Category Archives: Economia

Alagoas foi único Estado do Nordeste a aumentar fluxo de passageiros no aeroporto em julho
   19 de agosto de 2019   │     19:20  │  0

Os dados são da Infraero. No mês de julho, 212.246 passageiros embarcaram ou desembarcaram do aeroporto de Maceió. A variação foi de 0,23% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando que registrou movimentação de 211 mil passageiros.

Apesar de pequena, a variação é muito significativa porque acontece após o “baque” da Aviaca. A falência da empresa provou queda no fluxo de passageiros de todo o Nordeste a partir de abril deste ano. Alagoas foi, até agora, o único a registrar crescimento.

“Fomos o único estado do Nordeste que cresceu o fluxo de passageiros no comparativo de julho 2019/2018. Recebemos mais de 212 mil visitantes”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

“O motivo desse resultado foi a redução do ICMS sobre o combustível de aviação e fortalecimento da interlocução com grandes empresas do setor!, emenda Rafael Brito.

De acordo com a Intraero, mais de 212 mil passageiros embarcaram ou desembarcaram no aeroporto de Maceió em julho de 2019

Versão oficial

Veja texto da assessoria da Sedeutr sobre o fluxo de passageiros:

Fluxo de passageiros volta a crescer no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares

A movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, considerado a principal porta de entrada para turistas no Estado, começa a se recuperar após a falência da Avianca, que afetou a malha aérea de todo o país. Segundo a Infraero, no mês de julho 212 mil 246 pessoas passaram pelo equipamento, número 0,23% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando passaram por lá 211 mil viajantes.

Julho é o primeiro mês de crescimento no fluxo de passageiros, após um período de três meses de queda. O número é bastante significativo, tendo em vista que a malha aérea de todo o país está fragilizada diante da saída da Avianca. Em Alagoas, a recuperação foi rápida devido à ação do Governo do Estado, que beneficiou companhias aéreas e operadoras com a redução do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o QAV, combustível de aviação.

Leia aqui, na íntegra:

Fluxo de passageiros volta a crescer no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares

 

Após ‘baque’ da Avianca, empresas anunciam novos voos para Alagoas
   14 de agosto de 2019   │     19:50  │  0

Os dados da Infraero apontam para uma pequena redução no número de embarques de passageiros no aeroporto de Maceió no primeiro semestre deste ano. A queda foi maior nos meses de maio e junho. Nesses meses, que coincidem com o cancelamento dos voos da Avianca para o Estado, a redução foi de cerca de 10%.

Nos primeiros seis meses deste ano o aeroporto de Maceió registrou o embarque e desembarque de 443,4 mil passageiros, uma queda de 4,5% na comparação com o período de janeiro a julho de 2018, que registrou a movimentação de 464,1 mil passageiros.

A expectativa, no entanto, é que o Estado recupere as perdas e volte a aumentar o fluxo de passageiros a partir deste mês.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo anunciou, recentemente, incentivos para empresas aéreas que operam regularmente no Estado. Com a redução do ICMS do querosene de aviação, a Azul anunciou novos voos para o Estado. Alguns deles, a exemplo da rota Maceió- Salvador, começam a operar já em setembro.

Outros novos voos charters começam a operar no Estado ainda este ano. Nessa terça-feira, 13, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Rafael Brito, anunciou parceria com a Decolar, uma das maiores operadores do setor de viagens. A empresa vai operar um voo charter entre Maceió e Garulhos a partir de novembro deste ano.

“Fechamos uma parceria inédita em Alagoas com a Decolar.com (@decolar ), que tem crescido bastante sua atuação no mercado, principalmente, nos meios digitais. Pela primeira vez, vamos colocar um voo charter fretado próprio da empresa, que vai entrar em operação ainda no mês de novembro com destino Maceió-Guarulhos”, diz Rafael Brito.

Segundo o secretário, “ações como essa abrem oportunidades para que o turista chegue em Alagoas, fortalecendo também nossa malha área e todas as atividades envolvidas no setor”.

Rafael Brito diz que Estado reagiu rápido para conter crise provocada pelo fechamento da Avianca

Tudo azul

Rafael Brito destaca ainda que a parceria com a Azul Viagens também tem dando bons resultados para Alagoas. O destino Maceió passou a liderar o ranking nacional de vendas da Azul Viagens, braço da Azul Linhas Aéreas que é uma das principais operadoras de turismo do país.

Uma campanha de vendas, a “Azul da Cor do Mar de Alagoas”, promovida junto à Azul Viagens premia os agentes que mais comercializam os destinos alagoanos e ajudou no resultado.

O secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel) de Maceió, Jair Galvão, credita a liderança de Maceió no ranking de vendas da Azul ao forte trabalho de promoção junto à iniciativa privada e parceiros comerciais.

