Category Archives: Economia

PIB de AL cresce acima da média nacional: “é preciso estratégias”, diz senador
   30 de dezembro de 2021   │     21:14  │  0

O Governo de Alagoas divulgou, nesta quinta-feira (30), a estimativa anual até o terceiro trimestre de 2021 do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. A apresentação ocorreu na sede da Seplag, que é responsável pelo levantamento junto ao IBGE.

De acordo com os dados apresentados, estima-se um crescimento de 6,50%, em relação ao mesmo período de 2020. O avanço é justificado pelo resultado positivo em todos os setores: Agropecuária (9,82%), Indústria (7,89%) e Serviços (5,39%).

De acordo com os dados, o PIB alagoano superou a média nacional. Em 2020 o de Alagoas caiu 0,3%, enquanto o do país recuou 3,9%. Até o terceiro trimestre, o PIB estadual cresceu 6,5% ate 5,7% da média nacional.

Nas redes sociais, o senador Renan Calheiros (MDB) comentou o resultado. “A gestão é determinante para a economia. É preciso estratégia, equipe e decisões acertadas”, avalia.

Para o senador, a alta do PIB reflete os investimentos realizados tanto setor público quanto privado que fortalecem a economia alagoana.

Peso do agro

Segundo dados da Seplag, o agronegócio foi o setor que teve melhor desempenho este ano no PIB de Alagoas.

No acumulado do ano de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior, a agropecuária variou positivamente em 9,82%, tendo em vista crescimento nas estimativas de produção das lavouras: cana-de-açúcar (18,04%), laranja (9,61%), banana (24,74%), abacaxi (4,85%), coco-da-baía (0,76%), amendoim (0,79%), feijão (em grão) (75,64%), milho (34,62%), tomate (10,71%), arroz (47,03%) e batata doce (2,31%). Os demais produtos: fumo (em folha) (-4,26%) e mandioca (-1,86%) tiveram variação negativa.

Já a indústria alagoana expandiu 7,89%, acarretado, em especial, pelo comportamento observado em seus subsetores: indústria de transformação (28%), construção (9,74%), eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (17,13%). Em contrapartida, o subsetor indústria extrativa apresentou queda de 26,36%, motivada pela redução na produção de petróleo e gás natural.

O setor de Serviços (5,39%) teve seu crescimento influenciado pelos subsetores: administração, educação e saúde pública, defesa e seguridade social (6,92%); comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (3,99%); atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (4,52%); alojamento e alimentação (6,34%); e transporte, armazenagem e correio (13,78).

Saiba mais: PIB 2021: Alagoas apresenta estimativa de crescimento de 6,50%, aponta Seplag

 

Agro ajuda a elevar PIB de Alagoas, afirma secretário
     │     8:25  │  0

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, apresenta, nesta quinta-feira (30), às 10h, em coletiva de imprensa, a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do estado para 2021.

A Pasta também divulgará a reestimativa do PIB 2020. Os dados são referentes ao resultado anual para 2021 e serão repassados na sede da Seplag.

O secretário Fabrício Marques estará presente, junto ao corpo técnico da Seplag, para explicar as análises socioeconômicas e esclarecer nuances encontradas no indicador. A Seplag ressalta que a coletiva seguirá todos os protocolos sanitários estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e que é obrigatório o uso de máscara.

De acordo com Marques, o IBGE fez revisões na base de dados, em função da pandemia.

“A queda de 2020, era menor que o Brasil. Agora vai ficar quase zerada”, aponta, acrescentando que em relação ao PIB deste ano serão divulgados dados até o terceiro trimestre.

“Mas é tendência que não muda a tendência para o ano. Nosso PIB até o terceiro trimestre está acima do PIB nacional”, emenda.

De acordo com a Seplag, após a reestimativa, a oscilação revisada do PIB de 2020 (que teve queda de cerca de -1,5%) deve ficar abaixo de -0,5%. Os dados serão apresentados na coletiva.

O crescimento do PIB em Alagoas, acima da média nacional, vem sendo puxado, adianta Fabrício, pela agricultura – que está ganhando mais peso na nossa economia.

“Só isso já ajuda a diminuir a queda que estava calculada para 2020”, aponta. Ele atribui o crescimento maior que o nacional a três fatores: “Um é o fator agricultura. A gente cresce mais. Outro setor que puxa o crescimento é o da construção e também, este ano, a retomada da operação da Braskem”, completa.

