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Ifood e Uber reduzem taxas restaurantes após apelo de Alagoas
   25 de março de 2021   │     22:36  │  0

A sugestão veio dos secretários de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito e da Fazenda, George Santoro. Em carta aberta (publicada aqui) pediram que os aplicativos também deem sua “cota de sacrifício” para ajudar setores que estão em dificuldades por conta de restrições adotadas no enfrentamento da pandemia.

Depois que o governo lançou um pacote de R$ 100 milhões para ajudar os setores mais afetados em Alagoas – bares, restaurantes e turismo – os secretários sugeriram que os aplicativos reduzissem temporariamente as taxas cobradas das empresas ou prestadores de serviços.

A ideia é ajudar essas empresas que enfrentam perdas com as restrições do plano de distanciamento social controlado.

Motivados ou não pelo apelo alagoano, representantes de Ifood, Rappi e Uber entre outros confirmaram em reunião com os dois secretários que estas empresas reduziram as taxas cobras de seus clientes. Um dos aplicativos reduziu taxas de 27% para 18%.

A reunião foi realizada nessa quarta-feira (24) e como manda a pandemia, de forma remota.

Existe ainda possibilidade de novos benefícios, ainda que temporários, para setores como bares e restaurantes. Toda a ajuda é bem-vinda, ainda mais agora, que o segmento depende principalmente do delivery.

Secretários Rafael Brito e George Santoro participam de reunião com representantes de aplicativos

A reunião

Veja mais detalhes da reunião em texto da assessoria da Sedetur-AL

Sefaz e Sedetur se reúnem com empresas de aplicativos para discutir medidas de auxílio ao setor de bares e restaurantes

As Secretarias de Estado da Fazenda (Sefaz) e do Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas (Sedetur) se reuniram, nesta quarta-feira (24), com representantes das empresas de aplicativos que atendem o setor de bares e restaurantes de Alagoas. Com base na Carta Conjunta Nº 001/2021 enviada pelos órgãos semana passada, o encontro teve como objetivo discutir medidas de redução de taxas das plataformas e formas de auxiliar o segmento durante o período pandêmico.

A reunião contou com a presença do secretário da Fazenda, George Santoro, do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, do presidente da Abrasel-AL, Thiago Falcão, e dos representantes das empresas e associação dos aplicativos com prestação de serviços em delivery, encomendas e locomoção de passageiros, como Ifood, 99 e Uber.

O secretário da Fazenda, George Santoro, destacou o esforço do Governo do Estado com o auxílio econômico para ajudar o segmento de bares e restaurantes – setor que cresceu muito durante a pandemia, por meio do delivery. Na oportunidade, reforçou a importância de auxiliar o segmento para manter seu funcionamento e contribuir para a economia do Estado. Após a reunião, as empresas ficaram de analisar os pleitos apresentados pelo segmento e Estado.

“A reunião foi muito produtiva, as empresas já estão estudando medidas de auxílio e já temos uma das associadas que já disponibilizou uma redução de tarifas considerável e outra que também já está fechando esse pacote. Acreditamos que todas as demais virão em seguida, seguindo o exemplo. Esperamos que esse esforço coordenado proporcione melhorias e torne menos dura a vida desse segmento muito afetado pela pandemia“, ressaltou Santoro.

O presidente da Abrasel-AL, Thiago Falcão, que apresentou os problemas que mais afligiam o setor de bares e restaurantes, destacou a importância do encontro na viabilização de uma maior proximidade entre os aplicativos e o segmento. “Foi um momento importante para ajudar o setor que vem sofrendo perdas sem tamanho, vimos que dois aplicativos já tinham feito um movimento positivo nesse sentido, de baixar taxas e ajudar os empresários. A reunião serviu para pedirmos a prorrogação dos benefícios e também pontuar pautas importantes para os empresários”, enfatizou Falcão.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, destacou a importância desse ambiente de diálogo aberto, conjunto e próximo a todo segmento produtivo, empreendendo esforços conjuntos.

