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Nem RF, nem rui: deputado tenta criar terceira via para eleições de 2018
   15 de maio de 2017   │     22:28  │  2

Mantendo a tradição da política alagoana, os dois principais grupos do estado, que giram em torno do governador e do prefeito de Maceió já confirmaram que terão palaques opostos em 2018.

Um palanque já está praticamente formado. Renan Filho vai para a reeleição, tendo como candidato a vice Luciano Barbosa e ao Senado, Renan Calheiros e Marx Beltrão. A chapa, se não houver fatos novos, será essa. 

O segundo palanque, do grupo de Rui Palmeira, ainda está sendo escalado e vai depender dele próprio ser ou não candidato ao governo. Mas outros nomes estão à “disposição”. Entre eles, Benedito de Lira, Teotonio Vilela, Maurício Quintella e Rodrigo Cunha.

Correndo por fora, o deputado federal JHC (PSB), trabalha para viabilizar a formação de uma terceira força, capaz de disputar com chances as eleições de 2018 com chapa completa.

Ele reconhece que não será fácil, mas avisa que tem conseguido ampliar os horizontes: “temos conversado com vários partidos que hoje estão fora desses dois grupos e vamos oferecer uma opção para o eleitor”, aponta.

O deputado revelar mais detalhes. Mas entre os partidos com que JHC tem conversado, estão pelo q se sabe, estão legendas “soltas”, que não formam aliança no momento com os grupos de RF ou de Rui.

Prefeito de Maceió e governador de AL podem deixar servidores sem reajuste estado ano
   14 de maio de 2017   │     20:30  │  6

A data base dos servidores municipais de Maceió é em janeiro. Até agora a prefeitura da capital não disse sim, nem disse não. O fim do “mistério” no entanto está próximo. O prefeito Rui Palmeira anunciou durante a entrevista no Conversa de Botequim, o começo dessa semana, que dará uma posição sobre o aumento salarial em reunião que deve acontecer no próximo dia 25.

Ao ser questionado sobre o aumento dos funcionários públicos, Rui Palmeira avisou que não há como se comprometer com o reajuste antes de analisar os números do primeiro quadrimestre. Em outras palavras, o prefeito espera pelo resultado do balanço de receitas e despesas do município entre janeiro e abril deste ano e das projeções que serão feitas por sua equipe econômica para ver se o município tem condição de dar algum reajuste.

Vamos sentar com os sindicatos no final do mês e conversar. Se houver possibilidade de aumento, nós daremos. Se não, vamos mostrar as dificuldades. Esperamos e trabalhamos para conseguirmos dar aumento, mas não podemos cometer a irresponsabilidade de reajustar os salários e não conseguirmos pagar”, explicou Rui Palmeira.

Anote aí. Não será fácil para Rui Palmeira dar qualquer percentual aos servidores. Os números da prefeitura de Maceió não são bons. A arrecadação está em ritmo de estabilidade enquanto as despesas continuam aumentando.

RF também faz mistério

A situação do servidor público estadual não é muito diferente. O governador Renan Filho só deve acabar com o mistério em torno do reajuste salarial no final do mês. A data base do funcionalismo público estadual é maio o governador deve esperar até o último dia para anunciar se vai dar algum reajuste. Se der, anote, será abaixo da inflação e parcelado, com vigência a partir de junho.

Alagoas tem uma situação financeira, hoje, melhor do que a da prefeitura de Maceió. O governador, no entanto, anda preocupado com a possibilidade de um reajuste salarial desequilibrar as finanças do estado, assim como aconteceu com Sergipe, Minas Gerais ou Rio grande do Sul.

A posição do governo deve ser anunciada após uma rodada de negociação com sindicatos que representam os servidores.

Temer “ignora” Renan e tenta criar canal direto com senadores
   6 de maio de 2017   │     19:46  │  1

A queda de braços entre o presidente Michel Temer e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, está longe de acabar.

O senador alagoano segue fazendo críticas contra a reforma trabalhista e a reforma da Previdência. Para tentar acelerar a votação das propostas no Senado, Temer tenta neutralizar o líder do PMDB. Depois que a tentativa de destituir Renan Calheiros da liderança, esta semana, falhou, o governo decidiu apelar para a influência do senador Romero Jucá.

Segundo o Blod de Andréia Sadi, que cobre política para a Globonews no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer pediu ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) que organize na manhã da próxima terça-feira (9) uma reunião, no Palácio do Planalto, da bancada do PMDB do Senado.

Na prática, o pedido ignora a liderança do senador Renan Calheiros à frente da bancada de 22 senadores do PMDB.

Ainda segundo Sadi, Temer tem criado um canal direto com senadores do PMDB, já que não conta com a interlocução de Renan junto aos parlamentares para aprovar as matérias do ajuste fiscal.

Assessores de Temer tentam minimizar o pedido direto a Jucá e afirmaram ao blog que a demanda foi feita porque ele é o “presidente do PMDB”.

Leia aqui o texto de Sadi, na íntegra:

http://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/temer-ignora-renan-e-pede-para-juca-convocar-bancada-do-pmdb.html

Marx Beltrão e Joãozinho Pereira trocam “farpas” durante evento do governo
   2 de maio de 2017   │     20:04  │  0

Vendo aqui o peixe pelo mesmo preço que comprei. Os fatos foram relatados por um importante assessor do governo, confirmados por outros interlocutores, com quem conversei.

