Category Archives: Economia

Alagoas fecha novembro com ICMS de R$ 372 milhões em alta de 3,4%
   6 de dezembro de 2019   │     21:08  │  0

No mês passado a receita do ICMS em Alagoas chegou a R$ 372,5 milhões e ficou praticamente igual a arrecadação de outubro (R$ 372,3). Na comparação com novembro de 2018, que registrou um volume de R$ 360 milhões , o crescimento foi de 3,43%.

De janeiro até novembro de 2019, a receita de Alagoas com o ICMS foi R$ 3,724 bilhões, em crescimento de 2,54% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram arrecadados R$ 3,631 bilhões.

Com o resultado de novembro, o ICMS de Alagoas saiu do vermelho. O crescimento no mês é o exatamente o mesmo da inflação (IPCA) dos últimos 12 meses, que chegou a 2,54% em outubro.

Desempenho

O secretário da Fazenda, George Santoro, explica que a receita de ICMS em novembro reflete um aparente crescimento no movimento econômico nacional: “a gente teve um bom desempenho em combustíveis e na energia elétrica, o que mostra uma retomada da movimentação econômica do país, sem destaque para qualquer setor. Todo mundo cresceu na média”, aponta.

“Esperamos fechar o ano com uma arrecadação em cima da inflação, o que vai ser muito bom. Vamos aguardar para ver se a previsão confirma. A gente está com o Profis (Programa de Recuperação Fiscal) no ar e uma boa expectativa em relação a algumas ações que foram feitas nos últimos meses”, afirma Santoro.

Valor de mercado da Braskem não chega a metade das ‘possíveis’ dívidas judiciais
   21 de novembro de 2019   │     19:53  │  0

O “desastre” provocado pela mineração de sal-gema em Maceió vem abalando não só a imagem, mas também – e mais profundamente – o caixa da Braskem.

O valor de mercado da empresa despencou este ano. Uma queda provocada pelas ações judiciais e pelo baixo desempenho do setor petroquímico – no Brasil e no mundo.

Na situação atual, o valor de mercado da empresa (preço calculado pelo valor de ações na bolsa) não chega a metade das possíveis perdas com ações judiciais, estimadas pela própria Braskem em mais de R$ 48 bilhões. Além disso, a empresa também deve mais de R$ 13 bilhões a bancos – o que pode dificultar o eventual pagamento com indenizações a população dos bairros atingidos pela mineração.

De acordo com reportagem do Estadão, o valor de mercado da Braskem caiu, este ano, de R$ 45 bilhões (fevereiro) para R$ 21,6 bilhões na semana passada.

Em paralelo, as contingências judiciais classificadas como possíveis pela Braskem correspondiam, no final de setembro ao dobro de seu valor de mercado atual.

Nas notas explicativas do balanço trimestral, divulgado na quinta-feira, 14, a Braskem alertou investidores que as perdas com ações judiciais podem chegar a R$ 48,74 bilhões. Hoje, o valor de mercado da empresa é de aproximadamente R$ 24 bilhões.

Não é só. A empresa também tem dívidas em dólar e reais, que segundo fontes ouvidas pelo “Valor Econômico”, tem deixado os bancos credores preocupados com o futuro da Odebrecht e suas parceiras.

Segundo reportagem do Estadão, “grandes instituições bancárias têm participações em ações da companhia desde julho de 2016, considerando também seus dividendos como garantia. No entanto, o preço em bolsa não cobre a dívida que possui, que está em quase R$ 13 bilhões. Os bancos são: Itaú Unibanco Bradesco Banco do Brasil Santander e BNDES”

Saiba mais:

Selecionei reportagens que pode ajudar a entender melhor a situação financeira da Braskem:

Possíveis perdas da Braskem com ações judiciais valem mais de duas vezes seu valor de mercado

Perdas possíveis da Braskem com processos judiciais triplicam

Braskem perde mais de 50% do valor de mercado em 6 meses

 

Preso nos EUA, ex-presidente da Braskem ajudou a “desenvolver” Alagoas
   20 de novembro de 2019   │     23:43  │  0

A informação está em vários veículos locais e nacionais. O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi preso nesta quarta-feira (20) em Nova York sob acusações federais de corrupção, de acordo com uma autoridade americana.

Vale lembrar. Como presidente da Braskem, Grubisich teve papel importante no processo de “desenvolvimento” de Alagoas. Foi sob sua gestão na Braskem que a empresa trabalhou para viabilizar – ainda no governo de Teo Vilela (PSDB) – o Polo Multifabril de Marechal Deodoro e a Cadeia da Química e do Plástico em Alagoas.

