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Novo administrador do Porto de Maceió foi indicado pelo “PMDB do Maranhão”
   16 de agosto de 2017   │     13:20  │  2

João Gustavo Abdalla Costa foi confirmado, hoje, como novo administrador do Porto de Maceió. Ele substitui Tadeu Lira (que estava na cota do deputado federal e ministro do Turismo Marx Beltrão, do PMDB).

A mudança, como antecipei na coluna Mercado Alagoas, da Gazeta de Alagoas, não teve nenhuma interferência do PR do ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

A nomeação de João Gustavo Adballa foi confirmada nesta quarta-feira, 16, pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Segundo informações de bastidores é ligado ao “PMDB do Maranhão”. A nomeação foi ordenada pelo Palácio do Planalto, mas ainda não se sabe de quem é a indicação política.

Quem é

Segundo informações do perfil profissional do Linkedin, João Gustavo Abdalla Costa, de São Luiz do Maranhão, é gerente comercial na Dimensão Engenharia. Na sua formação acadêmica, cursos de Comunicação Social e Publicidade e Propaganda, além de MBA em Gestão Industrial. Na atuação profissional, além da construção também tem passagens pelo mercado imobiliário do Maranhão.

Bom começo

João Gustavo deve “herdar” investimentos que chegam a R$ 100 milhões para tocar obras importantes que podem marcar sua gestão – se durar até o final do próximo ano pelo menos – como a dragagem do porto e a construção do terminal de passageiros.

Ao menos uma dessas obras já foi licitada e os recursos já estão assegurados. Depois conto mais.

O desembarque de Tadeu Lira

Após 14 meses, Tadeu Lira está se desligando da Administração do Porto de Maceió. Sua saída passa pelo PMDB. “Ordens superiores”, avisa um assessor direto do ministro dos Transportes, Maurício Quintella: “não foi uma indicação do PR, até porque a Secretaria dos Portos continua ligada ao PMDB do Senado”, aponta.

Em nota, Lira se despediu da sua jornada no posto: agradecendo ao Ministro do Turismo e Marx Beltrão e ao Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, “pelo desmedido apoio nas ações transformadoras implantadas, de modo especial, pelas obras de dragagem, modernização e requalificação, que se avizinham e deverão impulsionar positivamente toda área portuária e por conseguinte a economia alagoana”.

Elétrica

A administração do Porto de Maceió era um dos muitos cargos federais que estavam (ou está) na cota de Marx Beltrão. Tadeu Lira, que continua ligado ao ministro, pode ser indicado para a presidência da Eletrobras Alagoas. A indicação, segundo o próprio, não está confirmada. Seu nome, no entanto, está sendo analisado.

De R$ 16,7 milhões, leilão para venda de bens da Laginha só teve R$ 340 mil em lances
   7 de agosto de 2017   │     10:18  │  0

O leilão para venda de bens da Massa Falida da Laginha Industrial S/A, em primeira praça, foi encerrado na sexta-feira, 4, sem vender os bens ofertados – como se esperava.

Na primeira chamada, segundo o site http://www.canaljudicial.com.br/ só foi apresentado lance para um dos quatro lotes ofertados. Trata-se do lote 1.4 , um avião EMB-820C Carajá, 1985, avaliado em R$ 340.500,00.

Os quatro lotes totalizavam avaliação de mercado – considerada defasada por especialistas – de R$ 16,7 a milhões.

Se mantido o rito pela Justiça de Alagoas, os outros bens serão ofertados em segundo chamada e poderão ter uma desvalorização bem maior. Isso porque o preço inicial terá desconto de 60%.

Por decisão da Justiça de Alagoas, os bens foram ofertados pela Leilão Corporativo Superbid (www.superbid.net), de São Paulo (SP) – empresa que não tem cadastro no TJ-AL..

De acordo com a decisão, serão ofertados a antiga sede da Laginha, em Jacarecica, com avaliação de R$ 15,7 milhões, um apartamento na Ponta Verde, cotado em R$ 650 mil e uma sala no edifício Avenue Center, avaliada em R$ 145 mil, além do avião EMB-820C Carajá, que teve oferta pelo lance mínimo.

A venda foi determinada pelos juízes Leandro de Castro Folly, Philippe Melo Alcântara Falcão e José Eduardo Nobre Carlos, que respondem pelo processo de falência da Laginha.

Abaixo do mercado

Apesar da decisão judicial, um grupo de credores questiona o processo de venda – da forma que está.

“As avaliações dos bens foram realizadas em 2014, sem levar em conta a duplicação da AL 101 Norte, que valorizou todos os imóveis ao seu redor”, aponta um representante de um grupo de credores.

Outro ponto questionado é o “lapso entre a realização do leilão e avaliação dos bens, o que torna necessário novas avaliações”.

Ainda na avaliação do representante, “a modalidade leilão não atinge um melhor valor para o bem, devido ao desconto de 60% na segunda Praça, levando assim pouca otimização do recurso para pagamento dos débitos trabalhistas”.

Afora isso, o representante dos credores diz que o leiloeiro não é credenciado no TJAL e que a publicação do edital do leilão ocorreu fora do prazo legal.

Com R$ 288 milhões, ICMS de Alagoas cresce 13,7% em julho
   4 de agosto de 2017   │     18:05  │  0

A Secretaria da Fazenda de Alagoas continua na contramão da crise. Em julho, o estado registrou, pelo quinto mês consecutivo, um resultado positivo no recolhimento de seu principal tributo próprio – o ICMS. No mês, a arrecadação chegou a R$ 288,3 milhões, com variação de 13,71% na comparação com igual mês de 2016, quando foram arrecadados R$ 253,4 milhões.

