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Papo de Bastidor: “Janot facilitou a vida do Michel”, diz Renan
   17 de setembro de 2017   │     17:33  │  0

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi o entrevistado do Papo de Bastidor, quadro semanal exibido no Jornal do SBT.

O convidado do repórter Thiago Nolasco nessa sexta-feira, 15, para uma “conversa com uma figura política central sobre os acontecimentos mais relevantes” foi o senador Renan Calheiros, ex-presidente e ex-líder do PMDB na casa.

No papo de 4 minutos, Renan aponta o que talvez seja o principal ponto de sua divergência com o governo de Michel Temer: “o governo cometeu muitos erros na origem, o papel que era exercido pelo Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados e como liderança maior do grupo que o próprio presidente integra. Ele teve papel fundamental na formação do próprio governo e o Michel Temer sinceramente não entendeu que papel deveria cumprir”.

Apesar de fazer oposição a Temer, Renan avalia que Michel poderá “escapar” da segunda denúncia feita pela PGR, em função do comportamento “excessivo” de Rodrigo Janot: “eu acho que os excessos do Janot, os exageros do Janot, ele acabou facilitando a vida do presidente Michel”.

Renan fala ainda sobre os inquéritos de que é alvo na PGR e prevê que Geddel poderá, pelo seu comportamento “afirmativo” fazer uma delação “surpreendente”.

Veja a entrevista, na íntegra:

Thiago Nolasco: O senhor é do PMDB, do mesmo partido do presidente mas adotou uma postura de oposição. Porque?

Renan Calheiros: porque o PMDB é um partido grande, de muitas correntes e todos não pensam exatamente igual.

TN: Quais são os eros do governo?

RC: Eu acho o governo cometeu muitos erros na origem, o papel que era exercido pelo Eduardo Cunha como presidente da Câmara dos Deputados e como liderança maior do grupo que o próprio presidente integra. Ele teve papel fundamental na formação do próprio governo e o Michel Temer sinceramente não entendeu que papel deveria cumprir.

TN:O Eduardo Cunha ainda tem influência no governo mesmo preso?

RC: Nós nos deparamos com a nomeação por influência do Eduardo Cunha do Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça. E aquilo era inclusive do ponto de vista das investigações um retrocesso muito grande. Porque naquela oportunidade, o Osmar era a pessoa mais próxima do Eduardo Cunha, mesmo na prisão.

TN:O senhor está liderando a criação de uma CPI sobre supersalários. Qual é a intenção?

RC: Porque nós vivemos uma excrescência com relação a esses salários que se pagam no Brasil no serviço público, além do teto constitucional.

Tem algum objetivo de atingir o judiciário?

RC: Absolutamente não tem nenhum objetivo de atingir o judiciário

TN: Rodrigo Janot, qual que é o legado que ele deixa?

RC: Acho que o Rodrigo Janot errou muito porque politizou o seu papel. O Rodrigo Janot assumiu indicando para compor a força tarefa da lava-jato três procuradores que foram rejeitados pelo Senado para o Conselho Nacional do Ministério Público. Eu denunciei esse fato o tempo todo nunca vi nenhuma linha em nenhum jornal sobre este fato.

TN: Na lava-jato o senhor responde a 17 inquéritos e dois foram arquivados. O senhor está preparado para responder a todas essas denúncias?

RC: Não só estou preparado como todas as investigações são por ouvir dizer, fala-se, interpretei, tudo na forma desse estilo que foi adotado nas delações.

TN: Geddel preso causa pânico no governo a possibilidade de fazer uma delação premiada?

RC: O Geddel tem um temperamento muito afirmativo. E ele pode reagir surpreendentemente a essa prisão.

TN: A segunda denúncia do Ministério Público contra o presidente Michel Temer desestabiliza o governo?

RC: Eu acho que os excessos do Janot, os exageros do Janot, ele acabou facilitando a vida do presidente Michel.

TN: Para terminar a gente sempre tenta dar uma descontraída senador e eu gostaria saber qual foi sua reação ao saber que foi personagem de memes, como por exemplo meu malvado favorito e outra aqui de situações inusitada de votações, qual foi sua reação?

RC: Acho que normal. Hoje, no pós verdade a gente tem uma convivência diferente da representação popular e eu tenho feito um esforço muito grande para me amoldar a essas circunstâncias.

