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“Efeitos colaterais” do coronavírus ameaçam setor canavieiro de Alagoas
   14 de março de 2020   │     15:46  │  0

O pânico causado pela pandemia do coronavírus no mundo não deixa Alagoas de fora. De um jeito ou de outro, todos setores da economia do Estado vão pagar a conta – agora ou mais à frente – mesmo que não tenham nenhuma relação direta com a doença.

No setor produtivo alagoano, um dos setores que podem – e devem – ser mais afetados é o canavieiro.

Os ‘efeitos colaterais’ da gripe que põe o mundo em quarentena já começa a ser sentidos por conta da queda do preço do açúcar no mercado mundial e queda do preço do barril do petróleo.

A cotação do açúcar na Bolsa de Nova Iorque caiu cerca de 30% somente este mês, na comparação com fevereiro. O etanol, segundo dirigentes do setor sucroenergético, tendem a perder mercado com a provável queda do preço da gasolina no país, que deve ocorrer em consequência da queda no preço do petróleo.

Durante reunião da Novabio, entidade que representa empresas sucroenergéticas do Nordeste, nesta sexta-feira, lideranças do setor analisaram os impactos do coronavírus na atividade.

O sentimento é de muita preocupação com o que vem pela frente.

No curto prazo, as oscilações do petróleo aparecem como ameaças mais graves, aponta o presidente Oscilações do…

Em reunião, nessa sexta-feira, 13, na sede da FIEA, em Maceió, integrantes da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) avaliaram demandas do setor e também as oscilações da economia mundial com a queda do preço do petróleo e o impacto do coronavírus.

Do ponto de vista de mercado, segundo o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério, “o nosso concorrente principal é a gasolina cujas reduções sistemáticas de preço – motivadas pela queda do barril petróleo – impactarão negativamente no etanol”, aponta.

“Isso só poderá ocorrer caso se instale uma longa e profunda redução da atividade econômica mundial”, avalia Pedro Robério, acrescentando que com relação ao câmbio “está havendo reflexo positivo nesse saldo de comercialização ainda por se realizar”, destacou.

Cotação

Na Bolsa de Nova Iorque (NYBOT) o açúcar estava cotado, no fechamento desta sexta-feira, 12, a 11,81 cents (US$/libra peso) para entrega em outubro. No ano, a média de cotação oscilou entre 14 e 15 cents e estava no dia 2 de março cotado a 13,96 cents por libra peso.

O impacto só não é maior porque a alta do dólar compensa, ao menos em parte, a queda na bolsa. Se considerada a cotação e o dólar do dia 2, a tonelada de açúcar sairia R$ 1.375,00. Na cotação dolar/bolsa a tonelada sairia em 13 de março por R$ 1.265,00. Se o dólar no entanto fosse o de 2 de março, o valor da tonelada cairia para R$ 1.163,00

Novabio

Alagoas sediou nessa sexta-feira, 13, reunião da Novabio. Veja texto produzido pela assessoria:

Novabio traça agenda do setor canavieiro para 2020

Integrantes da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) estiveram reunidos, nesta sexta-feira, 13, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), em Maceió, para debater as demandas do setor, além de discutir as oscilações do mercado econômico mundial com a queda do preço do barril do petróleo e o impacto do coronavírus.

O encontro, que foi coordenado pelo presidente da NovaBio Renato Cunha e pelo presidente do Sindaçúcar-AL e do Conselho Administrativo da associação, Pedro Robério Nogueira, contou ainda com a presença de industriais e de lideranças de entidades do setor sucroenergético alagoano e de outros Estados produtores de cana do Nordeste.

“Realizamos a primeira assembleia da NovaBio há um ano em Pernambuco e agora promovemos este segundo encontro em Alagoas para nivelarmos as posições e estratégias. É um ano mais difícil com novas agendas, a exemplo da reforma tributária. Reunimos neste encontro representantes também da Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão. A NovaBio tem obtido notoriedade justamente por defender a produção genuína de cana, notadamente a cana do Nordeste”, afirmou Renato Cunha.

De acordo com Pedro Robério, na assembleia, foi revista a pauta anteriormente definida pela entidade para 2019/2020, fazendo a atualização dos avanços obtidos no período. “Desde a realização da primeira assembleia ocorreu muita coisa no mundo econômico, setorial e político. Agora, temos também a questão do preço do petróleo e do coronavírus. Vamos inserir novos itens na agenda para o trabalho institucional. Agora, no ponto de vista econômico direto, o nosso concorrente principal é a gasolina cujas reduções sistemáticas de preço – motivadas pela queda do barril petróleo – impactarão negativamente no etanol”, destacou.

