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É possível esvaziar corredores do HGE? Governo promete solução no curto prazo
   12 de outubro de 2017   │     16:32  │  0

A tarefa não é das mais fáceis. Administrar a internação de pacientes nos corredores do maior hospital de Alagoas hoje é como tentar encher um saco sem fundos.

As medidas adotadas até agora pela Secretaria de Saúde do Estado atenuaram a superlotação no HGE, mas não resolveram o problema – admite o secretário Christian Teixeira.

Entre as ações já adotadas, estão a aquisição de novas ambulâncias, reformas pontuais e ampliação de leitos dentro do próprio hospital. É o caso da nova pediatria do HGE, entregue nesta quinta-feira, 12 (veja fotos).

Apesar de relatar a existência de melhoras no atendimento, Christian acredita que será preciso recorrer a medidas que vão além. “A nossa realidade é complexa. O HGE enfrenta dificuldades difíceis de transpor no curto prazo”, diz.

A pressão que faz aumentar a demanda no HGE é antiga e decorre, entre outras questões, segundo Christian Teixeira de problemas estruturais: “em Alagoas 90% da população depende do SUS, Maceió é única capital do Nordeste que não tem um hospital público mantido pela prefeitura, a cobertura do PSF município é de apenas 26%, enquanto em algumas cidades do interior chega a 100%. As pessoas correm para onde? Correm para o HGE”, relata.

As medidas que foram adotadas até agora conseguiram, aponta o secretário, reduzir a lotação nos corredores: “estamos reorganizando, mudando mesmo a Secretaria, fazendo do jeito que tem que ser feito. Mas a mudança leva tempo. Ainda assim, a média que era de 80 a 100 pacientes nos corredores do HGE, o que corresponde a administrar um hospital dentro de outro hospital, vem caindo. No último feriadão tinham 13 pacientes apenas nos corredores, mas isso não dá mídia. O que dá mídia é se tiver corredor cheio”, desabafa.

A solução adotada pelo governador Renan Filho, assegura Christian Teixeira, é a única que pode dar jeito na superlotação do HGE: “o estado de Alagoas não fez nenhum investimento em novos hospitais nos últimos 40 anos. Nesse período, o estado diminuiu ao invés de aumentar leitos. Até mesmo os investimentos em hospitais privados diminuíram nos últimos anos em Maceió. O governador está fazendo o maior investimento na saúde em décadas. Mas infelizmente a construção de novos hospitais é uma solução de médio prazo”, pondera.

Como fazer para chegar até lá, com os corredores do HGE “livres” ?

Christian Teixeira revela que o governador deve anunciar, nos próximos dias, uma medida que pode acabar com o problema no curto prazo: a contratação de novos leitos nas redes de hospitais filantrópicos e privados que prestam serviços ao SUS.

A meta é ampliar o número de leitos já contratados em o instituições como o Hospital do Açúcar, Santa Casa e Sanatório e contratar leitos em outros hospitais, a exemplo do Ortopédico, que ainda não fazem parte da rede, para atuar como retaguarda do HGE.

“Estamos trabalhando para que o governador possa anunciar nos próximos dias a contratação de mais 174 leitos, o que vai ampliar o atendimento e controlar o fluxo no HGE. É uma solução no curto prazo. A médio prazo será resolvido com a construção de novos hospitais”, afirma.

O aumento de leitos deve acontecer até o final deste mês. “Esperamos que o governador Renan Filho possa anunciar até o próximo dia 20 essa medida, que antes precisa ser aprovada até o dia comissão interna, até porque na saúde tudo é pactuado”, adianta.

Na avaliação de Christian Teixeira, será possível esvaziar os corredores do HGE já a partir de novembro. “Confirmada essa ampliação, é como colocar um novo hospital em funcionamento. O Hospital Metropolitano, para se ter uma ideia, que será um dos maiores do estado, terá 180 leitos”, adianta.

“Tainhas” não foram convidadas para a festa dos 200 anos
   16 de setembro de 2017   │     16:24  │  2

O governo de Alagoas abriu as comemorações dos 200 anos de Alagoas com uma viagem pelo São Francisco. O trajeto de dois dias (14 e 15) com direito a um ato em defesa do Velho Chico teve direito a parada em cidades ribeirnhas.

A programação dos 200 anos de Alagoas inclui segundo programação do governo, atos previstos para acontecer ainda este mês na Serra da Barriga, em União dos Palmares, “em defesa da igualdade racial e da liberdade”; em Marechal Deodoro e Porto Calvo “para resgatar as origens de Alagoas” e mais um nas grotas de Maceió, em parceria com a ONU “para destacar a importância de o Estado estar perto de quem mais precisa”.

