Deputados podem “rachar” na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de AL
   4 de dezembro de 2018   │     22:56  │  0

O assunto começa a ganhar força nos bastidores da política alagoana. Dois nomes estão postos na disputa pelo cargo mais importante do Legislativo Estadual.

Olavo Calheiros (MDB) e Marcelo Victor (SD) são candidatos hoje a presidente da Casa de Tavares Bastos. Mas hoje é hoje e amanhã será outro dia.

“Pode escrever. Não haverá disputa”, confidenciou um deputado estadual reeleito ao blog. Em seguida, ante o ar questionador, emendou: “não terá disputa, porque haverá desistência”.

O parlamentar em questão, embora governista, acredita que Marcelo Victor já tem os votos necessários para se eleger presidente da ALE.

“A composição já está definida. Teve até colegas abrindo mão de cargos na Mesa para viabilizar o entendimento”, pondera.

Outro influente articulador consultado pelo blog tem uma versão diferente: “o Olavo ganha a eleição para presidente. Falta agora definir os demais cargos na mesa”,aponta.

O “racha” está claramente formado. Mas ainda existe possibilidade de entendimento. “Em última análise, tudo vai depender do governo participar ou não do processo”, avisa o articulador.

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Mais um sintoma da crise no setor: açúcar em AL está mais barato que em SP
     │     20:11  │  0

Não é um tema que costume tratar aqui. Normalmente reservo informações e dados do tipo “preço do açúcar” para a coluna Mercado Alagoas.

O dado, no entanto, merece destaque pela inversão – literalmente – de valores. Tradicionalmente o preço do açúcar em Alagoas e no Nordeste é o de São Paulo mais o frete, hoje em cerca de R$ 20 por saco de 50 kg.

Desde o início da safra 2018/2019 por aqui, em setembro deste ano, o preço do açúcar de Alagoas está mais baixo do que o de São Paulo.

Nos últimos três meses, o valor médio do saco no mercado alagoano ficou em R$ 64, enquanto no mercado paulista o mesmo produto tem sido cotado em média a R$ 69.

Os números são oficiais, obtidos a partir de levantamento do Cepea/Esalq que faz o monitoramento diário do mercado paulista e semanalmente no Nordeste.

Quem entende do setor atribuiu a baixa no preço do açúcar alagoano a dificuldade de caixa de algumas empresas. Seria mais um sintoma da crise que as usinas enfrentam, até porque o único Estado do Nordeste autossuficiente em açúcar é Alagoas.

Em outras palavras, ou números, o açúcar cristal deveria ser comercializado por aqui acima dos R$ 80, até porque a maior parte do produto alagoano é do tipo VHP, que vai para exportação.

A mudança no sistema de tributação, que criou um novo teto de crédito presumido para as indústrias do setor sucroenergético, podem ajudar a tornar o açúcar alagoano mais competitivo. Mas sem acesso a crédito, algumas usinas ao que parece terão dificuldades de comercializar minimamente a preços razoáveis sua produção.

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Renan encara Tasso, o “patrimonialista” e diz que não quer ser “presidente a qualquer custo”.
   3 de dezembro de 2018   │     23:47  │  2

Ainda se recuperando de uma pneumonia, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) parece ter encontrar tempo não só para a leitura, mas também para a escrita.

Em novo texto que postou nesta segunda-feira, 3, nas redes sociais ele volta a analisar o quadro nacional e a eleição para a presidência do Senado.

Como presidente do Congresso Nacional, Renan conseguiu dar ao parlamento o protagonismo necessário nos governos de Lula, Dilma e Michel Temer. Se desempenhará papel semelhante no futuro governo? O próprio Renan Calheiros já avisou que não será presidente do Senado a “qualquer custo”.

Experiente, Renan sabe que pode ter papel decisivo a partir de fevereiro, até porque um Executivo forte, um Judiciário forte podem desequilibrar o jogo de o Legislativo não souber ocupar seu espaço. Resta saber se os outros senadores vão entender a mensagem.

Pela sua conta no Twitter, Renan voltou a falar sobre os bastidores que envolvem a eleição da Mesa Diretora do Senado e da possível candidatura do “patrimonialista” Tasso Jereissati.

“No domingo, o noticiário sobre hipótese de candidatura minha à presidência do Senado convulsionou, dando guinadas de até 180 graus. Definitivamente, eu não quero ser presidente a qualquer custo. E não decidi”, diz Renan.

Ele continua: “Por que? Ora, o MDB só indicará seu nome na undécima hora (31/01). No passado tivemos eleições que sequer foi preciso indicá-lo, pois o nome se tornara consenso. Dos 12, eu sou o 1/12, e qualquer um pode ser candidato. Jamais inverteremos essa ordem natural. Se tiver de ser candidato, serei. E terei as maiores dificuldades na bancada do PT”.

Renan não demonstra ter medo de uma eventual disputa com o tucano Tasso Jereissati. “Se for contra o Tasso, deverei ganhar no PSDB, no PDT, no Podemos, no DEM. Aliás, essa hipótese dificilmente se viabilizará. Primeiro, porque as urnas deram ao MDB o direito de indicar o candidato. Segundo, porque Tasso continua patrimonialista (tudo que os brasileiros mostraram não querer mais)”, disse.