Klécio tenta impedir fechamento de empresa em Coruripe
   21 de dezembro de 2021   │     19:12  │  1

Produtores rurais reagiram com surpresa ao serem informados que a Raesa está desativando sua operação em Coruripe.

A empresa é especializada em tubos de alumínio e outros produtos para irrigação de alta pressão e está instalada em Alagoas há quase 15 anos. O faturamento anual hoje é de R$ 10 milhões.

Na última semana, a empresa recebeu notificação judicial da prefeitura de Coruripe para desocupar a área de 15 mil M2 que ocupa às margens.da AL 101 Sul, sob pena de despejo com uso de força policial.

Depois da decisão judicial, a empresa comunicou que está encerrando a operação em Coruripe.

A partir da unidade no município, a Raesa atende  produtores rurais de Alagoas e de todo o Nordeste.

A ordem de despejo, segundo informações que circulam entre produtores, foi dada porque a prefeitura pretende doar o terreno ao governo do Estado para construção de uma UPA no local.

É o caso clássico de cobrir um santo e descobrir o outro.

O presidente da Cooperativa Pindorama, Klecio Santos, vem tentando contornar a crise. Para evitar o fechamento da Raesa, ele ofereceu uma área da Cooperativa onde a empresa poderá ser instalada.

Klecio também conversou com o prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrāo, a quem explicou que o fechamento da empresa vai causar prejuízos a centenas de produtores da cooperativa e do município.

O esforço é para conseguir prazo que permita a empresa a mudar suas instalações, sem interrupção das atividades.

“Conversei com o prefeito e com a diretoria da Raesa. Quero dar minha contribuição para evitar prejuízos aos nossos cooperados e outros produtores que precisam recorrer aos serviços da empresa. Se ela fechar não teremos mais onde comprar esses materiais usados na irrigação”, poderá Klecio Santos.

Versão oficial

Veja texto da assessoria

Pindorama disponibiliza área para realocação da Raesa em Coruripe

Diante do papel da empresa Raesa para o desenvolvimento da produção agrícola de Alagoas, a Cooperativa Pindorama está disponibilizando um terreno de 10 mil metros quadrados, sem custos ou contrapartida, à margem da rodovia AL-105, para que a empresa possa se instalar e permanecer atuando em Coruripe.

A decisão da cooperativa foi tomada para evitar que a empresa deixe o município, onde atualmente encontra-se instalada, gerando impactos negativos na região.

“A Raesa é uma grande parceira. Sua presença em nossa região é vital para nosso desenvolvimento. A Cooperativa Pindorama se prontifica a fazer todo o esforço possível para a manutenção dela no nosso município. Falei também com o prefeito Marcelo Beltrão para que juntos possamos manter a empresa na região dada a sua importância”, afirmou o presidente de Pindorama, Klécio Santos.

De acordo com ele, a cooperativa conta, hoje, com mais de mil associados, com produção ativa de cana-de-açúcar e frutas em mais de 1.400 lotes. “Por este motivo, a presença da Raesa em nosso município é vital, uma vez que temos um grande potencial hídrico e essa conceituada empresa é líder mundial em irrigação por aspersão com tubos de alumínio, pioneira na introdução da irrigação em todo o mundo”, reforçou.

A cooperativa se colocou à disposição para que os técnicos da empresa possam avaliar possíveis áreas destinadas a realocação e em ceder um espaço para que a Raesa possa armazenar os equipamentos com segurança e em condições adequadas.

ALE aprova Orçamento para pagar salários de dezembro, LOA e Rateio nesta segunda
   19 de dezembro de 2021   │     19:36  │  0

A proposta é aprovar todas as matérias pendentes e, em seguida, começar o recesso de final de ano no Poder Legislativo. E tudo isso sem um acordo ainda fechado com o governador Renan Filho sobre a sucessão de 2022. O pacto agora é a da governabilidade.

“Vamos tentar um acordo pra entrar em recesso, zerando a pauta”, adianta o líder do governo na Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado estadual Sílvio Camelo.

Entre as pautas mais importantes e que deve ser colocadas em votação na sessão desta segunda-feira, 20, estão a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022, o remanejamento orçamentário de 2021 e o pagamento do rateio do Fundeb a servidores da Educação.

Camelo avalia como provável a aprovação de todas as pautas, consideradas de interesses dos servidores e do Estado. “Conseguimos incluir a votação do rateio a partir de pedido de urgência. Essa matéria certamente vai contar com a aprovação de todos os deputados, pois beneficia todos os servidores da Educação”, aponta.

