Category Archives: Economia

“Desmonte judicial” da Laginha pode deixar credores a “ver navios”
   1 de setembro de 2017   │     13:49  │  0

A julgar pelos resultados dos primeiros leilões, realizados há uma semana, boa parte dos credores da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A podem ficar sem nada. Literalmente.

A matemática explica: a dívida original do Grupo JL, avaliada em R$ 2,1 bilhões (preços de 2012) é praticamente o mesmo valor de avaliação do patrimônio.

Como o deságio nos leilões realizados até agora chegam a 40%, o valor arrecadado não será suficiente para quitar as dívidas.

Um caso recente é da venda da revenda de veículos Mapel. A venda da concessionária poderia reverter para a massa falida mais de R$ 40 milhões, mas só entraram no caixa – por conta do modelo de negociação – cerca de R$ 7 milhões.

Não é só. Desde que o Tribunal de Justiça de Alagoas decretou a falência da Laginha Agroindustrial SA, em 2012, as cinco usinas do grupo (três em Alagoas e 2 em Minas Gerais) vem perdendo valor de mercado em função da falta de renovação dos canaviais, invasão de terras e deterioração dos parques industriais, máquinas e equipamentos – além do “desaparecimento” de vários bens.

A exceção fica por conta da usina Uruba, em Atalaia. Arrendada por uma cooperativa (a Coopervales) a indústria começa este mês sua terceira safra, após da decretação de falência, com investimentos no parque industrial e no campo.

Desvalorização de 40%

O leilão realizado no dia 23 de agosto em segunda chamada pela Superbid.net (empresa que não tem sequer cadastro no TJ/AL) resultou na venda de três lotes (um avião, um apartamento e uma sala comercial) por R$ 814 mil. O valor inicial de avaliação era de R$ 1,2 milhão.

A Superbid, que também quer leiloar as duas usinas da Laginha em MG, não conseguiu vender um quarto lote ofertado – a sede da massa falida, em Ipioca, apesar do valor inicial de R$ 15,7 milhões ter sido reduzido para R$ 9,4 milhões.

“O maior prejuízo, com esse tipo de leilão (on line) é para quem espera receber seus direitos. Do jeito que vai, eles vendem tudo e não sobra dinheiro para pagar nem metade das dívidas”, diz o advogado de um grupo de credores.

Além da perda de valor nos bens em leilões, o advogado alerta para outros problemas: “os custos da administração judicial, até agora, são muito altos. Nesse período, mais de R$ 40 milhões foram arrecadados e nada foi pago aos credores. A Justiça de Alagoas precisa evitar que todo o patrimônio seja perdido, causando prejuízos não só para quem tem créditos reconhecidos, mas também para trabalhadores e para a economia de Alagoas e Minas Gerais”.Veja os resultados do leião da Superbid:

No ‘fundo do poço’ usinas de AL querem isenção de ICMS para manter empregos
   30 de agosto de 2017   │     16:40  │  1

O cenário para o setor sucroalcooleiro de Alagoas não poderia ser pior. A safra 17/18, que começa no próximo dia 4, terá redução de preços e de produção.

A estimativa é de uma moagem de apenas 15 milhões de toneladas – quebra de 1 milhão de toneladas em relação a safra passada. Na prática, isso representa uma perda de faturamento de cerca de R$ 200 milhões.

Para piorar, os preços do açúcar no mercado internacional estão em queda – hoje – de 20% em comparação com igual período do ano anterior.

Nesse cenário, as usinas de Alagoas tendem a aprofundar a crise que enfrentam, com riscos de fechamento de novas unidades e, por consequência, o aumento do desemprego: “cerca de 70% da nossa produção vai para as exportações. Com os preços atuais, algumas unidades terão dificuldades de processar toda a produção”, pondera Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

A saída para as indústrias de Alagoas seria reconquistar o espaço perdido no mercado interno: “perdemos mercados tradicionais como a Bahia, outros estados do Norte e Nordeste, por conta de nossa alta carga tributária estadual. A única forma de manter os empregos, hoje, seria com a desoneração da produção”, defende o presidente do Sindaçúcar-AL.

