Category Archives: Política

Carmem Lúcia pode ser a próxima presidente do Brasil, diz Renan
   23 de maio de 2017   │     23:23  │  0

O Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros apontou nesta terça-feira um caminho para resolver a crise: o afastamento de Michel Temer, com a “colaboração” do próprio presidente, e a eleição indireta de seu substituto pelo Congresso Nacional.

Considerado um formador de tendências no Congresso Nacional, o senador acredita que o desfecho da crise será rápido e apontou vários nomes que poderiam “cumprir esse papel” em meio à repercussões do FriboiGate.

Renan disse que a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, “é o grande nome” ao cargo: “Tem cumprido papel de relevância à frente da Corte”, afirmou.

Renan falou nesta 3ª feira (23.mai.2017) à Rádio Gaúcha. Durante a entrevista, o senador também

apresentou outros nomes que podem suceder Temer: o ministro Gilmar Mendes, o ex-ministro Joaquim Barbosa, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia e a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

Ouça aqui o áudio da entrevista: http://videos.clicrbs.com.br/rs/gaucha/audio/radio-gaucha/2017/05/senador-renan-calheiros/184017/

Marx Beltrão sai em defesa de Temer: “o país não precisa de hipocrisia”
     │     18:11  │  0

Em mais uma mensagem “emblemática”, o ministro do Turismo, deputado federal Marx Beltrão (PMDB), se pronunciou através das redes sociais sobre a grave crise nacional que atinge o presidente Michel Temer (PMDB), após as delações de diretores da JBS.

O ministro dos Transportes, do deputado federal Maurício Quintella (PR) ainda não falou publicamente da crise, mas tem trabalhado, como registrei aqui, para manter Michel Temer na presidência.

Marx Beltrão quebrou o silêncio e, como aliado do presidente, defendeu estabilidade para que o Brasil “continue a crescer” e pediu “serenidade”.

O ministro não fez uma defesa explícita de Michel Temer, mas está claro que ele está defendendo a permanência do presidente e a continuidade da atual gestão, que estaria conseguindo bons resultados na economia.

Em postagens nas suas redes sociais, Marx Beltrão diz que “agora, o que o país menos precisa é da hipocrisia de políticos cujo discurso não condiz com a prática”.

Resta saber de quem ele está falando: será de algum político da oposição?

Veja o que o ministro falou, em dois momentos – no domingo 21:

Embarcando daqui a pouco para Brasília. O Brasil tem instituições sólidas e maturidade suficiente para enfrentar os problemas e sair mais forte deste momento. É preciso apurar a fundo todas as denúncias. A economia brasileira já começou a dar os primeiros sinais de recuperação e precisamos ter sabedoria para manter a trajetória de crescimento. Grandes nações mundiais já passaram por turbulências político-institucionais e souberam superá-las. Agora, o que o país menos precisa é da hipocrisia de políticos cujo discurso não condiz com a prática.

E na segunda-feira, 22:

Bom dia! Quero desejar uma boa semana a todos. Precisamos de muita serenidade neste momento. Que a Constituição seja respeitada e que o Brasil continue a crescer. De mim, tenham a certeza de muito trabalho. Nada resiste ao trabalho.

JBS fez doações de R$ 5,3 milhões para 28 políticos e “ajudou” a eleger 8 estaduais em AL
   21 de maio de 2017   │     21:28  │  0

Volto com novos dados do levantamento feito pelo Blog do Edivaldo Júnior na prestação de contas dos candidatos nas eleições de 2014.

Na primeira amostragem, com base em dados do informações do portal do Tribunal Superior Eleitoral, revelamos as doações da JBS – todas feitas “indiretamente” – de pelo menos R$ 3,9 milhões para políticos eleitos para o governo ou Câmara Federal em Alagoas.

Agora, um levantamento mais detalhado aponta que as doações legais do grupo JBS nas eleições de 2014 em Alagoas passam dos 5,3 milhões e beneficiaram pelo menos 28 políticos, entre eles o governador Renan Filho, o senador Benedito de Lira (campanha ao governo), os ministros Marx Beltrão, PMDB, e Maurício Quintella, PR, e os deputados federais Arthur Lira, PP (R$ 500 mil, Ronaldo Lessa, PDT (R$ 50 mil) e Givaldo Carimbão, PHS (R$ 150 mil).