“O fórum de discussão foi um passo decisivo para que nesse momento saiam grandes soluções, principalmente, para os empreendedores e trabalhadores que estão sendo mais economicamente afetados pela crise da COVID-19 no mundo, a exemplo dos profissionais cadastrados nos aplicativos de delivery e viagens, que atualmente usam essas plataformas como único meio de sustento e renda para suas famílias”, ressaltou Brito.

Uber, Ifood e apps que faturam alto na pandemia deveriam reduzir taxas, diz secretários
   18 de março de 2021   │     20:18  │  0

A restrição de horários ou suspensão de atendimento presencial de setores como bares e restaurantes tem ajudado alguns aplicativos a aumentar – e muito ­- seus ganhos durante a pandemia.

Empresas como Uber Eats, Ifood, Rappi, Uber, 99app, Easy Táxi, dentre outras, também deveriam dar sua contribuição, reduzindo taxas cobradas dos prestadores de serviços.

Em alguns casos, a retenção dos valores pagos pelo consumidor final desses aplicativos passa dos 20%.

A sugestão foi apresentada em carta conjunta pelos secretários do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, e da Fazenda de Alagoas, George Santoro.

“O que não se pode acudir é que, os setores supramencionados (aplicativos), que se encontram em processo inverso, observando suas demandas de serviços crescerem significativamente enquanto os demais passam por crises econômicas e instabilidades, tendam por permanecer com suas taxas ou ainda, aumentá-las, caracterizando um impasse que, no momento, não é aceitável”, dizem os secretários em carta conjunta.

Veja a carta:

CARTA CONJUNTA SEDETUR/SEFAZ Nº 001/2021

Os Secretários de Estado de Alagoas abaixo subscritos, no uso de suas atribuições e prerrogativas legais, considerando a Declaração de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional, bem como a Declaração de Pandemia pela Organização Mundial de Saúde – OMS, em decorrência da infecção humana pelo COVID-19 e, Decretos Governamentais que instituíram Plano de Distanciamento Social Controlado no âmbito do Estado de Alagoas, além de disposição sobre a matriz de risco dos municípios, no interesse da estabilização dos dados epidemiológicos, expediram em 16 de março de 2021 Carta Conjunta direcionada às empresas de aplicativos com prestação de serviços em delivery, transporte, locomoção e demais com mesmo objeto de função, objetivando a redução de taxas cobradas, situando tais setores na atual conjectura do Estado e necessidade de maior responsabilidade Social.

Não obstante todas as medidas tomadas até o momento visando minimizar o máximo possível as consequências deste período, situação que acarreta um impacto direto na economia, levando em consideração que diversos setores são obrigados a fechar suas portas ou suportarem regulação de horários e, considerando a missão precípua de ambas as Secretarias atuarem de maneira integrada à estrutura governamental, com supedâneo nos princípios basilares da administração pública, faz-se necessário a realização de intenso conjunto de esforços de toda a população e classes comerciais e produtivas para que com isto, busquemos proteger o cidadão, trabalhador, e em paralelo, preparar o estado para um novo normal, com retomada gradativa de suas atividades, econômicas e diárias.

Neste sentido, visualizamos com as medidas protetivas um aumento exponencial de compras e pedidos realizados por aplicativos de delivery, facilmente constatado nos municípios que adentram na fase laranja e principalmente quando são enquadrados na fase vermelha, tanto pelo fechamento dos estabelecimentos comerciais não essenciais, bem como pela redução do fluxo de turistas e população local nas ruas, em razão inclusive da delimitação da liberdade de ir e vir, em função de um bem maior, qual seja, a saúde pública.