O ministro do Turismo e o prefeito de Teotonio Vilela trocaram alfinetadas – cara a cara – em evento realizado pelo governo do Estado: a ordem de serviço para a reconstrução da AL 105, rodovia que liga os municípios de Teotonio Vilela e Coruripe e está hoje – literalmente – na poeira.

Para contemplar os grupos políticos que atuam na região e são declaradamente divergentes, o governador Renan Filho este nos dois municípios para o lançamento da obra.

No seu discurso, em Teotonio Vilela, Marx Beltrão alfinetou Joãozinho Pereira, lembrando que ele estava – com o seu grupo – do “outro lado” nas eleições de 2014.

Nas entrelinhas, o ministro lembrou que o prefeito fez duras críticas a Renan Filho e ao pai dele, o senador Renan Calheiros – ambos do PMDB. As críticas, que circulam nas redes sociais ainda hoje fazem referências nada sutis a denúncias que o senador responde na Lava Jato. O ministro encerrou dizendo que era bom que agora, estão todos juntos, no mesmo palanque.

Joãozinho, que falou depois do ministro, encontrou uma boa saída. Começou lembrando que iniciou na política aos 16 anos e que aprendeu, com o pai dele, João José, “o prefeitão” a ser humilde. E com humildade ele reconhece que errou nos seus ataques, feitos no calor da campanha.

Depois de pedir desculpas pelas críticas, Joãozinho disse que também aprendeu com o pai a ficar do lado de quem trabalha e está com o governador, hoje, porque reconhece que ele “está trabalhando muito por Alagoas”. No final, também deu sua alfinetada e avisou que se o ministro mostrar trabalho, também poderá estar com ele mais a frente.

Versão oficial

Veja texto da Agência Alagoas sobre a obra que será realizada na rodovia AL 105:

Governador assina ordem de serviço para recuperar AL-105 entre Teotônio e Coruripe

Renan Filho anunciou ainda a instalação da Força Tarefa e de um Centro Integrado de Segurança Pública na cidade.

O governador Renan Filho assinou, na manhã desta segunda-feira (1º), em Teotônio Vilela, a ordem de serviço para restauração asfáltica da AL-105. Serão recuperados 24,4 km da rodovia, entre o município e a Usina Coruripe, na cidade vizinha.

Uma ponte com 80 metros de extensão sobre o rio Poção, também será construída. O equipamento vai ligar os municípios de Teotônio Vilela e Coruripe. A ponte desabou há mais de 15 anos e nunca fora recuperada. A estrada foi reduzida a barro, poeira e lama.

“Fizemos diversos investimentos aqui, a exemplo de dois trevos de acesso à cidade; asfaltamos inúmeras ruas dentro de Teotônio Vilela e, agora, lançamos essa grande obra, muito desejada pelo povo. Alagoas vive hoje um momento de tirar as grandes obras do papel”, ressaltou Renan Filho.

Leia aqui, na íntegra:

http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/15655-governador-assina-ordem-de-servico-para-recuperar-al-105-entre-teotonio-e-coruripe

 

Aumento dos servidores de AL será modesto; em Maceió servidor pode ficar sem reajuste
   30 de abril de 2017   │     22:14  │  8

Nos últimos anos, as negociações salariais entre os servidores públicos do Estado e da prefeitura de Maceió se tornaram mais duras e os reajuste cada vez menores.

Na capital, o prefeito Rui Palmeira começou dando reajustes maiores. Foi de 9% em 2013 e caiu para 7% em 2014. Já em 2015, o reajuste, além de menor (6%) foi parcelado. A mesma fórmula foi usada pela prefeitura em 2016. O reajuste só saiu em junho e foi de 4,5%, sendo 2,5% retroativos a janeiro e 2% em novembro.

Este ano a prefeitura não sinalizou até agora com a concessão reajustes.

Quem conhece a situação financeira da prefeitura avisa que é mínima essa a possibilidade este ano: “o caixa da prefeitura está muito apertado, o que prefeito tem feito até agora é tentar aumentar a arrecadação, mas as medidas ainda não surtiram efeitos”, aponta um assessor do município.

No caso dos servidores do Estado, a situação também não é das melhores. O governador Renan Filho concedeu reajuste geral de 5% em 2015 para os servidores, sendo 6% para os servidores da educação e a manutenção de aumento para os militares. Mas em 2016, em função das dificuldades, o estado não deu reajuste geral para o funcionalismo.

Esse ano, o governador promete dar reajuste, mas um importante assessor do Palácio dos Palmares avisa que será um aumento “sem estrepolia”. Em outras palavras, o servidor deve esperar, no máximo, a correção pelo IPCA (6,29%).

A definição do reajuste dos servidores do estado só deve sair no final de maio. O governador, aponta esse assessor, vai usar o máximo de tempo possível para analisar o cenário econômico nacional, além de esperar pela aprovação da reforma da Previdência.

A maioria dos Estados já anunciou que não vai dar reajuste este ano. É o caso dos estados mais ricos do país, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ou de estados do Nordeste, como Sergipe e Pernambuco. No caso de Alagoas, o governo trabalha com a perspectiva de reajuste, mas será um aumento dentro da realidade do caixa do estado, para não comprometer a capacidade de pagamento, a exemplo do que ocorreu com o Rio de Janeiro”, aponta o assessor.