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Secretário descarta ‘lockdown’ em Alagoas após eleição
   13 de novembro de 2020   │     14:15  │  0

É mais do que um boato. Algumas pessoas espalham a “informação” de Alagoas dará um passo atrás – ou mais do que isso – no plano de distanciamento social controlado.

Nos últimos dias várias pessoas me perguntaram se “era verdade que o governo vai fechar tudo de novo” depois do dia 15 de novembro, em função da ameaça de uma segunda onda da pandemia em Alagoas.

Os números oficiais da pandemia não apontam para isso. Os novos casos confirmados e os óbitos por Covid-19 em Alagoas estão em queda de acordo as estatísticas das secretarias municipais e da Secretaria Estadual de Saúde.

Apesar disso, o secretário Alexandre Ayres admite que a circulação do novo coronavírus ainda é alta no Estado. E sim, existe a preocupação com o aumento do contágio em função das aglomerações crescentes – em parte (e grande) decorrente da campanha eleitoral.

Quanto a possibilidade de lockdown ele é taxativo. “Não existe no momento a menor possibilidade”, resume.

Ayres assegura que a rede de saúde, pública e privada, está atendendo todos os casos que vem sendo registrados nos últimos dias e pronta para um eventual aumento dos números.

“Existe pontualmente, em algumas cidades do interior, um crescimento dos casos. O vírus continua em circulação e é recomendável que todos sigam o plano de distanciamento social controlado. Mas seguimos com o planejamento para a retomada. Em dezembro tudo indica que poderemos evoluir para a fase verde e definir o funcionamento de todos as atividades e setores que ainda estão suspensos, a exemplo de cinemas e escolas”, pondera.

Alagoas dá exemplo ao Brasil com a Expoagro, primeira exposição na pandemia
   3 de novembro de 2020   │     15:17  │  0

Um evento único na história das exposições agropecuárias do Brasil. A Expoagro Alagoas foi o primeiro grande evento do setor no país depois do início da pandemia do novo coronavírus.

Do começo ao fim, tudo saiu como planejado. Tudo e um pouco mais. O faturamento com os leilões e shoppings superaram todas as edições anteriores e chegou a R$ 15 milhões. Um novo recorde.

O público foi menor. E não poderia ser diferente. Afinal, a regra deve ser cumprida para a segurança de todos.

No período entre 23 de outubro e 1o de novembro, passaram pelo palco do evento, o Parque da Pecuária, cerca de 20 mil visitantes, além do pessoal que estava trabalhando na exposição. Se considerada a área de mais de 81 mil metros quadrados da Pecuária, era possível colocar o dobro disso, mas a organização do evento cumpriu à risca as recomendações. Não teve shows, nem leilões presenciais. A maioria dos eventos ganhou um novo formato, que o presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, gosta de chamar de ‘híbrido’.

O uso das redes sociais e das ‘lives’ permitiu levar a Expoagro muito mais longe do que a área onde é realizada, no bairro do Prado, em Maceió.

Os julgamentos de animais, as palestras e principalmente os leilões foram acompanhados por pessoas de todo o Brasil e de outros países.

A ‘pegada’ digital da Expoagro na sua edição 70 foi tão forte que os criadores alagoanos conseguiram comercializar animais para 18 estados do Brasil. Nunca algo parecido tinha sido registrado por aqui.

Vê-se agora que a Expoagro foi um acerto. Mas há alguns meses, nem se sabia se seria possível realizar o evento. Tudo dependia da evolução da pandemia em Alagoas. A aposta da ACA e dos seus parceiros era que a exposição aconteceria num momento de baixa na ‘curva’ de contaminação da Covid-19, como de fato está se verificando.

Daí foi preciso conversar e convencer as autoridades – incluindo o governador Renan Filho, os secretários de Saúde (Alexandre Ayres), Agricultura (João Lessa Neto) e Casa Civil (Fábio Farias), a equipe da prefeitura de Maceió, da Adeal etc etc etc.

