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Qual o tamanho da reforma que Renan Filho fará no novo governo?
   8 de novembro de 2018   │     23:46  │  0

  1. O governador Renan Filho ainda não definiu a escalação do time para o novo governo que começa em primeiro de janeiro. Até agora, o que se tem é muita especulação.

Mas o que já se sabe, com certeza, é que o número de secretarias será menor na nova gestão governo.

“Haverá redução. Mas essa decisão também não será tomada agora. O objetivo é preparar Alagoas para o novo momento nacional”, aponta um interlocutor palaciano.

Quem conhece Renan Filho sabe que ele prefere trabalhar a estrutura do Estado, tanto quanto possível, alinhada com a estrutura política e administrativa do governo federal.

Assim, a extinção do Ministério do Trabalho pode resultar em medida similar por aqui.

Atualmente existem 27 ministérios ou órgãos equivalentes (casos da AGU e Bnco Central). O presidente eleito, Jair Bolsonaro já sinalizou que pretende reduzir para 17.

Na estrutura do governo de Alagoas existem atualmente 22 secretarias ou órgãos com status equivalente (CGU e PGE, por exemplo). O que se espera é uma redução para algo entre 14 e 16 pastas.

Não é só. Órgãos de segundo escalão, a exemplo de autarquias, fundações e empresas, devem ganhar uma estrutura mais leve e passarão a atuar com maior independência. Nesta área, o governador também deve “enxugar” a máquina onde for possível.

O que o governador busca não é só cortar custos. O objetivo é remodelar a estrutura para dar respostas mais rápidas e mais eficazes para o cidadão. Fazer mais com menos, ser mais produtivo. Essa deve ser a tônica do novo governo.

Largada

A principal definição do futuro governo será em torno do Gabinete Civil. Escolhido o nome, devem ser definidos na sequência os nomes dos secretários da Fazenda, Saúde e Educação, considerados cargos técnicos e da cota do governador. Por enquanto, avisa Renan Filho, “ainda não pensei sobre essas coisas”.

Herança milionária vira disputa judicial em Alagoas
   5 de novembro de 2018   │     19:07  │  0

Nesta quarta-feira, 7, uma audiência de conciliação na 9ª Vara Cível de Arapiraca, que será presidia pelo juiz André Avancini D’Ávila, pode por fim a uma disputa entre herdeiros por uma das maiores fortunas de Alagoas.

De acordo com reportagem divulgada num semanário local, herdeiros do empresário e agropecuarista Adelmo Pereira, mais conhecido como Adelmo do Junqueiro, falecido em outubro de 2016, travam batalha judicial pelo controle do patrimônio milionário.

A disputa, segundo informações do semanário, gira em dois núcleos: os cinco filhos do primeiro casamento de Pereira contra as três filhas provenientes de duas relações extraconjugais, além do primogênito que o empresário teve antes de se casar – todos reconhecidos como herdeiros pela lei.

Renan Filho “espera” eleição de Bolsonaro ou Haddad para fazer reforma no governo
   26 de outubro de 2018   │     22:51  │  0

Ao esperar o resultado do segundo turno da eleição presidencial para começar a traçar a reforma administrativa do governo, Renan Filho vai além do pragmatismo político.

A eleição do novo presidente terá impacto direto no futuro governo. Seja Bolsonaro ou Haddad, ao que parece o governador quer estar preparado para o novo cenário nacional, não só no alinhamento político, mas principalmente no econômico.

A essa altura já se sabe que o governador, independente do presidente a ser eleito, deve enxugar mais a máquina administrativa. O objetivo é cortar despesas e preparar “psicologicamente” o governo para o novo momento que viverá o país. Os modelos propostos por Bolsonaro e Haddad para a economia são bem diferentes. Mas, seja quem for o vencedor, os primeiros meses deve ser de “aperto” na economia, com impacto no caixa dos estados – especialmente os mais pobres.

A eventual vitória de Bolsonaro, que no momento lidera as pesquisas, trará um complicar extra para o governo de Renan Filho, em função da aliança com o PT.

