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Retomada da economia em AL será dividida em 4 ou 5 etapas
   2 de junho de 2020   │     17:15  │  1

O “GT da Flexibilização” – grupo de trabalho que vai definir os protocolos de funcionamento dos setores da economia de Alagoas que estão fechados durante o decreto de situação de emergência, realiza a partir desta terça-feira as primeiras reuniões.

O primeiro encontro programado para esta terça foi com representantes de bares, restaurantes, hotéis e eventos. Na sequência, uma nova reunião com representantes de shoppings e do comércio. Na quarta-feira (3), o GT terá reunião com os setores da indústria e da construção civil.

O governo ainda não definiu a data para a retomada do funcionamento desses dos setores considerados não essenciais, mas a expectativa é que algumas atividades já retornem a partir do próximo dia 11, quando será editado um novo decreto de isolamento social em Alagoas.

A proposta é que a reabertura seja feita em etapas.  Dependendo das reuniões, serão 4 ou 5 etapas.

Um dos integrantes do Grupo de Trabalho, o secretário Rafael Brito, do Desenvolvimento Econômico e Turismo, explica na reunião serão apresentadas as propostas de protocolo sanitário de funcionamento para cada setor.

“É uma proposta para iniciar uma discussão e receber informações de cada setor”, pondera.

A partir das conversas entre setor público e privado serão definidas as regras para reabertura de todos os setores: “serão provavelmente quatro ou cinco fases. A indústria, já tá funcionando, mas vai discutir também, porque como os outros setores vão reabrir teremos um aumento na circulação de pessoas, o que vai exigir protocolos mais rígido de funcionamento para todos os setores, de forma a evitar um aumento no contágio do novo coronavírus”, aponta Brito.

O secretário, reforça. no entanto que a reabertura “depende desses próximos dias (período que o atual decreto de isolamento social está em vigor, até 10 de junho) fundamentais para saber qual a evolução da Covid-19 e onde pode chegar.

Também vamos avaliar os resultados dos Estados que abriram esses setores, qual foi impacto no número de casos e mortes. Vamos olhar o Maranhão, Pernambuco e Ceará e ver que tipo de impacto tiveram”, afirma.

Governo não vai antecipar 13o da segunda faixa de inativos
   1 de junho de 2020   │     15:57  │  5

Em abril passado o governo de Alagoas antecipou o pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas da primeira faixa salarial (até R$ 2,5 mil), contemplando aproximadamente 15 mil servidores.

O pagamento, segundo informações oficiais, teve como objetivo “minimizar os efeitos do novo coronavírus sobre essa parcela da população alagoana que se enquadra no grupo de risco da doença Covid-19”.

Servidores da segunda faixa tem cobrado, nas redes sociais, o mesmo benefício. A pedido de leitores conversei com dois secretár

Por aplicativo, o secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, diz que “não temos nenhuma definição para antecipação do pagamento do 13° da segunda faixa”

O governo, reforça o secretário da Fazenda, não tem planos para antecipar o pagamento. Segundo  George Santoro, a segunda faixa vai ser paga em dezembro.

Saiba mais

Aposentados e pensionistas da 1ª faixa receberão décimo terceiro no dia 05 de abril

 

Prefeitos distribuem kits de remédios “sagrados” para Covid-19
   28 de maio de 2020   │     14:37  │  1

É uma corrida contra o tempo. Em todo o mundo pesquisadores tentam chegar a uma vacina e a remédios com eficiência comprovada no combate ao Sars-CoV-2 (o vírus) e a Covid-19 (a doença que ele provoca).

Enquanto não surgem soluções, os médicos recorrem a remédios que se mostraram promissores – e apenas isso – no tratamento da doença.

Polêmicas a parte, drogas como azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina estão entre as mais receitadas por aqui, junto com um reforço de vitamina C e zinco.

O problema é que esses medicamentos estão em falta, não só na rede pública, mas também nas redes privadas de todo o país. Em Maceió, esta semana estes medicamentos estavam ou estão em falta das principais drogarias a farmácias de bairro.

