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Oposição descarta diálogo com Salles: “grupo só fala com JHC”
   22 de janeiro de 2021   │     15:27  │  0

O Grupo dos 11, formado por 11 dos 25 vereadores de Maceió, disputou a Mesa Diretora da Câmara Municipal mesmo sabendo que não venceria. Concorrer nessa condição foi uma demonstração de unidade e também um “recado”.

O grupo segue unido e decidido a fazer oposição ao prefeito JHC (PSB). Apesar disso o grupo está aberto ao diálogo. “Não vamos fazer oposição radical, nem ficar contrários a projetos de interesse da população”, pondera o vereador Joãozinho (Podemos)

Estreante na Câmara, Joãozinho tem relação próxima com o ex-prefeito Rui Palmeira (sem partido) com quem trabalhou nos últimos 14 anos. Ele revela que antes da eleição da mesa, o grupo procurou o prefeito e avisou não tinha interesse em fazer oposição.

“Infelizmente, o vereador Francisco Salles interferiu diretamente no processo e usou para isso a força do Executivo, o que contribuiu para a vitória do presidente Galba Neto. A interferência levou o grupo para a oposição. Também decididos que não vamos conversar isoladamente. Qualquer diálogo será coletivo e sem a participação do Salles. Se for para conversar, iremos falar diretamente com JHC”, pondera.

Pela frente, os vereadores devem votar matérias importantes, a exemplo do Orçamento do Município para 2021, reforma administrativa, lei delegada e, possivelmente reforma no Iprev. “Estas são pautas que precisam de dois terços para serem aprovadas. Acreditamos que o prefeito deverá buscar o entendimento com o Legislativo se tiver interesse em sua aprovação”, aponta.

O grupo dos 11 deve se reunir nos próximos para escolher um líder – que não deve ser Joãzinho. “Eu não falo pelo grupo, mas posso garantir que estamos coesos, unidos, e que devemos continuar assim após o início das reuniões plenárias na Câmara a partir de fevereiro”, aponta.

Dois terços na situação da Câmara de Vereadores de Maceió significa 17 votos. Teoricamente a bancada do prefeito teria 14 nomes. Teoricamente. Isso porque nem todos os parlamentares que participaram do grupo que apoiou Galba Neto estão automaticamente na bancada do governo. Ou estão? Vamos descobrir em breve.

 

Vereador Joãozinho (Podemos)

No sertão, ‘calote’ de ex-prefeito pode deixar hospital sem energia
   21 de janeiro de 2021   │     15:17  │  1

A situação é pior do que se imaginava. Durante a transição, o atual prefeito de Olho d’Água das Flores, não conseguiu ter acesso informações sobre a situação administrativa e financeira do município.

Zé Luiz (PP) só conseguiu ter uma noção da real situação depois que assumiu a prefeitura, em primeiro de janeiro deste ano.

O ex-prefeito, Carlos André, o Nen (PL), deixou dívidas em praticamente todas as áreas. As maiores são relacionadas a previdência e certamente vão comprometer a capacidade de pagamento do município nos próximos meses.

Passados 20 dias, a equipe de Zé Luiz está fechando o primeiro diagnóstico. Além de problemas com pagamentos de pessoal, a prefeitura tem muitos débitos com fornecedores. Os números serão apresentados na próxima semana, quando o atual prefeito fará prestação de contas dos primeiros trinta dias de gestão.

Mas para ilustrar o tamanho do buraco, a equipe informa que a prefeitura deve mais de R$ 860 mil de contas atrasadas de energia de apenas uma unidade consumidora. Trata-se do hospital do município. A equipe se apressa para negociar um acordo com a empresa para evitar o corte de energia no hospital.

O débito na Equatorial é apenas a ponta do iceberg. O maior problema, anote, é o “rombo” na previdência própria do município, que será revelado nos próximos dias.

Uma consulta ao Tesouro Nacional aponta ainda que Olho d’Água das Flores está inadimplente no Cauc – o Cadastro Único de Convênios. Prefeituras que estão no Cauc não podem receber recursos de convênios com a União

Entre as pendências de Olho d’Água das Flores no Cauc estão a falta de :

– 1.1 Regularidade quanto a Tributos, a Contribuições Previdenciárias Federais e à Dívida Ativa da União

– 1.3 Regularidade quanto a Contribuições para o FGTS

– 3.2.3 Encaminhamento do Anexo 8 do Relatório Resumido de Execução Orçamentária ao Siope

– 4.4 Regularidade Previdenciária

Versão oficial

Veja texto enviado pela assessoria da prefeitura de Olho d’Água das Flores

Após resistência na transição, Zé Luiz anuncia primeiras medidas em Olho D’Água das Flores

No sertão alagoano, o prefeito de Olho D’Água das Flores, Zé Luiz dos Anjos, iniciou o mandato tendo que quebrar as barreiras impostas pelo seu antecessor e analisar com calma os contratos e as contas da gestão municipal.