A suplente de deputado federal no exercício do mandato, Rosinha da Adefal, do PTdoB, também recebeu doações da JBS, através do diretório estadual, de R$ 200 mil.

Nessa nova amostragem foram encontradas doações para oito deputados estaduais eleitos em 2014 – o que representa quase um terço de toda a Assembleia Legislativa de Alagoas, que tem 27 parlamentares.

Juntos eles receberam doações, ainda que indiretamente, de mais de R$ 900 mil. O maior valor, de R$ 300 mil, foi para Olavo Calheiros (PMDB) e o menor valor feito através da campanha de Maurício Quintella foi para Davi Davino Filho (R$ 8 mil), que hoje também está no PMDB.

Também receberam doações os deputados Ricardo Nezinho (R$ 130 mil), Ronaldo Medeiros (R$ 100 mil), Marquinhos Madeira (R$ 100 mil) e Thayse Guedes (R$ 90 mil), todos no PMDB atualmente, Tarciso Freire, hoje no PP, com R$ 100 mil e Carimbão Junior, atualmente no PHS, com R$ 92 mil.

A tabela mostra os valores e a origem da doação feita aos candidatos. O caminho não foi direto em nenhum caso. O dinheiro chegou ou pelos diretórios nacional ou estadual dos partidos ou através de repasses feitas por campanhas majoritárias.

O caso do PMDB

Neste levantamento acrescento planilha das doações feitas pelo diretório estadual do PMDB nas eleições de 2014. Os valores doados pela JBS ao partido e repassados aos candidatos chegam a quase R$ 3 milhões e beneficiaram 23 políticos, incluindo candidatos do PROS, PT, PTdoB e PCdoB.

O falastrão

Ao dizer que “comprou” mais de 1,8 mil políticos no Brasil em 2014, com doações de campanha, o dono da JBS, Joesley Batista, parece ter exagerado. Os políticos que receberam doações oficiais em Alagoas não tem a menor relação com o grupo e receberam os valores dos diretórios nacionais ou estaduais ou de campanhas majoritárias.

Um caso merece registro: o deputado federal Ronaldo Lessa estranhou ao ver seu nome citado e pediu que sua assessoria levantasse informações. A JBS aparece na sua prestação de contas num repasse de R$ 50 mil feito pela campanha de Dilma Roussef, através do diretório nacional do PDT.

Era legal

O levantamento foi realizado no período em que as doações de empresas eram permitidas pela legislação eleitoral e aponta que as principais lideranças políticas do estado receberam de alguma forma doação da JBS.

Entre os beneficiados estão o governador Renan Filho (R$ 1,3 milhão), o senador Benedito de Lira, que foi candidato ao governo e recebeu R$ 1,2 milhão, além dos ministros Maurício Quintella (R$ 450 mil da JBS e mais R$ 500 mil da Seara, que também é do grupo JBS) e Marx Beltrão (R$ 236 mil) – deputados federais afastados.

Veja as tabelas e faça as contas: Valores que estão na tabela do PMDB são repetidos nas outras planilhas.

Ministro de Alagoas trabalha para manter Michel Temer na presidência
   20 de maio de 2017   │     22:55  │  1

A informação é do jornalista Gerson Camarotti, da Globo News: o presidente Michel Temer reuniu uma “tropa de choque” para ganhar tempo e evitar a debandada de partidos da base aliada do governo. O ministro dos Transportes, o deputado federal Maurício Quintella, do PR de Alagoas, está entre os convocados para a árdua tarefa.

Se tiver sucesso no esforço, ao lado de outros ministros (entre Anntonio Imbassahy, da Secretaria de Governo e Mendonça Filho, da Educação), Maurício Quintella não só conseguirá salvar o mandato de Temer, mas também permanecerá como ministro.

A manutenção do governo Michel Temer interessa diretamente, além de Quintella, outros alagoanos. É o caso do ministro do Turismo, o também deputado federal Marx Beltrão, do PMDB de Alagoas.

Também ganham com a permanência dos ministros os seus suplentes que estão no exercício do mandato na Câmara Federal: Nivaldo Albuquerque (PRP) e Rosinha da Adefal (PTdoB).