“Além dos projetos estruturantes realizados pela Prefeitura, o posicionamento de Maceió na Azul Viagens mostra a competitividade da capital alagoana frente a destinos nacionais consolidados. Aliado a uma série de atrativos que fazem com que a cidade seja uma das capitais mais bonitas do Brasil, o constante trabalho de promoção junto ao trade turístico local e importantes parceiros comerciais, é determinante para que Maceió continue sendo um dos destinos mais vendidos do país”, avaliou.

Para Rafael Brito, essa conquista também se dá também pelos avanços em segurança pública, infraestrutura e na malha aérea do estado.

“Alagoas vive um novo momento, com redução da violência, avanços na infraestrutura e na recuperação da malha aérea. O Governo agiu rápido frente à crise criada pela falência da Avianca e conseguiu fechar bons acordos com operadores e companhias aéreas, garantindo a recuperação da malha do estado, com a redução do imposto sobre o QAV (Querosene de Aviação). Tudo isto, aliado a promoção do destino feito em parceria com as entidades do setor, garantiu à nossa capital essa importante liderança que colabora para que o turismo siga sendo um grande celeiro de oportunidades aqui”, ressaltou.

“Efeito Braskem”: ICMS de AL tem pior desempenho dos últimos anos em julho
   2 de agosto de 2019   │     21:15  │  1

A arrecadação de ICMS de Alagoas fechou em forte baixa em julho. No mês passado, a receita com o principal tributo estadual chegou a R$ 302,1 milhões com variação negativa de -8,70% segundo os números apurados pela coluna e confirmados pela Secretaria da Fazenda.

Em volume financeiro, a receita de impostos no mês passado é a menor desde outubro de 2017. Em desempenho (crescimento) o resultado é o pior em dois anos.

O resultado do mês influenciou na receita acumulada do ano. De janeiro a julho a receita de ICMS chegou a R$ 2,333 bilhões em alta nominal de 2,79% na comparação com a arrecadação em igual período de 208, que chegou a R$ 2,269 bilhões.

O secretário da Fazenda de Alagoas analisou os números a pedido do blog. A queda foi maior do que o esperado, explica George Santoro porque a base de comparação foi alta: “no ano passado tivemos a Copa. O setor de bebidas teve uma grande queda este ano quando comparado com o ano anterior”, pondera.

Não foi só o setor de bebidas. Além disso, aponta o secretário, teve a paralisação de duas grandes indústrias do Estado – uma fábrica de achocolatado em União dos Palmares e a unidade de cloro e soda da Braskem em Maceió. “Os três juntos deram esse impacto negativo na arrecadação”, pondera Santoro. De resto os outros setores se comportaram dentro do esperado.

A situação pode piorar?

É difícil imaginar o que vem pela frente. Mas é quase certo que a paralisação da fábrica da Braskem em Maceió começará a afetar outras indústrias do setor químico e plástico. São mais de 80 empresas e cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos na cadeia química e do plástico em Alagoas. A queda de arrecadação que se viu em julho poderá se repetir em outros meses e até crescer se outras indústrias diminuírem o ritmo de produção. Mas essa é outra história.

Em poucos dias à frente da Seagri, Bulhões começa a regularizar programa do leite
   15 de julho de 2019   │     18:07  │  0

A Secretaria de Agricultura do Estado retomou os pagamentos para os agricultores familiares que abastecem o programa do leite em Alagoas. Na sexta-feira, 12, foram liberadas duas quinzenas – uma de janeiro e outra de maio. A informação circulou em alguns sites locais.

Sílvio responde interinamente pela Seagri desde 1o de julho. Em poucos dias conseguiu destravar os pagamentos para o programa do leite e outras ações na Pasta.

Os pagamentos foram feitos após reunião, na semana passada, entre o secretário interino da Agricultura com o Secretário Nacional de Inclusão Social Produtiva Rural do Ministério da Cidadania, José Roberto Cavalcante.

Por telefone, Bulhões confirma os pagamentos e adianta que o esforço é atualizar as outras parcelas que estão em atraso.

“Contamos além do apoio do governador Renan Filho e do Ministério da Cidadania, além do esforço do deputado federal Isnaldo Bulhões. Ele tem exercido um papel importante na liberação deste e de outros recursos para a área da Agricultura do Estado”, aponta Sílvio.

Segundo levantamento da Seagri, ainda faltam outras cinco quinzenas para atualizar os pagamentos aos agricultores familiares que abastecem o programa do leite em Alagoas.

“Conseguimos assegurar, com a ajuda do deputado Isnaldo, a liberação de mais R$ 2,5 milhões do Ministério da Cidadania para o Programa do Leite. Esse valor é relativo ao que já foi executado até junho deste ano. Também conseguimos assegurar os recursos para a execução do programa entre julho de 2019 e junho de 2020”, aponta Sílvio.

