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Os novos hospitais e o “velho” HGE: um desafio para Ayres
   24 de setembro de 2020   │     0:39  │  2


Entra governo, sai governo e o Hospital Geral do Estado, em Maceió, tem sido um “calo”. Para os secretários de saúde e também para governadores.

Os corredores ocupados por pacientes acamados, a superlotação e falhas no atendimento rendem reportagens recorrentes em todos os veículos, críticas e mais críticas.

No dia a a dia, a realidade do HGE não é tão crítica quanto “se pinta”. Único hospital de “portas abertas” no Estado, a unidade costuma ter picos de atendimento em momentos específicos. E quando a demanda aumenta, as cobranças também crescem.

A solução não é simples. O HGE é um hospital de Urgência e Emergência, que atende cerca de 600 pacientes por dia. Metade chega “em pé”. Traduzindo: 50% dos atendimentos poderia ser realizado em outros hospitais e nas UPAs.

Ao mesmo tempo que toca a construção e operação de novos hospitais, a Sesau encara o desafio de lidar com os velhos problemas do HGE.

O secretário de Saúde de Alagoas avalia que dá para lidar com os dois desafios ao mesmo tempo.

Com a pandemia perdendo força, Alexandre Ayres diz que passou o último final de semana com o HGE na “cabeça”, depois de ver uma reportagem na TV Gazeta.

“Tomei isso com um desafio pessoal. Comecei a segunda-feira no HGE e montamos um planejamento. Faremos reuniões semanais e espero resolver o problema da superlotação até o próximo ano”, aponta.

Ayres avalia que o primeiro passo no reordenamento do HGE será a transição do Hospital Metropolitano de Maceió, que deixará de ser exclusivo de Covid-19 e passará a fazer atendimento geral, além de especialidades, a exemplo de ortopedia, vascular e cardiologia – o que deve acontecer a partir de meados outubro.

“Só o Metropolitano não vai resolver. Para reorganizar o HGE teremos que transformá-lo num hospital só de emergência, transferindo o atendimento de urgência para as UPAs e o clínico para a rede de atenção básica”, pondera.

Para isso, aponta Ayres, será preciso utilizar as 4 UPAs já existentes na Capital e concluir a construção de mais três UPAs em Maceió, o que deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2021.

“Já conversei com toda a equipe do HGE, devemos fazer serviços de melhoria e construir mais 20 UTIs. Vamos reorganizar o hospital e paulatinamente transferir o atendimento clínico para outras unidades, deixando atendimento só para emergência. Com isso, vamos tirar as macas dos corretores e priorizar as outras áreas onde o hospital, em que pese as dificuldades, já funciona bem”, explica Ayres.

É fato que o governo tem construído novos hospitais. Sim. É claro que adianta ter novas unidades de saúde, especialmente para mais de 80% dos alagoanos que não tem plano de saúde.

Mas uma questão  “retórica”, sempre surge em diferentes discussões: dá para construir novos hospitais, enquanto unidades que já estão funcionando enfrentam dificuldades?

Muitas pessoas acreditam que melhor seria primeiro arrumar a casa e depois partir para a ampliação.

Transformo o argumento que se costuma ouvir nos meios políticos em pergunta: adianta construir novos hospitais e o HGE continuar vivendo dias de caos?

Ayres pretende fazer as duas coisas ao mesmo.  Agora é torcer para que ele consiga transformar o velho problema num “novo” HGE.

Luciano registra a candidatura que “Nezinho não quis” em Arapiraca
   23 de setembro de 2020   │     10:30  │  3

Em meio ao imbróglio no MDB Arapiraca, Luciano Barbosa foi confirmado como candidato a prefeito e Rute Pereira (PL), irmã de Nezinho Pereira, como candidata a vice. O desfecho poderia (poderá?) ser outro.

O deputado estadual Ricardo Nezinho (MDB) seria escolhido candidato a prefeito na convenção do dia 16, convocada pela executiva estadual do partido.

Com telefone desligado e destino incerto, ninguém conseguiu encontrar o deputado durante a convenção. Os representantes do MDB Alagoas foram para lá com a missão de confirmar seu nome para prefeito e o do filho de Luciano, Daniel Barbosa, para vice.