O registro também foi feito no Blog do Camarotti. Leia:

Após pronunciamento, Temer fecha estratégia para ganhar tempo

Na reunião que comandou neste sábado (20) no Palácio do Alvorada, logo após fazer um pronunciamento, para rebater as acusações da JBS, o presidente Michel Temer fechou a estratégia para ganhar tempo junto à base aliada.

A ordem é: evitar a debandada dos partidos que dão sustentação ao governo no Congresso Nacional.

Segundo relato feito ao Blog por um dos participantes da reunião no Alvorada, o governo tentará manter a agenda do Congresso para dar uma demonstração de que Temer está conseguindo reagir à maior crise política desde que assumiu o governo.

“Agora, tudo vai depender dos próximos dias, com o funcionamento do Congresso. Temos que avaliar como vai ser a repercussão no Congresso. Se o governo quiser demonstrar que a crise vai diminuir, tem que mostrar força”, observou esse aliado.

“O fato novo foi criado e colocou um freio no processo de incriminação. Agora, a base tem que estar atenta, de standy by, para tomar uma decisão depois do que for determinado pelo STF sobre a gravação”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN) ao repórter Nilson Klava, da GloboNews.

Participaram da reunião no Alvorada com Temer os ministros Antonio Imbassahy (PSDB, Secretaria de Governo), Mendonça Filho (DEM, Educação), Maurício Quintella (PR, Transportes), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PI), líder do governo, Rogério Rosso (PSD-DF), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Darcísio Perondi (PMDB-RS), Carlos Marun (PMDB-MS), entre outros.

Leia aqui, na íntegra: http://g1.globo.com/politica/blog/blog-do-camarotti/post/apos-pronunciamento-temer-fecha-estrategia-para-ganhar-tempo.html

Em nota, Renan Calheiros diz que é preciso superar crise
     │     22:43  │  1

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, quebrou o silêncio em torno da crise provocada pela delação de executivos da JBS. O senador se pronunciou através das redes sociais

Renan Calheiros disse que “nos últimos tempos, em nome de interesses (muito confessos), usurparam-se competências do Congresso com anistias indefensáveis; afastaram-se integrantes do Parlamento com liminares; lavou-se dinheiro público roubado; prendeu-se para delatar; sugeriram-se advogados para conduzir narrativas inverossímeis; procederam-se coercitivas desnecessárias; generalizaram-se culpas e julgou-se sem crime”.

O senador encerra a nota dizendo que é preciso “superar essa crise rapidamente em nome da esperança e do futuro”.

Leia a nota, na íntegra:

O Brasil mantém solidez democrática e as instituições estão funcionando. As crises (a atual é política e muito grave) são pedagógicas. Elas forçam o engenho na busca de alternativas para que a Nação não purgue pelos pecados de seus dirigentes. Mas ela não pode -e não irá- comprometer os esforços para superar nossos problemas.

Ninguém está acima da lei e todos estão sujeitos a investigações. Mas, em tempos assinalados pela instabilidade e excessos, só encontraremos estabilidade se nos devotarmos à Constituição Federal em todos seus artigos.

Nos últimos tempos, em nome de interesses (muito confessos), usurparam-se competências do Congresso com anistias indefensáveis; afastaram-se integrantes do Parlamento com liminares; lavou-se dinheiro público roubado; prendeu-se para delatar; sugeriram-se advogados para conduzir narrativas inverossímeis; procederam-se coercitivas desnecessárias; generalizaram-se culpas e julgou-se sem crime.

O que a sociedade quer de todos nós é a construção de um novo consenso. Uma agenda alternativa mais ampla, que reverta as expectativas negativas tanto na economia quanto na política.

No presidencialismo, o chefe do Executivo precisa exercer esse protagonismo enquanto há tempo.

Não bastam cobranças. O silêncio complacente de vários atores da vida nacional ( instituições, trabalhadores, empresários, políticos, veículos de comunicação) não ajuda.

O erro dos governos recentes – e por isso se desgastaram rapidamente – foi não ter exercido protagonismo na solução de saídas para o grave impasse que imobiliza e ameaça o país há 3 anos.​Precisamos superar essa crise rapidamente em nome da esperança e do futuro.

Renan Calheiros

Líder do PMDB no Senado