Category Archives: Agronegócios

Setor sucroalcooleiro vai sofrer novo “abalo” em Alagoas
   27 de setembro de 2017   │     18:44  │  0

Escada abaixo, a safra de cana-de-açúcar em Alagoas caiu num abismo que pode não ter volta. Com média histórica de produção de 26 milhões de toneladas, o setor sofreu abalos seguidos a partir do início da crise no setor financeiro internacional de 2008.

O estado tinha, então, 24 usinas em operação. Mesmo sem acesso ao crédito, as indústrias conseguiram manter, com a ajuda da chuva e do mercado, a safra nesse patamar até 2012, quando ocorreu o primeiro “abalo”: a decretação de falência do grupo João Lyra, acompanhada de uma grande seca.

O segundo grande abalo – esse mais cruel – veio nas safras 15/16 e 16/17, com o registro da maior seca que se tem história no setor sucroalcooleiro do estado.

Na safra 15/16 a produção de cana despencou, caindo para 16,3 milhões de toneladas, um recuo de mais de 305 em relação ao ciclo anterior (veja tabela).

A seca persistiu, usinas e fornecedores sem acesso ao crédito, a safra caiu um pouco na safra 16/17 para 16,02 milhões de toneladas.

Agora, na safra 17/18 o setor sucroalcooleiro de Alagoas está prestes a sofrer outra grande “abalo”. A produção, já se sabe, será menor. Ficará entre 13 milhões e 15 milhões de toneladas.

Na situação atual, o que se espera é uma nova quebradeira no setor industrial. O mercado já se prepara para o “fechamento” de mais usinas no estado.

Vale lembrar. A safra 2007/2008, há apenas 10 anos, foi a maior de toda a história de Alagoas, com 29,4 milhões de toneladas de cana, processadas por 24 usinas.

Com a produção caindo nesse período a menos da metade, o número de usinas em operação também acompanhou o ritmo. Desde então, sete usinas já encerraram suas atividades: Guaxuma, Laginha, Triunfo, Roçadinho, Porto Alegre, Sinimbu, Capricho. Destas, talvez uma ou duas volte a moer um dia.

Agora vem o terceiro tomo: nem todas as 17 usinas que permaneceram de pé até a safra 16/17, conseguirão operar na safra 17/18 que começou com atraso em Alagoas.

O que se espera – e que deve ser confirmado nos próximos dias – é que duas usinas que estão sem matéria-prima e, como todas as outras, em dificuldades financeiras, anunciem que não vão moer cana nesta safra.

Os números são expressivos. Em apenas 10 anos Alagoas perdeu mais da metade do que levou 4 séculos para construir: produção de cana caindo pela metade e usinas fechando, com uma grande perda de postos de trabalho.

Onde isso vai parar?

Apesar de todos os “dissabores” os líderes do setor sucroalcooleiro de Alagoas ainda apostam na recuperação da atividade, que poderá vir (essa história conto depois) com o lançamento do programa Renovabio.

Seja como for, o que se espera é que a atual safra, a 17/18, seja o fundo do poço do setor que trabalha, para voltar a subir a escada – ainda que lentamente – a partir da safra 18/19.

Marx Beltrão cumpre promessa e destrava recursos em Brasília
   20 de setembro de 2017   │     23:45  │  0

Foi com alívio que o presidente da CPLA, Aldemar Monteiro, recebeu nesta quarta-feira, 20, a noite a comprovação de que R$ 7,5 milhões foram transferidos do MDS para a Secretaria de Agricultura de Alagoas.

Apenas dois dias depois da reunião com produtores e beneficiários do programa do leite, realizada na CPLA, em Maceió, na segunda-feira, 18, Marx Beltrão enviou o comprovante da transferência financeira entre o Ministério e a Seagri.

Os recursos estavam, que deveriam ter sido repassados desde maio, estavam “travados” no Ministério do Desenvolvimento Scoial.

O dinheiro equivale á primeira parcela de R$ 30 milhões do plano de trabalho deste ano do MDS para o programa do leite em Alagoas.

Ministro do Turismo de deputado federal licenciado, Beltrão, que é amigo pessoal do ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social) prometeu empenho na liberação dos recursos. Já mostrou o primeiro resultado.

Agora, ele promete acompanhar a liberação do restante dos recursos pessoalmente.

“Ao menos por enquanto a agonia acabou. Em breve esse dinheiro vai chegar na conta do produtor e esse programa que é tão importante não vai parar em Alagoas”, aponta Aldemar, que agradeceu o empenho de Marx Beltrão: “o envolvimento da bancada federal, o governo do estado e de deputados estaduais foi fundamental, mas nesse momento o ministro Marx Beltrão foi decisivo na liberação dos recursos”, aponta.

