Category Archives: Economia

Paralisação da Usina Cachoeira deve resultar em mais de 2 mil demissões
   31 de janeiro de 2018   │     18:50  │  1

Localizada no município de Maceió, a Usina Cachoeira suspendeu as atividades industriais. A informação foi confirmada pelo diretor do Grupo Carlos Lyra, Aryl Lyra, na tarde desta quarta-feira, 31, após o ‘vazamento’ da informação na imprensa. O grupo mantém outras duas usinas em operação em Alagoas – a Caeté, em São Miguel dos Campos e a Marituba, em Igreja Nova.

“Pela manhã reunimos os trabalhadores na sede da empresa e comunicamos que lamentavelmente fomos forçados pela situação atual, de escassez de matéria-prima a suspender a produção de açúcar e etanol, que se tornou inviável diante dos altos custos”, explicou Carlos Lyra, em um dos escritórios da sede do Grupo, no bairro de Jaraguá.

Apesar da paralisação das atividades industriais, o diretor evita falar em fechamento E explica porque: “as atividades agrícolas serão mantidas, com a permanência do cultivo em um área de ao menos 6 mil hectares de cana-de-açúcar. Além disso, também vamos realizar serviços de manutenção no parque industrial, que ficará pronto para voltar a operar se a situação melhorar”, aponta.

A paralisação da Cachoeira se deu, segundo o diretor, por falta de matéria-prima, principalmente dos fornecedores de cana. “Há alguns anos, chegamos a moer de 500 mil a 600 mil toneladas de cana de fornecedor numa safra. Nesta safra, concluída este mês, Cachoeira moeu apenas 54 mil toneladas de cana de fornecedor, o que representa pouco mais de 10% do total de nossa safra, que foi de 490 mil toneladas”, explica Aryl Lyra.

A queda na produção de cana, que afeta principalmente os fornecedores, é resultado de vários fatores, com agravamento do quadro em função da seca dos últimos anos: “hoje todo o parque fabril do estado de Alagoas – e não apenas Cachoeira – está operando com capacidade ociosa. O estado produziu 28 milhões de toneladas e deve colher agora apenas 14 milhões. Para manter todas as usinas operando seria preciso que os fornecedores tivessem crédito para voltar a plantar, o que não ocorrer hoje”, enfatiza Lyra.

Outro fator que pesou na suspensão das atividades da indústria, reforça Lyra, foi a importação de etanol dos Estados Unidos. “Essa importação vem afetando principalmente as usinas de todo o Nordeste, que sofrem com uma concorrência desleal. Mas se continuar assim, todas as usinas do Brasil serão penalizadas e muitas terão que suspender suas atividades”, aponta.

Empregos

De acordo com Aryl Lira, o Grupo Carlos Lyra vai assegurar todos dos direitos trabalhistas para os trabalhadores que serão desligados da Cachoeira. Pelo levantamento inicial, serão desligados 2,2 mil trabalhadores, sendo cerca de 600 da área urbana (indústria, administrativo, logística etc) e os demais do setor rural (corte, plantio etc).

O Grupo vai manter, no entanto, cerca de 500 trabalhadores na unidade Cachoeira: “esses trabalhadores vão fazer a manutenção do parque industrial e atuar, principalmente, no campo, uma vez que a produção de cana-de-açúcar vai continuar”, adianta.

A cana-de-açúcar da Cachoeira, segundo Lyra, será, a partir de agora e pelas próximas safras, esmagada na unidade Caeté, em São Miguel dos Campos. Apesar da distância, de mais de 60 km, o custo será menor do que manter a usina de Maceió em funcionamento.

Nas demais usinas do Grupo, as atividades seguem normal, sem risco de paralisação. A Usina Caeté, a maior do Grupo, deve seguir com a moagem até 10 de março, com estimativa de esmagar cerca de 1,7 milhão de toneladas de cana Já a Marituba, deve encerrar a safra um pouco antes, com uma safra de aproximadamente 720 mil toneladas de cana.

