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Institutos de pesquisa “escondem” candidatos de Bolsonaro em AL
   29 de abril de 2018   │     13:04  │  1

Já se viu nome de tudo que é candidato ao governo e ao Senado nas pesquisas realizadas pelos institutos eleitorais em Alagoas. Só para lembrar, Rui Palmeira, Rodrigo Cunha, JHC e Mário Agra foram alguns nomes testados. O que eles tem em comum? Nunca disseram, até agora que vão disputar o governo contra Renan Filho.

Estranhamente o único pré-candidato declarado ao governo, Josan Leite, do PSL, o “partido do Bolsonaro”, nunca foi incluido em nenhuma destas pesquisas.

O mesmo “fenômeno” tem acontecido com o pré-candidato do PSL ao Senado, o policial federal Flávio Moreno.

Seria uma mera falha ou medo? Moreno, aliás, tem estranhado porque os institutos que estão realizando pesquisas eleitorais em Alagoas – ainda que não registradas –  não estão incluindo nos levantamentos nem seu nome, nem o de Josan.

“Na última enquete on line apareci com 9%. Com a saída de Gaspar já devo ter subido de posição. Acho que estão com medo de nos incluir nas pesquisas”, cutuca Moreno.

Com a palavra Falpe, Ibrape e os demais institutos de pesquisa que atuam em Alagoas.

Enquetes

Moreno avisa que neste final de semana vai circular uma enquete tanto para o Governo e Senado, com os nomes dos pré-candidatos do PSL Alagoas de Bolsonaro.

O desempenho de Moreno nas enquetes (realizado pela Federalnews), até agora, tem surpreendido o próprio pré-candiadto: “os meus números na enquete, com empate técnico na segunda posição, já devem fazer alguns caciques de Alagoas dormir de fraldas”, cutuca.

Marx Beltrão vai ‘desembarcar’ do governo de Renan Filho
   28 de abril de 2018   │     10:49  │  2

O governador Renan Filho (MDB) e o deputado federal Marx Beltrão (PSD) terão a qualquer momento – se ainda não tiveram – uma conversa definitiva sobre o processo eleitoral deste ano em Alagoas. O encontro deve resultar no ‘desembarque’ de Marx Beltrão do governo.

Atualmente, o deputado do PSD tem, na sua cota, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e ao menos uma diretoria da Casal.

O desembarque tem sido tratado por interlocutores do governador como natural: “na medida em que Renan Filho não poderá votar em Marx Beltrão, ele não poderá pedir que o deputado vote nele”, pondera uma fonte próxima do Palácio dos Palmares.

Em tese, o que está em jogo é o seguinte: Renan Filho já tem dois candidatos ao Senado – Maurício Quintella (PR) e Renan Calheiros (MDB) e não poderá nem votar, nem pedir votos para Marx Beltrão, que será candidato em “voo solo” ao Senado em outra chapa.

“Não faz sentido o Marx Beltrão continuar no governo se fará campanha contra seus candidatos. É isso que ficará claro mais à frente, portanto o governador tende a resolver o quanto antes esta questão”, pondera a fonte.

O que acontecerá após a conversa entre Renan Filho e Marx Beltrão não se sabe. O deputado controla, hoje, ao menos dois partidos em Alagoas (PSD e PRB) e pode, se mantiver candidatura ao Senado, sair candidato em “voo solo”, numa chapa com os dois partidos ou quem sabe buscar uma coligação com outros grupos que estão tentando viabilizar a formação de chapas majoritárias. Mas, essa é outra história.

 

Coligação de ‘oposição’ para federal tem densidade eleitoral, diz Vilela
   21 de abril de 2018   │     19:54  │  0

Com nove vagas em jogo, a disputa para deputado federal em Alagoas promete, mais uma vez ser acirrada. Encerrado o prazo das s partidárias, o momento agora é de tentar viabilizar as coligações.

Exceto a Rede de Heloisa Helena , todos os outros candidatos com potencial estão em busca de alianças. Em sua maioria as chapas está sendo formadas dentro do grupo de Renan Filho, que reúne hoje pelo menos 18 partidos. Correndo por forta está o PSB de JHC e o PSC de João Caldas, o PSL de Flávio Moreno, além de partidos “menores” com o PEN.

O grupo de “oposição” a Renan Filho, que se mantém no entorno do PSDB, de Rui Palmeira, avalia que é possível montar uma chapa de federal e estadual ao menos com outros três partidos – PP, DEM e PROS.

Uma eventual chapa com estes partidos teria na disputa os atuais deputados federais Arthur Lira (PP), Pedro Vilela (PSDB), Zé Thomaz Nonô (DEM) e mais um nome do PROS, que pode ser o de Bruno Toledo, além de vários outros candidatos que ajudariam a formar a “cauda”.

Outro nome que pode entrar na disputa é o de Rodrigo Cunha, que continua indeciso quanto a uma candidatura ao governo.

Na avaliação do deputado federal Pedro Vilela, que vai para a reeleição, uma chapa com esses partidos teria viabilidade.

“Vai ficar uma boa coligação, tanto para estadual quanto para federal. O cenário que deve ser bem avaliado, mas esse pode ser um caminho”, aponta.

