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Mesmo com aumento de arrecadação, prefeitura de Arapiraca atrasa salários
   23 de abril de 2017   │     14:23  │  0

Ou a prefeitura de Arapiraca está quebrada financeiramente ou o atraso de salários dos servidores do município faz parte de uma estratégia política para desgastar ainda mais a gestão da ex-prefeita Célia Rocha. Para saber o que de fato está acontecendo na “Capital do Agreste” será preciso esperar pela “boa vontade” da atual gestão em relação ao portal da transparência do município.

Os dados com receita e despesas e despesas da prefeitura estão completamente desatualizados. As últimas informações disponibilizadas no portal da transparência de Arapiraca são de outubro de 2016 – por lei os dados deveriam ser atualizados até três dias após sua realização.

Uma consulta ao Tesouro Nacional, no entanto, revela que as transferências constitucionais para Arapiraca aumentaram este ano quando comparadas com o ano anterior.

Entre janeiro e março de 2017 o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) chegou a em R$ 20,3 milhões em crescimento de 9,8% na comparação com valor repassado no primeiro trimestre de 2016 (R$ 18,5 milhões). Os repasses do Fundeb no primeiro trimestre deste ano, de R$ 27,87 milhões, também aumentaram mais de 2% na comparação com o ano passado (R$ 27,27 milhões).

Além de FPM e Fundeb, a prefeitura tem várias outras receitas, incluindo repasses de ICMS e IPVA e receita própria (IPTU, ISS etc). Em geral, essas receitas crescem mais que o FPM.

A dívida herdada pelo atual prefeito, Rogério Teófilo, chegaria a R$ 35 milhões em restos a pagar e salários de dezembro e mais R$ 65 milhões de débitos previdenciários.

Pelo que se pode extrair de declarações do prefeito e sua equipe, desse total R$ 16 milhões corresponderiam a parte dos salários de dezembro que deixaram de ser pagos pela gestão da ex-prefeita Célia Rocha.

Até que os números sejam conhecidos, a dúvida vai persistir. Não é a primeira vez, no entanto, que prefeitos de municípios de Alagoas preferem pagar em dia os salários de “sua gestão” e mantém atrasados salários que deixaram de ser quitados por gestões anteriores – especialmente quando o antecessor é adversário. É como se o atraso fosse responsabilidade do ex-prefeito e não da prefeitura.

Seja como for, após a deflagração de greve dos servidores municipais de Arapiraca, no começo da semana – depois declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça – o prefeito Rogério Teófilo prometeu esforços pagar os salários atrasados.

A informação está no site da prefeitura de Arapiraca: o prefeito assinou contrato renovando a gestão da folha de pagamento do município com a Caixa, garantindo a liberação de R$ 2 milhões. Os recursos serão utilizados para quitar parte dos salários atrasados, segundo o prefeito.

Leia o texto:

A renovação do contrato garante a liberação de recursos na ordem de R$ 2 milhões, que serão utilizados no pagamento de mais uma parte da folha de dezembro deixada em aberto pela gestão anterior. “Os recursos deverão priorizar o pagamento dos servidores que recebem até R$ 1.200,00”, assegurou o prefeito.

Com a liberação dos recursos, a expectativa é que seja anunciada para os próximos dias o pagamento dos servidores que se encaixam naquela faixa salarial. A data será anunciada previamente.

Leia aqui na íntegra

http://web.arapiraca.al.gov.br/2017/04/rogerio-assina-contrato-que-assegura-liberacao-de-recursos-para-o-pagamento-de-mais-uma-parte-da-folha-de-dezembro/

Sobre a greve dos servidores, a prefeitura de Arapiraca emitiu nota no último dia 18.

Confira abaixo a nota na íntegra:

“A Prefeitura de Arapiraca entende que os servidores públicos têm todo direito de realizar manifestações e ratifica que está fazendo todos os esforços necessários para realizar o pagamento dos salários de dezembro que foram deixados pela gestão anterior em atraso.

Vale salientar que cerca de 71% da folha herdada já foi paga e que nenhum dos salários referentes ao ano de 2017 foram atrasados pela gestão do prefeito Rogério Teófilo. Todos os servidores efetivos receberam os meses de janeiro, fevereiro e março em dia.

