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Para conter Renan, Temer tira poderes de Maurício Quintella no Ministério dos Transportes
   23 de abril de 2017   │     21:23  │  0

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, perdeu o comando de um pedaço importante de seu Ministério. Para tentar conter aliados no Senado – especialmente o senador Renan Calheiros, líder do PMDB – o presidente Michel Temer criou a Secretaria dos Portos e nomeou para comandar o novo órgão Luiz Otávio Campos. A nomeação foi publicada no último dia 18 deste mês.

Na nova estrutura, o secretário dos Porto não vai mais precisar se reportar ao ministro. Campos, que não fala com Quintella, era assessor especial do Ministério e atuava na área dos Portos, até ser demitido pelo ministro em fevereiro deste ano. A sua demissão teria irritado não só o senador Renan Calheiros, mas principalmente o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a quem Luiz Otávio é ligado politicamente.

Os bastidores da nomeação de Luiz Otávio foram revelados pelo jornal Estadão. Segundo a reportagem, “auxiliares de Temer disseram ao Estado que o ex-senador não precisará se reportar a Quintella. O ministro ficou inconformado e a situação tem todos os ingredientes para provocar mais um mal-estar no governo”.

Ao Estadão, Renan Calheiros disse que não pediu nenhum cargo: “O PMDB se sente fora do governo, mas eu, pessoalmente, não quero cargo nenhum. Seria o meu completo esvaziamento na bancada. O que não podemos deixar de constatar é que há uma dificuldade nessa coalizão, na qual os partidos menores ocupam os maiores espaços.”

Veja a reportagem do Estado

Temer nomeia aliado de Renan para a Secretaria dos PortosAo indicar ex-senador Luiz Otávio

Campos, presidente tenta contemplar líder do partido no Senado, que vinha criticando o governo abertamente

BRASÍLIA – Na tentativa de conter a rebeldia do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) e unificar o partido, o presidente Michel Temer nomeou para a Secretaria dos Portos o ex-senador Luiz Otávio Campos, um dos alvos da Operação Leviatã, desdobramento da Lava Jato. Campos é ligado ao senador Jader Barbalho (PA) e também a Renan, de acordo com informações obtidas no Palácio do Planalto.

O novo secretário dos Portos era assessor especial do Ministério dos Transportes, comandado por Maurício Quintella (PR), mas foi demitido por ele em fevereiro. A dispensa ocorreu após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios dos acusados de receber propina na construção da hidrelétrica de Belo Monte (PA), entre os quais Campos, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o filho dele, Márcio.

Renan ficou furioso com a atitude de Quintella, seu adversário político. Jader e seu filho Hélder Barbalho, ministro da Integração Nacional, também não esconderam a insatisfação e chegaram a reclamar com Temer.

Na prática, o novo secretário dos Portos virou o símbolo da disputa por cargos e prestígio político entre o PMDB do Senado, liderado por Renan, e o PR de Quintella. Agora, porém, Temer decidiu arbitrar o conflito, fazendo um gesto para acalmar o líder do PMDB, que até há poucos dias não parava de criticar a reforma da Previdência, as mudanças trabalhistas e os rumos da economia, sob o argumento de que o governo pecava por “improvisação”.

Temer editou um decreto, na semana passada, criando a estrutura do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Nela foi formalizada a Secretaria dos Portos, que havia deixado de existir com a reforma administrativa. A pasta administrará este ano uma carteira de contratos que movimentará R$ 1,4 bilhão de investimentos.

Ao montar a nova estrutura, o presidente nomeou Campos para o posto de secretário. Auxiliares de Temer disseram ao Estado que o ex-senador não precisará se reportar a Quintella. O ministro ficou inconformado e a situação tem todos os ingredientes para provocar mais um mal-estar no governo.

Campos era secretário executivo de Hélder em Portos no fim do governo da então presidente Dilma Rousseff. Quando Temer assumiu, em maio do ano passado, Hélder foi nomeado para Integração Nacional e a Secretaria dos Portos, que tinha status de ministério, foi incorporada a Transportes.

Apesar da resistência de Quintella, Hélder conseguiu que Campos fosse mantido na área de portos. O ex-senador estava formalmente contratado como assessor especial porque o cargo de secretário não existia formalmente. Em fevereiro, após a operação Leviatã, foi exonerado. Ele e Quintella não se falavam.

O presidente cogitou a possibilidade de recriar o Ministério dos Portos para agradar a Renan. O líder do PMDB desdenhou da oferta. “O PMDB se sente fora do governo, mas eu, pessoalmente, não quero cargo nenhum. Seria o meu completo esvaziamento na bancada”, disse Renan ao Estado, no mês passado. “O que não podemos deixar de constatar é que há uma dificuldade nessa coalizão, na qual os partidos menores ocupam os maiores espaços.”

Quintella quer concorrer a uma cadeira no Senado, em 2018, enfrentando Renan, que disputará a reeleição. Tanto o líder do PMDB quanto o governador de Alagoas, Renan Filho, foram citados nas delações de ex-executivos da Odebrecht e estão com dificuldades na campanha. Irritado com Temer, o senador chegou até mesmo a articular uma aproximação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia aqui, na íntegra:

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,temer-nomeia-aliado-de-renan-para-a-secretaria-dos-portos,70001743543

Renan reage a Época: “a Globo sabe que nunca mercantilizei leis”
   22 de abril de 2017   │     14:08  │  6

A revista Época, que circula neste final de semana traz, como reportagem de capa a “mercantilização” de leis no Congresso Nacional: “As leis que a Odebrecht comprou com propina – A investigação sobre a venda de leis para a Odebrecht conduz a Lava Jato ao coração da corrupção no Congresso”

A reportagem cita alguns senadores, entre eles o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o líder do governo, Romero Jucá e o líder do PMDB, Renan Calheiros.

