Category Archives: Política

“Pesadelo” para Bolsonaro: Renan deve ser relator CPI da pandemia
   15 de abril de 2021   │     0:56  │  1

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 no Senado, apesar das tentativas do Palácio do Planalto, tem maioria de parlamentares considerados críticos ao governo.

E pior (para Jair Bolsonaro): o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é apontado como favorito para assumir a relatoria da CPI da Pandemia.

Experiente, bem articulado, o ex-presidente do Senado e atual líder da maioria é o nome preferido pela oposição a Bolsonaro para assumir o comando da CPI, segundo o blog de Guilherme Amado, da Época.

“Há entre a oposição do Senado uma torcida para Renan Calheiros assumir a presidência ou a relatoria da CPI da Covid. A leitura é que Renan blindaria governadores e que teria chances de mostrar uma atuação mais forte contra o Planalto, por ser crítico contumaz do governo”, disse o jornalista.

Para o Palácio dos Palmares, Renan na relatoria da CPI é um “pesadelo”. Tanto que, nos bastidores, líderes do governo ainda tentam convencer outros senadores a escolherem outro emedebista, o líder da bancada, Eduardo Braga (AM). Avaliam que ele seria mais “moderado” para o cargo.

Indicação

Os membros da CPI foram indicados nesta quarta-feira, 14. O MDB indicou Eduardo Braga (AM) e Renan Calheiros (AL).

De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, “o nome de Renan Calheiros ganhou força nesta quarta-feira, quando pelo menos 6 dos 11 indicados para a comissão se manifestaram favoráveis ao senador alagoano. Portanto, a maior parte dos integrantes do grupo. A saída do governo é conseguir eleger um aliado na presidência da CPI que aceite barrar a pressão pela relatoria de Renan”.

VEJA OS NOMES INDICADOS POR BLOCOS PARTIDÁRIOS PARA A CPI DA COVID (*)

TITULARES

Eduardo Braga (MDB-AM)

Renan Calheiros MDB-AL)

Ciro Nogueira PP-PI)

Omar Aziz (PSD-AM)

Otto Alencar (PSD-BA)

​ Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Eduardo Girão (Podemos-CE)

Marcos Rogério (DEM-RO)

Jorginho Mello (PL-SC)

Humberto Costa (PT-PE)

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

SUPLENTES

Jader Barbalho (MDB-PA)

Luis Carlos Heinze (PP-RS)

Angelo Coronel (PSD-BA)

Marcos do Val (Podemos-ES)

Zequinha Marinho (PSC-PA)

Rogério Carvalho (PT-SE)

Alessandro Vieira (Cidadania-ES)

(*) As indicações ainda precisam ser lidas em plenário para serem confirmadas (e podem ser alteradas até que seja feita a leitura

Saiba mais:

Partidos confirmam maioria não governista em CPI e articulam Renan em relatoria

Renan é favorito para relatar CPI da Covid. Veja distribuição das vagas

 

“Já disse ao governador que estou pronto para jogar em qualquer posição”
   14 de abril de 2021   │     0:19  │  1

Planos para 2022? Todo político de carreira, especialmente exercendo mandato, tem o seu. São 27 vagas de deputado estadual, 9 de deputado federal, uma de senador, governador e vice. A prioridade para a maioria é disputar a reeleição.

Esse é o plano A na Assembleia Legislativa de Alagoas. A exceção de três ou quatro deputados, todos devem disputar a reeleição.

O presidente da Casa, MV, tem a opção de disputar vaga de federal ou – em eventual afastamento de Renan Filho do cargo – assumir o governo.

Jó Pereira e Davi Davino Filho são lembrados para disputar cargos majoritários ou vagas de federal.

Antônio Albuquerque também pode disputar um cargo majoritário. Paulo Dantas tem peso para disputar qualquer cargo, mas a decisão será tomada em conjunto com Marcelo Victor.

O senador Fernando Collor já sinalizou que será candidato à reeleição e tem avançando bem nessa direção.

Os cargos de governador e de vice (este vago) não poderão concorrer a reeleição.

Nesse cenário, a definição do jogo passa, mais uma vez, pela eleição da bancada de Alagoas na Câmara Federal.

Dos 9 deputados federais, todos devem concorrer a reeleição – a depender do cenário.