Não está faltando algo nesse roteiro?

Olhe bem no centro da bandeira, no brasão de Alagoas. Notou? Elas estão representadas por três tainhas: Mundaú, Manguaba e Jequiá, as grandes lagoas que deram nome e origem ao estado, agonizam tanto quanto ou mais que o Velho Chico, mas ficaram fora da festa.

Assoreadas, margeadas por favelas, envenenadas por lixo e esgotos, as lagoas não foram lembradas hoje. Resta saber: serão, um dia?

Na contramão da crise, Funasa vai concluir obras em municípios de AL
   14 de setembro de 2017   │     12:43  │  0

Em tempos de vacas magras em Brasília, por falta de recursos federais mais de 140 obras nos municípios alagoanos ainda não foram iniciadas e cerca de 120 estão paralisadas; são praças, quadras de esportes, pavimentação de vias. O levantamento é da da Caixa Econômica Federal. As obras são classificadas pela União como Restos a Pagar Não Processados, cujos empenhos, correm riscos de serem cancelados

Se depender do superintendente da Fundação Nacional de Saúde, em Alagoas, as obras e ações da Funasa nos municípios do estado não vão parar.

Domicio Silva, recebeu, nessa quarta-feira, 14, na sede da instituição, em Maceió, José Antônio da Motta Ribeiro, chefe de gabinete do presidente da Funasa, Rodrigo Sergio Dias. Em pauta, o planejamento para a conclusão das obras em andamento em Alagoas.

No encontro, José Antônio explicou que o presidente da Funasa determinou todo esforço necessário para a conclusão das obras já iniciadas até o fim do ano que vem. “O que estamos fazendo aqui, junto com o superintendente de Alagoas, é conversar, conhecer e acompanhar estes trabalhos, priorizando as obras já inciadas e conversando com os técnicos e com as empresas executoras para que isto seja feito dentro do prazo estabelecido” explicou ele.

Domício Silva elencou as obras que serão alvos deste esforço: Sistema de Esgotamento Sanitário em Igaci, Olho d’Água das Flores, São José da Tapera, Marechal Deodoro e Pariconha, além de Sistemas de Abastecimento de Água em Boca da mata e nas comunidades quilombolas.

“Foi uma reunião importante para criarmos este grupo de trabalho, visando um esforço máximo para a conclusão destas obras que irão beneficiar as populações destes municípios” aponta Domício.

“Desmonte judicial” da Laginha pode deixar credores a “ver navios”
   1 de setembro de 2017   │     13:49  │  0

A julgar pelos resultados dos primeiros leilões, realizados há uma semana, boa parte dos credores da massa falida da Laginha Agroindustrial S/A podem ficar sem nada. Literalmente.

A matemática explica: a dívida original do Grupo JL, avaliada em R$ 2,1 bilhões (preços de 2012) é praticamente o mesmo valor de avaliação do patrimônio.

Como o deságio nos leilões realizados até agora chegam a 40%, o valor arrecadado não será suficiente para quitar as dívidas.

Um caso recente é da venda da revenda de veículos Mapel. A venda da concessionária poderia reverter para a massa falida mais de R$ 40 milhões, mas só entraram no caixa – por conta do modelo de negociação – cerca de R$ 7 milhões.

Não é só. Desde que o Tribunal de Justiça de Alagoas decretou a falência da Laginha Agroindustrial SA, em 2012, as cinco usinas do grupo (três em Alagoas e 2 em Minas Gerais) vem perdendo valor de mercado em função da falta de renovação dos canaviais, invasão de terras e deterioração dos parques industriais, máquinas e equipamentos – além do “desaparecimento” de vários bens.

A exceção fica por conta da usina Uruba, em Atalaia. Arrendada por uma cooperativa (a Coopervales) a indústria começa este mês sua terceira safra, após da decretação de falência, com investimentos no parque industrial e no campo.

Desvalorização de 40%

O leilão realizado no dia 23 de agosto em segunda chamada pela Superbid.net (empresa que não tem sequer cadastro no TJ/AL) resultou na venda de três lotes (um avião, um apartamento e uma sala comercial) por R$ 814 mil. O valor inicial de avaliação era de R$ 1,2 milhão.

A Superbid, que também quer leiloar as duas usinas da Laginha em MG, não conseguiu vender um quarto lote ofertado – a sede da massa falida, em Ipioca, apesar do valor inicial de R$ 15,7 milhões ter sido reduzido para R$ 9,4 milhões.