O senador Renan Calheiros reagiu à reportagem com uma nota onde reafirma que não tem medo de ser investigado e diz que “ninguém mais do que Globo e Revista Época sabe que nunca mercantilizei leis”.

Veja a nota na íntegra:

Nota senador Renan Calheiros sobre reportagem de capa da Revista Época.

A capa da Revista Época desta semana traz ilações e acusações absurdas sobre minha conduta. Ninguém mais do que Globo e Revista Época – sobretudo por meio de seus diretores João Roberto Marinho, Evandro Guimarães e, agora, Paulo Tonet -, sabe que nunca mercantilizei leis.

Ao contrário. Proibi os “jabutis” e cobrei responsabilidades dos que faziam isso.

Jamais me senti devedor de doadores de campanhas eleitorais ou de lobistas, que circulam legítima ou ilegitimamente pelo Congresso Nacional.

Humildemente repito que não temo ser investigado. Tenho certeza de que jamais serei condenado por qualquer conduta, uma vez que sempre atuei dentro da legalidade.

Uma pergunta que não quer calar: quando a Lava Jato vai pegar o Judiciário?
   19 de abril de 2017   │     15:35  │  0

A essa altura não é se mas quando. Depois de promover uma hecatombe no Legislativo e no Executivo, o próximo alvo da operação Lava Jato será o Judiciário. Será?

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na semana passada, a ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon anunciou: “Muita coisa virá à tona”.

Segundo a ministra , o Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação: “a Lava Jato também pegará o Poder Judiciário num segundo momento”.

Nesta quarta-feira feira, o blog de Josias de Souza, da Folha de São Paulo, anunciou que o “Poder Judiciário está prestes a ser lançado no caldeirão da Lava Jato”.

A construtora OAS planeja entregar pelo menos um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na colaboração judicial que negocia com a Procuradoria-Geral da República, informa o jornal Valor, em notícia veiculada nesta quarta-feira. Lula também será alvejado”, aponta Josias.

Farão parte do rol de delatores da empreiteira mais de 20 executivos. A lista inclui o ex-presidente da OAS, a Léo Pinheiro; o dono da empresa, Cesar Mata Pires; e dois filhos do empresário.

A OAS também atua em Alagoas e deve delatar políticos do Estado.

Leia aqui o blog, na íntegra:

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/04/19/oas-negocia-incluir-ministro-do-stj-em-delacao/

A Lava Jato também pegará o Judiciário, diz ex-ministra do STJ

A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.”

A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. “Muita coisa virá à tona”, diz.

Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. “Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram”, diz.

Para a ministra, alegar que a Lava Jato criminaliza os partidos e a atividade política é uma forma de inibir as investigações. “Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, afirma.

Leia aqui a entrevista na íntegra:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/04/1875770-a-lava-jato-tambem-pegara-o-judiciario-diz-ex-ministra-do-stj.shtml

STF define para maio o julgamento de ação contra Marx Beltrão
   18 de abril de 2017   │     22:30  │  0

O julgamento da Ação Penal 931, em que o ministro do Turismo e deputado federal Marx Beltrão (PMDB) é réu tem nova data no “Calendário de Julgamentos” do STF.

Será no dia 16 de maio, na 13ª Sessão ordinária da 1a Turma do Supremo – com início às 14:00.

O ministro responde a ação penal (AP 931) aberta em abril de 2015, sob a acusação de ter cometido irregularidades na gestão do Fundo de Previdência de Coruripe durante o período (2009-2012) em que foi prefeito do município.

O relator da ação é o ministro Roberto Barroso. Os demais ministros da 1ª Turma são Marco Aurélio (presidente), Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal – acolhida pelo STF – Beltrão e Márcio Roberto Barreto da Rocha, que era presidente da PreviCoruripe, teriam assinado e repassado ao Ministério da Previdência Social seis comprovantes contendo informações falsas. Em julho de 2012, Beltrão chegou a depositar R$ 991,1 mil na conta da Previcoruripe para quitar a dívida.

Se for condenado no julgamento marcado para o próximo dia 16 de maio – em que é acusado de falsidade ideológica – além de deixar de ser ministro do Governo Temer, ficará inelegível por oito anos. O ministro, no entanto, não trabalha com essa possibilidade.

julgamento marx

Renan Filho mantém Ronaldo Medeiros na liderança do governo
     │     19:06  │  0

Quem será o novo líder do governo? A pergunta que vinha sendo feita desde o início de fevereiro, quando registrei aqui (http://wp.me/p6TEFy-3Lc) que o deputado estadual Ronaldo Medeiros (PMDB) estava deixando a liderança do Executivo na Assembleia Legislativa de Alagoas, encontrou nesta terça-feira, 18, uma resposta, digamos, “inesperada”.

O governador decidiu manter Ronaldo Medeiros na liderança. Entre os nomes possíveis na Casa, Medeiros tem, na avaliação de seus próprios colegas, o melhor perfil para a função.

“O Ronaldo vem fazendo um bom trabalho, tem uma excelente atuação na liderança do governo.  Acredito que a decisão do governador em mantê-lo na função é acertada”, aponta o deputado estadual Ricardo Nezinho, líder do PMDB na Assembleia Legislativa.

E, Ronaldo Medeiros que pensou em deixar a liderança para se dedicar a outros projetos, já reassumiu a liderança do governo, de fato e de direito, após se encontrar com o governador Renan Filho nesta terça-feira.

“Vamos trabalhar, junto com toda a bancada, para ajudar o governador e o governo na aprovação das matérias de interesse do Estado, como sempre fiz”, resume.