Fato é que o setor de atividades de prestação de serviços mediante aplicativos online de delivery, transporte, locomoção e demais com mesmo objeto de função se apresentou como uma das principais alternativas para os consumidores e comerciantes de Alagoas, considerando que no período de quarentena a crise fez com que, além do período de isolamento, muitos estabelecimentos fechassem suas portas por não conseguirem manter os custos de portas fechadas.

Válido mencionar que os setores econômicos, exemplificados no estado de Alagoas pelos aplicativos Uber Eats, Ifood, Rappi, Uber, 99app, Easy Táxi, dentre outros, possuem grande importância na configuração atual, sendo demandados por milhares de pessoas em todo o estado, seja pelo medo de contaminação ou pelas recomendações de fechamento de estabelecimentos físicos ou restrições de horários.

O que não se pode acudir é que, os setores supramencionados, que se encontram em processo inverso, observando suas demandas de serviços crescerem significativamente enquanto os demais passam por crises econômicas e instabilidades, tendam por permanecer com suas taxas ou ainda, aumentá-las, caracterizando um impasse que, no momento, não é aceitável.

Não resta outra alternativa à população senão solicitar, mediante seus representantes, aqui inclusive subscritos, medidas para que os serviços supramencionados se tornem mais acessíveis, sendo necessário, portanto, a redução de suas taxas, proporcionando assim maior ganho para o trabalhador que atualmente utilize a plataforma como meio de trabalho e sustento.

É imprescindível que todos os setores, públicos e privados caminhem de mãos dadas, com responsabilidade social, para que possamos sobreviver ao período e com isto construir um novo futuro.

Estamos num momento de grandes expectativas e incertezas, nas quais a colaboração de todos é necessária.

GEORGE ANDRÉ PALERMO SANTORO RAFAEL DE GÓES BRITO

“Bom senso” evitou medidas mais duras para a economia de AL, diz secretário
   16 de março de 2021   │     21:32  │  2

As medidas poderiam ter sido mais dura para o setor produtivo de Alagoas. Os casos confirmados do novo coronavírus avançam mais rapidamente agora. O risco da rede de saúde – privada e pública – colapsar é real.

No atual cenário da pandemia no Estado, a recomendação de especialistas da área médica seria o lockdown – e já a partir de hoje. Literalmente.

O governo optou por regredir para a fase vermelha, permitindo comércio aberto e aulas híbridas. O novo decreto começa a vigorar a partir da próxima sexta-feira.

O ajuste, novidade no plano de distanciamento social controlado de Alagoas, foi apontado como um “equilíbrio” entre a necessidade de salvar vidas, sem “matar” a economia pelo secretário Rafael Brito, de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

“Na guerra entre saúde e economia, venceu o bom senso”, aponta resume o secretário, que defendeu internamente um modelo que permitisse o funcionamento da maioria dos setores econômicos, mesmo com a adoção da fase vermelha.

“Medidas duras, mas extremamente necessárias. O mundo todo que prezou pela vida foi por esse caminho. Ninguém gostaria de estar aqui dando esse tipo de notícia ou fazendo esse tipo de declaração. Buscamos equilíbrio ao máximo em manter segmentos econômicos ainda funcionando. Precisamos de vacinação em massa para sair dessa crise, a sociedade deve cobrar a quem de direito a vacina o mais rápido possível. Só assim sairemos dessa loucura que tem afetado toda a humanidade”, reforça Brito.

Novo ritmo

Em relação a decretos anteriores, a maior surpresa foi o “tempo” que o governo deu para todos os setores atingido pelas medidas restritivas se adaptarem as mudanças. Continua como está até sexta-feira. As empresas terão até lá para organizar seu funcionamento pelos próximos 15 dias, pelo menos.

O cenário de endurecimento do plano de distanciamento social controlado em Alagoas deve ser mantido até 15 de abril. Tudo aponta para um quadro difícil na saúde, com possibilidade de colapso nas redes pública e privada se a velocidade de contágio continuar como está hoje.

