Category Archives: Economia

Expoagro 2019 deve movimentar mais de R$ 9 milhões em Alagoas
   17 de outubro de 2019   │     14:17  │  0

Com proximidade da Expoagro/AL, a agropecuária de Alagoas já sente os estímulos na economia. Somente nas últimas semanas o setor já faturou R$ 3,2 milhões com leilões voltados para as raças nelore e quarto de milha.

Este ano a exposição, consolidada como a maior em volume de negócios do Nordeste, acontece de 25 de outubro a 3 de novembro, no Parque da Pecuária, em Maceió.

O presidente da Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), Domicio Silva, avalia que o faturamento com a venda de animais será maior do que a edição anterior: “ expectativa é que sejam movimentados R$ 9 milhões com a venda de animais nos leilões, shoppings de animais e outros negócios”, aponta. .

A grande novidade deste ano é a Exposição Nacional de Ovinos da Raça Dorper e White Dorper, que chega pela primeira vez ao Nordeste. Somente destas raças o Parque da Pecuária deve receber mais de 600 animais de expositores de todo o Brasil.

“Esse será um dos diferenciais da Expoagro nesta edição. Desde o ano passado, estamos trabalhando para trazer essa exposição dorper para nosso estado. Maceió foi escolhida para recebê-la e ficamos contentes em proporcionar a vinda dessa referência nacional da raça para Alagoas”, afirma o presidente da ACA.

A Expoagro vai receber ainda mais de 1,2 animais de diversas outras raças que participarão da exposição, julgamentos e dos leilões.

“Temos a certeza de que bateremos recorde em negócios. Estamos em uma crescente financeira. Alguns leilões, por questão de calendário, já começaram a acontecer e nossa programação foi preparada para que possamos mais uma vez superar todos os números”, assegura Domício.

A programação vai contar da Expoagro com os tradicionais leilões, julgamentos de animais e competições nordestinas das raças Girolando, Nerole e Gir Leiteiro.

A Expoagro também será palco para grandes marcas da agropecuária, que marcarão presença na Pecuária. De acordo com Rodrigo Loureiro, diretor de Eventos da ACA, o empenho dos organizadores é para estabelecer o evento como uma vitrine de nomes importantes do setor.

“A Expoagro Alagoas 2019 vem aí com muita coisa boa. Teremos a participação forte do Nelore, Girolando, Gir Leiteiro, Dorper, White Dorper, Quarto de Milha e Mangalarga Machador. Acredito que iremos fazer de novo uma grande exposição”, aponta Loureiro.

Domício Silva, presidente da ACA, avalia que a Expoagro 2019 trará boas oportunidades de negócios para criadores alagoanos

Aprovado “extra” de R$ 248 mi para prefeituras e R$ 392 mi para governo de AL
   15 de outubro de 2019   │     23:52  │  0

Às vésperas das eleições de 2020, os atuais prefeitos alagoanos e o governo de Alagoas terão um reforço de caixa de mais de R$ 640 milhões. Essa é estimativa do valor que será repassado na partilha do mega-leilão do Pré-Sal, previsto para este ano – a chamada “cessão onerosa”.

As regras de partilha foram aprovadas pelo Senado na noite desta terça-feira, 15. Os senadores deram fim hoje “à novela do megaleilão do pré-sal” e aprovar por unanimidade o projeto de lei que determina as regras de rateio entre União (67%), estados (15%) e municípios (15%). O Rio de Janeiro, onde estão situadas as jazidas de petróleo, tem direito a uma parcela especial (3%).

O placar da votação em plenário foi de 68 votos favoráveis, e nenhum contrário.

Com a nova regra o governo de Alagoas deve receber cerca de R$ 392 milhões. Já para os 102 municípios alagoanos devem ser repassados cerca de R$ 248 milhões.

A confederação nacional dos municípios fez um estudo com a projeção dos recursos para cada município. Maceió deve ficar com cerca de R$ 46 milhões e Arapiraca com pouco mais de R$ 10 milhões.