Na pauta do encontro, foram debatidos os seguintes temas: definição de itens relevantes na reforma tributária em análise pelo Congresso Nacional; posicionamento sobre o recurso extraordinário no STF sobre a cota americana; evolução na dinâmica dos Cbios – Renovabio e reflexões e ações setoriais frente à situação atual dos mercados setoriais, além de indicações para o projeto estruturante de irrigação para a zona da mata do Nordeste.

“Vivemos no final de dezembro uma expectativa favorável com os preços começando a se recuperar. A partir de fevereiro tivemos dois fatos relevantes: coronavírus – com o forte impacto na saúde e na atividade econômica, além da queda do preço do petróleo que estamos acompanhando para saber qual será o impacto no etanol. O petróleo desabou de U$ 70 para R$ 35 e a nossa expectativa é que tudo isso se ajuste. Temos no nosso segmento uma atividade importante para o Nordeste que é empregadora de mão de obra intensiva”, alertou o industrial do setor sucroenergético, Eduardo Queiroz Monteiro.

NovaBio foi criada em 2019 e tem abrangência nacional. A missão da organização é atuar de forma conjunta na defesa da produção nacional, representando uma união entre os produtores e os sindicatos do Nordeste e de outras regiões do país com foco nas estratégias que podem incrementar a cadeia produtiva do setor.

Deputado vai assumir comando do Progressistas em Maceió
   6 de março de 2020   │     16:11  │  1

Com a migração de Marcelo Palmeira para o PSC, quem vai assumir a presidência do Progressistas em Maceió é o deputado estadual Davi Davino Filho.

O novo diretório municipal do partido será empossado no próximo dia 14, com a realização de um grande ato, que deve marcar o lançamento da pré-campanha do parlamentar à prefeitura da capital.

Bem situado nas pesquisas, com ótimas chances de ir para o segundo turno, Davi Filho segue como pré-candidato do PP e deve apostar, numa estratégia diferente de campanha. Vai atuar como candidato independente e apostar no trabalho que realiza, junto com a família, em áreas mais carentes de Maceió.

 

 

Família chega a consenso e irmã de deputado será candidata a vereadora em Maceió
   4 de março de 2020   │     12:32  │  0

Na mesma família dois nomes com chances de vitória numa eventual disputa para vereador em Maceió. Numa entrevista na TV, em novembro, esse foi o ponto mais “crítico” abordado pelo deputado estadual Dudu Ronalsa (PSDB) as eleições na capital.

Dois nomes da família – a irmã, Gaby e o pai dele, Carlos – eram apontados como pré-candidatos a uma das vagas na Câmara de Vereadores de Maceió este ano. Eram.

“Essa é uma questão que temos que resolver em casa, primeiro. Não existe como ter duas candidaturas”, afirmou o deputado à época.

A questão agora está resolvida. “Foi uma decisão do meu pai. Conversamos bastante e ele preferiu unir toda a família em torno de minha irmã. A Gaby será a candidata e vamos juntos trabalhar buscando a vitória”, aponta Dudu.

Filiada ao DEM desde novembro de 2019, Gaby deve continuar no partido, avisa o deputado: “acreditamos que o DEM terá uma chapa viável. Além disso o Nonô (presidente do Democratas em Alagoas ) deixou a gente a vontade para votar na majoritária”, pondera.

Conversando com Rui Palmeira

Dudu Ronalsa deve anunciar seu apoio a um dos candidatos ainda esta semana, logo após uma conversa com o prefeito Rui Palmeira. “Se o Rui tivesse um nome dele, como a gente esperava, eu iria acompanhar ele. Como ele deve apoiar o candidato do governo, eu e toda minha família vamos votar em outro nome, mais próximo”, aponta.

O nome, pelo que se sabe, deve ser o do deputado estadual Davi Davino Filho (PP), mas Ronalsa pede pra não antecipar a escolha antes da conversa com o prefeito, de quem é aliado.

“Essa será uma eleição de dois turnos. Se o candidato que eu apoiar não chegar lá e eu acho que chega, voltamos a conversar sobre esta escolha com nossos aliados”, afirma.

Rui promete não ‘retaliar’ quem não quiser acompanhar aliança com RF
   2 de março de 2020   │     16:44  │  5

A aliança entre o prefeito Rui Palmeira (sem partido) e o governador Renan Filho (MDB) em torno de Alfredo Gaspar de Mendonça (sem partido) deve ser anunciada oficialmente depois que o atua procurador Geral de Justiça do Estado se desligar do Ministério Público Estadual.

