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Solidez fiscal: Alagoas avança três posições no ranking nacional da competitividade
   20 de setembro de 2017   │     19:23  │  0

Mais um indicador confirma que Alagoas está sim na contramão da crise da economia nacional. A informação é destacada em reportagem, desta quarta-feira, 20, no Estadão: “Nesse cenário desafiador, poucos Estados conseguiram manter as contas sob controle e ainda promover melhorias no atendimento aos cidadãos, na infraestrutura e no ambiente de negócios. Segundo a edição de 2017 do Ranking de Competitividade dos Estados, apenas nove unidades da Federação – Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Alagoas, Acre e Rondônia, além do Distrito Federal – tiveram um desempenho melhor que em 2016”.

Alagoas segundo o ranking divulgado hoje foi pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada, saltou da 27a e última posição para o 24o lugar. O índice é divulgado desde 2011 e a comparação é feita com o ano de 2016, com dados, sempre dos dois anos anteriores.

O indicador é formado por 10 pilares, que incluem de segurança pública a infraestrutura, passando por educação, inovação e potencial de mercado.

O pilar em que Alagoas teve melhor desempenho foi do de “solidez fiscal”, saltando do 23o para o 2o lugar.

O secretário da Fazenda, George Santoro, diz que isso significa que o estado está com as finanças em dia, gastando menos do que arrecada, e com recursos para fazer investimentos.

“Acredito que iremos melhorar muito no ranking da competitividade no próximo ano. O ranking deste ano foi realizado com dados de 2015 e 2016. em 2015, primeiro ano do governo de Renan Filho, muitos indicadores estavam piores do estão hoje. No próximo ano, estaremos bem melhor em pilares como inovação, educação e segurança pública, isso porque os dados serão processados com informações de 2016 e 2017”, aponta Santoro.

Entenda melhor o ranking

Para entender melhor o ranking da competitividade, recomenda a leitura da reportagem do Estadão:

Em 2017, apenas 8 Estados e o DF melhoram o desempenho no ranking de competitividade

A maioria das unidades da Federação não conseguiu fazer mais com menos durante a crise e obteve notas piores na pesquisa deste ano

Em meio à mais longa e profunda recessão da história recente do País, que só agora dá sinais de ter ficado para trás, realizar uma gestão pública de qualidade tornou-se ainda mais difícil do que de costume. Com a retração da atividade econômica, a arrecadação diminui e os gastos, muitas vezes, até aumentam, puxados pelos custos crescentes da máquina administrativa e o pagamento de benefícios polpudos aos servidores aposentados. Sobra pouco, muito pouco, quando sobra, para realizar os investimentos necessários ao desenvolvimento e à promoção do bem-estar da população.

Nesse cenário desafiador, poucos Estados conseguiram manter as contas sob controle e ainda promover melhorias no atendimento aos cidadãos, na infraestrutura e no ambiente de negócios. Segundo a edição de 2017 do Ranking de Competitividade dos Estados, apenas nove unidades da Federação – Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Alagoas, Acre e Rondônia, além do Distrito Federal – tiveram um desempenho melhor que em 2016.

Ranking de competitividade dos Estados brasileiros

Estado de São Paulo, o mais industrializado do País, lidera o ranking produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada, e publicado com exclusividade pelo Estado. Foto: Daniel Teixeira/Agência Estado

O estudo, idealizado e produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada, é o mais completo do gênero no País e avalia anualmente, desde 2011, a performance dos 26 Estados e do Distrito Federal em dez pilares – capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social. Os pilares são compostos por 66 indicadores apurados por instituições de referência, como o IBGE, o Ipea (Instituto de Planejamento de Economia Aplicada, ligado ao Ministério do Planejamento) e a Secretaria do Tesouro Nacional.

Leia aqui, na íntegra:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,em-2017-apenas-9-estados-melhoram-o-desempenho,70002007959

Poço sem fundo: Safra de cana de Alagoas será de apenas 13 milhões de toneladas
   17 de setembro de 2017   │     14:30  │  0

Independente do tamanho, já se sabe que a safra de cana-de-açúcar 17/18, iniciada essa semana em Alagoas será menor – a menor da história recente do setor sucroalcooleiro do estado.

A estimativa do Sindaçúcar-AL é otimista. Considerando as chuvas generosas que caem sobre os canaviais alagoanos desde maio, o Sindicato que representa as indústrias do setor estima um “teto” de até 15 milhões de toneladas de cana.

Confirmado esse número, a redução ante a safra anterior, de 16,1 milhões de toneladas, será de 7%.

A Asplana, associação que representa dos fornecedores de cana de Alagoas, faz uma estimativa diferente, a partir de dados que apontam para uma grande redução na produção.