Veja a tabela e acesse os links:

Veja aqui a tabela na íntegra:

https://www.cnm.org.br/cms/biblioteca/Simulador%20da%20Cess%c3%a3o%20Onerosa%20-%20BR%2010.10.19.pdf

Senado aprova por unanimidade rateio de recursos do megaleilão do pré-sal

Venda de cessão onerosa de petróleo deve render R$ 390 mi para Alagoas

 

Maior empresa pública de Alagoas será privatizada
   28 de setembro de 2019   │     1:28  │  8

Em dezembro de 2018, a maior empresa pública do Estado, a antiga Ceal, foi privatizada. Hoje pertence ao grupo Equatorial. Menos de um ano depois, a Companhia de Saneamento de Alagoas, que foi elevada ao ‘posto’ de maior empresa do setor público alagoano, começou a ser “vendida” – literalmente.

O secretário de Infraestrutura do Estado, Maurício Quintella, confirmou durante reunião na Assembleia Legislativa de Alagoas, realizada nessa quinta-feira, que o governo já começou a “sondar” possíveis interessados no negócio.

O plano inicial é “vender” apenas uma banda da companhia. O projeto, que vem sendo tocado em parceria do BNDES, é passar para a iniciativa privada o serviço de esgotos da companhia.

A Casal, segundo o secretário, continuaria existindo como empresa pública na área de distribuição de água.

O tema foi levantado pelo deputado estadual Davi Maia (DEM), que pediu mais informações sobre a “oferta” da empresa a empresários paulistas.

Esta semana Quintella esteve em São Paulo e apresentou, ao lado do secretário da Fazenda, George Santoro, a possibilidade de privatização para um grupo de investidores.

Na reunião com os deputados, Quintella desconversou sobre a proposta de privatização da Casal.

Ele disse que a ida a São Paulo foi para buscar investidores para parcerias público privadas na área de saneamento. O objetivo inicial seria conseguir interessados em investir em PPPS para sanear 100% de Maceió e mais 14 cidades de Alagoas, a maioria na região metropolitana.

No seu depoimento, Quintella confirmou que o BNDES está concluindo um projeto para ofertar à a iniciativa privada a área de saneamento (esgotos). Hoje em Maceió são mais de 30% ou 300 mil consumidores atendidos com esgoto. O governo promete dobrar nos próximos meses essa cobertura com a operação dos consórcios Sanama e Sanema.

“Estamos fazendo uma sondagem de Maceió, é um arranjo jurídico institucional que não é tão fácil.

Há uma consultoria contratada pelo próprio BNDES para nos fornecer esta estruturação. Se tudo der certo nós vamos ofertar ao setor privado o serviço de esgoto destes municípios e do restante de Maceió”, disse o secretário.

Quintella afirmou ainda que “a Casal permanece na produção da água e na venda desta água em atacado, ai você tem outro estudo econômico e financeiro que vai permitir que este projeto fique de pé e que seja importante para a Casal”.

Ainda no seu depoimento, o secretário de Infraestrutura revelou que está previsto um valor mínimo de R$ 250 milhões pela privatização do esgoto de Alagoas. “A Casal, que deixa de ter custo de operação importante em Maceió, mas continua vendendo a água, além da outorga que está prevista, outorga mínima de R$ 250 milhões, que capitalizaria a empresa para fazer investimentos em outras áreas que não a região metropolitana… é um projeto complexo mas que tem um cronograma bastante ousado”, apontou.

A aprovação da lei das regiões metropolitanas pelos deputados, ocorrida durante esta semana, segundo o próprio Quintella “viabiliza o arranjo jurídico institucional” para a privatização do esgoto da Casal.

O programa de privatização do governo não deve parar por aí. Tem muito especialistas que apostam na privatização, mais adiante, da outra banda da Casal e de vários outros empreendimentos do governo do Estado. Mas essa é outra história.

Versão oficial

Maurício Quintella foi a Assembleia Legislativa como “convidado” para falar de um projeto polêmico que prevê a construção de barragens ao longo do Canal do Sertão Alagoano. Segundo os deputados, não existem estudos que mostrem a viabilidade desse projeto.

Veja o texto produzido pela assessoria de comunicação da ALE.

Secretário Maurício Quintella presta esclarecimentos sobre ações e obras do Estado

O secretário de Infraestrura, Mauricio Quintella, esteve nesta quinta-feira, 26, na Assembleia Legislativa para conversar com os deputados sobre as obras estruturantes no Estado de Alagoas. Ele explicou que a secretaria e responsável pela elaboração e execução de políticas em habitação, saneamento e obras públicas, tendo como finalidade o desenvolvimento sustentável do Estado. Sobre o Canal do Sertão, principal assunto da reunião, Quintella disse que o Estado está tentando concluir o trecho 4 da obra. “Os trabalhos dependem de recursos do Governo Federal, chegaram agora R$ 16 milhões que irão garantir a continuidade da obra”, destacou.