Nem mesmo os laboratórios de manipulação estão conseguindo dar conta da demanda. Isso porque muitas pessoas partiram para automedicação ou uso desses remédios como profiláticos (prevenção).

O secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, admite que existe uma dificuldade de abastecimento no setor público e diz que o Estado não tem, no momento, esses remédios e outros usados contra a Covid-19 para ampla distribuição.

O esforço no Estado, segundo o secretário, é para assegurar a distribuição de azitromicina e dipirona (antitérmico que vem sendo preferencialmente recomendado para os pacientes de Covid-19).

A hidroxicloroquina é um caso a parte. Só é entregue sob recomendação médica e consentimento do paciente, de acordo com o protocolo da Sesau.

Em meio a um cenário que mistura ansiedade, medo e desinformação, especialmente de pacientes mais pobres, algumas prefeituras decidiram distribuir de kits de remédios contra Covid-19.

A “moda” que começou em municípios da região Norte se espalha agora pelo Nordeste. Em Alagoas ao menos mais dois prefeitos aderiram a novidade, que começou em Pilar.

O prefeito Renato Filho iniciou distribuindo kits higiênicos e depois montou uma unidade de triagem para casos de síndromes gripais. De lá, os pacientes saem, com remédio na mão, a critério médico.

“Com uma equipe extremamente preparada de médicos, a nossa unidade sentinela está também realizando exames laboratoriais, eletrocardiograma e caso seja necessário, o paciente já sai com o kit de medicamentos. Com a tomografia, o paciente será avaliado ainda melhor e mais rápido.”, disse Renato, sem citar o nome dos remédios,  nas suas redes sociais.

Apesar de “Pilar está super bem abastecido do medicamento Azitromicina 500mg ou 1g – principal antibiótico receitado para tratamento da Covid-19, em falta em 42 municípios alagoanos”, o prefeito Renato Filho pediu a Sesau-AL 2 mil comprimidos de hidroxicloroquina, numa clara dificuldade de abastecimento desse remédio.

Diferente de Pilar, outras cidades parecem improvisar na montagem de kits de remédios anti Covid-19. O prefeito de Cajueiro, Palmery Neto, anunciou na semana passada em um vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado de um médico do município, que após buscar “água no deserto”, para encontrar os remédios no mercado, teria encontrado a “água sagrada”, o “kit salvador” da Covid-19 .

O kit de Cajueiro é composto, segundo o prefeito por três medicamentos: cloroquina, azitromicina e nitazoxanida (conhecido como Annita).

Nesse caso, a nitazoxanida seria, aparentemente, um substituto da ivermectina. Os dois remédios são antiparasitários de amplo uso no Brasil, mas até o momento os médicos em Alagoas tem receitado principalmente a ivermectina.

Outra “inovação” veio, nessa quarta-feira (27) de Palmeira dos Índios. A prefeitura anunciou que “os casos positivos recebem um kit de medicamentos que contém azitromicina, albendazol, dipirona e complexo polivitamínico”.

Aqui, mais uma inovação. No lugar de ivermectina ou nitazoxanida, outro antiparasitário (vermífugo), o albendazol. Esse último sem nenhuma referência para uso contra a Covid-19, diferente dos dois primeiros, que tiveram bons desempenhos em testes in vitro – e agora estão sendo testados em ensaios com pacientes.

A improvisação não é exclusiva das cidades alagoanas. A prefeitura de Granja, no Ceará, anunciou na semana passada que vai distribuir “kits baseados no Protocolo Municipal de Tratamento precoce da COVID 19 elaborado em conformidade com os pareceres técnicos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde.”

Segundo a prefeitura de Granja, os kits serão constituídos de ivermectina, azitromicina, hidroxicloroquina, sulfato de zinco, vitamina D e prednisolona e a distribuição será conforme conduta pós avaliação médica.

No Pará as cidades de Marabá e Tucumã também distribuem kits contendo cloroquina, azitromicina, ivermectina e zinco, o que reforça a “improvisação” de prefeitos de Alagoas.

Na falta de um remédio, vai outro. Se faz efeito? Essa é outra história.