Assista ao vídeo:

http://m.sbt.com.br/jornalismo/sbtnoticias/noticias/96742/Papo-de-Bastidor-entrevista-o-senador-Renan-Calheiros.html

De Renan para Renan: “É quem me ajuda em todos os momentos”
   16 de setembro de 2017   │     19:34  │  3

O governador Renan Filho acordou com a agenda cheia, com a tremenda responsabilidade de tocar Alagoas nos seus 200 anos.

Ainda assim ele encontrou um tempo para render homenagens a outro aniversariante do dia, o pai dele, senador Renan Calheiros.

Pelas redes sociais, o governador fez questão de fazer o registro:

“Amigos, hoje, 16 de setembro, além de aniversário de Alagoas, é também aniversário do meu pai, Renan. Na foto estamos em um jogo do ASA em Arapiraca. Meu pai é grande exemplo de dedicação, serenidade, liderança natural, força interior. É quem me ajuda em todos os momentos, especialmente nos mais difíceis. É quem defende Alagoas em Brasília com voz ativa e respeitada no Congresso Nacional. O Governo em dia que fazemos conta com o Integral apoio do senador Renan”.

A gratidão demonstrada por RF é em dose dupla:

“Eu escrevo essa mensagem e como filho te desejo muitos anos de vida, saúde e paz. E como governador, te agradeço pelo trabalho dedicado em defesa de nossa Alagoas. Coisas como a renegociação da gigantesca dívida pública do Estado, a distribuição do ICMS do comércio eletrônico, o uso dos depósitos judiciais, as duas repatriações de recursos do exterior, saíram com sua decisiva colaboração e ajudam muito os alagoanos”.

De Renan Calheiros, para Alagoas

Renan Calheiros completa 62 anos de vida, com uma trajetória de mais de 38 na política. Ele venceu a primeira eleição para deputado estadual em 1978, chegando a Câmara Federal em 1982 onde iniciou, já no primeiro mandato uma forte presença na política nacional.

Com estilo único, Renan Calheiros tem desenvoltura na política, mas é extremamente discreto na vida pessoal.

No seu aniversário, evitou festejar a si próprio e preferiu render as homenagens a Alagoas. Na mensagem de “parabéns” a Alagoas que espalhou pelas redes sociais, Renan Calheiros ressalta o passado e aponta o caminho do futuro de Alagoas.

“Alagoas está fazendo 200 anos. São 200 anos de emancipação política. Mas a história de Alagoas é muito maior. Aqui foi dado o primeiro grito de liberdade do Brasil. Os primeiros heróis negros das Américas, Zumbi, Dandara, Ganga Zumba, nasceram aqui no Quilombo dos Palmares. A comemoração do bicentenário é sem dúvidas um momento de conhecer mais de perto o nosso passado, mas também de renovar o nosso amor pela terra e olhar para o futuro com a certeza que o momento atual honra a nossa história de lutas”, diz.

Renan Calheiros reforça: “Estamos vencendo as dificuldades da grave circunstância brasileira, com esforço, trabalho, dedicação, lutando e avançando como nunca. Por tudo isso quero dividir com você alagoano, alagoana do campo, da cidade, do litoral, do sertão, do agreste e da zona da mata a felicidade e o orgulho de ser alagoano. Feliz aniversário Alagoas”.

Prefeitos prometem “luta” para evitar fim do programa do leite em Alagoas
   15 de setembro de 2017   │     17:41  │  0

Considerado um dos melhores exemplos de inclusão produtiva e social em Alagoas, o programa do leite vem definhando rapidamente. Até 2016, eram 80 mil litros distribuídos por dia, com 80 mil famílias.

O programa começou 2017 sofrendo um corte brusco. Com a redução no orçamento federal, caiu para 40 mil litros diários. Para evitar maiores perdas para os beneficiários, que recebem a doação do produto, as 80 mil famílias continuaram recebendo o leite, mas agora apenas dia sim, dia não. Antes era um litro por dia.

Além do corte o Orçamento, o programa do leite está, agora sob nova ameaça. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) ainda não repassou – faltando menos de 4 meses para terminar o ano – ainda não foi repassado nenhum recurso federal para o pagamento aos produtores.