Quintella explicou que após a conclusão do Trecho 4, o Canal terá 123 km de água transportada, ao todo serão percorridos 250 km do território alagoano, para levar água a mais de um milhão de habitantes, em 42 municípios, do Sertão ao Agreste. “O trecho 5 está pactuado em cerca de R$ 600 milhões, entre os custos envolvendo execução, supervisão e ações ambientais, por isso é importante que nós, Executivo e Legislativo, façamos gestões junto ao Governo Federal para conquistar recursos e finalizar essa importante obra”, disse.

Sobre a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), o secretário negou sua privatização e disse que esteve em São Paulo com o secretário da Fazenda, George Santoro, com o objetivo de sondar o mercado sobre uma possível concessão do serviço de esgoto na região metropolitana. Ele disse ainda que a Casal é importante já que é responsável pela construção, exploração e manutenção dos sistemas de abastecimento d’água e esgotamento sanitário dos centros populacionais do Estado. “Estivemos na capital paulista para busca uma parceria para o Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal, que irá beneficiar 14 municípios alagoanos com investimentos privados na área do saneamento”, explicou.

Mauricio Quintella também falou sobre os projetos ligados à habitação e citou o Programa Vida Nova nas Grotas, vencedor de um prêmio internacional. Ele destacou a conquista da dignidade e mobilidade urbana pela população residente em áreas com infraestrutura precária em Maceió. “São obras estruturantes como a construção de escadarias e pontilhões, além do serviço de drenagem nas comunidades”, afirmou.

O líder do Governo,deputado Sílvio Camelo (PV), disse que vários secretários já estiveram na Assembleia Legislativa e outros virão para prestar esclarecimentos aos parlamentares. “Eles estão apresentando suas ações e esclarecendo as dúvidas. Este diálogo com o Poder Legislativo é importante para que todos possam conhecer mais de perto as obras que o Governo do Estado vem realizando”, destacou.

Participaram da reunião os deputados Francisco Tenório (PMN), Cabo Bebeto (PSL), Ângela Garrote (PP), Davi Maia (DEM), Marcelo Beltrão (MDB), Dudu Ronalsa (PSDB), Cibele Moura (PSDB), Galba Novaes (MDB) e Jó Pereira (MDB). Também estiveram presentes técnicos da Secretaria de Infraestrura.

Maurício Quintella participa de reunião na Assembleia Legislativa

Leia aqui, na íntegra: Secretário Maurício Quintella presta esclarecimentos sobre ações e obras do Estado

 

Destino Alagoas ganha força no mercado nacional durante a ABAV Expo
   26 de setembro de 2019   │     19:27  │  0

Organizada pela Associação Brasileira de Agentes de Viagens, a edição 2019 da ABAV Expo acontece até esta sexta-feira, 27. O trade turístico de Alagoas participa do evento que é considerado uma das maiores e mais importantes feiras de negócios e turismo do Brasil. O objetivo é fortalecer ainda mais o Estado como destino turístico.

Neste ano, Alagoas terá, mais uma vez, um estande único na exposição. Todas as regiões turísticas de Alagoas e toda a rede hoteleira alagoana estarão em destaque no estande, localizado em posição estratégica. A expectativa é atrair a atenção dos mais de 23 mil participantes do evento.

Destinos como Praia do Francês, Serra da Barriga, São Miguel dos Milagres, Maceió, Japaratinga e Piranhas também irão expor suas novidades em infraestrutura, hotelaria e produtos turísticos.
A arte popular alagoana e o artesanato também terão espaço com mais uma novidade a ser explorada na ABAV Expo: o Circuito Alagoas feita à mão. Criado pela Sedetur, o novo roteiro de experiência conta com quatro grandes esculturas instaladas em pontos turísticos estratégicos da orla de Maceió.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, a presença forte de Alagoas na ABAV fomentará o fluxo de turistas durante a alta temporada de verão. “Chegamos a mais uma edição da ABAV com o destino Alagoas sendo destaque e trazemos novidades em todos os segmentos: infraestrutura, produtos turísticos, expansão da malha aérea e rede hoteleira. Além disso, a ABAV é um espaço para fecharmos acordos que impactam, positivamente, os resultados do turismo no Estado. Estamos confiantes e esperando importantes articulações”, enfatiza.

