Category Archives: Economia

Tirar 4 mil e pagar só 2 mil: linha de crédito tem forte demanda em AL
   14 de abril de 2021   │     21:47  │  0

A procura pela nova linha de crédito especial do governo de Alagoas para empreendedores individuais (MEIs) e para micro e pequenas empresas (MPEs) segue intensa.

E não é para menos. As operações que estão sendo realizadas pela Agência de Fomento de Alagoas (Desenvolve) têm taxas zero de juros e rebate de até 50% para MEIs.

A busca do crédito oferecido dentro do “Pacote Econômico” do Estado vem superando as expectativas.

De acordo com levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, de 19 de março até 12 de abril, a Desenvolve tinha realizado 26.438 atendimentos apenas dentro da linha de crédito especial, resultando em 1.386 propostas deferidas e aprovadas, totalizando R$
1.875.000,00 liberados.

A linha foi criada para atender os setores da economia mais afetados pelas medidas de restrição de circulação. As operações de financiamento vão até R$ 50 mil para MPEs e até R$ 4 mil para MEIS.

“Nossa expectativa é as liberações aumentem de forma expressiva nos próximos dias, devendo chegar a mais de R$ 3 milhões ainda esta semana. A Desenvolve tem trabalhado para atender a forte demanda e apesar da grande procura, a agência tem conseguido analisar e liberar os pedidos de empréstimos em no máximo duas semanas, prazo que deve cair muito nos próximos dias”, aponta Rafael Brito, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Importante lembrar que a linha é limitada. São cerca de R$ 45 milhões disponibilizados pelo Estado.

O Rafael Brito aconselha que ainda não procurou a Desenvolve acesse o portal da agência para agendar um atendimento.

“Os números comprovam que o crédito é de verdade e as pessoas que estão precisando devem procurar a Desenvolve”, recomenda.

Para agendar o atendimento o MEI ou MPE deve fazer o agendamento na página inicial da agência, que tem informações sobre as condições e critérios para liberação do crédito. Acesse aqui o link da Desenvolve.

Vale a pena ler de novo: Empreendedor tira 4 mil, mas só paga 2 mil: “o crédito é de verdade”

 

ICMS de AL fecha março em forte alta, apesar de restrições da fase vermelha
   9 de abril de 2021   │     22:02  │  0

A Secretaria da Fazenda de Alagoas fechou março de 2021 com forte alta na arrecadação de ICMS. No mês a receita com o principal tributo estadual chegou a R$ 394,9 milhões, em crescimento de 18,9% na comparação com os R$ 331,8 milhões arrecadados em igual mês do ano anterior. A variação é bem superior a inflação do período.

As restrições ao funcionamento de alguns setores da economia em março não afetaram a arrecadação geral, embora tenha afetado segmentos específicos do ICMS, a exemplo de combustíveis e energia elétrica. A participação de combustíveis na receita de março deste ano ficou em 6,11% ante 7,48% no mesmo mês do ano anterior. Energia caiu de 12,44% para 11,15% em igual período.

Nos três primeiros meses do ano o volume de ICMS arrecadado em Alagoas chegou a R$ 1,304 bilhão, em alta de 17,22% na comparação com os R$ 1,113 bilhão de receita com o imposto entre janeiro e março de 2020..

O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, fez breve avaliação do desempenho do ICMS: “Foi bem todos os setores. Só combustíveis que sentimos um pouco a queda no volume consumido no estado”, pondera. “No caso de combustíveis, tivemos um reflexo negativo em função da redução no setor do turismo”, aponta.

Terminal de ácido sulfúrico em Maceió: um risco nada calculado
     │     18:31  │  0

Algumas atividades consideradas de risco deveriam ser mantidas longe de áreas urbanas, especialmente de grandes cidades – a exemplo e especialmente de Maceió.

A extração de sal-gema que parecia ser segura durante décadas, deu no que deu. O drama só não é maior porque não tivemos até o momento perdas de vidas em função do “desastre” do Pinheiro – pelo menos não diretamente.

Apesar da experiência trágica com o setor químico, a capital de Alagoas se vê as voltas agora com a implantação de um grande terminal marítimo de ácido sulfúrico, em área de 8 mil recentemente arredada no Porto de Maceió.

A informação consta de material divulgado fartamente pela imprensa alagoana no final de 2020.

Um texto divulgado nas redes sociais desta sexta-feira, na rede Repórter Maceió, chama a atenção para o perigo de se instalar um terminal de produtos químicos potencialmente perigosos em área urbana – caso do nosso porto.

Em outros portos, a exemplo de Suape, terminais como esses são implantados com um diferencial: estão distantes de áreas urbanas.

A pergunta que fica é se o Porto de Maceió calculou os riscos do novo empreendimento para a cidade e sua principal atividade econômica – o turismo.

Dá para imaginar o terminal de passageiros (que um dia será construído no local) ao lado de um terminal de ácido sulfúrico?

Pode não combinar muito para turistas dos navios de cruzeiro desembarcar em meio a terminais de ácido sulfúrico. Ou combina?

Sem licença

Em nota, o IMA explica: “Para que o Instituto do Meio Ambiente se posicione a respeito da fiscalização é preciso que haja um processo de licenciamento. Segundo informações da Gerência de Licenciamento, o mesmo ainda não foi aberto junto ao órgão. O Porto possui licença ambiental, mas cada empresa proprietária de cada galpão precisa licenciar sua atividade específica.”

Já a Prefeitura de Maceió por meio da SEDET (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente) informou que uma equipe técnica de fiscalização será enviada ao Porto de Maceió para solicitar esclarecimentos a respeito da instalação da atividade na área.

