Quando comércio e igrejas vão abrir no interior de AL? Secretário responde
   6 de julho de 2020   │     14:06  │  2

O governo decidiu adotar, a partir de 30 de junho uma nova estratégia de isolamento social em Alagoas.

No novo decreto, que estabeleceu o Plano de Distanciamento Social Controlado, a flexibilização gradual das atividades que estavam suspensas se dá por etapas e por regiões.

A capital, no momento, com melhores indicadores no contágio de Covid-19 evoluiu para a fase laranja. Com direito a abrir “legalmente” lojas até 400m2, igrejas, salões de beleza e barbearias, além do que já estava aberto.

O interior segue do jeito que estava. E até quando? O secretário de Saúde de Alagoas, Alexandre Ayres, avalia que o interior do Estado ainda “requer mais atenção” do que Maceió, mas a tendência de contágio é menos agressiva do que se verificou na capital.

E se o número de casos se estabilizar ou cair nesta semana, ele avalia que será possível recomendar o avanço de todo o interior ou de algumas regiões para a fase amarela já no próximo decreto, que vigora a partir de 15 de julho.

A recomendação, no entanto, é que tudo fique como está hoje até 14 de julho. Maceió na fase laranja e Alagoas na vermelha.

Se tudo correr como esperado, o avanço pode ser simultâneo, um “degrau” para cada região, com a capital migrando para a fase amarela e o restante do Estado, ou regiões com melhores indicadores – a exemplo da grande Maceió – evoluindo para a fase laranja.

O que se espera na capital, a partir do dia 15, é a volta do transporte intermunicipal, bares, restaurantes e shoppings. Se confirmado, o turismo voltará a “respirar”, com o retorno gradual de voos e dos turistas.

Claro que tudo dependerá da evolução da pandemia. Ou seja, cada um tem que continuar fazendo sua parte, para tudo voltar ao ‘novo normal’.

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Quem vai querer? Petrobras está à venda em Alagoas
   5 de julho de 2020   │     13:18  │  2

A operação da Petrobras em Alagoas, que inclui sete campos de petróleo e gás, gasodutos, oleodutos e uma unidade de processamento de LGN (líquido de gás natural) está à venda em Alagoas.

A empresa informa, em comunicado divulgado ao mercado, que pretende vender 100% de sua participação no “Polo” localizado no Estado.

Se a transação evoluir, a Petrobras deve deixar de atuar fisicamente na exploração de petróleo e gás em Alagoas. A empresa também está vendendo participação em campos marítimos de petróleo na bacia Sergipe/Alagoas.

O negócio está sendo intermediado pelo banco JP Morgan e os valores da operação não foram informados. Mas só na produção de petróleo, que é a operação de menor valor da Petrobras no Estado, o faturamento potencial, a preços de hoje, é de cerca de R$ 200 milhões por ano.

empresa informa que o “Processo” consiste na cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural desse grupo de campos de terra e águas rasas, com instalações integradas, visando fornecer aos potenciais compradores plenas condições de operação (“Potencial Transação”).

Veja o que está sendo ofertado:

▪ O Polo compreende 7 concessões de produção (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos), todas localizadas na região leste do Estado de Alagoas, estando situadas em diferentes municípios do referido Estado. O campo de Paru, com 1 poço produtor de gás, está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros. Os demais campos estão em áreas terrestres.

▪ A produção média mensal do Polo no ano de 2019 foi de 2.348 bpd de óleo+condensado e 856 mil m³/d de gás, gerando 1.010 bpd de LGN.

▪ Dentre as principais instalações do Polo destacam-se as duas Estações de Tratamento (Furado e Pilar) e cerca de 230 Km de gasodutos e oleodutos, em especial o oleoduto de escoamento da produção até o Terminal Aquaviário de Maceió. Além das concessões e suas instalações de produção, o Polo inclui a Unidade de Processamento de Gás Natural – UPGN de Alagoas, responsável pelo processamento todo o gás do Polo e pela geração dos Líquidos de Gás Natural – LGN, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões m3/dia por dia.

▪ A base operacional do Polo está localizada no município de Pilar, cerca de 35 Km de Maceió, capital do Estado de Alagoas.

