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Depois da Segurança, RF leva “padrão” da Força Tarefa para a saúde
   16 de julho de 2017   │     23:40  │  1

O governador Renan Filho lançou a Força Tarefa no dia 20 de março deste ano, no calçadão de Maceió. Quem viu o lançamento da operação acreditou, num primeiro momento, que seria apenas a chegada de novas viaturas para a Polícia Militar, as “amarelinhas”. Não era.

O Força Tarefa surpreendeu com resultados rápidos.

A média de Crimes Violentos Letais e Intencionais em Alagoas caiu logo no primeiro mês de operação. Depois de fechar janeiro com 206 CVLI, fevereiro com 200 e março com 199, em abril os registros cariam para 168, despencando para 125 em maio (menor número de homicídios num mês em anos) e 133 em junho. Foram 605 crimes no 1o trimestre do ano e 426 no 2o trimestre, uma queda de 30% comparando um período com o outro.

O Força Tarefa não foi claro responsável sozinho pela redução da violência, mas teve papel fundamental. Isso porque o governo mudou de estratégia no enfrentamento da criminalidade. Entre as ações, o aumento do policiamento ostensivo, o uso da inteligência e a integração de ação entre todas as forças de segurança.

A partir desta segunda-feira, a Secretaria de Saúde do Estado começa a receber 14 ambulâncias no “padrão” Força Tarefa. As ambulâncias também são “amarelinhas” e completamente equipadas. O governo promete entregar, além destas, mais de 100 ambulâncias ainda este ano, para atender o Samu e a prefeituras de todo o estado.

Assim como aconteceu com a Segurança, as “amarelinhas” da Saúde serão usadas para colocar em prática um novo modelo de gestão na saúde.

Essas ambulâncias, explica o secretário executivo da Saúde, Ediberto Omena, serão usadas no serviço de regulação. Na prática, será um Samu entre hospitais que vai ajudar a transportar pacientes de um hospital para outro ou para a residência.

Com as “amarelinhas’, o secretário Christian Teixeira coloca em execução um plano que visa desocupar tão rapidamente quanto possível o leito de hospitais do estado, especialmente do HGE, em Maceió, ampliando assim a capacidade de atendimento da rede pública de saúde, num movimento semelhante à Força Tarefa que a partir da contratação de PMs nas suas horas vagas conseguiu aumentar, na prática, o efetivo policial nas ruas.

A ação não ficará apenas na regulação de leitos – medida que deve ampliar a capacidade de atendimento. A Secretaria de Saúde está investimento em serviços inteligentes e no uso de ferramentas de gestão, como sistemas hospitalares, que devem resultar na melhoria do serviço prestado ao cidadão.

Depois de melhorar a gestão, o governo aposta na ampliação do número de leitos públicos – o que vai acontecer com a ampliação da UE do Agreste e a inauguração, a partir do próximo ano, do Hospital da Mulher e do Hospital Metropolitano em Maceió, além de vários hospitais no interior.

Neste domingo, o governador Renan Filho antecipou nas redes sociais, a chegada das “amarelinhas” na Saúde.

“Bom dia de domingo. Novas ambulâncias começaram a chegar. Essa leva vai para HGE, Santa Mônica, UE do Agreste e outros hospitais geridos pelo Estado. Daqui há alguns dias chegam as que vamos doar aos municípios. E até o fim do mês as novas SAMUs que o Governo do Estado comprou pelo primeira vez, já que o Governo Federal, que devia enviá-las a Alagoas, parou de mandar e vinha sucateando a frota”, disse.

RF adianta, ainda, que “Com as novas SAMUs, compradas com recursos próprios, todas as 52 bases de Alagoas – Maceió, Arapiraca, Penedo, Palmeira, Atalaia, Santana, Teotônio, Rio Largo, Coruripe, Delmiro, São Luís, Matriz, União, enfim todas as bases – terão ambulâncias novinhas para o transporte de urgência e emergência. Ahhhh… Também chegou o novo helicóptero do SAMU, depois mostro pra vcs”.

Os resultados da Força Tarefa

A leitura das estatísticas da SSP aponta para a queda acentuada da violência em Alagoas após o início da operação Força Tarefa (veja gráfico). O que se espera agora é que governo consiga ao menos um desempenho próximo na Saúde.

