Category Archives: Agronegócios

Quase R$ 1 bilhão: Cofig aprova financiamento internacional para usinas de AL
   18 de fevereiro de 2017   │     22:50  │  1

Foram quase dois anos de espera. Mas nesta nesta quinta-feira, 16, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) aprovou a operação de empréstimo internacional para as usinas do Nordeste, com aval do Fundo Garantidor de Exportações (FGE).

A aprovação era o que faltava para viabilizar o empréstimo internacional que deve beneficiar as usinas de Alagoas com a captação de até US$ 300 milhões (mais de R$ 900 milhões pelo câmbio atual), de um total de US$ 500 milhões que podem ser negociados com as empresas da região Nordeste.

Com a decisão tomada, segundo um importante executivo do setor sucroalcooleiro de Alagoas condições da operação são conhecidas e já é possível começar a fazer a contratação da operação com os bancos.

O empréstimo será negociado com o agente financeiro – o Credit Swiss Bank – individualmente pelas empresas. De Alagoas, pelo que se sabe, tem interesse na operação a Coopeertrading (Cooperativa dos Usineiros), Caeté, Santo Antônio e Coruripe.

A aprovação das regras da securitização pelo Cofig era, na prática, o que faltava para tirar a operação financeira do papel e assegurar a captação dos recursos pelas usinas. O empréstimo será garantido pelas exportações dentro da cota americana de açúcar.

Importante passo

A operação de empréstimo internacional foi a saída para tentar salvar as usinas do Nordeste da grave crise financeira – agravada pela seca -em que se encontram. As empresas não tem acesso a outras linhas de crédito.

A inclusão do açúcar no FGE foi uma iniciativa que contou com a mobilização de políticos alagoanos, especialmente o governador Renan Filho, o senador Renan Calheiros e a bancada federal de Alagoas. A normatização foi instituída através de Medida Provisória, aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Michel Temer em junho de 2016.

Considero fundamental essa operação para a recuperação da agroindústria canavieira de Alagoas. Com os recursos, as empresas vão renovar seus canaviais, que estão envelhecidos e com baixa produtividade, além de normalizar seus pagamentos, beneficiando a economia do estado”, aponta o governador Renan Filho.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana) Edgar Filho também comemora a informação: “esse empréstimo é a esperança de recuperação do setor, de forma mais rápida. Com mais recursos, as usinas, além de regularizar seus compromissos, podem fortalecer a parceria com os fornecedores de cana. Toda a atividade canavieira de Alagoas será beneficiada com essa operação”, enfatiza.,

Quanto é

A operação de empréstimo internacional para as usinas do Nordeste, negociada com o Credit Swiss Bank, gira em torno de US$ 500 milhões para as empresas da região Nordeste. Deste toral, entre US$ 200 milhões e US$ 300 devem ser captados pelas usinas de Alagoas. Os documentos alertam que o processo já se arrasta por quase dois anos.

Não existe prazo para a liberação do financiamento. Mas como todas as etapas legais foram superadas, o que se espera é que a negociação com o banco seja rápida. As empresas, pelo que se sabe, já adiantaram todo a documentação necessária e deve iniciar a fase de contratação ainda durante este mês de fevereiro.

Bancada federal de Alagoas aposta na subvenção da cana
   17 de fevereiro de 2017   │     23:13  │  0

A liberação da subvenção da cana-de-açúcar para produtores do Nordeste foi tema de nova reunião na última quarta-feira, 15, em Brasília. Articulado pela Associação dos Planadores Asplana, o encontro que contou, desta vez com a participação dos senadores, tratou de medidas que podem ajudar a salvar milhares de fornecedores do estado.

Participaram da reunião os senadores Renan Calheiros, Benedito de Lira e os deputados Ronaldo Lessa, Rosinha da Adefal e Givaldo Carimbão, foi traçada a estratégia para assegurar a liberação dos recursos.

O senador Fernando Collor não pode participar da reunião, mas ligou para avisar que os fornecedores de cana de Alagoas e do Nordeste contam com seu apoio. Collor adiantou que também vai trabalhar junto com a bancada federal para viabilizar a subvenção.

A subvenção, estabelecida por medida provisória e aprovada pelo Congresso Nacional, ainda no governo de Dilma Roussef, deveria ter sido paga até o final de 2015. O prazo expirou, sem que o governo liberasse cerca de R$ 187 milhões que beneficiariam mais de 20 mil do Nordeste.

No encontro, o senador Renan Calheiros sugeriu começar a articulação pelos ministérios do Planejamento e Fazenda. O primeiro esforço é para resgatar o pagamento com base na lei já existente. Se isso não for possível, a bancada de Alagoas vai pedir que o presidente Michel Temer edite uma nova MP.

