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Alagoas perde mais de 9 mil empregos em março e 27 mil no ano
   20 de abril de 2017   │     18:43  │  0

De novo Alagoas registrou um dos piores resultados do Brasil no mercado de trabalho formal. Em março de 2017, revelam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nessa quinta-feira (20), o estado registrou a terceira maior redução de empregos do país (atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo) e a maior do Nordeste.

Em março, foram registradas 5.955 admissões e 15.920 desligamentos. No mês, o saldo negativo foi de -9.335 postos de trabalho com carteira assinada.

Mais uma vez todos os setores da economia registraram perdas de empregos em Alagoas. Novamente, o pior resultado – o que já era esperado – ficou com a indústria de transformação, com saldo negativo de -7.735 empregos formais em fevereiro. O setor, que inclui as usinas, foi impactado pelo final da safra de cana-de-açúcar.

Fundo do poço

A “surpresa” no Caged de março ficou como setor de serviços – normalmente o último a sentir os efeitos da crise. Com saldo negativo de -649 empregos formais, esse setor foi o que mais desempregou em Alagoas em março, depois da cana-de-açúcar.

Mias de 27 mil empregos perdidos

No acumulado de janeiro a março, Alagoas registrou 19.244 admissões e 46.877 demissões, com saldo negativo de -27.633 empregos formais. A variação negativa na comparação com o estoque de tralhao em relação ao período anterior é -7,73%.

Considerando os dados de 12 meses – de abril a março – que mostram um “retrato” mais real da situação do mercado de trabalho, Alagoas registrou 111.463 admissões, 127.403 demissões, com saldo negativo de -15.940 empregos formais e variação de -4,61 na comparação com o período anterior.

Entre os setores, os maiores saldos negativos em 12 meses foram registrados na indústria (de transformação (-6.870), construção civil (-5.093), comércio (-2.735), serviços (-951) e agropecuária (-127).

caged alagoas março 2017

Governo de AL aposta em empresas com menor volume de investimento
   9 de abril de 2017   │     0:11  │  0

Em tempos de vacas magras, não é fácil captar grandes empreendimentos para Alagoas. Investimentos privados de maior monta, a exemplo da fábrica da Portobello (Pointer) e da nova unidade de PVC da Braskem no polo multifabril de Marechal Deodoro, que juntos somam mais de R$ 1 bilhão ou da planta de etanol da Granbio, em São Miguel, um negócio de mais de R$ 350 milhões, estão se tornando mais raros – não só em Alagoas.

Talvez por isso o governo do estado tenha adotado nova estratégia, dando mais atenção na captação de novas empresas com investimentos abaixo de R$ 100 milhões.

O volume de recursos pode até ser menor nos novos negócios que estão chegando ao estado, mas em compensação os empreendimentos tem uma capacidade, proporcionalmente menor de geração de empregos.

É o caso da Brita Forte inagurada nessa sexta-feira, 7, em Murici, pelo governador Renan Filho, dentro da programação da 6ª edição do Governo Presente.

Segundo o secretário da de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Helder Lima, a empresa conta com investimento de cerca R$ 10 milhões.

A Brita Forte atua na mineração e exploração de pedra gnaisse e é genuinamente alagoana. Composta por cinco sócios, a empresa tem capacidade de produção mensal de 18 mil metros cúbicos de pedra britada, devendo gerar cerca de 130 empregos diretos e indiretos.

“Além do apoio para a instalação da indústria, os avanços proporcionados pelo Governo no segmento de infraestrutura na região permite a abertura de mercado e frente de venda, escoando nossa produção”, diz o diretor da Pedreira, Marcelo Tores.

Helder Lima também anunciou, no governo presente, outros incetivos para novas empresas: “a pedreira representa um avanço para o desenvolvimento regional. A inauguração significa a concretização da proposta do Governo de Alagoas de industrializar o interior, diversificando a economia e explorando as principais potencialidades de cada município, gerando emprego e renda para a população alagoana”.

Ainda no Governo Presente, outros dois investimentos receberam inventivos do Estado através do Prodesin. Uma delas é a Caatinga Rocks Cervejas Artesanais, primeira microcervejaria alagoana instalada no interior do Estado, em Murici, na Zona da Mata alagoana. A empresa, com investimento total de R$1 milhão, tem uma produção de cerca 120 mil unidades de chopps e cervejas por ano, podendo gerar cerca de 80 empregos diretos e indiretos para a mão de obra local nos próximos cinco anos. Além de incentivos, a empresa também foi financiada pela Desenvolve.