Antes de tornar pública sua decisão, o prefeito já comunicou aos principais aliados de hoje (adversários de amanhã?) que vai se marchar junto com o grupo de Renan Filho.

Rui Palmeira também comunicou outros pré-candidatos a prefeito que poderiam ter seu apoio. Primeiro falou com Davi Davino Filho, ainda antes do carnaval, por telefone e confirmou ao deputado estadual e pré-candidato do PP que vai apoiar Gaspar.

Na sexta-feira (28) foi a vez do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) ser informado da decisão durante reunião com o atual prefeito da capital.

Aos dois Rui Palmeira não deu maiores detalhes sobre a preferência por Gaspar. Mas assegurou que não vai retaliar nenhum vereador que decidir apoiar Davi Filho ou Ronaldo Lessa.

“O prefeito garantiu que os vereadores do PP não sofrerão nenhum tipo de retaliação, nem perderão os cargos se apoiar o Davi Filho”, disse um importar interlocutor pepista.

A Lessa a promessa foi semelhante. Se algum vereador quiser apoiar o candidato do PDT, não sofrerá nenhuma retaliação, nem perderá cargos ou espaços que tenham na prefeitura.

O ‘maior mistério’ da política alagoana hoje acaba em até 10 dias
   24 de fevereiro de 2020   │     20:49  │  5

A contagem agora é regressiva. Faltam dez dias no máximo para o ‘maior mistério’ da política alagoana hoje ser resolvido.

Todos os prazos apontam para 5 de março de 2020. Até lá o Rui Palmeira (sem partido) vai revelar se fará ou não uma composição com o grupo do governador Renan Filho (MDB).

Essa inesperada reviravolta na política alagoana, se confirmada, terá desdobramentos não só para as eleições deste ano, mas também para 2022.

O dia 5 de março é também a data limite para o procurador Geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça (sem partido). Ele promete se desligar do Ministério Público Estadual já no dia 3 ou no máximo no dia 5, para disputar a prefeitura com apoio e Renan Filho e, provavelmente, de Rui Palmeira.

E não é apenas o destino de Gaspar e seus apoiadores que está em jogo.

Antes de 5 de março outros fortes nomes na corrida eleitoral de Maceió também devem dar lances decisivos na disputa.

O deputado estadual Davi Davino Filho (PP) pode se consolidar como o candidato do grupo de oposição a Renan Filho, que hoje é ainda capitaneado por Rui Palmeira. Ele já tem o apoio do PP, SD e Republicanos e pode ganhar o reforço de outros partidos e grupos insatisfeitos com a posição de Rui Palmeira.

O deputado federal JHC (PSB) também pode se beneficiar de uma eventual aliança entre Rui e Renan.

O presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB), já avisou que está entre Davi e JHC. E para onde ele for, leva um grande grupo de vereadores da capital.

Primeira página

Presidente do Podemos e considerado um dos mais influentes assessores do prefeito Rui Palmeira, Tácio Melo, avisa que o prefeito nm decidiu nada ainda. “A desfiliação do PSDB foi apenas a primeira página desse livro, foi um primeiro passo. Depois disso ele vai começar a falar com as pessoas para decidir quem será o candidato. Em seguida tem as chapas de vereador. Por enquanto acho que é tudo especulação”, aponta.

E para onde vai o prefeito? Tácio avalia que ele teria mais chances hoje de ir para o Podemos ou DEM, mas ainda avalia o convite do PSL. “Ele deve decidir isso nos próximos 15 dias”, pondera.

A saída do PSDB, reforça Tácio, era previsível: “Rodrigo Cunha rejeitou Kelman (Vieira), Eduardo (Canuto), Tereza (Nelma). Deu não para os três. A única decisão que o prefeito tinha era sair PSDB. Agora começa a nova fase. Ele vai começar a discutir quem é o candidato, vai começar a analisar os candidatos do entorno, mas não tem nada fechado com ninguém”, afirma.

Novos grupos

Está claro que a partir das eleições deste ano em Maceió, a política de Alagoas poderá se dividir em três grandes grupos – não mais em dois com era até o começo deste ano.

Um grupo em torno de Renan Filho e a oposição, hoje orbitando em torno de Rui Palmeira, se dividindo em dois grandes blocos. A liderança desses blocos ou a convergência numa grande frente de oposição vai depender dos desdobramentos das eleições na capital.