Pedro Robério defende que Alagoas equipare a tributação estadual de ICMS sobre o açúcar aos modelos usados em outros estados produtores do Nordeste, a exemplo de Pernambuco: “Alagoas pode perder uma pequena arrecadação direta de ICMS, garantido empregos e favorecendo a circulação da produção, que gera impostos indiretos, ou manter baixa a competitividade das indústrias com essa alta tributação, correndo o risco de ver nossas empresas fecharem as portas”.

A menor safra da história: AL só deve moer 15 milhões de toneladas de cana
   28 de agosto de 2017   │     18:20  │  0

Na safra de cana-de-açúcar 16/17 encerrada em Alagoas em abril deste ano, a moagem chegou a apenas 16,1 milhões de toneladas. A segunda menor da atual série de estatísticas.

Na história recente – incluindo os dados dos últimos 40 anos, quando o setor sucroalcooleiro alagoano passou por um “boom” de expansão em função do proalcool (veja tabela) – só a safra 93/94 registrou números inferiores, com uma produção de 15,8 milhões de toneladas. Naquele período, a quebra de safra foi provocada pela seca. Nada diferente do que a última safra.

O que se esperava é que a volta das chuvas, a partir de maio deste ano, ao menos estabilizasse a produção na casa dos 16 milhões de toneladas. As águas chegaram com atraso, especialmente para os fornecedores de cana, que registram fortes perdas de socaria.

O resultado, aponta o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, Pedro Robério Nogueira, é que o setor sucroenergético de Alagoas se prepara para iniciar a menor safra da história (recente, é claro): “devemos esmagar no máximo 15 milhões de toneladas. O esforço é grande, mas os canaviais ainda estão muito curtos e, segundo levantamento das indústrias, os fornecedores de cana terão uma grande redução, o que vai impactar no resultado geral”, aponta.

Em relação a safra passada, Alagoas moerá 1 milhão de toneladas a menos. Em cana-de-açúcar, isso representa cerca de R$ 100 milhões. Se convertido em açúcar, a quebra de faturamento – a preços de hoje – passa dos R$ 200 milhões.

E essa não é a pior notícia. Os preços internacionais do açúcar continuam em queda, o que aumenta a preocupação do setor: “na safra passada a situação era muito ruim do ponto de vista agrícola, em função da seca, mas o mercado do açúcar estava em alta, o que compensou em pouco as perdas no campo. Nesta safra, a situação é bem mais grave. Além da redução na produção, que não conseguiu se recuperar, mesmo com as chuvas, temos preços até 20% mais baixos”, alerta Pedro Robério.

A avaliação apresentada pelo presidente do Sindaçúcar-AL confirma informações antecipadas aqui, na última semana, pelo presidente Asplana, Edgar Filho (http://wp.me/p6TEFy-47e).

A expectativa é que as 16 usinas que operaram em Alagoas na safra passada também operem na safra que começa na próximo segunda-feira. Veja texto da assessoria do Sindaçar-AL:

Safra 17/18 começa na próxima semana

O Sindaçúcar-AL informou que o novo ciclo da cana em Alagoas deve começa na próxima semana. O pontapé inicial para a safra 17/18 será dado pela usina Pindorama, localizada no município de Coruripe, na próxima segunda-feira, 04 de setembro.

De acordo com o calendário, anunciaram o início da moagem também para setembro as unidades industriais Santo Antonio (11); Camaragibe (12); Coruripe (15); Taquara (15); Copervales (16) e a Leão (18), além da Serra Grande (26).

Para o mês de outubro, será a vez da safra 17/18 começar para as unidades Porto Rico (02); Seresta (03); Sumauma (03); Santa Clotilde (10) e Penedo (17).

Segundo o Sindaçúcar-AL, as usinas do Grupo Caeté (Cachoeira, Caeté e Marituba) não informaram as datas que irão começar a moagem, comunicando apenas que entrarão no novo ciclo apenas no mês de outubro.

A usina Santa Maria, localizada no município de Porto Calvo, no litoral norte de Alagoas, também não informou uma data para o início do ciclo 17/18.

