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Governo deve atuar para evitar crise no setor leiteiro de AL, diz deputado
   6 de maio de 2019   │     19:51  │  0

Marcado por amenidades e “traduzido” como um encontro “social”, o almoço oferecido pelo governador Renan Filho, no Palácio dos Palmares, para os deputados estaduais na sexta-feira, 3,abriu espaço para a apresentação de demandas pontuais do setor leiteiro de Alagoas ao governo.

O deputado estadual Paulo Dantas (MDB), 1o secretário da Assembleia Legislativa de Alagoas, aproveitou o encontro para apresentar ao governador Renan Filho algumas reivindicações do setor.

“Recebemos os produtores na quinta-feira, numa reunião na Assembleia Legislativa. Eles estão preocupados com uma sobretaxa no ICMS de 6% que passou a ser cobrada pelo governo de Pernambuco. Essa medida agrava a crise que vem sendo enfrentada pela cadeia produtiva do leite em Alagoas”, aponta Paulo Dantas.

De acordo com os produtores, Alagoas comercializa cerca de 120 mil litros de leite por dia para a Lactalis, que tem uma indústria sediada em Bom Conselho, Pernambuco.

O temor dos produtores é a empresa reduza a compra do produto alagoano, em função da sobretaxa. “Isso prejudicial para nós, porque não temos para onde fornecer esse excedente”, diz o presidente O presidente da Câmara Setorial do Leite, André Ramalho.

Além desta questão, Paulo Dantas também pediu ao governador a atualização dos pagamentos e a manutenção do programa do leite em Alagoas. “O setor vive uma crise que também é agravada por atrasos nestes pagamentos. O governador ficou de colocar tudo em dia. No caso da sobretaxa, Renan Filho vai entrar em contato com o governo de Pernambuco para ver o que pode ser feito, além de acionar o secretário da Fazenda, George Santoro, para estudar medidas que protejam o setor em Alagoas”, pondera.

Sobre a Lactalis

Lactalis é uma multinacional francesa de produtos lácteos, de propriedade da família Besnier. A sede da empresa localiza-se em Laval, Mayenne. É o maior grupo de laticínios do mundo, e é o segundo maior grupo de produtos alimentícios na França.

A companhia é dona das marcas Itambé, Sorrento, Société, Bridel, Président, Rachel’s Organic, Parmalat, Valmont, Êlege e Batavo.

A Lactalis possui 100 fábricas no mundo. Com a aquisição dos ativos da BRF, a empresa passou a ter 17 fábricas no Brasil.

Deputado Paulo Dantas participa de reunião com produtores de leite na Assembleia Legislativa de Alagoas

Versão oficial

A assessoria de comunicação da ALE/AL registrou o encontro dos deputados com os produtores de leite. Veja:

Produtores da Bacia Leiteira buscam apoio do Parlamento para evitar sobretaxa de Pernambuco

Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 2, deputados estaduais e produtores de leite do Estado discutiram demandas da Bacia Leiteira de Alagoas. Na pauta, uma ação emergencial para que Alagoas não perca seu principal comprador de leite in natura, a Lactalis, que está situada na cidade de Bom Conselho/PE.

Isto porque, o governo de Pernambuco está cobrando uma taxa extra de 6% na alíquota do ICMS para os fabricantes que comprarem o leite de outros estados. A empresa desde 2011 compra 120 mil litros de leite dos produtores de alagoanos e apenas 60 mil litros da produção pernambucana. A preocupação é que, com a sobretaxa, a grave a crise que já atinge o setor do leiteiro seja aprofundada.

Após ouvir o apelo dos produtores, a Comissão de Agricultura da Casa, presidida pelo deputado Yvan Beltrão (PSD), decidiu que irá intermediar uma reunião entre o Governo do Estado e representantes da Bacia Leiteira de Alagoas para buscar uma solução para a questão. “Todos os deputados estão unidos para ajudar os produtores no que for preciso e vamos levar seus pleitos ao governador Renan Filho. Tenho certeza que o Governo não vai deixar os produtores na mão e vamos conseguir melhorar as condições de trabalho”, observou o deputado.