Na tarde desta terça-feira (18), a Comissão de Negociação Salarial estará reunida para debater sobre as melhores formas de pagar a folha restante o mais rápido possível”.

Vox Populi: 78% dos brasileiros desejam a cassação de Temer
   21 de abril de 2017   │     17:50  │  0

A Revista Carta Capital, que circula a partir desta sexta-feira, 21, traz o resultado de pesquisa do Insituto Vox Populi, ecomendada pela Cut. A revista apresenta com exclusividade outra dimensão da sondagem: para 78% dos entrevistados, o Tribunal Superior Eleitoral deveria cassar o mandato de Temer pelas supostas irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer em 2014.

Entre os entrevistados, nove em cada dez desejam que o novo presidente seja escolhido por eleições diretas, e não pelo Congresso Nacional, como previsto pela Constituição.

Veja a reportagem, em formato digital,

CUT/Vox Populi: 78% dos brasileiros desejam a cassação de Temer

A popularidade de Michel Temer não para de despencar. Apenas 5% da população considera o desempenho do presidente ótimo ou bom, ante  14% em outubro do ano passado, revelou uma pesquisa do instituto Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores e divulgada em primeira mão por CartaCapital na semana passada.

Na edição que chega às bancas de todo o País nesta sexta-feira 21, a revista apresenta com exclusividade outra dimensão da sondagem: para 78% dos entrevistados, o Tribunal Superior Eleitoral deveria cassar o mandato de Temer pelas supostas irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer em 2014. Não é tudo: nove em cada dez brasileiros desejam que o novo presidente seja escolhido por eleições diretas, e não pelo Parlamento, como previsto pela Constituição.

Os pesquisadores consultaram 2 mil eleitores com mais de 16 anos, residentes em 118 municípios, de todos os estados e do Distrito Federal, em áreas urbanas e rurais, entre 6 e 10 de abril.  A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Motivos para apoiar a destituição de Temer não faltam. O peemedebista tem promovido um desmonte dos resquícios do Estado de Bem-Estar Social no Brasil, com o congelamento dos gastos públicos por duas décadas e a dilapidação dos direitos dos trabalhadores, um projeto político que jamais passaria pelo crivo do voto popular.

A rejeição às reformas de Temer beira a unanimidade. O aumento da idade da aposentadoria para 65 anos e do tempo de contribuição (mínimo de 25 anos), base da reforma da Previdência, é rejeitado por 93%, revela a pesquisa CUT/Vox Populi. E e 80% reprova a Lei de Terceirização.

Além disso, o peemedebista figura como anfitrião, em seu escritório político em São Paulo e no Palácio do Jaburu, de negociatas que somam mais de 80 milhões de reais, segundo as delações de executivos da Odebrecht. Blindado pelo cargo, que o protege de responder por atos cometidos antes de sua posse, Temer possui nada menos que oito ministros investigados pela Operação Lava Jato.

O desejo de antecipar as eleições presidenciais esbarra, porém, na má vontade do Legislativo para entregar ao povo o seu destino. Boa parte dos parlamentares, na verdade, parece mais preocupada em salvar a própria pele, e não se descarta a possibilidade de uma autoanistia para crimes eleitorais, como a prática do caixa 2. Apenas a nova lista de inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, atinge 24 senadores e 39 deputados federais.

Animador do impeachment de Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, é recordista de investigações abertas, ao lado de Romero Jucá, do PMDB, cada um deles alvo de cinco apurações. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), também figuram nas planilhas de repasses ilegais da Odebrecht, com os apelidos de “Botafogo” e “Índio”, respectivamente.

Leia aqui na pintegra: https://www.cartacapital.com.br/politica/cut-vox-populi-78-dos-brasileiros-desejam-a-cassacao-de-temer

Gráfico – Pesquisa CUT/Vox Populi]

Gráfico - Pesquisa CUT/Vox PopuliGráfico – Pesquisa CUT/Vox Populi566

Obra de R$ 40 milhões alimenta disputa política entre grupos de RF e Rui Palmeira
   19 de abril de 2017   │     22:32  │  3

O viaduto da PRF, em Maceió, está prestes a sair do papel – literalmente. O edital de licitação foi publicado no dia 14 de março passado. O que se espera é que a construção comece ainda no primeiro semestre deste ano.