O terminal

A área em questão foi arrendada por uma empresa de fertilizantes. A Timac Agro Indústria e Comércio de Fertilizantes foi a vencedora do leilão do terminal MAC 10 do Porto de Maceió, realizado no dia 18 de dezembro de32020 na B3, a bolsa de valores do Brasil, em São Paulo.

A multinacional possui uma planta industrial de fertilizantes sólidos na cidade de Santa Luzia do Norte. O terminal arrendado pela empresa é destinado à movimentação, armazenagem e distribuição de granéis líquidos, “especialmente ácido sulfúrico”, que serve de matéria prima para a fabricação de fertilizantes.

De acordo com as informações do projeto de arrendamento, o terminal conta com uma área com 7.932 m². O contrato com o vencedor do leilão tem prazo previsto de 25 anos, com possibilidade de prorrogação, a critério do Poder Concedente, no limite de 70 anos.

Nesse período, a previsão é que o futuro arrendatário realize investimentos na ordem de R$ 12.784 milhões em instalações e equipamentos necessários para operação, que incluem, no mínimo, tanques de armazenagem, dutos, sistemas de expedição rodoviária e praça de bombas para propiciar a implantação da capacidade estática projetada.

Porto de Maceió – Foto: reprodução

Empreendedor tira 4 mil, mas só paga 2 mil: “o crédito é de verdade”
   29 de março de 2021   │     13:57  │  0

A procura pela nova linha de crédito para empreendedores individuais (MEIs) é intensa. Mais de 15 mil pessoas procuraram informações na Desenvolve até a sexta-feira, 26, segundo informações do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas, Rafael Brito.

As linhas de créditos oferecidos pela Agência de Fomento de Alagoas fazem parte do pacote de ajuda que o governo do Estado anunciou para atender os setores mais afetados pelas medidas de restrição de circulação – bares, restaurantes, hotéis, transportadores turísticos, eventos, entre outros.

Até a semana passada mais de 350 propostas foram analisadas, com liberação de mais de R$ 230 mil. Para micro e pequenas empresas, a taxa de jutos é zero, com carência de seis meses. Para MEIs, além de taxa zero, o Estado garante um rebate de 50%. Quem tirar R$ 4 mil, só paga R$ 2 mil.

Rafael Brito aconselha que os empreendedores procurem logo a agência. “Nós estamos mostrando às pessoas que isso funciona, o crédito é de verdade e as pessoas que estão precisando devem procurar a Desenvolve”, disse. A expectativa é que sejam atendidas milhares de operações com os recursos disponibilizados pelo Estado.

Na sexta-feira, o Governo de Alagoas lançou também um novo pacote de apoio ao enfrentamento da crise causada pela Covid-19. São mais R$ 110.480,000,00 em medidas tributárias e de crédito direcionadas a empresários ligados ao segmento de hotéis e similares.

O total do impacto fiscal das medidas anunciadas é de R$ 110.480.000,00. Somadas às medidas já anunciadas para bares e restaurantes, o montante é de R$ 210.480.000,00, sendo mais da metade deste valor em recursos assegurados para linhas de crédito.

Saiba mais:  Pacote emergencial ofertará mais de R$110 milhões em crédito para hotéis e similares

Rafael Brito participou, ao lado do governador Renan Filho, do anuncio do pacote de ajuda a empreendedores na Desenvolve

Fim de uma era: AL vai “perder” Bompreço; vem aí o Carrefour
   27 de março de 2021   │     12:19  │  0

Nas últimas décadas o Bompreço foi referência no mercado nordestino. Em Alagoas, o grupo foi o maior durante anos. Desde que foi vendido por João Carlos Paes Mendonça para uma rede holandesa, a marca já mudou de controladores várias vezes, mas nunca havia mudado de nome por aqui, até agora.

Os novos controladores mantiveram  o nome, acrescentando o “Big”.

O Carrefour anunciou na quarta-feira, 24, a compra do Grupo Big, ex-Walmart Brasil, ex-Bompreço, por R$ 7,5 bilhões.

Na quinta-feira, 25, o novo controlador anunciou que uma mudança importante será nas marcas. O Carrefour deixará de usar as marcas do Grupo Big, entre elas a do Bompreço.

As lojas Maxxi se tornarão unidades do Atacadão. Parte dos supermercados Big e Big Bompreço virarão Atacadão ou Sam’s Club. As demais lojas (Super Bompreço, Nacional e TodoDia) serão convertidas para a bandeira de hipermercado Carrefour

Em Alagoas a presença do grupo que agora assina como Big Bompreço se concentra basicamente em Maceió, com dois hipermercados, supermercados, uma loja Sam’s Club, além de lojas com outras bandeiras (Maxxi e Todo Dia).

A marca Bompreço está presente em Alagoas desde 1974, quando foi inaugurada sua primeira loja no Estado, na rua Buarque de Macedo (atualmente fechada).

A compra do grupo Big vai ampliar a presença do Carrefour em Alagoas. O grupo já atua no Estado através da bandeira Atacadão com várias lojas, sendo três somente em Maceió.

Nacional

O Grupo Big opera com cerca de 400 lojas no Brasil. A empresa é o terceiro maior conglomerado de varejo alimentar do país, atrás do Grupo Pão de Açúcar (que em Alagoas tem bandeitas Extra e Assai) e do próprio Carrefour (que atua no Estado com a bandeira do Atacadão), segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Saiba mais:

Com a compra do Grupo Big pelo Carrefour, o que muda para o consumidor?

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/03/25/o-que-muda-para-o-consumidor-com-a-compra-do-grupo-big-pelo-carrefour.htm