O presidente da Câmara Setorial do Leite, André Ramalho, que esteve representando a Federação da Agricultura de Alagoas, informou que com a sobretaxa vai haver um excedente na produção de leite e o Estado não tem condições de absorver. “O produtor de Pernambuco entendeu que esse leite, que é comprado pela indústria, está causando problemas. Eles foram ao governo e pediram apoio”, prosseguiu Ramalho, informando que além da cobrança de taxa extra sobre o leite que vai de Alagoas para Pernambuco, os produtores do estado vizinho estão nas tratativas para que a empresa reverta e compre mais produtos em Pernambuco do que em Alagoas. “Isso prejudicial para nós, porque não temos para onde fornecer esse excedente”, destacou.

Os produtores vieram ao Parlamento para solicitar o apoio da Casa no sentido de que seja intermediada uma conversa entre os produtores de leite e os governos de Alagoas e de Pernambuco para encontrar um meio termo. “Somos bacias leiteiras irmãs, que sempre se ajudaram mutuamente”, disse André Ramalho.

Agricultores devem ficar sem sementes do governo, apesar de promessa de RF
   3 de maio de 2019   │     18:57  │  1

O “tempo” deve deixar mais de 30 mil agricultores familiares de Alagoas sem as sementes do governo este ano. Após reunião com secretário de Agricultura, Ronaldo Lessa, realizada na sexta-feira passada (26 de abril), o governador Renan Filho autorizou a compra das sementes.

O problema é que o processo de aquisição continua parado e depende, para ser iniciado, de uma reunião do Fecoep para aprovação dos recursos.

Técnicos da Secretaria da Agricultura avaliam que dificilmente haverá tempo para comprar as sementes se o processo não for iniciado até a próxima segunda-feira, 6.

“A esta altura já descartamos a possibilidade de distribuição de sementes de milho”, explica um técnico da Seagri, que pede para não ser identificado. O milho, mais sensível ao clima, teria que ser plantado, segundo o técnico, ainda em maio.

“Considerando toda a burocracia, de aprovação dos recursos no Fecoep e de abertura do processo licitatório, levaríamos ao menos 30 dias para a chegada das sementes, tornando inviável a distribuição das sementes de milho”, pondera o técnico.

Até mesmo a distribuição de sementes de outras plantas, a exemplo de feijão e sorgo, estariam comprometida, por conta da “janela de plantio”.

Dirigentes da Fetag-AL já não acreditam mais que o governo vá conseguir distribuir as sementes este ano.  “Pelo que venho acompanhando, será uma grande surpresa ver as sementes chegarem a tempo de plantio. No ano passado, em fevereiro os sindicatos (de trabalhadores rurais) já tinha cadastrado todo o pessoal que ia receber as sementes. Este ano chegamos em maio e o processo ainda nem foi aberto”, aponta Robério Oliveira, secretário de Políticas Agrícolas da Fetag-AL.

Robério teme que as sementes não cheguem a tempo: “será uma grande perda. Depois de vários anos de seca, está chovendo bem no agreste e sertão. Numa no como esse, o plantio de sementes de boa qualidade ajudaria muito a fortalecer a renda dos agricultores familiares, beneficiando a economia de muitos municípios no interior”, afirma.

O secretário de Agricultura, Ronaldo Lessa, foi procurado pelo blog para falar sobre a distribuição das sementes, mas não pode atender. Outros gestores da Seagri confirmaram as informações do técnico.

Redução

Independente da distribuição acontecer ou não este ano, o volume de recursos destinado ao programa deve ser reduzido à metade.
A expectativa dos técnicos da Seagri é que o Fecoep aprove cerca de R$ 6 milhões para o programa de sementes, o que seria suficiente para atender apenas metade dos produtores que vinham sendo atendidos pelo Estado nos últimos anos.

ACA e Seagri acertam detalhes da abertura da Expoalagoas Genética
   20 de abril de 2019   │     18:38  │  0

A Associação dos Criadores de Alagoas (ACA) recebeu na quarta-feira (17) a visita do secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura do Estado de Alagoas, Ronaldo Lessa. O encontro teve o objetivo de dar andamento ao trabalho conjunto na realização da Expoalagoas Genética, que ocorre entre os dias 13 e 19 de maio, no Parque da Pecuária.

