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Saco de pancadas: “a imprensa só mostra o HGE quando tem problemas”
   20 de agosto de 2017   │     15:26  │  0

Durante os últimos dias, o HGE voltou ao noticiário. De novo, velhos problemas. A falta de medicamentos, materiais e procedimentos e superlotação. Nada diferente do que se vê no maior hospital de Alagoas nos últimos anos, nas últimas décadas.

Uma reportagem de TV foi usada como base para críticas e cobranças do senador Benedito de Lira (PP), que cobrou providências do governador Renan Filho.

O problema, segundo o secretário de Saúde do Estado foi pontual. A reportagem foi exibida na sexta-feira, 11. Na sexta-feira, 18, Christian Teixeira aparece em reportagem da Agência Alagoas, mostrando que o problema de abastecimento foi resolvido com uma compra emergencial.

A normalização dos serviços, no entanto, não ganhou a mesma repercussão, assim como tem ocorrido na maioria das vezes.

Em razão dessa “diferença de tratamento”, Christian Teixeira costuma repetir que “infelizmente a imprensa só mostra o HGE quando tem algum problema. Quando tem serviço não mostra”.

Ao blog, o secretário de Saúde adianta que a Sesau está conseguindo resolver o problema do abastecimento da forma correta: “Isso é um problema histórico do HGE. Agora que tem um secretário que mostra disposição, boa vontade, que procura fazer o que diz a lei, isso incomoda…”

Christian Teixeira vai além, embora evite polemizar com Benedito de Lira: “nessas horas não aparece ninguém para ajudar, só para dificultar. O que está ocorrendo é que a gente está revendo tudo aqui na secretaria para poder adquirir esses medicamentos conforme a diz a lei. O que não dá é que a gente continue fazendo as mesmas coisas e esperando resultados diferentes. Estamos fazendo modificações aqui justamente para que aja um planejamento na Secretaria, para que a gente não tenha dificuldades em relação ao desabastecimento e isso incomoda algumas pessoas”.

Planejamento

Entre as ações, Christian Teixeira adianta que está sendo feito um planejamento na Saúde, para que as licitações possam andar nos termos da legislação: “se ela (a legislação) é arcaica, é um trabalho do Congresso Nacional resolver. Muitas vezes a legislação dificultando o trabalho dos gestores, mas aqui lidamos com saúde, com vidas… as vezes não dá para aguardar. Essa é a angustia dos gestores que estão a frente das secretarias de saúde no país inteiro. Minha vinda para a secretaria foi justamente para dar celeridade ao seu funcionamento, para acabar com a época do improviso”.

Segundo o secretário, a sistemática da Sesau está passando por mudanças, para “acabar de uma vez por todos com a onda do improviso, dar mais celeridade, dar mais efetividade ao cidadão que precisa… e aqui em Alagoas temos vários agravantes, primeiro somos um estado em que 90% da população depende do Sistema Único de saúde, onde na capital a cobertura da rede básica é muito baixa. Maceió é única capital do país que não tem um hospital público. E tudo isso desencadeia no HGE”, avalia.

O outro lado

Christian Teixeira lembra que mais de 80% dos casos que chegam ao HGE são clínicos, que deveriam ficar nas UPAs, nos mini pronto socorros. “O HGE nunca fecha as portas, atende pacientes da capital e interior que deveriam ser atendidos em outras redes e ainda é referência para várias especialidades”.

O secretário destaca ainda que nos últimos meses o HGE vem batendo recordes de atendimento aos pacientes e “isso as pessoas não conseguem mostrar”. O aumento no número de atendimentos, que no último mês passou de 15 mil, é apontado por Christian Teixeira como uma das razões para possa ocorrer pontualmente algumas faltas. “Talvez o que incomode verdadeiramente seja o fato de que estamos ampliando o atendimento e implementando medidas não só para melhorar o HGE, mas também para construir novos hospitais e melhorar toda a rede de saúde do Estado”, aponta.

Versão oficial

A Agência Alagoas fez texto sobre o abastecimento do HGE. Veja:

Com 15 mil atendimentos por mês, HGE recebe insumos e medicamentos

Hospital é referência em casos de acidente de trânsito, queimaduras, acidente vascular cerebral, agressões e problemas cardíacos

Com uma média de 15 mil atendimentos por mês, o Hospital Geral do Estado (HGE) conta com 462 leitos, sendo 43 para tratamento intensivo. O hospital é referência em todo o Estado para casos de acidente de trânsito, queimaduras, acidente vascular cerebral, agressões e problemas cardíacos.

