De Renan para Renan: “É quem me ajuda em todos os momentos”
   16 de setembro de 2017   │     19:34  │  3

O governador Renan Filho acordou com a agenda cheia, com a tremenda responsabilidade de tocar Alagoas nos seus 200 anos.

Ainda assim ele encontrou um tempo para render homenagens a outro aniversariante do dia, o pai dele, senador Renan Calheiros.

Pelas redes sociais, o governador fez questão de fazer o registro:

“Amigos, hoje, 16 de setembro, além de aniversário de Alagoas, é também aniversário do meu pai, Renan. Na foto estamos em um jogo do ASA em Arapiraca. Meu pai é grande exemplo de dedicação, serenidade, liderança natural, força interior. É quem me ajuda em todos os momentos, especialmente nos mais difíceis. É quem defende Alagoas em Brasília com voz ativa e respeitada no Congresso Nacional. O Governo em dia que fazemos conta com o Integral apoio do senador Renan”.

A gratidão demonstrada por RF é em dose dupla:

“Eu escrevo essa mensagem e como filho te desejo muitos anos de vida, saúde e paz. E como governador, te agradeço pelo trabalho dedicado em defesa de nossa Alagoas. Coisas como a renegociação da gigantesca dívida pública do Estado, a distribuição do ICMS do comércio eletrônico, o uso dos depósitos judiciais, as duas repatriações de recursos do exterior, saíram com sua decisiva colaboração e ajudam muito os alagoanos”.

De Renan Calheiros, para Alagoas

Renan Calheiros completa 62 anos de vida, com uma trajetória de mais de 38 na política. Ele venceu a primeira eleição para deputado estadual em 1978, chegando a Câmara Federal em 1982 onde iniciou, já no primeiro mandato uma forte presença na política nacional.

Com estilo único, Renan Calheiros tem desenvoltura na política, mas é extremamente discreto na vida pessoal.

No seu aniversário, evitou festejar a si próprio e preferiu render as homenagens a Alagoas. Na mensagem de “parabéns” a Alagoas que espalhou pelas redes sociais, Renan Calheiros ressalta o passado e aponta o caminho do futuro de Alagoas.

“Alagoas está fazendo 200 anos. São 200 anos de emancipação política. Mas a história de Alagoas é muito maior. Aqui foi dado o primeiro grito de liberdade do Brasil. Os primeiros heróis negros das Américas, Zumbi, Dandara, Ganga Zumba, nasceram aqui no Quilombo dos Palmares. A comemoração do bicentenário é sem dúvidas um momento de conhecer mais de perto o nosso passado, mas também de renovar o nosso amor pela terra e olhar para o futuro com a certeza que o momento atual honra a nossa história de lutas”, diz.

Renan Calheiros reforça: “Estamos vencendo as dificuldades da grave circunstância brasileira, com esforço, trabalho, dedicação, lutando e avançando como nunca. Por tudo isso quero dividir com você alagoano, alagoana do campo, da cidade, do litoral, do sertão, do agreste e da zona da mata a felicidade e o orgulho de ser alagoano. Feliz aniversário Alagoas”.

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“Tainhas” não foram convidadas para a festa dos 200 anos
     │     16:24  │  2

O governo de Alagoas abriu as comemorações dos 200 anos de Alagoas com uma viagem pelo São Francisco. O trajeto de dois dias (14 e 15) com direito a um ato em defesa do Velho Chico teve direito a parada em cidades ribeirnhas.

A programação dos 200 anos de Alagoas inclui segundo programação do governo, atos previstos para acontecer ainda este mês na Serra da Barriga, em União dos Palmares, “em defesa da igualdade racial e da liberdade”; em Marechal Deodoro e Porto Calvo “para resgatar as origens de Alagoas” e mais um nas grotas de Maceió, em parceria com a ONU “para destacar a importância de o Estado estar perto de quem mais precisa”.

Não está faltando algo nesse roteiro?

Olhe bem no centro da bandeira, no brasão de Alagoas. Notou? Elas estão representadas por três tainhas: Mundaú, Manguaba e Jequiá, as grandes lagoas que deram nome e origem ao estado, agonizam tanto quanto ou mais que o Velho Chico, mas ficaram fora da festa.

Assoreadas, margeadas por favelas, envenenadas por lixo e esgotos, as lagoas não foram lembradas hoje. Resta saber: serão, um dia?

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Marcelo Palmeira “treina” para assumir de vez a prefeitura de Maceió
   15 de setembro de 2017   │     23:28  │  3

Nos últimos dias aumentaram os rumores de que Rui Palmeira tomou gostou pela ideia de disputar, no próximo ano, o governo de Alagoas.

Há quem diga até que ele brincou com os preparativos do seu vice, Marcelo Palmeira, para uma eventual candidatura de deputado estadual no próximo ano.