O dia que mudou a história de Alagoas
     │     22:31  │  0

Eleito com mais de 80% dos votos, o professor Divaldo Suruagy retornou ao Palácio Floriano Peixoto, em janeiro de 1995, para cumprir seu terceiro mandato de governador de Alagoas.

A eleição, em 1994, foi quase uma nomeação.

Quem participou da campanha, em 1994, relata que Suruagy era aclamado por onde passava.

Após a posse, uma inesperada gestão marcada pelo desmonte da máquina pública, demissões e atraso de até 8 meses de salários para os servidores públicos.

A popularidade do então governador, com uma longa carreira pública e muitos serviços prestados a Alagoas, foi sendo consumida, mês após mês, até se transformar em revolta e a revolta virou rebelião e a rebelião eclodiu em tiroteio em plena praça pública.

A praça Dom Pedro II, em frente a Assembleia Legislativa de Alagoas, entrou para a história ao se transformar em palco da “guerra” em 17 de julho de 1997.

Foi lá que aconteceu a manifestação com 10 mil pessoas e o tiroteio que deixaram Suruagy entre o banho de sangue e a renúncia.

O professor preferiu deixar o palácio e voltar para casa no dia que mudou, para sempre, a história de Alagoas.

Agora, 20 anos depois, quem não estava lá entre as balas – e esse é o meu caso – tem a oportunidade de conhecer os detalhes desse dia que mudou a vida de Suruagy. E não só dele, mas de todo o povo alagoano.

O jornalista Joaldo Cavalcante participou daquele momento como poucos. Escondido atrás do tronco de uma gameleira, conseguiu evitar as balas, mas não conseguiu evitar o faro de repórter.

Joaldo retorna ao dia que mudou Alagoas, trazendo um relato de 221 páginas, 16 capítulos e 160 personagens, reunidos no livro-reportagem “17 de julho – a gameleira, as lembranças e a história decidida à bala”.

O lançamento da obra será nesta segunda-feira. O livro oferece a oportunidade para que todos, tenham ou não testemunhado o 17 de julho, entendam melhor o dia que mudou a nossa história.

O que posse dizer? Vou ler. Recomendo que façam o mesmo.

Concurso da PM: RF espera aprovação de Lei na ALE para lançar edital
   14 de julho de 2017   │     21:27  │  0

Pelo story do Instagram, o governador Renan Filho anunciou que espera apenas pela aprovação na Assembleia Legislativa de um lei que disciplina e moderniza a legislação dos concursos públicos em Alagoas para lançar o edital do concurso da PM e dos Bombeiros, com mais de mil vagas.

“Assim que essa lei for aprovada, o que espero que aconteça na próxima semana, vamos lançar o edital do concurso, um dos mais aguardados no nosso estado”, adianta.

Para aprovar o projeto de lei na próxima semana, como quer o governador, o presidente da ALE, Luiz Dantas, vai precisar convocar uma sessão extraordinária.

O Poder Legislativo está de recesso até o próximo dia 1o de agosto.

Empréstimo de R$ 620 milhões

A ALE também deve votar numa eventual sessão extraordinária, autorização para o Executivo contratar operação de crédito com o Banco do Brasil até o valor de R$ 620,7 milhões para a execução do “Programa Conecta Alagoas”.

O objetivo é proporcionar a integração regional e a melhoria da infraestrutura rodoviária do Estado por meio de investimentos em duplicação de rodovias, interligações regionais e universalização e recuperação de acessos pavimentados.

Para a votação em plenário, falta apenas a emissão dos pareceres de várias comissões técnicas da ALE, que iniciaram na terça-feira, 11, a análise de dois projetos de lei, conforme edital publicado pelo presidente Luiz Dantas no DO do Estado.

Versão oficiali

As comissões, convocadas pelo presidente da ALE, se reuniram esta semana. Veja texto da assessoria de comunicação do Legislativo:

Comissões técnicas iniciam análise de projetos

As comissões técnicas da Assembleia Legislativa iniciaram nesta terça-feira, 11, a análise de dois projetos de lei, conforme edital publicado pelo presidente Luiz Dantas no Diário Oficial do Estado. O primeiro estabelece normas gerais para concurso público em Alagoas (autoria do deputado Sérgio Toledo – PSC) e o segundo trata da contratação de operação de crédito para viabilizar a implantação do Programa de Investimentos Conecta Alagoas (autoria do Chefe do Poder Executivo).