▪ A Petrobras é a operadora e detém 100% da participação nas 7 concessões do Polo. A proposta é de alienação da totalidade da participação da Petrobras.

▪ Poderá ser oferecido contrato de compra de óleo e contrato de compra de gás pela Petrobras em termos a serem informados durante o Processo.

Veja aqui o comunicado: Petrobras divulga teaser de E&P de ativos no estado de Alagoas

Veja aqui o teaser: OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO EM CAMPOS TERRESTRES E DE ÁGUAS RASAS NO BRASIL

Unidade de produção da Petrobas em Pilar-AL

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Pela primeira vez, AL tem taxa de contágio “negativa” de Covid-19?
   3 de julho de 2020   │     23:58  │  3

Vencemos a pandemia? Não. Ainda falta muito para respirar aliviado. Mas Alagoas segue um caminho próprio, com resultados inesperados, que parecem desafiar as previsões.

Contrariando a lógica e recomendações, entre as quais da Sociedade Alagoana de Infectologia e do Comitê Científico Nordeste, o Estado, que deveria ter decretado o bloqueio total no final de maio ou início de junho.

O lockdown deveria evitar o colapso na rede de saúde, mas o Estado manteve tudo do jeito que estava, com grande parte dos estabelecimentos abertos.

Contrariando as previsões, sobram leitos clínicos para tratamentos de pacientes do novo coronavírus. Batemos na trave, é verdade, quando se fala de UTIs. Mas em nenhum momento a anunciada sobrecarga da rede hospitalar para atendimento de doentes da Covid-19 se confirmou.

Os índices de isolamento social continuam abaixo do recomendado. Nessa quinta-feira (2) o IIS ficou em 40,3% no Estado. Na média dos últimos dias ficamos sempre nessa faixa (veja o mapa), quando o ideal seria acima de 60%.

com a “ajuda” da fiscalização e cumplicidade da população, o descumprimento aos sucessivos decretos de “quarentena” ou distanciamento social controlado é crescente

E ainda assim, sem lockdown, com isolamento social em queda, pessoas circulando sem máscaras, com a abertura à meia porta de estabelecimentos que não deveriam funcionar e, aglomerações cada vez maiores, o Estado parece estar “vencendo” á pandemia.

Os últimos números apontam para uma queda de novos casos em Maceió e na maioria das cidades do interior. Ao menos pelos dados oficiais.

E mais um número chega para “contrariar”. Pela primeira vez desde o começo da pandemia, Alagoas tem uma taxa de transmissão do novo coronavírus (Rt) abaixo de 1.

O número de reprodução calculado pelo Covid-19 Analytics aponta que a Rt Alagoas ficou em 0,98 nessa quinta-feira (02), a segunda menor do Nordeste, atrás apenas do Ceará que ficou em 0,96 e melhor que Maranhão (1,03) e Pernambuco (1,11), dois Estados da região que decretaram lockdown, assim como o Ceará. Em todo país, Alagoas ficou na quarta posição.

A Rt de Alagoas seria, na prática, uma taxa “negativa”. Lembrando que um para um é quando uma pessoa contamina outra ou seja, estabilidade. Acima disso uma pessoa contamina mais de um, tendência de alta. Abaixo de um, o vírus perde força, na medida em o número de contaminados cairá gradativamente até atingir zero.

Agora, o Comitê Científico Nordeste traz um novo boletim, divulgado nessa quinta-feira (2). E de novo, alegando risco de colapso na saúde, recomenda lockdown em Maceió e algumas cidades do interior. O risco agora é o “feito bumerangue”. Algo parecido com o recrudescimento ou uma segunda onda da Covid-19 em Alagoas.

Sem clima para endurecer o isolamento social, o governo de Alagoas vai seguir com o Distanciamento Social Controlado. E tudo aponta para uma flexibilização ainda maior no próximo decreto que vai entrar em vigor provavelmente no próximo dia 15 de julho.

É cruzar os dedos e torcer que Alagoas siga contrariando a “lógica”.