Ainda em dezembro, o gestor denunciou que a equipe encontrou resistência na transição de governo. Sem as informações essenciais para dar início ao seu projeto de gestão, o prefeito está diante de uma realidade desafiadora.

“Tivemos muitas dificuldades com a gestão anterior. Não tivemos acesso às informações e assumi sem realmente saber quais os problemas a Prefeitura tinha. E o que encontramos foram muitos pagamentos atrasados em várias áreas, dívidas, além de diversos problemas da gestão. Tomamos parte disso nesses primeiros dias de janeiro e agora iremos anunciar as medidas para contornar e controlar a situação”, explica Zé Luiz.

Na apuração de dívidas e contas em aberto, realizada pela nova gestão municipal, foi revelado diversos pagamentos em atraso. Uma única unidade consumidora, o Hospital Adélia Abreu Vilar, uma unidades mista localizada em Olho D’Água das Flores, está devendo mais de R$ 862 mil à Equatorial Energia.

“O atraso no pagamento está ocorrendo desde 2014. Foram seis anos sem pagar a conta de energia, além de estar correndo juros e multa. É uma irresponsabilidade da gestão anterior, que prejudica o funcionamento dos serviços na nossa cidade”, ressalta o prefeito.

As novas medidas serão anunciadas à população antes do fechamento do mês de janeiro.

Davi Davino Filho pode ser candidato a federal, desde que….
   20 de janeiro de 2021   │     23:47  │  0

Surpresa da eleição em Maceió, Davi Davino Filho mergulhou – literalmente. Desde novembro, o deputado estadual tem evitado os holofotes, mas segue bem articulado nos bastidores e prepara projetos para reforçar sua atuação na política este ano.

O deputado já avisou aos aliados e amigos mais próximos que topa qualquer projeto para 2022, desde que em alinhamento com o grupo do qual faz parte.

Davi só não topa ficar fora da eleição de 2022. E se não for convocado para disputar um mandato de deputado federal ou mesmo um cargo majoritário, já avisou que vai para a reeleição.

A pesquisa divulgada essa semana pelo Instituto Falpe, em que Davi aparece com 32% na preferência do eleitorado da grande Maceió como candidato a governador não parece ter despertado nenhuma pretensão no deputado.

Ele reafirmou a aliados que só tomará qualquer decisão depois de ouvir seu, incluindo, claro, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, o deputado Marcelo Victor (SD) e o líder do PP na Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Neste momento – anote aí – o projeto que mais anima Davi Davino Filho é disputar uma vaga de deputado federal. Mas ele só irá para a disputa se for possível fazer uma composição com todos seus aliados – incluindo aí o deputado federal Severino Pessoa (Republicanos).

Apesar de toda a popularidade, o deputado parece ter mantido os pés no chão depois da eleição e pelo jeito deve continuar assim até 2022.

Renan pede a Renan Filho concurso para técnicos agrários na Emater
     │     17:09  │  0

O senador Renan Calheiros (MDB) defendeu a realização de concurso público para o setor público agrícola do Estado. Com defasagem de pessoal, Emater e Secretaria de Agricultura tem dificuldades de levar a assistência técnica principalmente para os pequenos produtores.

O problema é antigo. E se só agrava. A cada ano, mais servidores se aposentam. O efetivo de estatutários é mínimo. Seagri e Emater são tocadas principalmente por comissionados, estagiários ou bolsistas.

O governador Renan Filho anunciou, para este ano, a realização de concurso para 4,75 mil vagas. Pela previsão serão 1.060 vagas para a PM (1.000 para soldado combatente e 60 para oficial combatente); 170 para o CBMAL (150 para soldado combatente e 20 para oficial combatente).

A Seduc ofertará 3.000 vagas para o cargo de professor. Já o concurso para a PC destinará 500 vagas (368 para agente e 132 para escrivão). A PGE oferecerá 15 vagas destinadas ao cargo de Procurador do Estado.

Após o anúncio da contratação de empresas para a realização dos concursos, o senador Renan Calheiros foi ao Twitter defender a contratação de pessoal para a Emater.

“Solicitei ao governador Renan Filho que, dentro do planejamento e do orçamento, sejam abertas 100 vagas para técnicos agrários na Emater, um setor essencial para tracionar a economia”, disse Renan.

