Category Archives: Economia

Fetag quer ampliar compra da merenda a agricultores familiares em AL
   22 de fevereiro de 2018   │     19:44  │  1

A Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Alagoas (Fetag-AL) liderou nos últimos anos a mobilização e articulações junto ao governo do estado para assegurar a compra de pelo menos 30%, como manda a lei, da merenda da rede estadual de ensino a agricultores familiares.

Alagoas, lembra o ex-presidente e atual diretor financeiro da Fetag-AL, Genivaldo Oliveira, o Genivaldo da Fetag, era um dos poucos estados que ainda não cumpria com o percentual mínimo definido na legislação: “conseguimos, junto co mo governador Renan Filho, com o senador Renan Calheiros e com o secretário da Educação Luciano Barbosa, superar várias dificuldades e o estado vai iniciar, a partir de agora, as compras de produtos de agricultor familiares”, aponta.

Genivaldo explica que inicialmente, a compra começará pela região agreste. “Vamos continuar lutando para sensibilizar o governador e o secretário a ampliar esse processo e garantir no menor espaço de tempo a compra da merenda escolar em toda a rede estadual a agricultores familiares”, aponta.

O potencial de compra, pela legislação, é de no mínimo 30%, o que equivale a pouco mais de R$ 4 milhões. “O governo já sinalizou que deverá fazer compras num percentual maior”, adianta Genivaldo da Fetag.

Quanto é

A Secretaria da Educação de Alagoas anunciou ontem que vai investir recursos do FNDE para a merenda escolar da rede estadual de ensino na compra de produtos da agricultura familiar. Será a primeira vez que o estado fará esse tipo de aquisição, em cumprimento a lei que determina a compra de no mínimo 30% da merenda a agricultores familiares.

O valor que o estado de Alagoas recebe do FNDE para a merenda muda de ano a ano, mas deve ficar entre R$ 12 e R$ 15 milhões. As compras a agricultura familiar, obrigatórias, devem ficar portanto entre R$ 3,6 milhões e R$ 4,5 milhões.

O secretário de Educação e vice-governador Luciano Barbosa anunciou ontem que pretende comprar no mínimo 30%. Com essa decisão, Alagoas, que é um dos poucos estados com 0% da agricultura familiar na merenda, deve superar a maioria dos estado. Em 2015, quem fez a maior compra foi o Paraná, com 41%. A maioria executa abaixo do mínimo. É o caso de Sergipe (4%), Paraíba (9%) e Pernambuco (11%), Piaui (1%), Bahia (13%0 e Rio Grande do Norte (22%).

O termo de adesão as compras da agricultura familiar já foi assinado pelo secretário de Educação. Em princípio, a medida abrangerá mais de 30 escolas da região Agreste ligadas à 5ª Gerência Regional de Educação (Gere). Os recursos serão repassados para a Emater que, em convênio, vai fazer todo o procedimento de aquisição da merenda na distribuição nas escolas.

Versão oficial

Veja texto da Agência Alagoas sobre a compra da merenda a agricultores familiares:

Governo investirá em agricultura familiar para alimentação em escolas

No mínimo 30% dos recursos serão destinados à merenda pelo FNDE por meio do Programa Novo Mais Educação

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e Emater-AL, investirá no mínimo 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em agricultura familiar para a produção da merenda nas escolas da rede estadual, através do Programa Novo Mais Educação (PNME).

O termo de adesão já foi assinado pelo secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, e publicado no início deste ano. Em princípio, a medida abrangerá mais de 30 escolas da região Agreste ligadas à 5ª Gerência Regional de Educação (Gere).

“A quantidade de recursos destinados pelo governo federal para a merenda escolar não dá para cobrir os custos para alimentar as nossas crianças, as quais, muitas vezes, fazem suas únicas refeições na escola. E para fortalecer também a agricultura familiar, o governador, sabendo que Alagoas tem uma veia muito forte na produção agrícola, decidiu aplicar a lei de compra da agricultura familiar para colocar na merenda escolar”, explica o secretário Luciano Barbosa.

“Assim, iremos repassar 100% do recurso para a Emater que, em convênio, vai fazer todo o procedimento de aquisição da merenda na distribuição de nossas escolas. Alagoas já tem ampliado muito as merendas nas escolas, principalmente em Ensino Integral. No tempo integral, que era para trabalhar com 36 centavos por alunos, está sendo aplicado mais de R$ 4, e lá tem cinco refeições diárias”, completa o gestor da Educação em Alagoas.

