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Folha salarial de militares de AL chega a R$ 1,3 bi por ano, diz governo
   10 de abril de 2018   │     23:47  │  12

O governo de Alagoas enfrenta, nesta quarta-feira, 11 uma ameaça de aquartelamento de policiais militares. A categoria está em campanha salarial e defende reajustes de mais de 10% dos salários.

Em entrevista ao Portal Gazetaweb, o sargento Gedson, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL), disse esperava uma contraproposta do governo, “mas a que o governo nos ofereceu não há condições alguma de aceitarmos. Pedimos 10,61% de reajuste salarial e nos foi proposto apenas 3,8%, sendo que a partir de 2019”, revelou.

O governo avisa que não será fácil atender o pedido dos militares. Hoje, a folha da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, considerando pessoal ativo e da reserva, chega a cerca de R$ 100 milhões. “Isso dá cerca de R$ 1,3 bilhão por ano, porque temos o décimo terceiro salário. Os militares representam hoje menos de 20% dos servidores efetivos, no entanto a folha salarial representa mais de 30%. Qualquer reajuste acima do percentual que será dado aos demais servidores pode comprometer a capacidade de pagamento do Estado”, aponta o secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques.

De acordo com levantamento da Seplag, os salários dos militares tiveram, em média, os maiores reajustes no atual governo: “entre 2015 e 2018 a folha dos militares subiu cerca de 50%, enquanto a folha geral do Estado teve um aumento, considerando o crescimento vegetativo, de cerca de 30%”, pondera.

Apesar das dificuldades Fabrício Marques Santos adianta que a orientação do governador Renan Filho é conversar com os servidores, buscando o entendimento: “o governo está em busca da negociação, trabalhando junto com os militares, que são tão importantes para nosso estado, por uma solução que não prejudique a sociedade”, aponta.

As negociações estão sendo acompanhadas de perto pelo governador Renan Filho. Ele já avisou a alguns assessores que vai fazer o máximo para atender os servidores militares, desde que não comprometa a capacidade de pagamento do estado, no presente e, principalmente, no futuro.

Evolução

A Política Militar de Alagoas tem segundo levantamento do Blog do Camarotti (Portal G1), de fevereiro de 2017, o maior piso salarial do Nordeste e nono maior do Brasil.

Uma evolução e tanto. Até 2008, o piso salarial dos militares do estado era de R$ 1,5 mil, o 23o do Brasil.

Depois dos reajustes dados no final do governo de Téo Vilela (2014), a maior parte paga a partir de 2015, já no governo de Renan Filho, o piso de um solado PM de Alagoas, varia atualmente entre R$ 3,7 mil para o PM e R$ 4,18 mil para o PM 1o nível. Os vencimentos vão aumentando de acordo com a patente, até passar dos R$ 20 mil, no caso de coronéis.

Pressão

Os militares tem um grande poder de mobilização e conseguem exercer pressão, especialmente em períodos pré-eleitorais. No final de 2013, Alagoas viveu um momento assim, ainda no governo de Téo Vilela. A ameaça, à época, foi transformada em operação padrão. Ainda assim resultou num clima de insegurança e medo em todo o estado.

Agora, o governo enfrenta uma ameaça de aquartelamento. Será, com certeza, uma boa queda de braços.

As negociações entre associações de militares e o governo devem ganhar novo ritmo a partir desta quarta-feira, 11.

Um diálogo maduro e equilibrado pode assegurar o interesse da sociedade, com os dois “lados” buscando um ponto de convergência. Um reajuste além da capacidade de pagamento do estado pode ter, a longo prazo, efeitos tão drásticos quanto um eventual aquartelamento teria no curto prazo. Basta ver o que está acontecendo em estados como Rio de Janeiro.

Maior salário do Nordeste: veja aqui o levantamento de 2017

http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/2017/02/10/pm-de-alagoas-tem-maior-salario-do-nordeste-revela-pesquisa/

 

Renan Filho: “AL terá maior redução da violência dos últimos anos”
   2 de abril de 2018   │     19:20  │  0

Alagoas conseguiu se consolidar, nacionalmente, como o estado que teve melhoro desempenho em solidez fiscal nos últimos três anos. Os resultados vieram mais rapidamente do que se poderia imaginar. De “D-”, pior nota do e última posição do ranking do Tesouro Nacional, para “B”, a segunda melhor classificação.

Neste caso, os resultados talvez tenham vindo mais rapidamente porque dependiam, fundamentalmente, de ações internas do governo.

Nos indicadores da violência, a melhora de Alagoas tem sido, apesar de consistente, mais lenta. Neste caso, existem fatores “externos” e inesperados, que fogem ao controle do governo, como a “guerra de facções” que explodiu no Brasil no começo de 2017, com fortes reflexos também em Alagoas.

Ainda assim, o estado tem conseguido, ano após ano, reduzir os índices de criminalidade, com destaque para o mais importante indicado – os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).