Arthur Lira tem peso para disputar um cargo majoritário, mas tem sinalizado para a reeleição, uma vez que tem a possibilidade de também ser reeleito presidente da Câmara dos Deputados.

Isnaldo Bulhões nunca escondeu que toparia disputar o governo, desde que tivesse o apoio do grupo de Renan Filho, mas segue trabalhando para se manter em Brasília.

Já o deputado federal Marx Beltrão corre trecho com um pé na reeleição e ou outro na majoritária.

“Sou candidato a reeleição, estou trabalhando para isso, mas já avisei ao governador Renan Filho que estou pronto para jogar em qualquer posição”, aponta.

Marx Beltrão, apesar de ter perdido algumas prefeituras mais “simbólicas”, a exemplo de Coruripe, sai fortalecido para disputar a reeleição.

Antes de 2020 ele tinha apoio de 12 prefeitos, agora contabiliza 21.

Em outras palavras, Marx Beltrão tem boas chances de conquistar mais um mandato de deputado federal, mas topa disputar o governo. Mas sabe que essa não será uma decisão nem dele, nem do governador, mas de todo o grupo. O primeiro passo ele já deu: está mais próximo do Palácio dos Palmares do que nunca. Mas essa é outra história.

 

 

Quem tem medo da CPI do Pinheiro? Comissão pode “morrer” por falta de assinaturas
   13 de abril de 2021   │     20:08  │  0

A CPI é o tema do momento no Brasil. Mas não em Alagoas. Por aqui a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa de Alagoas, para apurar o “desastre” do Pinheiro pode naufragar por falta de assinaturas.

A proposta foi apresentada na semana passada pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros. E vem como uma nova perspectiva. Pode jogar luz num problema que continua abalando a vida de milhares de famílias de Maceió.

O pedido de CPI segue em aberto, à espera de assinaturas. Alguns parlamentares prometeram que iriam assinar, mas não assinaram até agora.

Para ser instalada, a CPI precisa ser subscrita por outros oito parlamentares, além de Medeiros.

O que diz Ronaldo? “A proposta está aí. A CPI pode não só apontar culpados, mas também apresentar soluções. É um importante instrumento do parlamento que pode ser usado, especialmente em casos como o desastre da mineração. O pedido agora só depende da assinatura de outros deputados e eu torço para que isso aconteça”, pondera.

“Precisamos dar às pessoas uma solução para este problema e entender até onde vai o estrago causado pela empresa. Os prejuízos são imensuráveis. São famílias que foram retiradas de suas casas, tiveram suas vidas atingidas das mais diversas formas e ainda aguardam uma lenta indenização pela Braskem. Eles precisam de respostas, de amparo. É preciso saber exatamente o que aconteceu no local para que os danos não venham a se alastrar”, aponta Ronaldo.

Inexplicável: não há dúvidas da importância de uma CPI para investigar o maior “desastre” de Alagoas. Falta entender porque os deputados não fizeram isso antes ou porque não fazem agora. Alguém explica?

Ronaldo Medeiros defende instalação de CPI para apurar “desastre” da mineração em Maceió

Versão oficial

Veja texto enviado pela assessoria do gabinete de Ronaldo Medeiros

Deputado pede criação de Comissão para apurar rachaduras e afundamentos em bairros de Maceió

Para apurar as causas e consequências das rachaduras e afundamentos causados por um tremor de terra em diversos bairros de Maceió, o deputado Ronaldo Medeiros (MDB) pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Mesmo após três anos do abalo sísmico, os moradores das áreas atingidas continuam sem ter conhecimento da extensão do dano causado pela mineração da empresa Braskem nos locais. Além disso, há ainda efeitos à saúde mental da população desses bairros, que têm sido realocada de suas residências.

“Precisamos dar às pessoas uma solução para este problema e entender até onde vai o estrago causado pela empresa. Os prejuízos são imensuráveis. São famílias que foram retiradas de suas casas, tiveram suas vidas atingidas das mais diversas formas e ainda aguardam uma lenta indenização pela Braskem. Eles precisam de respostas, de amparo. É preciso saber exatamente o que aconteceu no local para que os danos não venham a se alastrar”, defende o deputado Ronaldo Medeiros.
Atualmente, a estimativa é que o número de famílias atingidas seja de 15 mil, totalizando mais de 60 mil pessoas. A área de risco definida pela Defesa Civil inclui os bairros do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Mutange e parte do Farol, podendo ser atualizada diante de novos estudos.

