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“Tainhas” não foram convidadas para a festa dos 200 anos
   16 de setembro de 2017   │     16:24  │  2

O governo de Alagoas abriu as comemorações dos 200 anos de Alagoas com uma viagem pelo São Francisco. O trajeto de dois dias (14 e 15) com direito a um ato em defesa do Velho Chico teve direito a parada em cidades ribeirnhas.

A programação dos 200 anos de Alagoas inclui segundo programação do governo, atos previstos para acontecer ainda este mês na Serra da Barriga, em União dos Palmares, “em defesa da igualdade racial e da liberdade”; em Marechal Deodoro e Porto Calvo “para resgatar as origens de Alagoas” e mais um nas grotas de Maceió, em parceria com a ONU “para destacar a importância de o Estado estar perto de quem mais precisa”.

Não está faltando algo nesse roteiro?

Olhe bem no centro da bandeira, no brasão de Alagoas. Notou? Elas estão representadas por três tainhas: Mundaú, Manguaba e Jequiá, as grandes lagoas que deram nome e origem ao estado, agonizam tanto quanto ou mais que o Velho Chico, mas ficaram fora da festa.

Assoreadas, margeadas por favelas, envenenadas por lixo e esgotos, as lagoas não foram lembradas hoje. Resta saber: serão, um dia?

Na contramão da crise, Funasa vai concluir obras em municípios de AL
   14 de setembro de 2017   │     12:43  │  0

Em tempos de vacas magras em Brasília, por falta de recursos federais mais de 140 obras nos municípios alagoanos ainda não foram iniciadas e cerca de 120 estão paralisadas; são praças, quadras de esportes, pavimentação de vias. O levantamento é da da Caixa Econômica Federal. As obras são classificadas pela União como Restos a Pagar Não Processados, cujos empenhos, correm riscos de serem cancelados

Se depender do superintendente da Fundação Nacional de Saúde, em Alagoas, as obras e ações da Funasa nos municípios do estado não vão parar.

Domicio Silva, recebeu, nessa quarta-feira, 14, na sede da instituição, em Maceió, José Antônio da Motta Ribeiro, chefe de gabinete do presidente da Funasa, Rodrigo Sergio Dias. Em pauta, o planejamento para a conclusão das obras em andamento em Alagoas.

No encontro, José Antônio explicou que o presidente da Funasa determinou todo esforço necessário para a conclusão das obras já iniciadas até o fim do ano que vem. “O que estamos fazendo aqui, junto com o superintendente de Alagoas, é conversar, conhecer e acompanhar estes trabalhos, priorizando as obras já inciadas e conversando com os técnicos e com as empresas executoras para que isto seja feito dentro do prazo estabelecido” explicou ele.

Domício Silva elencou as obras que serão alvos deste esforço: Sistema de Esgotamento Sanitário em Igaci, Olho d’Água das Flores, São José da Tapera, Marechal Deodoro e Pariconha, além de Sistemas de Abastecimento de Água em Boca da mata e nas comunidades quilombolas.

“Foi uma reunião importante para criarmos este grupo de trabalho, visando um esforço máximo para a conclusão destas obras que irão beneficiar as populações destes municípios” aponta Domício.

“Desmonte judicial” da Laginha pode deixar credores a “ver navios”
   1 de setembro de 2017   │     13:49  │  0

A julgar pelos resultados dos primeiros leilões, realizados há uma semana, boa parte dos credores da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A podem ficar sem nada. Literalmente.

A matemática explica: a dívida original do Grupo JL, avaliada em R$ 2,1 bilhões (preços de 2012) é praticamente o mesmo valor de avaliação do patrimônio.

Como o deságio nos leilões realizados até agora chegam a 40%, o valor arrecadado não será suficiente para quitar as dívidas.

Um caso recente é da venda da revenda de veículos Mapel. A venda da concessionária poderia reverter para a massa falida mais de R$ 40 milhões, mas só entraram no caixa – por conta do modelo de negociação – cerca de R$ 7 milhões.

Não é só. Desde que o Tribunal de Justiça de Alagoas decretou a falência da Laginha Agroindustrial SA, em 2012, as cinco usinas do grupo (três em Alagoas e 2 em Minas Gerais) vem perdendo valor de mercado em função da falta de renovação dos canaviais, invasão de terras e deterioração dos parques industriais, máquinas e equipamentos – além do “desaparecimento” de vários bens.

A exceção fica por conta da usina Uruba, em Atalaia. Arrendada por uma cooperativa (a Coopervales) a indústria começa este mês sua terceira safra, após da decretação de falência, com investimentos no parque industrial e no campo.

Desvalorização de 40%

O leilão realizado no dia 23 de agosto em segunda chamada pela Superbid.net (empresa que não tem sequer cadastro no TJ/AL) resultou na venda de três lotes (um avião, um apartamento e uma sala comercial) por R$ 814 mil. O valor inicial de avaliação era de R$ 1,2 milhão.

A Superbid, que também quer leiloar as duas usinas da Laginha em MG, não conseguiu vender um quarto lote ofertado – a sede da massa falida, em Ipioca, apesar do valor inicial de R$ 15,7 milhões ter sido reduzido para R$ 9,4 milhões.

“O maior prejuízo, com esse tipo de leilão (on line) é para quem espera receber seus direitos. Do jeito que vai, eles vendem tudo e não sobra dinheiro para pagar nem metade das dívidas”, diz o advogado de um grupo de credores.

