Category Archives: Economia

AL deve ‘ganhar’ muito com maior descoberta da Petrobras desde o pré-sal, diz RF
   16 de junho de 2019   │     19:05  │  0

O título da reportagem do Estadão deste domingo, 16 – “Petrobrás faz a maior descoberta desde o pré-sal, em Sergipe e Alagoas” – vem dando o que falar. E não é para menos.

Divulgada em maio, a descoberta deve gerar R$ 7 bilhões de receita por ano à Petrobras e sócias, calcula a consultoria Gas Energy.

Pelos dados do Ministério das Minas e Energia, para delimitar o reservatório e construir um gasoduto até a costa de Sergipe, a Petrobrás deve gastar US$ 2 bilhões ainda neste ano.

A estatal não revela os planos para a região. Por meio de sua assessoria, informou apenas que “as águas profundas de Sergipe vêm mostrando grande potencial para o desenvolvimento”. Por enquanto, a estatal está trabalhando apenas na exploração, mas não na produção dos campos.

Outro detalhe deve ser observado. A bacia onde o petróleo foi encontrado é a de Alagoas e Sergipe. Mas por enquanto todos os investimentos estão previstos para Sergipe, porque foi nas águas profundas daquele Estado que os poços foram encontrados.

Será que “sobra” alguma coisa para Alagoas? Renan Filho acredita que sim. O governador repercutiu a reportagem em suas redes sociais e disse que essa descoberta trará novos investimentos para Alagoas.

“Foi aqui nas bacias de Alagoas e Sergipe uma descoberta muito importante para o nosso estado. Nós já estamos há um bom tempo nos preparando para colher dessa descoberta. Novos investimentos e geração de oportunidade para o nosso Estado. Como todo mundo sabe, Alagoas sempre foi muito importante na exploração de óleo e gás para o país. Aqui os primeiros Campos de petróleo começaram a ser explorados e eu espero que agora com essa descoberta em mar tanto para Alagoas quanto para Sergipe a gente tenha em condição de receber investimento. De dar a nossa contribuição também para o desenvolvimento do país”, disse Renan Filho.

O governador prometeu ir “ mostrando para vocês ao longo dos próximos meses como será o desdobramento desse segmento que tende a crescer bastante nos próximos anos”.

Renan Filho deve saber bem mais do que diz a reportagem, até pela função que exerce. É de se esperar portanto, que Alagoas também se beneficie com essa grande descoberta da Petrobras. A conferir.

Plataforma da Petrobras na bacia Alagoas-Sergipe

Veja a reportagem do Estadão

Petrobrás faz a maior descoberta desde o pré-sal, em Sergipe e Alagoas

De seis campos de exploração, Petrobrás espera extrair cerca de 20 milhões de m³ por dia de gás natural, o equivalente a um terço da produção atual brasileira; investimentos necessários para limitar área e construir gasoduto são de R$ 2 bi

Leia aqui, na íntegra:

Petrobrás faz a maior descoberta desde o pré-sal, em Sergipe e Alagoas

Viagem à China pode render ‘mega’ investimentos para Alagoas
   12 de junho de 2019   │     22:42  │  1

Como tirar do papel grandes investimentos – na casa das centenas de milhões de dólares – num momento em que a economia nacional dá sinais de instabilidade e retração?

Para governadores de vários Estados brasileiros, especialmente do Norte e Nordeste, a resposta está do outro lado do planeta. Literalmente.

Em situação de penúria, os governos estaduais estão fazendo peregrinações à China em busca de investidores para movimentar suas economias, principalmente com o financiamento para obras de infraestrutura. Projetos industriais e na área de mineração também têm sido apresentados aos asiáticos na tentativa de alavancar os investimentos nos Estados.

Ratinho Junior (PSD), do Paraná, Rui Costa (PT), da Bahia, Waldez Góes (PSD), do Amapá e Paulo Cãmara (PSB) de Pernambuco estão entre os 12 governadores que foram ou pretendem visitar a China ainda este em missão oficial com o objetivo de captar novos intestimentos.