“Alagoas chegou a moer 26 milhões de toneladas de cana. Nos últimos seis anos o estado vem diminuindo essa produção. No ciclo passado nós moemos 16 milhões de toneladas de cana e a perspectiva é que este ano, devido a grande seca que nós tivemos, a maior seca dos últimos cem anos, que afetou os canaviais do estado, nós vamos moer só 13 milhões de cana”, aponta Edgar Filho.

A redução, nesse caso, seria de cerca de 20%, com um forte impacto financeiro dessa quebra de safra, alerta Edgar Filho: “Alagoas é um estado que vive basicamente da monocultura da cana. Essa perda vai, portanto, afetar todo estado. São cerca de 300 milhões a 400 milhões que deixam de circular na economia e isso faz uma falta muito grande”, aponta.

O presidente da Asplana acredita que a situação poderá ser ainda pior, dependendo das chuvas durante o verão: “a redução poderá chegar a cerca de 30%”, resume.

A redução de matéria-prima no campo também afeta a sobrevivência das indústrias e mais usinas podem fechar nesta e nas próximas safras: “Em Alagoas nós perdemos 9 usinas nesses últimos seis anos. Para um estado que vive basicamente da cana-de-açúcar, isso é um impacto muito grande”, enfatiza.

Edgar avalia que “a politica equivocada” do governo federal no controle do preço gasolina no passado afetou diretamente o faturamento das usinas no país inteiro, principalmente em Alagoas: “isso fez com essas usinas fechassem ou reduzissem suas atividades e consequentemente não tivessem dinheiro para renovar ou manter seus canaviais, além de deixar de pagar os fornecedores de cana”, aponta.

A redução da produção será proporcionalmente maior entre os fornecedores do que na cana própria das usinas, admite Edgar.

Ele atribui essa quebra maior, que pode chegar a 50%, a seca que ocorreu até abril, a perda de socaria dos canaviais, a flata de irrigação e principalmente a problema financeiros: “Nós (fornecedores) enfrentamos um problema muito grande em Alagoas no ano passado e ano retrasado por falta de pagamento das usinas com o fornecedor de cana, fazendo com que muitos não tivessem condições de renovar seus canaviais ou desistissem da atividade”.

AL pode suprir o Nordeste? Veja as conclusões do “Teatro da Energia”
   10 de setembro de 2017   │     18:05  │  0

Divulgo, por solicitação do engenheiro Geoberto Espírito Santo, um dos nomes mais respeitados do país no tema, as conclusões do Projeto Teatro da Energia – apresentação/debate realizado em duas etapas pelo Clube de Engenharia de Alagoas.

O tema central do projeto “Suprimento de energia ao Nordeste: a solução por Alagoas” foi alvo de debates e propostas.

A seguir, as conclusões enviadas por Geoberto.

SUPRIMENTO DE ENERGIA AO NORDESTE: A SOLUÇÃO POR ALAGOAS

CONCLUSÕES DO TEATRO DA ENERGIA

Promoção: Clube de Engenharia de Alagoas – Patrocínio: MUTUA

Apoio: CONFEA / CREA – AL

Organização: GES Consultoria, Engenharia e Serviços

• A geração hidráulica barata foi fator impeditivo para que outras fontes de energia pudessem ser competitivas no Brasil. Mas ela acabou: já migramos de um sistema hidráulico para um hidrotérmico;

• As fontes de energia que suprem o Nordeste atualmente são, em ordem decrescente: eólica, térmica, transferência de outras regiões e hidráulica;

• O bagaço da cana na geração de eletricidade em Alagoas não alcançou a melhor eficiência em seu uso. A luta das usinas de açúcar hoje é pela sobrevivência, sem capacidade de investir para gerar excedentes de energia;

• A transformação do parque sucroalcooleiro abre espaços para o desenvolvimento do eucalipto e do bambu como fontes de energia;

• Os melhores ventos do mundo estão no Nordeste e a indústria eólica se desenvolveu na Região. O fator de capacidade medido em Alagoas, inferior ao de outros Estados, ainda não favoreceu a instalação de usinas eólicas aqui;

• Solar fotovoltaica é a nova esperança de Alagoas, mas faltam políticas públicas e regulatórias para o seu aproveitamento e desenvolvimento;

• A UFAL é a única universidade federal no Nordeste que não possui Curso de Engenharia Elétrica, fator de dificuldade para a pesquisa e para uma maior aproximação entre a academia e o setor produtivo no campo da energia.