Leia aqui, na íntegra:

http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/23621-governo-investira-em-agricultura-familiar-para-alimentacao-em-escolas

Em São Paulo, Renan Filho busca ideias para ‘salvar’ setor canavieiro de AL
   21 de fevereiro de 2018   │     18:30  │  2

De olho nos empregos e no peso econômico da cana-de-açúcar em Alagoas, Renan Filho segue na construção de um plano para ‘salvar’ o setor sucroenergético de Alagoas.

Nessa terça-feira, 20, o governador foi recebido em reunião na sede da Unica, em São Paulo, para conhecer os modelos tributários, fiscais e de incentivos que a atividade recebe no Centro-Sul do Brasil.

“Estamos conhecendo a realidade de cada estado produtor, em busca de uma nova política para o setor sucroalcooleiro de Alagoas. Com o fim guerra fiscal, existem novas regras para conceder benefícios. Estamos estudando do melhor caminho. Vi na Unica o que fizeram em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco… Cada Estado um tem modelo diferente. Estamos fazendo algumas contas, percorrendo o país e conhecendo outras visões para avaliar os caminhos que temos em Alagoas junto com os representantes do setor”, aponta Renan Filho.

O governador avisa que está trabalhando com o objetivo econômico e não político: “é um esforço para recuperar uma das mais importantes atividades do nosso estado”, resume.

Se conseguir apresentar um plano que incentive a atividade canaveira em Alagoas, como pretende, Renan Filho fará o que os últimos governadores de Alagoas não conseguiram fazer – incluindo Téo Vilela, que apesar de ser ligado ao setor sucroalcooleiro não conseguiu avançar com um programa de incentivos fiscais ou coisa do gênero.

Encontro na Unica

No encontro na União da Indústria da Cana-de-açúcar, o governador foi recebido pela presidente e diretor técnico da Unica, Elizabeth Farina e Antônio de Pádua, além de técnicos da entidade. Também estiveram presentes Luciano Rodrigues gerente de economia e análise setorial da Unica e o deputado estadual Roberto Massafera ligado ao agronegócio.

Renan Filho foi acompanhado do secretário de Agricultura, Antônio Santiago e do secretário da Fazenda, George Santoro.

Renan Filho promete presidir, já na próxima semana, a instalação da Câmara Setorial da Cana-de-açúcar de Alagoas. O governador também deve realizar um encontro com o presidente da Asplana, Edgar Filho, técnicos e empresários do setor para colher opiniões: “vamos fazer um esforço para fortalecer a atividade, começando pela retomada da produção de cana, que é essencial para a manutenção de toda a cadeia produtiva”, aponta o governador.

O secretário Antônio Santiago considera que a reunião foi excelente: “O objetivo do Governador é trocar ideias sobre o setor sucroenergético, conhecendo as políticas de gestão em outros Estados da Federação e analisando como poderá contribuir para a retomada do crescimento do setor estadual”, aponta.

Uma saída para a crise: governo vai instalar Câmara Setorial da cana em AL
   19 de fevereiro de 2018   │     22:10  │  0

Numa demonstração de que o governo de Alagoas quer, de fato, a mitigação da maior crise já enfrentada pelo principal setor da economia alagoana, o secretário de Agricultura do Estado, participou de reunião com fornecedores de cana-de-açúcar na sede da Associação dos Plantadores de Cana (Asplana).

Antônio Santiago ouviu sugestões dos produtores e anunciou que vai instalar, nos próximos dias, a Câmara Setorial da Cana-de-açúcar, que deverá atuar como um fórum permanente do setor sucroalcooleiro alagoano.

No encontro com diretores e o presidente da Asplana, Edgar Filho, Santiago também anunciou que o governador Renan Filho deve anunciar também nos próximos dias a doação de tratores para pequenos fornecedores de cana. A ação faz parte do esforço para ajudar os produtores a recuperar as áreas perdidas em função.

“No ano passado, as perdas de socaria dos fornecedores chegaram a 50%. A maioria não tem condições de replantar as áreas. Para isso, apresentamos um projeto ao governo propondo a doação de adubo, sementes e máquinas”, aponta Edgar Filho.