O projeto, que se arrastava há décadas e promete melhorar o trânsito na parte alta da capital, traz toda uma “simbologia”, não só pelo que representa em si, enquanto estrutura urbana, mas também pelo peso “político”.

Talvez por isso, o projeto de construção do viaduto tenha se transformado agora em objeto de uma disputa, nada sutil, de paternidade política.

A construção do viaduto da PRF será realizada pelo governo do Estado, com a maior parte de recursos federais, repassados pelo Ministério dos Transportes.

E é aí que mora o problema. Governador em um grupo, ministro no outro e a obra no “meio”, se transformando em tema de reportagens, publicações nas redes sociais e até de propaganda partidária.

Na nova série de anúncios do PR, exibida nas TVs de Alagoas esta semana, o ministro e deputado federal Maurício Quintella, que é hoje o mais proeminente integrante do grupo do prefeito Rui Palmeira – com nome lembrado para disputar o Senado – resolveu chamar para si a “responsabilidade” por estas e outras obras que o ministério realiza em Alagoas.

O projeto do viaduto, com recursos do PAC (previsão de R$ 40 milhões no Orçamento deste do governo federal), no entanto foi apresentando pelo secretário de Transportes do Estado, Mosart Amaral, e pelo governador Renan Filho em setembro de 2015, sete meses antes da nomeação de Maurício Quintella para o Ministério dos Transportes.

Mas como o ministro, no final das contas, vai repassar os recursos, é claro que ele não poderia perder a oportunidade de falar da obra – ainda mais com o projeto sendo realizado em Maceió, cidade que é administrada pelo seu principal aliado que é o principal adversário do governador Renan Filho. Claro que a prefeitura poderia ter tomado a iniciativa… mas essa é outra história.

Téo Vilela, o “Bobão”, e o “Fantasma” teriam negociado propina de R$ 2,8 milhões
   14 de abril de 2017   │     23:35  │  8

O jornal “O Estado de São Paulo” traz detalhes, em reportagem desta sexta-feira, 14, de negociação de propina com a Odebrecht que envolveria o ex-governador Teotonio Vilela Filho, o irmão dele, o empresário Elias Vilela, o ex-secretário de Infraestrutura do Estado, Marcos Fireman e um ex-assessor da Seinfra, Fernando Nunes.

A propina negociada teria sido de R$ 2,8 milhões, revelou o executivo Alexandre Biselli, um dos delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato. Ele narrou ao Ministério Público Federal uma reunião, sob clima ‘caloroso’, em que houve o acerto de propina para gastos da campanha de 2010 do então governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (2007-2014 pelo PSDB), que aparece com o codinome de ‘Bobão’. Segundo relato de Biselli, o codinome de Marcos Fireman é “Fantasma” e de Fernando Nunes, “Faisão”.

As negociações aconteceram, narra o delator, no antigo Hotel Radisson, na praia de Pajuçara, em Maceió e envolveram as obras do Canal do Sertão, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Alagoas. Biselli relata que os empenhos para o trecho do Canal do Sertão realizado pela Odebrecht aumentaram significativamente após o acerto de pagamento de percentual de 2,25% sobre o valor da obra.

O delator descreveu os pagamentos: R$ 1 milhão em 9 de junho de 2014; R$ 906 mil em 15 de setembro de 2014; R$ 238 mil em 13 de outubro de 2014; R$ 150 mil em 19 de novembro de 2014; R$ 350 mil em 20 de novembro de 2014; e, R$ 170 mil em 21 de novembro de 2014.

Os valores, segundo Biselli, eram pagos em espécie e ‘nunca recebeu reclamação de não recebimento’. Ele identificou três apelidos: ‘Bobão’ (governador Teotônio Vilela: R$ 1 milhão, R$906 mil e R$ 150 mil), ‘Faisão’ (Fernando Nunes: R$ 238 mil e R$ 170 mil) e ‘Fantasma’ (Marco Fireman: R$ 350 mil).

