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Escola Moreira e Silva celebra 80 anos: eu também passei por lá
   26 de novembro de 2017   │     15:48  │  0

A cada dia recebo pelo e-mail dezenas de sugestões de texto. De todo o tipo. Nem sempre é possível dar vazão a todos. Recebi na última quarta-feira, 22, um texto que entre tantos me chamou a atenção pelo título: “Escola Moreira e Silva celebra 80 anos”.

Nem imagino quantos alunos passaram por lá em todos estes anos. Eu fui um deles. E guardo boas recordações. Participação no grêmio, movimento estudantil, debate em sala de aula, bons professores – alguns até muito exigentes – e amigos de copo que nem sei mais por onde andam.

Fiquei lá dois anos – 1981 e 1982 – quando a escola não era mais tão valorizado como nas décadas anteriores. No início dos anos 80, a escola pública tinha caído muito de qualidade e quem podia pagava para estudar nos colégios particulares de Maceió. Eram os que mais garantiam aprovação no vestibular.

O Moreira e Silva, no entanto, repito, tinha bons professores. Procurei aprender o máximo e consegui uma vaga no curso de jornalismo na Ufal. E sei que mesmo tendo passado por um período de abandono o Moreira e Silva continuou e continua dando sua contribuição a alagoanos que não tinham ou não tem com pagar uma escolar particular.

Fico feliz de saber que a escola recebeu novos investimentos e agora vive uma nova fase. Espero que melhore a cada dia, para que outros alagoanos, como eu, tenham a oportunidade de aprender, para o trabalho e a vida. Parabéns Moreira e Silva.

Eis o release que recebi, assinado pela colega Ana Paula Lins:

FORMANDO GERAÇÕES

Escola Moreira e Silva celebra 80 anos de legado educacional nesta quarta

Unidade de ensino localizada no Cepa comemora data com atividades nesta quarta-feira (22)

Texto de Ana Paula Lins

Oitenta anos se passaram. Muita coisa aconteceu. No entanto, se existe algo que nunca mudou é o amor que alunos e ex-alunos nutrem pela Escola Estadual Moreira e Silva. O “gigante” do Cepa – são 22 salas – completa 80 anos nesta quarta-feira (22) e, em virtude da ocasião, alunos e ex-alunos celebram o legado da instituição e a sua importância em suas vidas.

Um destes ex-alunos é o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério Nogueira. Aluno entre o final dos anos 60 e começo dos anos 70, ele lembra com carinho e orgulho de momentos marcantes vividos na instituição – o dia em que cumprimentou o ministro da Educação, a realização do Festival de Canção Estudantil em pleno Regime Militar – e de professores que foram essenciais em sua formação, a exemplo de Edmilson Pontes, Padre Fernando Iório, Benedito Pontes, Dácio Macedo França.

“A Escola teve um papel marcante na minha formação pessoal e profissional, pois, lá, eu recebi a orientação adequada e necessária a um jovem em formação. O Moreira e Silva reunia os melhores professores em atividade no Estado, alguns até referências no âmbito nacional, mestres na temática que ensinavam e referências de vida e caráter para nós alunos”, recorda Pedro Robério.

Ele destaca ainda o incentivo ao protagonismo juvenil existente na escola. “A valorização e o estímulo que os professores e a direção promoviam para as atividades extraclasse foram determinantes na minha formação profissional, pois, em todo esse período, fui presidente do Diretório Acadêmico com o apoio dos colegas e professores, inclusive, acumulando com a Presidência do Conselho de Representantes dos Alunos de todo o Cepa. Nós sentíamos orgulho de pertencer à Escola. Isso era demonstrado nas competições esportivas, no desfile escolar de 16 de setembro, nas feiras de ciências”, lembra.

Talento do esporte

De uma geração mais recente, mas com a mesma paixão pela escola, o universitário Renato Mota concluiu o ensino médio na instituição em 2015. Lá, começou sua trajetória vitoriosa na natação alagoana, tendo vencido diversas provas dos Jogos Estudantis de Alagoas (Jeal) e se consagrado “Rei do Mar”, na travessia homônima de 2.500 metros no mar realizada em Fortaleza em 2015.