Os parceiros mais uma vez acreditaram e ajudaram a realizar a exposição. E trabalharam junto com a Aca, Federação da Agricultura (Faeal) e Organização Arnon de Mello para dar um exemplo ao Brasil. Entre os paceiros, estão o Sebrae Alagoas, Federação das Indústrias (Fiea), Governo do Estado, Governo Federal, prefeitura de Maceió, Banco do Nordeste e BCCOM.

Ao fim e ao cabo, quem foi ao Parque viu uma exposição com o melhor da genética de Alagoas e do Nordeste, conferiu um evento organizado e com respeito a as normas de segurança

A organização do evento, no Parque José da Silva Nogueira, a Pecuária, respeitou os protocolos. Nada de novo para criadores já acostumados com regras mais rígidas para os animais, a exemplo da desinfecção, emissão de guia de trânsito (GTA) e controle do bem-estar animal.

A diferença é que a segurança foi redobrada também para as pessoas, com uso obrigatório de máscaras, incentivo ao uso de álcool em gel, distanciamento social controlado, aferição de temperatura. Tudo dentro do ‘novo normal’.

Todo alagoano deve sentir orgulho da Expoagro, um evento que movimenta nossa economia, gera empregos, mostra para o Brasil e o mundo o excelente trabalho realizado pelos nossos produtores e traz, literalmente, o campo para a cidade, dando a quem vive em Maceió a oportunidade de ter contato direto com o agronegócio.

A Expoagro 2020 já era, só pela marca de 70 anos, histórica. Mais foi além. Os criadores alagoanos se reinventaram, inovaram e deram um bom exemplo para o Brasil. Que venha outras ‘expoagros’.

Saiba mais: Veja os números da Expoagro 70 no texto anterior.

Expoagro Alagoas fatura R$15 milhões e quebra recorde
     │     15:15  │  0

A edição 2020 da Exposição Agropecuária de Produtos e Derivados de Alagoas (Expoagro/AL) quebrou recorde de faturamento, atingindo R$ 15 milhões. Durante o evento foram comercializados mais de 1,2 mil animais entre bovinos, equinos e ovinos.

O volume de negócios, segundo a Associação dos Criadores de Alagoas (ACA), representa crescimento de 41% em comparação com faturamento de 2019.

O evento, que foi encerrado no domingo, 1º de novembro, contou com 2 mil animais em exposição, 120 estandes e comercializou seus produtos com criadores de 18 estados da federação.

Consolidada com principal centro de negócios da pecuária do Nordeste, a Expoagro/AL realizou seus leilões em formato virtual e foi uma das primeiras feiras agropecuárias a promover atividades técnicas como julgamentos e exposição das raças durante a pandemia.

A exposição contou com 2 mil animais em exposição, 120 estandes de produtos e serviços, além de um público estimado em 20 mil pessoas. A Expoagro também se consolidou como maior evento do setor no Nordeste, em volume de negócios. Nesta edição, foram vendidos animais para criadores de 18 estados do Brasil.

O calendário da exposição reuniu os leilões Mega Touros, Varrela Reprodutores, Nelore Barros Correia, Nelore Santa Catarina, Nelore Positivo, Maceió Horse’s Show, Nacional Ovinos Santa Inês e Mais Leite.

De acordo com o presidente da ACA, Domicio Silva, a edição de 70 anos atendeu as expectativas do mercado: “O evento se superou, cresceu e se reinventou, trazendo para os leilões padrão de qualidade genética e variabilidade. O balanço é bem positivo, com todos os remates superando as médias do ano passado, com vendas para todo o Nordeste e alguns vendendo para o sudeste e centro-oeste”.

Em exposição no Parque da Pecuária a Associação dos Criadores contabilizou 400 ovinos, 170 equinos, 500 bovinos e 70 pequenos animais – além dos animais dos leilões.

