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“Apagão” aéreo chega ao fim e AL retoma voos internacionais e regionais
   29 de agosto de 2020   │     14:40  │  0

Até março deste ano, no começo da pandemia nas terras caetés, o Aeroporto de Maceió recebia em média 28 voos diários, além de uma programação que incluía a ampliação linhas nacionais, regionais e até internacionais na temporada de turismo de meio de ano.

A chegada do novo coronavírus impactou imediatamente a malha aérea, que teve o número de voos reduzido em mais de 90%. O setor enfrentou um verdadeiro apagão.

Com a pandemia perdendo força, as empresas aéreas estão retomando gradativamente as operações para Alagoas. Um pouco mais tarde do que desejava o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas.

Rafael Brito chegou a apostar numa retomada há em julho. Com a prorrogação da quarentena, os voos seguiram retraídos, mas começaram a voltar durante este mês. Quem olha o painel da operadora Aena, que administra o aeroporto de Maceió, já consegue ver hoje 5 voos diários, com rotas para São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Recife.

A partir desta segunda-feira (31), mais uma linha será retomada. Rafael Brito antecipou em comunicado a imprensa a retomada do voo direto entre Salvador e Maceió. E já a partir de outubro, o Estado passará a contar com a tão aguardada linha internacional, uma rota ligando Maceió e Lisboa, em Portugal, que deve incrementar a vinda de europeus para o “caribe brasileiro”.

A retomada da atividade turística em Alagoas caminha em paralelo à expansão da malha aérea estadual que ganha mais reforços a partir desta segunda-feira (31), com o retorno dos voos da Gol Linhas Aéreas entre Maceió e Salvador. A operação contará com três voos por semana, incluindo um voo diário a partir do dia 17 de setembro.

De acordo com Rafael Brito, inicialmente, os voos acontecem às segundas, quartas e sextas para Salvador. A partir do dia 17 de setembro, um voo diário com destino à capital baiana volta a compor a malha aérea do Estado.

Os voos para Salvador serão operados pela Gol. Além da Bahia, a empresa opera a partir de Maceió para Brasília (DF), quatro vezes por semana, e diariamente para Guarulhos (SP) e Rio de Janeiro (RJ), Aeroporto Internacional do Galeão. A Gol é uma das empresas beneficiadas com incentivos, através da redução do ICMS sobre o Querosene de Aviação (QAV), medida que promove a expansão da malha aérea do Estado de forma competitiva com outros destinos turísticos desde o ano passado.

Portugal

Os voos regulares semanais que irão ligar Maceió a Lisboa, em Portugal, foram confirmados pela companhia aérea TAP em comunicado à imprensa brasileira. Com início previsto para 02 de outubro, serão dois voos ligando as duas capitais inicialmente às sextas-feiras e domingos, em aeronaves modelo A321, com capacidade para até 168 passageiros.

Com partida prevista para às 23h10 de Maceió, horário de Brasília, o voo chega a Lisboa às 10 horas da manhã, horário português. Já no trecho de volta, o voo parte da capital portuguesa às 16h50 e chega ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares às 21h50, já no fuso alagoano. Os voos migram para as terças e sábados a partir do dia 27 de outubro.

A ligação direta com a Europa através dos voos da TAP é fruto de negociação a Sedetur e a companhia aérea portuguesa. “Essa conquista inédita é um sonho antigo que conseguimos alcançar e foi apenas adiado devido à pandemia. Com a retomada das atividades no mercado nacional ainda este mês, mesmo que de forma gradual e com muita responsabilidade, iremos expandir nosso mercado para a Europa. O voo direto a Lisboa não abre só as portas para Portugal, mas para todo o velho continente”, afirma Rafael Brito.

TAP fará voos regulares entre Maceió e Lisboa a partir de outubro de 2020

Com expectativa de alta de 6,4%, AL começa safra de cana 20/21 por Pindorama
   21 de agosto de 2020   │     17:20  │  0

A safra de cana-de-açúcar 20/21 começou oficialmente em Alagoas. A primeira unidade a entrar em operação foi a usina da Cooperativa Pindorama, em Coruripe, na terça-feira (18). Outras 14 indústrias devem atuar neste ciclo. Todas elas estão programadas para começar a moagem a partir do próximo mês.

A próxima indústria a entrar em operação é a Santo Antônio, de São Luiz do Quitunde, no dia 1o de setembro. “Até 23 de setembro as 15 unidades industriais em operação em Alagoas estarão em plena moagem”, adianta o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.

Em todo o Estado, a safra 20/21 deve chegar a 18 milhões de toneladas, segundo estimativa do Sindaçúcar-AL. De acordo com levantamento divulgado na semana passada, o crescimento será de 6,4% na comparação com moagem do ciclo anterior, que foi de 16,9 milhões de toneladas.