Renato fala que, na instituição, encontrou amigos para toda a vida, seja entre os outros estudantes seja entre os professores. “Temos muitos professores bons aqui, professores que nos dão conselhos mesmo fora de sala de aula. Minha professora de português, por exemplo, várias vezes corrigiu textos meus e isso foi essencial para que fizesse 800 pontos na Redação do Enem. A equipe gestora também sempre vai além, abraçando não só a escola, mas cada um de seus alunos”, destaca.

Atualmente acadêmico de Educação Física e com desempenho destacado nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS), Renato sonha um dia ser professor da mesma escola onde despontou para o sucesso no esporte. “Quero muito ser professor e, como técnico, descobrir e incentivar novos talentos, pois, por meio do esporte, você não só integra o aluno à escola, mas vai além. E se for aqui no Moreira, melhor ainda, seria um sonho”, afirma.

Programação

Na semana que comemora o seu aniversário, a escola preparou uma programação especial para evidenciar o protagonismo juvenil. Nesta quarta-feira, a partir das 9h, acontecerá o show de talentos “The Voice Moreira” e o desfile de beleza estudantil.

“A temática dos 80 anos foi trabalhada com nossos alunos desde o início do ano e eles produziram trabalhos incríveis. A programação desta semana do aniversário de 80 anos foi pensada com muito carinho, de forma a homenagearmos e celebrarmos esta data ao lado de todos que fazem a escola no seu dia a dia”, informa a diretora-geral Ely Quintella.

Com 12% de cobertura, AL tem 385 mil usuários de planos de saúde, revela ANS
   20 de novembro de 2017   │     15:15  │  0

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou dados atualizados do número de beneficiários dos planos de saúde até o mês de outubro de 2017. Em outubro, o número total de beneficiários de planos médico-hospitalares foi de 47.399.495 no país, um crescimento de 84.098 em relação a setembro (0,18%). Na comparação com outubro de 2016 (47,8 milhões de usuários), a queda é de 0,91%.

Em Alagoas, segundo a ANS, o número de usuários de planos de saúde chegou a 385.611 em outubro, com um pequeno crescimento de 0,04% em relação a setembro (385.443), mas com redução de 4,71% na comparação com outubro de 2016, quando o estado tinha 404.679 usuários de planos de saúde.

Com 301 operadoras aticas com beneficiários, a taxa de cobertura de planos de saúde em Alagoas é de apenas 12,18%, praticamente metade da média nacional que chega 24,44%.

Alagoas, apesar da baixa cobertura, está numa situação melhor que outros quatro estados do Nordeste e seis estados da região Norte (veja tabela preparada pelo blog).

Em estados mais ricos, como São Paulo, a taxa de cobertura é bem maior e chega a 41,39%. A região Sudeste tem mais da metade dos usuários de planos de saúde do país. Apenas São Paulo tem três vezes mais usuários do que todos os estados do Nordeste juntos.

A baixa cobertura de planos de saúde representa um desafio adicional para os serviços públicos de saúde. Em estados mais pobres o atendimento prestado pelo SUS, através de redes federal, estadual e municipais, é em geral de péssima qualidade. Alagoas não foge à regra.

Saúde bucal

Na contramão da crise, os planos de saúde odontológicos vem registrando bom crescimento em Alagoas. Segundo a ANS, em outubro de 2017 o estado tinha 283.191 usuários de assistência exclusivamente odontológica, com taxa de cobertura de 8,95%. No mês o setor registrou taxa de crescimento de 0,75%. Se comparado com outubro de 2016 (258.055 usuários), a variação chega a 9,74%.

Versão oficial

Veja texto da ANS sobre o tema:

ANS divulga números atualizados de beneficiários de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga os dados atualizados do número de beneficiários dos planos de saúde do mês de outubro de 2017. Os dados estão na Sala de Situação, ferramenta no site da agência que tem atualização mensal de dados do setor.

Em outubro deste ano, o número total de beneficiários de planos médico-hospitalares foi de 47.399.495 no país, um crescimento de 84.098 em relação ao mês de setembro. Nos planos exclusivamente odontológicos, também houve um acréscimo de 129.069 usuários em relação ao mês anterior, totalizando em outubro 22.966.382 beneficiários dessa modalidade.

