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AL terá primeira destilaria de milho do Nordeste
   30 de abril de 2022   │     18:07  │  7

A primeira destilaria de milho do Norte/Nordeste vai entrar em funcionamento em Alagoas dentro de 4 a 6 meses no máximo.

Com investimentos da ordem de 30 milhões de reais, a construção do  empreendimento será formalmente iniciada neste domingo durante as comemorações do 1º de maio na Cooperativa Pindorama.

Quando ficar pronta, a planta terá capacidade de produzir até 120 mil litros de etanol de milho por dia e, diferente da destilaria de cana-de-açúcar, deve funcionar durante todo o ano.

De acordo com Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama, a capacidade de processamento de milho será entre 260 e 300 toneladas por dia.

Santos destaca ainda que a indústria terá como grande novidade a produção de DDG, subprodutos da fabricação de etanol de milho muito utilizado como ração animal.

“Será uma grande alternativa para pecuária de Alagoas, principalmente para avicultura e suinocultura. Para se ter uma ideia, a nossa indústria vai ter uma produção capaz de atender com DDG o equivalente a 36 mil bois em regime de confinamento”, aponta o presidente da Pindorama.

O milho a ser utilizado na destilaria da cooperativa deve vir de Alagoas, Sergipe e Bahia principalmente.

Klecio adianta que a cooperativa também vai construir uma indústria de beneficiamento de milho para a produção de alimentos muitos tradicionais no Nordeste, a exemplo do cuscuz de milho e do flocão de milho.

As duas novas fábricas usarão a infraestrutura existente na cooperativa, compartilhando energia e vapor da usina de cana-de-açúcar.

A nova indústria de alimentos da Pindorama, com investimentos da ordem de 20 milhões de reais deve ficar pronta entre três e quatro meses.

A construção das novas plantas foi viabilizada a partir da ampliação da capacidade de geração de energia da usina Pindorama. Neste primeiro de maio a cooperativa inaugura uma nova caldeira, resultado de investimentos da ordem de 12 milhões de reais.

De acordo com o Klécio Santos, os novos produtos vão fortalecer o portifólio da cooperativa que já atua no mercado com açúcar cristal e demerara, etanol, álcool de canal, leite e outros derivados de coco, e suco de frutas entre outros.

A nova caldeira (aqui ainda em construção) da Usina Pindorama será inaugurada neste domingo

Versão oficial

Veja texto da assessoria sobre o primeiro de maio na Pindorama

Com programação variada, tradição do festejo é retomado em sua plenitude pela cooperativa com inaugurações, eventos religiosos e sorteio de brindes

A Cooperativa Pindorama retoma, neste domingo, o seu tradicional festejo de 1º de Maio em comemoração ao dia do Trabalho, com atividades presenciais, no distrito de Pindorama, localizada em Coruripe. Neste ano, além da tradicional missa e o bingo para a comunidade, a Cooperativa vai apresentar o seu projeto de produção de derivados de milho com a descerramento da placa de lançamento das obras de construção da Fábrica de Beneficiamento de Milho e da Unidade Industrial de Álcool de Milho. A cooperativa também vai inaugurar a nova caldeira da Usina Pindorama. A solenidade acontece a partir das 16h.

A planta industrial de derivados do milho será responsável pela integração de novos produtos ao mix, como o cuscuz tipo flocão e a farinha de milho. A fábrica deverá consumir a produção de milho local, devendo também adquirir dos estados da Bahia e Sergipe.

Segundo o projeto da Cooperativa, para a construção da nova fábrica foram investidos cerca de R$ 20 milhões. Já a planta de produção de etanol de milho recebeu o investimento na ordem de R$30 milhões. A expectativa, segundo o presidente da Cooperativa, Klécio Santos, é que a fábrica de milho deva entrar em operação no prazo de 90 dias e a indústria de álcool de milho destilaria em 120 dias. A nova caldeira da Usina Pindorama recebeu o investimento de R$ 12 milhões.

“A Pindorama dá mais um grande passo no segmento industrial em Alagoas, sempre incentivado a produção local e mostrando a força do cooperativismo. A cooperativa  se abre para  a entrada em mais um mercado do ramo alimentício e isso é motivo de orgulho mediante tantos desafios superados”, destacou Klécio.

