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Volta as aulas presenciais no Estado, só depois da vacinação de professores
   6 de maio de 2021   │     14:29  │  0

O novo secretário de Educação de Alagoas trabalha no plano de retomada das aulas presenciais na rede estadual de ensino. Rafael Brito adianta que os protocolos estão prontos. Mas a volta as escolas vai depender, principalmente, da vacinação de professores.

“Vacinar presos antes professores é uma aberração, mas o Estado tem que seguir o Plano Nacional de Imunização. Temos que esperar a chegada de vacinas para poder iniciar a vacinação dos servidores da Educação e, a partir daí, estabelecer o calendário da volta das aulas presenciais”, diz o secretário.

A informação de que presos seriam vacinados antes de professores em Alagoas gerou debates no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, com críticas ao governo (Veja aqui: Parlamentares debatem inclusão de públicos prioritários no Plano Nacional de Imunização).

Rafael Brito lembra que a vacinação segue cronograma estabelecido pelo Ministério da Saúde. “Se dependesse apenas do governo do Estado, a vacinação dos professores certamente começaria antes dos presos. Mas é importante lembrar que temos inclusive uma decisão do Supremo Tribunal Federal que obriga os Estados a seguir o PNI”, pondera.

De acordo com o PNI, a prioridade de vacinação segue, agora, a lista de prioridades nessa ordem: Portadores de comorbidades; Gestantes e puérperas; Pessoas com deficiência permanente; Pessoas em situação de rua; População privada de liberdade; Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade (sistema prisional), Trabalhadores da Educação do Ensino Básico (creche, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e Educação de Jovens e Adultos – EJA).

O PNI também estabelece prioridades dentro de cada um desses grupos, para vacinação por idade ou por condição de saúde.

Se houver descumprimento da vacinação para os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde, os gestores públicos podem responder pelo crime de improbidade administrativa.

A decisão foi tomada pelo ministro do STF, Ricardo Lewandowski, na segunda-feira (03). Alguns Estados brasileiros que descumpriram a determinação já foram obrigados a suspender a vacinação dos grupos subsequentes.

Em Alagoas, a fase atual da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 foi ampliada esta semana para mais seis grupos prioritários.

Governo “perde” mais uma e Renan anuncia plano de trabalho da CPI da Pandemia
   29 de abril de 2021   │     22:09  │  0

O governo continua, através de seus aliados, tirar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) da CPI da Covid-19. E mais uma tentativa foi frustrada. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta quinta-feira (29) uma ação de senadores governistas que tentavam impedir o senador Renan Calheiros (MDB-AL) de integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito.

A CPI da Covid foi instalada na terça-feira (27). Calheiros foi indicado relator pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Os senadores Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério (DEM-RO) e Eduardo Girão (Podemos-CE) acionaram o STF sob argumento de que Calheiros não pode participar da CPI porque é pai do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB-AL). A comissão é responsável por apurar ações e omissões do governo federal e também eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia.

Depois da decisão de Lewandowski, Renan Calheiros anunciou o plano de trabalho da CPI ao lado do vice-presidente da Comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O ritmo de trabalho promete ser intenso. A CPI da Pandemia fará reuniões às terças, quartas e quintas, disse Renan, ao apresentar seu plano de trabalho.

Segundo Renan, não será necessária a aprovação do plano pela comissão, pois o documento apenas sistematiza o roteiro dos trabalhos, com referência às fases de investigação.
“É evidente que esse plano de trabalho não vai limitar a investigação. A investigação é que vai indicar os limites. À medida que caminhamos, teremos as bases da investigação — declarou Renan Calheiros.”

Saiba mais

Plano de trabalho prevê reuniões da CPI da Pandemia três vezes por semana

AL garante CoronaVac para segunda dose, AstraZeneca e Pfizer na primeira
     │     20:23  │  0

A estratégia da Secretaria de Saúde do Estado, de “reservar” vacinas para a segunda, mesmo depois da orientação do Ministério da Saúde (que recomendou usar todo material em estoque como primeira dose) se mostrou acertada.

Apesar da interrupção da produção no Butantan, Alagoas conseguiu garantir a segunda dose para todas as pessoas vacinadas com a primeira dose da CoronaVac.

“A vacinação será retomada e teremos vacinas suficientes para a aplicação segunda dose em todas as pessoas que tomaram a D1 até a próxima quarta-feira, dentro do prazo de até 28 dias”, aponta o secretário de Saúde do Estado

No caso de Maceió, Alexandre Ayres adianta que a suspensão da vacinação, no domingo passado, foi decorrente de uma procura acima do esperado. “A informação é que muitas pessoas do interior se vacinaram na capital. Ficaram faltando cerca de 1 mil doses que estão sendo repostas, além da disponibilização das outras doses para a D2 da CoronaVac”, aponta.

