Category Archives: Economia

Governo reduz repasse e 80 mil famílias podem ficar sem leite em AL
   28 de junho de 2018   │     21:54  │  0

O programa que garante a distribuição de mais de 50 mil litros de leite por dia, beneficiando cerca de 80 mil famílias na cidade (atualmente a distribuição é feita na base de 4 litros por semana para cada beneficiário) e mais de 3 mil agricultores familiares está com os dias contados em Alagoas – literalmente.

Pela estimativa dos gestores da Secretaria de Agricultura do Estado e de dirigentes de cooperativas que fornecem o leite distribuído com as famílias, os recursos liberados pelo governo federal só asseguram a manutenção do programa até agosto.

A informação que circula entre os produtores foi confirmada pelo secretário de Agricultura do Estado. De acordo com Antônio Santiago, o governo federal reduziu a previsão de repasses para manutenção do programa de R$ 30 milhões para R$ 10 milhões, sendo R$ 5 milhões para 2018 e outros R$ 5 milhões para 2019.

“Fomos comunicados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que em função de cortes no Orçamento da União, o programa em Alagoas seria afetado com o corte de recursos”, aponta.

Preocupado com a informação, o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, promete mobilizar produtores e as outras cooperativas que abastecem o programa do leite em Alagoas (Coopaz, Pindorama, Cafisa e Agra) para tentar sensibilizar o governador Renan Filho e a bancada federal do estado.

“Iremos a Brasília para tentar evitar o corte no programa. Mas também vamos apelar para a sensibilidade do governador Renan Filho. Nos últimos anos, sempre que houve redução de verbas federais, o governo do estado assegurou a manutenção da distribuição de leite aumentando, ainda que durante um período curto, a contrapartida do Estado”, afirma Aldemar Monteiro.

O presidente da CPLA lembra que deputados federais e senadores de Alagoas tem ajudado na interlocução com o MDS. “Mais uma vez esperamos contar com a força da nossa bancada federal, que é muito influente em Brasília. Do contrário, Alagoas pode perder um programa que tem apresentado grandes resultados tanto na cidade quanto no campo”, pondera.

Programa do leite

Em Alagoas o programa do leite tem duas faces. No campo, assegura a inclusão produtiva de mais de 3 mil agricultores familiares. Na cidade, a distribuição diária de 50 mil litros de leite atende 80 mil famílias (cada uma recebe 4 litros por semana).

O leite chega para famílias que estão sob risco nutricional, atendendo principalmente lares onde tem crianças, gestantes e nutrizes.

Por conta de cortes no orçamento federal, o programa do leite já foi reduzido em Alagoas, no ano passado, de 80 mil para 50 mil litros por dia.

Agora, a situação é mais grave. O valor anunciado pelo MDS só dá para manter o programa por mais dois meses, no máximo. Depois disso, o corte poderá ser total.

Rafael Brito anuncia inauguração de novo hotel em AL
   27 de junho de 2018   │     21:13  │  0

Maceió ganha um novo hotel nesta quinta-feira, 28. “Será o terceiro inaugurado este ano na capital e o vigésimo oitavo desde nos últimos três anos e meio”, destaca Rafael Brito, numa referência ao período de governo de Renan Filho.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas o mais novo empreendimento da rede Brisa Hotéis, o Hotel Brisa Suítes, localizado na Pajuçara, em Maceió, ,será inaugurado nesta quinta-feira, 28, às 8h30 horas.

“Somente este ano totalizamos mais de 1.200 novos leitos na capital”, aponta Brito.

O Hotel Brisa Suítes, q demandou investimento de aproximadamente R$ 15 milhões, irá gerar mais de 50 empregos diretos e tem 200 novos leitos.

Segundo informação da Agência Alagoas, a estrutura é moderna e diferenciada, incluindo piscina, restaurante panorâmico, sala de jogos e academia, sendo classificado como um empreendimento de quatro estrelas.

Segundo Brito, os bons resultados do turismo em Alagoas nos últimos anos tem impulsionado a expansão da rede hoteleira alagoana.