A missão de Alagoas é uma delas. Será liderada pelo governador Renan Filho (MDB) e contará com a participação de vários secretários de Estado – Rafael Brito (Sedetur), Fabrício Marques (Seplag) Mozart Amaral (Setrand), Maurício Quintella (Infraestrutura) e George Santoro (Sefaz), entre outros – além de representantes da Assembleia Legislativa de Alagoas, Federação das Indústrias de Alagoas e Associação Comercial de Maceió.

“Será uma viagem de prospecção e também de confirmação de intenções de negócios”, adianta Rafael Brito.

Entre os interesses que os chineses tem por aqui estão investimentos em energia fotovoltaica, em portos (inclusive Maceió) e transporte de massa (VLT).

“Será uma missão de trabalho. São 5 dias, com diversas reunião já pré-agendadas, seguidas de rodadas de negócios. Cada secretário vai conversar com interessados sobre projetos específicos, acerca de sua área de atuação”, aponta Brito.

A “Missão China Alagoas” passará por cidades como Hong Kong, Shangai, Beijing, Linyi e Nantong. “Será uma verdadeira maratona. São mais de 3 mil km dentro da China, com dezenas de reuniões de trabalho, sem tempo livre para qualquer outro compromisso. Estamos confiantes, no entanto, que o esforço valerá a pena. Nossa expectativa é trazer resultados positivos, até porque já existem grupos chineses investimento em Alagoas”, afirma o secretário.

A Missão China foi anunciada em abril de 2019 durante reunião do governador Renan Filho com a cônsul-geral da China no Nordeste, Yan Yuqing, e empresários do país asiático

Rota da China

A viagem começa no próximo dia 18 de julho, com partida de Maceió. E faz parte de um roteiro que tem levado outros governos de Estados brasileiros a buscar na China investidores capazes de alavancar investimentos ou financiamentos em grandes projetos. A Bahia, por exemplo, assinou em fevereiro contrato com um consórcio liderado pela chinesa BYD para o VLT metropolitano, que prevê investimento de R$ 1,5 bilhão.

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB) já anunciou que vai abrir um escritório de seu Estado em São Paulo.

Essa rota, que Alagoas segue, segundo reportagem do jornal Valor, não é a única, mas pode ser uma boa saída para trazer ‘mega’ investimentos para os Estados.

Veja aqui a reportagem do Valor:

Governadores vão à China para conquistar recursos
Em situação de penúria, os governos estaduais estão fazendo peregrinações à China em busca de investidores para movimentar suas economias, principalmente com o financiamento para obras de infraestrutura. Projetos industriais e na área de mineração também têm sido apresentados aos asiáticos na tentativa de alavancar os investimentos nos Estados.

A ofensiva ocorre de forma independente das relações entre Pequim e o governo federal, que ficaram mais incertas após a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Para atenuar o estranhamento inicial, depois de suas declarações de que “a China não está comprando no Brasil, está comprando o Brasil”, Bolsonaro prepara uma visita oficial ao país em agosto.

Muitos governadores resolveram não esperar tanto tempo e colocaram a China no topo de suas prioridades. Ratinho Jr. (PSD) esteve em Xangai há duas semanas e iniciou conversas com os chineses para viabilizar a construção de um corredor ferroviário entre o Paraná e o porto chileno de Antofagasta. Rui Costa (PT), da Bahia, começa hoje uma agenda no país que tem a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul de Ilhéus como grandes pontos de interesse.

Em fevereiro, Costa assinou contrato com um consórcio liderado pela chinesa BYD para o VLT metropolitano, que prevê investimento de R$ 1,5 bilhão. A linha, na verdade um monotrilho com 22 estações e previsão de transportar 150 mil usuários por dia, será construída e operada por meio de uma parceria público-privada (PPP). O governo estadual vai aportar R$ 153 milhões por ano como contraprestação.

“É importante ter investimento externo com juros mais baixos”, diz o governador do Amapá, Waldez Góes (PSD), que relata ter sido sondado pelos chineses, especialmente para projetos de infraestrutura. “Aqui paga-se muito caro pelo financiamento via bancos públicos, como BNDES, Caixa e Banco do Brasil.”

