Category Archives: Economia

Mais de R$ 100 milhões até abril: Governo de Alagoas volta a pagar dívida com União
   3 de maio de 2017   │     17:40  │  1

O governo de Alagoas voltou a pagar os serviços da dívida com a União desde janeiro deste ano. As parcelas são crescentes. Começaram em 5% e vão crescendo 5 pontos percentuais a cada mês até atingir o equivalente a 100% – o que deve acontecer em meados de 2018.

Não é só. O Estado continua pagando – sem interrupção desde o ano passado – dívidas internacionais e com bancos, a exemplo do BNDES.

Em 2016 o pagamento da dívida com a União foi suspenso em maio. Ainda assim o Estado pagou, no ano passado, R$ 432,7 milhões do serviço da dívida, sendo R$ 136,7 milhões de juros e encargos e R$ 295,9 milhões de amortização.

Este ano, a julgar pelo ritmo dos pagamentos, o desembolso será maior.

De janeiro de 2017 até agora o Estado já pagou cerca de R$ 107 milhões de serviço da dívida, sendo R$ 42,5 milhões de juros e R$ 64,4 milhões de amortização.

Os pagamentos são crescentes. Em abril já foram pagos R$ 17 milhões e o governo ainda deve transferir, nesta sexta-feira, mais R$ 20 milhões para o pagamento da dívida com a União.

Vai apertar mais

O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, avisa que o governo deve fechar 2017 com pagamentos de pelo menos R$ 600 milhões do serviço da dívida. “Vamos pagar mais do que em 20186, no entanto o caixa deve apertar bem mais em 2018, quando voltaremos a pagar a dívida integralmente”, pondera.

A volta do pagamento da dívida, no entanto, já está dentro da previsão orçamentária da Fazenda: “é por isso que precisamos continuar controlando ao máximo as despesas e fazendo um grande esforço para aumentar a arrecadação”, diz Santoro.

Com R$ 315 milhões, ICMS de AL é recorde para o mês de abril
   2 de maio de 2017   │     16:28  │  0

Na contramão da crise, a Secretaria da Fazenda de Alagoas conseguiu mais um excelente resultado na arrecadação do ICMS. Depois de um tropeço em fevereiro e um resultado “modesto” em março, a receita de ICMS de Alagoas voltou a fechar em forte alta em abril de 2017.

No mês, segundo números preliminares, a arrecadação chegou a R$ 315,01 milhões, com variação de 9,95% na comparação com igual mês de 2016, quando foi arrecadado R$ 286,50 milhões.

O valor arrecadado não é o maior da história, nem mesmo deste ano, mas é recorde para o mês de abril.

Com o bom resultado de abril, o estado melhorou o desempenho no acumulado do ano. Nos quatro primeiros meses de 2017 a receita de ICMS somou R$ 1,248 bilhão, em crescimento de 5,01% na comparação com o período de janeiro a abril de 2016, quando foram arrecadados R$ 1,1896 bilhão.

O resultado de abril supera as melhores expectativas – especialmente porque a economia do país segue estacionada. O desempenho, avalia o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, é fruto do aperto na fiscalização e de mudanças na legislação, que foram realizadas desde o início da gestão do governador Renan Filho.

Apesar do bom resultado, Santoro mantém cautela em relação ao desempenho da receita de impostos. “O último número que tenho foi esse. O final só terça (2). Vai ficar em torno de 10%. É um ótimo resultado. Esse ano até março apenas 5 estados entre eles alagoas bateram a inflação no ICMS”, aponta.

Segundo George Santoro, o resultado seria melhor não fosse o desempenho abaixo do esperado do setor elétrico: “Energia acumula 4 meses de queda tanto pelas tarifas que caíram quanto pelo consumo que está em baixa”, pondera.

Em função do cenário econômico nacional, a Secretaria da Fazenda trabalha com expetativa de crescimento da receita “modesta” para 2017. A expectativa inicial, segundo previsto no Orçamento do Estado, é arrecadar R$ 3,795 bilhões em impostos (ICMS e IPVA) este ano, com correção de cerca de 10% sobre igual previsão para 2016 (R$ 3,43 bilhões) e com o valor abaixo do que foi efetivamente arrecadado no ano passado (R$ 3,804 bilhões).