De acordo com dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), nos últimos três anos e meio, 28 hotéis foram inaugurados no Estado. “Até 2020, pelo menos outros dezesseis empreendimentos irão abrir as portas em todas as regiões alagoanas”, diz o secretário

Para o secretário, o crescimento de Alagoas nos últimos anos no turismo brasileiro contribui diretamente para atração de novos investimentos no Estado.

“O período de instabilidade econômica e política do Brasil gerou uma crise de investimentos no país. Poucos são os Estados e setores que cresceram. Felizmente, Alagoas e o turismo no Estado conseguiram superar essa situação do mercado, ganhando protagonismo. A rede hoteleira tem garantindo bons índices de ocupação dentro e fora da alta temporada, isso também é um diferencial para atração de novos empreendimentos. Esses novos hotéis geram emprego e renda para a população e contribuem para consolidar o turismo como uma das grandes forças da nossa economia”, enfatiza o secretário Rafael Brito.

Rafael Brito, secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo

Juiz libera venda direta de etanol em AL e preço pode cair 20% nos postos
     │     18:36  │  0

Alagoas é o maior produtor de cana-de-açúcar do Nordeste. Ainda assim o consumidor alagoano paga caro pelo combustível nos postos de gasolina. De acordo com o último levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, o valor médio do litro de etanol para o consumidor no Estado ficou em R$ 3,639.

´Na prática o alagoano paga quase R$ 1 real a mais pelo etanol do que consumidores de estados produtores de cana-de-açúcar do Centro Sul – especialmente São Paulo, Minas e Goiás – que tem tarifa de apenas 12% para o combustível. Em Alagoas o ICMS sobre o etanol chega a 25%.

Ainda assim, o preço final não se justifica. No estado o etanol que está sendo vendido por R$ 3,63 saiu da usina por R$ 1,79.

O valor entre a usina e o posto mais que dobra. E a principal razão para esse aumento de preço é uma norma da ANP que proíbe a venda direta da usina para os postos.

A passagem do combustível pelas distribuidoras, que nesse caso funcionam como mero atravessador, eleva o custo direto para o consumidor. E muito.

O mesmo combustível que a distribuidora compra por cerca de R$ 1,80 na usina é repassado ao posto por um preço médio de R$ 3,30. Não é nem preciso usar a calculadora para perceber que as distribuidoras tem se beneficiado de uma regra arcaica da ANP, em detrimento de produtores de cana-de-açúcar e dos consumidores.

A boa notícia é que a venda direta foi liberada em Alagoas. Através de decisão liminar o juiz Edvaldo Batista Junior autorizou a comercialização da usina para o posto também em Pernambuco e Sergipe.

A decisão já está valendo. Os postos que comprarem o combustível direto da usina podem reduzir o preço para o consumidor em até 20% segundo cálculo de especialistas. O presidente da Cooperativa Pindorama, Klécio Santos, que é um defensor da venda direta, avalia que a decisão pode reduzir os preços do combustível beneficiando toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar em Alagoas.

“Não faz sentido proibir o produtor de comercializar diretamente a produção. Quem perde com essa regra da ANP é o produtor de cana e principalmente o consumidor. Com a liberação, o preço vai ser reduzido porque além da margem das distribuidora, serão reduzidos os custos com logística”, explica.

A redução de preço deve ser maior nas cidades mais próximas das usinas de cana-de-açúcar.

Veja a decisão

.O juiz da 10ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco Edvaldo Batista da Silva Junior liberou produtores de etanol hidratado de 3 Estados a vender o combustível diretamente para os postos.

A decisão é dessa 3ª feira, 26, em caráter liminar e vale para Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Além da permissão da comercialização de álcool sem intermediários, a decisão impede a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de aplicar sanções às empresas que adotarem essa prática.

O texto diz que as usinas e destilarias estão “autorizadas a vender o mencionado combustível diretamente aos postos revendedores, devendo ainda as demandadas se abster de aplicar às unidades produtoras e aos postos revendedores de combustível que com elas negociarem qualquer espécie de sanção”.