Veja aqui o boletim do Comitê Científico Nordeste

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“É alarmante revelação de que a Lava Jato se deixou usar por espiões estrangeiros”
     │     22:20  │  1

Em reportagem desta sexta-feira (3) o UOL aponta a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba pode ser encerrada no mês que vem. O motivo seria uma crise interna no Ministério Público Federal, gerada a partir de conflito com a Procuradoria Geral da República.

O procurador-geral Augusto Aras decidirá, em agosto agosto, se prorroga ou se deixa que a Lava Jato do Paraná seja desfeita.

Mas seja qual for a decisão de Aras, a Lava Jato é alvo de novas e bombásticas revelações da Vaza Jato. A mais recente é a colaboração, ao arrepio da Lei, com espiões estrangeiros.

“Mesmo sabendo dos riscos de ferir a legislação brasileira, o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, decidiu violar a Constituição para tratar de uma cooperação com o FBI dos Estados Unidos. Conforme revelou a nova Vaza Jato, o procurador admitiu que a Polícia Federal preferia tratar direto com os norte-americanos um pedido de extradição de um suspeito da Lava Jato em vez de seguir as vias formais”, revela reportagem do Brasil 247.

“É alarmante revelação de que a #LavaJato se deixou usar por espiões estrangeiros,às escondidas, fora da lei e Dallagnol contou com acobertamento e cumplicidade do então juiz Moro. A Lava Jato, além de tudo, tem sua porção clandestina”, comentou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) no Twitter.

Para Renan Calheiros “a promiscuidade de Deltan e outros, revelada pela VazaJato reforça que eles buscavam ser uma instituição acima das demais e acima das leis. Escondidos, estavam os projetos políticos bancados pelo dinheiro público, que o STF barrou”, tuitou o senador.

Saiba mais:

Crise entre PGR e Lava Jato pode determinar fim da força-tarefa

Mesmo orientado a seguir a lei brasileira, Dallagnol decidiu burlá-la para cooperar com os Estados Unidos

 

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JHC, Gaspar ou Davi: qual o destino do DEM em Maceió?
     │     17:20  │  0

O futuro do Democratas na política alagoana – e especialmente em Maceió – é alvo de especulações e de muita disputa no momento.

Lideranças do partido estariam divididas entre três caminhos, entre três pré-candidatos a prefeito da capital. E a decisão tomada em Maceió terá reflexos na política alagoana, com desdobramentos para 2022.

O presidente do DEM em Alagoas, Zé Thomaz Nonô, pela relação com Rui Palmeira prefereria Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB).

O deputado estadual e presidente do partido em Maceió, Davi Maia, aposta no apoio a JHC (PSB).

A pré-candidata a vereadora Gabi Ronalsa e seu irmão o deputado estadual Dudu Ronalsa preferem Davi Davino Filho (PP).

Em meio a tantas possibilidades, quem deve decidir o futuro do DEM em Maceió (e por tabela em Alagoas) é o presidente nacional da legenda, ACM Neto.

E o que o presidente do DEM quer, de fato, é um caminho que garanta ao partido a possibilidade real de eleger um deputado federal em Alagoas nas próximas eleições.

Na decisão de ACM Neto, dizem, pode pesar ainda o fato de que o irmão de JHC, João Antônio Caldas, suplente atualmente no exercício no mandato de deputado federal pela Bahia, seria um aliado dele na política baiana.

E para embolar um pouco mais o meio de campo, algumas lideranças do DEM querem fazer a indicação do candidato, no caso candidata,  a vice-prefeito.

Não será uma composição fácil. Na chapa de JHC, já falam no nome de Teka Nelma (filha da deputada federal Tereza Nelma, do PSDB). Na chapa Alfredo Gaspar de Mendonça, o vice deve ser Tácio Melo (Podemos). Na chapa de Davi Davino Filho não se fala em nomes, mas o vice deve vir do PSL ou do PRB.

Com o adiamento das eleições para novembro, Nonô e ACM Neto ganharam um pouco mais de tempo para decidir. Mas não poderão demorar muito, sob o risco de nem conseguir emplacar vice, nem viabilizar um nome para a Câmara dos Deputados em 2022.

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