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Em apenas três safras, usina de AL bate marca de 1 mi de toneladas de cana
   19 de fevereiro de 2022   │     15:22  │  0

Colaboradores da Impacto Impacto Bioenergia Alagoas pararam- literalmente – para comemorar uma marcada histórica.

Nessa sexta-feira (18), a usina, localizada no município de Teotônio Vilela, bateu a marca histórica de um milhão de toneladas de cana processadas.

O “caminhão do milhão” foi recebido com “apitaço” da indústria, buzinaço e muitos aplausos. Eles tem, de fato, muito o que comemorar. A empresa está apenas na terceira moagem na planta industrial que foi arrendada da Usina Seresta.

Na primeira moagem, no clico 2019/2020, foram processadas 632 mil toneladas. Na safra 2020/2021, a moagem atingiu 987 mil toneladas de cana. No ciclo atual se espera atingir, até meados de março um processamento de 1,15 milhão de toneladas.

“Foi uma conquista do nosso time, a partir de um planejamento correto, com foco na credibilidade e na sustentabilidade”, aponta Manoel Carnaúba, Conselheiro da Impacto.

A indústria foi arrendada à Seresta no momento em que a empresa enfrentava dificuldades, tendo entrado inclusive em recuperação judicial. As dificuldades iniciais com fornecedores foram superadas a partir da implementação de pagamentos em dia ou antecipados aos produtores de cana.

A indústria inovou a ter praticamente 100% de suas canas produzidas por fornecedores independentes.

“Trabalhamos a partir de parceria com os fornecedores da região. Atualmente temos cera de 80 produtores, incluindo a Usina Seresta, que fornecem cana para a Impacto. Vamos continuar apostando num novo modelo de fortalecimento do produtor de cana, focando nossos esforços em outras atividades, incluindo desenvolvimento de novos produtos”, afirma Carnaúba.

A empresa também trabalha para alcançar, no curto prazo, o processamento de 1,4 milhão de toneladas, que corresponde a a atual capacidade instalada.

A previsão da indústria, localizada no município de Teotônio Vilela, é moer, até o fim do atual ciclo da cana no Estado, mais de 1,15 milhão toneladas, além de produzir 76 mil toneladas de açúcar, 36.000 metros cúbicos (m³) de etanol e 12.000 m³ de CJM (xarope especial para produção de alimentos).

No ciclo 20/21, a unidade industrial beneficiou 987 mil toneladas de cana e produziu 71.761 toneladas de açúcar, 26.667 m3 de etanol, além de 12.000m³ de CJM. Já no ciclo 19/20, a Impacto processou 632 mil toneladas de cana, 33.200 toneladas de açúcar e 24.593 m³ de etanol.

Localizada em Teotônio Vilela, a empresa, que assumiu os ativos industriais e parte dos ativos agrícolas da usina Seresta, em junho de 2019, é formada por um grupo de investidores alagoanos e paulistas.

Manoel Carnaúba, conselheiro da Impacto Bioenergia

 

Colaboradores da Impacto comemoraram marca história de um milhão de toneladas

Estado vai dar aumento geral para servidor, confirma secretário
   12 de fevereiro de 2022   │     20:54  │  4

O Estado de Alagoas trabalha, hoje, com duas frentes para recompor salários dos servidores públicos.

A primeira é a reestruturação de Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do pessoal de nível elementar e médio e de 25 categorias.

A segunda é a reposição da inflação de 2021 para todos os servidores, o chamado “aumento geral” que vai beneficiar mais de 75 mil servidores, entre ativos, aposentados e pensionistas.

Na avaliação do secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques Santos, que coordena o grupo de estudos, existe hoje segurança jurídica e econômica para a recomposição salarial. “Tudo isso está sendo feito no momento certo e com responsabilidade fiscal, a partir de estudos baseados na capacidade financeira do Estado”, pondera.

A expectativa dentro da equipe econômica do governo, é que o reajuste geral, de recomposição das perdas da inflação, fique no limite do IPCA, que foi de 10,06% no ano passado.

“A decisão final será do governador Renan Filho. Mas acreditamos na reposição das perdas inflacionárias do ano passado”, aponta Fabrício Marques.

A expectativa é que o governo envie para a Assembleia Legislativa projetos de lei pedindo, primeiro autorização para reestruturação do PCCS, para em seguida propor o reajuste geral anual. Na prática, isso permitira que algumas categorias tivessem, além do aumento de vencimentos de suas carreiras, dentro do Plano de Cargos, direito ao reajuste.

A expectativa é que o governo encaminhe, até a próxima semana, os projetos de lei para a Assembleia Legislativa.

Volto, em breve, com mais detalhes sobre o PCCS.

Arrecadação de Alagoas fica abaixo da inflação e pode afetar caixa de municípios
   11 de fevereiro de 2022   │     14:17  │  0

Não é ainda o caso de acender a “luz amarela”, mas as expectativas de um ano duro na economia pode afetar diretamente a receita tributária de Alagoas e, por tabela, o caixa dos 102 municípios alagoanos.