A sentença vai de encontro ao trecho de uma resolução da ANP que obriga o fornecedor de etanol a comercializar o produto apenas com outro fornecedor cadastrado, distribuidor autorizado ou com o mercado externo.

No dia 19 de junho, o Senado havia aprovado um projeto com o objetivo de permitir a venda de etanol pelo produtor diretamente para os postos de combustíveis. O projeto seguiu para votação na Câmara.

A decisão tem efeito imediato e foi movida pela Cooperativa do Agronegócio dos Associados da Associação dos Fornecedores de Cana de Açúcar (COAF), entidade da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, e por três sindicatos que representam as usinas de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Os impactos, no entando, só poderão ser sentidos a partir de agosto de 2018, já que os três estados estão na entressafra da cana-de-açúcar, período em que a produção desacelera.

Um dos argumentos para a decisão do magistrado é o de que o modo de venda por meio de intermediários faz com que as distribuidoras “controlem o mercado do etanol no Brasil”, “recusando a compra ou atrasando um pouco mais um pagamento” aos fornecedores.

A prática, segundo o juiz, acaba por exercer “poder de vida e de morte sobre a atividade empresarial dos produtores de etanol”. O magistrado cita o fechamento de mais de 80 unidades produtoras no país.

Outro argumento para a decisão é de que o cumprimento das sanções vem provocando danos às usinas, “ao mercado de combustíveis, ao meio ambiente e ao próprio consumidor”.

Sobre a qualidade do combustível sem o intermédio das distribuidoras, os órgãos argumentam que o etanol continuará “sendo lacrado e certificado das unidades produtoras, como já ocorre” e continuará a sofrer fiscalização pelos revendedores e pelo próprio consumidor.

Sobre a liminar, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco considera que a decisão “fortalece a missão dos sindicatos de produtores na defesa dos interesses das usinas associadas em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, principalmente, e faz com que haja maior aproximação entre produtores e consumidores”.

Leia a íntegra da decisão

Decisão-Liminar venda direta

Senado aprova venda direta de etanol para postos de combustíveis
   22 de junho de 2018   │     17:25  │  0

Por 47 votos a dois, o Senado aprovou o projeto que prevê a venda direta de etanol das usinas para os postos de combustíveis. A votação foi realizada na terça (19). O projeto, de autoria do senador Otto Alencar (PSD-BA), segue agora para a Câmara dos Deputados.

Atualmente uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) proíbe a venda direta do etanol. A regra, segundo especialistas, além de arcaica, prejudica produtor e consumidor. A passagem obrigatória do produto pelas distribuidoras aumento o custo final em até 20%, principalmente na região Nordeste.

Com a votação esmagadora, a boa notícia alegrou produtores da região Nordeste. “A aprovação desse projeto e as regulações normativas que deverão se suceder ratificam o conceito de livre mercado para a toda a cadeia de distribuição e venda de etanol, com reflexos positivos no custo da operação e no preço final ao consumidor”, afirma Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

Os fornecedores e representantes das usinas estiveram unidos e já haviam pedido a ANP a liberação. “Foi um trabalho de união de forças que começou em Alagoas e que ganhou corpo na região Nordeste e depois em todo o Brasil. Recebemos o apoio da Unida e da Feplana e de representantes da bancada federal de Alagoas”, lembrou o presidente da Asplana, Edgar Filho.

Tem mais

O projeto de lei aprovado foi de autoria do senador Otto Alencar (PSD-BA), que propõe suspender a resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que atualmente proíbe a venda direta. Outro projetos, de autoria do deputado João Henrique Caldas (PSB-AL) também tramita no Congresso Nacional.

A ideia geral é conseguir abrir o mercado de combustíveis, aumentando a concorrência e, dessa forma, conseguir baixar o preço para o consumidor.

Falei essa semana aqui no blog sobre o assunto (https://goo.gl/FJeYht), quando o senador Renan Calheiros defendeu a medida afirmando que era preciso dar um fim ao oligopólio de empresas ligadas ao setor de combustíveis. Com a votação esmagadora, a boa notícia alegrou produtores da região Nordeste.