Mesmo durante o pico da pandemia, as usinas de Alagoas mantiveram normalmente suas atividades na entressafra e deverão fazer o mesmo no período da moagem. “Setor sucroenergético enfrentou esse período mantendo a plena normalidade de suas atividades”, pondera Pedro Robério Nogueira.

“Apesar das restrições em outros setores, não demitimos em hipótese alguma e vamos fazer as contratações de pessoal que é regular nesse período de safra. Essa é uma resposta de um segmento importante para o Estado”, diz o presidente do Sindaçúcar-AL, acrescentando que a estimativa é produzir cerca 18 milhões de toneladas de cana na nova safra, em crescimento de 6,2% na comparação com o ciclo anterior.

Favorável

O presidente da Asplana, Edgar Filho, avalia que Alagoas começa a safra num bom momento do mercado do açúcar e do etanol. “Em São Paulo, a moagem começou em março, no momento em que começava a pandemia, que foi marcado por baixas no preço do etanol e por um aumento de produção de açúcar. Agora, a situação começa a se normalizar, o que pode favorecer o setor em Alagoas”, pondera.

De acordo com Edgar o açúcar no mercado mundial tem se mantido entre 12 e 13 centavos de dólar por libra peso, abaixo dos valores praticados até janeiro deste ano, que estavam em cerca de 16 cents. “Apesar da queda do preço na bolsa, a alta do câmbio favorece o setor em Alagoas. O dólar acima de R$ 5 compensa as perdas na cotação”, aponta.

Apesar do otimismo com o mercado, Edgar Filho, acredita que ainda é cedo para projetar uma safra em Alagoas na casa de 18 milhões de toneladas. “Acredito que a safra ficará acima de 17 milhões, mas só poderemos arriscar um crescimento maior, chegando a 18 milhões com a chegada do verão. Se for chuvoso, poderemos atingir essa marca. Mas se for seco, como no ciclo anterior, poderemos repetir a moagem”, afirma.

Pindorama

Com a expectativa de moer um milhão de toneladas de cana, a Pindorama deu o pontapé inicial na safra da cana 20/21 em Alagoas mantendo a tradição. Diretores, cooperados e colaboradores da empresa, participaram, ontem, da celebração de uma Missa em Ação de Graças.

A missa em Pindorama foi transmitida pelas redes sociais. O público reduzido que compareceu ao evento seguiu as normas do protocolo sanitário de prevenção e combate a covid – 19.  O evento também marcou a entrega de novos investimentos na indústria, que teve sua área de circulação de veículos pavimentada, além de pintura da usina e aquisição de novos equipamentos.

A unidade deve ter crescimento de 15% ante o ciclo anterior e espera esmagar 1 milhão de toneladas de matéria-prima.

O presidente da Cooperativa, Klécio Santos, explica que a decisão de adotar um calendário diferenciado tem o objetivo de absorver um maior volume de cana de fornecedores da região sul. “Também avaliamos que é melhor para o canavial começar a safra mais cedo e terminar a moagem também mais cedo”, aponta.

Usina da Cooperativa Pindorama passou por reparo, ganhou pintura e pavimentação da área de circulação de veículos para a safra 20/21

O estaleiro que naufragou em Alagoas antes mesmo de sair do papel
   19 de agosto de 2020   │     19:46  │  0

Alagoas iria se transformar no maior centro de produção naval do Nordeste. O Estaleiro Eisa, em Coruripe, era um projeto de R$ 2,2 bilhões, com promessa de geração de 10 mil empregos diretos, que alimentou sonho de trabalhadores e muitas disputas políticas.

Antes mesmo de ser viabilizado, em meio a briga eleitoral, o projeto naufragou com o início da operação Lava Jato.

Confesso que não esperava voltar a ouvir falar do ‘megaprojeto’, que tornou-se inviável diante da inexplicável demora na concessão da licença ambiental pelo Ibama e dos imbróglios para liberação do financiamento do Fundo de Marinha Mercante.

Alagoas conseguiu unir por um curto período suas principais lideranças para tirar do papel o projeto, que seria tocado pelos irmãos Efromovich, presos hoje em uma operação da Polícia Federal.

Escrevi tanto sobre isso no passado, que resisti a repercutir o noticiário ‘policial’ do dia. Para quem quiser saber um pouco mais do que poderia ter sido o Eisa Alagoas, se ele tivesse saído do papel, recomendo uma busca no Google ou a leitura de alguns textos aqui no blog.