Festejo

Tradicional, o Festejo do Trabalhador de Pindorama vai reunir os colonos, cooperados e comunidade em atividades variadas. A programação do evento conta com a grande final da Copa René Bertholet e entrega de prêmios aos vencedores; momento Ecumênico; apresentação do grupo Pindorama Musica, além do Festival de Prêmios Bingo do Trabalhador com 06 motos 0km, um terreno no Residencial Bertholet e sorteio com Festival de Prêmios.

Diretoria da Pindorama visita destilaria de milho similar a que será implantada em Alagoas

“Fraude”: OCB admite excluir da eleição cooperativas criadas fora do prazo
   29 de abril de 2022   │     14:24  │  0

Através de “Agravo de Instrumento com Pedido de Efeito Suspensivo”, o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Alagoas – OCB/AL pediu que Tribunal de Justiça de Alagoas suspenda os efeitos de decisão que suspendeu as eleições da diretoria da entidade, prevista para o último dia 20 de abril.

A Justiça determinou, ainda, intervenção para assegurar a lisura de novo pleito a ser convocado em data ainda não definida. O interventor tem poderes, inclusive, de controlar a gestão da OCB Alagoas até a realização do pleito.

No recurso, apresentado pelos sus advogados a OCB pede a suspensão das medidas judiciais e a realização imediata do pleito, alegando para isso o risco de prejuízos com a compra de um imóvel: “Caso contrário, o Agravante se verá totalmente prejudicado, pois adquiriu o imóvel com fins comerciais e a cada dia sem estar na posse do imóvel, sofre prejuízos à título de lucros cessantes!”, diz trecho da apelação.

A citação do imóvel causou surpresa entre dirigentes de cooperativas, até porque o investimento não é do conhecimento do setor do cooperativismo alagoano.

Na peça, os advogados ainda admitem deixar fora do pleito ao menos 5 cooperativas que foram criadas sob suspeita de fraude e manipulação para interferência no processo eleitoral – como consta em denúncia feita em dossiê apresentado contra a atual gestão da OCB em Alagoas.

De acordo com o dossiê, a OCB em Alagoas tem utilizado recursos públicos do Sescoop, instituição vinculada ao Ministério da Economia, para supostamente interferir no processo eleitoral. Além da distribuição de recursos com algumas cooperativas que integram a chapa de situação, a atual diretoria também teria criado de forma suspeita diversas cooperativas que participariam da eleição, influenciando diretamente no resultado.

No “agravo”, a OCB “admite” deixar fora da eleição 5 cooperativas que foram criadas depois de iniciado o processo eleitoral.

“O atual Conselho age de forma correta ao convocar eleição. Tudo bem se as 5 (cinco) cooperativas recém registradas (criadas anteriormente) pela OCB NACIONAL não participarem do pleito. NESSE PONTO O RÉU PODE ATÉ CONCORDA PARA QUE O PLEITO SEJA REALIZADO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, lamentando a não participação democrática dessas referidas Cooperativas!”, diz trecho do documento.

A peça, no entanto, induz a erro. A OCB Nacional não cria cooperativas, nem as registra. Todo o processo é de responsabilidade da OCB Alagoas.

Ainda na peça, os advogados admitem outro erro apontado no processo que culminou com a intervenção – o fato de que o ou a presidente do Sistema OCB deve ter comprovada experiência como dirigente de cooperativa: “…E DA ATUAL PRESIDENTE QUE É FUNCIONÁRIA DA OCB DESDE O ANO DE 2004”.

Compare

Veja das decisões do Tribunal de Justiça e o recurso, na íntegra.

Juízo de Direito – 9ª Vara Cível da Capital – Decisão que afasta 5 cooperativas da eleição: 0703263-96.2022.8.02.0001 (2)

Juízo de Direito – 13ª Vara Cível da Capital – Decisão que suspende eleição na OCB/AL: 0712130-78.2022.8.02.0001 (4)

Juízo de Direito – 13ª Vara Cível da Capital – Decisão que suspende eleição e determina intervenção na OCB/AL: 0712424-33.2022.8.02.0001 (3)

Agravo de Instrumento com Pedido de Efeito Suspensivo: 0802698-46.2022.8.02.0000 (2)

Em alta de 7%, AL tem maior safra de cana dos últimos sete anos
   22 de abril de 2022   │     18:00  │  0

Na safra 2017/2018, o setor sucroenergético de Alagoas chegou ao fundo do poço – literalmente. A produção foi a menor da história recente do setor, com moagem de 13,7 milhões de toneladas.