Com investimentos de R$ 8 milhões, AL ganha fábrica de reciclagem animal
   18 de junho de 2018   │     19:01  │  0

Dizem que do boi nada se perde, a não ser o berro. Apesar disso, parte do subproduto do abate bovino em Alagoas ainda é desperdiçado. Pior. Em casos como o sangue, ainda existe o risco de contaminação do meio ambiente.

Uma conta rápida feita outra dia por Roberto Amaral, que ocupava até o início de junho a Secretaria de Agricultura de Arapiraca, mostra que somente o Frigovale, frigorífico instalado no município, abate cerca de 3,5 mil a 4 mil bois por mês. “Somente este abate gera 76 mil litros/mês de sangue, um subproduto que se for para o meio ambiente pode gerar diversos níveis de contaminação”, avalia.

No caso do Frigovale, o sangue e outros subprodutos do abate eram descartados em lagoas de decantação, de acordo com as normas ambientais. Desde o mês passado, no entanto, a indústria está dando uma destinação mais adequada a todo o material, que passou a ser aproveitado numa nova indústria, pioneira na região

“Essa fábrica representa um grande avanço para nossa região, na medida que vai gerar mais empregos, movimentar a economia e reduzir riscos de contaminação do meio ambiente”, aponta Roberto Amaral.

A nova fábrica, citada por Amaral, é a indústria de reciclagem animal inaugurada na parceria entre a FrigoVale Alagoas e a empresa Campo do Gado, em Arapiraca. Com investimentos de R$ 8 milhões, a empresa promete ganhos econômicos e ambientais para a região, além de gerar 150 postos de trabalho diretos e indiretos.

A chamada “graxaria” utiliza subprodutos do abate de animais, como sangue, ossos e vísceras para produzir farinha de osso, farinha de sangue, utilizadas na fabricação de ração animal e sebo bovino, utilizado na fabricação de sabão e biodiesel.

A nova indústria é a primeira do estado e vai atender também frigoríficos e matadouros de Sergipe e Pernambuco. Mesmo funcionando em fase experimental, a indústria de reciclagem animal, já definiu parceria para processar, além do Frigovale, os subprodutos de um frigorífico de Sergipe, o Nutrial.

“Essa reaproveitamento de subprodutos se tornava inviável pelo volume de matéria-prima ser insuficiente. Agora com a demanda regional, recebendo material de outros frigoríficos, restaurantes, supermercados, e de empresas de outros estados é possível realizar a reciclagem animal aqui em Alagoas”, explica o diretor Executivo da FrigoVale, Jaelson Gomes.

O novo empreendimento só foi viabilizado, segundo o Jaelson, pela iniciativa do presidente do grupo Campo do Gado, Gustavo Machado. “Ele já domina esse mercado e tem forte atuação na Bahia e está trazendo junto com o Frigovale uma solução que traz importantes ganhos ambientais e econômicos para Alagoas”, explica.

Ambiental

Além de devolver para a natureza os subprodutos transformados, a nova indústria possui um sistema que permite a filtragem de fumaça, produzida pelo processamento industrial, que sai na atmosfera. Através do “lavador de gases”, a fumaça fica limpa, sem partículas sólidas. “Nós investimos pesado nesta fábrica, principalmente quando se trata da questão ambiental. Aqui foi instalado um lavador de gases e um filtro biológico para que todo o processo transcorra de acordo com a legislação”, afirma Jaelson.

Os investimentos na fábrica de reciclagem animal chegaram a R$ 8 milhões. A proposta da FrigoVale e da Campo do Gado é trazer mais qualidade de vida, aliado ao desenvolvimento econômico. “Contamos com a parceria da comunidade que vive ao lado da empresa que não pode ser evitada. Faremos todos os investimentos que foram precisos para evitar qualquer tipo de transtorno”, destaca o diretor do frigorífico.

Indústria de reciclagem animal de Arapiraca