“O programa tem sobrevido apenas com a contrapartida do governo estadual, ainda assim estamos com três meses de atraso no pagamento aos produtores e se não sair o dinheiro nos próximos dias, os produtores vão parar de fornecer o leite, deixando as famílias sem o alimento”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Ao lado de outras cooperativas que abastecem o programa, como a Pindorama, a CPLA tem mobilizado a bancada federal e os prefeitos de municípios de Alagoas para evitar o pior: “a mobilização das prefeituras, dos deputados e senadores é fundamental para pressionar o governo federal a liberar os recursos”, aponta Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama.

Essa semana, Klécio e Aldemar participaram de reunião, com o presidente da AMA, Hugo Wanderley. Também participaram do encontro Paulo Dantas, ex-prefeito de Batalha e outros prefeitos.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA. Hugo Wanderley adianta que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. “A pressão precisa ser feita em Brasília”, reforça.

São mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

Versão oficial

AMA se une a CPLA para manter programa do leite

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos- AMA – Hugo Wanderley – assegurou a diretoria da Cooperativa de produtores de leite de Alagoas que a Entidade vai entrar na luta para manter o programa que beneficia 80 mil famílias no Estado, com um litro do produto, 4 vezes por semana. Essas famílias correm o risco de deixar de receber o leite que reforça a alimentação de crianças, nutrizes e gestantes em situação de risco alimentar porque o atraso nos repasses feitos através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que custeia parte do programa, já supera R$ 30 milhões.

Na outra ponta, mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA, que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. A pressão precisa ser feita em Brasília, complementou.

“Hoje a situação é de crise. Com o atraso no pagamento, muitos agricultores familiares já avisaram que vão deixar o programa se os recursos não forem liberados nos próximos dias”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), que participou de uma reunião na AMA, acompanhado do vice presidente Fernando Medeiros, do Gerente Comercial Pedro Fernandes, do presidente da Cooperativa Pindorama Klécio Santos e o ex prefeito Paulo Dantas, representante dos municípios da Bacia Leiteira.

O governo federal não cumpriu o que o presidente Michel Temer e o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social, prometeram em dezembro passado, em ampliar e regularizar os pagamentos, obrigando o Programa improvisar os pagamentos somente com a contrapartida do Estado durante todo o ano. De janeiro até agora o programa operou com R$ 7 milhões de contrapartida do Estado.

O presidente da cooperativa Pindorama, Klécio Santos, reforça a necessidade de regularização do pagamento para a normalização do programa: “o agricultor familiar está acostumado a receber pagamentos quinzenais pelo leite que é fornecido. O atraso de cinco quinzenas desanima, desestimula e certamente, se continuar assim, representa uma séria ameaça a continuidade do programa em Alagoas”, aponta.

O troco na guerra do “distritão”: Adeilson mobiliza partidos contra Arthur Lira
   14 de setembro de 2017   │     18:03  │  2

Um dos principais líderes do “centrão” na Câmara Federal, o deputado Arthur Lira persiste em levar a frente – ainda que com grandes alterações em relação à proposta inicial – o “distritão”. A essa altura, a mudança nas regras eleitorais dificilmente passará a tempo de valer para as próximas eleições.

Ainda assim, de Lira, por sua atuação em defesa do distritão poderá enfrentar dificuldades para articular coligações proporcionais nas eleições de 2018. Pelo menos é o que pretende o presidente do PRTB em Alagoas.

Adeilson Bezerra avisa que conseguiu reunir dirigentes de pelo menos outros nove partidos em Alagoas com o objetivo de “isolar” Arthur Lira: “esses partidos já assumiram o compromisso de não participar de nenhuma coligação onde o Arthur estiver no próximo ano. Com isso, esperamos, ele terá dificuldades de fechar uma coligação para viabilizar sua eleição”.

Sem papas na língua, Bezerra diz que a decisão foi tomada a partir de apelos de “pequenos” partidos, que seriam os maiores prejudicados com o distritão. “O que o Arthur e os outros deputados que defendem o distritão querem é apenas beneficiar eles próprios, sem dar chances ao surgimento de novas lideranças”, reclama Bezerra.

O “enterro” do distritão

Com o calendário apertado, Bezerra acredita que o distritão não passará no Congresso Nacional: “ depois da votação dessa quarta-feira (13), vimos que eles não tem votos e mesmo que tivessem não haverá mais tempo para aprovar o fim das coligações para as próximas eleições”.