Rui, segundo uma fonte próxima do prefeito, teria aconselhado Marcelo a esquecer a candidatura e se preparar para assumir a prefeitura no próximo ano.

O “conselho” teria sido dado no último dia 4 quando o prefeito, que tirou férias de 15 dias, passou o cargo para o vice.

Desde então, Marcelo tem cumprido uma agenda intensa, com visita a obras, reuniões e comandado a equipe com desenvoltura.

Marcelo já assumiu antes o cargo de prefeito. Desta vez, no entanto, sua gestão tem sido mais intensa e pode ser um bom “treino” para, quem sabe, assumir a prefeitura no próximo ano.

Seja como for, ele segue mais alinhado do que nunca não só com o prefeito, mas também com todos os auxiliares mais próximos de Rui Palmeira.

No dia da posse como interino – 4 de setembro – Marcelo avisou: “Estou assumindo a prefeitura interinamente pelos próximos 14 dias. Obrigado Rui Palmeira pela confiança. Darei andamento a agenda interna e principalmente a agenda de rua, vistoriando e acompanhando os serviços que estão sendo executados por toda a capital”.

Até agora ele tem se saído bem e ainda vem conseguindo ocupar bom espaço na mídia, além de manter bem a agenda política cheia, com encontros com vereadores, prefeitos, deputados e senadores.

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Banco tem R$ 1 bilhão para investir em Alagoas
     │     21:39  │  0

Em temos de vacas magras e de crédito cada vez mais escasso, Alagoas acaba de ganhar um “presente” num momento mais que oportuno – às vésperas do seu aniversário.

Em 2018, Alagoas contará com cerca de R$ 1 bilhão em recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) para apoio a projetos produtivos.

O valor é 50% a mais do inicialmente previsto para o Estado no próximo ano e mesmo percentual de incremento em relação ao que deve ser aplicado este ano.

O anúncio foi feito, essa semana, pelo diretor de Planejamento do Banco do Nordeste, Perpétuo Cajazeiras, em evento promovido pelo BNB em Maceió.

Para anunciar o reforço na linha de crédito, inicialmente estima em R$ 640 milhões, o banco convidou representantes das três esferas governamentais, das entidades do setor produtivo e instituições ligadas à pesquisa e desenvolvimento regional.

“Recebemos a contribuição dos principais parceiros e representantes dos setores produtivos e assim pudemos elaborar uma proposta de aplicação dos recursos mais condizente com a realidade do Estado”, adianta o superintendente do BNB em Alagoas, Wesley Maciel.

Versão oficial

A assessoria do BNB distribuiu texto com a “boa nova”. Leia:

Diretor do BNB anuncia incremento de 50% dos recursos do FNE para Alagoas em 2018

Alagoas contará com cerca de R$ 1 bilhão em recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para apoio a projetos produtivos em 2018 – 50% a mais do inicialmente previsto para o Estado e mesmo percentual de incremento em relação ao que deve ser aplicado este ano. O anúncio foi feito no último dia 13 pelo diretor de Planejamento do Banco do Nordeste, Perpétuo Cajazeiras, em evento promovido pelo Banco na sede do Sindicato do Comércio Atacadista de Alagoas (Sincadeal), reunindo representantes das três esferas governamentais, das principais entidades de classe e instituições ligadas à pesquisa e desenvolvimento regional.

O evento discutiu a alocação destes recursos entre os principais setores da economia e contou com apresentações das Secretarias Estaduais de Desenvolvimento Econômico e do Turismo, e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, sobre as perspectivas de investimentos no Estado para os diversos segmentos do comércio, serviço, indústria, agricultura, pecuária, agroindústria, entre outros.

Para o superintendente estadual do BNB em Alagoas, Wesley Maciel, o evento foi importante por permitir a construção, de forma colaborativa, do orçamento do FNE para 2018. “Recebemos a contribuição dos principais parceiros e representantes dos setores produtivos e assim pudemos elaborar uma proposta de aplicação dos recursos mais condizente com a realidade do Estado. Todos os segmentos e portes empresariais foram contemplados, mas percebemos uma aposta do Governo e entidades de classe na pecuária, agroindústria e no turismo para o próximo ano”, ressaltou.

O Diretor de Negócios do BNB, Antônio Rosendo, também participou do evento e reforçou que está otimista quanto a recuperação da economia e superação da crise e que, havendo demanda da economia e bons projetos produtivos no Estado, o Banco vai apoiar.

Cerca de 24 instituições se fizeram representadas, entre elas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, Companhia Nacional de Abastecimento, Secretarias Estaduais, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Federação da Agricultura do Estado de Alagoas, Federação do Comércio do Estado de Alagoas, Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias, Sebrae, Junta Comercial do Estado de Alagoas, Clube de Dirigentes Lojistas de Maceió, Movimento Alagoas Competitiva, entre outras.