Outro lado

Em nota distribuída por sua assessoria, o ex-governador nega a negociação de propinas: “O ex-governador Teotônio Vilela Filho reafirma que em sua vida pública nunca negociou favores ou autorizou quem quer que seja a negociá-los em seu nome. Diz também que as doações para suas campanhas eleitorais sempre ocorreram de forma legal e todas declaradas à Justiça Eleitoral”.

Também em nota sobre este caso, o ex-secretário Marcos Fireman nega que tenha recebido ou negociado propina: “Quero ressaltar que minha passagem pela secretaria foi marcada por um trabalho sério. Desafio qualquer delator a provar que teve alguma tratativa comigo de propina ou qualquer outro tipo de ilicitude”.

Leia a reportagem:

Delator narra ‘clima quente’ em acerto de propina para tucano ‘Bobão’ em hotel

Alexandre Biselli, da Odebrecht, contou à Lava Jato que se reuniu com o então governador Teotônio Vilela (PSDB) para acertar pagamentos que somaram R$ 2,056 milhões destinados à campanha de 2014

Julia Affonso, Ricardo Brandt, Breno Pires e Fábio Serapião

14 Abril 2017 | 06h00

As obras milionárias do Canal do Sertão, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Alagoas, foram objeto de negociação de propina em um hotel à beira-mar de Maceió, em 2014. O executivo Alexandre Biselli, um dos delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato, narrou ao Ministério Público Federal uma reunião, sob clima ‘caloroso’, em que houve o acerto de propina para gastos da campanha de 2010 do então governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (2007-2014 pelo PSDB), o ‘Bobão’.

O Canal do Sertão, quando concluído, terá 250 quilômetros de extensão e levará água para cerca de 1 milhão de pessoas em 42 municípios de Alagoas. O investimento total na obra é de R$ 1,5 bilhão, segundo o site do PAC.

Biselli contou sobre três pagamentos no Sistema Drousys, a rede de comunicação interna, uma espécie de intranet, dos funcionários do ‘departamento da propina’ da Odebrecht, e três pagamentos apreendidos na 26.ª fase da Operação Lava Jato, totalizando R$ 2,814 milhões.

O delator descreveu os pagamentos: R$ 1 milhão em 9 de junho de 2014; R$ 906 mil em 15 de setembro de 2014; R$ 238 mil em 13 de outubro de 2014; R$ 150 mil em 19 de novembro de 2014; R$ 350 mil em 20 de novembro de 2014; e, R$ 170 mil em 21 de novembro de 2014.

Os valores, segundo Biselli, eram pagos em espécie e ‘nunca recebeu reclamação de não recebimento’. Ele identificou três apelidos: ‘Bobão’ (governador Teotônio Vilela: R$ 1 milhão, R$906 mil e R$ 150 mil), ‘Faisão’ (Fernando Nunes: R$ 238 mil e R$ 170 mil) e ‘Fantasma’ (Marco Fireman: R$ 350 mil).

Acerto. Alexandre Biselli detalhou à Lava Jato todo o processo de acerto da propina. O início das ‘tratativas’, declarou, se deu entre janeiro e fevereiro de 2014 pelo então secretário da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) de Alagoas, Marco Antônio Fireman.

“Fui até essa reunião, ele conversou comigo sobre obras e depois me passou um assessor dele, o sr. Fernando Nunes”, contou. “Nessa ocasião, o sr. Fernando Nunes perguntou para mim que teria um acerto datado da época de concorrência dessa obra, em 2009, eu ainda não estava na Odebrecht, de 5% sobre o valor do contrato para poder fazer parte das tratativas de campanha para o sr governador Teotônio Vilela Filho em 2010.”

Biselli era diretor de contrato das obras do canal do Sertão. João Pacífico, diretor Superintende do Nordeste e de algumas obras/estado do Centroeste.

“Eu fui lá para a reunião e aí seo Marco Fireman em determinado momento pediu para eu conversar com o seo Fernando na sala ao lado. Foi quando o seo Fernando fez a abordagem se eu sabia desse assunto, que teria um compromisso de 5% para a campanha do então governador Teotônio Vilela. Eu disse que não sabia. Eu procurei meu líder João Pacífico, que disse que desconhecia esse compromisso, que eu poderia retornar com esse assunto com o seo Fernando ou com o secretário.”