Sílvio Bulhões participa de reunião com o secretário Nacional de Inclusão Social Produtiva Rural do Ministério da Cidadania, José Roberto Carlos Cavalcante e assegura recursos para o programa do leite em Alagoas

Reconhecimento

Em Alagoas o programa do leite é executado pela Seagri com a participação de cinco cooperativas.

São mais de 52 mil litros do produto adquiridos por dia, pelas cooperativas CPLA, Pindorama, Cafisa, Coopal e AAGRA.

O programa do Leite funciona por meio de convênio desde 2013, com recursos do governo federal e uma contrapartida do governo estadual.

Os pequenos produtores de leite alagoanos destacaram, além da garantia na continuidade do programa até 2020, os recursos para manutenção do programa que foram liberado na sexta-feira (12).

“Nós temos parceiros ao nosso lado, olhando para a agricultura familiar. Em pouco tempo, o secretário Silvio conseguiu dois feitos para a manutenção do programa. E, claro, que temos que agradecer ao deputado Isnaldo Bulhões que tem andando junto com o cooperativismo em Alagoas e sabe da importância da agricultura para o estado”, afirma o presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos.

“Nossos produtores estão cada vez mais confiantes. E temos que agradecer ao governador Renan Filho, ao deputado Federal Isnaldo Bulhões e o secretário Silvio Bulhões, que tanto têm feito para manter o pagamento em dia”, afirma o presidente da CPLA, Aldemar Monteiro.

Sem recursos, maior obra de Alagoas deve parar nos próximos dias
   12 de julho de 2019   │     23:13  │  3

Um sonho antigo, tirado do papel pelo ex-governador Geraldo Bulhões, no início dos anos 1990, o Canal do Sertão Alagoano já recebeu mais de R$ 1,8 bilhão de recursos federais através do Ministério da Integração Nacional.

A liberação de recursos começou em 2010. Os maiores volumes financeiros foram transferidos entre 2013 e 2016. Os menores volumes foram registrados entre 2018 e 2019 (veja quadro abaixo).

Atualmente a obra está sendo executada no Trecho 4 ( KM 92,93 ao KM 123,40). Em ritmo lento, por falta de recursos, a construção que é tocada através de convênio pela Secretaria de Infraestrutura do Estado pode parar completamente nas próximas semanas.

Os repasses para a obra diminuíram drasticamente desde o ano passado. Há um ano, segundo as empresas responsáveis pela construção, eram necessários R$ 226 milhões para a conclusão do trecho IV, que já estariam assegurados no Orçamento da União.

Do total, R$ 61 milhões foram aplicados ainda em 2018. Para 2019, a previsão é de um orçamento de R$ 64 milhões. Ficariam faltando, somente para a conclusão do Trecho 4 outros R$ 100 milhões, que podem ser incluídos ou não no Orçamento da União de 2020.

Este ano, segundo dados do Portal da Transparência do Governo Federal, foram liberados até o momento cerca de R$ 30 milhões.

As empresas que tocam o trecho IV devem anunciar a demissão de centenas de trabalhadores nos próximos dias. Somente a Odebrecht deve demitir cerca de 400 colaboradores.

No pico do projeto, obra do Trecho 4 chegou a contratar 850 trabalhadores.

O que falta

Segundo o portal da Transparência da União foram liberados este ano $ 30 milhões. Os recursos repassados ao governo do Estado pelo Ministério do Desenvolvimento Nacional correspondem a menos de 50% do total previsto para este ano (R$ 64 milhões).

O governador Renan Filho vai precisar mobilizar a bancada federal e bater na porta de Jair Bolsonaro para evitar que a obra pare de vez.

Sem novos recursos, as empresas que tocam a obra já avisaram ao governo de Alagoas que não terão como continuar a construção do canal e podem começar as demissões ainda este mês.

Indefinido

O Canal do Sertão já opera com água desde 2012, no governo de Teotonio Vilela Filho. Apesar disso, ainda não foi definido nenhum sistema de cobrança pela água e as outorgas estão “emperradas”, segundo reclamações de produtores rurais.

Dos mais de 700 pedidos de outorga que existem na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado, apenas 36 foram atendidos até agora, de acordo com informações oficiais.

Falta também ser definido um plano de exploração da área para a produção de alimentos. Até o momento, o principal uso (oficial) do canal é para o abastecimento de adutoras que atendem algumas cidades do sertão alagoano.

Recursos para a construção do Canal do Sertão Alagoano foram reduzidos nos últimos dois anos

Série histórica de liberação de recursos federais para o Canal do Sertão Alagoano – Fonte: Painel do Orçamento Federal