Os julgamentos apresentarem os melhores ovinos deste ano durante a Expo Brasil – Nacional do Santa Inês, além dos bovinos nelore, gir leiteiro, girolando e os equinos mangalarga. Segundo o presidente da Agreste Leilões, cerca de 300 criadores marcaram presença entre as atividades virtuais e presenciais.

“Foi um ano muito forte, de crescimento e salto qualitativo de genética. Tivemos o Brasil inteiro conectado ao evento e isso mostra que os criadores de Alagoas estão no caminho certo. A Expoagro é evento que só faz fortalecer o setor, que vem demonstrando pujança do agro e provando ao mundo que o Brasil é um produtor promissor de proteína e grãos. Sem dúvida, essa é a exposição mais completa e a maior dos últimos anos, tanto em número de animais quanto em qualidade técnica. Essa pode ser a abertura para um novo momento. O criador alagoano sai na frente pois se mostrou versátil e preparado”, afirmou Rodrigo Loureiro.

Os tradicionais shows ficaram de fora da edição, mas as famílias puderam curtir as atrações seguindo as regras do protocolo sanitário do evento que exigiu o uso obrigatório de máscara, distanciamento, aferição de temperatura, além da higienização com álcool em gel. O evento sofreu uma limitação em suas atividades e registrou um público de 20 mil pessoas.

“Uma Exposição diferente, difícil de ser realizada, cumprindo todos esses protocolos, mas que nos surpreendeu na participação do público. As pessoas respeitaram e não tivemos problema nenhum”, comemorou Domício Silva.

A Expoagro/AL contou com realização, além da ACA, da Organização Arnon de Mello (OAM) e Federação da Agricultura e apoio dos parceiros Sebrae Alagoas, Governo de Alagoas, Secretaria de Estado da Agricultura, Senar/AL, BNB, FIEA e BCCOM.

(com assessoria)

Transplante de fígado: um passo importante na medicina de AL
   27 de outubro de 2020   │     10:39  │  1

O primeiro transplantado de fígado de Alagoas, pelo que sei, é Álvaro Almeida, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas.

Para conseguir o procedimento que lhe salvou a vida, teve que se deslocar, anos atrás, para os Estados Unidos.

Nos últimos anos, com o avanço da medicina no Brasil, quem precisava passar por esse tipo de cirurgia já encontrava tratamento mais próximo de casa. Normalmente, os transplantes de fígado dos alagoanos são realizados na capital de Pernambuco, Recife. Ou eram.

A distância pode ficar ainda menor para quem vive em Alagoas. Nessa segunda-feira (26), o secretário de Saúde do Estado, Alexandre Ayres, anunciou um importante avanço na medicina do Estado.

Os transplantes de fígado já podem ser realizados na Santa Casa de Maceió, credenciada pelo Ministério da Saúde. O secretário promete campanha de incentivo a doações.

“A partir de agora, o Estado de Alagoas está pronto e habilitado para realizar os procedimentos de transplante de fígado. Os alagoanos não precisarão mais viajar para outros estados, como Pernambuco, com o objetivo de serem submetidos à cirurgia. É mais um grande passo que o Governo de Alagoas consegue em uma área tão importante na saúde pública”, destacou o secretário.

O anuncio foi feito durante reunião da coordenação da Central de Transplantes de Alagoas, com representantes da Associação Alagoana de Doentes e Transplantados de Fígado (ALAF) e com o médico Oscar Ferro, responsável pelas cirurgias no Estado.

De acordo com a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniella Ramos, Alagoas havia conseguido a habilitação para o transplante de fígado em 7 de abril deste ano, mediante Portaria 313/2020 publicada em Diário Oficial da União. Para a viabilização do programa, todos os transplantes de fígado acontecerão na Santa Casa de Misericórdia de Maceió, que já está credenciada pelo Ministério da Saúde (MS).