Vale a pena ler de novo:

Alagoas perde financiamento de R$ 2 bilhões do estaleiro ‘Eisa’

 

Estaleiro: desapropriação só sai após empréstimo de R$ 2,2 bilhões

 

Corrupção na Petrobras pode inviabilizar estaleiro em Alagoas

 

JC diz que “Ibama deu golpe em Alagoas” e convoca sociedade a reagir

Odebrecht e Petrobras querem vender a Braskem, maior indústria de AL
   12 de agosto de 2020   │     18:21  │  1

Maior petroquímica da América Latina e maior empresa privada com operação industrial em Alagoas, a multinacional Braskem está à venda. Em 2019, a transferência do controle acionário da companhia chegou a ser negociado com a holandesa Lyondell Basell. O negócio não se concretizou em razão de “insegurança jurídica”.

A insegurança que afastou o interesse da holandesa vai muito além do desastre provocado pela mineração da Braskem em Maceió, que implicou em previsão de gastos de mais de R$ 5 bilhões pela companhia.

O problema, à época, foi quanto a plano de recuperação judicial da controladora da empresa, a Odebrecht e outras empresas do grupo, a exemplo da Atvos (produtora de etanol).

O plano de recuperação judicial da Odebrecht foi aprovado no final de julho passado. Nele, a empresa se comprometeu a vender a Braskem até o fim de 2021. A participação na Braskem foi dada como garantia pela Odebrecht a vários de seus credores.

O grupo espera levantar R$ 17 bilhões com a venda de sua fatia na companhia. Mas o valor de mercado de toda a companhia está hoje em cerca de R$ 19 bilhões.

Em comunicado, a Odebrecht informa que iniciou as tratativas para se desfazer de todas as suas ações na Braskem, uma das maiores companhias do setor petroquímico da América Latina. Atualmente, a construtora detém de 38% de todo o capital e 50,1% do capital votante da companhia.

Engrossando o caldo

A Petrobras, com participação de 36% da companhia e 47% de do capital votante da Braskem, já sinalizou que pretende vender os papéis na petroquímica. O anúncio foi feito ainda no ano passado. O objetivo da Estatal é se desfazer dos papéis da petroquímica até o final deste ano.

Apesar de ter registrado prejuízos de R$ 4,07 bilhões no primeiro trimestre e R$ 2,47 bilhões no segundo trimestre deste ano, o mercado reagiu positivamente à notícia da venda da Braskem. “Em uma sessão de forte volatilidade para o Ibovespa, quem ganhou destaque foi a ação da Braskem (BRKM5, R$ 25,57, +9,32%), que subiu forte, cerca de 9%, na sessão desta segunda-feira (10),”, diz o Infomoney.

Empresas apresentam ofertas para compra da Petrobras em Alagoas
   29 de julho de 2020   │     23:33  │  1

Em comunicado ao mercado, ontem, a Petrobras informa “o início da fase não-vinculante referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas (Polo Alagoas) localizadas no estado de Alagoas.”

Na prática, a fase não vinculante significa o início do recebimento de ofertas não formais pela aquisição das unidades colocadas à venda.

Em outras palavras, tem grupos interessados na compra dos ativos da empresa no Estado. Após a venda, a Petrobras desativará todas as suas operações em Alagoas.

O processo de venda dos ativos da Petrobras no Estado foi iniciado no dia 17 de junho deste ano. A empresa espera vender não só os poços, mas também suas unidades de processamento, gasoduto e oleodutos existentes no Estado.

A empresa não deu maiores detalhes, mas deixa claro que existem interessados no negócio que deve ser bilionário: “Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não-vinculantes”, diz em comunicado.

A empresa informa, ainda que “essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”.

Prata da casa

Entre os interessados no negócio, está uma empresa criada pela prefeitura de Pilar, que foi habilitada. Mas não dá para saber mais que isso. Todos as empresas assinaram termo de confidencialidade.

O prefeito de Pilar acompanha com interesse o futuro da operação da Petrobras nem Alagoas. Afinal, a empresa é hoje a maior fonte de arrecadação do município, onde está sediada a sua unidade de processamento.

Sobre o Polo

O Polo Petrobras Alagoas compreende sete concessões de produção de petróleo e gás campos e suas instalações de produção. Está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia, e que é responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN.

Veja o comunicado da companhia

Petrobras inicia fase não-vinculante de ativos de E&P em Alagoas

Rio de Janeiro, 29 de julho de 2020 – A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 17/06/20, informa o início da fase não-vinculante referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas (Polo Alagoas) localizadas no estado de Alagoas.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre os ativos em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não-vinculantes.

As principais etapas subsequentes do projeto serão informadas oportunamente ao mercado.

A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018.

Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sobre o Polo Alagoas

O Polo Alagoas compreende sete concessões de produção (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos), todas localizadas no estado de Alagoas. O campo de Paru está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros. Os demais campos são terrestres.

Em 2019, a produção média do polo foi de 2,35 mil bpd de óleo e condensado e de 856 mil m³/d de gás gerando 1.010 bpd de LGN (líquidos de gás natural).

Além dos campos e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de

Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia, e que é responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de LGN.