Desde então, o setor vive uma fase de retomada, embora ainda falte muito para se alcançar a média histórica de 25 milhões de toneladas de cana por safra no Estado.

A distância até a média de 25 milhões vem diminuindo ano após ano. E no encerramento da safra 2021/2022 ficou ainda menor. O setor encerrou o ciclo com a maior produção dos últimos 7 anos safra.

De acordo com dados preliminares, a produção chegou a 18,227 milhões de toneladas de cana em crescimento de 6,9% ante a safra anterior quando foram esmagadas 17,037 milhões de toneladas.

O resultado da safra confirma estimativas do Sindaçúcar-AL. E a expectativa, segundo o presidente do sindicato é de crescimento para o próximo ciclo.

“A próxima safra será certamente maior que a atual, em função do comportamento do clima que tem ajudado bastante. Além disso, registramos um aumento no plantio, o que aponta para desempenho positivo no próximo ciclo”, aponta Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

Além de aumento de produção na próxima safra, que tem início previsto para agosto deste ano, o Sindaçúcar-AL avalia que a próxima safra será mais alcooleira: “a venda direta do etanol foi regulamentada em nosso Estado no final da safra, quando as indústrias já não tinham estoques disponíveis ou capacidade de ampliar a produção. Para o próximo ciclo tem percebido o movimento de várias indústrias no sentido de ampliar a fabricação de etanol e ocupar o mercado do combustível hidratado, especialmente em Alagoas, através da venda direta”, aponta Pedro Robério Nogueira.

O presidente do Sindaçúcar-AL diz que ainda é cedo para estimar o tamanho da próxima safra, mas aposta na manutenção do ciclo de crescimento pelos próximos anos: “depois da crise, o setor se reorganizou. Conseguimos avançar no mercado local, a partir da equalização tributária promovida pelo governo de Alagoas, que deu maior competitividade as nossas indústrias e agora, com a venda direta do etanol, devemos consolidar a presenças nos mercados loca e regional, sem perder participação no mercado mundial, o será possível a partir da ampliação de produção”, aponta Nogueira.

Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar-AL

 

Versão oficial

Veja texto da assessoria

Safra 2021/2022 é encerrada com recorde de 7% a mais que ciclo anterior

No total, foram mais de 18,2 toneladas de cana esmagadas pelas 15 usinas

Após oito meses de moagem e mais de 18 toneladas de cana processadas, chegou ao fim na semana passada, a safra 2021/2022.

Iniciada em agosto de 2021 pela Cooperativa Pindorama e encerrada na semana passada pela usina Sumaúma, a safra registrou recorde no número final da moagem de canas processas. Foram 18.227.495 toneladas, um crescimento de mais de 7% em comparação ao ciclo passado.

O número é superior a projeção inicial, que era de 18 milhões de toneladas. Ao todo, 15 usinas participaram dessa safra, que teve uma das moagens mais longas de toda a história.

O departamento técnico do Sindacucar-AL ainda está fechando os números finais da safra mas, esta já é uma das maiores de todas as registradas, superando em 1,2 milhão de toneladas a de 2020/2021.

O ciclo 2020/2021, registrou um pouco mais de 17 milhões de toneladas de cana esmagadas.

Etanol

A produção de etanol cresceu 6,5%, segundo o boletim do Sindaçucar. No total, foram processados mais de 444.246 milhões de litros, superior a safra anterior, que foi de 405.944. O que apresentou uma leve queda foi a produção de açúcar dos tipos VHP e cristal, que caiu de 1.384.565 no ciclo 2020/2021 para 1.370.088, um decréscimo de -1,05%.

Moagem

A Usina Coruripe foi a campeã em número de toneladas de cana esmagadas, segundo o boletim do Sindaçucar. Foram 2.882.344 toneladas. Em seguida, aparecem as usinas Santo Antônio (1.800.132), Caeté (1.600.029) e Porto Rico (1.574.906).