Saiba mais: Governo decreta toque de recolher e coloca AL de volta à Fase Vermelha do plano de distanciamento social

 

Próximo pacote do governo de AL será para o agro
   15 de março de 2021   │     12:49  │  0

Na sexta, 12, o governo de Alagoas lançou um pacote de ajuda emergencial. São cerca de R$ 100 milhões para compensar eventuais perdas do setor de comércio e serviços com restrições de circulação adotadas no enfrentamento da pandemia.

O pacote atende especialmente os segmentos de bares, restaurantes, eventos e turismo (veja aqui).

As ações de incentivo a economia não devem ficar por aí. O governo também vai lançar um “pacote” para o setor rural.

O anúncio das medidas estava previsto para a última semana. Foi adiado com a entrada de Alagoas nas fases vermelha (agreste e sertão) e laranja (demais regiões) do plano de distanciamento social controlado.

O pacote da Secretaria de Agricultura do Estado deve sair ainda esta ou na próxima semana, se o Estado se mantiver no atual status de combate a pandemia

A principal novidade deve ser o retorno do programa de sementes, redesenhado pelo secretário de Agricultura, João Lessa Neto.

Agora com pegada digital, a proposta é que a distribuição de sementes (suspensa em 2019) será feita a partir de cadastro de agricultores familiares no aplicativo Agro Mais Perto.

“Com o uso da tecnologia podemos fazer a entrega da semente de acordo com a demanda real de cada produtor. Além disso, é possível monitorar como cada um vai usar as sementes, mostrando de forma efetiva os resultados do programa”, aponta Lessa Neto.

Outra novidade da proposta é a regionalização. Para o baixo São Francisco, a prioridade será arroz. Sertão e agreste, milho e feijão. Em outras regiões, a Seagri deve apostar em outras culturas, de acordo com a vocação dos produtores e as condições de clima e solo.

Outro programa no prelo é o PAA Educação, que vai garantir a compra de alimentos produzido por agricultores familiares, para escolas da rede estadual de ensino. Os recursos são do Fundo Estadual de Combate a Pobreza (Fecoep) e serão complementares ao PNAE.

O governador Renan Filho deve  autorizar a execução dos programas e a expectativa é que a Seagri inicie o cadastro dos produtores ainda este mês, a tempo de fazer seleção do pessoal e distribuir as sementes antes da janela de plantio de inverno no Estado – entre abril e maio. A conferir.

Com R$ 482 mi, ICMS de AL fecha fevereiro em forte alta
   5 de março de 2021   │     21:08  │  1

A Secretaria da Fazenda de Alagoas começou 2020 com forte alta na receita tributária do Estado. Em janeiro o ICMS chegou a R$ 482,1 milhões e alta de 17,39%. A expectativa da Sefaz, de que a a arrecadação siga neste ritmo, sempre acima da inflação pelos próximos meses, vltou a se confirmar em fevereiro.

No mês passado o ICMS superou, mais uma vez, a inflação, com crescimento de 16,27%. Em fevereiro foram arrecadados R$ 427,7 milhões ou R$ 59,8 milhões do que o volume arrecadado em igual período do ano passado (R$ 367,9 milhões).

No acumulado de 2021, a receita de ICMS chega a R$ 909,9 milhões, em alta de 16,86% na comparação com o arrecadado nos dois primeiros meses de 2020 (R$ 778,5 milhões).

A diferença de fevereiro em relação a meses anteriores é que não houve nenhum setor em destaque na arrecadação, de acordo com avaliação do secretário da Fazenda, George Santoro: “todos segmentos foram bem nenhum destaque esse mês”.

Pode melhorar?

Pode, principalmente se o governo federal liberar novamente o auxílio emergencial. O forte crescimento da arrecadação em Alagoas reflete o aumento da circulação de renda entre as famílias mais pobres. Tanto que os setores com melhor desempenho no ICMS, desde meados do ano passado, tem sido varejo e atacado – pela ordem.