No comando da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) há pouco mais de 200 dias, o advogado Christian Teixeira enumera as dificuldades verificadas nesse período e antecipa um salto de qualidade na gestão e no atendimento realizado pelo HGE, a partir do ciclo de investimentos iniciado pelo governador Renan Filho.

“O HGE é o maior hospital do Estado de Alagoas, e a demanda é gigante. A unidade passou décadas sem investimentos significativos e, nos últimos 40 anos, a população de Maceió praticamente dobrou, sendo a única capital do Brasil que não tem um hospital mantido pelo poder público municipal. Isso gera uma demanda reprimida enorme, que precisa ser atendida pelo Hospital Geral”, observa Teixeira.

De acordo com o secretário, as ações e investimentos realizados pelo Governo buscam atingir diretamente a raíz dos problemas. A superlotação crônica, por exemplo, está sendo combatida com a construção de novos hospitais.

“Temos o Hospital Metropolitano e o Hospital da Mulher, ambos em construção, três Unidades de Pronto Atendimento [UPAs] na capital e cinco que estamos abrindo no interior, além dos hospitais regionais de Delmiro Gouveia, União dos Palmares e Porto Calvo. Com essas novas unidades, o Governo vai diminuir o sofrimento das pessoas que precisam se deslocar até a capital para receber atendimento. E, a partir do momento em que esses hospitais estiverem funcionando, nós vamos conseguir diminuir esse movimento que temos no HGE”, ressalta Christian Teixeira.

Leia aqui, na íntegra:

http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/18703-com-15-mil-atendimentos-por-mes-hge-recebe-insumos-e-medicamentos

Moradores da Jatiúca acusam prefeitura de inaugurar obra paga eles; Secom nega
   18 de agosto de 2017   │     23:20  │  3

A polêmica ganhou força nas redes sociais. Ao ver reportagem na TV, nessa sexta-feira, sobre a inauguração do “primeiro pomar urbano” pelo prefeito de Maceió, moradores do condomínio Villa Del Mare, na Jatiúca, espalharam mensagem de protesto pelo wattsapp.

“Nós moradores do Villa Del mare tiramos o lixão, pagamos cada morador $160,00, cercamos e plantamos, pintamos os pneus e a Prefeitura de Maceió fez a maior festa hj pela manhã em frente ao meu prédio! 😱😱😱😱 Eles pintaram apenas a cerca! Como diz o ditado: trepar com o C… dos outros é bom!!!! Olhem as fotos!!!! Conseguimos mudas e plantamos. Saiu na TV como obra do município!!!”

No meio do imbróglio está o primeiro pomar urbano de Maceió, implantado no canteiro da Avenida Luiz Ramalho Castro, na Jatiúca, que foi inaugurado pelo prefeito Rui Palmeira, acompanhado de secretários e assessores nesta sexta-feira (18). A área, antes, era um terreno baldio. Os moradores alegam ter gasto para limpar o local, plantar e cercar o terreno.

Em texto, a Secretaria de Comunicação de Maceió admite que os moradores tiveram uma iniciativa, sim, não atribuiu o projeto a prefeitura: “Antes, houve uma tentativa dos moradores de manter o local limpo, sem sucesso. Foi necessária a intervenção do poder público e com isso, nós iniciamos a implantação de uma cerca de bambu, totalmente sustentável, que fará a delimitação do espaço do plantio de mais de 10 tipos de árvores frutíferas”, acrescentou o secretário Gustavo Acioli, da Semds.

Segundo os moradores, no entanto, o local recebia lixo todos os dias, de carroceiros. E a Prefeitura só fazia o recolhimento à noite, apesar das constantes reclamações, como comprovam ofícios encaminhados para a Prefeitura denunciando o abandono da área – que nunca tiveram, segundo eles, respostas.

Em texto, a Secom de Maceió contesta e diz que o projeto foi viabilizado em parceria com os moradores da região. O material da Secom não informa, entretanto, o valor investido pela Prefeitura para execução da obra.

Em nota, prefeitura contesta informação (Atualizando, 19 de agosto às 13h00).