A partir da atuação de Grubisich e da Braskem, o Estado conseguiu atrair importantes indústrias que utilizam matérias-primas e insumos fornecidos pela empresa, especialmente na área de PVC.

Saiba mais:

Veja trecho de reportagem da Folha de São Paulo sobre a prisão de Grubisich:

O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi preso nesta quarta-feira (20) em Nova York sob acusações federais de corrupção, de acordo com uma autoridade americana.

Segundo a autoridade ouvida pela agência Reuters, o executivo foi detido no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, e era esperado que ele comparecesse a uma corte federal no Brooklyn ainda nesta quarta-feira (20).

Grubisich foi acusado de conspiração por violar uma lei de corrupção estrangeira dos EUA, por lavagem de dinheiro e por ter supostamente participado de um esquema de propinas para conseguir e manter contratos governamentais, de acordo com a Bloomberg.

Na acusação, os promotores dizem que Grubisich e outros funcionários da Braskem e da Odebrecht participaram de uma conspiração para desviar cerca de US$ 250 milhões (o equivalente hoje a R$ 1,05 bilhão) para um fundo secreto, que foi usado em parte para subornar funcionários. O esquema teria ocorrido entre 2002 e 2014, de acordo com o indiciamento.

Leia aqui a reportagem na ítegra: Ex-presidente da Braskem é preso sob acusação de corrupção nos EUA

 

R$ 6,4 bilhões: Braskem ‘adiciona’ recursos para indenizações em Maceió
   15 de novembro de 2019   │     0:22  │  2

A Braskem surpreendeu o mercado ao anunciar, através de Fato Relevante – “Medidas para encerramento definitivo das atividades de extração de sal em Maceió”.

O anúncio foi feito nessa quinta-feira, 14, logo após a divulgação dos resultados da companhia no terceiro trimestre do ano – e ganhou forte repercussão nos principais veículos de comunicação do Estado.

No balanço (Resultados 3T19), divulgado de acordo com normas para empresa que possuem ações em bolsas, a Braskem informou seus resultados financeiro, com receita de vendas de R$ 13,3 bilhões no trimestre.

Na divulgação, a companhia apresenta a situação de cada uma de suas unidades operacionais. A Braskem trouxe ainda no balanço trimestral (julho, agosto e setembro de 2019) importantes informações sobre a “Situação em Alagoas”.

A companhia informou que continua importando matéria-prima (EDC) e soda cáustica e também tratou da “questão legal”. A empresa é apontada como responsável pelo “desastre” nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió.

Numa aparente antecipação do desfecho do processo, hoje na Justiça Federal, a empresa informa que “adicionou” R$ 6,4 bilhões em seguro garantia a R$ 100 milhões bloqueados e disponibilizados pela Companhia “no caso da Braskem ser considerada culpada”.

Em outras palavras – ou números – a Braskem parece preparar o pagamento de indenizações a moradores dos bairros atingidos. O processo, no entanto, deve ser lento.

Veja o trecho do “release” sobre o balanço da Braskem que trata de Alagoas:

SITUAÇÃO EM ALAGOAS:

a. Operacional

Taxa média de utilização de PVC: 57%, 9 p.p. superior ao 2T19 devido a normalização da importação de EDC, que totalizou 140 mil toneladas no trimestre e em função de parada programada da planta da Bahia.

Volume de Vendas: as vendas de PVC no mercado brasileiro totalizaram 123 mil toneladas, 3% superior ao 2T19 explicado pela maior produção desta resina. No trimestre, a Companhia importou 74 mil toneladas de soda cáustica e vendeu 54 mil toneladas de soda cáustica, 3% inferior ao 2T19.

b. Técnica

1. Identificação das causas do fenômeno geológico: estudos seguem em andamento

2. Medidas relativas ao encerramento definitivo das atividades de extração de sal: em discussão com as autoridades

c. Legal

  • R$ 6,4 bilhões em seguro garantia adicionado a R$ 100 milhões bloqueados e disponibilizados pela Companhia no caso da Braskem ser considerada culpada
  • Aguardando a liberação do montante de R$ 3,7 bilhões já autorizados pelo Supremo Tribunal da Justiça
  • Negação do pedido liminar feito pelo do Ministério Público Estadual do Trabalho para bloquear o montante de R$ 2,5 bilhões
  • Ação do Ministério Público Federal em análise para: (i) constituição de garantias reais no valor de R$ 20,5 bilhões; (ii) constituição de fundo no valor de R$ 3,1 bilhões sendo R$ 2 bilhões em capital de giro no respectivo fundo; e (iii) suspensão do recebimento de financiamento e incentivos governamentais, além da exigência de vencimento antecipado de obrigações com agentes do governo.