Dois meses após esse encontro, afirmou o delator, o escritório de João Pacífico ‘recebeu uma ligação do governo do Estado, marcando uma reunião em Maceió para falar de assuntos relativos à obra’. O encontro se deu no hotel Radisson, em Maceió no hotel à beira-mar.

“A gente estranhou que a reunião era em um hotel não era no Palácio do Governo. Eu me informei lá, diz que era muito normal ele ter vários despachos em hotéis”, contou Biselli.

O delator afirmou que ele e João Pacífico entraram na sala de reunião, onde estavam ‘o sr governador Teotônio Vilela, o sr Marco Fireman e o sr Fernando Nunes’.

“Num dado momento dessa reunião, esse assessor, o sr Beto, interrompeu a reunião e disse ao governador que ele precisava sair para atender uma outra pessoa em outra sala. Nessa saída do governador, o sr Marco Antonio Fireman, instantes depois que ele saiu, abordou o sr João Pacífico dizendo que eu tinha retornado com um recado que não existia compromisso que eles estavam precisando muito de um dinheiro para a campanha. O sr João Pacífico disse que não tinha nenhum compromisso nesse sentido, que não podia dar nenhum dinheiro para obra”, disse.

“Em dado momento o sr Marco Fireman disse ao sr João Pacífico que seria melhor, então, que tirasse a obra da Odebrecht, que teria segundo colocado da concorrência, que seria a OAS.”

Biselli declarou que ‘ficou um clima um pouco desagradável’.

“Nisso o sr governador voltou. Quando ele voltou, já era não sei que horário. O sr João Pacífico falou: ‘olha, sr governador, a gente já veio aqui, já conversamos sobre os assuntos da obra. Se não tiver mais nada para falar a gente vai embora’. A gente se despediu de todos”, afirmou.

Segundo o delator, esta reunião durou em torno de uma hora. Teotônio Vilela, declarou, ficou ‘uns 20 minutos’ fora da reunião.

“Na minha percepção, uma saída combinada, uma saída meio teatral. Ele sai em determinado momento para as pessoas falarem do assunto sem ele estar presente. Por que eu corroboro com essa ideia? Por que mais ou menos depois de 2 meses, o Palácio do Governo fez outra ligação para o escritório do sr João Pacífico marcando uma nova reunião. Nessa nova reunião, como era de obras, sr João Pacífico também me chamou. Foi no mesmo local”, disse.

O novo encontro também ocorreu no hotel Radisson.

Alexandre Biselli disse que Elias Vilela, irmão do governador, estava na reunião. Após o governador sair novamente da reunião, disse que havia dívidas ainda pendentes e ele precisava dos valores da Odebrecht para resolver a pendência.

Desta vez, segundo o delator, a propina foi acertada. De acordo com o delator, João Pacífico, após as conversações com Elias Vilela, aceitou pagar 2% dos valores da obra.

A conversa com Elias Vilela, narrou ‘começou num tom normal, mas às vezes ficou um pouco mais impositivo, ficou um pouco mais exaltado, porque queria que o compromisso fosse feito, queria a contrapartida, queria que desse alguma coisa’. “Ficou um clima um pouco mais caloroso, quente”, disse.

“Nessa vez não teve ameaça de retirar da obra como teve na primeira vez. Mas falou: ‘a obra vai ficar muito difícil, não ter um bom andamento, não vai ter recurso disponível.”

O executivo contou que foi convocado por Fernando Nunes na sede da Seinfra que pediu que a porcentagem de 2% fosse acrescida de 0,25%. João Pacífico autorizou o aumento.

Depois das tratativas, o empenho da obra ‘cresceu muito’ em 2014. De R$ 53 milhões em 2013, os empenhos foram para R$ 214 milhões em 2014. O acréscimo significativo foi depois da reunião, declarou.

O Ministério Público Federal questionou o executivo sobre a conclusão da obra. “Está andando de forma bem devagar por falta de empenho. Ela não teve nenhuma paralisação. Ela ainda está em execução. Começou mais devagar em 2015.”

COM A PALAVRA, TEOTÔNIO VILELA FILHO

O ex-governador Teotônio Vilela Filho reafirma que em sua vida pública nunca negociou favores ou autorizou quem quer que seja a negociá-los em seu nome. Diz também que as doações para suas campanhas eleitorais sempre ocorreram de forma legal e todas declaradas à Justiça Eleitoral.