Durante a reunião, que ocorreu após a realização da Feira do Peixe Vivo, foram discutidos os acertos para a abertura oficial da exposição, que promete movimentar o setor no calendário de eventos deste primeiro semestre. “Nós conversamos um pouco sobre as nossas atividades e principalmente os eventos agropecuários. Acertamos os detalhes para a abertura da Expoalagoas Genética, que vai ocorrer no dia 15 de maio, às 18 horas, com a presença do secretário”, declarou o presidente da ACA, Domício Silva.

A Expoalagoas Genética conta com o apoio do Governo do Estado, do Seabrae Alagoas, entre outros parceiros. Domício destacou a importância do contato com o secretário para apresentar as demandas do setor agropecuário. “Conseguimos apresentar a importância desses eventos para o setor. Em termos de movimentação financeira, de animais e de importância, temos o maior evento do primeiro semestre, com a Expoalgoas Genética, e o do segundo com a Expoagro. Tudo isso foi apresentado ao secretário e ele está junto do setor e das nossas demandas”, comentou.

A ACA e a Seagri são parceiras na realização de eventos agropecuários em Alagoas para fortalecer o setor, incluindo a Feira do Peixe Vivo. “É preciso traçar uma pauta também durante esses eventos, para que os diversos segmentos tenham um contato com a Seagri, um diálogo para apresentar suas reivindicações”, finalizou o presidente da ACA.

A programação da Expoalagoas Genética conta com palestras, cursos, julgamentos de animais e leilões dos melhores criadores do Nordeste.

(com assessoria)

O secretário Estadual de Agricultura Ronaldo Lessa e o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, conversam sobre a Expoa Alagoas Genética

Usina de AL quebra recorde e tem maior safra de cana do Nordeste
   18 de abril de 2019   │     23:35  │  6

A safra de cana-de-açúcar 2018/2019 chegou ao fim em Alagoas nessa quarta-feira, 17. A moagem foi maior do que o esperado em todo o Estado, apontando para uma fase de recuperação do setor sucroenergético alagoano.

Foi uma safra longa. A primeira unidade a entrar em operação foi a Santo Antônio, localizada São Luiz do Quitunde, em 13 de agosto. A usina encerrou o ciclo no dia 31 de março deste ano, com uma produção de 2,11 milhões de toneladas e crescimento de mais de 32% na comparação com a safra anterior ( 1,6 milhão de toneladas).

A última unidade a encerrar a moagem, nessa quarta-feira, 17, foi a Coruripe, localizada em Coruripe. A produção na usina chegou a 3,258 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em crescimento de 17,81% na comparação com a safra anterior, quando foram esmagadas 2,766 milhões de toneladas.

Este ó maior volume já registrado pela unidade em toda a sua história, número que também representa um recorde histórico no setor agroindustrial do Norte e Nordeste, com moagem de cana processada numa mesma safra por uma unidade industrial.

Apesar dos bons resultados das unidades, o setor sucroenergético de Alagoas ainda está longe de atingir seu patamar médio de produção, de cerca de 25 milhões de toneladas por safra – registrados até o início da atual década.

Na safra que acaba de acabar apenas 15 usinas processaram cana no Estado, nove usinas a menos do que as indústrias que operaram na safra 2009/2010. Desde então pararam de operar (a maior sem possibilidade de retorno) as usinas Laginha, Guaxuma, Capricho, Cachoeira, Paisa, Porto Alegre, Roçadinho, Sinimbú e Triunfo

Viés de alta

No ciclo 18/19 em Alagoas deve chegar a mais de 16,3 milhões de toneladas de cana (os números finais serão divulgados pelo Sindaçúcar-AL na próxima semana), com um crescimento cerca de 19% na comparação com a safra anterior, quando foram esmagadas 13,7 milhões de toneladas de cana.

Em avaliação prévia, o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, aponta que “foi uma safra dentro do esperado, mas com viés de alta. Bom volume de produção, bom rendimento. O balanço só não é mais positivo por conta dos preços, que continuam em baixa”.

A boa notícia é que se as chuvas continuarem ajudando, a próxima safra poderá ser um pouco maior. O setor também vive expectativa de novos investimentos no Estado, tanto do setor público quanto privado, o que pode sinalizar para uma retomada do potencial de produção no médio prazo.
Clima e investimentos

Para o presidente da Usina Coruripe, Mário Lorencatto, o clima foi um dos fatores que ajudaram a chegar ao resultado final. “Choveu no compasso certo. A boa distribuição das chuvas ajudou no desenvolvimento da cana. Tivemos também uma boa renovação do canavial, o que resultou no aumento na área de cana própria e também na cana dos fornecedores”, explica Lorencatto.