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Alagoas, Rafael Brito, afirma que a China surge como “solução fundamental” em um momento de paralisia dos investimentos federais brasileiros. Brito diz que o ano começou movimentado, com muitas conversas avançadas com empresários brasileiros. “Mas, com o passar do tempo, a gente sentiu a coisa dar uma pausa, [os empresários brasileiros] preferiram esperar para ver o que vai acontecer com o país”, observa.

Em julho, Alagoas fará dois eventos em Pequim e Xangai. As conversas Alagoas-China têm priorizado temas como energia solar, plantas industriais, saneamento básico e recursos hídricos.

Um dos principais facilitadores da aproximação com os governadores tem sido o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang, um chinês que iniciou sua carreira em um banco de investimentos em Wall Street e dedica-se à ponte entre os dois países desde o fim da década de 1970.
“Logicamente não se pode divorciar os Estados do país, mas muitos governos estaduais estão buscando uma agenda própria com a China”, afirma. Um exemplo é o escritório comercial de São Paulo em Xangai, que o governador João Doria (PSDB) deseja inaugurar em agosto e deverá ser chefiado pelo diplomata aposentado Marcos Caramuru, ex-embaixador do Brasil na China.

Tang comenta que geração de energia a partir de biomassa do lixo, iluminação pública, sistemas de vigilância e reconhecimento facial estão no radar dos governadores – e também de vários prefeitos. Tang menciona, no entanto, uma preocupação bastante comum dos investidores chineses: a existência de garantias financeiras para os projetos.

A CCIBC organiza uma visita do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), para Pequim no segundo semestre. O Estado pretende anunciar ainda neste mês a construção de polo metal-mecânico, um empreendimento da Vale em parceria com empresários chineses, que envolve investimento em torno de US$ 300 milhões.

Veja aqui a reportagem na íntegra: Governadores vão à China para conquistar recursos 

Saiba mais

Estado participará de missão técnica à China para prospecção de novos empreendimentos

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Terceira mais cara do país, tarifa da Casal sobe acima da inflação mais uma vez
   11 de junho de 2019   │     0:37  │  1

A história se repete. A Companhia de Saneamento de Alagoas anunciou um novo reajuste nas tarifas cobradas dos consumidores de todo o Estado. E mais uma vez, acima da inflação.

O reajuste aprovado pela Agência Reguladora de Serviços de Alagoas (Arsal), com base na planilha de custos da Casal, será de 6,22% e é válida a partir de 6 de julho deste ano.

Com este reajuste, o valor cobrado pela companhia em Alagoas se consolida como o terceiro maior do Brasil.

Segundo a Casal, “o valor da tarifa mínima para um consumo residencial de até 10 metros cúbicos por mês – suficiente para abastecer uma família com até quatro pessoas – vai passar dos atuais R$ 46,80 para R$ 49,71”.

O problema, em Alagoas, é que quem consome menos paga mais. O consumidor pagará 10 m3 mesmo que consuma 2 m3 ou m3. E pagará em dobre se a residência for ligada no sistema de esgoto da companhia.

Quem consome mais, também paga mais. Na tarifa atual, o excedente (consumo acima de 10 m3) paga quase o dobro. Nesse caso a tarifa sobe para R$ 89,40. E com o reajuste salta para R$ 94,9. Valor que será pago em dobro se o imóvel do consumidor estiver interligado na rede de saneamento.

Embora não tenha divulgado em seu site, o novo reajuste também afeta os consumidores comerciais e industriais, que tem tarifas bem mais caras em Alagoas. Atualmente a tarifa comercial mínima é de R$ 108,72 e vai saltar para R$ 115,48. A tarifa industrial, hoje em R$ 121,50 vai saltar para R$ 129,05.

Acima da inflação pelo quinto ano seguido

Durante a gestão do governador Renan Filho, o reajuste de tarifas da Casal sempre ficou acima da inflação. O aumento aprovado este ano, que entra em vigor a partir do próximo dia 6 de julho não foge à regra. A Arsal aprovou uma reajuste de 6,22%, enquanto a inflação do ano anterior ficou em 3,75%.

A lógica tem sido a mesma desde 2015, no início do atual governo. Naquele ano o aumento foi de 15,27%, ante inflação de 6,4% em 2014. Em 2016, o reajuste foi de 16,5% contra uma inflação de 10,67% em 2015.