Dobrando

Se Marx Beltrão conseguir regularidade na liberação dos recursos pelo MDS, o programa do leite em Alagoas, hoje com 40 mil litros dia, pode voltar ao patamar anterior – de 80 mil litros diários. “Restabelecida a confiança nos pagamentos, o produtor aumentará o leite destinado ao programa e poderemos ampliar a distribuição com os beneficiários no estado”, aponta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Marx Beltrão tem, nesta segunda, chance de demonstrar força em Brasília
   17 de setembro de 2017   │     23:20  │  0

A Cooperativa dos Produtores de Leite de Alagoas e a Cooperativa Pindorama realizam, nesta segunda-feira, a partir das 8h, café da manhã com o ministro do Turismo.

Também foram convidados representantes do governo do estado e da bancada federal.

Em pauta, o pendura federal. O Ministério do Desenvolvimento Social ainda não repassou nenhum centavo dos R$ 30 milhões previstos para o programa do leite este ano em Alagoas.

Será uma grande oportunidade para Marx Beltrão reafirmar sua força e influência na Esplanada dos Ministérios.

O ministro, como se sabe, costuma ir além da atuação na sua pasta e frenquentemente anuncia liberação de recursos de outras Pastas para alguns municípios do interior.

O caso que ele vai tratar já é conhecido: as ameaças à continuidade do Programa do Leite em Alagoas.

Até agora, os únicos pagamentos feitos aos produtores foram com a contrapartida do governo do estado. Ainda assim, mais de 3 mil agricultores familiares estão há quase três meses sem receber nada. Os gestores do programa avisam que não dá para segurar nem mais uma semana.

Tudo pronto

O MDS, ao que se sabe, já está com dinheiro em caixa e com os processos prontos para fazer a liberação dos recursos. Pelo menos é o que assegurou a equipe técnica do ministro ao alagoano Ricardinho Santa Rita, essa semana. Com bom trânsito na Esplanada, ele foi acompanhar o processo a pedido de alguns prefeitos – entre eles Marcelo Lima, de Quebrangulo. “Agora, é uma decisão política. Acredito que o Marx definirá isso com Osmar e poderá anunciar a liberação já na próxima segunda-feira”, aponta.

O atraso no pagamento – que ameaça a continuidade do programa, que além dos 3 mil agricultores familiares, atende 80 mil famílias de beneficiários – tem mobilizados prefeitos, deputados estaduais e a bancada federal.

O reforço de Marx Beltrão é considerado fundamental para a liberação dos recursos: “o Marx Beltrão tem bom relacionamento e prestígio em Brasília e está empenhado em resolver essa questão”, aponta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Klécio Santos, da Pindorama, também acredita que Marx Beltrão irá ajudar: “o Marx Beltrão sabe que esse é um programa que atende ao s alagoanos, independente de questões políticas ou partidárias. Sabemos do seu empenho e torcemos para que ele consiga essa liberação com o Osmar Terra o quanto antes”, aponta.

Poço sem fundo: Safra de cana de Alagoas será de apenas 13 milhões de toneladas
     │     14:30  │  0

Independente do tamanho, já se sabe que a safra de cana-de-açúcar 17/18, iniciada essa semana em Alagoas será menor – a menor da história recente do setor sucroalcooleiro do estado.

A estimativa do Sindaçúcar-AL é otimista. Considerando as chuvas generosas que caem sobre os canaviais alagoanos desde maio, o Sindicato que representa as indústrias do setor estima um “teto” de até 15 milhões de toneladas de cana.

Confirmado esse número, a redução ante a safra anterior, de 16,1 milhões de toneladas, será de 7%.

A Asplana, associação que representa dos fornecedores de cana de Alagoas, faz uma estimativa diferente, a partir de dados que apontam para uma grande redução na produção.

“Alagoas chegou a moer 26 milhões de toneladas de cana. Nos últimos seis anos o estado vem diminuindo essa produção. No ciclo passado nós moemos 16 milhões de toneladas de cana e a perspectiva é que este ano, devido a grande seca que nós tivemos, a maior seca dos últimos cem anos, que afetou os canaviais do estado, nós vamos moer só 13 milhões de cana”, aponta Edgar Filho.

A redução, nesse caso, seria de cerca de 20%, com um forte impacto financeiro dessa quebra de safra, alerta Edgar Filho: “Alagoas é um estado que vive basicamente da monocultura da cana. Essa perda vai, portanto, afetar todo estado. São cerca de 300 milhões a 400 milhões que deixam de circular na economia e isso faz uma falta muito grande”, aponta.

O presidente da Asplana acredita que a situação poderá ser ainda pior, dependendo das chuvas durante o verão: “a redução poderá chegar a cerca de 30%”, resume.