• O El Niño, a cobertura das nuvens e as correntes marinhas têm uma grande influência nas elevações de temperatura no ciclo atual. O aquecimento da terra é natural, não é culpa das ações antropogênicas, e no próximo ciclo deverá haver um resfriamento;

• Modelos não preveem mudanças no clima e o efeito estufa nunca foi provado cientificamente. Não há como explicar as catástrofes meteorológicas e não se deve confundir esses fenômenos com a vulnerabilidade social;

• A conservação ambiental é uma questão de sobrevivência da espécie humana, mas o CO2 não controla o clima, ele não é problema para o aquecimento da Terra. Para se chegar a uma economia de baixo carbono não deve ser colocado no setor elétrico a total responsabilidade, sendo o sistema de transportes o que mais pode contribuir para tal;

• A produção de eletricidade com solar e eólica é uma tendência inquestionável e pode chegar a um nível de penetração de 30% em 2060. Mas elas não proporcionam a segurança energética porque são intermitentes, não funcionam as 24 horas do dia, devendo para tal, o planejamento do suprimento iniciar leilões separados de lastro (quantidade) e energia (disponibilidade);

• Por serem intermitentes, fontes de geração eólica e solar precisam de geração de base, que podem ser hidráulicas e térmicas, nelas contidas o carvão, o gás natural e a nuclear. Atualmente, o gás natural é o energético que mais se adapta às relações custo x benefício para uma geração de base que proporcione a segurança energética do País;

• Com a estagnação do crescimento do setor petróleo e o uso reduzido do carvão, um grande desafio é o que fazer com esses ativos ociosos, que envolvem, respectivamente, empresas estatais e privadas;

• Um percentual de 100% de fontes renováveis com intermitência pode existir em microgrids. Num sistema elétrico de potência só será possível com armazenamento, mas, no momento, as tarifas daí resultantes seriam insuportáveis pela competitividade industrial e pelo consumidor em geral.

“Aperte o bolso: o calote vem aí”, uma recomendação de Santoro e RF
   6 de setembro de 2017   │     23:39  │  4

Calma lá antes de fazer qualquer juízo do título. Trata-se, na verdade, de um artigo que ganhou forte repercussão nos meios econômicos e que Renan Filho e George Santoro ajudaram a espalhar entre algumas pessoas.

O artigo assinado pelo empresário Luiz Cezar Fernandes, sócio da corretora Grt Partners, que foi criador dos bancos Pactual e Garantia, foi divulgado na última semana de agosto e alarmou o mercado financeiro com visões apocalípticas sobre o crescimento da dívida pública interna do país – que segundo o autor, atingirá 100% do PIB do Brasil já na início do próximo governo, em 2019.

“O próximo governo se sentirá seduzido, inevitavelmente, por um calote na dívida pública. O crescimento da dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade”, diz Luiz Cezar.

De acordo com o empresário, os bancos, hoje cartelizados em 5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da dívida pública.

Para sobreviver ao dilúvio financeiro em que acredita que o Brasil estará mergulhado, Renan Filho tenta preparar Alagoas com a ajuda de sua equipe econômica – especialmente do secretário da Fazenda, George Santoro.

Em meio ao cenário apocalítico, a estratégia é manter Alagoas na contramão. Para isso, RF e Santoro vão tratar de controlar, tanto quanto possível, as despesas e trabalhar para melhorar as receitas. O governo também aposta na ampliação de investimentos públicos como alternativa para a geração de empregos – nem que tenha de fazer isso através de novos empréstimos.

A situação da economia nacional, hoje, na avaliação de Santoro é pior do que se diz e do que se imagina: “os bancos reduziram drasticamente os empréstimos para pessoa jurídica e, no caso de pessoa física, o maior volume do crédito estão indo para cartões de crédito. Isso quer dizer que não teremos crescimento nem dos investimentos nem do consumo no médio prazo”, pondera.

Que tal ler o artigo?

APERTE O BOLSO: O CALOTE VEM AÍ
Luiz Cezar Fernandes

O próximo governo se sentirá seduzido, inevitavelmente, por um calote na dívida pública. O crescimento da dívida pública interna atingirá 100% do Produto Interno Bruto – PIB do Brasil, já na posse do próximo governo. A situação será insustentável, gerando uma completa ingovernabilidade.

Os bancos, hoje cartelizados em 5 grandes organizações, têm diminuído assustadoramente os empréstimos ao setor privado e vêm aumentando, em proporção inversa, a aplicação em títulos da dívida pública.

Os países que recentemente entraram em default, como a Grécia, não causaram grandes impactos internos, pois sua dívida era sobretudo externa e em grande parte pulverizada, inclusive em bancos centrais, fundos mútuos e de pensão.

O caso do Brasil é essencialmente diverso. Um default nossa dívida interna implicará na falência do sistema, atingindo de grandes bancos a pessoas físicas, passando por family offices e afins.

Para evitarem uma corrida bancária, as grandes instituições bancárias terão, obrigatoriamente, que impedir seus clientes de efetuarem os saques de suas poupanças à vista ou a prazo.

Caso contrário, teremos uma situação ainda mais grave que a vivida pela Venezuela. Reformas já ou só restará o calote.