Sem a previsão da quantidade de cana que será processada na safra 17/18 por quatro usinas, o Sindaçúcar-AL informa que deverão ser beneficiadas 12,7 milhões de toneladas de cana.

Em comparação ao ciclo passado, quando foram esmagadas 16 milhões de toneladas, está sendo esperada uma redução de 20%. Com isso, a previsão de produção de açúcar (cristal e VHP) é de 841 mil toneladas e 178 milhões de litros de etanol (anidro e hidratado).

Alagoas começa safra de cana com expectativa de perdas de mais de 20%
   24 de agosto de 2017   │     16:14  │  0

A safra de cana-de-açúcar 2016/2017 foi uma das menores da história de Alagoas. A produção de 16 milhões de toneladas – cerca de 12 milhões toneladas a menos do que a média histórica – no entanto pode ser ainda menor na moagem que começa, oficialmente em Alagoas, no próximo dia 2 de setembro, pela usina Pindorama.

Até agora, de um total de 24 indústrias, apenas 14 usinas confirmaram que vão operar nesta safra. Usinas como a Triunfo, Porto Alegre, Roçadinho, Guaxuma, Laginha, Capricho e Sinimbu, entre outras não devem operar, mais uma vez, nesta safra.

Enquanto o Sindaçúcar-AL (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas) trabalha com a expectativa de que o estado poderá repetir a safra ou ter uma redução mínima, a Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana) estima que a quebra de safra deverá chegar a mais de 20%.

“Tivemos muita perda de socaria. Mesmo com a chuva, a produção não será recuperada. A recuperação só virá daqui a um ano, isso se os produtores tiverem condição de fazer o replantio dos canaviais”, aponta Edgar Filho, presidente da Asplana.

Além da redução da produção, outro problema que deve ser enfrentado pelo setor sucroalcooleiro em Alagoas é a queda nos preços do açúcar.

“No começo da safra passada, o açúcar VHP estava cotado a 19 cents por libra peso na Bolsa de Nova Iorque. Agora, o mesmo produto está sendo comercializado por 13 cents. Como a mais de 70% da nossa produção é para exportação, é provável que tenhamos uma queda no valor do ATR (indicador que define o valor da matéria-prima para remuneração dos fornecedores em Alagoas)”, enfatiza.

Edgar Filho diz que a queda do preço no mercado mundial também afeta os preços no mercado interno. “Em março deste ano, segundo dados do Cepea/Esalq, o saco de açúcar cristal em Alagoas era comercializado por um valor médio de R$ 91,96. Desde então, os preços vem caindo no mercado interno. Na tela da última semana (12 a 18 de agosto), o mesmo produto foi comercializado a R$ 73,20, com variação negativa de mais de 20%”, analisa Edgar Filho.

A redução da safra combinada com a queda de preços, segundo o presidente da Asplana é extremamente preocupante: “isso ocorre justo no momento em que estamos saindo de uma safra muito ruim, o que deve agravar a situação do fornecedor de cana e afetar duramente a economia de Alagoas”, aponta.

Versão oficial

A Asplana distribuiu texto com a avaliação do início de safra. Veja:

Safra começa com expectativa de queda de preço e produção

A safra 2017/2018 começa com perspectivas de queda – tanto no preço, quanto no volume de produção de cana-de-açúcar. O cenário, segundo o presidente da Asplana, Edgar Filho, é extremamente preocupante: “a seca provocou a perda de socaria em todas as regiões produtoras do estado, prejudicando principalmente o fornecedor. Com isso, devemos ter uma redução na colheita acima de 20%, apesar das chuvas, que ocorreram a partir de maio”, avalia.

Outra grande preocupação, explica Edgar, é com os preços do açúcar no mercado internacional: “no começo da safra passada, o VHP estava cotado a 19 cents por libra peso na Bolsa de Nova Iorque. Agora, o mesmo produto está sendo comercializado por 13 cents. Como a mais de 70% da nossa produção é para exportação, é provável que tenhamos uma queda no valor do ATR (indicador que define o valor da matéria-prima para remuneração dos fornecedores em Alagoas)”, enfatiza.

