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Reajuste do servidor estadual: governo vai esperar “melhora na economia”
   8 de julho de 2019   │     0:02  │  13

Maio, mês da data-base dos servidores estaduais de Alagoas, passou sem nenhum sinal de reajuste. Com junho, a história foi a mesma. E nada deve ser diferente em julho.

Até o momento, nenhum sinal.

Conversei por aplicativo com dois dos principais nomes do governo do Estado na área econômica, diretamente relacionados com o reajuste do servidor.

O secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, repete o que já disse antes: “Nenhuma definição até o momento”.

O secretário da Fazenda, George Santoro, diz que está torcendo para o Brasil melhorar: “Por enquanto não estamos vendo sinais reais na economia. Então vamos aguardar mais um pouco para ver como fica este cenário”, pondera.

A avaliação de Santoro é parecida com declarações anteriores. Em outras palavras, sem uma retomada mais forte da economia nacional, os servidores do Estado podem ficar sem reajuste este ano.

Histórico

Durante a gestão de Renan Filho, o primeiro reajuste, aprovado em setembro de 2015, foi de 5%, dividido em 3 parcelas (1% retroativo a maio, 2% em outubro e 2% em dezembro) e não contemplou cargos comissionados.

Em 2016 o governo não concedeu reajuste. Em 2017, o reajuste contemplou todos os servidores. Foram duas parcelas: 3,15% a partir de junho e 3,14% em dezembro, totalizando 6,29%, equivalente ao IPCA (inflação) de 2016.

Em 2018, a proposta de correção dos vencimentos dos servidores foi apresentada na Assembleia Legislativa de Alagoas no dia 5 de maio, mas só entrou em vigor em julho. O reajuste, com base no IPCA, foi de 2,95% em uma só parcela.

E 2019? Se o governo seguir a “regra” dará o IPCA do ano anterior, que foi de 3,75%. Se a crise apertar, pode repetir 2016. A conferir.

“Quando Bolsonaro é menos Bolsonaro, o Brasil melhora”, diz Renan
   30 de junho de 2019   │     21:25  │  3

O acordo entre  o Mercosul e a União Europeia, fechado essa semana durante o G20 foi citado pelo senador Renan Calheiros como exemplo de Jair Bolsonaro sendo “menos Bolsonaro”.

Para assinar o acordo o país precisou continuar no acordo de Paris. A expectativa é de ganhos milionários para o Brasil com as exportações.

Renan  Calheiros disparou em sua conta no Twitter:  “toda vez que Bolsonaro é menos Bolsonaro, o país melhora”.

O senador foi além nas críticas  ao presidente. Renan disse que deveríamos pensar numa lei que obrigasse Bolsonaro a ser cada vez menos ele mesmo e a se manter sempre a 10 quilômetros do Twitter.

Veja o que disse Renan:

Toda vez que@jairbolsonarm é menos Bolsonaro o Brasil melhora. Agora, manteve o Mercosul e o acordo de Paris. Deveríamos pensar numa lei que o obrigasse a ser cada vez menos ele mesmo, e a se manter sempre a 10 mil quilômetros do Twitter. #MercosurUE #Mercosul

Cunha x Barbosa: próximo governador deve “sair” de Arapiraca
   9 de junho de 2019   │     23:02  │  0

Ainda distantes para o eleitor, as eleições municipais de 2020 estão na ordem do dia dos caciques da política alagoana.

No próximo ano os principais líderes políticos do Estado vão medir forças de olho no Palácio dos Palmares.

Quem será o sucessor de Renan Filho? Ainda é cedo para arriscar um nome, ainda mais nesses tempos em que as redes sociais podem ajudar a produzir surpresas de última hora.

Mas sem fato novo, tudo aponta para uma disputa entre dois importantes líderes políticos de Arapiraca.

Os Rodrigo Cunha  (PSDB) e o vice-governador Luciano Barbosa (MDB) travam desde já uma disputa nós bastidores para viabilizar suas  candidaturas ao governo.

Neste jogo os dois tentam se fortalecer com alianças nos principais municípios do Estado.  Por aí passam necessariamente conversas com grupos políticos já consolidados e também novas forças. Sobrenomes como Pereira, Beltrão, Canuto, Albuquerque, Dantas, Damasceno, Novais, Toledo,  Garrote, Vilela e Moura entre outros são cobiçados por ambos os grupos.

Terá mais sucesso na empreitada quem conseguir eleger os sucessores de Rogério Teófilo em Arapiraca e Rui Palmeira em Maceió.

Nomes como Ricardo Nezinho, Severino Pessoa, JHC, Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho ajudam a tornar mais complexo os movimentos em busca de hegemonia nas duas maiores cidades de Alagoas. Isso sem falar do PSL correndo por fora, especialmente na capital.

O grupo que sair na frente em Maceió e Arapiraca ganha uma importante vantagem e amplia chances de fazer o próximo governador de Alagoas.

Seráu nome de Arapiraca ou alguém aí arrisca um palpite diferente?