A vacinação será retomada em todo o Estado com a AstraZeneca já a partir desta sexta-feira, para pessoas com comorbidades: “o governador irá anunciar os critérios, com idades das pessoas que serão atendidas”, adianta.

E já a partir da próxima segunda-feira Alagoas deverá receber as primeiras doses da Pfizer. Na primeira leva devem chegar 7,5 mil doses. Como essa vacina requer uma estrutura mais robusta de conservação, a distribuição deve se concentrar em Maceió e Arapiraca – cidades em que a Sesau montou uma rede de frios adequada para o imunizante da Pfizer.

Novos lotes

Alagoas recebeu do Ministério da Saúde (MS), nesta quinta-feira (29), mais um lote de vacinas contra a Covid-19. A remessa de 66.900 doses dos imunizantes CoronaVac e AstraZeneca chegou ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, no final da manhã de hoje. Na continuidade da Campanha de Vacinação contra a Covid-19, os alagoanos terão à disposição 1.400 doses de CoronaVac e 65.500 da AstraZeneca. O cronograma para vacinação de novos grupos será divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), em conjunto com os municípios alagoanos, até esta sexta-feira (30).

Em coletiva à imprensa nesta manhã, o governador Renan Filho anunciou que o estado vai receber, pela primeira vez, vacinas do fabricante Pfizer. A nova remessa, prevista para chegar nos próximos dias, será direcionada para Maceió e Arapiraca por questões de armazenamento.

De cada R$ 10 gastos com a Covid-19 em AL, 4 é federal e 6 estadual
   28 de abril de 2021   │     7:09  │  0

É o que revela o relatório oficial apresentado pela Secretaria de Saúde do Estado aos deputados estaduais.

Até 31 de março, o Estado de Alagoas usou recursos da ordem de R$ 344 milhões para o enfrentamento da Covid-19.

E, diferente do “imaginário”, a maior parte desses recursos vem de recursos estaduais (100). Do total gasto, R$ 207 milhões são da fonte 100, o equivalente a 60% dos gastos. Os recursos federais (fontes 120 e 214), correspondentes a R$ 137 milhões representaram 40%.

Os recursos foram usados principalmente na aquisição de medicamentos, contratação de pessoal e, principalmente, na contração de leitos exclusivos para tratamento da Covid-19.

Infelizmente, Ayres tinha razão em “reservar” vacinas
   26 de abril de 2021   │     11:39  │  2

Em Alagoas pelo menos cinco cidades suspenderam a vacinação da segunda dose contra a Covid-19 nesta segunda-feira, 26. E com razão. Faltou vacina.

A vacinação foi suspensa em Maceió, Arapiraca, que fez um comunicado neste domingo (25) sobre a situação, São Miguel dos Campos, Marechal Deodoro e Capela. Juntas estas cinco cidades tem mais de 1,3 milhão de habitantes.

A suspensão foi motivada, segundo explicação das prefeituras, porque houve redução do envio pelo Ministério da Saúde de vacinas, principalmente da Coronavac.

As prefeituras de Maceió e Arapiraca já solicitaram novas doses à Secretaria Estadual de Saúde para continuar a imunização.

E nota a Sesau-AL explica que houve a diminuição nas remessas do MS para todo o país, porque a produção do Instituto Butantan foi reduzida por falta de insumos.

Em casos como esse vale a estratégia adotada pelo secretário de Saúde do Estado. Alexandre Ayres decidiu “reservar” inicialmente 20% de vacinas para a segunda dose. Nas últimas semanas, a Sesau vem retendo cerca de 10%. A estratégia garantiu que a vacinação não parasse em Maceió na quinta-feira, 22. Após solicitação da prefeitura, o Estado liberou um lote de vacinas para a segunda dose.  Alexandre Ayres, afinal, tinha ou tem razão.

A decisão do secretário, de “guardar” as vacinas – mesmo sofrendo críticas pelo excesso de zelo – mostrou-se correta. O secretário decidiu manter a reserva mesmo após o Ministério da Saúde ter recomendado – nos informes técnicos número 7 e 8 da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunização – que Estados e municípios pudessem utilizar as doses referentes a segunda dose como primeira dose. Isso porque o instituto Butantan teria confirmado a entrega das doses correspondentes para aplicação da segunda dose. Mas, como houve redução na produção da Coronavac pelo instituto, devido à falta do insumo importado, essa reposição não aconteceu.

Diante das dificuldades de abastecimento, a Sesau e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems/AL) decidiram, conjuntamente, estender o prazo para aplicação da segunda dose da Coronavac, passando de 21 para 28 dias – o que é permitido pelo fabricante do imunizante e está previsto na bula da vacina.