Após uma sequência de dez meses consecutivos com forte alta na receita de ICMS, a arrecadação de teve queda real (crescimento abaixo da inflação), em novembro e dezembro de 2021, com variação de 7,6% e 4,6% respectivamente.

Em janeiro deste ano, Alagoas emendou o terceiro desempenho negativo consecutivo no ICMS. NO mês passado, a receita com o principal imposto de Alagoas chegou a R$ 522,39 em alta de 8,38% na comparação com a arrecadação de igual mês do ano anterior (R$ 481,98 milhões).

Na comparação com a inflação acumulada em 12 meses, que chegou a 10,38% em janeiro, a variação real é de dois pontos percentuais negativos.

Apesar do resultado, o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, avalia que a arrecadação de janeiro superou as expectativas. Ele trabalha com cenários mais pessimistas para este ano, em função da alta de juros e provável retração econômica no país.

“A arrecadação foi bastante boa tendo em vista a queda no consumo que identificamos em dezembro. De qualquer maneira ficou um pouco abaixo da inflação. Como falamos em dezembro, o país inicia uma fase de queda nas vendas e provavelmente teremos um PIB negativo ou próximo de 0 em 22”, pondera Santoro.

O Estado fechou 2021, apesar da desaceleração nos últimos dois meses com forte alta na arrecadação de ICMS. No ano passado, a receita foi de R$ 5,397 bilhões com variação de 23,66% na comparação com os R$ 4,364 bilhões arrecadados no ano anterior.

“Os ganhos de arrecadação de 21 não se replicarão em 22, pois o ganho inflacionário de 21 está se convertendo em menor renda disponível da população e consequentemente menor consumo”, avalia George Santoro.

Municípios

De todo valor que arrecada de ICMS, o Estado repassa obrigatoriamente 25% para os municípios. O valor é dividido de acordo com regras específicas. Algumas cidades, a exemplo de Maceió, Pilar, Arapiraca, Marechal Deodoro, Rio Largo, Coruripe,  Penedo, Jequiá da Praia, Maragogi, União dos Palmares e São Miguel dos Campos  tem participação maior no bolo tributário. A queda no ICMS pode, portanto, afetar principalmente o caixa de cidades que recebem maior volume de repasse do imposto.

Inflação

A inflação caiu para 0,54% em janeiro. No mês anterior, tinha ficado em 0,73%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apresentou alta de 10,38%, patamar superior aos 10,06% registrados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2021, a variação mensal ficou em 0,25%.

Vale a pena ler de novo

Texto publicado no blog em janeiro traz avaliação do secretário da Fazenda sobre o impacto da inflação na arrecadação. “E isso vai repercutir na arrecadação. Hoje a perspectiva de crescimento do PIB é de no máximo 1% para 2022, enquanto em 21 cresceu acima de 5%. A gente perspectiva é bastante dura para a economia, de forma geral”, afirma o secretário.

Veja aqui o texto na íntegra: AL fecha 2021 com R$ 5,4 bi de ICMS; para 2022 crescimento deve ser menor

Seagri quer fazer “maior distribuição de sementes da história” este ano
   8 de fevereiro de 2022   │     19:31  │  0

O programa de sementrs, que ganhou força no governo de Téo Vilela (2006/2014) passou por mudanças e foi sendo reduzido na atual gestão, até ser paralisado em 2019, quando o secretário de Agricultura era Ronaldo Lessa. Esse inclusive teria sido um dos motivos para o rompimento do ex-governador e atual vice-prefeito de Maceió com o governador Renan Filho.

Em 2021, após a nomeação de Maykon Beltrão, a Secretaria de Agricultura do Estado conseguiu retomar a distribuição de sementes para pequenos produtores, após dois anos de suspensão do programa. No ano passado, foram distribuídas cerca de mil toneladas a um custo de aproximadamente R$ 13 milhões.

Para esse ano, o secretário Maykon Beltrão já assegurou, junto ao governo, os recursos para o programa. Se tudo sair como esperado, serão distribuídas até 1,5 mil toneladas de sementes com um investimento de R$ 20 milhões, que se confirmado será a “maior distribuição de sementes da história” de Alagoas, com crescimento de mais de 50% em relação ao ano anterior.

Os recursos, avisa Maykon, estão assegurados. “No ano passado, o programa foi retomado faltando pouco tempo para início do plantio. Por conta disso, foram utilizados R$ 13 milhões de um total de R$ 15 milhões que foram disponibilizados pelo governador Renan Filho. Para este ano, temos disponibilizados R$ 20 milhões. Dependendo da demanda, poderemos usar todo o recurso, atendendo mais de 70 mil famílias”, aponta Maykon,

A demanda, adianta o secretário, dependerá da iniciativa dos agricultores, seja de forma individual ou coletiva, através de associações e cooperativas. “A Seagri já publicou o edital e a inscrições estão abertas até o próximo dia 17. Os produtores deve acessar a página .da secretaria (http://www.agricultura.al.gov.br/planta-alagoas) ou procurar sua cooperativa ou associação”, aponta Maykon.