Veja a tabela

icms abril 17

Duratex confirma investimentos de R$ 1,1 bilhão em Alagoas
   29 de abril de 2017   │     19:30  │  3

Um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil está desembarcando em Alagoas para ficar. A Duratex confirmou investimentos na construção de uma nova unidade industrial no estado, que deve começar a operar já em 2019.

O projeto de investimento industrial, que começou com a Caetex (formada a patir de joint venture entre Caeté Agroindustrial e Duratex) foi aprovado durante reunião do Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes) na última quinta-feira, 27.

Com a aprovação, a empresa terá a concessão de incentivos fiscais previstos no Programa de Desenvolvimento Integrado (Prodesin) para instalação de mais uma indústria em Alagoas.

De acordo com o projeto, “foi garantida a vinda da gigante Duratex, com um investimento de R$ 1,1 bilhão e geração de 460 empregos diretos”.

Preparativos

A Duratex tem 20 unidades industriais no Brasil e decidiu, anos atrás, implantar uma unidade no Nordeste. Alagoas foi escolhida como local ideal pela sua localização estratégica, pelos incentivos fiscais e pelas possibilidade de parceria com empresas locais.

Para manter uma unidade de fabricação de laminados, que é o caso da indústria a ser implantada em Alagoas, a Duratex precisa de áreas de até 20 mil hectares de florestas de eucalipto.

Em Alagoas a parceira com a Usina Caeté foi anunciada no final de 2014, com a criação da Caetex. Desde então, a empresa já plantou mais 6 mil hectares de eucalipto no Estado.

A unidade fabril para produção de painéis em MDF e MDP deve começar a funcionar em 2019. Em seu pleno funcionamento, a unidade terá capacidade de produção de até 400 mil m³.

Gigante

A Duratex atua na produção de painéis de madeira e louças e metais sanitários e é líder desses segmentos no do Hemisfério Sul. Atualmente, o grupo tem 11 mil colaboradores, espalhados por 22 unidades industriais e florestais localizadas em oito estados brasileiros, além da sede administrativa, que fica na capital paulista. Além disso, ainda conta com três fábricas na Colômbia e escritórios comerciais nos Estados Unidos e na Europa, o que permite que seus produtos cheguem a mais de 50 países, além do Brasil.

Controlada pelos conglomerados Itaúsa e Grupo Ligna, a empresa integra, desde 2009, o Novo Mercado da BM&FBovespa. Além disso, desde 2008, está na carteira do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), também da BM&F Bovespa.

duratex

Versão oficial

A Agência Agência Alagoas distribuiu texto sobre a aprovação dos incentivos para a Duratex. Leia aqui:

Com apoio do Governo em incentivos fiscais, Duratex vai investir 1,1 bilhão em AL

O Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes) aprovou na noite de quinta-feira (27) a concessão de incentivos fiscais previstos no Programa de Desenvolvimento Integrado (Prodesin) para instalação de mais uma indústria em Alagoas. Dessa vez, foi garantida a vinda da gigante Duratex, com um investimento de R$ 1,1 bilhão e geração de 460 empregos diretos.

…Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Helder Lima, a aprovação do investimento deverá formar um novo cenário no setor produtivo. “Com a implantação de uma indústria de beneficiamento de eucalipto, produzindo placas de MDF e MDP, abrimos portas para a consolidação da cadeia produtiva de móveis, um mercado importante que promove grande geração de emprego e renda, além de diversificar a economia do estado”, afirmou Helder Lima.

Leia aqui na íntegra:

http://www.sedetur.al.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/2015/com-apoio-do-governo-em-incentivos-fiscais-empresa-duratex-vai-investir-1-1-bilhao-em-al

Audiência frustrada: Justiça não consegue vender usinas da Laginha
   28 de abril de 2017   │     18:48  │  1

Não foi apresentada nenhuma proposta. É simples assim. A audiência realizada na Comarca de Coruripe, nesta sexta-feira, 28, para acolhimento de propostas de alienação (venda) das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, pertencentes a massa falida da Laginha Agroindustrial SA, foi frustrada.

Nenhum interessado apresentou proposta – o que é do ponto de vista do pagamento de credores uma sinalização negativa. Em nova tentativa, as indústrias podem ser vendidas por uma valor menor do que o avaliado (cerca de R$ 440 milhões).