Empréstimo de R$ 700 milhões: governo de AL pede autorização ao Cofiex
   6 de junho de 2019   │     17:10  │  0

No retorno ao cargo – após licença de interesse particular – Renan Filho reassumiu o cargo de Brasília, nessa quarta-feira, 5. Lá ele cumpriu uma agenda que tinha, além de reunião com governadores, encontros com a bancada federal para tratar de emendas impositivas e uma conversa com senadores para tratar de um pedido de empréstimo internacional.

“Vou dialogar com senadores a respeito da autorização de crédito feita pela Cofiex que vai garantir novos investimentos”, disse Renan Filho em suas redes sociais.

O empréstimo de que trata o governador está em tramitação na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do governo federal.

O projeto apresentado pelo Estado no Cofiex é o Programa Estrutura Alagoas. O valor aprovado é de US$ 140.159.740,47 com contrapartida de US$ 43.334.510,46, totalizando US$ 183.494.250,93.

Em conversão direta para a moeda nacional, a operação financeira, pelo câmbio atual, representa mais de R$ 700 milhões.

Se aprovado o empréstimo – que além de autorização do Senado Federal também vai precisar de autorização da Assembleia Legislativa de Alagoas – o governo terá mais de R$ 2 bilhões para investir este ano, confirmando informações antecipadas pelo governador Renan Filho a alguns deputados estaduais.

Atualmente, o Executivo tem uma disponibilidade de caixa de mais de R$ 1,2 bilhão de acordo com o relatório de gestão fiscal de dezembro de 2018.

Em 2018 o Estado de Alagoas fechou uma grande operação de crédito com o Banco do Brasil. O financiamento da ordem de R$ 620,7 milhões foi todo destinado para investimentos em infraestrutura – especialmente rodovias.

Todo o valor do empréstimo previsto com o Banco do Brasil já foi liberado, segundo o secretário da Fazenda de Alagoas.

O governo agora trabalha, adianta George Santoro, para viabilizar ainda este ano mais duas operações de financiamento.

A primeira, que vem sendo negociada com a Comissão Andina de Financiamento – CAF e a expectativa é que essa operação deve ser apreciada no primeiro semestre deste ano.

Santoro também revela que o governo do Estado abriu diálogo com o Banco Mundial, com o objetivo de viabilizar outra operação de crédito, mas não revela valores ou objetivos.

“Ainda estamos discutindo com o Banco mundial e essa operação deve ficar para o fim do ano”, adianta.

Saiba mais

Governo de AL quer novo empréstimo de R$ 600 milhões

http://edivaldojunior.blogsdagazetaweb.com/2019/04/29/governo-de-al-quer-novo-emprestimo-de-r-600-milhoes/

Governo monta plano para manter Braskem em operação em AL
   2 de junho de 2019   │     21:30  │  2

Com ou sem mineração de sal-gema, o governo de Alagoas vai trabalhar para manter as unidades da Braskem em operação no Estado. São duas grandes fábricas. A indústria de Cloro e Soda, instalada em Maceió, fornece produtos essenciais para a fábrica de PVC, que funciona no polo de Marechal Deodoro.

As duas indústrias da Braskem são responsáveis pela produção de matéria-prima e insumos para toda a Cadeia Produtiva da Química e do Plástico (CPQP) de Alagoas. São mais de 80 empresas e até 20 mil empregos diretos e indiretos pelas estimativas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).

Até o momento, nem o governo do Estado, nem as entidades que presentam a CPQP apresentaram dados atualizados sobre um eventual impacto do encerramento da operação da Braskem em Alagoas.

A planta de Cloro e Soda, em Maceió, paralisou sua operação desde 9 de maio, quando a mineração de sal-gema (utilizada na fabricação de cloro e soda) foi suspensa.

Se a indústria continuar fora de operação deve começar a atingir todas as empresas da CPQP já a partir das próximas semanas. A informação mais consistente é de que só existiria estoque para a produção de PVC por mais dois meses, no máximo.

Enquanto a Braskem e as autoridades (federais, estaduais e municipais) lidam com a situação dos bairros atingidos pela mineração de sal-gema, a Sedetur deve colocar em execução nos próximos dias um plano para tentar retomar a operação da empresa no Estado.

No começo da próxima semana, o secretário Rafael Brito participa de reunião como presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra e representantes da CPQP.

O objetivo, adianta, é assegurar o suprimento de matérias-primas para a unidade de cloro e soda. O governo analisa a possibilidade de dar incentivos que compensem uma eventual importação de sal-gema de outros Estados ou de outros países.

“A ideia é criar uma solução em conjunto com as empresas do setor, mas precisa ser uma solução que a sociedade aceite”, pondera Rafael Brito.

O secretário avalia que do ponto de vista econômico, a empresa não terá necessidades de sair de Alagoas. “Nosso Estado tem condições extremamente competitivas para a Braskem e as outras empresas do setor químico e plástico”, aponta.