A Secom Maceió enviou a seguinte nota:

O primeiro Pomar Urbano de Maceió foi viabilizado por meio de um projeto da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds), em parceria com moradores da região. O local, que antes era tomado por lixo, foi cercado pela população com estacas de concreto e arame farpado, e havia árvores já plantadas que foram conservadas.

Como se tratava de um ponto de lixo crônico já mapeado pela Prefeitura de Maceió, o Pomar foi planejado para, além de acabar com o descarte irregular, revitalizar o espaço com o plantio de árvores frutíferas. Um trabalho de educação ambiental foi realizado no local, contando com o envolvimento dos moradores e de crianças de três escolas da região, que colaboraram com o plantio de mais de 40 mudas de árvores frutíferas.

Na última semana, a equipe do setor de Parques e Jardins da Semds trabalhou na região para adequar o espaço ao plantio, contando com a limpeza e a aplicação de camadas de compostagem e placas de grama.

No lugar do arame farpado – material retirado e devolvido em rolo aos moradores por não ser adequado a espaços públicos, o Pomar recebeu uma estrutura de bambu e madeira, mantendo as estacas de concreto. No local, houve ainda a substituição das luminárias dos dois postes, que em breve serão modificadas para Iluminação de LED.

O Pomar vai ser estendido em parceria com os moradores para os demais canteiros da avenida e faz parte do projeto Planta Maceió, que foi criado pela Prefeitura para incentivar a arborização com o apoio dos maceioenses, os atores principais de iniciativas baseadas na educação ambiental. Todo o material utilizado foi cultivado pela Prefeitura no Viveiro do Parque Municipal de Maceió, incluindo as mudas das árvores frutíferas e os bambus.

 

Versão oficial

Veja o texto distribuído pela Secom de Maceió:

Rui Palmeira entrega primeiro Pomar Urbano de Maceió

O prefeito Rui Palmeira entregou, nesta sexta-feira (18), o primeiro Pomar Urbano de Maceió. O projeto piloto foi estruturado no canteiro central da Avenida Luiz Ramalho Castro, no bairro de Jatiúca, em uma área até então utilizada para o descarte irregular de resíduos.

O Pomar é uma realização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds) e será levada para outras parte da cidade. “Assim como fizemos a horta urbana, no Benedito Bentes, estamos lançando o primeiro pomar urbano da cidade de Maceió, em uma área que sofria costumeiramente com o descarte irregular de lixo. Esperamos acabar com esse tipo de descarte e dar mais uma opção de lazer para a comunidade, além de conscientizar a nova geração sobre o desenvolvimento sustentável, fazendo com que as crianças também participem do plantio das mudas”, detalhou o prefeito.

Leia aqui, na íntegra: http://www.maceio.al.gov.br/2017/08/rui-palmeira-entrega-primeiro-pomar-urbano-de-maceio/

Renan diz que punição de deputados do PMDB é antidemocrática
   12 de agosto de 2017   │     18:50  │  0

 

O senador Renan Calheiros (PMDB) utilizou as redes sociais para criticar a decisão da executiva nacional do seu partido, de suspender seis deputados federais da legenda que votaram a favor do prosseguimento da denúncia contra o presidente Michel Temer, por corrupção passiva.

Para Renan, a decisão é antidemocrática. “Ninguém está imune à investigação, seja procurador-geral da República, presidente da República ou senador… E quem abusar tem que ser penalizado pelo que fez, na forma da lei”, diz.

O senador ainda aproveitou para defender a votação da Lei de sua autoria que combate o abuso de autoridade e se posicionou contra a aprovação do fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiamento de campanhas eleitorais, “com aumento de imposto e déficit fiscal”.

Veja o vídeo

Arthur Lira “lidera” centrão e cobra “fatura” ao governo
   11 de agosto de 2017   │     12:57  │  0

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), líder do PP na Câmara Federal, cobra a fatura do governo. Ele virou o “porta-voz” do Centrão. Em entrevistas que repete a vários veículos nacionais, ele diz que é preciso definir quem é oposição e quem é da base.

Em outras palavras, o que o centrão quer é mais cargos no governo. Isso porque Michel Temer tem mantido em cargos importantes, do 1o ao 3o escalão, “infiéis” que votaram contra o Palácio do Planalto no processo de denúncia contra o presidente.