A análise mostrou que em comparação com outubro do ano passado, 13 estados apresentaram aumento do número de beneficiários em planos de assistência médica: Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Destes, o Ceará registrou o maior crescimento de usuários: 40.293 pessoas. Em segundo lugar, ficou Amazonas e, em terceiro, o Distrito Federal. O estado com o maior número de beneficiários ainda é São Paulo, com 17,3 milhões de usuários de planos de saúde, seguido pelo Rio de Janeiro (com 5,4 milhões) e Minas Gerais (com 5 milhões). Vale ressaltar que os dados da Sala de Situação podem sofrer modificações retroativas em função das revisões que são efetuadas pelas operadoras de planos de saúde.

Confira nas tabelas abaixo a evolução de beneficiários por modalidade de contratação e por Unidade Federativa (UF).

Acesse as informações completas na Sala de Situação: http://www.ans.gov.br/perfil-do-setor/dados-e-indicadores-do-setor/sala-de-situacao

Veja as tabelas que preparei para você:

É possível esvaziar corredores do HGE? Governo promete solução no curto prazo
   12 de outubro de 2017   │     16:32  │  0

A tarefa não é das mais fáceis. Administrar a internação de pacientes nos corredores do maior hospital de Alagoas hoje é como tentar encher um saco sem fundos.

As medidas adotadas até agora pela Secretaria de Saúde do Estado atenuaram a superlotação no HGE, mas não resolveram o problema – admite o secretário Christian Teixeira.

Entre as ações já adotadas, estão a aquisição de novas ambulâncias, reformas pontuais e ampliação de leitos dentro do próprio hospital. É o caso da nova pediatria do HGE, entregue nesta quinta-feira, 12 (veja fotos).

Apesar de relatar a existência de melhoras no atendimento, Christian acredita que será preciso recorrer a medidas que vão além. “A nossa realidade é complexa. O HGE enfrenta dificuldades difíceis de transpor no curto prazo”, diz.

A pressão que faz aumentar a demanda no HGE é antiga e decorre, entre outras questões, segundo Christian Teixeira de problemas estruturais: “em Alagoas 90% da população depende do SUS, Maceió é única capital do Nordeste que não tem um hospital público mantido pela prefeitura, a cobertura do PSF município é de apenas 26%, enquanto em algumas cidades do interior chega a 100%. As pessoas correm para onde? Correm para o HGE”, relata.

As medidas que foram adotadas até agora conseguiram, aponta o secretário, reduzir a lotação nos corredores: “estamos reorganizando, mudando mesmo a Secretaria, fazendo do jeito que tem que ser feito. Mas a mudança leva tempo. Ainda assim, a média que era de 80 a 100 pacientes nos corredores do HGE, o que corresponde a administrar um hospital dentro de outro hospital, vem caindo. No último feriadão tinham 13 pacientes apenas nos corredores, mas isso não dá mídia. O que dá mídia é se tiver corredor cheio”, desabafa.

A solução adotada pelo governador Renan Filho, assegura Christian Teixeira, é a única que pode dar jeito na superlotação do HGE: “o estado de Alagoas não fez nenhum investimento em novos hospitais nos últimos 40 anos. Nesse período, o estado diminuiu ao invés de aumentar leitos. Até mesmo os investimentos em hospitais privados diminuíram nos últimos anos em Maceió. O governador está fazendo o maior investimento na saúde em décadas. Mas infelizmente a construção de novos hospitais é uma solução de médio prazo”, pondera.

Como fazer para chegar até lá, com os corredores do HGE “livres” ?

Christian Teixeira revela que o governador deve anunciar, nos próximos dias, uma medida que pode acabar com o problema no curto prazo: a contratação de novos leitos nas redes de hospitais filantrópicos e privados que prestam serviços ao SUS.

A meta é ampliar o número de leitos já contratados em o instituições como o Hospital do Açúcar, Santa Casa e Sanatório e contratar leitos em outros hospitais, a exemplo do Ortopédico, que ainda não fazem parte da rede, para atuar como retaguarda do HGE.