Ainda assim, Bezeera mantém cautela: “vamos esperar mais um pouco isso se confirmar para anunciar alguns nomes que vão disputar as eleições pelo PRTB em 2018 em coligação com outros partidos”.

CPI pode revelar novos marajás do serviço público
   13 de setembro de 2017   │     22:55  │  1

Ao longo dos anos diferentes categorias do serviço público foram conseguindo, nas brechas da lei ou por outros artifícios,  meios para engordar seus salários – em detrimento dos demais servidores.

No Poder Executivo de Alagoas pelo menos 300 servidores ganham mais que o governador (R$ 22 mil brutos e R$ 14,4 mil líquidos), cujo salário deveria ser o teto constitucional.

Em outros poderes, as brechas são ainda maiores. No Judiciário, os salários de magistrados chegam a R$ 30 mil (teto constitucional do STF). Os vencimentos são acrescidos ainda de vantagens como auxílio moradia, de mais de R$ 5 mil por mês libre de quaisquer descontos, e outros prêmios. Em alguns tribunais estaduais, como revelado recentemente em várias reportagens, alguns integrantes do judiciário recebem mais de R$ 100 mil por mês.

Enquanto os novos “marajás” ganham salários bem acima da média nacional, a realidade a maioria dos servidores é mais dura. Em Alagoas a folha de pessoal ativo chega a R$ 126,4 milhões, com salário médio de R$ 2,6 mil, mas enquanto no topo da pirâmide algumas centenas recebem mais de R$ 20 mil por mês, na base, mais de R$ 10 mil servidores recebem até R$ 1 mil por mês.

O Senado vai instalar, por iniciativa do senador Renan Calheiros (PMDB-AL, uma CPI para investigar os supersalários no setor público.

O pedido para instalação da CPI, protocolado nessa terça-feira, 12, é para investigar as brechas existentes em todos os poderes – e não apenas o judiciário, como tem sido sugerido por alguns “analistas”.

A CPI pode ser um bom começo para estabelecer salários mais equilibrados e compatíveis com a situação do país e de seus estados.

A criação da CPI ganhou repercussão na mídia nacional. Veja alguns registros.

Istoé:

Renan Calheiros protocola pedido para criação da CPI dos supersalários

(Estadão Conteúdo)

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) protocolou nesta terça-feira, 12, na Mesa do Senado Federal um requerimento que solicita a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os supersalários pagos com dinheiro público nos três Poderes.

Agora os líderes partidários precisam indicar os nomes que vão compor as vagas na comissão. Segundo Calheiros, o pedido de criação da comissão conta com o apoio de 50 senadores, 23 a mais do que o número mínimo necessário. Renan negou também que a CPI proposta por ele, no Senado, seja uma forma de retaliação ao Ministério Público e ao Judiciário.

“Isso não é contra Poder A, nem contra Poder B, nem contra Poder C. É uma regra geral. Nós temos que levantar num momento em que o Brasil não tem dinheiro para manter o funcionamento das universidades; num momento em que o Brasil corta dinheiro da ciência e tecnologia; num momento em que o Brasil anuncia que está prestes a não pagar os proventos e aposentadorias, como é que nós nos damos o luxo de pagar salários de R$ 200 mil, R$ 300 mil, R$ 400 mil? Isso é um acinte, um escárnio. Isso não pode continuar a acontecer”, afirmou.

Veja aqui, na íntegra: http://istoe.com.br/renan-calheiros-protocola-pedido-para-criacao-da-cpi-dos-supersalarios/

Brasil 247:

RENAN PROTOCOLA PEDIDO DE CRIAÇÃO DA CPI DOS SUPERSALÁRIOS

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) apresentou nesta terça-feira (12) requerimento à Mesa do Senado que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os pagamentos de supersalários, acima do teto constitucional, para servidores e empregados da Administração Pública direta e indireta de todos os Poderes e órgãos independentes; CPI também visa estudar a possibilidade de restituição desses valores ao Erário pelos beneficiários; “Isso não é contra Poder A, nem contra Poder B, nem contra Poder C. É uma regra geral”, diz Renan

Leia aqui, na íntegra: https://www.brasil247.com/pt/247/poder/316906/Renan-protocola-pedido-de-cria%C3%A7%C3%A3o-da-CPI-dos-Supersal%C3%A1rios.htm