AL terá 1,8 mil mortes por Covid-19 até agosto, diz universidade dos EUA
   27 de maio de 2020   │     20:04  │  4

A estimativa é do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação (IHME), dos Estados Unidos, cujos estudos servem de referência para a Casa Branca.

Ligado à Universidade de Washington, o grupo reviu suas previsões para o Brasil. A partir de um levantamento feito com base em dados de 19 estados brasileiros, a estimativa, é de 125 mil óbitos por Covid-19 no país até agosto deste ano.

No novo estudo, divulgado nessa terça-feira, 26, o IHME inclui a estimativa de casos para Alagoas, que podem chegar a cerca de 1,8 mil óbitos por Covid-19.

Segundo o modelo matemático do IHME, o Brasil ainda tem alguns dias de crescimento no número de óbitos pela frente, seguido de um platô (estabilização da curva), período que deve se estender até a metade de julho, quando as mortes diárias tendem a começar a cair.

De acordo com a estimativa, durante o pico, o país deve se manter em cerca de 1.500 casos letais por dia. Em Alagoas a projeção é de 21 a 22 óbitos por dia nos próximos três meses – a partir de junho até agosto.

O IHME avalia que até agosto 1.788 pessoas vão morrer em Alagoas por Covid-19. No melhor cenário possível para o Estado seriam 938 mortes. No pior caso, o número de óbitos pode chegar a 3.759.

É importante ressaltar que a estimativa do IHME (que vem se confirmando para todos os países do mundo) conta com um intervalo de incerteza bastante amplo no caso do Brasil (representado no gráfico acima pela mancha rosada que cerca a linha pontilhada vermelha) por falta de dados mais confiáveis, a exemplo da testagem de Covid-19.

De acordo com os pesquisadores, essa diferença é resultado de fatores como “disponibilidade limitada de dados, estudos pequenos e dados conflitantes”.

Diante dessa incerteza, o melhor cenário possível para o Brasil, segundo o estudo, seriam 68 mil mortes, enquanto no pior caso, esse número pode chegar a 221 mil, com o número de óbitos em alguns dias potencialmente superando os 3.000.

Veja aqui a estimativa do IHME para Alagoas

Veja aqui a estimativa do IHME para o Brasil

Saiba mais: Universidade dos EUA estima 125 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agosto

 

Isolamento social em Maceió chega a quase 60% e passa SP, mesmo com “megaferiado”
   25 de maio de 2020   │     20:46  │  3

Medidas mais duras de isolamento social ou antecipação de feriados nem sempre apresentam os resultados esperados.

Alagoas, que manteve as mesmas regras de distanciamento social conseguiu, nesse domingo,24, resultados melhores que São Paulo, que apostou no megaferiado, que começou na quarta-feira e terminou nesta segunda-feira, 25.

O percentual de isolamento social no estado de São Paulo foi de 55% neste domingo (24), informou o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do governo estadual. Em Alagoas o Índice de Isolamento Social (IIS) da In Loco ficou, no mesmo dia em 56,2%, o quinto maior do país.

No domingo, o IIS de Maceió ficou em 59,6%, também superior ao Índice de Isolamento Social da capital paulista, onde a prefeitura antecipou dois feriados municipais (quarta e quinta), decretou ponto facultativo (sexta), emendando com o final de semana e um feriado estadual antecipado para essa segunda-feira, 25.

Os dados de  Isolamento Social são da InLoco, detalhados em relatório interno do governo de Alagoas, elaborado pela Sedetur-AL.

Sem lockdown

Com os números do isolamento social em alta no Estado, o governo de Alagoas praticamente descartou a possibilidade de bloqueio total. O próximo decreto de situação de emergência, que sai até o dia 31 deste mês, será igual ao atual, com possibilidade de flexibilização para o funcionamento de alguns setores.

Achatando

Apesar do maior crescimento em números absolutos de casos confirmados da Covid-19, a curva epidemiológica dá sinais de está começando a acharar em Alagoas. Em abril, o crescimento diário ficou na média de 20%. Em maio, essa média está abaixo de 10%. Nessa segunda, o Estado fechou com 6.682 casos confirmados, 672 casos suspeitos (menor número dos últimos dias), 3.653 recuperados 337 óbitos.