O Banco do Nordeste é o gestor do FNE e a programação orçamentária acontece em todos os estados de sua área de atuação, em conformidade com as diretrizes e orientações gerais do Ministério da Integração Nacional e do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Condel/Sudene), com as prioridades dos governos estaduais e de instituições representativas de classe.

A programação leva em conta ainda preceitos legais de alocação mínima de recursos no Semiárido e de acordo com o porte do cliente, garantindo crédito para as regiões menos favorecidas e para os mini e pequenos empresários e produtores rurais. A proposta inicial de programação da aplicação dos recursos do FNE para o ano de 2018 será ainda submetida à apreciação do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel).

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Prefeitos prometem “luta” para evitar fim do programa do leite em Alagoas
     │     17:41  │  0

Considerado um dos melhores exemplos de inclusão produtiva e social em Alagoas, o programa do leite vem definhando rapidamente. Até 2016, eram 80 mil litros distribuídos por dia, com 80 mil famílias.

O programa começou 2017 sofrendo um corte brusco. Com a redução no orçamento federal, caiu para 40 mil litros diários. Para evitar maiores perdas para os beneficiários, que recebem a doação do produto, as 80 mil famílias continuaram recebendo o leite, mas agora apenas dia sim, dia não. Antes era um litro por dia.

Além do corte o Orçamento, o programa do leite está, agora sob nova ameaça. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) ainda não repassou – faltando menos de 4 meses para terminar o ano – ainda não foi repassado nenhum recurso federal para o pagamento aos produtores.

“O programa tem sobrevido apenas com a contrapartida do governo estadual, ainda assim estamos com três meses de atraso no pagamento aos produtores e se não sair o dinheiro nos próximos dias, os produtores vão parar de fornecer o leite, deixando as famílias sem o alimento”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da CPLA.

Ao lado de outras cooperativas que abastecem o programa, como a Pindorama, a CPLA tem mobilizado a bancada federal e os prefeitos de municípios de Alagoas para evitar o pior: “a mobilização das prefeituras, dos deputados e senadores é fundamental para pressionar o governo federal a liberar os recursos”, aponta Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama.

Essa semana, Klécio e Aldemar participaram de reunião, com o presidente da AMA, Hugo Wanderley. Também participaram do encontro Paulo Dantas, ex-prefeito de Batalha e outros prefeitos.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA. Hugo Wanderley adianta que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. “A pressão precisa ser feita em Brasília”, reforça.

São mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

Versão oficial

AMA se une a CPLA para manter programa do leite

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos- AMA – Hugo Wanderley – assegurou a diretoria da Cooperativa de produtores de leite de Alagoas que a Entidade vai entrar na luta para manter o programa que beneficia 80 mil famílias no Estado, com um litro do produto, 4 vezes por semana. Essas famílias correm o risco de deixar de receber o leite que reforça a alimentação de crianças, nutrizes e gestantes em situação de risco alimentar porque o atraso nos repasses feitos através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), que custeia parte do programa, já supera R$ 30 milhões.

Na outra ponta, mais de 3 mil agricultores familiares que fornecem leite para o programa correm o risco de perder uma importante renda, de R$ 1,26 por cada litro fornecido, o que pode elevar a maioria deles a abandonar a atividade. O Mesmo com o governo do Estado tendo antecipado os valores da contrapartida, o atraso no pagamento aos agricultores familiares chega agora a dois meses e meio.

“Não podemos permitir que isso aconteça e provoque uma grande desordem social”, disse o presidente da AMA, que vai reforçar junto a bancada federal alagoana a importância do programa que é estruturante e transformou a vida de muita gente em para Alagoas. A pressão precisa ser feita em Brasília, complementou.

“Hoje a situação é de crise. Com o atraso no pagamento, muitos agricultores familiares já avisaram que vão deixar o programa se os recursos não forem liberados nos próximos dias”, alerta Aldemar Monteiro, presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), que participou de uma reunião na AMA, acompanhado do vice presidente Fernando Medeiros, do Gerente Comercial Pedro Fernandes, do presidente da Cooperativa Pindorama Klécio Santos e o ex prefeito Paulo Dantas, representante dos municípios da Bacia Leiteira.

O governo federal não cumpriu o que o presidente Michel Temer e o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social, prometeram em dezembro passado, em ampliar e regularizar os pagamentos, obrigando o Programa improvisar os pagamentos somente com a contrapartida do Estado durante todo o ano. De janeiro até agora o programa operou com R$ 7 milhões de contrapartida do Estado.

O presidente da cooperativa Pindorama, Klécio Santos, reforça a necessidade de regularização do pagamento para a normalização do programa: “o agricultor familiar está acostumado a receber pagamentos quinzenais pelo leite que é fornecido. O atraso de cinco quinzenas desanima, desestimula e certamente, se continuar assim, representa uma séria ameaça a continuidade do programa em Alagoas”, aponta.

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