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Assembleia tem vários nomes para o governo, inclusive Marcelo Victor
   23 de janeiro de 2021   │     1:06  │  0

Marcelo Victor assume no próximo dia 1o de fevereiro, o segundo mandato consecutivo como presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, para o biênio 2019-2021.

O deputado estadual terá pela frente o desafio de continuar conduzindo a Casa com equilíbrio e responsabilidade. Nada que não saiba fazer. MV é a base da governabilidade da administração do governador de Renan Filho (MDB) – literalmente.

Nesses dois anos, ele sempre foi decisivo para manter o diálogo com o governo, mesmo nos momentos de maior acirramento.

Na próxima legislatura, que começa em fevereiro, o perfil de Victor deve continuar o mesmo. Mas com uma diferença significativa. Com a renúncia do vice-governador Luciano Barbosa (MDB), após a eleição para a prefeitura de Arapiraca, o presidente da Assembleia Legislativa será o primeiro na linha de sucessão do Executivo.

E não é só. MV terá o desafio de conduzir a eleição indireta do próximo governador de Alagoas em caso de eventual desincompatibilização de Renan Filho a partir de abril de 2022.

Com forte liderança no Legislativo, Marcelo Victor pode “escolher” ou ser “escolhido”.

Conversei com o presidente em seu gabinete durante bons minutos. Tentei ir além da verbalização. E o sentimento que ele me passou é que poderá sim assumir o governo. Mas essa não será uma “escolha” individual.

Algo importante sobre MV: ele está onde está porque adota uma filosofia rara na política – sabe e gosta de servir aos seus pares. A prioridade é sempre atendê-los, mesmo que deixe de atender a si mesmo.

E é com esse sentimento de “servir” que o atual e futuro presidente da ALE tem avaliado os próximos passos. Se seu nome for o melhor, anote aí, ele vai encarar a missão. E irá junto com seus colegas.

Mas ele também sabe que apesar da forte atuação nos bastidores – ou como gosta de dizer na coxia – não tem no momento a popularidade necessária para disputar o cargo máximo da política alagoana.

O desafio será construir essa “popularidade” ou escolher outro nome.  E nesse sentido, Marcelo Victor aponta que existem na Casa outros deputados com maior popularidade que ele, que poderiam ser eleitos indiretamente para o governo e com viabilidade eleitoral para disputar a reeleição.

Um destes nomes e que seria o favorito na  ALE depois do presidente é o deputado estadual Paulo Dantas (MDB).

“Ele é um político excepcional, com grande capacidade administrativa e tem o respeito da Casa. Avalio que o Paulo seria um grande governador”, aponta.

Marcelo Victor cita ainda outros nomes que despontaram nessa e outras legislaturas: “temos a deputada Jó Pereira, o Davi Maia, o Inácio Loiola, por exemplo. São deputados experientes, com atuação reconhecida a exemplo de vários outros parlamentares desta legislatura”, pondera.

O presidente não descarta outros nomes, como o deputado estadual Davi Davino Filho, que tem sido apontado também como possível candidato a deputado federal em 2022. “O Davi se saiu muito bem em Maceió e tem um grande futuro político”, afirma.

Grupo

Sabe aquela história de “grupo de Marcelo Victor e Arthur Lira”? Ela não existe. Foi apenas uma aliança pontual, em razão da candidatura de Davi Davino Filho em Maceió. “Tenho uma boa relação com o Arthur Lira, mas também já estivemos distantes e em lados diferentes. Não sei porque falam em grupo, porque de fato não existe esse grupo”, pondera MV.

O presidente da ALE diz que seria mais aceitável se fosse incluído no grupo de Renan Filho: “eu sempre participei das vitórias do governador Renan Filho e do senador Renan Calheiros, embora nem sempre eles tenham estado ao meu lado (diz citando a eleição da mesa diretora da ALE em 2017 e 2019 e a disputa pela prefeitura de Rio Largo em 2016)”,.