Outro empreendimento visitado pela equipe de Renan Filho foi a Murici Envase, que atua há oito anos no mercado e tem como atividade principal a fabricação e envase de bebidas lácteas, leite UHT, achocolatados e derivados de leite, sucos, água de coco, bem como prestação de serviços de envase em geral.

Com um investimento inicial de implantação de R$ 6 milhões, a Murici Envase também recebeu o incentivo financeiro da Desenvolve, no valor de R$ 1,5 milhão, e gera cerca de 70 empregos diretos e indiretos.

Capacidade

Empreendimentos menores, a exemplo dos três citados aqui, tem uma maior capacidade de geração de empregos.

Uma boa comparação é a fábrica da Portobello, inagurada em setembro de 2015, com investimentos de R$ 210 milhões e 400 empregos diretos. Faça as contas, para cada emprego gerado os investimentos passam de R$ 520 mil.

As três empresas, com investimentos iniciais da ordem de R$ 17 milhões, no total, devem gerar 280 empregos diretos. Agora, faça as contas: para gerar cada posto de trabalho os investimentos são de pouco mais de R$ 60 mil.

No prelo

A equipe do governo Renan Filho não se contenta, apesar das vantagens, apenas com a captação de negócios que demandam um menor volume de investimentos financeiros. No momento (conto depois, com mais detalhes) dois grandes empreendedores nacionais do setor químico e plástico iniciaram, a partir de articulação da Braskem, entendimentos para instalar seus negócios em Alagoas.

Competitividade

Com a reformulação do Programa de Desenvolvimento Integrado de Alagoas no ano passado, o Estado passou a contar com o melhor incentivo fiscal do Nordeste, com a redução em 92% do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída dos produtos industrializados em todo o território alagoano, além do diferimento do ICMS sobre os bens destinados ao ativo fixo, sobre a matéria-prima utilizada na fabricação de produtos e na aquisição interna de energia elétrica e gás natural.

Para comparar: o benefício fiscal na região metropolitana de Pernambuco é de 75%, oferecendo um desconto maior do que Alagoas (95%) apenas na região do Sertão, um território ainda sem infraestrutura adequada para a instalação de indústrias.

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Pedreira Brita Forte, em Murici

Com R$ 286 milhões, ICMS de Alagoas cresce 6,3% em março
   3 de abril de 2017   │     7:59  │  0

Depois do “tombo” registrado em fevereiro, quando a receita chegou a R$ 291,4 milhões, com variação negativa de -13,86%, a arrecadação de ICMS de Alagoas voltou a crescer em março. No mês, o valor arrecado chegou a R$ 286,6 milhões, em alta de 6,36% na comparação com igual mês do ano anterior.

Os números do ICMS são preliminares e apontam – até agora – para uma tendência de crescimento abaixo da inflação este ano – confirmando as expectativas do secretário da Fazenda, George Santoro.

Vamos relembrar o que o secretário disse, ao avaliar o desempenho do ICMS de janeiro deste ano: “o ano ainda está começando e as expectativas para a economia não são das melhores. Em função disso, continuamos com estimativas conservadoras para o desempenho do ICMS ao longo deste ano. Temos que continuar trabalhando muito, apertando na fiscalização, para tentar segurar a receita”, aponta Santoro.

Será preciso, de fato, apertar a fiscalização. Isso pelo menos se o estado quiser garantir um crescimento igual ou maior que a inflação.

No acumulado deste ano a receita de ICMS chega a R$ 933,7 milhões em alta de 3,45% na comparação com o volume arrecadado nos três primeiros meses de 2016 (R$ 902,6 milhões).

Pelo segundo mês consecutivo, o desempenho do ICMS ficou negativo, com queda real na arrecadação, se considerada a inflação no período (6,29%).

icms março

Alagoas sob ameça: crise na agroindústria afeta presente e futuro do estado
   31 de março de 2017   │     22:04  │  0

Desde os tempos do Brasil colônia, a principal atividade da economia de Alagoas é a cana-de-açúcar. Mesmo com todos as resistências e críticas de alguns setores da sociedade, o estado sempre viveu desse setor. A diversificação da economia nunca saiu, de fato, do campo das propostas e até hoje não surgiu nenhuma atividade econômica capaz de substituir a agroindústria canavieira, com os mesmos níveis de emprego e renda.

Os 200 anos de Alagoas, comemorados em 2017, podem e devem servir de reflexão. Que tipo de atividade econômica queremos para nossa terra?

A resposta, seja qual for, precisa vir logo, até porque o setor sucroalcooleiro alagoano está – literalmente – definhando.