Estiveram reunidos os deputados das Comissões de Constituição, Justiça e Redação; de Orçamento, Finanças, Planejamento e Economia; e a de Administração, Segurança, Relação do Trabalho, Assuntos Municipais e Defesa do Consumidor. Tão logo as análises dos pareceres estejam concluídas, a Casa deverá se reunir para a votação das matérias no plenário.

O primeiro projeto altera a lei estadual 7.858 de 28 de dezembro de 2016, que estabelece normas gerais para realização de concurso público pela administração direta, indireta, autárquica e fundacional do Estado de Alagoas. De acordo com Sérgio Toledo, o objetivo deste projeto é tornar mais viável a realização de concursos públicos pela Administração direta e indireta. “Estas modificações são importantes uma vez que a redação vigente cria custos demasiados para a realização dos certames, tornando mais lento todo o processo seletivo, bem como traz disposições incongruentes”, justificou.

Entre as modificações estão a de possibilitar a realização de concurso público para poucas vagas. Outra modificação permite que as inscrições em concursos públicos possam ser feitas eletronicamente, pela internet, sendo a Administração obrigada a disponibilizar espaço e pessoal para a realização de tal tarefa.

O projeto ainda assegura a isenção da taxa de inscrição ao candidato que estiver comprovadamente desempregado há pelo menos um ano. Pelo projeto, o período de inscrição para os concursos públicos será de, no mínimo, 20 dias, contados da data de publicação do edital. A proposta veda prova física entre 11h e 15h, ressalvadas as que forem realizadas em ambientes cobertos. Também passa para três dias úteis o prazo para a interposição de recursos, contado da publicação oficial do gabarito ou do resultado da prova.

O segundo projeto aprovado é de autoria governamental e autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito junto ao Banco do Brasil, com garantia de certificados de depósitos bancários e/ou fundos de investimentos ou garantia da República Federativa do Brasil.

Pela proposta, fica o Poder Executivo autorizado a contratar operação de crédito com o Banco do Brasil S.A., com garantias, até o valor de R$ 620.729.000,00, para a execução do “Programa Conecta Alagoas”, observadas as normas e disposições legais em vigor para contratação de operações de crédito. O Programa Conecta Alagoas tem por objetivo proporcionar a integração regional e a melhoria da infraestrutura rodoviária do Estado de Alagoas por meio de um conjunto de investimentos compostos por duplicação de rodovias, interligações regionais e universalização e recuperação de acessos pavimentados.

De acordo com a mensagem governamental enviada junto com projeto, com tal medida “espera-se uma melhoria no cotidiano da população, com a criação de um ambiente favorável ao crescimento econômico; ampliação das possibilidades do turismo pela qualidade da malha viária; fortalecimento dos segmentos produtivos da agricultura, comércio, indústria e serviços, facilitando o trânsito de mercadorias e insumos necessários à produção; melhoria na qualidade de vida dos cidadãos pela integração regional; geração de empregos durante e depois da execução das obras; redução de custos logísticos; além do aumento da produtividade”.

Leia aqui, na íntegra: http://www.al.al.leg.br/comunicacao/noticias/comissoes-tecnicas-iniciam-analise-de-projetos

Segurança vira maior “arma” política do governo em Arapiraca
     │     11:42  │  0

A redução no número de homicídios e de assaltos em Arapiraca está sendo transformada, ainda que involuntariamente, na maior “arma” – sem trocadilhos – política do governo de Alagoas no agreste.

Depois de circular pela região, um assessor próximo do governador, registrou sua surpresa: “o governo tem muitos investimentos na região. Estamos ampliando a Unidade de Emergência, duplicando rodovias, construindo o gasoduto, melhorando a educação com as escolas de tempo integral, mas nada tem repercutido tanto positivamente para o governo quanto a redução na violência. É só nisso que se fala na cidade, principalmente nos meios de comunicação”, registrou.

A redução da violência no município, claro, traz dividendos políticos para o governo, reconhece o assessor: “a aprovação da gestão é notadamente maior”.