Com a ausência do candidato, prevaleceu o ‘caos’: o MDB Arapiraca registrou ata com Luciano e Rute e o MDB Alagoas registrou ata sem candidatos. É briga que segue para decisão da Justiça Eleitoral

Segundo o deputado federal Isnaldo Bulhões, que representou o MDB nacional, os representantes da Executiva Estadual tentaram, em vão, confirmar o nome de Nezinho e Daniel. “Esperamos até o momento previsto para encerramento  da convenção e como não apareceram nem os candidatos, nem os convencionais, encerramos a reunião sem o registro de candidaturas”, aponta.

Segundo outro observador, o deputado Nezinho se negou até a mandar um representante para a convenção – o que poderia, em última hipótese, garantir a candidatura dele a prefeito. Poderia…

Vai ou não vai?

Com o MDB Arapiraca em crise, Luciano Barbosa já deu entrada no pedido de registro da candidatura a prefeito no TRE. O advogado dele, dr. Fábio Gomes, garante que o processo é legítimo.

“A Candidatura de Luciano foi regularmente aprovada pelo Órgão Partidário competente, que é o diretório municipal. Qualquer tentativa de anulação ou intervenção no resultado da Convenção é manifestamente ilegal, sendo aplicado o rito do artigo 7° da Lei das Eleições. Por essas razões, qualquer manifestação ilegal do MDB Regional ou Nacional é desconsiderada pela Justiça Eleitoral, razão pela qual o pedido de Registro de Candidatura foi protocolado normalmente e já foi emitido o CNPJ da candidatura”, diz Fábio Gomes.

Apesar dos argumentos do advogado, diretório do MDB Arapiraca deve ser dissolvido em reunião nessa sexta-feira, 25, convocada pele executiva do MDB Alagoas.

A essa altura já se fala até na expulsão do vice-governador do MDB – medida considerada mais drástica, que não é vista com simpatia pelo grupo palaciano. Mesmo os ‘desafetos’ de Luciano Barbosa avaliam que é melhor encontrar uma saída ‘negociada’.

Seria momento de baixar a poeira nos dois lados. A pergunta é se um dos lados quer parar de brigar… mas essa é outra história

Quem terá maior tempo de rádio e TV em Maceió? Veja os cálculos
   21 de setembro de 2020   │     20:58  │  0

Em meio a pandemia do novo coronavírus, o uso das redes sociais e principalmente da propaganda eleitoral no rádio e na TV deve fazer toda diferença. Essa é, aliás, a grande aposta dos marqueteiros. Em todas as capitais, candidatos que tem a ‘caneta na mão’ construíram as maiores coligações e terão uma vantagem considerada importante na campanha.

Maceió é quase uma exceção. Foi uma das poucas capitais onde um candidato sem apoio do governo ou da prefeitura conseguiu montar uma coligação com maior tempo de TV.

Contrariando expectativas iniciais, o maior tempo no guia eleitoral não será nem do candidato do MDB, Alfredo Gaspar de Mendonça, nem do candidato do PSB, JHC, que lidera as pesquisas.

O candidato do PP, Davi Filho, conseguiu, vencer o ‘primeiro round’, com uma coligação que aparece entre as maiores nas capitais do país, quando o critério é a representação na Câmara dos Deputados – critério utilizado pela Justiça Eleitoral para a distribuição de tempo no rádio e TV.

A estimativa é que a coligação de Davi Filho fique com cerca de 3minutos e 20 segundos por cada bloco de 10 minutos no rádio e na TV. Gaspar deve ficar com cerca de 2m30s e JHC com 1m40s. Lembrando que estes cálculos são preliminares e feitos com base nas regras da Justiça Eleitoral. Por regra, quem tem mais tempo no guia, também terá maior número de inserções (anúncios) na programação do rádio e TV.

Na sequência, o maior tempo no guia será do candidato do PT, Ricardo Barbosa, que terá pouco mais de um minuto. Ao menos dois candidatos podem ficar fora do guia. Para os demais candidatos vai sobrar pouco tempo, algo entre 10 e 15 segundos – o suficiente para mensagens no estilo “meu nome é Eneias”.