“O maior prejuízo, com esse tipo de leilão (on line) é para quem espera receber seus direitos. Do jeito que vai, eles vendem tudo e não sobra dinheiro para pagar nem metade das dívidas”, diz o advogado de um grupo de credores.

Além da perda de valor nos bens em leilões, o advogado alerta para outros problemas: “os custos da administração judicial, até agora, são muito altos. Nesse período, mais de R$ 40 milhões foram arrecadados e nada foi pago aos credores. A Justiça de Alagoas precisa evitar que todo o patrimônio seja perdido, causando prejuízos não só para quem tem créditos reconhecidos, mas também para trabalhadores e para a economia de Alagoas e Minas Gerais”.Veja os resultados do leião da Superbid:

Biu ataca RF pela crise no HGE; assessor reage: “porque ele não faz nada pela saúde de Maceió?”
   17 de agosto de 2017   │     10:03  │  0

As dificuldades do HGE são as mesmas de sempre. De superlotação de pacientes a falta pontual de medicamentos ou material de trabalho.

As vezes a situação se agrava, como aconteceu na última semana, logo após uma operação da PF que investiga irregularidades na Secretaria de Saúde.

Uma reportagem, exibida em um telejornal local, no último dia 11, motivou críticas do senador Benedito de Lira (PP) ao governador Renan Filho pela crise no HGE.

“O que está acontecendo nos hospitais públicos de Alagoas é triste e lamentável. No HGE e na Maternidade Santa Mônica, a situação é deplorável. De que adianta o governador prometer construir novos hospitais, se não consegue manter os atuais hospitais?”, questionou o senador em texto distribuído com a imprensa.

Um assessor próximo do governador Renan Filho não gostou do que disse Biu de Lira e enviou um texto ao blog, “com uma resposta à altura”.

Ele pede para não ser identificado, para que o “imbróglio” não respingue no Palácio dos Palmares.

Mas, vai aí o que ele escreveu:

“O senador Benedito quer usar o mandato para trabalhar contra Alagoas? O que ele sabe fazer é apenas reclamar? Já que o ministro da saúde é do partido dele, por que ele não se ocupa ajudando a liberar recursos para as ações do governo, a favor do povo de Alagoas? Faz é o contrário, torce contra os investimentos, como o Hospital Metropolitano, o Hospital da Mulher, Hospital do Norte e as UPAS que o Estado abriu, além da casa do coraçãozinho e dos novos serviços no HGE. É essa velha política, carcomida, invejosa, ultrapassada, que Alagoas precisa aposentar”, cutuca.

O assessor continua:

“O tempo hoje é de quem reconhece os compromissos que assumiu e trabalha para cumpri-los. Gente como o governador, que sonha e constrói um estado diferente, que está virando uma página pra colocar Alagoas em outro patamar. Aliás, dando bom exemplo ao Brasil na segurança, na educação, na saúde, na infraestrutura. O senador Biu virou só um mau exemplo”.

Por fim, ele cobra ação do senador na Saúde de Maceió: “Se há divergência política com o governador e não quer ajudar a saúde do estado por que o Biu não ajuda a saúde de Maceió resolvendo o problema do PSF? O senador deveria aproveitar que tem um ministério “nas mãos” para melhorar a cobertura da atenção básica da capital que contribui significativamente para a superlotação do HGE”.

Veja aqui o release distribuído pela assessoria de Benedito de Lira, nessa terça-feira,15:

Benedito de Lira fala sobre recuperação do Hospital do Açúcar e responsabiliza governo de Alagoas pela situação do HGE

Benedito de Lira comemora recuperação do Hospital do Açúcar, onde os pacientes do SUS estão sendo chamados para consultas.

Senador diz que injeção de 6 milhões de reais feita pelo Ministério da Saúde deu vida nova ao Hospital do Açúcar.

Em Brasília, o senador assistiu a reportagem do repórter Thiago Correia, na TV Pajuçara, e disse estar estarrecido com a situação no HGE. Servidores denunciam que a situação está se agravando e começam a faltar materiais básicos como seringas e luvas.

Benedito de Lira responsabilizou o governador Renan Filho pela situação e disse que não adianta anunciar novos hospitais se o governo de Alagoas não dá conta de manter o HGE e a Maternidade Santa Mônica com condições mínimas de funcionamento.

“O que está acontecendo nos hospitais públicos de Alagoas é triste e lamentável. No HGE e na Maternidade Santa Mônica, a situação é deplorável. De que adianta o governador prometer construir novos hospitais, se não consegue manter os atuais hospitais?”