Será preciso ter paciência e trabalhar muito para vencer barreiras num eventual governo do PSL. Para isso, o governador vai precisar da ajuda de aliados seus que já declararam voto em Bolsonaro.

Uma eventual vitória de Haddad descomplica, num primeiro momento a relação direta com o Palácio do Planalto. Mesmo assim, Renan Filho também vai precisar da ajuda de deputados federais e senadores para “abrir” as portas.

Os deputados federais eleitos pelo grupo do governador estão “rachados” entre Bolsonaro e Haddad, como já registrei aqui. Terão mais peso no futuro governo o grupo que estiver alinhado com o futuro presidente.

É assim que a banca toca.

Genivaldo da Fetag pode ser a “surpresa” na eleição de estadual
   6 de outubro de 2018   │     16:04  │  1

1Disputando uma vaga para a Assembleia Legislativa de Alagoas pela coligação Alagoas Que O Povo Quer (PCdoB/ PT/ PV), Genivaldo da Fetag pode surgir como grande surpresa nas eleições deste ano.

A coligação que tem PT, PCdoB e PV deve eleger de 1 a 2 deputados estaduais. Os favoritos são, pela ordem, Silvio Camelo (PV) e Genivaldo (PT).

Diferente dos demais candidatos, Genivaldo concentrou sua campanha na zona rural, principalmente entre os agricultores familiares.

A área de atuação de Genivaldo, que foi presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura durante dois mandatos, é extensa. São mais de 100 mil famílias de pequenos agricultores no estado. Se conseguiu levar bem sua mensagem, terá boas chances de sair das urnas neste domingo com um passe para a Casa de Tavares Bastos.

As duas decisões de Collor que mudaram os rumos das eleições em AL
   15 de setembro de 2018   │     19:42  │  1

Não é segredo para ninguém. O grupo de oposição não tinha candidato competitivo ao governo. O primeiro a desistir foi prefeito Rui Palmeira (PSDB). O deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) teve o nome lançado à disputa, mas saiu pela tangente.

Em busca de um nome, lideranças do grupo convenceram o senador Fernando Collor (PTC) às vésperas da convenção.

O lançamento da candidatura de Collor, no dia 5 de agosto, mudou a campanha, enriqueceu o debate e deu à oposição o palanque que ela tanto queria.

Como reflexo, o governador Renan Filho (MDB), candidato à reeleição mudou visivelmente sua estratégia eleitoral.

Na primeira pesquisa Ibope divulgada apenas 10 dias após a convenção, em 15 de agosto, Collor apareceu com 22%, mostrando que estava na disputa.

O que se esperava, a partir dali, era que o grupo de oposição cumprisse o prometido: unir forças em torno de um só palanque. Não foi o que se viu. Prefeitos dos partidos de oposição, especialmente PP e PSDB esvaziaram o palanque de Collor e do senador Benedito de Lira (PP). O PSDB não só fez corpo mole, como alguns dos seus candidatos trabalharam para enfraquecer as candidaturas de Collor e Biu.

Nos últimos dias, a falta de unidade se tornou mais visível.

A decisão que Collor tomou nessa sexta-feira, quando anunciou sua desistência da disputa pelo governo, segundo alguns dos seus amigos mais próximos, não poderia ter sido outra.

“Com a história que ele tem, não poderia continuar. Não houve reciprocidade. Collor foi convidado para liderar um projeto que enriqueceria o debate, dando ao alagoano uma alternativa viável de escolha. No entanto, muitos daqueles que pediram que Collor fosse candidato, desapareceram durante a campanha”, relata um amigo do senador.

Assim como a decisão do dia 5 de agosto, quando aceitou ser candidato, Collor muda novamente o rumo das eleições em Alagoas ao retirar sua candidatura. O governador Renan Filho (MDB), que já aparecia como favorito no início da campanha, terá muito provavelmente uma eleição tranquila.

A oposição terá até esta segunda-feira, 17, para apresentar um nome e dificilmente conseguirá encontrar um candidato competitivo.

Mas se a eleição para o governo esfria de um lado, a disputa para o Senado deve esquentar ainda mais. A disputa pelas duas vagas será ainda mais dura. Mas, essa é outra história.