Com o apoio do governador Renan Filho (MDB) e do prefeito Rui Palmeira (sem partido), Gaspar conseguiu reunir o maior número de partidos em sua coligação – nove no total (MDB, Avante, PL, Podemos, PRTB, PSC, PSD, PTC e PV).

A coligação de Davi Filho, considerada independente, reúne 6 partidos (PP, PSL, DEM, Solidariedade, Republicanos, Cidadania), mas como a representação é maior na Câmara dos Deputados (177 deputados contra 130 de Gaspar), tem mais tempo no guia.

Já a coligação de JHC tem três partidos (PSB, PDT e PSDB). A coligação de Cícero Almeida (DC) te apenas um partido além do DC, o PTB e deve somar menos de 20 segundos no guia eleitoral.

Capitais

Levantamento de O Globo aponta que os candidatos a prefeito que representam a situação conseguiram formar as coligações de maior densidade partidária para a disputa da eleição municipal deste ano em 15 das 26 capitais do país.

O levantamento do jornal O Globo, que inclui prefeitos que tentam a reeleição e candidatos apoiados pelo atual mandatário, considerou o número de deputados federais eleitos por cada partido em 2018 para calcular o peso da aliança. O critério é o principal fator seguido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao distribuir fatias do fundo de financiamento de campanha e o tempo de propaganda em rádio e TV.

No levantamento de O Globo, a coligação de Davi Filho em Maceió aparece como a nona entre todas as capitais e a maior entre os candidatos que não tem o apoio da situação.

Veja o quadro:

Reprodução: O Globo

Veja aqui a reportagem: Veja que candidato tem a maior aliança em cada capital do Brasil; prefeitos e aliados dominam

Renan Calheiros recebe alta após cirurgia em São Paulo
     │     18:39  │  3

Depois de passar a semana passada internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde se submeteu a duas cirurgias, o senador Renan Calheiros (MDB) recebeu alta nesse domingo (20).

De acordo com boletim médico divulgado pelo CadaMinuto, além de tratamento de tumor no rim, o senador retirou um nódulo subcutâneo benigno.

O senador deve passar os próximos dias em Brasília, onde deve participar presencialmente das reuniões e votações da semana no Senado.

Mesmo do hospital, Renan Calheiros acompanhou os desdobramentos do imbróglio do MDB Arapiraca e deve continuar ‘administrando’ a crise que poderá ter reflexos no jogo sucessório de 2022. Mas essa é outra história.

Saiba mais:

Renan Calheiros recebe alta após passar por cirurgia para retirar nódulo do rim direito em São Paulo

 

Veja  laudo:

Líder de rejeição, Cícero Almeida ‘tira votos’ de JHC e Davi
   20 de setembro de 2020   │     19:17  │  4

A pesquisa Data Sensus, divulgada na segunda-feira (14), a primeira em Maceió, após a definição do novo cenário político confirmado nas convenções partidárias, apresentou o que se esperava – ou quase.

A ‘surpresa’ ficou com o bom desempenho do ex-prefeito Cícero Almeida (DC).

Com zero na espontânea, Almeida tem 15% na estimulada, resultado que lhe garante o terceiro lugar, em situação de empate técnico com o segundo colocado –  e num primeiro momento, com alguma chance de ir ao segundo turno.

Cícero Almeida, no entanto, é líder disparado em rejeição com 36,3%. Ao ser questionado em quem não votaria de jeito nenhum para prefeito de Maceió, boa parte dos entrevistados demonstra um alto grau de certeza de que não votaria no ex-prefeito. Depois dele, a maior rejeição cai para 5,4%.

E a rejeição, como destacou o especialista eleitoral Marcelo Bastos, “é um dos fatores complicadores” para qualquer candidato.

“Nas pesquisas que tive acesso, TDL, Ibrape, na nossa, Cícero Almeida aparece com maior rejeição em todas que foram publicadas”, pondera.

Candidato com rejeição alta, em tese, tem ‘teto baixo’ (pequena chance de crescimento) e grande desvantagem na disputa de um eventual segundo turno.

