Sem mandato, Biu e Quintella podem disputar eleições em 2020
   16 de outubro de 2018   │     23:52  │  4

Maurício Quintella (PR) e Benedito de Lira (PP) perderam a eleição para o Senado, mas não devem ficar “desempregados” por muito tempo.

Os dois estão de “férias” e devem aproveitar mais alguns dias para descansar depois da eleição. Quintella reassume o mandato na Câmara dos Deputados no começo de novembro, quando termina a licença de quatro meses que tirou para se dedicar à campanha ao Senado. Até lá, vai aproveitar para ficar mais próximo da família e para pensar no futuro político.

Biu também deve reassumir o mandato, após licença para se dedicar à campanha, em meados de novembro.

A partir de fevereiro do próximo ano, os dois ficam sem mandato.

No caso de Maurício Quintella, é a primeira vez em mais de 20 anos que ele ficará sem um mandato. Com mais de 50 anos de carreira política, essa será a segunda vez que Biu ficará no banco.

Com trânsito tanto no grupo do governador Renan Filho (MDB), quanto do prefeito de Maceió Rui Palmeira (PSDB), Maurício Quintella não deve ficar fora do jogo por muito tempo. Seu nome tem sido lembrado desde já para encarar as eleições de 2020 como candidato a prefeito de Maceió.

Mas se topar, como Renan Filho e Rui Palmeira não se bicam (e não dão sinais de que pretendem se aproximar nem tão cedo), Quintella terá que escolher um lado – e logo.

Se decidir disputar a prefeitura de Maceió, Quintella deve encarar pela frente o deputado federal JHC (PSB). Depois de ter ficado em terceiro lugar em 2016, atrás de Rui Palmeira e Cícero Almeida, ele é apontado como “candidato natural” nas próximas eleições. E certamente será um candidato mais experiente e mais competitivo.

Mas não é só Quintella, entre os que vão ficar sem mandato, que poderá disputar as próximas eleições. Já tem gente defendendo que o senador Benedito de Lira (PP) saia candidato a prefeito em um dos municípios (Junqueiro, Campo Alegre e Teotônio Vilela) que estão na base de sua origem política e são administrados por parentes e aliados.

O plano, segundo um conhecido analista político, seria lançar Benedito de Lira candidato a prefeito em Campo Alegre, cidade onde o senador liderou com folga a votação e que é administrada hoje por Pauline Pereira, com quem mantém laços familiares e políticos.

Por enquanto é só especulação, mas vai que…

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Uma das maiores indústrias de laticínios do Brasil vai se instalar em AL
   15 de outubro de 2018   │     20:18  │  5

Uma das marcas mais conhecidas no mercado nacional de lácteos vai implantar uma unidade em Alagoas. Trata-se da Mococa, empresa que tem sede em São Paulo e fez a aquisição do Laticínio Murici (Leite MUU), sediado em Murici e deve começar a operar já no primeiro trimestre de 2019.

A empresa vai ampliar a indústria com investimentos da ordem de R$ 11,5 milhões. “Na primeira fase serão gerados 65 empregos diretos, com a ampliação para a geração de 110 empregos a partir do segundo ano”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

A operação da Mococa em Alagoas começa com 35 mil litros de leite dia e chegará até 150 mil litros de leite num prazo de até 5 anos. A empresa vai produzir em Alagoas creme de leite, leite condensado e achocolatado, abrindo um novo mercado para os produtores de leite alagoanos.

Incentivos

O Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes) aprovou, na última semana, durante reunião no Palácio República dos Palmares, a concessão de benefícios fiscais para a Mococa S/A Produtos Alimentícios, que irá se instalar no município de Murici, a 53 km de Maceió.

Atuando há mais de 90 anos no mercado nacional, a empresa do ramo de laticínios irá fabricar leite condensado e achocolato na unidade produtiva de Alagoas, e deve gerar cerca de 400 empregos diretos e indiretos na região.

