Category Archives: Economia

Ações da Braskem disparam após informação de retomada de venda pela Odebrecht
   20 de setembro de 2019   │     17:03  │  4

A forte alta das ações da Braskem na Bovespa ocorreu a partir desta sexta-feira, 20, a tarde. A disparada foi atribuída pelos principais portais de economia do país a uma retomada da venda da empresa pela Odebrecht.

Segundo o Money Times, “na parte inicial da tarde desta sexta-feira as ações da Braskem (BRKM5) operam com forte valorização puxada pela notícia de que a Odebrecht estaria contratando a Lazard para retomar o processo para a venda de sua participação na companhia. As informações foram publicadas no site Brazil Journal”.

De acordo com a publicação, a Odebrecht já estaria em conversações com o banco de investimentos, sendo que foi o Lazard que esteve ao lado da construtora na ocasião das negociações com a LyondellBasell, mas que fracassaram no começo de junho deste ano.

Coincidência ou não a retomada da venda ocorre após a Braskem conseguir um laudo da universidade de Houston (EUA) sobre o acidente nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió. De acordo com a versão apresentada no site da Braskem, o estudo da universidade americana revela inconsistências no relatório apresentado pela VPRM.

Veja aqui o texto produzido pela Braskem: Universidade de Houston usa supercomputadores e revela imprecisão no relatório sobre afundamentos em Maceió

Saiba mais

Braskem dispara 7% após Odebrecht contratar banco para venda de fatia

Ações da Braskem saltam 6% com Odebrecht retomando venda; Eletrobras cai com dúvidas sobre privatização

 

Passageiros terão aplicativo ‘melhor que Uber’ no transporte intermunicipal de AL
   19 de setembro de 2019   │     17:17  │  0

O ex-deputado estadual Ronaldo Medeiros teve seu nome aprovado para a presidência da a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) pelo Legislativo e foi nomeado pelo Executivo no dia 15 de maio passado.

Naquele momento ele pediu, em entrevista ao blog, 100 dias para mostrar os primeiros resultados. Desde então, Medeiros parece ter se concentrado e pouco se ouviu falar da Arsal, que antes ocupava às “páginas” com imbróglios que iam de protestos de “donos de vans” a suspeitas de ilegalidades em diferentes contratos.

Já se passaram desde então 120 dias. E os resultados prometidos por Medeiros começam a aparecer. O mais importante deles, a “arrumação da casa”, ao que parece foi pouco perceptível para a mídia.

Outras ações prometem ganhar visibilidade. Recebi o link de uma reportagem do Bom dia Alagoas da TV Gazeta, exibida no dia 12 deste mês.

A reportagem (veja abaixo um resumo) revelou que cerca de 1.200 veículos usados no transporte intermunicipal serão monitorados por sistema eletrônico por meio de rastreamento, além de contar com um botão de pânico, gerando mais segurança aos passageiros e trabalhadores das linhas.

Mas as mudanças da “Nova Arsal”, como o próprio Ronaldo Medeiros prefere chamar o órgão depois que assumiu a presidência, não vão ficar por aí.

Por aplicativo, Medeiros avisa: “Iremos implantar aplicativos para os usuários do transporte. Esse aplicativo terá entre funções que vai permitir localizar carros, ver o tempo de espera, além de possibilitar que o usuário vai possa avaliar a viagem, reclamar, elogiar e sugerir”, diz.

Na prática, resume o presidente da Arsal, “teremos o usuário como fiscal”.

Um aplicativo como esse, por si só, já seria “melhor que o Uber” (avaliação e conceito do blog).

Mas o aplicativo, promete Medeiros, também terá uma versão para os “donos de vans”. O objetivo será o de facilitar a vida de quem vive do transporte intermunicipal.

“Teremos um aplicativo para os nossos permissionários. Eles poderão ter acesso a boletos, certidões Etc”, diz Medeiros. O presidente da Arsal também promete outro aplicativo para a fiscalização da ‘Nova Arsal’. “Estamos informatizado toda gestão, modernizando”, aponta Medeiros.

O botão de pânico

Veja o resumo da reportagem da TV Gazeta:

A violência nos transportes complementares de Alagoas se tornou uma velha conhecida dos passageiros que costumam usufruir do serviço. Para combater esse transtorno, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) iniciou a instalação de dispositivos eletrônicos nos transportes que atuam no estado.

Cerca de 1.200 veículos serão monitorados por sistema eletrônico por meio de rastreamento, além de contar com um botão de pânico, gerando mais segurança aos passageiros e trabalhadores das linhas.

Com o rastreamento em tempo real, o objetivo é permitir um maior controle das rotas realizadas, velocidade e movimentações estranhas ao trajeto.