A comissão deve ser formada por cinco parlamentares que acompanharão de perto o andamento dos estudos nos bairros afetados e analisar as indenizações aos moradores dos locais.

Prefeito de Marechal Deodoro ganha ação na justiça contra falsas denúncias
     │     18:59  │  0

O prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho, o Cacau, teve julgada improcedente pelo Tribunal de Justiça de Alagoas ação movida por Deivis Klinger, num processo em que era acusado de “desobediência do chefe do executivo municipal, pelo não cumprimento da reabertura da Maternidade Imaculada Conceição dentro do prazo de 120 dias após a posse”.

O Tribunal de Justiça de Alagoas manteve a decisão da 1ª Vara de Marechal Deodoro, julgando incoerente a ação movida por Klinger.

De acordo com informação da assessoria, “ainda em seu primeiro mandato, Cacau seguiu seu programa de Governo e reabriu a Casa Maternal no seu primeiro mandato como prefeito”.
O Judiciário, tanto em primeiro, quanto em segundo grau, entendeu que a ação movida por Klinger não era cabível “por não haver qualquer prejuízo à administração municipal”.

Além disso, o pleito caracterizaria “nítida motivação pessoal, dado que o autor já havia movido outras ações sem fundamentos, sendo todas julgadas indefensáveis”.

O TJ/AL também condenou Deivis Klinger a pagar um total de 5 mil reais referentes aos custos do processo. Além disso, tendo em vista que o autor das ações é funcionário do Judiciário, o Tribunal ainda moveu a autuação à Corregedoria-Geral de Justiça para que se tome conhecimento dos atos do servidor e adotar as medidas cabíveis ao caso.

JHC e Renan Filho terão um dilema em comum pelos próximos 12 meses
   12 de abril de 2021   │     23:14  │  3

Pode não parecer, mas o prefeito de Maceió e o governador de Alagoas tem muito comum, apesar da acentuada diferença política entre ambos.

Os dois são filhos de políticos, viveram grande parte da vida em Brasília, começaram a fazer política na mesma região de Alagoas – a zona da mata – e tiveram ascensão rápida. Chegaram aos dois mais importantes cargos públicos do Estado com pouco mais de 30 anos de idade. RF assumiu o governo com 35; JHC virou prefeito aos 33.

Eles também tem estilo próprio. Conseguiram “descolar” da imagem de seus pais, imprimindo a própria marca. Midiáticos, dividem o gosto pelas redes sociais.

Fora disso, sempre estiveram em palanques diferentes. E, agora, apesar de um esforço mútuo – ainda que pálido – para uma boa convivência institucional, tudo indica que cada um vai continuar em seu quadrado.

Ainda assim, ambos enfrentam um dilema parecido. Se depender de alguns aliados, JHC e Renan Filho deixam seus cargos daqui a 12 meses para tentar novos voos na política.

O prefeito JHC, apesar de ter começado o mandato há pouco mais de três meses, tem sido estimulado a disputar o governo do Estado em 2022.

Renan Filho também tem sido incentivado a disputar o Senado. No caso do governador a disputa seria “natural” se Luciano Barbosa não tivesse trocado a vice-governadoria pela prefeitura de Arapiraca.

Em resumo, o dilema que enfrentam é fazer uma escolha nada simples. Os que querem os cargos que eles ocupam vão estimular a desincompatibilização.

E tudo caminha para que os dois mantenham o suspense até a última hora, com um desfecho que começa a se tornar previsível.

JHC está focado na prefeitura e deve continuar por lá, para disputar a reeleição.

Renan Filho, que de fato sonhou com o Senado, já decidiu que só será candidato em 2022 se tiver um nome para chamar de seu para concluir “seu” governo – algo improvável em função do cenário político existente na Assembleia Legislativa de Alagoas hoje.

Em outras palavras, sem fato novo, a possibilidade de JHC e Renan Filho deixarem seus cargos em abril de 2022 é próxima de zero.