Repercussão

O Portal Gazetaweb registrou, em primeira mão, a paralisação da Usina Cachoeira. Veja aqui:

http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2018/01/usina-cachoeira-do-meirim-promove-demissao-em-massa-de-trabalhadores_48409.php

Aryl Lyra, diretor do Grupo Carlos Lyra

Interdição de terminal no Porto agrava crise das usinas em Alagoas
   27 de janeiro de 2018   │     21:30  │  0

Após vistoria da Auditoria Fiscal do Trabalho em Alagoas, nessa sexta-feira, as operações de carregamento de açúcar em navios no Porto de Maceió foram interditadas. A ação que na prática interditou o terminal açucareiro no Porto de Maceió, foi registrada pelo portal Gazetaweb (http://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2018/01/mte-identifica-risco-a-funcionarios-e-paralisa-carregamentos-de-acucar-no-porto_48155.php)

A Empresa responsável pela administração do terminal açucareiro tenta reverter a interdição através de liminar no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) em Alagoas. Enquanto os embarques de navios não forem retomados, a decisão pode agravar ainda mais a situação no setor sucroalcooleiro de Alagoas.

As usinas do estado estão em plena safra e dependem basicamente das exportações de açúcar para fazer caixa e pagar as contas do dia, a exemplo dos salários de trabalhadores e fornecedores. Com uma safra menor – a menor da história – e preços menores no mercado internacional, a queda de faturamento no setor deve chegar a 40%. Algumas usinas já vem apresentando dificuldades para manter pagamento não só dos fornecedores de cana, como também dos salários.

Segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, a paralisação da operação do terminal agrava o quadro de dificuldades no setor sucroalcooleiro de Alagoas, por duas razões – as empresas, além de deixar de receber pelo açúcar exportado, terão que pagar taxas maiores para manter os navios parados.

“As usinas só recebem o pagamento pelo açúcar depois que ele é embarcado. Sem embarque, não recebem o dinheiro, que fará muita falta num momento crítico como o atual. O pagamento do açúcar vem sendo utilizados para pagar trabalhadores, fornecedores, prestadores de serviços, ou seja para atividades essenciais à manutenção das indústrias em operação”, aponta Pedro Robério Nogueira.

O outro problema, segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, é que no momento existe de 4 a 5 navios sem operar, ao largo do Porto de Maceió, esperando para carregar açúcar. “Sem operar, além de não receber o dinheiro pela venda do açúcar, as empresas tem que pagar por demurrage, um custo muito alto, previsto em contratos para caso de atraso nos embarques”, aponta.

Com investimentos de R$ 45 milhões, Esmalglass será inagurada em em AL
   23 de janeiro de 2018   │     16:26  │  0

A cadeia produtiva da Cerâmica vai ganhar um importante reforço em Alagoas. O setor, que já conta com grandes empresas como a Pointer (Portobello) com fabricação de diferentes materiais para o consumidor final, será fortalecido com a operação de uma indústria de esmalte – que vai produzir insumos para as fabricantes de pisos e revestimentos.

Em março deste ano será inaugurada a Esmalglass, no polo Multifabril de Marechal Deodoro. A indústria espanhola é uma das líderes mundiais em fabricação de esmaltes, pigmentos e aditivos cerâmicos.

A definição da data e detalhes da operação da fábrica foram discutidas nessa segunda-feira (22), durante visita técnica à indústria do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

Com investimento total de R$ 45 milhões e geração de 240 empregos, a empresa conta incentivos do Prodesin. “A Esmalglass foi a primeira indústria a ser prospectada na gestão do governador Renan Filho, que, pessoalmente, realizou uma visita à empresa e apresentou os diferenciais competitivos de Alagoas. A instalação da unidade concretiza o trabalho do Governo do Estado, que atua em parceria com os empresários”, aponta Rafael Brito.

Versão oficial

Veja texto da Agência Alagoas sobre a Esmalglass:

Empresa espanhola Esmalglass deverá ser inaugurada em março

A cadeia produtiva da cerâmica vem ganhando cada vez mais força em Alagoas. No mês de março deverá ser inaugurada a indústria espanhola Esmalglass, uma das líderes mundiais em fabricação de esmaltes, pigmentos e aditivos cerâmicos.

