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Rui Palmeira ‘terá’ de escolher entre apoiar JHC ou mudar de partido
   19 de maio de 2019   │     17:07  │  1

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, usou as redes sociais para anunciar, nesse sábado (18), que está deixando a presidência estadual do PSDB. No lugar dele, assume o senador Rodrigo Cunha. A mudança não foi tão ‘pacífica’ como se fez parecer.

“A pressão foi muito forte junto ao diretório nacional, não só do Rodrigo, mas principalmente da deputada federal Tereza Nelma. Os dois queriam e conseguiram o controle do partido”, aponta um deputado tem bom trânsito com Rui Palmeira.

O parlamentar avalia que Rui preferiu entregar do que ir para o confronto: “ele sabe que está em fim de mandato. Além disso, os mandatos federais tem maior peso para a executiva nacional”, pondera o parlamentar.

A aposta agora é pela permanência de Rui Palmeira no PSDB. Com o partido na mão, Cunha vai apoiar – salvo uma tropeço muito grande – uma eventual candidatura do deputado federal João Henrique Caldas (PSB) à prefeitura de Maceió em 2020.

“Os dois já trabalham juntos com esse compromisso. O Rodrigo vem pedindo o apoio de vários políticos, inclusive deputados federais, para esse projeto. Se der certo em Maceió, o senador fortalecerá a sua provável candidatura ao governo de Alagoas em 2022” aponta o parlamentar.

Que Cunha vai de JHC, ninguém duvida. A bomba, confirmado o apoio tucano ao deputado socialista, vai cair no colo de Rui Palmeira.

O prefeito não esconde de ninguém que não quer – por conta de problemas classificados como pessoais – apoiar JHC.

Restará a Rui Palmeira, avalia outro parlamentar – este do grupo do prefeito – mudar de partido: “pelo que vejo, o caminho natural dele é se filiar ao DEM”, aponta.

No momento o consenso é que se permanecer o PSDB, não restará ao prefeito outra opção a não ser apoiar JHC. A mãe do deputado (Eudócia Caldas, ex-prefeita de Ibateguara) é suplente de Rodrigo Cunha e os dois têm atuado juntos nos bastidores para construir um projeto que passa por Maceió e Arapiraca no próximo ano, com o objetivo de chegar ao Palácio dos Palmares na eleição de 2022.

Seria o cenário dos sonhos para ambos. JHC prefeito de Maceió abriria vaga para o tucano Pedro Vilela assumir uma vaga na Câmara dos Deputados (lembrando que quem garantiu a legenda para Cunha ser candidato foi o ex-governador e tio de Pedro, Téo Vilela).

Rodrigo, se eleito governador, abriria vaga para Eudócia, que assumiria por 4 anos. Mas essa é outra história.

Ao lado de Rodrigo Cunha, Rui Palmeira anuncia que está deixando a presidência do PSDB em Alagoas. O comando do partido será assumido pelo senador.

O futuro de Rui

O espaço que restaria para Rui Palmeira neste projeto vai depender dele conseguir ou não fazer seu sucessor. “Se o próximo prefeito for dele, ele se cacifa para disputar um cargo majoritário, provavelmente de senador. Do contrária, deve tentar a volta para a Câmara dos Deputados”, pondera um conhecido analista da política alagoana.

Saiba mais

A troca de comando no PSDB não foi anunciada agora por acaso. O mandato de Rui Palmeira como presidente da executiva estadual do partido vai até o próximo dia 31 de maio. A mudança no ninho tucano foi registrada pela Gazetaweb. Veja:

Rui Palmeira deixa a presidência estadual do PSDB e Cunha assume

O prefeito Rui Palmeira (PSDB) anunciou, por meio das redes sociais, na manhã deste sábado (18), que está deixando a presidência do diretório estadual do partido, cargo que ocupava desde o ano de 2017. No lugar dele, assume o senador Rodrigo Cunha.

“Pessoal, estou passando a presidência do diretório estadual do PSDB de Alagoas para o senador @rodrigocunhaal, que é, sem a menor dúvida, a maior liderança tucana no Estado de Alagoas. Estarei junto com Rodrigo e nossas lideranças na construção das candidaturas tucanas para o próximo ano eleitoral na capital e interior. Agradeço o apoio recebido da executiva estadual e do PSDB nacional durante a minha gestão, com a certeza de que seguiremos em frente, unidos”, escreveu Rui em sua conta no Isntagram.

De acordo com a assessoria do partido, Rui deixa o cargo em virtude do término do mandato.