“Estamos trabalhando para que o governador possa anunciar nos próximos dias a contratação de mais 174 leitos, o que vai ampliar o atendimento e controlar o fluxo no HGE. É uma solução no curto prazo. A médio prazo será resolvido com a construção de novos hospitais”, afirma.

O aumento de leitos deve acontecer até o final deste mês. “Esperamos que o governador Renan Filho possa anunciar até o próximo dia 20 essa medida, que antes precisa ser aprovada até o dia comissão interna, até porque na saúde tudo é pactuado”, adianta.

Na avaliação de Christian Teixeira, será possível esvaziar os corredores do HGE já a partir de novembro. “Confirmada essa ampliação, é como colocar um novo hospital em funcionamento. O Hospital Metropolitano, para se ter uma ideia, que será um dos maiores do estado, terá 180 leitos”, adianta.

“Tainhas” não foram convidadas para a festa dos 200 anos
   16 de setembro de 2017   │     16:24  │  2

O governo de Alagoas abriu as comemorações dos 200 anos de Alagoas com uma viagem pelo São Francisco. O trajeto de dois dias (14 e 15) com direito a um ato em defesa do Velho Chico teve direito a parada em cidades ribeirnhas.

A programação dos 200 anos de Alagoas inclui segundo programação do governo, atos previstos para acontecer ainda este mês na Serra da Barriga, em União dos Palmares, “em defesa da igualdade racial e da liberdade”; em Marechal Deodoro e Porto Calvo “para resgatar as origens de Alagoas” e mais um nas grotas de Maceió, em parceria com a ONU “para destacar a importância de o Estado estar perto de quem mais precisa”.

Não está faltando algo nesse roteiro?

Olhe bem no centro da bandeira, no brasão de Alagoas. Notou? Elas estão representadas por três tainhas: Mundaú, Manguaba e Jequiá, as grandes lagoas que deram nome e origem ao estado, agonizam tanto quanto ou mais que o Velho Chico, mas ficaram fora da festa.

Assoreadas, margeadas por favelas, envenenadas por lixo e esgotos, as lagoas não foram lembradas hoje. Resta saber: serão, um dia?

Na contramão da crise, Funasa vai concluir obras em municípios de AL
   14 de setembro de 2017   │     12:43  │  0

Em tempos de vacas magras em Brasília, por falta de recursos federais mais de 140 obras nos municípios alagoanos ainda não foram iniciadas e cerca de 120 estão paralisadas; são praças, quadras de esportes, pavimentação de vias. O levantamento é da da Caixa Econômica Federal. As obras são classificadas pela União como Restos a Pagar Não Processados, cujos empenhos, correm riscos de serem cancelados

Se depender do superintendente da Fundação Nacional de Saúde, em Alagoas, as obras e ações da Funasa nos municípios do estado não vão parar.

Domicio Silva, recebeu, nessa quarta-feira, 14, na sede da instituição, em Maceió, José Antônio da Motta Ribeiro, chefe de gabinete do presidente da Funasa, Rodrigo Sergio Dias. Em pauta, o planejamento para a conclusão das obras em andamento em Alagoas.

No encontro, José Antônio explicou que o presidente da Funasa determinou todo esforço necessário para a conclusão das obras já iniciadas até o fim do ano que vem. “O que estamos fazendo aqui, junto com o superintendente de Alagoas, é conversar, conhecer e acompanhar estes trabalhos, priorizando as obras já inciadas e conversando com os técnicos e com as empresas executoras para que isto seja feito dentro do prazo estabelecido” explicou ele.

Domício Silva elencou as obras que serão alvos deste esforço: Sistema de Esgotamento Sanitário em Igaci, Olho d’Água das Flores, São José da Tapera, Marechal Deodoro e Pariconha, além de Sistemas de Abastecimento de Água em Boca da mata e nas comunidades quilombolas.

“Foi uma reunião importante para criarmos este grupo de trabalho, visando um esforço máximo para a conclusão destas obras que irão beneficiar as populações destes municípios” aponta Domício.