“A chegada da Mococa S/A é uma conquista importante para Alagoas, e contribuirá não só para o desenvolvimento econômico, como também para a consolidação e melhoria da Cadeia Produtiva do Leite do nosso Estado”, afirmou o presidente do Conedes e secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito.

Com o incentivo fiscal aprovado, a Mococa S/A se instala em Alagoas com os benefícios concedidos pelo Governo do Estado que fazem parte do Programa de Desenvolvimento Integrado (Prodesin), que oferece a redução de 92% no pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na saída dos produtos industrializados, além do diferimento do ICMS sobre os bens destinados ao ativo fixo, sobre a matéria-prima utilizada na fabricação de produtos e na aquisição interna de energia elétrica e gás natural.

Rafael Brito presidiu reunião do Conedes

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Grupos formam chapa de convergência para eleições da OAB Alagoas
     │     16:47  │  0

A eleição da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas, marcada para 23 de novembro, já mobiliza advogados de todo o estado.

Na quarta-feira, 10, foi lançada a Chapa OAB Unida. Nivaldo Barbosa Jr e Vagner Paes são candidatos a presidente e vice. Os registros de novas chapas podem e devem ser feitos até o dia 22/10.

A OAB Unida reúne grupos que disputaram as eleições passadas, em 2015, em chapas diferentes.

Vale relembrar. Na última eleição, três grupos disputaram a OAB: Chapa 1 – “Avança OAB”, que teve como candidata à presidência a advogada Fernanda Marinela e como candidato a vice o advogado Ednaldo Maiorano; Chapa 2 – “Advogados por uma Nova Ordem”, cujo candidato foi a presidente foi o advogado Fernando Falcão e o candidato a vice o advogado Luciano Almeida e a Chapa 3 – “Muda OAB”, que apresentou o nome do advogado Roberto Mendes como candidato a presidente e o advogado Vagner Paes como candidato a vice.

Nesta eleição, tudo aponta que serão apenas dois grupos. A Chapa 1, já registrada, representa, segundo o Advogado Álvaro Arthur Almeida, a união de vários setores da Advocacia Alagoana, principalmente dos grupos que formaram as chapas 1 e 3 nas eleições passadas.

“Essa chapa também conta com o apoio da atual da gestão e em especial da presidente (da OAB) Fernanda Marinela, mas também conta com o apoio de vários outros segmentos que entendem que é possível avançar no bom trabalho que vem sendo realizado”, aponta.

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Só dois candidatos tem mais votos que abstenção, nulos e brancos em AL
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A julgar pelos números oficiais do TSE, o alagoano foi às urnas no 1o turno, no dia 7 de outubro, mais por obrigação que empolgação.

Do total de 2.187.948 eleitores do estado, um a cada cinco ou 494.445 simplesmente não compareceram às urnas.

A abstenção em Alagoas chegou a 22,6%, a maior do Nordeste e terceira maior do Brasil (atrás do MT, com 24,6% e RJ com 23,6%), acima da média nacional, que ficou em 20,20%.

Se considerada a soma de nulos e brancos, quase 30% dos alagoanos deixaram de votar para presidente, 31,68% não votaram para deputado estadual, 33,33% não votaram para deputado federal, 40,53%% não votaram para senador e 40,81% deixaram de votar para governador.

Em números absolutos, a soma de abstenção, brancos e nulos foi de: 892.865 votos para governador; 652.202 para presidente, 1.773.412 para senador (considerando os dois votos); 729.274 para deputado federal e 692.128 para deputado estadual.

Apenas dois candidatos conseguiram superar a soma de brancos e nulos em Alagoas: o governador Renan Filho (MDB), eleito com 1.001.053 votos (77,30% dos válidos) e o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, que disputa o segundo turno, que teve 687.247 (44,75% dos válidos).