Leia aqui, na íntegra: Rui Palmeira deixa a presidência estadual do PSDB e Cunha assume

 

Governo de AL ainda não definiu se dará reajuste para servidores este ano
   7 de maio de 2019   │     18:42  │  1

A data base para reajuste anual dos salários dos servidores públicos do Estado de Alagoas é maio.

Nos últimos anos, o calendário não tem sido respeitado.

Durante a gestão de Renan Filho, o primeiro reajuste, aprovado em setembro de 2015, foi de 5%, dividido em 3 parcelas (1% retroativo a maio, 2% em outubro e 2% em dezembro) e não contemplou cargos comissionados.

Em 2016 o governo não concedeu reajuste.

Em 2017, o reajuste contemplou todos os servidores. A correção % e beneficiou também comissionados, em duas parcelas: 3,15% a partir de junho e 3,14% em dezembro, totalizando 6,29%, o que equivale ao IPCA (inflação) de 2016.

Em 2018, a proposta de correção dos vencimentos dos servidores foi apresentada na Assembleia Legislativa de Alagoas no dia 5 de maio, mas só entrou em vigor em julho. O reajuste, com base no IPCA, foi de 2,95% em uma só parcela.

E 2019? Se o governo seguir a “regra” dará o IPCA do ano anterior, que foi de 3,75%.

Mas a essa altura o assunto ainda está sendo discutido internamente.

“Devemos debater esse tema durante esse mês, mas ainda não há definição”, resume o secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Fabrício Marques.

Para definir o reajuste, o governo deve levar em conta o atual cenário econômico do país e do Estado e também projeções futuras da economia. O que será que vem por aí?

Deputados mais fiéis ao governo de AL reclamam de tratamento do “Palácio”
   2 de maio de 2019   │     0:50  │  0

De volta ao Gabinete Civil há dez dias, Fábio Farias tem um desafio e tanto pela frente – especialmente no campo político. Nos últimos dias, FF tem deputados estaduais reclamar do tratamento do “Palácio dos Palmares”

Nos primeiros dias após o retorno, a agenda de FF incluiu conversas com deputados da “oposição” na Assembleia Legislativa de Alagoas, a começar por Davi Maia, passando por Dudu Ronalsa, Jó Pereira e uma visita ao presidente da ALE, Marcelo Victor.

Oficialmente, são conversas de (re) aproximação. Mas se sabe que na verdade o objetivo é restabelecer pontes.

E não é só FF que tem ouvido reclamações. O articulador político do governo, Ademir Cabral e o próprio governador Renan Filho tem escutado reclamações até mesmo dos aliados mais fiéis do governo.

As queixas vão de “diferença de tratamento” a “demora nas nomeações de cargos”. O argumento mais forte tem sido repetido pelos corredores e até abertamente: parlamentares da base do governo que agem como independente ou oposição tem fatias maiores no Executivo – em alguns casos até secretarias – enquanto os deputados considerados mais leais estão esperando um aceno palaciano.

O que se diz nos corredores da ALE? Que a Ciência e Tecnologia não atende o PRTB, mas apenas a deputada Fátima Canuto; que os cargos e espaços prometidos continuam na base da promessa; que apenas um terço dos deputados do MDB estariam contemplados; que vários ouros deputados eleitos pela coligação de Renan Filho continuam sem definir seu “tamanho” junto ao governo.

Talvez seja por isso que só o líder do governo, deputado Sílvio Camelo – mesmo sem espaços mais significativos na gestão estadual– tem aparecido para defender o Executivo nos debates em plenário, cada vez mais acalorados no Legislativo.

Cardápio

O governador Renan Filho vai oferecer na próxima sexta-feira um almoço para todos os deputados estaduais. O prato principal será a relação entre Executivo e Legislativo, que anda mais desgastada do que se imagina. Se é a sugestão do encontro se dá por iniciativa do “conciliador”, não se sabe. Mas após a volta de FF, alguns deputados voltaram ou pensam em voltar a frequentar o Palácio dos Palmares.

Políticos articulam frente de oposição para derrotar prefeito em Rio Largo
   27 de abril de 2019   │     21:34  │  0

Numa disputa política a “divisão” pode alterar o resultado final e garantir a vitória de forças minoritárias. Rio Largo é um caso clássico em Alagoas.

Em 2012, Toninho Lins virou prefeito com 25,7% dos votos. Seu principal adversário naquela eleição, Gilberto Gonçalves, teve 25,4% dos votos, Fátima ficou com 24,3% e Marcos Vieira com 19,4%. Na contagem sem Gilberto (que teve a candidatura anulada) Toninho Lins ficou com 34,57% e Fátima Cordeiro com 32,60%

Em 2016, a divisão voltou a predominar por lá. Gilberto conseguiu, após várias disputas, ser eleito prefeito de Rio Largo com 32,07%, seguido de Pedro Victor com 27,30%, Marcelo Victor com 19,29%, Vânia Paiva com 13,45%, Mima com 7,49% e Alex Dernandes com 0,41%.