Dossiê revela suposto esquema de manipulação e fraudes na OCB e no Sescoop em AL
   18 de abril de 2022   │     17:42  │  0

Um dossiê preparado por representantes de cooperativas revela um suposto esquema de manipulação e fraudes no Sistema OCB/Alagoas (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Alagoas).

O dossiê que foi encaminhado à Justiça de Alagoas nesta segunda-feira (18/04) e deve ser encaminhado a órgãos federais ainda esta semana, incluindo o Ministério Público Federal.

O documento foi preparado para tentar evitar fraudes nas eleições de renovação da diretoria da OCB/AL, que está prevista para esta quarta-feira (20/04).

Integrantes de várias cooperativas que participam do Movimento Muda OCB/AL acreditam que o melhor caminho para fortalecimento do cooperativismo em Alagoas é a renovação de gestão na OCB/AL e defendem uma administração com ampla participação de todas as cooperativas, democracia e transparência.

Nota: a diretoria da OCB/AL tem evitado declarações sobre as denúncias de supostas manipulações e fraudes apresentadas até o momento. Procuradas pelas imprensa, a presidente da OCB/AL, Márcia Túlia, e a assessoria de imprensa da entidade não deram nenhum esclarecimento ou sequer contestaram as informações. o espaço está aberto para esclarecimentos.

Saiba mais: O fortalecimento do cooperativismo em Alagoas passa pela OCB

Veja aqui um resumo do dossiê

Sistema OCB/AL: Eleição sob suspeitas de manipulação e fraude

O Sistema OCB/Alagoas (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Alagoas) tem uma estrutura de gestão complexa, num modelo único mas que se assemelha a modelos de federações representativas de setores produtivos.

É possível comparar o Sistema OCB com federações da indústria, comércio e agricultura. Assim como Fiea, Fecomércio e Faeal, a OCB Alagoas também é responsável por uma instituição do Sistema S, o Sescoop (Serviço Social do Cooperativismo).

A eleição dos dirigentes do Sistema OCB/AL ocorre de forma indireta. Na atual estrutura, cujo estatuto foi alterado em 23 agosto de 2021, é realizada a eleição de um Conselho de Administração com sete membros e este conselho elege o presidente do Sistema OCB/AL, que será o responsável pela gestão, incluindo o Superintendente por ele indicado.

A eleição é realizada em Assembleia Geral Ordinária de cooperativas, a cada quatro anos. A próxima foi convocada para 10 fevereiro de 2022 (2), mas foi adiada em função de liminar judicial e está prevista para 20 de abril do corrente (3).

A liminar foi expedida pela Justiça de Alagoas atendendo pedido do Sicredi, uma das cooperativas que faz parte de um movimento que defende mudanças na atual diretoria da OCB/AL.

O pedido foi feito judicialmente após tentativas frustradas de diálogo com a atual diretoria da OCB/AL, que notadamente passou a criar dificuldades para registro ou regularização de cooperativas que divergem de sua administração.

Alguns fatos chamam a atenção e despertam para práticas irregulares, suspeitas de uso da estrutura da OCB/AL para influenciar votos em favor da atual diretoria e em desfavor do grupo de oposição.

Entre as práticas suspeitas está o tratamento não isonômico entre as cooperativas, o que pode ser demonstrado facilmente a partir da observação da cronologia dos pedidos de registro ou de regularização destas no sistema OCB.

Enquanto cooperativas que integram o grupo da atual gestão, algumas inclusive fazendo parte da chapa que concorrerá à próxima eleição, tiveram registro ou regularização em prazo célere, cooperativas que integram o grupo de oposição tiveram negados os pedidos de registro ou regularização dentro do prazo que as tornariam aptas a participar da votação.

Alguns destes casos estão relatados a seguir em “Considerações”.

A falta de transparência ou de acesso a informações mínimas que permitam uma disputa isonômica é outro grave fato a ser observado.

Na primeira convocação, de 6 de janeiro, de acordo com o edital existiam 74 cooperativas registradas e 39 cooperativas aptas a votar ou regulares. A lista com as primeiras 39 aptas a votar, no entanto, nunca foi apresentada.

No dia 18 de fevereiro, em resposta a ofício do Sicredi, uma das cooperativas que integram o grupo de oposição, a Superintende da OCB/AL informa a existência de apenas 32 cooperativas aptas a votar. A lista com as 39 cooperativas regulares do primeiro edital nunca foi fornecida.

No edital de convocação prevista para a AGO de 20 de abril, a informação é de existem 79 cooperativas registradas e 54 regulares e, portanto, aptas a votar.

Estranhamente, a lista fornecida através de ofício ao Sicredi, inclui entre as 54 cooperativas várias cooperativas que não constavam entre as registradas na página da OCB/AL na internet, entre as quais quatro criadas após convocação da primeira.

No prazo judicial de 30 dias para a regularização de cooperativas, novamente fatos estranhos são registrados, aparentemente como o objetivo de influenciar diretamente no resultado da votação prevista.

Entre as novas cooperativas registradas para votação estão três criadas no mesmo dia (04/03/2022), com o mesmo endereço eletrônico e telefone, embora sejam cooperativas de cidades diferentes.

COOPERATIVA DE TRABALHO DE TURISMO DE AGUA BRANCA

Telefones (75) 8889-7637/ (82) 9999-9999

Aberta em 04/03/2022

endereço eletrônico: [email protected]

COOPLIMPINOVAR COOPERATIVA DE TRABALHO DE MATERIAL DE LIMPEZA INOVAR

Telefones (82) 9999-9999/ (82) 9899-9999

Contador / endereço eletrônico: [email protected]

Aberta em 04/03/2022

COOPERATIVA DE TRABALHO DE TURISMO DO XINGO

Aberta em 04/03/2022

Telefones: (82) 9999-9999/ (82) 9899-9999

Contador / endereço eletrônico: [email protected]

Estranhamente, o endereço eletrônico registrado no cartão de CNPJ das novas cooperativas é o da 3R Consultoria e Assessoria Contábil Ltda, que realizou contratos totalizando R$ 67.300,00 até março de 2022 com o Sescoop Alagoas, instituição mantida com dinheiro público e controlada pela diretoria da OCB/AL.

No ano de 2021 a 3R Consultoria e Assessoria Contábil Ltda realizou contratos de R$ 70.490,00 com o Sescoop. Neste ano, ao menos uma das novas cooperativas, tornadas aptas a votar (Unicuidar) também foi estranhamente registrada com o endereço eletrônico da 3R Consultoria e Assessoria Contábil Ltda. Existem outros casos em 2022.

COOPERATIVA DE TRABALHO DE CAJUEIRO

Telefones (82) 9899-9999/ (89) 9999-9999

aberta em 23/02/2022

endereço eletrônico: [email protected]

COOPERATIVA DE TRABALHO DE COSTURA FLOR DE MANDACARU

Telefones (82) 9999-9999/ (82) 9800-0000

Aberta em 25/11/2021

endereço eletrônico: [email protected]

CNPJ: 43.561.708/0001-24 – 43561708000124

COOPERATIVA DE TRABALHO UNICUIDAR MACEIO

(82) 98800-3849 (Ligar) (Whatsapp)

(82) 99999-9999 (Ligar) (Whatsapp)

Data da Abertura: 17/09/2021

endereço eletrônico:[email protected]

Uso indevido de recursos públicos

As instituições do Sistema S são mantidas com recursos públicos. Notadamente, no caso do Sescoop em Alagoas, segundo relatório de gestão 20220 (1), “O valor refere-se às contribuições realizadas pelas cooperativas do Estado, por meio do pagamento da GPS e repasse do INSS para o Sescoop Nacional”. Além desse valor, de contribuição direta, existe “complemento de recursos fornecidos pelo Sescoop Nacional, uma vez que somente as contribuições realizadas pelas cooperativas do Estado não são suficientes para execução de suas atividades”.

O Sescoop é reconhecido como Serviço Social Autônomo vinculado ao Ministério da Economia, devendo seguir as mesmas regras de entes públicos nas contratações de serviços, aquisição de produtos ou realização de investimentos, devendo ser auditado por órgãos como o TCU.

Além da prática suspeita da contratação de serviços na modalidade dispensa de licitação, o Sescoop Alagoas ainda tem usado seus recursos de forma direcionada para alguns prestadores de serviços que atuam em favor de cooperativas que participam do grupo da atual gestão ou, o que é mais grave, na contratação direta de algumas cooperativas, em detrimento de outras.

Mais grave é o aumento do volume de recursos destinados à contratação de algumas cooperativas em período que a antecede a votação numa AGO em que essas cooperativas beneficiadas são votantes.

Levantamento na página da OCB/AAL (os dados estão disponíveis na aba licitações: https://ocb-al.coop.br/licitacoes) a ponta que a cooperativa dos Fisioterapeutas de Alagoas registrou contratos de R$ 61.720,00 durante todo o ano de 2021, enquanto até março de 2022, já havia registrados contratos de R$ 80.630,00.

A Cooperativa De Trabalho De Psicólogos registrou contratos de apenas R$ 780,00 em 2021, mas nos três primeiros meses de 2022 já havia registrado contratos que somam R$ 49.600,00.

Cooperativa dos Músicos da Orquestra Filarmônica de Alagoas teve contratos na ordem de R$ 72.365,00 durante todo o ano de 2021 e de R$ 97.895,00 em apenas três meses de 2022.

Algumas consideraçõe

  1. A decisão judicial que suspendeu a AGO, deu prazo de 30 dias para cooperativas consideradas irregulares (porém, já registradas) serem notificadas para se regularizarem.
  2. Entretanto, nesse período, pelo menos 5 (cinco) cooperativas foram registradas junto à OCB e tornadas aptas a votar na AGO, o que vai de encontro ao Artigo 17, § 4º (só pode votar as registradas até a data da convocação – nesse caso até 06 de janeiro, data da convocação original, que foi apenas suspensa para um fim único). Tais cooperativas (cartões de CNPJ anexos) tem suas datas de criação na Receita Federal posteriores a data da convocação original (17/1; 23/2 e 04/3). Sugestão: sejam impedidas de votar já que extrapolam o benefício da decisão judicial.

  3. As mesmas cooperativas mencionadas acima, foram criadas no curso do processo e curiosamente, obtiveram o registro junto à OCB em curto espaço de tempo (considerando as datas em que foram criadas e o lançamento do novo edital em 18 de março). Entretanto, outras cooperativas, buscaram registrar-se nesse mesmo período e foram submetidas a um processo longo e difícil para conseguir o mesmo registro. É o caso da Coobapi e da Coopaiba que não conseguiram seus registros e estão com estes ainda em curso sob uma série de protocolos e prazos narrados pela própria OCB (seja em resposta a Ofício, seja em telas do próprio sistema que mostra várias etapas a serem percorridas). Nosso questionamento é quanto ao tratamento que é dado para a mesma finalidade à cooperativas diferentes. Reforça a tese de que o processo foi facilitado a algumas (dado o alinhamento eleitoral) e dificultado a outras cooperativas (pelo não alinhamento). Foi formulada consulta quanto ao processo de registros destas que conseguiram, com datas e demais informações, mas ainda sem resposta da OCB;

  4. Entre as mesmas cooperativas acima, a Cooperativa de Trabalho de Turismo de Água Branca, registrada no CNPJ em 04 de março, ainda compõe a chapa para o Conselho de Administração deles;

  5. Ainda sobre as mesmas cooperativas, chama a atenção que todas foram criadas no período da suspensão do processo eleitoral (que tem como foco apenas regularizar), mas também o mesmo endereço eletrônico da maior parte delas, os mesmos contatos telefônicos (fictícios), além de inconsistências em seus endereços;

  6. Algumas cooperativas são eleitoras na AGO, porém figuram como contratadas pela própria organização, com contratos viabilizados por dispensa de licitação nos últimos meses. Poderiam estas votar mesmo com interesses financeiros em jogo (e sendo quem os contratou parte interessada no pleito)? Foi formulada consulta quanto a este ponto, mas ainda sem resposta da OCB;

  7. Algumas cooperativas, como as Unimeds, cuidaram de buscar sua regularização no prazo da decisão judicial, entretanto não lograram êxito, visto a quantidade de documentos, pagamentos e protocolos exigidos, embora chegaram bem perto disso. Considerando que buscaram regularizar suas situações no prazo, demonstrado boa fé e interesse em participar das atividades da organização, bem como que há outras fora dado tratamento claramente mais flexível inclusive de novos registros, cabe buscar uma nova suspensão da AGO, como novo prazo para que estas (e até outras em situação similar, mas já registradas) possam ser assistidas em seu desejo de regularizar-se.

  8. Ante o exposto o movimento Muda OCB Alagoas pede que se avalie suspensão da AGO, com a designação de interventor, seja da OCB Nacional, seja de qualquer outra origem, desde que conduza o pleito de forma isonômica e imparcial, visto que:

    1. Uma das Cooperativas que compõe a Comissão Eleitoral (COOPSANO), também compõe uma das chapas já inscritas no processo eleitoral;

    2. Há indícios que a estrutura (inclusive financeira) da Organização, tem sido usada para cooptar votos das cooperativas através de contratos com estas;

    3. Há indícios que recursos da organização foram usados para contratar o escritório de contabilidade que registrou as novas cooperativas, com informações suspeitas e no mínimo curiosas e em tempo célere, ainda que em detrimento de outras;

Sugestões para solicitar (administrativamente e/ou judicialmente):

  1. Convocação da reunião do Conselho de ADM que teve como pauta eleição do presidente tampão;

  2. Ata da reunião do Conselho de ADM que elegeu a Márcia presidente;

  3. Edital de convocação da AG que teve como pauta a homologação da nova presidência nos prazos previstos pelo artigo 32, Parágrafo único do Estatuto;

  4. Ata da AG que homologou a presidência;

Anexo 1

Relatório de Gestão 2020

https://ocb-al.coop.br/admin/wp-content/uploads/2018/03/Relat%C3%B3rio-de-Gest%C3%A3o-AL-2020.pdf

Anexo 2

Edital de Convocação

http://ocb-al.coop.br/admin/wp-content/uploads/2022/01/Edital-de-Convocacao.pdf

Anexo 3

Edital de Convocação e errata

https://ocb-al.coop.br/admin/wp-content/uploads/2022/03/Edital-de-Convocacao-ago-abril-22-1.pdf

https://ocb-al.coop.br/admin/wp-content/uploads/2022/03/Errata_Edital-ago-22-pdf.pdf

Anexo 4

Processo que deu prazo de 30 dias para regularização das cooperativas

https://www2.tjal.jus.br/cpopg/show.do?processo.codigo=010012SPL0000&processo.foro=1&conversationId=&cbPesquisa=NMADVOGADO&dadosConsulta.valorConsulta=Jo%C3%A3o+Carlos+da+Rocha+Ramiro+Basto&cdForo=-1&paginaConsulta=1

Número: 0703263-96.2022.8.02.0001

Classe: Procedimento Comum Cível

Assunto: Assembleia

Foro: Foro de Maceió

Vara: 9ª Vara Cível da Capital

Juiz: Gilvan de Santana Oliveira

O fortalecimento do cooperativismo em Alagoas passa pela OCB
   14 de abril de 2022   │     20:34  │  0

De acordo com o Mapa das Empresas do Ministério da Economia Alagoas tem, no levantamento atualizado até março deste ano, 277 cooperativas, sendo 206 matrizes e 71 filiais. Destas apenas 79 estão registradas na OCB/Alagoas (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Alagoas).

Á OCB já chegou a ter mais de 150 cooperativas registradas em Alagoas, mas esse número foi sendo reduzido nos últimos anos, a ponto de chegar, em fevereiro deste ano com apenas 32 cooperativas registradas e consideradas regulares pelo sistema cooperativista no Estado.

A falta de representatividade não parece ser um problema do cooperativismo alagoano, mas da forma como a OCB vem sendo administrada em Alagoas.

Mesmo sem o apoio da direção da entidade, algumas cooperativas avançam e se consolidam em seus ramos de atividades, a exemplo da Unimed, Uniodonto, CPLA, Pindorama e Sicredi. Juntas, somente estas cooperativas tem mais de 30 mil cooperados e movimentam mais de R$ 1 bilhão por ano na economia de Alagoas.

O afastamento da atual diretoria da OCB/AL da maioria das cooperativas, no entanto, não impediu que cooperativas avançassem na sua atuação com o setor público ou com outras instituições. Por iniciativa da Unicafes/AL (União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária em Alagoas), o governo de Alagoas reativou este ano o Conselho Estadual do Cooperativismo (Conecoop), foi aprovada lei que beneficia pequenas cooperativas da agricultura familiar e lançado, em parceria com Sebrae, AMA e outras instituições o programa Na Rota da Merenda Legal.

Líderes do setor cooperativista em Alagoas, entre eles Klécio Santos, Maurílio Ferraz, Aldemar Monteiro e Antonino Cardozo, defendem mudanças na OCB/AL para que a entidade ajude a fortalecer ainda mais o cooperativismo em Alagoas.

“O fortalecimento do cooperativismo em Alagoas passa pela OCB. Infelizmente a entidade está afastada da maioria das cooperativas. Defendemos mudanças para que o sistema OCB/AL seja uma referência de todas as cooperativas, não apenas de um pequeno grupo ligado a atual diretoria. Para se ter ideia da falta de compromisso, até agora a direção da OCB/AL nem sequer nomeou seus representantes para o Conecoop, que é um conselho oficial do Estado”, aponta Cardozo, presidente da Coopaiba.

Foi a partir dessa percepção, aponta Antonino, que surgiu o movimento Muda OCB/AL. “Nos reunimos, discutimos com todos os ramos do cooperativismo o que podemos fazer para fortalecer nosso setor. Por isso apresentamos princípios e propostas de atuação voltadas para o fortalecimento da OCB em Alagoas, com base na democracia, ampla participação e transparência”, afirma.

Estas propostas, adianta Cardozo, serão apresentadas por chapa inscrita que vai concorrer a eleição da nova diretoria da OCB em Alagoas no próximo dia 20.

“Nossa cooperativa não poderá votar nessa eleição, porque tivemos negado o registro na OCB. A Coopaiba, mesmo com mais de dez anos de fundada, com mais de mil cooperados, com atuação reconhecida pela sociedade, foi excluída por atos da atual diretoria que consideramos arbitrários. O mesmo aconteceu em relação ao registro ou regularização de diversas outras cooperativas, a exemplo da Coobapi, Capial, Carpil, Unimeds e tantas outras, que não vão poder votar no próximo dia 20. É por isso, para que todos participem, que defendemos mudanças”, aponta.

Cardozo também se diz preocupado com tentativas de manipular o resultado da eleição: “enquanto cooperativas conhecidas ficam de fora, outras criadas a toque de caixa, na última hora, vão ter direito a voto. Apesar disso tudo, acreditamos que nosso movimento será vitorioso, porque estamos defendo o que é melhor para o cooperativismo de Alagoas”, aponta.

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Movimento Muda OCB apresenta propostas para fortalecer cooperativismo em Alagoas 

A Chapa Muda OCB/AL apresentou nesta quinta-feira,14, em suas redes sociais as propostas e princípios registradas  para as eleições da Organização das Cooperativas Brasileiras em Alagoas (OCB/AL), que vai acontecer na próxima quarta-feira,20. O grupo propõe o fortalecimento do cooperativismo em Alagoas através do resgate da representatividade da OCB, após a notória ausência do órgão nas atividades do setor.
 
Segundo a presidente da Cooperativa de Enfermagem de Alagoas (Coopeal), Edilma Fernandes Vilela, o  plano prevê a criação de programa de auxílio às pequenas cooperativas em dificuldades; fortalecimento das estratégias de autofinanciamento das cooperativas, além da defesa uma de uma política fiscal que apoio e fomento do cooperativismo do Governo do Estado . 

“Primeiramente, a chapa Muda OCB quer resgatar a  atuação da OCB para que setor retome à  liderança em cooperativismo, acompanhando o crescimento exponencial desse setor em todas as regiões. Esse é um compromisso do grupo em resgatar a OCB e fazer uma entidade de todos”, explicou Vilela. 

O plano da Chapa também traz a aplicação de programas e  parcerias com instituições como o Sebrae e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal) para o fortalecimento de ações cooperativistas. 
“O trabalho de organização e desenvolvimento da Chapa Muda OCB, deverá acrescentar mais transparência e atenção às cooperativas”, alega a presidente da Coopeal. 

A Chapa Muda OCB também apresentou os princípios que serão aplicados à sua gestão.  O movimento defende: inclusão e participação, transparência na gestão; democracia; intercooperação; igualdade; educação e formação; expansão e fortalecimento do conhecimento do cooperativismo, além da representação de todos ramos e o resgate institucional.