A redução de matéria-prima no campo também afeta a sobrevivência das indústrias e mais usinas podem fechar nesta e nas próximas safras: “Em Alagoas nós perdemos 9 usinas nesses últimos seis anos. Para um estado que vive basicamente da cana-de-açúcar, isso é um impacto muito grande”, enfatiza.

Edgar avalia que “a politica equivocada” do governo federal no controle do preço gasolina no passado afetou diretamente o faturamento das usinas no país inteiro, principalmente em Alagoas: “isso fez com essas usinas fechassem ou reduzissem suas atividades e consequentemente não tivessem dinheiro para renovar ou manter seus canaviais, além de deixar de pagar os fornecedores de cana”, aponta.

A redução da produção será proporcionalmente maior entre os fornecedores do que na cana própria das usinas, admite Edgar.

Ele atribui essa quebra maior, que pode chegar a 50%, a seca que ocorreu até abril, a perda de socaria dos canaviais, a flata de irrigação e principalmente a problema financeiros: “Nós (fornecedores) enfrentamos um problema muito grande em Alagoas no ano passado e ano retrasado por falta de pagamento das usinas com o fornecedor de cana, fazendo com que muitos não tivessem condições de renovar seus canaviais ou desistissem da atividade”.

Prefeitos prometem “luta” para evitar fim do programa do leite em Alagoas
   15 de setembro de 2017   │     17:41  │  0

Considerado um dos melhores exemplos de inclusão produtiva e social em Alagoas, o programa do leite vem definhando rapidamente. Até 2016, eram 80 mil litros distribuídos por dia, com 80 mil famílias.

O programa começou 2017 sofrendo um corte brusco. Com a redução no orçamento federal, caiu para 40 mil litros diários. Para evitar maiores perdas para os beneficiários, que recebem a doação do produto, as 80 mil famílias continuaram recebendo o leite, mas agora apenas dia sim, dia não. Antes era um litro por dia.

Além do corte o Orçamento, o programa do leite está, agora sob nova ameaça. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) ainda não repassou – faltando menos de 4 meses para terminar o ano – ainda não foi repassado nenhum recurso federal para o pagamento aos produtores.

“O programa tem sobrevido apenas com a contrapartida do governo estadual, ainda assim estamos com três meses de atraso no pagamento aos produtores e se não sair o dinheiro nos próximos dias, os produtores vão parar de fornecer o leite, deixando as famílias sem o alimento”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Ao lado de outras cooperativas que abastecem o programa, como a Pindorama, a CPLA tem mobilizado a bancada federal e os prefeitos de municípios de Alagoas para evitar o pior: “a mobilização das prefeituras, dos deputados e senadores é fundamental para pressionar o governo federal a liberar os recursos”, aponta Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama.

Essa semana, Klécio e Aldemar participaram de reunião, com o presidente da AMA, Hugo Wanderley. Também participaram do encontro Paulo Dantas, ex-prefeito de Batalha e outros prefeitos.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA. Hugo Wanderley adianta que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. “A pressão precisa ser feita em Brasília”, reforça.

São mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

Versão oficial

AMA se une a CPLA para manter programa do leite

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos- AMA – Hugo Wanderley – assegurou a diretoria da Cooperativa de produtores de leite de Alagoas que a Entidade vai entrar na luta para manter o programa que beneficia 80 mil famílias no Estado, com um litro do produto, 4 vezes por semana. Essas famílias correm o risco de deixar de receber o leite que reforça a alimentação de crianças, nutrizes e gestantes em situação de risco alimentar porque o atraso nos repasses feitos através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que custeia parte do programa, já supera R$ 30 milhões.

Na outra ponta, mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA, que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. A pressão precisa ser feita em Brasília, complementou.

“Hoje a situação é de crise. Com o atraso no pagamento, muitos agricultores familiares já avisaram que vão deixar o programa se os recursos não forem liberados nos próximos dias”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), que participou de uma reunião na AMA, acompanhado do vice presidente Fernando Medeiros, do Gerente Comercial Pedro Fernandes, do presidente da Cooperativa Pindorama Klécio Santos e o ex prefeito Paulo Dantas, representante dos municípios da Bacia Leiteira.

O governo federal não cumpriu o que o presidente Michel Temer e o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social, prometeram em dezembro passado, em ampliar e regularizar os pagamentos, obrigando o Programa improvisar os pagamentos somente com a contrapartida do Estado durante todo o ano. De janeiro até agora o programa operou com R$ 7 milhões de contrapartida do Estado.

O presidente da cooperativa Pindorama, Klécio Santos, reforça a necessidade de regularização do pagamento para a normalização do programa: “o agricultor familiar está acostumado a receber pagamentos quinzenais pelo leite que é fornecido. O atraso de cinco quinzenas desanima, desestimula e certamente, se continuar assim, representa uma séria ameaça a continuidade do programa em Alagoas”, aponta.