Assessoria de Comunicação do ex-governador Teotônio Vilela Filho

Leia aqui na íntegra

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/delator-narra-clima-quente-em-acerto-de-propina-para-tucano-bobao-em-hotel/?success=true

Empréstimo de R$ 1,8 bi para usinas de AL está em fase de contratação
   10 de abril de 2017   │     22:59  │  1

A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 10, durante reunião com lideranças do setor canavieiro, na sede da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, em Maceió, pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros.

O senador reforçou a informação de que foi concluído o processo de negociação do financiamento internacional que vem sendo pleiteado pelas usinas nordestinas. A operação de empréstimo está sendo negociada através de aval do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e foi aprovado em fevereiro passado pelo Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig).

“Vamos conseguir R$ 1,8 bilhão para a indústria do Nordeste e, em especial, para Alagoas maior produtor da região. O processo está em fase de contratação com os bancos”, adianta Renan

Calheiros.

O senador participou do processo que assegurou mudanças na legislação que viabilizaram o empréstimo.

Recuperação de canaviais

A linha de crédito será usada pelas indústrias do setor sucroenergético para a recuperação do maquinário e dos canaviais. aprovação do Cofig era o passo que faltava para viabilizar o empréstimo internacional com o banco de crédito suíço com a captação de até US$ 300 milhões para as usinas alagoanas de um total de US$ 500 milhões que poderão ser negociados com as empresas da região Nordeste.

A Assessoria da Asplana distribuiu texto sobre o encontro com Renan. Veja:

Renan reforça compromisso de ajudar fornecedores de cana a enfrentar à seca

Fornecedores de cana de Alagoas participaram nesta segunda-feira, 10, de uma reunião com o senador Renan Calheiros, na sede da Asplana, em Maceió. Na pauta do encontro, que foi coordenado pelo presidente da entidade, Edgar Filho, políticas públicas para o enfrentamento dos efeitos da seca no Estado, em especial, na zona canavieira.

A reunião contou ainda com a presença do superintendente da Conab/AL, Eliseu Rego; deputado federal Givaldo Carimbão e do secretário de Agricultura de Alagoas, Álvaro Vasconcelos.

“Vivemos a pior seca das últimas décadas. Nos reunimos com o senador Renan Calheiros, que sempre lutou em favor dos fornecedores de cana, para que ele traga mais uma subvenção para os fornecedores de cana, entre outras ações emergenciais”, afirmou Edgar Filho.

Outra reivindicação apresentada pela Asplana no encontro foi a liberação de linhas de crédito. “Precisamos de financiamentos emergenciais com juros baixos e prazos longos de pagamento para fazer o replantio de nossas áreas que foram devastadas pela seca e, com isso, estabilizar a nossa produção, gerando emprego e renda para Alagoas. Afinal, a cana-de-açúcar continua sendo o motor da economia do Estado”, declarou o presidente da Asplana.

Na oportunidade, o senador Renan Calheiros reforçou o compromisso com os fornecedores de cana na busca de políticas públicos de socorro ao setor.

“Conversamos com alguns ministros e temos que priorizar a execução dessa subvenção, além de acesso a crédito novo tanto no Branco do Brasil, quanto no banco do Nordeste. A prioridade da bancada federal alagoana é trabalhar pela retomada da atividade econômica dos plantadores de cana sacrificados pela seca e pela falta de pagamento da subvenção, além da ausência de crédito”, afirmou o senador Renan Calheiros.

De acordo com o senador, reuniões já foram realizadas com o ministro do Planejamento e outras estão sendo agendadas com os ministros da Agricultura e da Fazenda na busca de soluções para ajudar os fornecedores de cana nordestinos.

“A bancada está unida e isso é fundamental para dar resposta aos fornecedores de cana. Já tivemos uma redução brutal da safra no ciclo passado e, este ano, deve ser ainda pior. Por isso, esse cuidado no sentido do pagamento da subvenção e da liberação de linha de crédito. Afinal, em Alagoas, 80% dos plantadores de cana são pequenos e moem até mil toneladas de cana”, declarou Calheiros.