O encontro, articulado pelo presidente da Asplana, Edgar Filho, também contou com a participação de representantes de plantadores de cana de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia.

“Além de já termos recebido o apoio dos nossos deputados, contamos agora com o compromisso dos nossos senadores na defesa de uma nova edição do programa de subvenção da cana para socorrer os fornecedores nordestinos. Foi uma reunião extremamente positiva”, afirmou Edgar Filho.

Segundo Edgar Filho, senadores e deputados federais de Alagoas também ficaram de estudar outras socorro aos fornecedores de cana castigados pela seca. “Nossa mobilização está apenas começando”, disse.

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Com a seca, fornecedores de cana perdem mais 50% da socaria em Alagoas
   8 de fevereiro de 2017   │     17:35  │  0

Diretores da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas percorreram, nesta quarta-feira, 8, a região canavieira de Penedo e Marituba, uma das mais afetadas pela estiagem.

Durante a visita, acompanhada por técnicos da Asplana, foram constatadas perdas de produção que chegam a 100%. “Encontramos diversos fornecedores produtores que perderam toda a safra. Esse, no entanto, não é o mais grave. O maior problema é a perda da socaria”, avalia Edgar Filho, presidente da associação.

Segundo relato de Edgar Filho, além da perda de 50% da socaria, “não tem semente, nem água. A situação na região de Penedo, Marituba e Igreja Nova região é a mais complicada do setor canavieiro de Alagoas. O prejuízo é muito grande

Antônio Rosário, diretor técnico da Asplana, estima que as áreas de fornecedores nas regiões das usinas Penedo (Paisa) e Marituba passem dos 5 mil hectares. “O fornecedor que não tem irrigação perdeu mais de socaria na região. Quando o fornecedor perde a socaria, o prejuízo é muito maior, porque ele terá que fazer o replantio da área. E para fazer isso ficará mais de um ano sem renda, até porque só poderá plantar no inverno”, aponta.

A Asplana vai preparar um relatório sobre a situação dos fornecedores para apresentar ao governo de Alagoas e a bancada federal: “estamos alertando as autoridades para a gravidade da situação. É necessário que o governo do estado e o governo federal encontre meios de ajuda o fornecedor a continuar na atividade”, aponta Edgar Filho.

visita a igreja nova - perda de socarias

Em reunião com bancada federal, Asplana pede volta subvenção da cana para enfrentar a seca
   3 de fevereiro de 2017   │     20:01  │  0

Preocupados com os prejuízos causados pela seca na região canavieira do Estado, diretores da Asplana participaram esta semana, em Brasília, de uma reunião com deputados federais da bancada alagoana. Na pauta do encontro, os prejuízos caudas pela longa estiagem ao setor canavieiro e o socorro aos fornecedores de cana castigados pela seca prolongada. A proposta é viabilizar uma nova edição do programa de subvenção da cana – que consiste no pagamento aos produtores pela diferença de custos de produção do Nordeste em relação ao Centro Sul do país.

“A retomada da subvenção ajudaria os fornecedores, principalmente os pequenos que são os mais afetados pela seca. Com os recursos eles terão condições de recuperar os canaviais e conseguir manter o sustento de suas famílias”, avalia o presidente da Asplana, Edgar Filho.

Além do presidente Edgar Filho, a reunião em Brasília, realizada quarta-feira, que, contou com ainda com a presença dos diretores da Asplana, Fabiano França e Roberto Inojosa. A bancada federal foi representada pelos deputados Ronaldo Lessa, Cícero Almeida, Rosinha da Adefal, Givaldo Carimbão e Nivaldo Albuquerque.

“Alagoas vive um grande problema em relação à produção da cana. Quando chega aos pequenos o
problema é maior ainda. A Câmara Federal votou em 2015 a lei que garantia subsídio da cana para Alagoas, que foi sancionada pela presidente Dilma, mas que não foi paga pelo presidente Michel Temer em 2016. Há um esforço agora com os diretores da Asplana para que seja feita uma nova lei para que possa garantir o subsídio, senão será um caos para Alagoas”, explica o deputado Givaldo Carimbão, que foi o relator da lei da subvenção em 2015.

Segundo o presidente da Asplana, com a escassez de chuvas, as socarias começam a ser perdidas em vários municípios da região. Com a seca, os produtores rurais também ficam impedidos de fazer os tratos culturais e o replantio do canavial.

Uma nova reunião, desta vez contando também com a presença dos senadores alagoanos, será realizada no próximo dia 15. O objetivo é encontrar alternativas para o enfrentamento da seca. “Os senadores Fernando Collor, Benedito de Lira e Renan Calheiros já confirmaram presença. A participação dos senadores é fundamental para que encontremos uma solução”, reforça o presidente da Asplana.