As mudanças na tributação estadual sobre o setor também contribui para o bom desempenho da indústria e deve estimular novos investimentos, acredita o presidente da Coruripe: “a equalização do regime de tributação promovida pelo Governo do Estado possibilitou que Alagoas pudesse voltar a ser competitiva com os demais estados nordestinos no mercado interno. O setor começa a retomar os investimentos e o grupo também deve voltar a investir pensando em superar os números atuais e a alcançar um novo recorde de moagem”.

Na avaliação de Lorencatto, o governador Renan Filho !teve a audácia de inovar, restabelecer o equilíbrio e salvar a atividade industrial que é tradicional em Alagoas. Agora temos perspectiva, podemos gerar renda e emprego. Um impacto favorável para os próximos anos”, atenta o presidente da Coruripe.

Novos investimentos

Com a confirmação do recorde histórico de produção, os planos futuros da usina Coruripe estão em mais investimentos, como a oportunidade de geração de energia a partir da biomassa. “A energia é componente importante de rentabilidade. O Nordeste precisa dessa energia limpa. Ela ajuda o País a atingir as metas de redução de carbonos. E para o consumidro tem o menor preço, a tecnologia melhorou muito e o rendimento do etanol não está muito abaixo”, acredita Mário Lorencatto.

com 3,2 milhões de toneladas, Usina Coruripe registrou maior moagem de cana do Norte e Nordeste

Com 93% dos votos, Klécio é reeleito presidente da maior cooperativa do Nordeste
   21 de março de 2019   │     17:41  │  1

Pela primeira vez em mais de uma década, teve disputa na eleição da diretoria da maior cooperativa agroindustrial do Norte e Nordeste do Brasil.

Na últimas três eleições, até 2015, as chapas em Pindorama foram eleitas por aclamação. No começo desta semana, os da cooperativa foram convocados para participar de um pleito que teve duas chapas na disputa.

Com um percentual de 93% dos votos válidos, Klécio Santos foi reeleito presidente da Cooperativa Pindorama. A votação foi realizada na sede da entidade, em Coruripe, contando com a participação de 470 associados votantes.

O resultado, segundo Klécio, foi importante porque referenda o trabalho realizado pela atual diretoria. “Temos um olhar voltado para o pequeno, para a agricultura familiar. E temos conseguido avançar, melhorando a produtividade e conseguindo superar as principais dificuldades não só no setor sucroenergético, mas em todas as outras áreas onde a cooperativa atua”, aponta.

A avaliação do resultado da votação é positiva. “Foi um resultado fantástico. Recebemos 438 votos. Esta é prova de que colhemos o que plantamos. Este resultado é o fruto de um trabalho de uma vida e me deixa muito feliz e ainda muito mais empenhado e comprometido em trabalhar para o desenvolvimento de Pindorama”, declarou emocionado Klécio Santos.

Reeleito, o presidente assumiu já nesta terça-feira, 19, o novo mandato que será exercido pelos próximos quatro anos. Este é o sexto mandato consecutivo e o nono de Klécio Santos a frente da presidência da Cooperativa Pindorama.

“Que Deus continue nos iluminando nesta nova jornada. Cada mandato que assumi é como se fosse sempre o primeiro. Vamos continuar trabalhando com foco no apoio nosso cooperado e reforçando ainda mais o nosso trabalho na preparação dos jovens. Afinal, são eles o futuro da Cooperativa Pindorama”, finalizou Klécio Santos, lembrando que também tem como meta nesta nova gestão a ampliação e fortalecimento dos produtos da marca Pindorama no mercado consumidor.

Klécio Santos foi reeleito presidente da cooperativa Pindorama com 93% dos votos

A Cooperativa Pindorama

Localizada entre os municípios de Coruripe, Feliz Deserto e Penedo, a Cooperativa de Colonização Agroindustrial Pindorama, tem uma área de mais de 30 mil hectares de área produtiva, mais de 1,1 mil associados e atua no beneficiamento de diferentes produtos. Entre as atividades mais importantes estão a fabricação de açúcar e etanol, sucos de frutas, industrialização de coco, laticínios e fábricas de alimentos.