O centrão quer ser recompensado pela sua fidelidade ao governo Michel Temer. E Arthur, que já é um dos mais fortes parlamentares da Câmara dos Deputados, hoje, deve ganhar ainda mais força.

Deu no jornal o Valor:

“O líder do PP na Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), cobrou nessa quarta-feira mudanças na articulação política do governo e uma recomposição da base aliada de acordo com os votos dados contra a denúncia de que o presidente Michel Temer cometeu o crime de corrupção passiva ao supostamente negociar com a JBS. “O governo nasceu de novo no dia 2 e precisa refletir isso”, disse.

O PP é o maior partido do chamado Centrão, grupo de legendas grandes e médias fortalecido na gestão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo Lira, a maioria da bancada tomou a decisão de não votar a reforma da Previdência.

Mudanças nas regras eleitorais: partidos tentam barrar o “distritão”
   10 de agosto de 2017   │     8:48  │  0

A reforma política que está de novo em andamento na Câmara Federal. E a passos largos. Entre as principais mudanças, a criação de um fundo público de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas, a criação de cláusulas de barreira (em que partidos teriam de obter desempenho mínimo para ter direito a fundo partidário e tempo de TV) e o chamado “distritão”, modelo de eleição que acabaria com as coligações proporcionais e os deputados mais votados seriam eleitos.

A expectativa é que a reforma seja votada até o próximo mês. Até lá, a implantação do “distritão”, que tem o apoio do “centrão” deve dividir opiniões e acirrar os ânimos.

Nessa quarta-feira, 9, partidos de oposição lançaram, com apoio de algumas legendas da base aliada uma frente para tentar barrar o distritão.

Só depois de definidas essas regras é que o jogo começa pra valer. Até lá, o passo é de espera.

Leia texto da Istoé sobre a frente contra o distritão:

“DEPUTADOS FORMAM FRENTE CONTRA O “DISTRITÃO” 

Deputados formaram nesta quarta-feira, 9, uma frente ampla contra a aprovação do chamado “distritão” na Câmara. Segundo os parlamentares, não há consenso em torno da ideia e o modelo vai acabar com a renovação política no Congresso.

O grupo é formado tanto por partidos da oposição, como o PT, PCdoB e PSOL, quanto da base, como PR, PRB e PHS. Deputados de legendas como o PSD, PDT e Rede também apoiam o movimento.

Por esse modelo, são eleitos os candidatos mais votados. Pelo sistema atual, o proporcional, as vagas são distribuídas com base na votação total dos partidos ou coligações.

O tema está sendo discutido nesta quarta pelos deputados que fazem parte da comissão da reforma política na Câmara. O “distritão” não foi o modelo proposto pelo relator Vicente Cândido (PT-SP), mas será apresentado como alternativa em uma emenda pelo PMDB.

“Não há consenso, hoje nós já somos um grupo de 200 deputados contra o ‘distritão’ e vamos defender isso no plenário da Casa”, disse o vice-líder do governo, deputado Marcelo Aro (PHS-MG).

O deputado foi escolhido como porta-voz para demonstrar que a frente não é formada apenas por deputados da oposição, mas também por legendas governistas.

Segundo Aro, atualmente apenas quatro países no mundo adotam esse modelo, o mais famoso deles é a Jordânia. “Países como o Japão adotaram o ‘distritão’ e voltaram atrás porque foi a época de maior corrupção no País”, disse.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), o principal problema do modelo é que ele acaba com a renovação política. “Não existe consenso sobre o ‘distritão’. Existe divergência e uma divergência forte. Eles querem passar o trator, essa não é uma questão resolvida. Nós resolvemos dizer não a essa tentativa de acabar com a renovação política”, disse.
Nesta terça-feira, 8, após um jantar realizado para discutir reforma política, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que havia consenso em torno da ideia e que o único partido que apresentava resistência era o PT.

Para Zarattini, no entanto, a reforma política ideal neste momento seria aprovar, além da criação do fundo público para financiamento de campanha, a proposta de emenda à Constituição que veio do Senado e prevê o fim das coligações nas eleições proporcionais e a criação de uma cláusula de barreira para diminuir o número de legendas.

Para ser aprovado na Câmara, o novo sistema eleitoral, por se tratar de uma alteração à Constituição, precisa do apoio de 308 dos 513 deputados.

Leia aqui, na íntegra:

http://www.istoedinheiro.com.br/deputados-formam-frente-contra-o-distritao/