Doação

De acordo com a Central de Transplantes do Estado, para que o transplante de fígado aconteça integralmente em Alagoas, as famílias de pacientes com diagnóstico de morte encefálica confirmado têm papel fundamental. Mensagens por escrito deixadas pelo doador não são válidas para autorizar o procedimento. O processo de retirada de qualquer órgão só acontece após os familiares darem o aval à cirurgia, assinando um termo.

Saiba mais: Estado está pronto para realizar transplante de fígado em AL

Falta uma semana para a maior “privatização” da história de AL
   23 de setembro de 2020   │     11:40  │  7

Daqui a uma semana o Governo de Alagoas deve realizar o maior leilão de concessão pública para o setor privado da história do Estado – a “privatização” da Casal.

A expectativa é que pelo menos oito grandes grupos privados que operam no setor de saneamento disputem o controle da distribuição e água e captação de esgoto na região metropolitana de Maceió – um negócio que envolve investimentos da ordem de R$ 2,6 bilhões.

O leilão será no próximo dia 30, na B3, Bolsa de Valores de São Paulo. É a maior operação deste tipo na bolsa este ano e a primeira depois do novo marco do saneamento, aprovado no Congresso Nacional.

Coordenado pela Secretaria de Infraestrutura de Alagoas, o projeto de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Região Metropolitana de Maceió – vai atender cerca de 40% da população de Alagoas.

A Grande Maceió soma, segundo o projeto, cerca de 1,5 milhão dos 3,3milhões de habitantes em Alagoas. Atualmente, apenas 10,9% dos moradores da região contam com esgotamento sanitário. A expectativa é que o serviço de coleta e tratamento chegue a 90% da população de cada município com a concessão. O projeto prevê a universalização do fornecimento de água em seis anos e até 13 anos para universalização do esgotamento sanitário.

O secretário de Infraestrutura do Estado, Maurício Quintella, espera uma grande disputa pela concessão entre vários grupos.

O valor mínimo da outorga (que será pago pelo concessionário pelo direito a exploração dos serviços) é de R$ 15,1 milhões. “Esperamos um ágio alto, em função do grande interesse”, diz, acrescentando que “esses recursos serão usados pela Casal para fazer investimentos nas áreas do Estado fora da concessão”.

Após o leilão, avisa Quintella, a Casal deve ser transformada numa empresa mais “enxuta”. A companhia terá sim redução de pessoal e passará a atuar na região da concessão apenas como empresa “produtora” de água.

“A Casal já vem passando pro um processo de adequação, com redução natural do quadro, a partir do desligamento de aposentados ou de pessoas que acumulavam funções. A partir da concessão, ela terá um novo perfil, será menor, no entanto mais ágil e mais eficiente e poderá atender com maior eficiência a população das cidades onde atua fora da região metropolitana”, pondera Maurício Quintella.

Pelo menos oito grandes grupos demonstraram interesse, incluindo visitas técnicas a Alagoas, em participar do leilão do próximo dia 30: Aegea, Iguá, Águas do Brasil, Sabesp SP, BRK, GS Inima, Equatorial e Concremat. Duas dessas empresas (Iguá, com saneamento em Arapiraca e Equatorial, na distribuição de energia) já atuam em Alagoas.

Contratos anteriores, avisa o secretário Maurício Quintella, serão respeitados. É o caso dos consórcios Sanama e Sanema, que estão operando serviços ou fazendo obras de saneamento em Maceió através de PPPs.

Tempo

O projeto de concessão tem duração prevista de 35 anos e foi elaborado pela Seinfra e BNDES e será o primeiro a ser licitado dentro do programa do banco para estruturação de projetos no setor de saneamento em todo o Brasil.

O concessionário que ganhar o leilão de saneamento da região metropolitana de Maceió terá que fazer investimentos para garantir a universalização da distribuição de água e captação de esgotos, estimados em R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 2 bilhões já nos primeiros 8 anos da concessão.