O que Marcelo Victor parece considerar mesmo como “grupo” – se assim pode se chamar – são os seus colegas deputados com quem divide sonhos e, se necessário, pesadelos.

Horizonte

A posse de Marcelo Victor no segundo mandato na presidência da Assembleia Legislativa será no próximo dia 1o, mas o recesso só termina no dia 15. A volta das sessões plenárias deve ocorrer a partir do próximo dia 16.

O que vem pela frente? No momento não tem nenhum projeto urgente ou polêmico no horizonte, mas como diz o presidente, nunca se sabe o que pode acontecer no parlamento. O clima pode estar aberto e rapidamente fechar, sem nenhum aviso.

É preciso, portanto, estar pronto tanto para a calmaria quanto para a tempestade.

MV conhece como poucos o “clima” da política alagoana e parece estar sempre um passo à frente, se antecipando para contornar as piores crises e enxergando a melhores possibilidades. E com essa expertise, pode ser o próximo governador. Ou colocar no Palácio dos Palmares um aliado para chamar de seu.

Seja qual for a “escolha”, é certo que MV terá a maioria ao seu lado, chova ou faça sol.

Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas

Direito de resposta: ex-prefeito nega ‘calote’ em cidade do sertão
   22 de janeiro de 2021   │     20:56  │  0

Em mensagem enviada ao blog, por aplicativo, o ex-prefeito de Olho d’Água das Flores, Carlos André, o Nen, nega que tenha deixado contas em atraso na prefeitura do município e solicita “a publicação no seu blog do outro lado da notícia.”

Como sempre faço em casos como esse (felizmente raros por aqui) abro espaço para a expressão de qualquer pessoa que tenha seu nome incluído em textos que escrevi, para esclarecimentos ou negativas de informações.

Reproduzo na íntegra o material enviado pelo ex-prefeito. Mas certamente devemos voltar ao tema. O atual prefeito de OAFlores, Zé Luiz, promete divulgar até o final deste mês um relatório sobre a situação administrativa e financeira da prefeitura.

Veja o texto de Nen, na íntegra:

Caro jornalista Edivaldo,

Em respeito aos seus leitores faço algumas ressalvas ao publicado em 21.01.21 às 15:17 no conceituado portal Gazetaweb.com:

1- A transição aconteceu de forma regular conforme atestam as atas de cada reunião acontecida, fora disso é invencionice;

2- Ao invés de dívidas em todas as áreas deixamos o município organizado e com recursos financeiros para a nova gestão de mais de 40 milhões de reais (quadro anexo);

3- Dívida com servidores é de zero reais e com fornecedores é de zero reais, quem fala diferente é mesmo sem noção;

4- A conta de energia citada é do hospital local e desde 2014 não é paga pelo município, pois existe questionamento legal de responsabilidade;

5- Rombo na previdência do município? O Iprev de Olho d’Água das Flores está entre os cinco melhores administrados de toda Alagoas e tem em caixa mais de 30 milhões de reais.

6- O CAUC durante o ano de 2020 somente estava pendente a Certidão Previdenciária CRP, pois carecia de aprovação de lei específica na Câmara Municipal, mas como o Regimento Interno durante toda minha gestão exigia 8 votos (2/3) para aprovação, não foi aprovada e com isso ficamos no CAUC. Eis que agora não são mais necessários 8 votos para aprovação, pois o Regimento foi alterado e somente com maioria absoluta, ou seja, 6 votos toda e qualquer matéria financeira será aprovada (coincidentemente o tamanho da bancada governista).

Por fim, espero que os esclarecimentos e a verdade dos fatos possam dar mais credibilidade ao seu conceituado blog.