Tem mais uma “sugestão de leitura”

O ALARME TEM PROCEDÊNCIA
Deu no site Sputnik

Ouvido pelo site Sputnik, o economista Istvan Kasznar, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que, embora a previsão de Fernandes tenha um tom alarmista, reforça o alerta que vem sendo dado por economistas há algum tempo: a necessidade de o governo fazer uma política fiscal séria e parar de sacrificar a população com mais impostos.

“Esses são déficits públicos gigantescos que se tornam maiores depois de declarações oficiais. São heranças do governo Dilma Rousseff, no mínimo. Eram R$ 175 bilhões de déficit em 2015, R$ 190 bilhões em 2016, este ano falava-se em R$ 136, depois pulou para R$ 139, aumentou para R$ 159, daqui a pouco foi R$ 169. Ninguém sabe onde é o teto e onde vai parar isso. O que está sendo dito pelo Ministério da Fazenda, às claras e em bom português, é que existe um desgoverno, sem capacidade de controle, sem capacidade de gerar fixidez de reducionismo no déficit público e incapaz de mostrar outra coisa que não seja um déficit primário, que continua um desastre. Isso é consequência de uma política assistencialista, onde se pensa que dinheiro nasce em árvore”, diz o economista.

RENTISMO – “De 45% a 47% do valor arrecadado pela União é pago em juros e amortização da dívida interna pública, o que é absurdo. É ótimo para banqueiro e para quem vive de renda e um desastre para a nação, que precisa de investimentos, empregos e riqueza. O Luiz Cesar é mais um na multidão de pessoas que faz um alerta: a possibilidade de um calote que se gera em função de uma má prática contínua no processo de gestão das contas públicas e do Estado no Brasil”, acrescenta Istvan Kasznar.

“Não é tão terrível quanto nos Estados Unidos (102%), Dinamarca (117%) e Itália (108%), mas há uma diferença: nos EUA, eles emitem dólar em divisa e o mundo aceita. No Brasil, a gente emite em real — e nem dá para emitir porque a Casa da Moeda também quebrou e vai ser privatizada — e isso implica que não temos esse grau de liberdade para emitir dinheiro e dizer que nossa moeda é divisa. O Brasil está acostumado há décadas a viver num regime de classe média com lamúrias e uma elite acompanhando com muito prazer taxas de juros estratosféricas que lhes asseguram mais retorno através de aplicações financeiras do Tesouro Direto, CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e uma população miserável que se contenta com as migalhas de um assistencialismo mal engendrado que acaba quebrando o Estado.”

Arrecadação de ICMS de Alagoas tem forte queda em agosto
   4 de setembro de 2017   │     14:34  │  0

A entrega foi pior do que a encomenda. E muito. A Secretaria da Fazenda de Alagoas já esperava um resultado ruim no recolhimento de seu principal tributo próprio – o ICMS – em agosto.

Mas para desgosto de George Santoro e equipe, no mês, a arrecadação chegou a “apenas” R$ 278,3 milhões, em forte queda.

A variação foi de -25%,7% na comparação com igual mês de 2016, quando foram arrecadados R$ 374,8 milhões.

Tem mais: o valor arrecadado em agosto é o pior maior do ano. O desempenho também é pior de 2017 até agora.

Em parte, o desempenho foi ruim pela base de comparação. Agosto de 2016 teve a maior receita de ICMS da história de Alagoas devido a arrecadação extra, de cerca de R$ 100 milhões, do setor de combustíveis.

Mas não foi só isso. Para piorar, segundo George Santoro, a falta de energia abalou ainda mais a receita. Pelos cálculos dos técnicos da secretaria a diferença foi de 4% para baixo ou R$ 10 milhões.

“O Itec ficou vários dias fora do ar. Parece que houve quedas de energia frequentes. Foram mais de 6 dias. Isso afetou os postos fiscais que ficaram no escuro nestes dias e também afetou o IPVA por causa do Detran, no caso dos carros novos”, reclama George Santoro.

Até julho, o crescimento acumulado do ICMS era de 7,7%. Com o péssimo resultado do mês passado, o volume acumulado até agosto deste ano chegou a R$ 2,397 bilhões, com variação de apenas 2,37% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 2,342 bilhões).

Dificuldades para o sono

Em tom de descontração, George Santoro revela que tem tido insônia com mais frequência. A preocupação do secretário é muito maior com o que vem pela frente.

Ele é daqueles que não acredita na melhora do cenário da economia, como vem sendo propalado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“Espero estabilidade sendo otimista. A economia só melhorou no setor industrial e bem suave. Pior. Não há crédito no país. Tudo vai para cobrir o buraco fiscal da união”, resume Santoro.

Nesse cenário, alerta o secretário, daqui até dezembro a receita de ICMS pode estagnar e até cair.