Já em 2017, o aumento da tarifa foi de 9,76% e a inflação do ano anterior 6,28%. Em 2018, o aumento da tarifa foi de 5,88% e a inflação do ano anterior 2,95%. Em 2019, o aumento da tarifa foi de 6,22% e a inflação do ano anterior 3,75%.

Somou? No acumulado (soma direta dos percentuais) os aumentos chegaram a 53,65% de 2015 a 2019, enquanto a inflação de 2014 a 2018 ficou em 30,05%.

Em outras palavras – ou números – o alagoano está pagando cada vez mais caro para ter água e esgoto da Casal.

Água da Casal vai ficar mais cara par ao consumidor a partir de 6 de julho de 2019

Terceira mais cara do Brasil

De acordo com o Ranking de Saneamento Básico 2018, do Instituto Trata Brasil, a tarifa de água cobrada dos consumidores de Maceió é maior entre todas as capitais e a terceira mais cara do Brasil no ranking das 100 maiores cidades do país. Maceió é a única cidade de Alagoas que aparece no ranking.

Os dados divulgados no ranking são relativos a 2016. A tarifa média era de R$ 5,83 por metro cúbico, abaixo apenas de dois municípios: Canoas (R$ 6,69) e Gravataí (R$ 6,55), ambas no Rio Grande do Sul.

Os demais municípios do estado atendidos pela Casal (são 77 cidades ao todo) pagam tarifas iguais à de Maceió, mas não aparecem no estado.

O ranking, que pode ser acessado na página do Instituto, revela ainda que a qualidade do serviço é inversamente proporcional ao preço.

Isso para, Maceió que tem a 3a maior tarifa é a 74a cidade em qualidade no ranking, que leva em consideração questões como tratamento de água e esgoto e a qualidade do serviço prestado ao consumidor.

Compare aqui a qualidade e o preço da Casal: Ranking do Saneamento 2018

Veja a composição tarifária da Casal (antes do reajuste)ESTRUTURA TARIFÁRIA

Veja texto da Casal sobre o reajuste: Arsal autoriza Casal a reajustar tarifa em 6,22% a partir de julho

Saia mais: Tarifa de água de Maceió é a terceira mais cara do Brasil

 

Ingleses ‘desembarcam’ em AL com R$ 750 milhões e 1,2 mil empregos
   7 de junho de 2019   │     17:52  │  2

Demorou. Mas finalmente o projeto de exploração de reservas de cobre no agreste alagoano começou a sair do “papel”.

O fundo de investimento londrino Appian Natural, que tem duas minas no Nordeste, uma de cobre em Alagoas e uma de níquel na Bahia, está iniciando pelo Estado suas operações em mineração no Brasil.

O empreendimento em Alagoas, Projeto Serrote da Mineração Vale Verde (MVV), em Craíbas, Agreste do Estado, terá investimento de R$ 750 milhões para produzir 100 milhões de concentrado de cobre por ano.

Inicialmente o projeto pertencia a Aura Minerals, do Canadá, mas foi repassado para os ingleses. A expectativa é que com o início da mineração sejam gerados 500 empregos diretos e 2 mil empregos indiretos.

Segundo reportagem do jornal Valor dessa quinta-feira, 6, “o projeto está a pleno vapor. A companhia já comprou o maquinário e está iniciando neste mês a terraplenagem no local”.  A estimativa é que as obras durem por 18 meses e a mina entre em operação em 2021, disse fonte ouvida pelo jornal.

“A previsão é de geração de até 1,2 mil empregos diretos e indiretos durante o pico da construção no ano que vem”, disse a fonte.

A reportagem do Valor também ouviu o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas.

Rafael Brito informou que o projeto conta com incentivos fiscais, com dedução de até 92% de ICMS quando começar a produzir e vender o concentrado de cobre. “Além disso, todo insumo e maquinário será isento do imposto. O que calculamos foi o quanto essa empresa pode gerar de empregos e movimentar a economia local, não o quanto o fisco perde em arrecadação”, disse Brito, acrescentando que o benefício fiscal se estenderá por 15 anos.