SECRETARIA SALDO R$ EM 31.12.20
Assistência Social 711450,88
Educação 4275586,21
Educação GovConta 13549,46
Prefeitura 54296,34
Prefeitura GovConta 4048328,09
Saúde 22901,07
Saúde GovConta 140007,49
IPREV 31790398,47
 
Total 41056518,01

 

Saiba mais:1

No sertão, ‘calote’ de ex-prefeito pode deixar hospital sem energia

Renan condena nomeação de namorada de Rodrigo Cunha na prefeitura
     │     18:07  │  2

A nomeação de Millane Hora, namorada do senador Rodrigo Cunha (PSDB) para o cargo de Assessor Especial NES-3, com salário de R$ 11 mil, pode ter desdobramentos inesperados. Ao participar de evento no Palácio dos Palmares, nesta sexta-feira (22) o senador Renan Calheiros (MDB) disse que está muito preocupado com os “primeiros dias de JHC” à frente da prefeitura de Maceió.

Renan criticou várias ações do prefeito, entre elas o “o desrespeito às figuras históricas de Zumbi e Dandara” e a “oferta de vaga de fura-fila na vacinação”, numa referência ao caso do digital influencer Carlinhos Maia que revelou ter recebido convite da prefeitura de Maceió para ser o primeiro a se vacinar contra a Covid-19 na cidade.

O senador também questionou a nomeação de Millane e disse que o prefeito “foi pego em flagrante empregando namorada de senador aliado”.

No caso de Millane, o senador Renan Calheiros comentou com alguns interlocutores que o correto mesmo seria a imediata exoneração da nomeada.

Renan também defendeu a investigação do caso Carlinhos Maia: “O Ministério Público já está agindo contra o prefeito e tem mesmo que enquadrar quem faz isso. Furar a fila da vacina é crime, empregar com dinheiro público a namorada do aliado é crime”, disse o senador

Oposição descarta diálogo com Salles: “grupo só fala com JHC”
     │     15:27  │  0

O Grupo dos 11, formado por 11 dos 25 vereadores de Maceió, disputou a Mesa Diretora da Câmara Municipal mesmo sabendo que não venceria. Concorrer nessa condição foi uma demonstração de unidade e também um “recado”.

O grupo segue unido e decidido a fazer oposição ao prefeito JHC (PSB). Apesar disso o grupo está aberto ao diálogo. “Não vamos fazer oposição radical, nem ficar contrários a projetos de interesse da população”, pondera o vereador Joãozinho (Podemos)

Estreante na Câmara, Joãozinho tem relação próxima com o ex-prefeito Rui Palmeira (sem partido) com quem trabalhou nos últimos 14 anos. Ele revela que antes da eleição da mesa, o grupo procurou o prefeito e avisou não tinha interesse em fazer oposição.

“Infelizmente, o vereador Francisco Salles interferiu diretamente no processo e usou para isso a força do Executivo, o que contribuiu para a vitória do presidente Galba Neto. A interferência levou o grupo para a oposição. Também decididos que não vamos conversar isoladamente. Qualquer diálogo será coletivo e sem a participação do Salles. Se for para conversar, iremos falar diretamente com JHC”, pondera.

Pela frente, os vereadores devem votar matérias importantes, a exemplo do Orçamento do Município para 2021, reforma administrativa, lei delegada e, possivelmente reforma no Iprev. “Estas são pautas que precisam de dois terços para serem aprovadas. Acreditamos que o prefeito deverá buscar o entendimento com o Legislativo se tiver interesse em sua aprovação”, aponta.

O grupo dos 11 deve se reunir nos próximos para escolher um líder – que não deve ser Joãzinho. “Eu não falo pelo grupo, mas posso garantir que estamos coesos, unidos, e que devemos continuar assim após o início das reuniões plenárias na Câmara a partir de fevereiro”, aponta.

Dois terços na situação da Câmara de Vereadores de Maceió significa 17 votos. Teoricamente a bancada do prefeito teria 14 nomes. Teoricamente. Isso porque nem todos os parlamentares que participaram do grupo que apoiou Galba Neto estão automaticamente na bancada do governo. Ou estão? Vamos descobrir em breve.