O senador lembrou ainda que “há três meses, eu estava cuidando da campanha em Alagoas e Tasso me ligou desesperadamente para que eu viesse a Brasília aprovar a manutenção do subsídio da indústria de refrigerante. Imagine: continua produzindo coca-cola e obrigando os cearenses a pagar 100% do custo da produção, inclusive da água, que nessa indústria representa 98%. E ainda querendo que o Senado continue a pagar o combustível do seu jato supersônico”.

Renan continua: “Preocupa-me apenas o equilíbrio institucional. Mais do que qualquer um eu sei – porque já vivi- que democracia nenhuma sobreviverá sob a coação de ministro do Supremo tentando afastar chefe de Poder por liminar”.

O senador lembra ainda que “Nesses anos todos, a única coisa que aprendi foi que, quando você empossa um presidente eleito- e já empossei 3 presidentes diretamente-, ali, naquela hora, quando as instituições estão reunidas, ninguém individualmente salva ninguém. Tem que ser uma ação coletiva, nunca isolada”.

O momento agora, avalia Renan, é outro: “Agora, pessoalmente dedico-me a fechar a tampa dessa legislatura, que foi varrida pelas urnas. Continuam querendo aprovar o fim da ficha limpa (que o Senado adotou até para a administração), foi o mesmo que fiz quando aprovei a lei das estatais, para impedir aparelhamento político. Continuam querendo entregar a lei geral das telecomunicações (que ministro do STF suspendeu por conta do processo legislativo criminalizado), e ainda tentam aprovar a fictícia cessão onerosa de mais de 100 bilhões de reais, que valerá apenas para 2020”.

Ele encerra a postagem revelando um diálogo com outro senador: “Hoje, por telefone, disse ao Romero Jucá (meu irmão), que ele não estava entendendo que a criminalização do processo continua. O STF não conseguiu votar o indulto do ano passado, imagine quando irá apreciar o de agora. Segue o jogo…”

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Governo de AL gasta mais hoje com aposentados do que servidores ativos
     │     19:07  │  2

Ao longo dos quatro anos do atual governo, o gasto líquido mensal (considerando o mês de novembro) com inativos – aposentados e pensionistas – cresceu 31,5%, saindo de R$ 103 milhões em 2015 para R$ 135,9 milhões em 2018. A despesa líquida com servidores ativos registrou variação de apenas 7,5%, de R$ 119,6 milhões em 2015 para R$ 128,6 milhões em 2018.

Os números do Portal da Transparência revelam que os gastos do Estado com servidores inativos ultrapassaram este ano, pela primeira vez, a despesa com o pessoal da ativa.

Entre 2015 e 2018, o número de servidores ativos do governo de Alagoas caiu -7,64%, saindo de 40,4 mil em novembro de 2015 para 37,3 mil em igual mês deste nano. No mesmo período, o número de servidores ativos cresceu 9,95%, de 29,9 mil para 32,9 mil.

Ao longo dos últimos quatro anos, o Estado manteve em cerca de 70 mil o seu contingente de pessoal ativo e inativo (veja tabelas).

A realização dos concursos não foi suficiente, até agora , sequer para repor os servidores que se aposentaram nos últimos anos.

Começando um novo governo a partir de janeiro, Renan Filho terá como desafio manter a máquina administrativa funcionando sem aumentar o teto de gastos da LRF. Para isso, o governador deve recorrer tanto quanto possível à terceirização.

Os concursos serão realizados apenas para policiais militares e outras áreas consideradas essenciais. Mas, essa é outra história.

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Cícero Almeida só deixa a Câmara dos Deputados no “último pau de arara”
   2 de dezembro de 2018   │     19:03  │  0

O julgamento foi realizado pelo pleno do TSE no último dia 13 de novembro. E já vão três semanas em que Cícero Almeida (PHS-AL) continua atuando normalmente como deputado federal, como se nada tivesse acontecido.

Na letra da lei, a posse do suplente (Val Amélio, PRTB-AL) deveria ser imediata. Deveria. Enquanto alguns penduricalhos jurídicos não são resolvidos, Almeida segue como deputado federal. A continuar assim, pode seguir ocupando a cadeira até o início do recesso parlamentar, daqui pouo mais de 15 dias. Em tese, se assumir, o suplente só irá receber os salários, porque na volta do recesso, em fevereiro, já tomam posse os novos deputados, eleito.

“Eu continuo com mandato e só sairei da Câmara Federal quando forem julgados todos os recursos que a minha defesa apresentou, e se os julgamentos forem contra mim”, disse Almeida a um blog local.

De olho num recurso ali e outro acolá, Almeida tá igual ao sertanejo eternizado por Gonzagão e Fagner:

“Enquanto a minha vaquinha / Tiver o couro e o osso / E puder com o chocoalho / Pendurado no pescoço / Vou ficando por aqui / Que Deus do céu me ajude / Quem sai da terra natal /Em outro canto não pára /Só deixo o meu Cariri /No último pau-de-arara / Só deixo o meu Cariri /No último pau-de-arara”

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