Quanto ao remanejamento orçamentário, de R$ 2 bi, o líder do governo também avalia que haverá aprovação. “O governo teve novas despesas este ano, inclusive com pessoal. Esse remanejamento vai assegurar o pagamento em dia dos servidores. O dinheiro existe, o que falta é apenas uma autorização do legislativo para que o pagamento da folha de dezembro aconteça já no próximo dia 23”, pondera.

A LOA, avalia Camelo, também deve ser aprovada, mas a matéria é considera mais complexa. “Vamos buscar acordo para que a matéria seja aprovada”, adianta.

Pagamento de salários

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas comunica que o pagamento dos servidores públicos, referente ao mês de dezembro, será realizado no próximo dia 23.

“Um Projeto de Lei, publicado no Diário Oficial do Estado de 13 de dezembro, que está tramitando na Assembleia Legislativa altera a lei orçamentária 2021, aumentando o limite de remanejamento por decreto. A aprovação deve acontecer até segunda-feira.

Vale lembrar que em 2021, após 30 anos, o pagamento passou a ser realizado no mês trabalhado e que o décimo terceiro foi pago antecipadamente, em 09 de novembro. Financeiramente, 14 salários pagos ao longo do ano.

São 83 meses de governo e mais 6 décimos terceiros, totalizando 89 salários rigorosamente em dia. É uma satisfação para o Governo cumprir seus compromissos e antecipar os pagamentos para aquecer o comércio.”

LOA 2022

O governo enviou para a Assembleia Legislativa de Alagoas a proposta do Orçamento Fiscal referente aos Poderes do Estado, para o exercício de 2022.

A proposta enviada ao Legislativo apresenta “receita bruta estimada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade é de R$ 16,38 bi” e “receita líquida das deduções constitucionais e legais de R$ 12,62 bi”.

Para entender melhor a LOA, recomendo que lei texto que fiz em setembro: AL terá R$ 2,1 bi para investimentos em 22; valor é menor que Orçamento deste ano

Vídeo: em fase de retomada, setor sucroenergético de AL vai produzir 18 mi de toneladas de cana
   17 de dezembro de 2021   │     20:49  │  0

Do fundo do poço a médias históricas de produção. O setor sucroenergético de Alagoas vive uma fase de retomada. Está emergindo, literalmente.

A agroindústria da cana-de-açúcar de Alagoas saiu da UTI, respira sem aparelhos e deve ter alta da sua pior fase em poucos

O maior setor da economia do Estado viveu seu pior momento na safra 17/18, com a menor produção da história recente. A moagem foi de apenas 13,7 milhões de toneladas de cana – praticamente metade da média histórica alagoana (de 25 a 26 milhões de toneladas por ciclo).

A crise deixou suas sequelas. Até a safra 14/15, quando esmagou 23,1 milhões de toneladas de cana, o Estado tinha 21 usinas em operação. Hoje apenas 15 estão em operação no ciclo atual. Mas as expectativas são boas – especialmente se a chuva deixar.

O ciclo de recuperação iniciado em 2018, a partir da equalização tributária promovida pelo governo do Estado, ganhou força com a valorização do açúcar no mercado internacional, aumento da demanda por etanol e, especialmente, a oscilação do câmbio.

As empresas que sobreviveram passaram a fazer novos investimentos a diversificar a comercialização, embaladas pela política de equalização fiscal do Governo de Alagoas – que nivelou os tributos com outros Estados produtores do Nordeste e deu maior competitividade à indústria local.

Como resultado, Alagoas vem tentando retomar, safra após safra sua produção histórica. E tem mostrado potencial para chegar lá. Depois do “fundo do poço”, em 17/18, com 13,7 mi de toneladas, a moagem foi a 16,5 mi em 18/19, depois 16,9 mi em 19/20 e chegou a 17,03 mi em 20/21.

A expectativa agora é fechar a safra 21/22 produzindo mais de 18 milhões de toneladas. E sim, o caminho é longo, mas vai dar para retomar produções na casa de 25 milhões de toneladas, garante o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira.

Conversei com ele sobre o futuro do setor no Estado. A entrevista traz uma avaliação da safra 21/22 e principalmente as expectativas para o futuro.

Veja a entrevista com Pedro Robério Nogueira: