“Vamos montar chapas competitivas de federal e estadual”
   14 de abril de 2021   │     18:24  │  2

Foi uma longa espera até confirmar a “nova casa”. O ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, deixou o PSDB após divergências com o presidente do partido em Alagoas, senador Rodrigo Cunha, em 21 de fevereiro de 2020. Nesta quarta-feira, 14, quase 14 meses depois, ele assinou a ficha de filiação ao Podemos.

Em Brasília, ao lado da presidente nacional do partido, a deputada federal Renata Abreu (PODE-SP), Rui formalizou a filiação ao partido que, na prática, já era “seu”.

O grupo mais próximo do ex-prefeito está filiado ao Podemos, incluindo o presidente estadual, Tácio Melo, que participou do ato de filiação de Rui Palmeira.

“A Família Podemos recebe de braços abertos o ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira, importante liderança do Estado do Alagoas. Palmeira transformou a capital durante sua gestão. Só temos a lhe agradecer por ter aceitado o nosso convite para integrar nosso time”, registrou Renata Abreu em suas redes sociais.

“Vim a Brasília para assinar minha ficha de filiação ao Podemos, a convite da presidente nacional, deputada Renata Abreu, e do presidente estadual Tácio Melo. Estou retornando para já começarmos a trabalhar as candidaturas proporcionais para 2022. Temos um partido forte, com excelentes quadros, e um projeto de políticas públicas e avanços sociais para o Brasil e Alagoas”, disse Rui Palmeira através de nota à imprensa.

Ao blog, por aplicativo, Palmeira adianta que o Podemos terá chapas competitivas em Alagoas. De federal e estadual. Isso não o exclui de um projeto majoritário. Mas como lembrou o próprio Rui, outro dia, “disputa majoritária não é projeto pessoal, mas de grupo”.

“Nossa ideia é montar chapas tanto de federal quanto de estadual. Já temo bons nomes no partido, três vereadores em Maceió, por exemplo. Devemos montar chapas competitivas para estadual e federal”, aponta.

Em outras palavras, Rui Palmeira prepara seu retorno a Brasília, devendo disputar novamente um mandato de deputado federal, mas dependendo do cenário pode sim disputar o governo. Mas essa é outra história.

Rui Palmeira assina ficha de filiação ao Podemos ao lado da deputada federal Renata Abreu

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“Já disse ao governador que estou pronto para jogar em qualquer posição”
     │     0:19  │  1

Planos para 2022? Todo político de carreira, especialmente exercendo mandato, tem o seu. São 27 vagas de deputado estadual, 9 de deputado federal, uma de senador, governador e vice. A prioridade para a maioria é disputar a reeleição.

Esse é o plano A na Assembleia Legislativa de Alagoas. A exceção de três ou quatro deputados, todos devem disputar a reeleição.

O presidente da Casa, MV, tem a opção de disputar vaga de federal ou – em eventual afastamento de Renan Filho do cargo – assumir o governo.

Jó Pereira e Davi Davino Filho são lembrados para disputar cargos majoritários ou vagas de federal.

Antônio Albuquerque também pode disputar um cargo majoritário. Paulo Dantas tem peso para disputar qualquer cargo, mas a decisão será tomada em conjunto com Marcelo Victor.

O senador Fernando Collor já sinalizou que será candidato à reeleição e tem avançando bem nessa direção.

Os cargos de governador e de vice (este vago) não poderão concorrer a reeleição.

Nesse cenário, a definição do jogo passa, mais uma vez, pela eleição da bancada de Alagoas na Câmara Federal.

Dos 9 deputados federais, todos devem concorrer a reeleição – a depender do cenário.

Arthur Lira tem peso para disputar um cargo majoritário, mas tem sinalizado para a reeleição, uma vez que tem a possibilidade de também ser reeleito presidente da Câmara dos Deputados.

Isnaldo Bulhões nunca escondeu que toparia disputar o governo, desde que tivesse o apoio do grupo de Renan Filho, mas segue trabalhando para se manter em Brasília.

Já o deputado federal Marx Beltrão corre trecho com um pé na reeleição e ou outro na majoritária.

“Sou candidato a reeleição, estou trabalhando para isso, mas já avisei ao governador Renan Filho que estou pronto para jogar em qualquer posição”, aponta.

Marx Beltrão, apesar de ter perdido algumas prefeituras mais “simbólicas”, a exemplo de Coruripe, sai fortalecido para disputar a reeleição.

Antes de 2020 ele tinha apoio de 12 prefeitos, agora contabiliza 21.

Em outras palavras, Marx Beltrão tem boas chances de conquistar mais um mandato de deputado federal, mas topa disputar o governo. Mas sabe que essa não será uma decisão nem dele, nem do governador, mas de todo o grupo. O primeiro passo ele já deu: está mais próximo do Palácio dos Palmares do que nunca. Mas essa é outra história.

 

 

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Quem tem medo da CPI do Pinheiro? Comissão pode “morrer” por falta de assinaturas
   13 de abril de 2021   │     20:08  │  0

A CPI é o tema do momento no Brasil. Mas não em Alagoas. Por aqui a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa de Alagoas, para apurar o “desastre” do Pinheiro pode naufragar por falta de assinaturas.

A proposta foi apresentada na semana passada pelo deputado estadual Ronaldo Medeiros. E vem como uma nova perspectiva. Pode jogar luz num problema que continua abalando a vida de milhares de famílias de Maceió.

O pedido de CPI segue em aberto, à espera de assinaturas. Alguns parlamentares prometeram que iriam assinar, mas não assinaram até agora.

Para ser instalada, a CPI precisa ser subscrita por outros oito parlamentares, além de Medeiros.

O que diz Ronaldo? “A proposta está aí. A CPI pode não só apontar culpados, mas também apresentar soluções. É um importante instrumento do parlamento que pode ser usado, especialmente em casos como o desastre da mineração. O pedido agora só depende da assinatura de outros deputados e eu torço para que isso aconteça”, pondera.

“Precisamos dar às pessoas uma solução para este problema e entender até onde vai o estrago causado pela empresa. Os prejuízos são imensuráveis. São famílias que foram retiradas de suas casas, tiveram suas vidas atingidas das mais diversas formas e ainda aguardam uma lenta indenização pela Braskem. Eles precisam de respostas, de amparo. É preciso saber exatamente o que aconteceu no local para que os danos não venham a se alastrar”, aponta Ronaldo.

Inexplicável: não há dúvidas da importância de uma CPI para investigar o maior “desastre” de Alagoas. Falta entender porque os deputados não fizeram isso antes ou porque não fazem agora. Alguém explica?

Ronaldo Medeiros defende instalação de CPI para apurar “desastre” da mineração em Maceió

Versão oficial

Veja texto enviado pela assessoria do gabinete de Ronaldo Medeiros

Deputado pede criação de Comissão para apurar rachaduras e afundamentos em bairros de Maceió

Para apurar as causas e consequências das rachaduras e afundamentos causados por um tremor de terra em diversos bairros de Maceió, o deputado Ronaldo Medeiros (MDB) pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa de Alagoas.

Mesmo após três anos do abalo sísmico, os moradores das áreas atingidas continuam sem ter conhecimento da extensão do dano causado pela mineração da empresa Braskem nos locais. Além disso, há ainda efeitos à saúde mental da população desses bairros, que têm sido realocada de suas residências.

“Precisamos dar às pessoas uma solução para este problema e entender até onde vai o estrago causado pela empresa. Os prejuízos são imensuráveis. São famílias que foram retiradas de suas casas, tiveram suas vidas atingidas das mais diversas formas e ainda aguardam uma lenta indenização pela Braskem. Eles precisam de respostas, de amparo. É preciso saber exatamente o que aconteceu no local para que os danos não venham a se alastrar”, defende o deputado Ronaldo Medeiros.
Atualmente, a estimativa é que o número de famílias atingidas seja de 15 mil, totalizando mais de 60 mil pessoas. A área de risco definida pela Defesa Civil inclui os bairros do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto, Mutange e parte do Farol, podendo ser atualizada diante de novos estudos.

A comissão deve ser formada por cinco parlamentares que acompanharão de perto o andamento dos estudos nos bairros afetados e analisar as indenizações aos moradores dos locais.

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Após mudança na Seagri, governo vai mudar Adeal e Emater
     │     19:34  │  0

O processo é de alinhamento político. Tanto quanto na foi na Secretaria de Agricultura. Após a posse de Maykon Beltrão, na Seagri, realizada nesta terça-feira (13), o setor público agrícola terá nova mudanças no segundo escalão.

Por indicação do deputado federal Marx Beltrão (PSD), João Paulo Calheiros será nomeado presidente da Emater. E o ex-vereador de Maceió Zé Márcio, será o novo presidente da Adeal.

As trocas nos órgãos serão pontuais, dentro de um processo de rearranjo político no grupo de Marx Beltrão.

E tudo aponta que os atuais gestores de Emater (Adalberon Sá Junior) e Adeal (Isaac Albuquerque) continuarão atuando nestes ou em outros órgãos do setor agrícola.

“Tanto o Adalberon quanto o Isaac são excelentes técnicos. Acredito que podem e devem continuar, assim como o João Lessa continuará contribuindo na Seagri. São amigos meus, que mostraram competência na gestão. Apenas fizemos alguns ajustes necessários em função do quadro político”, pondera Marx.

PS.: As mudanças nos dois órgãos deve ocorrer ainda esta semana.

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Prefeito de Marechal Deodoro ganha ação na justiça contra falsas denúncias
     │     18:59  │  0

O prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho, o Cacau, teve julgada improcedente pelo Tribunal de Justiça de Alagoas ação movida por Deivis Klinger, num processo em que era acusado de “desobediência do chefe do executivo municipal, pelo não cumprimento da reabertura da Maternidade Imaculada Conceição dentro do prazo de 120 dias após a posse”.

O Tribunal de Justiça de Alagoas manteve a decisão da 1ª Vara de Marechal Deodoro, julgando incoerente a ação movida por Klinger.

De acordo com informação da assessoria, “ainda em seu primeiro mandato, Cacau seguiu seu programa de Governo e reabriu a Casa Maternal no seu primeiro mandato como prefeito”.
O Judiciário, tanto em primeiro, quanto em segundo grau, entendeu que a ação movida por Klinger não era cabível “por não haver qualquer prejuízo à administração municipal”.

Além disso, o pleito caracterizaria “nítida motivação pessoal, dado que o autor já havia movido outras ações sem fundamentos, sendo todas julgadas indefensáveis”.

O TJ/AL também condenou Deivis Klinger a pagar um total de 5 mil reais referentes aos custos do processo. Além disso, tendo em vista que o autor das ações é funcionário do Judiciário, o Tribunal ainda moveu a autuação à Corregedoria-Geral de Justiça para que se tome conhecimento dos atos do servidor e adotar as medidas cabíveis ao caso.

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