Rafael Brito em reunião com representantes da Appian na Sedetur-AL

O projeto

A pesquisa mineral de cobre na região se iniciou em meados de 1982. Desde então, foram executadas campanhas de sondagem, testes metalúrgicos e estudos ambientais e de engenharia que confirmaram a viabilidade de se implantar um empreendimento minerário para beneficiamento do minério de cobre.

O Projeto Serrote da Laje possui Licença de Instalação, emitida pelo IMA/AL em 2017.

O empreendimento em Alagoas terá investimento de R$ 750 milhões. Segundo uma fonte próxima ao negócio, o fundo já estrutura o projeto financeiro e a intenção é ter 60% dos recursos oriundos de linhas de financiamentos e o restante será de caixa próprio.

O destino do concentrado do cobre produzido em Serrote será o mercado asiático e europeu e, segundo o Valor apurou, irá abastecer fundições dessas regiões. Ainda não está definido por qual porto será exportada a produção. O mais provável é o porto de Maceió (AL) ou Aracaju (SE). Todo o transporte até o terminal portuário será feito por caminhão.

“O mercado promissor para o concentrado de cobre é o automotivo. Países como a China estão mais avançados em projetos de carros elétricos e a demanda por cobre é muito alta. Se em um veículos convencionais se usa 25 quilos de cobre, nos movidos à eletricidade utiliza-se 75 quilos. A companhia pode ser um dos grandes fornecedores dessa matéria-prima”, disse uma fonte próxima da empresa.

O Appian foi criado em 2014 com o objetivo de investimentos em empresas de metais e de mineração, principalmente metais de base e projetos menores. O fundo não tem projetos que envolvem minério de ferro, que exigem investimentos e infraestrutura maiores.

No final de 2017, representantes do fundo internacional Appian Capital Advisory, Michael Sherb e Edward Otto, se reuniram com os secretários de Desenvolvimento Econômico e Turismo e do Gabinete Civil, Rafael Brito e Fábio Farias, para discutir a operacionalização da Mineradora Vale Verde, instalada no município de Craíbas.

Área do projeto Serrote, em Craíbas-AL

Veja a qui a reportagem na íntegra: Appian inicia mineração de cobre no Brasil

Saiba mais (acesse informações oficiais):

Mineração Vale Verde inicia obras de instalação na cidade de Craíbas

 

MINERAÇÃO VALE VERDE PROJETO SERROTE ADQUIRE EQUIPAMENTOS E AVANÇA EM SEU PROCESSO DE INSTALAÇÃO NO AGRESTE ALAGOANO

MINERAÇÃO VALE VERDE ADQUIRE NOVOS EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS DE TERRAPLENAGEM

Oportunidade de empregos:

A Mineração Vale Verde abriu vagas de trabalho na sede em Craíbas – Al. Os interessados em se candidatar as vagas seguir orientação do link a seguir: oportunidade de empregos

 

Após “onda” de interdição de matadouros, Adeal tenta conter abate clandestino
     │     16:46  │  0

A “onda” de interdição de matadouros públicos em Alagoas começou há mais de uma década. Até novembro de 2008, a Adeal (veja link abaixo) tinha fechado 8 dos 73 estabelecimentos destinado ao abate de bovinos no Estado. Hoje resta menos da metade.

Ano após ano as interdições foram crescendo e trouxe, como efeito colateral, o aumento do abate clandestino – situação considerada pior porque afeta a cadeia produtiva da carne e ameaça a saúde da população.

Neste período, apenas um novo frigorífico surgiu em Alagoas – o Friogvale em Arapiraca. E justo lá a clandestinidade sem sido mais intensa nos últimos meses, segundo vários relatos. Essa situação pode mudar, a partir de agora, também a partir de atuação da Adeal.

Em Arapiraca o abate ‘clandestino’ de animais era tão escancarado que tinha endereço e horário de funcionamento. “Apesar de ilegal e irregular, as autoridades do município fazem vistas grossas. Todo dia são abatidos animais abertamente, inclusive numa área próxima ao antigo matadouro público”.

O relato que recebi de um empresário de Arapiraca veio acompanhado de um ‘mapa’ do “Google” em que os locais de abate clandestino, publicamente conhecidos, estavam operando.