Querosene

Nesta sexta, durante a ABAV Expo, o governo de Alagoas vai anunciar a redução de ICMS de Querosene de Aviação para a Latam. O que se espera, a partir do incentivo é o aumento dos voos da companhia para Maceió, especialmente linhas diretas entre Maceió e São Paulo.

Câmara pode barrar cota de etanol e ‘estremecer’ relação do Brasil com EUA
   23 de setembro de 2019   │     15:42  │  0

O coordenador da bancada federal de Alagoas, Marx Beltrão (PSD) e o líder do Progressistas (PP), Arthur Lira, participara de reunião com produtores de açúcar e etanol de Alagoas, realizada pelo Sindaçúcar-AL, nesta segunda-feira, 23, pela manhã.

O tema central do encontro foi o aumento da cota de importação de etanol dos Estados Unidos para o Brasil. A cota sem impostos que era de 600 milhões de litros aumento para 750 milhões de litros por ano, a partir de 31 de agosto passado.

A medida, segundos os produtores, prejudica principalmente o setor sucroenergético no Nordeste. As importações do etanol de milho americano geralmente é feita a partir do Maranhão e se concentra durante o período da safra de cana-de-açúcar nordestina.

“Estamos começando a safra agora na região e a maioria das indústrias pretende concentrar ampliar a produção de etanol, que está mais competitivo do que o açúcar. A importação neste momento é extremante prejudicial para todo o setor”, aponta Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

Com alternativa ao aumento da cota de importação, os produtores sugeriram várias medidas compensatórias, entre elas a distribuição proporcional por regiões produtoras. Assim, 6% do etanol seria desembarcado no Nordeste e o restante nas demais regiões.

O governo federal tem negociado, mas ainda não apresentou nenhuma medida compensatória efetiva.

Sem um acordo, a bancada federal do Nordeste deve pressionar pela derrubada da cota de importação.

O deputado federal Arthur Lira, hoje um dos mais influentes líderes do Congresso Nacional, diz que a questão pode ser resolvida com a aprovação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) tornando sem efeito a portaria do governo federal que autorizou o aumento da cota de importação.

“Na semana passada não tinha dúvida nenhuma de que o decreto legislativo seria aprovado para derrubar o decreto presidencial. A coisa pior que pode acontecer e está acontecendo no Brasil hoje é o Executivo está tomando decisões sem ouvir previamente o Congresso, o que era uma prática recorrente dos presidentes reunir os líderes partidários, ou para comunicar ou para discutir, para ouvir, para saber como pensam as bancadas. Mas não, nós somos surpreendidos com estes decretos, que certos ou errados, de costumes como os da armas, ou de cunho econômico como esse do etanol eles influenciam diretamente na vidas das pessoas”, disse Arthur durante conversa com os empresários.

O líder do PP disse que a decisão sobre a derrubada da cota de importação será decidida na reunião de líderes, nesta terça-feira: “amanhã às 10hs teremos reunião com os líderes dos partidos e o presidente da Câmara dos Deputados (Rodrigo Maia). A preocupação do governo é clara, porque não partiria dando sugestões se não tivesse o risco de ter o decreto revogado. Neste momento, neste tema, seria uma desmoralização do governo brasileiro perante o governo americano. Então essa semana a gente pode ter um raio x muito rápido dessa situação. Vamos precisar de um feedback dos produtores de etanol de São Paulo e de outros Estados (para uma tomada de decisão)”, disse.

Como opção ao enfrentamento, Lira disse que é possível retomar questões como a venda direta. “Se o setor achar que é conveniente fazer uma negociação, se a venda direta de etanol pode voltar agora como barganha nessa situação, se decidirmos por esse caminho, minha sugestão é que expressem até onde vale a pena”, apontou.

Arthur Lira disse que existe espaço para a derrubada da cota de importação e criticou a relação do governo brasileiro com os EUA. “O governo que tem uma relação com os Estados Unidos de uma maneira muito perigosa para a economia brasileira. Poderia ter feito (aumento da importação) através de projeto de lei ou de medida provisória, que teria efeito imediato e poderia ser consertada no Congresso. Mas não fez. Quando não faz o Congresso tem tido um posicionamento muito firme geralmente nessas questões”, afirmou.

Arthur Lira partida de reunião no Sindaçúcar-AL

Vale a pena ler de novo:

Em defesa de agricultores do NE, deputados querem barrar ‘afago’ de Bolsonaro a Trump