Vilela avalia que PSDB e PP teria mais densidade na chapa (com um número maior de candidatos), mas os outros partidos também contribuiriam com a apresentação de nomes

“Uma chapa como essa garante unidade e tem candidatos que tem densidade, tem voto”, aponta.

Nada, ainda, foi decidido. “A tendência é a gente fazer alianças. Estamos esperando outros partidos se posicionar, tanto na majoritária quanto na proporciona, para avançar nas coligações”, adianta.

Quanto a participação do PSDB na majoritária, Vilela não acredita que o partido apresenta outro nome ao Senado, depois da desistência de Téo Vilela. O partido deve apresentar um nome ao governo e vai esperar pela resposta de Rodrigo Cunha até a primeira quinzena de maio.

“Reajuste para militares seria de mais de 33% com ganho real de 10%”, diz Santoro
   18 de abril de 2018   │     19:34  │  12

O secretário da Fazenda de Alagoas está de “queixo caído” – literalmente. George Santoro simplesmente não acredita que os servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Alagoas tenham rejeitado a proposta do governo.

“Fomos ao limite do limite, porque o governador Renan Filho está preocupado com a segurança da população. Não dá para ir além, senão o estado quebra”, pondera.

A proposta apresentada as lideranças dos militares (dirigentes de associações da PM e CBM), explica, George Santoro, é muito melhor do que a versão que vem sendo dada nos últimos dias em diferentes veículos de imprensa.

“O reajuste poderia chegar, no período proposto, a mais de 33%”, resume. O impacto financeiro, somente deste aumento, chegaria a R$ 490 milhões por ano. Hoje o estado paga só de folha para militares da ativa e da reserva cerca de R$ 1,3 bilhão por ano.

Embora representem menos de 20% de todos os servidores do estado, os militares tem salário acima da média. “Os gastos com servidores militares representam hoje cerca de 35% de todo o gasto de pessoal do Estado de Alagoas”, explica Santoro.

Para entender melhor, Santoro desdobra os números: “os militares teriam, pela proposta do governo, 10% de ganho real. Note bem, ganho real. Afora isso, eles teriam toda a reposição de inflação que o servidor do estado também terá no período. Este ano, o reajuste do IPCA deve chegar a 2,95%. Para os próximos quatro anos, a inflação projetada é de cerca de 5% ao ano. Assim, os militares teriam, neste período, além dos 10%, um percentual de correção de 23% ou mais, dependendo da inflação”, aponta.

George Santoro diz que estranhou a mudança de comportamento dos representantes dos militares. “Na mesma de negociação todos se comprometeram a defender a aprovação da proposta que apresentamos. Não foi o que vimos. Como ex-militar, estranhei muito essa mudança de atitude. Em 2015, por exemplo, os representantes dos militares defenderam o que foi pactuado na mesa de negociação durante a assembleia da categoria”, pondera.

Comparação

Para reforçar suas reivindicações, os representantes dos militares defendem reajuste de 29%, mesmo percentual que teria sido dado a delegados de polícia.

George Santoro acredita que é uma erro fazer a comparação. “Primeiro, porque o efetivo de delegados é muito pequeno. São cerca de 300 apenas em todo estado. Segundo, porque existe o teto constitucional. Só para ter uma ideia, o impacto anual do aumento da categoria não chega a R$ 3 milhões, enquanto a proposta que o governo apresentou para os militares teria um impacto de quase meio bilhão de reais”, aponta o secretário.

Se disputar governo, Rodrigo diz que não será para atender “anseios de terceiros”
   17 de abril de 2018   │     11:42  │  2

O presidente estadual do PSDB prometeu apresentar o nome do candidato tucano ao governo até o próximo mês de maio. Rui Palmeira não deu pistas do “escolhido”, mas nos bastidores se sabe que o “grupo de oposição” aposta todas as suas fichas num só nome – o de Rodrigo Cunha.

Deputado estadual pelo PSDB, bem avaliado, Rodrigo pode disputar a Câmara dos Deputados e chegou a ser lançado para o Senado por Téo Vilela – quando Rui Palmeira ainda era pré-candidato ao governo – mas a sugestão não prosperou.

Se aceitar o desafio, Rodrigo poderá dividir o palanque com o senador Benedito de Lira (PP), que vai para a reeleição e com outros nomes mais tradicionais da política.

Não é, para ele, decisão fácil. Trocaria a possibilidade de uma eleição bem mais tranquila para deputado, por uma disputa em que teria pequenas chances de reverter o favoritismo do atual governador, Renan Filho (MDB).

Rodrigo avisa que está ponderando e ainda não chegou a uma decisão: “Uma decisão desse tamanho tem que ser bem ponderada. Meu nome foi colocado como opção para governo há menos de um mês. Eu entendo a ansiedade de todos, mas não tenho como decidir dar um passo tão importante de uma hora para outra, para atender os anseios de terceiros”, enfatiza.

Nas entrelinhas, o deputado tucano deixa claro que não vai ceder a pressões. E nem tem pressa de definir ou não uma candidatura ao governo. A ansiedade, ao que parece, é maior para quem está “precisando” de um palanque

Seja como for, o tucano emenda: “Venho construindo minha caminhada com independência e não quero e nem posso perder isso agora. Coragem não falta, mas ainda estou avaliando todos cenários possíveis, principalmente as candidaturas majoritárias”, diz.
“Meu compromisso maior é com a população e não com os políticos”, enfatiza.