Nessa segunda-feira (22), o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, realizou uma visita técnica à indústria, localizada no Polo Industrial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro.

Com investimento total de R$ 45 milhões e geração de 240 empregos diretos e indiretos, a instalação conta com incentivos fiscais e locacionais previstos no Programa de Desenvolvimento Integrado do Estado de Alagoas (Prodesin).

Leia aqui na íntegra: http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/23075-empresa-espanhola-esmalglass-devera-ser-inaugurada-em-marco

Prefeitura de Maceió perde mais de R$ 63 milhões com mudança no FPM
   19 de janeiro de 2018   │     22:31  │  0

A prefeitura da capital alagoana terá mais dificuldades do que se imagina para aumentar gastos do município este ano. A maioria dos municípios sofre com a crise econômica, que afeta diretamente a capacidade de arrecadação de estados e municípios. Em Maceió, a realidade não é diferente. E pode ficar um pouco pior este ano.

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, e o secretário Municipal de Economia, Fellipe Mamede, terão que se desdobrar para fazer frente a uma redução inesperada no FPM – Capitais, uma das principais fontes de receita do município.

Em 2018 Maceió mudou de faixa no Fundo de Participação dos Municípios e deverá receber este ano 20% a menos do que recebeu em 2017 de transferências do fundo.

No ano passado, a previsão do Tesouro Nacional de FPM Capitais para Maceió era de R$ 411,3 milhões. Para este ano a previsão é de R$ 347 milhões. Na prática, Maceió vai receber -63,6 milhões ou -15,48%.

Entenda a mudança

O fator de divisão do bolo tributário destinado aos estados e municípios é calculado, a cada ano, pelo TCU. No cálculo para 2018, Maceió mudou de faixa em razão de alteração na renda per capita de Alagoas que melhorou em relação a posição de anos anteriores.

Em 2017, o FPM de Maceió era de 5,369% e em 2018 caiu para 4,30%. Para encontrar o valor destinado a capital é só aplicar o percentual sobre o total a ser transferido.

Em 2017, a previsão de FPM para Maceió era de R$ 411 milhões, mas o município recebeu um pouco mais, o equivalente a cerca de R$ 416 milhões. Para 2018, a diferença entre a previsão e a receita efetiva também deverá ser mínima, para cima ou para baixo.

Em busca de compensação

O secretário de Economia de Maceió, Fellipe Mamede, avalia a queda na receita de FPM como um problema a mais para ser contornado pela gestão do prefeito Rui Palmeira. Na diferente do que foi até agora. “Será mais um ano duro, mas o prefeito vai continuar agindo com responsabilidade, controlando os gastos e mantendo em dias os compromissos”.

Em parte a queda de receita de transferências federais deve ser compensada pelo aumento da receita própria. “Nos últimos anos temos conseguido uma variação positiva de 9% a 11%. Embora a receita própria represente apenas 30% do volto total da arrecadação, mas ajuda. Além disso, este ano passaremos a contar com uma receita extra, que é o ISS dos cartões de crédito, o que pode ajudar a enfrentar esta perda”, pondera.

Arapiraca também perderá R$ 6 milhões dereceita

Pelas mesmas razões, o segundo município de Alagoas também terá queda de receita. Isso porque Arapiraca recebem, além do FPM normal, o FPM Reserva, um percentual do fundo destinado a cidades com mais de 150 mil habitantes.

No caso de Arapiraca, as perdas serão apenas no FPM Reserva e chegarão a cerca de R$ 6 milhões.

Para que você entenda melhor, a distribuição do FPM é regulada por várias legislações diferentes. Do total, 10% vai para as capitais, 3,6% para os municípios reservas e 86,4% para os municípios do interior (que neste caso também inclui os reservas).

Veja as tabelas

Acompanhe nas tabelas e reproduções as decisões do TCU e a estimativa do Tesouro Nacional para Alagoas.

