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Volta de Lula ao jogo muda cenário político em AL para 2022
   16 de março de 2021   │     11:52  │  0

Lula elegível muda não só Brasília, mas também Maceió. A possibilidade do ex-presidente disputar a eleição no próximo ano provocou alterações no cenário nacional. Não foi por acaso que o presidente Jair Bolsonaro apressou a mudança no Ministério da Saúde ou deu ordem para comprar mais vacinas – qualquer uma. Até mesmo a russa, que o “ídolo” Trump não queria.

Na política local, a volta de Lula a jogo tem impacto maior do imaginam muitos analistas. Para começo de conversa, amplia as distâncias que hoje separam os dois mais importantes grupos locais (se assim podem ser chamados) – os de Arthur Lira (PP-AL) e Renan Filho (MDB).

O presidente da Câmara dos Deputados vai ficar – salvo fato novo – com Bolsonaro até o fim. Para Renan Filho, o retorno de Lula abre novas possibilidades.

Se o ex-presidente conseguir formar uma frente ampla anti-Bolsonaro, fortalecerá localmente o grupo do governador. Na outra possibilidade, de vários candidatos de esquerda e centro contra o atual presidente, a tendência é de crescimento dos grupos de oposição, o que também seria bom para Renan Filho.

Governador e deputado – e não só eles – estão de olho em cada passo de Lula e Bolsonaro. Os dois não desgrudam das pesquisas, principalmente as que são realizadas no Nordeste, onde o ex-presidente continua muito popular.

“A volta de Lula é muito importante para nosso grupo”, reforça um importante interlocutor palaciano. Ainda assim a decisão de Renan Filho disputar ou não um mandato na próxima eleição só será tomada em 2022. Já Arthur Lira segue decidido a disputar a reeleição

O que está em jogo neste momento para Renan Filho e para Arthur Lira é criar condições para fazer o próximo governador de Alagoas. E nesse cenário, a escolha de aliados como Lula e Bolsonaro tem um peso significativo. Os dois políticos, gostem ou não, tem forte magnetismo político e eleitoral e vão influenciar a eleição em todo o Brasil. Em Alagoas não será diferente.

Estado anuncia “pacote” de ajuda emergencial para empresas
   11 de março de 2021   │     23:59  │  1

O governo de Alagoas vai anunciar nesta sexta-feira (12), um “pacote” de ajuda para empresas que tiveram atividades afetadas pelas restrições do decreto do plano de distanciamento social controlado em vigor. Até a próxima segunda-feira (15) agreste sertão permanecem na fase vermelha e demais regiões na fase laranja.

As medidas serão anunciadas às 9h30, em coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais do governo do Estado, com participação do governador Renan Filho e de alguns secretários de Estado -especialmente os ligados à área econômica.

De acordo com um interlocutor do Palácio dos Palmares, “o pacote será maior do Brasil” – proporcionalmente, claro.

“Nesse primeiro momento as medidas serão direcionadas para os segmentos de bares, restaurantes, lanchonetes e similares, além de academias e empresas de eventos”, adianta o interlocutor.

As medidas foram adotadas para atenuar os efeitos da crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus.

O pacote do Estado deve ter benefícios fiscais, que pode ser redução ou isenção de impostos, e incentivos financeiros, a exemplo de linhas de crédito subsidiadas. A conferir.

Tem mais

Não que exista algum tipo de “disputa” entre governador do Estado e prefeito de Maceió (será que existe?) em torno de ações na crise da Covid-19, mas na quarta-feira, 10,  JHC antecipou as primeiras medidas de ajuda a empresários do ramo de bares e restaurantes. Para esse segmento, a prefeitura vai dar a isenção da primeira parcela, o que corresponde a 50%, da taxa de localização.

Um importante interlocutor da prefeitura avisa que JHC vai anunciar outras medidas na próxima semana. “O prefeito fará uma avaliação da situação na próxima segunda-feira, quando será possível ter uma noção real do impacto das medidas restritivas para setores da economia. O objetivo é atuar de forma efetiva para socorrer as empresas mais afetadas pelo decreto do governo”, pondera.