Poucos dias antes da operação que fechou os matadouros clandestinos falei com o presidente da Adeal, Carlos Mendonça Neto sobre a denúncia. Ele antecipou que tinha conhecimento e já estava com uma operação programada.

E de fato, há duas semanas, uma operação conjunta entre a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), conseguiu “desmontar” dois abates clandestinos dos três que locais que foram apontados no mapa que me foi enviado.

A operação em Arapiraca foi apenas uma de várias realizadas recentemente. E deu resultados. O Frigovale, único matadouro que tem certificado de inspeção na região agreste, já apontou aumento no abate, como resultado da operação.

“Na verdade estamos recuperando parte do abate que foi perdido em função do aumento da clandestinidade. Se comparado com o movimento normal, em maio a empresa está operando abaixo de 50% da sua média e após a fiscalização o abate voltou a crescer”, explica o diretor executivo do Frigorífico, Jaelson Gomes.

Após a fiscalização, como maneira de incentivar o abate legalizado, a empresa informou que está reduzindo em R$ 20,00 a taxa de abate. “Reduzimos o valor do abate atendendo não só um apelo da Adeal, mas também da prefeitura do município, da Câmara de Vereadores e só marchantes. Com isso, esperamos dar nossa contribuição para reduzir o abate ilegal”, aponta Gomes.

O presidente da Adeal reforça que as operações contra o abate clandestino serão permanentes. “Esperamos que os marchantes evitem o abate ilegal, sob risco de perdas econômicas e até penais”, alerta Carlos Neto.

“No caso de Arapiraca conseguimos a reduzir a taxa do Frigovale. Em outras regiões, vamos procurar outras maneiras de incentivar o abate legalizado. Mas independente disso vamos continuar fazendo operações e quem for pego cometendo essas irregularidades será punido”, aponta o presidente da Adeal.

Carlos Neto acompanha a equipe de fiscalização da Adeal e promete intensificar combate ao abate clandestino

Gargalo

Um dos maiores gargalos da cadeia produtiva da carne em Alagoas é o abate ilegal. O Estado conta com apenas três frigoríficos com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), o que pode elevar os riscos de consumo de carne clandestina, sem os tratos sanitários exigidos pela legislação.

Para assegurar a qualidade, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) promete fechar o cerco nos pontos que realizam o abate clandestino.

Só em Arapiraca, foram fechados dois locais que realizavam o abate clandestino. “Recebemos uma denúncia anônima. Estive pessoalmente na ação e constatamos a ilegalidade, encaminhamos os responsáveis para a delegacia e a carne, que estava imprópria para consumo humano, foi incinerada”, explica Carlos Neto.

O presidente da Adeal explica que o Estado está lidando com o problema de frente, “cercando por todos os lados”. principalmente para evitar que doenças, vindas da carne ilegal, possam chegar ao consumidor alagoano. “Ele deve ser combatido. E também devemos incentivar o produtor que carregue o seu animal para um local que seja devidamente inspecionado, para que se possa fazer um abate de qualidade, sem prejudicar a qualidade do produto e sem colocar em jogo a saúde da população”, atenta.

Versão oficial
Adeal retira de circulação duas toneladas de carne imprópria para consumo em Arapiraca

Dois pontos do município foram visitados, após a Adeal receber denúncias anônimas de que animais estavam sendo abatidos. No primeiro, um sítio localizado na Zona Rural, os fiscais agropecuários encontraram quatro bois mortos prontos para o abate clandestino. Outros quatro bois vivos estavam dentro de um caminhão, que era utilizado para o transporte dos animais.

Já em outro local, também na Zona Rural de Arapiraca, uma pessoa foi autuada após os fiscais encontrarem três animais já abatidos de forma clandestina. Toda a carne imprópria para consumo humano foi recolhida e destinada para incineração.

As infrações da Adeal são referentes ao decreto federal n 9.013 de 2017 e a lei estadual 6.608 de 2005. Os responsáveis pela prática do abate clandestino, no momento da operação, foram encaminhadas a Delegacia do município. Lá, foram realizados os procedimentos cabíveis.

 

Leia aqui, na íntegra: Adeal retira de circulação duas toneladas de carne imprópria para consumo em Arapiraca
Linha do tempo: Adeal interdita matadouros e laticínios