No embalo, o governador Renan Filho reproduziu nas suas redes sociais reportagem do AL TV, da TV Gazeta, mostrando a redução da violência em Arapiraca. No município, segundo dados da SSP/AL a taxa de homicídios caiu 16% no primeiro semestre do ano. Em junho deste ano, na comparação com igual mês do ano passado, a queda foi ainda maior: 42% no número de homicídios e 37% no de assaltos.

O repórter Tony Medeiros conversou saiu em busca de uma explicação. E ela foi dada por Ênio Bolivar, comadante do 3o Batalhão da PM em Arapiraca.

“A explicação deve-se ao fato das forças integradas de segurança pública, o trabalho em conjunto, a abnegação dos nossos policiais em busca dessa diminuição dos índices de criminalidade. Então juntamente com a implantação do Força Tarefa aqui no agreste alagoano, só de Força Tarefa nós tivemos 1.044 ocorrências atendidas desde a implantação, comparado com nosso policiamento ordinário representa mais de 50% no atendimento dessas ocorrências”, disse o comandante.

Bolivar encerrou avisando: “Nós continuaremos fazendo as nossas operações, operações rotineiras e as operações junto com nosso serviço de inteligência”.

A “força” da Força Tarefa

O avanço da SSP contra a violência em Arapiraca deve-se, ao que se parece, à implantação da Força tarefa em Arapiraca. O novo serviço foi lançado em 2 de maio deste ano, contou com o reforço de 10 viaturas e produziu resultados rápidos.

Em Maceió, por onde o programa começou, os resultados são semelhantes.

A ideia do programa é dar mesmo uma demonstração da “força” da polícia nas ruas, o que se torna possível com o trabalho remunerado de policiais durante os dias de folga. OS PMs ganham cada um, dependendo da escala, extras de até R$ 900 por mês.

Com a iniciativa, o governo consegue, como explica o como explica o secretário de Segurança de Alagoas, Lima Junior, aumentar a presença ostensiva do policiamento nas ruas.

“A Força Tarefa vem como reforço de uma força presença mostrando que o Governo de Alagoas e a Segurança Pública têm buscado alternativas para coibir a ousadia da criminalidade. É um método ostensivo protetivo e só vem a somar com as demais guarnições que diariamente protegem a sociedade, ressaltando que os policiais são os mesmos que já desenvolvem suas atividades normais dentro dos batalhões e companhias”, declara Lima Júnior.

Veja aqui a postagem de RF sobre a redução da violência em Arapiraca:

“Notícia positiva para os alagoanos do Agreste! Comparando junho de 2016 com junho de 2017, o número de homicídios caiu 42% e de assaltos 37%. Reportagem da TV Gazeta”, diz o governador.

Veja a reportagem:

“Prefeitura de Maceió não tem dinheiro para tapar buracos”, alfineta secretário
   9 de julho de 2017   │     19:10  │  1

Enquanto o governo de Alagoas segue realizando obras e anunciando novos investimentos, algumas prefeituras agonizam.

Em Maceió, as dificuldades financeiras começam a ser percebidas por toda a população, em função da rápida proliferação de buracos pelas ruas da capital, nos últimos.

O problema, claro, foi agravado pelas chuvas.

Mas as dificuldades, pelo que se sabe, são crescentes e a equipe do prefeito Rui Palmeira não esconde que será preciso conter gastos, para evitar o pior.

Quem chamou a atenção para as dificuldades de caixa da prefeitura, foi o secretário da Fazenda do Estado. Em entrevista ao programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta, ao radialista Rogério Costa, George Santoro falou sobre a importância do ajuste fiscal em todas as áreas do governo.

O secretário repetiu o que tem dito há alguns meses: “o governo estadual fez o dever de casa”.

É fato. Alagoas tem hoje, como se sabe, “reservas” para fazer investimentos e mantém as contas em dia.

“Por essa razão temos caixa e fazemos investimentos, diferente de Maceió que depende de Brasília até para tapar buracos”, afirma Santoro.

O “exemplo” do secretário, claro, pode ter repercussão política, mesmo que não tenha sido a intenção, como parece que não foi, do secretário. Mas com as “diferenças” entre o prefeito e o governador, a leitura será outra. É claro que também terá “resposta” apropriada da equipe de Rui Palmeira.

Mas ao menos assim saberemos de fato qual a realidade financeira da prefeitura de Maceió.