Em volume, o valor arrecadado em julho é o quinto maior do ano, mas em desempenho foi o segundo, ficando atrás apenas de janeiro (20,54%).

O bom resultado de julho ficou acima da média anual e puxou para cima o desempenho da receita acumulada no ano. De janeiro a junho, o ICMS somou R$ 2,11 bilhões, em crescimento de 7,74% na comparação com o mesmo período de 2016, quando foram arrecadados R$ 1,96 bilhão.

O secretário George Santoro diz que o desempenho que o ICMS ficou dentro das expectativas: “todos os setores tiveram bom crescimento no mês”, aponta.

Duro mesmo, avisa o secretário da Fazenda, vai ser superar o resultado de agosto de 2016: “no ano passado tivemos, no mês, uma grande arrecadação (R$ 374 milhões), em função de uma receita atrasada do setor de combustíveis. Este mês vamos trabalhar para tentar repetir ou evitar uma queda acentuada”, pondera.

Bens da massa falida da Laginha vão a leilão com avaliação abaixo o mercado
   26 de julho de 2017   │     11:47  │  0

Em primeira praça, começa a partir de hoje a chamada para o leilão, para venda de parte dos ativos da Massa Falida da Laginha Industrial S/A.

Por decisão da Justiça de Alagoas, nesta primeira etapa, aproximadamente R$ 16,2 milhões serão ofertados pela Leilão Corporativo Superbid (www.superbid.net), de São Paulo (SP).

De acordo com a decisão, serão ofertados a antiga sede da Laginha, em Jacarecica, com avaliação de R$ 15 milhões.

Também vão a leilão um apartamento na Ponta Verde, cotado a de R$ 650 mil; uma garagem no edifício Avenue Center, avaliada em R$ 145 mil e um avião EMB-820C Carajá, 1985, avaliado em R$ 340.500,00.

A venda foi determinada pelos juízes Leandro de Castro Folly, Philippe Melo Alcântara Falcão e José Eduardo Nobre Carlos, que respondem pelo processo de falência da Laginha.

Apesar da decisão judicial, um grupo de credores questiona o processo de venda – da forma que está.

“As avaliações dos bens foram realizadas em 2014, sem levar em conta a duplicação da AL 101 Norte, que valorizou todos os imóveis ao seu redor”, aponta um representante de um grupo de credores.
Outro ponto questionado é o “lapso entre a realização do leilão e avaliação dos bens, o que tornar necessário novas avaliações”.

Ainda na avaliação do representante, “a modalidade leilão não atinge um melhor valor para o bem, devido ao desconto de 60% na segunda Praça, levando assim pouca otimização do recurso para pagamento dos débitos trabalhistas”.

Afora isso, o representante dos credores diz que o leiloeiro não é credenciado no TJAL e que a publicação do edital do leilão ocorreu fora do prazo legal.

Alagoas tem etanol mais caro do Nordeste: será que o governo também consegue baixar o preço?
   13 de julho de 2017   │     21:51  │  3

É ou não um ‘mistério’? Alagoas é o maior produtor de açúcar e álcool (etanol) do Nordeste. Pela lógica, deveria ter o menor preço.

Na verdade, o valor cobrado ao consumidor nas bombas é o maior da região e o quinto maior do país.

Alguém aí entende porque?

Nessa terça-feira Renan Filho gravou vídeo para as redes sociais informando que o preço da gasolina caiu em Alagoas. É Fato, em alguns postos, o valor médio saiu de R$ 3,80 para cerca de R$ 3,20.

A redução, segundo o governador foi fruto de ação conjunta do governo do Estado, através do Procon, Ministério Público Estadual e OAB.

“Nunca entendi porque em Alagoas a gente pagava uma das gasolinas mais caras do país. Os preços aqui chegavam a R$ 3,90. Nunca aceitei isso. Uma ação do Procon Alagoas, Ministério Público Estadual e da OAB comprovou que o combustível pode ser muito mais barato”, disse o governador em vídeo nas redes sociais.

No vídeo, o governador diz que depois desse trabalho Alagoas terá uma das gasolinas mais baratas do país. Para isso, prometeu que a ação permanente vai “ser rotina do Procon”.

Falta agora o governo do estado, OAB e MPE fazer o mesmo trabalho em relação ao etanol. Afinal, não é fácil explicar porque o combustível é tão caro em Alagoas.

O governador tem como controlar o Procon, mas, convenhamos, não será fácil garantir só com a fiscalizar a redução permanente dos preços dos combustíveis.

Veja os preços

A última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada entre 2 e 8 de julho mostra que o preço médio da gasolina em Alagoas é de R$ 3,768 e de R$ 3,793 em Maceió. A redução, que ainda não chegou a todos os postos, deve ser verificada na pesquisa desta semana, com divulgação na próxima sexta-feira.

De fato, a gasolina por aqui está (ou estava mais cara). Veja o preço médio, na mesma pesquisa, nos estados “vizinhos”: Bahia, R$ 3,468; Pernambuco, R$ 3,418 e Sergipe, R$ 3,416.

Alagoas, embora seja um estado produtor, tem o maior preço médio do Nordeste. Aqui, segundo a ANP, o valor médio do litro sai por R$ 3,206. Compare com os “vizinhos”: Bahia, R$ 2,816; Pernambuco, R$ 2,850 e Sergipe, R$ 3,088.

Afora isso, os preços praticados nos postos de Alagoas estão muito acima da média nacional.

Confira as tabelas: