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Arthur Lira prega aliança de “boa fé” com Bolsonaro e pede despolitização da crise
   26 de maio de 2020   │     21:31  │  4

Considerado hoje o mais importante aliado do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o líder do maior bloco partidário da Casa Arthur Lira (PP-AL), reforçou o discurso de Rodrigo Maia (DEM-RJ) em defesa da harmonização dos poderes e da democracia.

Lira disse, durante discurso, que o Centrão sempre deu a governos “equilíbrio e sustentáculo” para aprovações de propostas necessárias no Congresso.

Há cerca de dois meses, Bolsonaro vem se aproximando do Centrão, redistribuindo cargos em presidência de estatais para indicados políticos de partidos como PP, PL, PSD e Republicanos.

“Os partidos do centro, ou do Centrão, como queiram, que nós fazemos parte, sempre deram a qualquer governo, com muito equilíbrio, o sustentáculo às aprovações necessárias, tanto para matérias econômicas, como para matérias sociais”, disse Arthur Lira, em plenário.

No Twitter, do deputado alagoano publicou parte de seu discurso em que elogia o pronunciamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

“O momento exige que todas as autoridades busquem a harmonia entre os poderes e que possamos despolitizar essa crise, acalmar os ânimos e lutar para que todos, Executivo, Judiciário e o Legislativo, saibam seus limites.”, tuitou Lira.

“É de reconhecer que as alianças são necessárias quando são feitas de boa fé, quando feitas com o ímpeto de continuar na harmonização da casa neste plenário, deste Poder. E, presidente Rodrigo Maia, é preciso sim que nós, todos juntos, líderes da oposição, de centro, da direita, que coloquemos em prática o que o Brasil precisa, que é realmente despolitizar essa crise, acalmar os ânimos, pedir e lutar para que todos os partidos imbuídos neste princípio saibam os seus limites, tanto no Executivo, como no Judiciário e principalmente no Legislativo”, afirmou Arthur em seu discurso.

Momento grave

Mais cedo, Maia pediu, no plenário da Câmara, pela pacificação entre os Poderes, na primeira sessão plenária da Casa pós-divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

“Vivemos hoje, permitam-me repetir mais uma vez, um momento muito grave da nossa história. A voz desta Casa de Leis, que presido, deve traduzir a voz da maioria do povo brasileiro, que nos ordena para juntar os cacos das nossas convergências, para, unidos, vencermos o grande desafio. E o nosso grande desafio é derrotar o coronavírus, vencer a gravíssima crise social e econômica que está a nossa frente, preservando a nossa democracia. Repito: preservando a nossa democracia”, afirmou.

Maia também defendeu sobre respeito às instituições, afirmando que é necessário preservar a harmonia entre os poderes e a democracia, respeitando decisões do Judiciário e mantendo diálogo construtivo com a imprensa, mesmo sob críticas.

“Preservar a harmonia e independência entre os poderes significa compreender um pilar fundamental da democracia. As senhoras e senhores ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sabem que este parlamento respeita e cumpre as decisões judiciais, mesmo quando delas discorda. É isso o que determina a Carta Constitucional e todos juramos respeitá-la. Importante frisar ainda que temos mantido com a imprensa uma relação constante e construtiva, recebendo as críticas e as análises com humildade. Porque todos sabemos do importantíssimo papel da imprensa livre e dos profissionais de imprensa na consolidação da democracia”, disse Maia em seu discurso.

“Sérgio Moro é a cloroquina na política brasileira”, diz senador
     │     18:39  │  2

A montanha pariu um rato. Essa, em geral, foi a conclusão a que se chegou na última semana sobre o vídeo da reunião ministerial e as denúncias de Sérgio Moro, que até o momento ainda não conseguiu disparar a tal “bala de prata”.

Para piorar, Sérgio Moro deu uma entrevista no último domingo (24) ao Fantástico. Pelas reações até o momento, melhor era ele ter ficado calado.

Ao comentar a entrevista, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), avaliou que “Moro se desmoraliza. Não respondeu às pertinentes perguntas da entrevistadora. Cedeu à pressão do presidente para municiar as milícias, já que povo não tem $ para comprar munição. Manteve a mesma omissão da reunião de escatologia institucional e segue fiel à sua vocação fascista”.

Nesta terça-feira, 26, em novo Twitter sobre Moro, Renan Calheiros avaliou que Moro “hoje é um ex, irrelevante e inócuo. Vendido como a cura dos males, não serve para nada. Sérgio Moro é a cloroquina na política brasileira.”

Collor se “reinventa” e encara todos os temas no Twitter
   25 de maio de 2020   │     18:59  │  1

A revista Época traz, nesta segunda-feira, 25, reportagem sobre a nova fase do senador Fernando Collor (PROS-AL) nas redes sociais.

“Em frequente interação no Twitter — em abril, ganhou cinco mil novos seguidores —, Collor não foge de perguntas sobre os temas mais espinhosos de sua biografia.”, revela o texto assinado por Natália Portinari.

De respostas francas e diretas – com um pitada de descontração – a dicas automotivas, Collor se tornou num dos políticos mais ativos do Brasil no Twitter.

“O mundo passa e quem com ele não passa, fica”. Foi assim que o ex-presidente Collor justificou a Época sua empreitada no Twitter nas últimas semanas.

“Ele passou a publicar dezenas de vezes ao dia na rede social, ganhando seguidores ao comentar episódios de seu governo, como os “caras-pintadas”, que simbolizaram as manifestações de rua a favor de seu impeachment, e o confisco da poupança.”, diz a revista.

Essa nova fase tem levado Collor não só a ganhar mais seguidores no Twitter, mas também a ocupar espaço nos principais veículos de comunicação do Brasil. Nos últimos sete dias, ele participou de entrevistas com Luiz Nassif, falou por mais de 50 minutos na CNN, deu entrevista ao Brodcast TV do Estadão e ao El País e nesta seegunda-feira particiou de live na  Folha de São Paulo, entre outros veículos.

Os links para estas e outras entrevistas estão lá, no Twitter: @Collor

E, como registra Época, no twitter de Collor dá para ver postagens como essa: “Presidente, só para tentar fazer um paralelo, quando o senhor percebeu que não escaparia do impeachment?”, questionou um seguidor. “Quando pedi para que saíssem de verde e amarelo num final de semana e as pessoas saíram de preto”, devolveu.

Versão

Collor explicou à Época que “Há muitos jovens nas redes. Isso é importante para mim, porque é uma maneira que tenho de colocar a minha versão sobre tudo que eles eventualmente tenham aprendido”.

“As mídias sociais têm papel fundamental para quem quer interagir com a opinião pública. Estou gostando, é um mundo inteiramente novo”, disse Collor à revista.

Veja mais alguns trechos da reportagem:

Referência do uso mais eficaz das redes sociais nos novos tempos da política, a atuação do presidente Jair Bolsonaro não escapa do radar de Collor. O ex-presidente avalia, contudo, que há cada vez menos respaldo nas redes para o discurso bolsonarista na crise do coronavírus.

“As pessoas estão vendo que o que ele fala não corresponde à realidade. Estão dizendo: ‘Bom, eu segui o presidente porque ele disse que isso era uma gripezinha, mas havia 200 pessoas mortas, hoje já tem 20 mil’.””

O ex-presidente nega que a nova atuação se dê de olho numa possível candidatura à Presidência em 2022, mas admite que essa é uma possibilidade depois de “sobreviver a toda essa pandemia”. Por enquanto, seu objetivo é se reeleger ao Senado. Daqui a dois anos, terá de escolher entre uma coisa e outra.

O ex-presidente tenta cativar uma imagem carismática e não descarta que a “repaginação” culmine em uma nova candidatura à Presidência daqui a dois anos.

Veja aqui a reportagem de Época:  DO CONFISCO AOS CARA-PINTADAS, COLLOR TENTA REFAZER SUA IMAGEM

 

E o que ele fez, com a reportagem da  Natália Portinari? Fernando Collor retweetou

Arthur Lira defende Bolsonaro e diz que vídeo foi juridicamente pífio
   23 de maio de 2020   │     12:42  │  8

Líder do maior bloco da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro ao avalia a repercussão do vídeo da reunião ministerial.

Em entrevista ao Jornal da CNN, nessa sexta-feira, 22, após divulgação do vídeo Lira não poupou o ex-ministro Sérgio Moro, nem o atual ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Líder do maior bloco da Câmara Federal e um dos principais líderes do Centrão, Arthur Lira, tem se aproximado do governo e vem articulando a formação de uma base de sustentação de Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

O parlamentar avaliou que o material não traz nenhuma prova jurídica contra o presidente e diz que que o vídeo deixou claro que Bolsonaro estava tratando de segurança pessoa e familiar e não de interferência na Polícia Federal.

Na entrevista, Lira considerou “lamentável”, a fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que chamou os ministros do STF de “vagabundos” criticou a condução de Moro na Lava Jato.

Sobre a aproximação com o governo, ele foi pragmático: “Eu não vejo nenhum governo do mundo que não tem a coalizão. Os nossos partidos têm a função de manter o país ou tentar manter o país nos limites institucionais e nesse aspecto particularmente pelo vídeo que nós assistimos hoje (ontem) nós temos que fazer em uma separação, tanto ela pode ser tratada politicamente como juridicamente. Juridicamente ele foi pífio.”, disse.

Para Arthur, o ex-ministro da Justiça errou, mais uma vez: “se o juiz Moro fez as sentenças dele como fez essa acusação, eu fico preocupado com o que aconteceu ali, porque teve muita coisa errada na lava-jato, tenho certeza disso, mas fiquei preocupado porque juridicamente não transpareceu nada daquilo que foi dito.”

“Na questão jurídica, não tem nada absolutamente nesse vídeo que nos leva a crer que isso poderia ser a bala de prata que desse substância a uma denúncia feita contra o Presidente da República.”, disse, acrescentando que “Se você pega o contexto da fala que veio do ministro Educação, lamentável, para a fala do presidente, estava se falando ali de segurança pessoal, familiar e não interferência da polícia federal para proteger esse ou aquele inquérito.

Lira acredita que se tentou provocar, com o vídeo, um desgaste, que poderia ter tido consequências mais graves se ele tivesse exibido na íntegra. (em função de colocações sobre um país do oriente).

O vídeo, assegura Lira, não afetará politicamente as relações Bolsonaro com o Congresso Nacional. “Há aí uma má fé jurídica pelo menos ou uma vontade de se causar um tumulto com um pedido de liberação de um vídeo na íntegra que não ia comprovar nada das alegações que foram feitas, então se houver algum interesse ou interesse em impedir a veiculação deste vídeo foi para causar absolutamente algum tipo de desconforto”, afirmou.

Veja a entrevista de Arthur Lira aqui: Juridicamente pífio e explorado politicamente, diz Arthur Lira sobre vídeo

 

Com raras exceções, políticos de AL não falam sobre “ameaça de golpe”
   22 de maio de 2020   │     21:53  │  0

Até o momento poucos políticos de Alagoas repercutiram a nota do general Heleno, que faz ameças veladas à democracia.

Pelo que vi, apenas o vice-governador, Luciano Barbosa e o deputado federal Paulão (PT) falaram sobre o tema.

O general alertou que “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” ao comentar a possibilidade de apreensão do celular do presidente Bolsonaro.

“Os que lutaram pela volta da democracia e os filhos da democracia não podem admitir calados uma ameaça ao estado democrático de direito, venha de onde vier.”, reagiu Barbosa no Twitter.

Paulão publicou nota da bancada do PT condenando a “ameaça de golpe”.

Veja aqui a nota, na íntegra: General Heleno ameaça de golpe a democracia brasileira, denunciam petistas