Maykon Beltrão anuncia ampliação do Planta Alagoas este ano

Versão oficial

Veja texto da assessorias

PLANTA ALAGOAS 2022: SEAGRI-AL ABRE INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA

Neste ano, serão distribuídas 1,500 toneladas de sementes que deve beneficiar 70 mil alagoanos

O Governo do Estado de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri/AL), abriu inscrições para o Planta Alagoas 2022.

A primeira edição foi lançada, oficialmente, em abril de 2021, e beneficiou cerca de 50 mil famílias que realizaram o cadastro para receber sementes de feijão, milho, sorgo e arroz distribuídas pelos oito Centros de Distribuição (CDs) nas regiões do estado.

Para 2022, o Governo do Estado aporta R$ 20 milhões com o objetivo de atender 70 mil famílias em todo estado. Através dos recursos aprovados do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (Fecoep), serão distribuídas 1.500 toneladas de sementes para os 102 municípios alagoanos.

É importante ressaltar que, neste ano de 2022, o Planta Alagoas também vai distribuir sementes crioulas, atendendo uma demanda das comunidades, dos Movimentos e das Cooperativas que pediram ao Estado a inclusão dos grãos para os agricultores alagoanos.

Vale lembrar, todavia, que o prazo para quem for se inscrever encerra no dia 17/02/2022, às 23h:59, e a Portaria que regulamenta essas inscrições e os documentos necessários para o cadastro estão no link: http://www.agricultura.al.gov.br/planta-alagoas.

Decreto da venda direta pode reduzir preço do etanol em AL
   26 de janeiro de 2022   │     22:54  │  0

A venda direta de etanol, da destilaria para o posto de combustível, foi autorizada pelo governo federal a partir de agosto de 2021, com publicação de MP, aprovada no Congresso Nacional em dezembro passado.

Em Alagoas, a venda direta, efetivamente começa a valer somente a partir desta quarta-feira (26/01) com a publicação do decreto Nº 77.140, de 25 de janeiro de 2022.
Na prática, o decreto define que as usinas passarão a atuar no sistema de Substituição Tributária, recolhendo antecipadamente o ICMS incidente sobre a comercialização do etanol nos postos.

Ao eliminar a participação de distribuidores, a expectativa é que venda direta poderá reduzir o preço final do combustível para o consumidor. Mas a queda de preço só poderá ser sentida na medida em que as usinas passaram a atuar diretamente no mercado. Algumas indústrias podem até abrir postos para vender diretamente o etanol ao consumidor. A redução pode chegar até 10%, dependendo do mercado.

O governo também publicou o decreto Nº 77.141, que autoriza a importação de etanol por produtores com incentivos, desde que o produto seja usado para mistura com a gasolina a ser comercializada em território alagoano.

De acordo com o governo, “os dois decretos que aperfeiçoam a legislação tributária do setor sucroenergético alagoano, tornando-o mais competitivo, e que podem ajudar a baratear o etanol nas bombas dos postos de combustíveis”.

Versão oficial

Durante cerimônia foi realizada no Salão de Despachos do Palácio República dos Palmares e contou com a presença de 16 representantes do segmento industrial, além dos secretários de Estado da Fazenda, George Santoro, e do Gabinete Civil, Fábio Farias, o governador Renan Filho explicou que os decretos trarão benefícios ao setor agroindustrial..

“O primeiro decreto vai permitir a venda direta do etanol da usina ao posto de combustível. Isso vai facilitar para a indústria porque possibilitará que o combustível chegue mais barato na bomba. O segundo decreto melhora as condições de importação, garantindo que o produtor local não perca competividade. Isso permite que ele, na entressafra, importe e faça a revenda no próprio estado com uma tributação menor”, declarou Renan Filho.

“Nos dois decretos de hoje, a gente está incentivando o produtor a vender direto no posto de combustível para baratear o preço do álcool na bomba, mas, para isso, ele terá também de fazer um esforço de logística, investimentos para poder conseguir atender os postos”, observou o secretário da Fazenda, George Santoro.

Para o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira, o decreto assinado pelo govenador era o mecanismo que faltava para disciplinar a venda direta do etanol aos postos revendedores de combustíveis no estado.

“É uma disciplina importante e, com isso, a venda direta, que estava ainda meio travada no Estado de Alagoas, agora se deslancha”, avaliou Pedro Robério. Ainda de acordo com ele, o segundo decreto impede que a produção local seja afetada pela importação do etanol vindo dos Estados Unidos.

O Nordeste do Brasil é dependente de importação de etanol dos Estados Unidos em algum momento da safra, ou da entressafra. E esse etanol chega em escala muito grande, entrando pelo estado do Maranhão, e desorganiza muito a produção doméstica. O governador assinou um decreto agora estabelecendo que o etanol importado pelo Porto de Maceió tem que ser misturado à gasolina aqui em Alagoas e só pode ser importado por produtores de Alagoas. Com isso, você mantém a necessidade da importação e não desorganiza a produção doméstica do Estado”, acrescentou.

Saiba mais: Governador assina decretos que aperfeiçoam legislação tributária e buscam baratear preço do etanol em AL

Veja aqui os decretos, na íntegra