A Asplana também defende a volta do crédito presumido, um programa de incentivos para os fornecedores de cana, que funcionou durante alguns anos com bons resultados.

“Há dez anos Alagoas produzia 26 milhões de toneladas de cana. Nesta safra, nossa produção deve ficar entre 13 milhões e 14 milhões de toneladas. As usinas não vão conseguir alcançar essa produção sozinhas. Só vamos conseguir retomar nosso patamar histórico com a participação dos fornecedores de cana e por isso estamos defendendo um programa de renovação dos canaviais com a participação e o incentivo do governo do estado”, aponta.

Santiago explica que a Câmara Setorial vai funcionar como órgão consultivo, tendo o governo como mediador. A Câmara também poderá intermediar diferenças entre os diferentes do setor produtivo e apresentar propostas para fortalecer a atividade canavieira no estado. “Podemos colocar em prática programas de diversificação e outros programas que podem complementar a renda do produtor, que continuará tendo a cana-de-açúcar como principal atividade, mas terá outra produção para recorrer nos momentos de crise”, pondera Santiago.

O secretário adianta que a Câmara será um espaço de debates, “em busca de soluções viáveis que possam beneficiar e desenvolver a cadeia produtiva do setor sucroenergético”.

Versão oficial

Veja texto sobre o encontro distribuído pela assessoria da Asplana

Secretário de Agricultura define instalação da Câmara Setorial da Cana em Alagoas

Uma boa notícia foi dada pelo secretário de Estado da Agricultura, Antonio Santiago, aos fornecedores de cana alagoanos, nesta segunda-feira, 19. Após reunião com o presidente da Asplana, Edgar Filho, foi definida a instalação da Câmara Setorial da Cana-de-açúcar em Alagoas.

De acordo com o secretário, a colegiado funcionará como um fórum entre o poder público e o setor produtivo na busca de soluções para a retomada da produção do setor canavieiro do Estado.

“Será um espaço de debates, onde os problemas serão analisados em busca de soluções viáveis que possam beneficiar e desenvolver a cadeia produtiva do setor sucroenergético”, frisou Santiago, afirmando que terão assento na câmara representantes dos fornecedores, indústria, órgãos do governo estadual e federal, além de universidades.

Segundo o secretário, por meio de ações práticas, o Governo do Estado busca estreitar o canal de comunicação com o setor sucroenergético por estender que se trata de um segmento importante para a economia, promovendo a geração de emprego e renda para Alagoas.

Na oportunidade, o secretário falou ainda sobre a política de diversificação de culturas que vem sendo defendida pelo governo estadual. “Toda monocultura, de um modo geral, apresenta riscos. Com a diversificação, a ideia é oferecer aos fornecedores novas opções para determinadas áreas. Mas vale lembrar que não é toda área que serve para o plantio de grãos. Temos também que pensar em outras cadeias produtivas a serem desenvolvidas nestas áreas de cana que não vem sendo economicamente viável”, afirmou.

De acordo com o presidente da Asplana, a saída para a crise que atravessa o setor da cana em Alagoas está na parceria que vem sendo firmada com o governo estadual.

“Nesta reunião que tivemos com o secretário Santiago ele nos deu esperanças para novas saídas para a crise como a criação efetiva da Câmara Setorial e a questão do crédito presumido, entre outras demandas que foram apresentadas e que devem caminhar junto ao Governo do Estado”, afirmou Edgar Filho.

Para o representante dos mais de sete mil fornecedores de cana alagoanos, o governador Renan Filho nunca abandonou o setor. “Sabemos das dificuldades. Mas sabemos também que o governador quer reativar o setor nos apoiando com a reabertura de usinas fechadas, distribuição de sementes de cana e com distribuição de máquinas agrícolas e de adubos com base no projeto feito pela Asplana, além da Câmara Setorial. O governador tem sido um parceiro, assim como o senador Renan Calheiros e demais senadores alagoanos, para que possamos fazer um novo plantio e levantar o campo do Estado que está dizimado”, finalizou.

Fluxo de turistas estrangeiros em AL cresce mais de 300% em 2017
   18 de fevereiro de 2018   │     23:10  │  2

Encontrar gringos nas praias de Alagoas não é tão comum quanto gostariam os empresários do setor de turismo. Os turistas que desembarcam por aqui são todos, ou quase, “made in Brazil”.