Sem perspectivas de retomada de sua capacidade produtiva no curto prazo, a agroindústria vai agonizar pelos próximos anos e, junto com ela, toda a economia do estado.

Levantamento feito pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas aponta para grandes e graves perdas para a economia alagoano.

Em função da queda de produção, as safras 13/14 e a safra atual deixaram de circular pelo menos R$ 8 bilhões na economia do estado.

O ciclo da cana é anual. A planta colhida em outubro precisa de água e adubo para voltar a crescer e ser colhida no mesmo mês do ano seguinte. Com a seca e falta e recursos para os tratos culturais, já se sabe que a próxima safra será até 30% menor do que a moagem 16/17, uma das menores da história.

Nesse cenário, vão deixar de circular mais R$ 4 bilhões na economia de Alagoas”, aponta Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

Faça as contas: são R$ 12 bilhões a menos circulando diretamente na economia.

Impacto no caixa do Estado

A crise na agroindústria canaveira afeta toda a economia alagoana. O setor emprega em média 80 mil trabalhadores por safra, é grande consumidor de insumos como combustíveis, fertilizantes, agroquímicos etc etc etc.

O secretário da Fazenda, George Santoro, adianta que o estado já começou a sentir a queda na arrecadação dos setores que atuam mais diretamente com a cana-de-açúcar. A preocupação, agora, é com o “contágio” de outros setores.

Quanto a questão do impacto do setor sucroalcooleiro vamos estudar. Uma queda de produção para 13 milhões de toneladas ou até para 10 milhões de toneladas é muito significativa e com certeza irá gerar impacto em toda a economia. Ainda não dá para precisar vamos começar a fazer os estudos, com diferentes cenários (10 milhões, 13 milhões, 15 milhões) e ver como isso refletirá em empregos, arrecadação, renda, comércio e retração”, pondera.

A produção histórica de Alagoas é de uma média de 28 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Os números atuais sugerem uma redução de quase 50%, para um setor que responde diretamente por mais de 20% do PIB do Estado. É sim preocupante.

Seca também futuro da pecuária

O estrago da seca não ameaça apenas o futuro do setor sucroalcooleiro. A pecuária de corte e leite do estado está totalmente comprometida, alerta o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva: “em algumas regiões, a redução do rebanho chega a 40%”, pondera.

Quando a chuva voltar, aponta Domício, será preciso que o estado trabalhe num programa para recompor seus rebanhos, a começar pela recuperação de pastagens: “para isso será preciso que o produtor tenha acesso a novas linhas de crédito. Sem isso, nossa atividade será drasticamente reduzida”, enfatiza.

Com fim da safra de cana, Alagoas perde mais de 11 mil empregos em fevereiro
   17 de março de 2017   │     22:29  │  0

O mercado formal de trabalho em Alagoas registrou o segundo pior resultado do Brasil em fevereiro de 2017, apontam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nessa quinta-feira (16). No mês, o saldo negativo foi de -11.403 postos de trabalho. Em números reais, o pior resultado foi o de Pernambuco, com saldo negativo de -16342 empregos.

Todos os setores da economia – sem exceção – registraram perdas de empregos em Alagoas em fevereiro, quando, pela primeira vez em 22 meses, o Brasil registrou saldo positivo na geração de postos de trabalho.

O pior resultado, como era de se esperar, ficou com a indústria de transformação, com saldo negativo de -8.799 empregos formais em fevereiro. O setor, que inclui as usinas, foi impactado pelo final antecipado da safra de cana-de-açúcar.

O fim da safra de cana-de-açúcar, assim como ocorreu em Alagoas, foi o principal responsável pelo saldo negativo de empregos em Pernambuco. O setor da indústria de transformação pernambucano respondeu pelo fechamento de 11.500 vagas no mês.

Em Alagoas, a agropecuária afetada pela seca e final da colheita de cana, registrou o segundo pior saldo, com a perda de -1.782 postos de trabalho com carteira assinada.

Entre as cidades de Alagoas, Maceió registrou a maior redução no mercado de trabalho, com saldo negativo de -2.297 empregos em fevereiro e de -9,.134 empregos em 12 meses.

Considerando os dados de 12 meses – de março a fevereiro – que mostram um “retrato” mais real da situação do mercado de trabalho, Alagoas perdeu registrou 112.262 admissões, 129.958 demissões, com saldo negativo de -17.696 e variação de -4,96% na comparação com o período anterior. Entre os setores, indústria (de transformação (-6.074), construção civil (-5.467), comércio (-2.701), agropecuária (-1.877) e serviços (-1.442) tiveram os maiores saldos negativos.

caged