentou faturamento em mais de 75%

 

Governo ‘cede’ a pressão do Nordeste e muda regras da importação de etanol
   22 de outubro de 2019   │     12:06  │  0

Em edição extra do Diário Oficial da União, o governo brasileiro publicou, na sexta-feira, 18, resolução que prevê alterações na cota de importação de etanol livre de tarifas. A medida altera a portaria de 31 de agosto, que aumenta para 750 milhões de litros a quantidade de etanol que poderá entrar no país sem taxação. Esse volume terá uma redução durante a safra da cana-de-açúcar.

As mudanças no decreto se deram após intenção pressão da bancada federal do Nordeste na Câmara dos Deputados.

A partir da articulação de vários parlamentares nordestinos – entre eles os alagoanos Arthur Lira (PP), Marx Beltrão (PSD) e Isnaldo Bulhões (MDB) – o governo preferiu promover alterações para proteger o setor sucroenergético da região.

A agroindústria canavieira é um dos setores mais importantes do Nordeste e gera mais de 300 mil empregos diretos e indiretos. Só em Alagoas, são mais de 60 mil postos de trabalhos diretos.

A partir de agora, as importações com tarifa zero serão concedidas apenas aos produtores, com limite de até 2,5 milhões de litros por produtor.

Já as distribuidoras e outras empresas importadoras continuarão a pagar 20% para o que comprarem no exterior.

Com a resolução, ficou estabelecida uma redistribuição temporal da cota de importação sem tarifa. Serão 200 milhões de litros até fevereiro de 2020. Os 550 milhões de litros restantes serão distribuídos na época da entressafra da cana no Nordeste, reduzindo os efeitos negativos para o setor sucroenergético, já que mais de 80% desse etanol americano é destinado à região.

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, avalia que a nova resolução encerram a regulamentação das negociações entre produtores de Etanol do Nordeste e o Governo Federal “com vistas a disciplinar o fluxo de entrada de Etanol importado com isenção de impostos reduzindo a entrada no período de safra nordestina e com dando prioridade a produção doméstica, os empregos e a renda local dela decorrentes”.

Segundo Pedro Robério Nogueira, reduziu-se 47% do volume previsto na Portaria inicial de 375 milhões de litros até fevereiro/2020, “graças ao empenho das lideranças, o apoio decisivo da bancada de parlamentares de AL e do Nordeste e a mediação construtiva do Presidente da Câmara dos Deputados (Rodrigo Cunha) que sensibilizou-se ao requerido pelos nossos parlamentares”.

“Dos males os menores. A gente queria realmente que esse etanol não entrasse mais aqui, principalmente pelo Nordeste. Mas, a resolução amenizou os prejuízos. Conseguimos convencer ao governo que seria muito prejudicial a entrada deste etanol no período da safra aqui no Nordeste por onde o biocombustível entra no país”, afirmou o presidente da Asplana, Edgar Filho.

Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar-AL, diz que novas regras protegem agroindústria do Nordeste

Versão oficial

Veja texto da assessoria de comunicação do Sindaçúcar-AL e da Asplana AL

Nova regra para importação de etanol com isenção agrada usinas

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, declarou que a Resolução do Comitê Gestor da CAMEX e a Portaria da Secretaria de Comércio Exterior encerram as negociações entre produtores de etanol do Nordeste e o Governo Federal quanto a disciplinar o fluxo de entrada do biocombustível importado com isenção de impostos. “A medida reduz a entrada no período de safra nordestina, dando prioridade a produção doméstica, assim como os empregos e a renda local dela decorrentes”, afirmou.

Segundo o dirigente do setor, com a medida, foi reduzido em 47% do volume previsto na portaria inicial de 375 milhões de litros até fevereiro de 2020. “Isso graças ao empenho das lideranças, o apoio decisivo da bancada de parlamentares de Alagoas e do Nordeste e a mediação construtiva do presidente da Câmara dos Deputados que sensibilizou-se ao requerido pelos nossos parlamentares”, reforçou.

Regras

A resolução determinou regras que fracionam a importação livre de taxas, são elas: até o dia 29 de fevereiro de 2020 o volume máximo importado e isento de taxação será de 200 milhões de litros. Já no período de 1º de março até 31 de maio de 2020, o volume sem tarifa será de 275 milhões de litros. Nos três meses restantes do período de vigência da resolução e que corresponde de 1º de junho a 30 de agosto do próximo ano mais 275 milhões de litros de etanol poderão ser importados sem a cobrança dos 20%. Cada produtor ou grupo de usinas, no período, poderá importar até 2,5 milhões de litros com isenção.

A cota de importação de etanol sem tarifa, vigente até 30 de agosto de 2020, será restrita aos produtores do biocombustível. Com isso, distribuidoras e demais empresas importadoras continuarão a pagar a taxa de 20%. 

Asplana diz que nova regra de importação de etanol apenas ameniza problema

 Representando os fornecedores de cana de Alagoas, o presidente da Asplana, Edgar Filho, declarou que a resolução do governo federal – que ditou novas regras para a importação de etanol isento de taxa no país – amenizou os prejuízos que seriam gerados com a ampliação da cota que passou de 600 milhões de litros para 750 milhões.

“Dos males os menores. A gente queria realmente que esse etanol não entrasse mais aqui, principalmente pelo Nordeste. Mas, a resolução amenizou os prejuízos. Conseguimos convencer ao governo que seria muito prejudicial a entrada deste etanol no período da safra aqui no Nordeste por onde o biocombustível entra no país”, afirmou o presidente da Asplana

De acordo com ele, se a medida não tivesse sido adota pelo governo federal, o biocombustível importado ocasionaria uma diminuição expressiva no preço do etanol produzido no Nordeste. “Com as novas regras, a gente consegue dar uma respirada e não se prejudica tanto caso as mudanças não tivessem ocorrido”, destacou.

O dirigente dos fornecedores de cana alagoanos, afirmou ainda que a entidade estará trabalhando para evitar que o biocombustível, oriundo em sua maioria dos Estados Unidos, entre no Nordeste. “Afinal, somos produtores e temos que valorizar o que nós produzimos. Se tiver que importar, que a cota seja bem menor e não este volume todo que foi determinado pelo governo federal”, finalizou Edgar Filho.