Fora Renan Filho e Haddad, o senador eleito Rodrigo Cunha (PSDB), com 895.738 (34,42% dos votos válidos) foi o único que conseguiu superar apenas a soma de nulos e brancos (que na disputa para o Senado chegou a 783.266).

O deputado federal JHC (PSB), apesar da votação expressiva não conseguiu superar a soma de nulos e brancos. Na disputa de deputado estadual, Jó Pereira (MDB), que foi a mais votada também não conseguiu superar a votação, nem de nulos, nem de brancos.

Recado do eleitor

No caso de Alagoas a falta de disputa na principal eleição do estado – a de governador – parece ter contribuído para o alto número de abstenção, nulos e brancos. Não fosse o acirramento da disputa presidencial e a batalha pelos votos proporcionais, o resultado poderia ter sido pior.

Fica a dica. Não basta só levar o eleitor à urna. É precisar dar uma motivação para o voto.

Abstenção no Brasil

Quase 30 milhões de eleitores não compareceram às urnas no dia 7 de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nível de abstenção, de 20,2%, é o mais alto desde as eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não votou.

No país, a maior abstenção foi no Mato Grosso, com 24,6%. A maior do Nordeste e terceira maior do país foi a de Alagoas, com 22,6%.

Recomendo este texto do G1: Abstenção atinge 20,3%, maior percentual desde 1998

Veja as tabelas

Preparei algumas tabelas que podem ajudar na “leitura” do voto do alagoano. Tire suas conclusões:

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Que tipo de senador Rodrigo Cunha será para Alagoas?
   14 de outubro de 2018   │     19:05  │  4

Inquestionável a vitória do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB). Ele embarcou na onda do “novo”, soube fazer diferença com o discurso de “diferente” e foi eleito com ampla vantagem contra adversários de peso.

Na disputa direta por uma das duas vagas ao Senado estavam nada menos que Benedito de Lira (PP), Maurício Quintella (PR) e Renan Calheiros (MDB).

A diferença deles para o senador eleito pelo PSDB estava principalmente no discurso. Rodrigo centrou suas propostas na ética, no combate a corrupção, na nova política. Biu, Maurício e Renan apostaram na capacidade de carrear recursos, de trazer benefícios e defender os interesses de Alagoas em Brasília.

O estado teve no passado recente uma senadora no estilo proposto por Rodrigo Cunha. Heloísa Helena se tornou conhecida no Brasil e foi inclusive candidata a presidente por ter uma atuação mais dura contra a corrupção.

Faltou a HH demonstrar, no entanto, que tinha capacidade de trazer recursos para Alagoas. E foi esse “ponto fraco” que tirou dela a reeleição em 2010, quando Benedito de Lira “tomou” sua vaga. O argumento era poderoso: estado pobre, Alagoas precisa de senadores que ajudem no seu desenvolvimento.

Em meio a disseminação do conceito de que todos políticos são “farinha do mesmo” saco, agora é Rodrigo Cunha quem “toma a vaga” de Biu.

Enquanto os outros falavam em bilhões e bilhões que conseguiram trazer para Alagoas, Rodrigo se limitou a mostrar que tem o passado limpo, que é do bem e coisas desse tipo. Não precisou de nenhum tijolinho de ouro, não precisou mostrar que conseguiu verbas para educação, saúde ou segurança.

A pergunta que muitos fazem agora – e eu também – é que tipo de senador será Rodrigo Cunha para Alagoas.

Vai se limitar a uma boa atuação no plenário do Senado (assim como fez na Assembleia Legislativa, onde é presente as sessões e proativo na apresentação de propostas) ou irá além, batendo nas portas dos gabinetes dos ministérios, garimpando recursos para Alagoas?

Vencer Benedito de Lira, que entrou na campanha com a imagem da “velha política”, foi fácil. Não será tão fácil superá-lo nos números, no volume de recursos que trouxe para Alagoas.  Mas nada que não possa ser feito por um jovem senador, que tem disposição para encarar novos desafios e um caminho aberto na política alagoana.

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