Na contramão, Alagoas tem melhor resultado fiscal entre todo os estados do Brasil
   16 de janeiro de 2018   │     20:35  │  0

Até 2014, os estados brasileiros tinha um superávit fiscal (resultado positivo) de R$ 16 bilhões. Na prática, isso significa que os atuais governadores receberam a missão de administrar governos com dinheiro em caixa. Um bom exemplo é o do Rio Grande do Norte, que tinha superavit de R$ 4 bilhões e hoje não consegue pagar em dia os salários dos servidores.

Nem todos os estados, no entanto, estavam com boa saúde. Ao final de 2014, Alagoas tinha um deficit de mais de meio bilhão de reais. Hoje, tem um superávit de quase um R$ 1 bilhão.

Um estudo encomendado pelo Jornal Estado de São Paulo, pelo economista Raul Velloso, mostra que a situação fiscal dos estados brasileiros se deteriorou – e muito – nos últimos 3 anos. De um resultado positivo de R$ 16 bilhões em suas contas para um deficit de R$ 60 bilhões no fim de 2017.

De acordo com o levantamento, Alagoas, Paraná, Ceará, Maranhão e Piauí foram os únicos cujas contas não se deterioraram nos últimos três anos. Alagoas é um destaque no levantamento feito pelo economista Raul Velloso.

Apesar de altamente endividado, o Estado fez um ajuste fiscal que melhorou suas contas: o resultado passou de um déficit acumulado de R$ 548 milhões, entre 2011 e 2014, para um superávit de R$ 943 milhões.

De acordo com o levantamento, para alcançar o resultado positivo, Alagoas fez o dever de casa: “foi necessário adotar medidas como a redução de 30% no número de cargos comissionados e o fim de cinco secretarias estaduais. Investimentos só se houvesse recursos da União”.

Ainda segundo o estudo, o governo de Renan Filho (MDB) conseguiu elevar a receita, alterando seus tributos. A alíquota do ICMS sobre produtos supérfluos, como joias, passou de 12% para 27%, enquanto a do álcool caiu de 25% para 23%. Essas alterações também fizeram com que a avaliação do Tesouro em relação à capacidade de pagamento do Estado saísse de C, em 2016, para B, em 2017.

“Em 2015, não tínhamos condições de pagar as contas, precisávamos de recursos extraordinários. Agora, começamos a fazer investimentos em infraestrutura e saúde”, diz o secretário da Fazenda, George Santoro. Ele destaca que o gasto com pessoal, porém, ainda é um desafio. “O aumento das despesas com aposentados e pensionistas é um problema”.

Versão oficial

O estudo de Velloso foi tema de reportagem em importantes veículos de comunicação do país. Selecionei alguns links.

Estadão:

Em três anos, conta dos Estados sai do azul para um rombo de R$ 60 bi

Com a arrecadação em queda por causa da crise e uma folha de pagamento ‘mais cara’, governadores não conseguiram fechar as contas e acumularam um déficit histórico no fim de 2017, aponta levantamento do economista Raul Velloso

Leia aqui na íntegra: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,em-tres-anos-conta-dos-estados-sai-do-azul-para-um-rombo-de-r-60-bi,70002152198

 

IstoÉ:

Em cinco Estados, situação fiscal melhorou desde 2015

Os Estados de Alagoas, Paraná, Ceará, Maranhão e Piauí foram os únicos cujas contas não se deterioraram nos últimos três anos. Com um déficit de R$ 3 bilhões em 2017, a situação de São Paulo ficou estável no período. Alagoas é um destaque no levantamento feito pelo economista Raul Velloso.

Leia aqui na íntegra: https://istoe.com.br/em-cinco-estados-situacao-fiscal-melhorou-desde-2015/

Época:

Conta dos Estados sai do azul para rombo de R$ 60 bilhões

Em cinco Estados, no entanto, situação fiscal melhorou desde 2015

Em um período de três anos, os Estados saíram de um resultado positivo de R$ 16 bilhões em suas contas para um déficit de R$ 60 bilhões no fim de 2017. Isso significa que os governadores assumiram seus postos, em 2015, com o caixa no azul e, se não tomarem medidas drásticas até o fim deste ano, vão entregar um rombo bilionário para seus sucessores.

Leia aqui na íntegra: http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2018/01/conta-dos-estados-sai-do-azul-para-rombo-de-r-60-bilhoes.html