 

Fase laranja ou vermelha? Novo decreto do governo sai na segunda
     │     22:33  │  0

Na situação de hoje, Maceió iria para a fase vermelha do plano de distanciamento social controlado. De acordo com boletim de leitos de Covid-19 da Secretaria de Saúde de Alagoas, a ocupação geral das UTIs em todo o Estado subiu para 82%. Na capital, a taxa de ocupação é de 84%.

A ocupação de UTIs é recorde. Hoje são 254 leitos ocupados. No auge da primeira onda, em junho de 2020, a maior ocupação foi de 213 UTIs. Ainda assim a taxa de ocupação de UTIs de Alagoas (82%) é uma das menores do país e o Estado é um dos poucos sem “filas” da Covid-19 nos seus hospitais.

Os números , embora melhores do que outros Estados, revelam uma situação preocupante na rede de saúde em função do avanço da pandemia em Alagoas. Hoje a demanda é maior que a oferta de leitos, o que pode levar o governo a “endurecer” as medidas se continuar assim.

O que pode evitar que todo o Estado regrida para a fase vermelha, com restrições mais duras à circulação de pessoas? No momento só a capacidade do Estado de disponibilizar mais leitos para a Covid-19, principalmente de UTIs.

O novo decreto do governo sobre o plano de distanciamento social controlado deve sair, como já antecipou o governador Renan Filho ao blog, na próxima segunda-feira (15). Até lá a Sesau-AL trabalha para ampliar o número de leitos. A expectativa é fechar a semana com algo entre 40 e 70 novos leitos.

O secretário de Saúde, Alexandre Ayres, deve confirmar ainda nesta sexta-feira entre 20 e 30 novas UTIs, algumas disponibilizadas pela prefeitura de Maceió.

Se conseguir ampliar os leitos, a taxa de ocupação cai e a possibilidade de regressão para a fase vermelha na capital – e por tabela todo o Estado – diminui. Nesse cenário, a tendência seria de manutenção do quadro atual, com o agreste e sertão na fase vermelha e demais regiões na laranja.

Ocupação de leitos de Covid-19 em Alagoas

De acordo com o boletim da Sesau-Al desta quinta-feira,11, o Estado tem 1008 leitos exclusivos para a Covid-19. Destes, 730 estão ocupados, o que equivale a 72%. Desse total são 310 UTIs e 38 unidades intermediárias, totalizando 348 leitos com respiradores. Nesse caso (leito com respirador), a ocupação geral é de 78%

A taxa de ocupação de UTIs é a maior. Das 310, 254 estão ocupadas, o que equivale a 82%. No corte por região, Maceió tem 183 UTIs, com 153 ocupadas, correspondendo a 84% do total. No interior são 127 UTIs, das quais 101 estão ocupadas, uma taxa de 80%.

Veja aqui o boletim de ocupação de leitos de Covid-19 em Alagoas de 11 de março

 

Com “apitaço”, Pindorama comemora marca histórica
     │     16:39  │  1

A barulheira foi grande na Usina Pindorama. E por um bom motivo. Ao som de sirenes, buzinas e do tradicional apito da fábrica, o “caminhão do milhão” foi recebido por cooperados e colaboradores na noite de segunda-feira (8).

A marca histórica era perseguida há décadas. A superação foi e será muito comemorada daqui por diante.

Nas últimas duas safras, Pindorama se aproximou muito da meta de moagem de 1 milhão de toneladas de cana num só ciclo.

“Batemos na trave algumas vezes. Agora, a bola entrou”, comemorou Klécio Santos, presidente da cooperativa.

A marca de um milhão de toneladas de cana-de-açúcar para o beneficiamento na safra 20/21 pela fábrica é um símbolo para a cooperativa, que no passado enfrentou crises que quase levam ao seu fechamento. O fato foi comemorado por colonos, diretoria e colaboradores.