Este ano, ao contrário de 2017, quando o número de mortes se manteve praticamente estável, o estado caminha para uma forte redução nas estatísticas.

Renan Filho arrisca um palpite sobre a violência em Alagoas, especialmente sobre os casos de homicídios: “vamos terminar este ano com a menor taxa dos últimos anos e Alagoas deve ficar em oitavo ou nono no ranking dos estados mais violentos do país”, aponta.

Isso porque o governador avalia que os números registrados até agora tendem a se manter.

Os números de março devem ser divulgados esta semana e se mantiver o patamar dois primeiros meses do ano, que registraram média diária no estado ficou em 4,15 mortes violentas (CVLIs), será confirmada no trimestre uma queda de mais de 20% na comparação com 2017 (5,25) e bem abaixo dos números que eram registrados até 2014 (acima de 6, chegando até 7) quando Alagoas era o estado mais violento do Brasil.

Em 2016, segundo o anuário da violência, Alagoas apareceu em terceiro lugar com média de 55,9 mortes por 100 mil habitantes, ficando atrás de Sergipe (64) e Rio Grande do Norte (56,9).

Os dados de 2017 ainda não foram divulgados, mas segundo o Monitor da Violência, do G1, Alagoas caiu para 5o lugar, com 52,6 mortes por mil, atrás de RN (64 ), AC (63,9), PE (57,3) e CE (56,9) – veja tabelas.

Novos ares

O lançamento de novos serviços como o Ronda no Bairros e maior controle das guerras de facções devem ajudar o governo a alcançar melhores resultados na segurança, acredita RF: “estamos avançando no combate a criminalidade e o estado vai continuar investido para garantir que a tranquilidade da população”, garante o governador.

Pra não esquecer

Alagoas foi o líder nacional de homicídios por oito anos – entre 2007 e 2014. Nesse período, atingiu, em 2011, a maior taxa de assassinatos já registrada por um Estado no país: 73,6 assassinatos por cada 100 mil habitantes, três vezes mais do que a taxa média do Brasil, que foi de 24,3 por 100 mil naquele ano.

“Rui precisa consultar o PSDB sobre as eleições de 2018”, avisa Vilela
   16 de março de 2018   │     22:04  │  3

Se fosse candidato ao governo – como se imaginava – o prefeito de Maceió e atual presidente do PSDB em Alagoas teria o apoio do partido, sem nenhum questionamento.

Mas depois que Rui Palmeira disse que não vai disputar o governo, a situação é outra.

Uma das principais lideranças do PSDB em Alagoas, o deputado federal Pedro Vilela, diz que o partido precisa se reunir para discutir os rumos que tomará nas eleições deste ano em Alagoas.

Ele antecipa que não deve participar da reunião, já anunciada por Palmeira, com outros partidos de “oposição” para este final de semana.

Candidato à reeleição, Pedro Vilela avalia que o momento agora é de combinar o jogo: “Acho que Rui Palmeira conhecendo o PSDB, sabendo como funciona o partido, sabe que não haveria qualquer discussão em relação a sua eventual candidatura ao governo do estado. Mas como ele não é mais candidato, é importante que consulte o partido e discuta internamente o melhor encaminhamento para o PSDB e na sequência conversar com possíveis aliados”, diz o deputado.

Por telefone, Pedro avalia que a discussão interessa a todo o partido: “após o anúncio de Rui Palmeira, que era pré-candidato ao governo, é importante que ele como presidente do partido, abra uma discussão interna para ver qual o melhor encaminhamento para 2018, que debata isso com aqueles que vão disputar a eleição, como é o meu caso, do Rodrigo Cunha, do Val Gaia, dos deputados, da própria executiva e do ex-governador Teotônio Vilela Filho. Acho importante essa discussão interna para que o PSDB possa, nesse novo cenário, buscar o melhor melhor resultado para 2018 em Alagoas”, pondera.

Collor reforça defesa da agricultura familiar e quer ampliar programa do leite
   8 de fevereiro de 2018   │     7:10  │  0

O senador Fernando Collor (PTC) vai reforçar sua atuação em Brasília na defesa de recursos e ações para a agricultura familiar, em especial para os produtores alagoanos. A decisão foi comunicada nessa quarta-feira, 07, durante reunião com o presidente e o diretor administrativo da Cooperativa da Produção Leiteira de Alagoas (CPLA).

No encontro, realizado no gabinete do senador, em Brasília, os dirigentes da cooperativa foram acompanhados pela presidente do PTC em Alagoas, Célia Rocha.

Além de atuar pela liberação de recursos já programados para a agricultura familiar, a exemplo do Programa do Leite, o senador também vai trabalhar para ampliar os projetos e programas destinados aos agricultores familiares.

Entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, Collor conseguiu, numa ação conjunta com o ministro Marx Beltrão (Turismo), assegurar a liberação de R$ 15 milhões do Programa do Leite de Alagoas que estavam “emperrados” no Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Os recursos foram destinados ao pagamento de mais de 4 mil agricultores familiares que fornecem leite para o Programa em Alagoas. No estado, cerca de 80 mil famílias carentes são beneficiadas com a doação do leite.

O senador adiantou ainda que vai atuar para liberar novas parcelas, além de trabalhar para assegurar a continuidade do programa este ano.  Atualmente, são distribuídos 40 mil litros por dia. Após tomar conhecimento que houve uma redução no volume diário, Collor também se dispôs a defender a ampliação da distribuição a partir deste ano.

Ação regional

Após conversar com os diretores da CPLA, Collor também se dispôs atender pleitos não só dos agricultores familiares do programa do leite de Alagoas, mas de todo o Nordeste. O senador vai articular a aprovação do aumento do teto de fornecimento de leite – que hoje é de 17 litros por produtor dia, para 36 litros diários. A medida, que será votado no Senado, vai beneficiar mais de 20 mil produtores no Nordeste.

O apoio do senador e do ministro, explica o presidente da CPLA, foi decisivo para tranquilizar os produtores: “os repasses dos recursos federais estavam atrasados e muitos agricultores familiares temiam pela continuidade do programa. Hoje, depois que o Collor e o Marx passaram a atuar junto ao MDS nesta questão, o clima é de tranquilidade e segurança. Em nome de todos os produtores, não só os da CPLA, mas também das outras cooperativas e associações que participam do programa, fiz questão de agradecer pessoalmente ao senador pelo seus esforço, um esforço que ajuda os alagoanos que mais precisam”, aponta Aldemar Monteiro.

O senador Collor abriu as portas do seu gabinete e se colocou à disposição dos agricultores familiares: “Sei da importância da agricultura familiar e do programa do leite. Estou à disposição dos vocês. Digam o que é preciso e eu vou trabalhar para atendê-los”, disse durante a reunião.

Novo piso do professor será pago em AL, pela primeira vez, em janeiro
   24 de janeiro de 2018   │     7:52  │  2

O governo de Alagoas paga o piso nacional do professor como manda a lei. No entanto, o Estado sempre demorou mais do que o desejado para implantar os reajustes anuais, anunciados sempre ao final de cada ano.

Por conta da burocracia, o processo de implantação do reajuste anual demorava, de três a cinco meses. Demorava…

Pela primeira vez, ao menos que se saiba, o piso foi implantado e será pago já no primeiro mês do reajuste.

A confirmação foi dada nesta terça-feira, 23, pelo secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques Santos. A implantação dos novos valores, com correção de 6,81%, foi possível porque parte do processo foi antecipado.

“Está confirmado. O novo piso já foi implantado e será pago na folha de janeiro”, avisa Marques.

Não é só. Este mês o estado também está implantando o novo valor do salário mínimo, que teve correção menor, de 1,81%.

Impacto

O governo de Alagoas antecipa, por conta da legislação, correção salarial para cerca de 7 mil servidores do estado – entre ativos e inativos a partir deste mês. O impacto chega, pelos cálculos da Secretaria de Planejamento e Gestão a R$ 570 mil por mês.

O reajuste do salário-mínimo, de 1,81% deve beneficiar, segundo estimativas do secretário Fabrício Marques Santos, cerca de 4 mil servidores públicos, com um impacto tão pequeno quanto a correção salarial: R$70 mil por mês. Em média, cada funcionário receberá R$ 17,5 a mais nos seus vencimentos.

A implantação do piso nacional dos professores vai beneficiar cerca de 2,8 mil servidores – a maioria inativos. O impacto mensal com o reajuste de 6,81% será de 500 mil. Em média, cada servidor receberá R$ 178,5 a mais por mês ou dez vezes mais do que receberá o funcionário cujo vencimento está na base da pirâmide salarial do Estado.

Barbosa assegurou novo piso

Em texto publicado aqui, o secretário de Educação e vice-governador do Estado, Luciano Barbosa, assegurou a implantação do novo piso para os professores da rede estadual de ensino.

A piso até 2-017 era estipulado em R$ 2.298,80, para uma carga horária de 40 horas. Com o reajuste de 6,81% o novo piso passou a ser de R$ 2.455,35, para jornada também de 40 horas semanais.

Segundo o MEC, por estar acima do índice de inflação previsto para este ano, o piso nacional do magistério terá um ganho real de 3,9%. Nos últimos dois anos, os professores tiveram um ganho real de 5,22%.

“O piso é Lei e Lei é para ser cumprida. E o estado vai pagar. É o mínimo que podemos fazer pelos nossos professores”, disse Barbosa.

Veja aqui o texto na íntegra: http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/2017/12/28/alagoas-vai-implantar-novo-piso-salarial-do-professor-avisa-luciano-barbosa/