De acordo com Edgar Filho, nas próximas semanas, serão pleiteadas pelas Asplana audiências com o governador Renan Filho e com o presidente Michel Temer para debater o problema e discutir a execução de medidas emergenciais para amenizar os efeitos da estiagem.

“A bancada alagoana vai levar nosso pleito para o presidente Michel Temer. O dinheiro da subvenção vai socorrer principalmente o pequeno fornecedor de cana, que hoje enfrenta dificuldade até para fazer a feira”, explica.

Quanto é

O valor aprovado e que não foi pago pelo governo federal é de R$ 12 por tonelada de cana no limite de até 10 mil toneladas por produtor. “Mais de 95% dos 7 mil fornecedores de cana produzem até mil toneladas de cana por safra e trabalham em regime de agricultura familiar. O recurso da subvenção, que é na verdade a diferença dos custos de produção do Nordeste em relação ao Centro Sul, vai servir para ajudar o produtor a recuperar os canaviais, que estão quase dizimados pela seca”, explica Edgar.

 

Senado aprova projeto e Temer deve sancionar ‘legalização’ da Vaquejada no Brasil
   2 de novembro de 2016   │     8:05  │  2

As manifestações de praticantes e admiradores da vaquejada realizadas nas últimas semanas em várias capitais do Nordeste e em Brasília conseguiu sensibilizar o Congresso Nacional.

O Plenário do Senado Federal aprovou na tarde dessa terça-feira (01/11) , Projeto de Lei da Câmara dos Deputados (PLC) 24/2016, que eleva a vaquejada à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial.

A aprovação no Senado, em regime de urgência, se deu exatamente uma semana depois da manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com milhares de pessoas de todo o país, que foram à capital federal defender a vaquejada como uma tradição cultura, esporte e também como atividade responsável pela geração de milhares de empregos no país.

A partir de agora, o texto segue para sanção presidencial. O que se espera agora é que o presidente Michel Temer sancione a Lei, até porque o projeto foi aprovado a partir da articulação dentro da bancada do governo no Senado.

O projeto aprovado é de autoria do deputado federal Capitão Augusto (PR/SP), teve como relator, na Comissão de Educação, Culta e Esporte, o senador Otto Alencar (PSD/BA). O senador emitiu parecer favorável e aproveitou a oportunidade para votar requerimento pedindo regime de urgência para sua análise no plenário do Senado, o que ocorreu na sessão deliberativa desta tarde, aprovado por votação simbólica. O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

Para Otto Alencar (PSD/BA), a vaquejada que deve ser respeitada. “Fico muito feliz em saber que temos um caminho para que não se permita que acabe uma cultura tão enraizada quanto a vaquejada no Nordeste e em várias outras regiões do país. A votação foi quase unânime na Comissão e no plenário”, disse.

Na prática, a proposta não legaliza a vaquejada, mas segundo o senador é o primeiro passo para reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou, em outubro, inconstitucional lei do Ceará que regulamentava a prática como manifestação cultural e esportiva.

A Agência Senado fez reportagem sobre a aprovação do projeto que “legaliza” a vaquejada. Veja:

Projeto que dá à vaquejada status de patrimônio cultural imaterial vai à sanção

Os senadores aprovaram nesta terça-feira (1º) o projeto de lei da Câmara (PLC 24/2016) que dá à vaquejada, ao rodeio e expressões artístico-culturais similares o status de manifestações da cultura nacional e os eleva à condição de patrimônio cultural imaterial do Brasil. A proposta foi aprovada pela manhã na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e enviada para votação de urgência pelo Plenário à tarde. O projeto segue agora para sanção presidencial.

De autoria do deputado Capitão Augusto (PR-SP), o PLC 24/2016 foi relatado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), favorável à matéria. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou uma lei do Ceará que regulamentava a prática da vaquejada por 6 votos a 5. A decisão serve de referência para todo o país.

Além do relator, defenderam e apoiaram a aprovação da proposta os senadores José Agripino (DEM-RN), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Sérgio Petecão (PSD-AC), Raimundo Lira (PMDB-PB), Hélio José (PMDB-DF), Armando Monteiro (PTB-PE), Magno Malta (PR-ES), Lídice da Mata (PSB-BA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Deca (PSDB-PB), Edison Lobão (PMDB-MA), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e outros.

Leia aqui a reportagem na íntegra: http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/11/01/projeto-que-da-a-vaquejada-status-de-patrimonio-cultural-imaterial-vai-a-sancao