A vitória de Gilberto aconteceria se o número de candidatos fosse menor? Difícil responder a questão agora. Mas um grupo de políticos de oposição ao atual prefeito trabalha para evitar que Gonçalves seja reeleito.

O caminho, aponta Fernando James Collor, que tem forte participação na política de Rio Largo, é a formação de um bloco de oposição. Ele está convencido de que se prevalecer a divisão, com o lançamento de vários candidatos no próximo ano, o atual prefeito – com a caneta na mão – terá maiores chances na disputa.

“Hoje Rio Largo sofre com uma gestão muito ruim. Acredito que unindo forças teremos maiores chances de apresentar e tornar vitorioso um projeto de soerguimento de nossa cidade”, aponta.

Fernando avisa que não tem vaidade. Apesar de ter tido uma grande votação no município em 2018, ele admite que pode ser candidato ou não a prefeito, dependendo de vários fatores: “meu compromisso é com Rio Largo. O nome que reunir melhores condições, com apoio popular e político, deverá ser lançado contra o atual prefeito, seja o meu ou não”, pondera.

Entre os nomes que “circulam” na política de Rio Largo estão os do médico Lourenço Lopes, da ex-prefeita Vânia Paiva, do deputado estadual Galba Novais, Ferreira Hora, Pedro Vitor e Luiz Carlos.

Galba Novais desconversa sobre a possibilidade ser candidato ou não a prefeito. Ele porém tem forte atuação na política do município e também defende a busca por um nome de consenso.

“Por conta de nossa atuação política na região do Tabuleiro em Maceió, passamos a atuar também em Rio Largo. Também defendo a busca por um nome capaz de unir os diversos grupos de oposição para evitar que a atual gestão continue”, aponta.

A fase agora é de conversas. Quem quer chegar procura ocupar espaços, mas sem perder a perspectiva de juntar forças em torno de um bloco de oposição.

“Acreditamos que a partir do diálogo centrado nos interesses de Rio Largo conseguiremos reunir forças em torno de um nome para enfrentar e vencer o atual prefeito. Não há pressa. Mas devemos avançar o mais breve possível nessa direção”, aponta Fernando James Collor.

Sai a composição das comissões na ALE: oposição “domina” CCJ
   25 de abril de 2019   │     15:46  │  0

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Victor, publicou o “ATO DO PRESIDENTE Nº 005/2019”, que !Dispõe sobre a formação das comissões permanentes da Assembleia Legislativa Estadual para o biênio 2019/2020”.

O ato foi publicado em edição do Diário Oficial da ALE às 14h00 desta quinta-feira, 25.

De acordo com o decreto, a composição das comissões permanentes se deu a partir de “comunicação ao Presidente da Assembleia Legislativa Estadual da formação de um Bloco Parlamentar, com 25 (vinte e cinco) Deputados Estaduais, composto pelos partidos MDB/AL, PRTB/AL, PP/AL, PSDB/AL, PSD/AL, PROS/AL, SOLIDARIEDADE/AL, DEM/AL, PDT/AL, PPS/AL, PV/ALe PSL/AL, com as respectivas indicações dos parlamentares que devem compor as Comissões Permanentes”.

Como antecipado aqui, das 15 comissões, a “oposição” vai dominar a CCJ, considerada a mais importantes, depois da Mesa Diretora da Casa.

O “palpite” do blog foi confirmado. A CCJ será formada pelos deputados (em ordem alfabética) Antônio Albuquerque (PTB), Bruno Toledo (PROS), Cibele Moura (PSDB), Davi Maia, Francisco Tenório (PMN), Galba Novais (MDB) e Jó Pereira (MDB).

Galba será presidente da CCJ

Em “disputa” realizada agora a tarde, o deputado estadual Galba Novais será o presidente da CCJ. Ele o deputado Davi Maia por 3 votos a 2. Davi, que teve o próprio voto e de Bruno Toledo, “desistiu” de disputar o segundo turno.

Galba, embora do MDB, está afastado do Palácio dos Palmares desde o processo de eleição da Mesa Diretora da ALE e é considerado na casa, como “independente”.

Veja como ficou a composição de todas as comissões:

Para acessar o Diário Oficial Eletrônico da ALE, clique aqui: Diário Oficial Eletrônico da ALE