d. Ações na Comunidade

A Companhia vem colaborando com as autoridades em ações na região, dentre as quais:

(i) obras de pavimentação e drenagem para recuperar mais de 20.000 m² de ruas e avenidas e evitar

o reaparecimento de fissuras e buracos;

(ii) revisão da estrutura das edificações para contribuir com a investigação das causas das rachaduras nas mesmas e analisar o grau de comprometimento das estruturas;

(iii) instalação de sinalização de pontos de encontro para casos de emergência;

(iv) doação de equipamentos para defesa civil de Maceió para permitir mais segurança para a população, tanto na tomada de medidas preventivas quanto em possíveis ações de emergência;

(v) monitoramento do solo por GPS para identificar pequenas movimentações no solo;

(vi) instalação de estação meteorológica para prever com antecedência as variações climáticas,

inclusive o volume de chuvas; e

(vii) inspeção do sistema de drenagem da água da chuva para que o município de Maceió possa efetuar intervenções mais precisas, rápidas e seguras.

Veja aqui as informações oficiais:

Balanço trimestral:  RESULTADOS 3T19

Fato Relevante: Fato Relevante – Medidas para encerramento definitivo das atividades de extração de sal em Maceió

Saiba mais: Braskem aumenta vendas, gera EBITDA de R$ 1,5 bilhão no 3T e enfrenta ciclo de baixa petroquímico

 

Alagoas vai ‘perder’ mais de R$ 42 milhões por ano com fim do DPVAT
   14 de novembro de 2019   │     7:58  │  0

A determinação do presidente Jair Bolsonaro de extinguir o DPVAT (Medida Provisória nº 904 de 2019, publicada no Diário Oficial da União dessa terça-feira, 12), afetará principalmente os condutores e pedestres das regiões Norte e Nordeste, segundo levantamento da Agência Tatu.

Em 2018 o seguro pagou mais de 328 mil indenizações em todo o Brasil. De acordo com dados da seguradora Líder, o Nordeste foi a região que mais recebeu este tipo de indenização no ano passado, sendo responsável por 30% de todas as indenizações pagas no país.

Com a MP, a partir de 1º de janeiro de 2020, não será mais cobrado anualmente o valor pelo seguro obrigatório aos donos de veículos. Em contrapartida, as indenizações também deixarão de ser pagas as vítimas. O DPVAT é responsável por indenizar familiares ou vítimas de acidentes envolvendo carros de passeio, motocicletas, caminhões, ônibus, micro-ônibus e tratores.

Quanto Alagoas perde? 

O seguro pago pelo DPVAT possui valores fixos para cada situação. Em caso de invalidez ou morte, a indenização é de R$ 13.500 e o reembolso de Despesas Médicas e Suplementares (DMAS) é de até R$ 2.700. Os acidentes ocorridos até 31 de dezembro deste ano continuarão cobertos pelo DPVAT.

Em 2017 o DPVAT pagou 4.665 sinistros em Alagoas. No ano passado, foram pagos 3.548 sinistros. Considerando a frota (809.906 veículos) ou seja 44 sinistros a cada 10 mil veículos. Do total de sinistros pados, 537 foram provocados por automóveis e 2.8757 por motocicletas.

Considerando valores fixos do DPVAT, os sinistros pagos em Alagoas passaram dos R$ 42,4 milhões em 2018.

Foram 668 casos de morte, totalizando R$ 9,01 milhões, 2.380 casos de invalidez, totalizando R$ 32,1 milhões e 500 DAMS, totalizando R$ 1,35 milhão.

Alagoas no ranking

O relatório Anual da Seguradora Líder traz os Rankings com Estados e Capitais com mais indenizações pagas considerando um cruzamento proporcional à frota no ano da análise. O indicador é baseado na proporção de seguros pagos a cada 10 milo veículos. Em 2017 Alagoas ficou com indicador 61 na 11a primeira posição. Em 2018, foi para a 17a posição com indicador 44.

Sobre o DPVAT

Instituído por lei em 1974, o pagamento do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos.

Do valor total arrecadado, 50% são destinados à seguradora que realiza o pagamento do benefício, 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) e 5% ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), para a realização de campanhas educativas e de conscientização.

Saiba mais:

Regiões Norte e Nordeste serão as mais afetadas em MP que extingue DPVAT

RELATÓRIO ANUAL 2018 SEGURADORA LÍDER-DPVAT