Os preços do açúcar no mercado nacional, que sofrem forte influência da cotação no mercado mundial, também estão em queda: “em março deste ano, segundo dados do Cepea/Esalq, o saco de açúcar cristal em Alagoas era comercializado por um valor médio de R$ 91,96. Desde então, os preços vem caindo no mercado interno. Na tela da última semana (12 a 18 de agosto), o mesmo produto foi comercializado a R$ 73,20, com variação negativa de mais de 20%”, analisa Edgar Filho.

Importação de etanol

Nesse cenário, a boa notícia, ressalta o presidente da Asplana, foi a aprovação, pela Câmara de Comércio Exterior, na última terça-feira (21) da implantação de uma taxa de 20% sobre o etanol importado pelo Brasil. A tarifa será aplicada apenas ao volume de etanol que exceder 600 milhões de litros por ano. “Somente entre janeiro e julho deste ano o Brasil importou 1,35 bilhão de litros de etanol, o que prejudica muito o mercado interno. Com a decisão da Camex, algumas indústrias poderão aumentar a produção de etanol e reduzir a fabricação de açúcar, o que pode melhorar os preços no mercado interno no médio prazo”, enfatiza.

 

OAM e ACA consolidam parceria para a 67ª EXPOAGRO
   23 de agosto de 2017   │     19:58  │  1

Em mais um ano juntas, a Organização Arnon de Mello (OAM) e a Associação dos Criadores de Alagoas (ACA) renovam a parceria para a realização da 67ª edição da Exposição Agropecuária de Produtos e Derivados de Alagoas (Expoagro). O evento irá acontecer entre os dias 19 e 29 de outubro, no Parque José da Silva Nogueira (Parque da Pecuária), no bairro do Prado, em Maceió.

A Expoagro 2017 promete várias novidades este ano. Um dos propósitos da parceria é trazer uma grade diferenciada de shows, que busca valorizar bandas locais, além de trazer vários outros artistas de fora e com bastante notoriedade. “A principal preocupação está com os cuidados referentes à estrutura, para proporcionar conforto às famílias, atender bem os expositores e todos aqueles que participam do evento”, afirma o diretor Executivo da OAM, Luís Amorim.

Ainda de acordo com Amorim, o evento é a prova da qualidade e força dos produtores alagoanos. “O nosso compromisso é com o setor produtivo, para que ele possa gerar riqueza e renda para as pessoas, por isso é importante apoiar e valorizar um evento tão grande e importante como a Expoagro”, salienta.

Segundo o presidente da ACA, Domício Silva, a maior e mais tradicional festa do campo na cidade, reforça a importância e o sucesso da agropecuária do estado. “A Expoagro hoje é um dos maiores eventos do Nordeste, em termo de comercialização e de número de leilões realizados, isso graças à competência do produtor e criador alagoano e, claro, a qualidade do material genético exposto. Por isso a importância dessa parceria, desse apoio, principalmente neste momento de crescimento e retomada de investimentos pecuários em que o estado vive”, declara.

Amorim reitera que o objetivo da parceria para o evento é oferecer ao público algo diferenciado e mostrar a importância do setor agropecuário, não só para Alagoas, mas também todo o país. “A Expoagro, hoje, é um evento que está no nosso calendário. Com atividades renovadas e mais modernas, nós buscamos melhorar a cada ano e não restam dúvidas que a Expoagro 2017 será a melhor exposição do Norte e Nordeste e, particularmente, de toda a Alagoas.”

Para o primeiro dia de exposição, quinta-feira (19), já foi confirmada a realização de um leilão de cavalos quarto de milha, abrindo a temporada de negócios na exposição. Na programação, ainda estão previstos remates de raças leiteiras, bovinos nelore, ovinos e cavalos mangalarga marchador.

Entre as atrações já confirmadas estão a realização do Proleite, palestras e julgamento de animais. Além disso, a 67ª edição da Expoagro 2017 conta com eventos culturais e shows artísticos. Outras novidades serão informadas ainda no início de setembro, no ato de lançamento oficial do evento.

Expoagro: Luiz Amorim, diretor executivo da OAM, e Domício Silva, presidente da ACA, renovam parceria