Saiba mais: Governo autoriza contratação de empresas para cinco concursos com 4.745 vagas

 

Pesquisa aponta favoritos para o Senado, Câmara e Assembleia Legislativa
   19 de janeiro de 2021   │     23:58  │  1

Pesquisa do Instituto Falpe divulgada nessa terça-feira (19) repercutiu fortemente nos bastidores políticos de Alagoas. O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 16 de janeiro com 3 mil entrevistados na grande Maceió.

A sondagem traz um panorama da avaliação dos governos federal e estadual e das intenções de votos para as eleições de 2022, para todos os cargos eletivos.

O levantamento divulgado pelo Cada Minuto, tem margem de erro de 3,5% para mais ou para menos, ouviu moradores de Maceió, Messias, Rio Largo, Satuba, Pilar, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Marechal Deodoro e Barra de São Miguel.

Governo

Na questão estimulada para governador, o deputado Davi Davino Filho tem 32%; Rui Palmeira, vem em seguida, com 15,5%; o senador Rodrigo Cunha obteve 12%. Antônio Albuquerque tem 3%; Ricardo Barbosa 0,75%; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor 0,5%; Josan Leite 0,5%; Nenhum 18% e Não opinaram (17,75%).

Em rejeição (dos nomes citados, em quem você não votaria para governador), Rui Palmeira teve 15%; Antônio Albuquerque (12%); Davi Davino Filho (5%); Rodrigo Cunha (4,5%); Marcelo Victor e Ricardo Barbosa (3% cada); Josan Leite (1,75%); Nenhum (18%); e Não opinaram, 37,75%.

Senado

A pesquisa também sondou a opinião do eleitor para o Senado. Na estimulada (“Desses nomes citados, em quem você votaria para senador?”), Renan Filho obteve 24,5% das intenções de votos; o senador Fernando Collor ficou com 24%; e o deputado federal Arthur Lira, com 7,5%. Nenhum (23%); e Não opinaram (21%).

Quando o questionamento foi em quem você não votaria para senador, Arthur Lira aparece com 14%; Fernando Collor (8,5%); Renan Filho (7%); Nenhum (23%) e Não opinaram (47,5%).

Câmara e Assembleia

O Instituto Falpe também pesquisou a intenção de votos para deputado estadual e deputado federal, apenas na questão espontânea “Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para deputado federal?”). Nessa questão 78,5% dos entrevistados não apontaram o nome de nenhum candidato a deputado federal.

Dos que responderam, o deputado federal Sérgio Toledo teve 4,5% das citações, seguido de Marx Beltrão (4%); João Caldas (3%); Renato Rezende Filho (2,5%); Nivaldo Albuquerque (2,5%); Isnaldo Bulhões (1,5%); Santana Mariano (0,5%); Cacau Filho (0,25%); Rosinha da Adefal (0,25%); Olívia Tenório (0,25%); Alay Paranhos (0,25%); Renan Filho (0,25%); Lobão (0,25%); Kelmann Vieira (0,25%); Paulão (0,25%); Tereza Nelma (0,25%); André Janones (0,25%); Maurício Quintella (0,25%) e Givaldo Carimbão (0,25%).

Para deputado estadual, 74,75% dos entrevistados não apontaram nenhum nome. Entre os citados, Fátima Canuto teve 5%; Cibele Moura (2,75%), Flávia Cavalcante (2,5%); Jarbinhas (2,5%); Cícero Filho (2%); Dudu Ronalsa (1,5%); Luiz Pedro (1,5%); Francisco Tenório (1%); Léo Loureiro (0,75%); Ângela Garrote (0,5%); Antônio Albuquerque (0,5%) e Gilberto Gonçalves (0,5%).

Os demais citados aparecem com 0,25% cada: Cabo Bebeto; Cacau; Ricardo Nezinho; Paulo Dantas; Marcos Madeira; Carimbão; Davi Davino (vereador); Marcos Barbosa; Thales Diniz; Henrique Vilela; Aparecida do Luiz Pedro; Lobão; Francisco Sales; Kelmann Vieira; Fernando Holanda; Hugo Wanderley e Márcia Vilela.

Governos federal e estadual

O Falpe também sondou a opinião do eleitor sobre os governos do presidente da república e e do governador do Estado: 41% responderam que aprovam; 42% que não aprovam e 17% não opinaram a administração de Jair Bolsonaro.

O resultado da mesma pergunta em relação à administração do governador Renan Filho à frente do Governo de Alagoas foi: 58% aprovam; 24% desaprovam; e 18% não opinaram.