A marca representa o crescimento de 5% em relação ao ciclo anterior. No ciclo atual, a Cooperativa Pindorama contou com o excedente de 80 mil toneladas da Usina Coruripe pactuado através de parceria firmada no final do mês de fevereiro. A expectativa é que a Pindorama encerre a moagem no próximo domingo, 14, com mais de um milhão de toneladas de cana.

“Agora vamos continuar trabalhando muito, não só para manter a produção atual, mas para superar. Um volume maior de cana torna nossa usina mais competitiva, melhora nossos custos e fortalece nossa presença no mercado”, aponta Klécio.

Caminhão do milhão

Sem novos leitos, Maceió vai entrar na fase vermelha
   10 de março de 2021   │     12:05  │  1

Maceió pode regredir para a fase vermelha na próxima semana. E não só a capital. Todo o Estado sofrerá restrições ainda mais duras na circulação de pessoas. O governo já alertou setor produtivo e líderes políticos sobre essa possibilidade.

A boa notícia, no entanto, é que tudo pode continuar como está por mais uma semana, com possibilidade até de evolução para a fase amarela até o final deste mês.

Tudo vai depender de dois fatores. O principal deles, no momento, é a contratação de novos leitos de UTIs exclusivos para a Covid-19 pelo Estado.

No momento, Alagoas tem 310 UTIs na rede pública exclusivos para a Covid-19. É um recorde. Mas ainda é pouco para dar conta da segunda onda.

O governador Renan Filho autorizou a Secretaria de Saúde do Estado a contratar mais leitos esta semana. Serão de 50 a 70 leitos que serão abertos principalmente na rede privada.

Se a Sesau-AL conseguir contratar novos leitos, o governo vai manter a maior parte do estado na fase laranja – inclusive Maceió.

Também conta nesse esforço as iniciativas do prefeito da capital. Na semana passada JHC disponibilizou 70 leitos para Covid-19, sendo 20 UTIs. Esta semana a prefeitura deve liberar mais 50 leitos.

O outro fator, claro, é a evolução da pandemia.

Como já disse, a doença avança mais rapidamente no momento do que a capacidade do Estado em ampliar a oferta de leitos. Se o ritmo de contágio não diminuir – o que pode acontecer a partir das novas medidas – o colapso da rede de saúde será inevitável.

O governador Renan Filho diz que pretende manter o atual decreto até a próxima semana – como previsto.

Na semana passada ele editou a atual portaria apenas três dias depois de ter colocado o Estado na fase amarela.

“Essa semana estamos na luta para abrir mais leitos. Temos hoje 310 (UTIs). No interior e na capital. Queremos abrir mais 50/70”, aponta o governador

Com os novos leitos, o governo avalia que será possível passar a fase mais dura da pandemia sem formar filas nos hospitais, a exemplo do Paraná, que tem mais de mil pessoas esperando por vagas para tratamento de Covid-19 nas redes pública e privada.

Tudo, no entanto, vai depender do que cada um de nós fizer. O vírus não perdoa. Enquanto a vacina não chega, melhor prevenir.

Evolução de leitos de Covid-19 em Alagoas

Hoje são 993 leitos, um crescimento de 51,1% em relação a 1o de janeiro de 2021 (657) . Destes, são 310 UTIs, uma variação de 65,7 na comparação com os 187 que eram ofertados no começo do ano (187).

Repito. O rápido crescimento do número de leitos, especialmente de UTIs, não dá conta da Covid-19 que continua avançando avança mais rapidamente.

Nesse mesmo período – entre 1o de janeiro e 9 de março – a ocupação total dos leitos saltou de 270 para 682, um aumento de 152,5%. Em apenas um dia a ocupação aumento em mais de 10% (até o dia era 626 leitos ocupados).

A situação, repito, é mais preocupante no caso das UTIs. O número de internados pulou de 103 para 254, em crescimento de 146%. O número de pacientes em leitos de UTIs exclusivos para a Covid-19 é recorde e a taxa de ocupação nessa terça-feira, 9, chegou aos 82%.

Veja aqui o boletim de ocupação de leitos de Covid-19 em Alagoas de 9 de março