A aplicação já está sendo realizada; os veículos que fazem as linhas Marechal Deodoro-Maceió, Murici-Maceió e Messias-Maceió foram os primeiros a contar com a nova tecnologia. Os mais de mil permissionários hoje em atividade no Estado terão o dispositivo instalado em seus veículos.

Botão de pânico aumenta segurança do transporte intermunicipal em Alagoas

Acesse aqui o link do Bom Dia Alagoas

Em defesa de agricultores do NE, deputados querem barrar ‘afago’ de Bolsonaro a Trump
   12 de setembro de 2019   │     16:37  │  1

A cota de importação de etanol americano para o Brasil sem impostos deveria acabar no dia 31 de agosto deste ano. Não só não acabou, como o presidente Jair Bolsonaro decidiu aumentar o benefício para os Estados Unidos. De 600 milhões para 750 milhões de litros por ano.

O ‘afago’ foi tão bom que o presidente americano, Donald Trump comemorou no Twitter a medida que está trazendo “grandes progressos para agricultores” – os americanos, claro.

“Será ainda melhor para o etanol e nós vamos salvar as nossas pequenas refinarias”, disse Trump num Twitter que depois resolveu apagar porque pegou mal – para Bolsonaro, óbvio.

O xis da questão está na declaração de Trump. Ele salva as pequenas refinarias dele, mas condena as nossas.

A importação de etanol sem impostos afeta em cheio as indústrias do Nordeste. Isso porque praticamente toda a importação do etanol de milho americano se dá pelo Estado do Maranhão.

São cerca de 35 usinas e destilarias de cana-de-açúcar que geram 300 mil empregos no NE. Essas empresas enfrentam dificuldades com a queda dos preços do açúcar no mercado mundial e a concorrência desleal do etanol americano.

Se o governo brasileiro “precisou” autorizar o aumento da importação sem impostos ou se foi apenas um afago no “ídolo” Trump, não se sabe de fato. E pouco importa. Representando os interesses dos agricultores brasileiros, especialmente do Nordeste, deputado federais brasileiros entraram no embate.

O Projeto de Decreto Legislativo 614/19 suspende o aumento da cota de importação de etanol de 600 milhões de litros por ano para 750 milhões de litros anuais sem a incidência de tributos teve o regime de urgência aprovado por 319 votos contra apenas 101 esta semana (veja links abaixo).

O texto suspende os efeitos da Portaria 547/19, do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e “outros”, da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia. Segundo os autores, a medida prejudica os produtores brasileiros de etanol.

Pelo menos oito deputados federais assinam o PDL 614/19. Entre eles o “líder” do Centrão, Arthur Lira (PP-AL). Outro influente deputado federal de Alagoas, Isnaldo Bulhões (MDB-AL) também participa das articulações para pressionar o governo federal a encontrar medidas compensatórias para os produtores do Nordeste.

Bulhões adianta que a questão deve ser definida em reunião na próxima terça-feira na Câmara dos Deputados. Até lá, os deputados vão esperar por alternativas que devem ser apresentadas pelo governo brasileiro ou pelos produtores.

Em reunião essa semana com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na Câmara dos Deputados, Isnaldo discordou dos argumentos de perspectivas de futuro, apontados pelo governo brasileiro: “o problema é entregar realidade e receber expectativa. Não dá para convencer ninguém só com boas perspectivas”, afirma.

Segundo Bulhões, a Câmara negocia uma saída que evite prejuízos ao Nordeste, mas que também não prejudique o Sul e Sudeste. “Como deputados estamos defendendo os interesses do Brasil e dos nossos agricultores. A votação do Projeto de Decreto Legislativo faz parte dessa negociação. Os representantes do setor produtivo e o governo estão em busca de propostas compensatórias, que viabilizem um entendimento. O que não podemos é aceitar que o Nordeste e o Brasil sejam prejudicados”, aponta.

Saiba mais:

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Estado recorre a empréstimos para compensar “perda” de recursos federais
   11 de setembro de 2019   │     22:43  │  3

Executada com recursos federais, a maior obra do Estado em Alagoas, o Canal do Sertão, deve ser paralisada já na próxima semana. A informação, antecipada aqui, foi confirmada pela Secretaria Estadual de Infraestrutura.

A paralisação da obra se dará por inanição. O Ministério do Desenvolvimento Regional chegou a empenhar R$ 60 milhões para o projeto em julho, mas os recursos não foram liberados.

Essa situação não é exclusividade nem do Canal do Sertão, nem de Alagoas. Em todo o país várias obras que dependem de recursos federais devem parar em breve pelo mesmo motivo.

No Estado, a duplicação da BR 101, que entrou em marcha lenta nos últimos meses, pode ter desfecho semelhante. Se não parar, será tocada em ritmo de “quase parando”.

Isso porque, conforme apurei, os repasses de recursos para esta e outras obras federais estão atrasados e sem previsão de liberação este ano, em função das dificuldades financeiras do governo federal.