A avaliação de Bastos, no entanto, não ficou apenas na rejeição. A exemplo de muitos analistas ele também estranhou o forte crescimento de Almeida, que teve cerca de 9% na TDL (em julho) e foi para 15% na Data Sensus.

Aqui, um parêntese com Eugênio Albuquerque, diretor do instituto de pesquisa: “colocamos na pesquisa apenas o resultado que encontramos na rua. Todo o levantamento foi feito dentro de critérios científicos”, aponta.

Com e sem Cícero

A pesquisa foi a campo no dia 12 de setembro e aponta disputa acirrada entre quatro candidatos. O levantamento seria feito sem Cícero Almeida (DC). “Decidimos colocar o nome depois que o partido confirmou a candidatura. Como o questionário já tinha sido encaminhado ao TSE, o nome não entrou na simulação de segundo turno”, explica Eugênio Albuquerque.

Um cenário sem Cícero Almeida e apenas com os outros três nomes – Alfredo Gaspar (MDB), Davi Filho (PP) e JHC (PSB) – mostra que o ex-prefeito tira no momento mais votos de dois candidatos.

Um detalhe importante, com base na pesquisa: “o voto Ronaldo Lessa (do PDT que desistiu de disputar a prefeitura e virou vice de JHC ) migrou mais para Cícero Almeida”, aponta Bastos ao comparar TDL e Data Sensus.

Outro ponto importante destacado pelo especialista é que ausência do ex-prefeito beneficia principalmente o candidato do MDB.

“Sem presença do Cícero Almeida, JHC cresce de 23% para 33% , Davi Davino Filho cresce de 10% para 18%, enquanto Alfredo Gaspar cresce de 20% para 23%”, aponta Marcelo.

O especialista destaca que com Cícero candidato, a diferença de JHC para Gaspar cai de 10% para 3%. “Para Alfredo Gaspar, é interessante candidatura do Cícero, que diminui a distanciamento em relação a JHC”, aponta.

Na avaliação do especialista, o crescimento de Davi, de 10% para 18% na ausência de Cícero se explica porque os dois teriam eleitorado parecido.

“A maioria do eleitorado de Cícero está na periferia, onde também está o eleitor do Davi. Pelo trabalho social que faz com a família, ele tem muitos votos no Jacintinho, onde nasceu politicamente o Cícero Almeida”, aponta.

Veja os números da pesquisa:

Cenário estimulado:

JHC (PSB) – 23%
Alfredo Gaspar (MDB) – 20%
Cícero Almeida – 15%
Davi Davino (PP) – 10%
Ricardo Barbosa (PT) – 2%
Lenilda Luna (UP) – 1%
Outros* – 1%
Branco/Nulo – 11%
Não sabe – Não opinou – 17%.
(*Josan Leite, Cícero Filho, Corintho Campelo, Ricardinho Santa Ritta)

Cenário estimulado 01

JHC (PSB) – 33%
Alfredo Gaspar (MDB) – 23%
Davi Davino (PP) – 18%
Branco/Nulo – 11%
Não sabe – Não opinou – 15%.

Rejeição

(Em quem o (a) sr (a) não votaria de jeito nenhum para prefeito de Maceió?)

Cícero Almeida – 36,3%
Ricardo Barbosa (PT) – 5,4%
Alfredo Gaspar (MDB) – 5,2%
JHC (PSB) – 4,3%
Davi Davino (PP) – 4,1%
Cícero Filho (PCdoB) – 3%
Lenilda Luna (UP) – 2,9%
Corintho Campelo (PMN) – 2,2%
Ricardinho Santa Ritta(Avante) – 1,4%
Josan Leite (Patriota) – 1,2%
Não sabe – Não opinou – 34%.

A pesquisa

O Instituto Data Sensus entrevistou 1.205 pessoas em Maceió, no dia 12 de setembro. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral, sob o número AL00093/2020.

O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,83% – para mais ou para menos – sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Foram ouvidos eleitores de 16 anos ou mais, com estratificação por idade e sexo do eleitorado da capital de Alagoas, equivalente a 592.388 pessoas. A amostra foi feita pelo método PPT -Probabilidade Proporcional ao Tamanho (Para mais detalhes, verificar imagens abaixo).