 

Vereador Joãozinho (Podemos)

No sertão, ‘calote’ de ex-prefeito pode deixar hospital sem energia
   21 de janeiro de 2021   │     15:17  │  0

A situação é pior do que se imaginava. Durante a transição, o atual prefeito de Olho d’Água das Flores, não conseguiu ter acesso informações sobre a situação administrativa e financeira do município.

Zé Luiz (PP) só conseguiu ter uma noção da real situação depois que assumiu a prefeitura, em primeiro de janeiro deste ano.

O ex-prefeito, Carlos André, o Nen (PL), deixou dívidas em praticamente todas as áreas. As maiores são relacionadas a previdência e certamente vão comprometer a capacidade de pagamento do município nos próximos meses.

Passados 20 dias, a equipe de Zé Luiz está fechando o primeiro diagnóstico. Além de problemas com pagamentos de pessoal, a prefeitura tem muitos débitos com fornecedores. Os números serão apresentados na próxima semana, quando o atual prefeito fará prestação de contas dos primeiros trinta dias de gestão.

Mas para ilustrar o tamanho do buraco, a equipe informa que a prefeitura deve mais de R$ 860 mil de contas atrasadas de energia de apenas uma unidade consumidora. Trata-se do hospital do município. A equipe se apressa para negociar um acordo com a empresa para evitar o corte de energia no hospital.

O débito na Equatorial é apenas a ponta do iceberg. O maior problema, anote, é o “rombo” na previdência própria do município, que será revelado nos próximos dias.

Uma consulta ao Tesouro Nacional aponta ainda que Olho d’Água das Flores está inadimplente no Cauc – o Cadastro Único de Convênios. Prefeituras que estão no Cauc não podem receber recursos de convênios com a União

Entre as pendências de Olho d’Água das Flores no Cauc estão a falta de :

– 1.1 Regularidade quanto a Tributos, a Contribuições Previdenciárias Federais e à Dívida Ativa da União

– 1.3 Regularidade quanto a Contribuições para o FGTS

– 3.2.3 Encaminhamento do Anexo 8 do Relatório Resumido de Execução Orçamentária ao Siope

– 4.4 Regularidade Previdenciária

Versão oficial

Veja texto enviado pela assessoria da prefeitura de Olho d’Água das Flores

Após resistência na transição, Zé Luiz anuncia primeiras medidas em Olho D’Água das Flores

No sertão alagoano, o prefeito de Olho D’Água das Flores, Zé Luiz dos Anjos, iniciou o mandato tendo que quebrar as barreiras impostas pelo seu antecessor e analisar com calma os contratos e as contas da gestão municipal.

Ainda em dezembro, o gestor denunciou que a equipe encontrou resistência na transição de governo. Sem as informações essenciais para dar início ao seu projeto de gestão, o prefeito está diante de uma realidade desafiadora.

“Tivemos muitas dificuldades com a gestão anterior. Não tivemos acesso às informações e assumi sem realmente saber quais os problemas a Prefeitura tinha. E o que encontramos foram muitos pagamentos atrasados em várias áreas, dívidas, além de diversos problemas da gestão. Tomamos parte disso nesses primeiros dias de janeiro e agora iremos anunciar as medidas para contornar e controlar a situação”, explica Zé Luiz.

Na apuração de dívidas e contas em aberto, realizada pela nova gestão municipal, foi revelado diversos pagamentos em atraso. Uma única unidade consumidora, o Hospital Adélia Abreu Vilar, uma unidades mista localizada em Olho D’Água das Flores, está devendo mais de R$ 862 mil à Equatorial Energia.

“O atraso no pagamento está ocorrendo desde 2014. Foram seis anos sem pagar a conta de energia, além de estar correndo juros e multa. É uma irresponsabilidade da gestão anterior, que prejudica o funcionamento dos serviços na nossa cidade”, ressalta o prefeito.

As novas medidas serão anunciadas à população antes do fechamento do mês de janeiro.