Nesta lista cabem ainda projetos na área de habitação (Minha Casa Minha Vida), saneamento e abastecimento d’água que estavam previstos para Alagoas.

Para compensar a “perda” de recursos federais – embora existam informações da devolução e do não uso de recursos da União em projetos no Estado – o governo de Alagoas deve apostar em operações de crédito internacional.

Atualmente a equipe econômica do governo de Renan Filho (MDB) trabalha para liberar uma operação de financiamento da ordem de US$ 141 milhões ou quase R$ 600 milhões através do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Segundo fontes do governo os recursos já estariam assegurados. A proposta está em avaliação na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do governo federal.

Os recurso serão usados no projeto Estrutura Alagoas, que prevê obras de saneamento em 13 cidades do Estado, incluindo municípios da Grande Maceió e da Costa dos Corais.

Além de empréstimos, o governo também mira operações de crédito com bancos nacionais para a execução de grandes projetos nos moldes de PPP.

Em janeiro de 2019, os consórcios Sanama e Sanema, que executam obras de saneamento em Maceió conseguiram empréstimos da ordem de R$ 267 milhões com o aval do governo de Alagoas e a Casal.

A expectativa do governo é viabilizar novos empréstimos a partir de 2020 para realizar obras no Estado, como forma de compensar a redução nos repasses de recursos federais. A avaliação da equipe do governador Renan Filho é que as verbas federais (as discricionárias ou voluntárias) continuarão escassas até o próximo ano, pelo menos.

Maior obra de AL, Canal do Sertão vai parar na próxima semana
   10 de setembro de 2019   │     22:06  │  3

Com previsão orçamentária, mas sem repasse financeiro, a maior obra em execução pelo governo de Alagoas, o Canal do Sertão Alagoano, vai parar na próxima semana.

Segundo os responsáveis pela obra, 135 trabalhadores foram demitidos desde março. Outros 260 trabalhadores devem ser dispensados na próxima semana.

A obra está sendo executada no trecho 4 e já estaria quase 90% concluída. Com o atraso na liberação dos recursos, segundo os responsáveis, a obra vai parar completamente na próxima – a não ser que os governos do Estado e federal consigam regularizar os pagamentos.

A previsão inicial no Orçamento do Ministério do Desenvolvimento Regional era liberar cerca de R$ 64 milhões este ano. Deste total, foram liberados R$ 30 milhões em março.

A partir da atuação do deputado federal Inaldo Bulhões (MDB-AL), a bancada federal de Alagoas conseguiu uma suplementação no Orçamento da obra e a dotação atual para 2019 aumentou em mais R$ 60 milhões para R$ 124 milhões.

Em julho, o valor de R$ 60 milhões chegou a ser empenhado, mas o recurso não foi liberado, segundo informações do Painel do Orçamento Federal (veja imagem abaixo), atualizada nesta terça-feira, 10.

Seinfra confirma risco de paralisação 

O secretário de Infraestrutura do Estado, Maurício Quintella, confirmou o risco de paralisação da obra do Canal do Sertão. “Conseguimos empenhar, com a ajuda da bancada federal, R$ 60 milhões em julho, mas os recursos não foram liberados. Como a empresa vem trabalhando desde março sem receber qualquer repasse, é possível uma paralisação sim nos próximos dias ou semanas”, pondera.

Segundo Quintella, o governo federal tem alegado dificuldades financeiras para assegurar os repasses de recursos para o Canal do Sertão e outras obras. “Está realmente difícil realizar obras com recursos federais. No cado do Ministério (Desenvolvimento Regional), eles tem priorizado a distribuição de verbas na razão de 65% para habitação (Minha Casa Minha Vida) e 35% para obras hídricas. O governo, no entanto decidiu priorizar obras hídricas de  execução direta, a exemplo da Transposição do São Francisco. Com isso, o Canal do Sertão deve sofrer uma paralisação até que essa situação seja resolvida”, aponta.

Versão

Segundo os responsáveis pela obra, o trecho 4 do Canal do Sertão Alagoano corre sério risco de interrupção nos próximos dias. “Sem receber recursos oriundos do Ministério do Desenvolvimento Regional desde março deste ano, cerca de 135 trabalhadores foram demitidos. Um empenho de R$ 60 milhões chegou a ser feito em julho deste ano, mas até agora não foi liberado”.

Ainda segundo os responsáveis, “outros 260 trabalhadores correm o risco de perderem seus empregos e a obra ser completamente paralisada na próxima semana, caso a verba não chegue ao seu destino. Seria um grande prejuízo para a população, que há anos sonha com a água mais perto de casa. O trecho 4 ja tem quase 90% da obra concluída, com previsão de término em 2020.”

Vale a pena ler de novo:

Sem recursos, maior obra de Alagoas deve parar nos próximos dias

Ministério libera R$ 60 milhões para obra do canal do sertão de AL