Os magistrados responsáveis pelo processo de falência informam que vão tentar vender as usinas, em outra data e explicaram que para a próxima tentativa de alienação (venda), o procedimento adotado será o leilão. Nos próximos dias, os juízes indicarão o leiloeiro responsável.

A informação é da Comunicação do TJ/AL. Leia:

Audiência para venda de usinas da Laginha em MG termina sem propostas

Juízes responsáveis pelo processo de falência explicaram que a próxima tentativa de alienação será por leilão

Foi concluída sem propostas a audiência marcada para que se manifestassem os interessados em adquirir as usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, localizadas no interior de Minas Gerais e pertencentes à Laginha Agroindustrial. A audiência ocorreu no Fórum de Coruripe (AL), nesta sexta-feira (28).

Os magistrados responsáveis pelo processo de falência da Laginha explicaram que para a próxima tentativa de alienação (venda), o procedimento adotado será o leilão. Nos próximos dias, os juízes indicarão o leiloeiro responsável.

Phillipe Alcântara, Leandro Folly e José Eduardo Nobre são os magistrados responsáveis pelo processo, que tramita na 1ª Vara da Comarca de Coruripe. Participaram da audiência credores, promotores do Ministério Público de Alagoas que atuam no caso e representantes da administração judicial da empresa.

Matéria referente ao processo nº 0000707-30.2008.8.02.0042

Leia aqui na íntegra: http://www.tjal.jus.br/comunicacao2.php?pag=verNoticia¬=11503

Avaliação de mais de R$ 400 milhões

O valor de avaliação das duas unidades levantado em 2014 e validado pela Justiça de Alagoas em 2015 era de cerca de R$ 440 milhões: Usina Triálcool – Valor Global sem Cana R$ 227,7 milhões e Usina Vale de Paranaíba – Valor Global sem Cana R$ 211,2 milhões.

Esses valores estão defasados e podem gerar perdas para a massa falida e, por tabela, para os credores. O Bando do Nordeste, maior credor da massa falida, pediu nova avaliação, que foi negada pelos magistrados.

O valor de avaliação das duas usinas representa apenas cerca de 20% dos débitos da massa falida apurados pela Justiça – cerca de R$ 2 bilhões.

audiencia laginha

Magistrados conversam com envolvidos no processo (Foto: Ascom/TJAL)

Alagoas perde mais de 9 mil empregos em março e 27 mil no ano
   20 de abril de 2017   │     18:43  │  0

De novo Alagoas registrou um dos piores resultados do Brasil no mercado de trabalho formal. Em março de 2017, revelam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nessa quinta-feira (20), o estado registrou a terceira maior redução de empregos do país (atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo) e a maior do Nordeste.

Em março, foram registradas 5.955 admissões e 15.920 desligamentos. No mês, o saldo negativo foi de -9.335 postos de trabalho com carteira assinada.

Mais uma vez todos os setores da economia registraram perdas de empregos em Alagoas. Novamente, o pior resultado – o que já era esperado – ficou com a indústria de transformação, com saldo negativo de -7.735 empregos formais em fevereiro. O setor, que inclui as usinas, foi impactado pelo final da safra de cana-de-açúcar.

Fundo do poço

A “surpresa” no Caged de março ficou como setor de serviços – normalmente o último a sentir os efeitos da crise. Com saldo negativo de -649 empregos formais, esse setor foi o que mais desempregou em Alagoas em março, depois da cana-de-açúcar.

Mias de 27 mil empregos perdidos

No acumulado de janeiro a março, Alagoas registrou 19.244 admissões e 46.877 demissões, com saldo negativo de -27.633 empregos formais. A variação negativa na comparação com o estoque de tralhao em relação ao período anterior é -7,73%.

Considerando os dados de 12 meses – de abril a março – que mostram um “retrato” mais real da situação do mercado de trabalho, Alagoas registrou 111.463 admissões, 127.403 demissões, com saldo negativo de -15.940 empregos formais e variação de -4,61 na comparação com o período anterior.

Entre os setores, os maiores saldos negativos em 12 meses foram registrados na indústria (de transformação (-6.870), construção civil (-5.093), comércio (-2.735), serviços (-951) e agropecuária (-127).

caged alagoas março 2017