Mas as estatísticas começaram a mudar. O fluxo de passageiros internacionais cresceu 320% em 2017, no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

De acordo com dados da Infraero, foram 10.718 desembarques de estrangeiros no Estado no ano passado. Pouco diante do potencial. Muto se comparado com 2016, quando a movimentação foi de apenas 2.542 passageiros internacionais.

Cerca de 60% dos estrangeiros que desembarcaram por aqui em 2017 são turistas argentinos. A Argentina é hoje o principal mercado emissor internacional para terras alagoanas.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, o crescimento do turismo internacional reflete a concessão de benefícios do Estado, por meio da Sedetur.

O governo concede a redução do ICMS sobre o combustível de aviação, o querosene, de 17% para 12%, para as empresas que trazem novos voos para Alagoas.

“Com esse incentivo, três voos extras foram conquistados, ligando diretamente Maceió à capital Argentina, Buenos Aires”, aponta o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Brito também atribuiu os resultados ao trabalho de promoção e divulgação do Destino em países da América Latina como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. O secretário adianta que o turismo internacional continuará crescendo este ano, tendo em vista que mais voos foram fechados para os meses de janeiro e fevereiro. “Além disso, um novo voo ligando Córdoba a Maceió entrará em operação a partir de maio, fortalecendo os índices também durante a baixa temporada”, aponta.

Comércio de AL tem 2o maior desempenho do Brasil em 2017
   14 de fevereiro de 2018   │     16:30  │  0

Não é só nas finanças públicas que Alagoas demonstra bons resultados. A Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE no último dia 9, traz os resultados de dezembro de 2017 e revela que o varejo alagoano teve o segundo melhor desempenho do país no ano passado.

As vendas do comércio varejista de Alagoas recuaram no mês passado ante novembro, assim como ocorreu com todo varejo nacional (reflexo destes tempos de black friday). Mas no acumulado de 12 meses – resultado mais significativo por que exclui influências sazonais – o varejo de Alagoas cresceu 7,7%, segundo melhor resultado do Brasil e melhor do Nordeste. O Amazonas também registrou índice igual ao alagoano. O melhor desempenho foi de Santa Catarina (13,5%). A variação acumulada em todo o Brasil chega a 2%, no mesmo período: veja tabela.

A reação no varejo de Alagoas começou no segundo semestre do ano passado. No acumulado, o estado registrou crescimento de 5,2% em outubro e 6,5% em novembro.

Reforço na arrecadação

O secretário da Fazenda de Alagoas acredita que o varejo de Alagoas vai continuar crescendo nos próximos meses, graças ao fortalecimento do turismo no Estado: “tenho conversado com dirigentes do setor. A expectativa é muita boa, especialmente nos shoppings, que vem conseguindo resultados bem melhores nos últimos meses”, aponta.

De acordo com George Santoro, o aumento de vendas no varejo alagoano deve contribuir significativamente para o crescimento da receita estadual, especialmente de ICMS: “a retomada na economia ainda é muito tímida, mas estou confiante de teremos receitas positivas nos próximos meses, puxadas principalmente pelo varejo”, afirma.

Varejo nacional

A Agência IBGE distribuiu texto sobre o varejo nacional. Leia:

Vendas no varejo recuam 1,5% em dezembro e acumulam alta de 2,0% em 2017

Em dezembro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista nacional recuou 1,5% frente a novembro, na série com ajuste sazonal, após avançar 1,0% em novembro. Com isso, a média móvel trimestral ficou negativa (-0,4%). Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 3,3% em relação a dezembro de 2016. Foi a nona taxa positiva seguida, embora menos acentuada que a de novembro (6,0%). O volume de vendas do varejo cresceu tanto no quarto trimestre de 2017 (3,9%) como no fechamento do ano (2,0%). O acumulado nos últimos doze meses cresceu 2,0%, o maior resultado desde dezembro de 2014 (2,2%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% em relação a novembro de 2017, mas o avanço registrado no mês anterior (2,1%) contribuiu para que a média móvel trimestral ficasse estável (0,0%) no trimestre encerrado em dezembro. Frente a dezembro de 2016, houve avanço de 6,4%, oitava taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 4,0% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (4,0%) foi o mais elevado desde fevereiro de 2014 (6,4%).

Leia aqui, na íntegra:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20001-vendas-no-varejo-recuam-1-5-em-dezembro-e-acumulam-alta-de-2-0-em-2017.html