Além da perda de valor nos bens em leilões, o advogado alerta para outros problemas: “os custos da administração judicial, até agora, são muito altos. Nesse período, mais de R$ 40 milhões foram arrecadados e nada foi pago aos credores. A Justiça de Alagoas precisa evitar que todo o patrimônio seja perdido, causando prejuízos não só para quem tem créditos reconhecidos, mas também para trabalhadores e para a economia de Alagoas e Minas Gerais”.Veja os resultados do leião da Superbid:

Biu ataca RF pela crise no HGE; assessor reage: “porque ele não faz nada pela saúde de Maceió?”
   17 de agosto de 2017   │     10:03  │  0

As dificuldades do HGE são as mesmas de sempre. De superlotação de pacientes a falta pontual de medicamentos ou material de trabalho.

As vezes a situação se agrava, como aconteceu na última semana, logo após uma operação da PF que investiga irregularidades na Secretaria de Saúde.

Uma reportagem, exibida em um telejornal local, no último dia 11, motivou críticas do senador Benedito de Lira (PP) ao governador Renan Filho pela crise no HGE.

“O que está acontecendo nos hospitais públicos de Alagoas é triste e lamentável. No HGE e na Maternidade Santa Mônica, a situação é deplorável. De que adianta o governador prometer construir novos hospitais, se não consegue manter os atuais hospitais?”, questionou o senador em texto distribuído com a imprensa.

Um assessor próximo do governador Renan Filho não gostou do que disse Biu de Lira e enviou um texto ao blog, “com uma resposta à altura”.

Ele pede para não ser identificado, para que o “imbróglio” não respingue no Palácio dos Palmares.

Mas, vai aí o que ele escreveu:

“O senador Benedito quer usar o mandato para trabalhar contra Alagoas? O que ele sabe fazer é apenas reclamar? Já que o ministro da saúde é do partido dele, por que ele não se ocupa ajudando a liberar recursos para as ações do governo, a favor do povo de Alagoas? Faz é o contrário, torce contra os investimentos, como o Hospital Metropolitano, o Hospital da Mulher, Hospital do Norte e as UPAS que o Estado abriu, além da casa do coraçãozinho e dos novos serviços no HGE. É essa velha política, carcomida, invejosa, ultrapassada, que Alagoas precisa aposentar”, cutuca.

O assessor continua:

“O tempo hoje é de quem reconhece os compromissos que assumiu e trabalha para cumpri-los. Gente como o governador, que sonha e constrói um estado diferente, que está virando uma página pra colocar Alagoas em outro patamar. Aliás, dando bom exemplo ao Brasil na segurança, na educação, na saúde, na infraestrutura. O senador Biu virou só um mau exemplo”.

Por fim, ele cobra ação do senador na Saúde de Maceió: “Se há divergência política com o governador e não quer ajudar a saúde do estado por que o Biu não ajuda a saúde de Maceió resolvendo o problema do PSF? O senador deveria aproveitar que tem um ministério “nas mãos” para melhorar a cobertura da atenção básica da capital que contribui significativamente para a superlotação do HGE”.

Veja aqui o release distribuído pela assessoria de Benedito de Lira, nessa terça-feira,15:

Benedito de Lira fala sobre recuperação do Hospital do Açúcar e responsabiliza governo de Alagoas pela situação do HGE

Benedito de Lira comemora recuperação do Hospital do Açúcar, onde os pacientes do SUS estão sendo chamados para consultas.

Senador diz que injeção de 6 milhões de reais feita pelo Ministério da Saúde deu vida nova ao Hospital do Açúcar.

Em Brasília, o senador assistiu a reportagem do repórter Thiago Correia, na TV Pajuçara, e disse estar estarrecido com a situação no HGE. Servidores denunciam que a situação está se agravando e começam a faltar materiais básicos como seringas e luvas.

Benedito de Lira responsabilizou o governador Renan Filho pela situação e disse que não adianta anunciar novos hospitais se o governo de Alagoas não dá conta de manter o HGE e a Maternidade Santa Mônica com condições mínimas de funcionamento.

“O que está acontecendo nos hospitais públicos de Alagoas é triste e lamentável. No HGE e na Maternidade Santa Mônica, a situação é deplorável. De que adianta o governador prometer construir novos hospitais, se não consegue manter os atuais hospitais?”

Leilão de bens da Laginha pode ser cancelado por falta de cadastro de leiloeira
   15 de agosto de 2017   │     9:01  │  0

A Superbird (http://www.canaljudicial.com.br/), leiloeira que foi contratada pela Justiça de Alagoas (comarca de Coruripe) para fazer o leilão de bens da massa falida da Laginha Agroindustrial SA não está cadastrada no Tribunal de Justiça de Alagoas.

Sem o cadastro, o leilão de bens, que está sendo realizado pela empresa, pode se tornar nulo.

A Superbid realizou, em primeira praça, encerrada no último dia 4, o leilão de 4 lotes da Laginha, incluindo a antiga sede do grupo, em Jacarecica, avaliada em R$ 15,7 milhões. No leilão só foi dado lance para venda de um avião, de R$ 340 mil. Os demais itens, que somam mais de R$ 16 milhões, podem ir a leilão em segunda praça. Isso se for resolvida a questão de cadastro da leiloeira no TJ.

Segundo petição de cancelamento do leilão, apresentada por advogados que representam partes interessadas, “os leilões judiciais devem ser realizados exclusivamente por leiloeiros credenciados perante o órgão judiciário competente. Tal norma está insculpida na resolução 236/2016 do Conselho Nacional de Justiça”.

Ainda na petição, o advogado acrescenta resposta à consulta feita ao Tribunal de Justiça de Alagoas, assinada pela subdiretora geral substituta, Karinne de Medeiros Duarte, informando que o edital de credenciamento de leiloeiros perdeu vigência no mês de julho deste ano.

Veja a reprodução dos documentos: