A denúncia contra Temer: Pedro Vilela vota a favor, Almeida vai decidir “na hora”
   18 de julho de 2017   │     15:49  │  0

O “Termômetro da denúncia contra Temer na Câmara” de O Globo mostra que a situação do presidente continua indefinida. Até a tarde desta terça-feira, 18, nem oposição nem governo tem os votos necessários para uma decisão.

Dos 513 deputados, segundo o termômetro, 195 vota a favor (pelo afastamento do presidente), 110 contra, 79 estão indecisos e 128 não quiseram responder.

Em Alagoas (veja a imagem) a situação está bem mais definida. Dos 9 deputados do estado, 2 decidiram que vão votar contra e 5 decidiram que vota pela admissibilidade da denúncia.

A novidade, no placar, é a inclusão do deputado federal Pedro Vilela (PSDB) entre os que votam pelo afastamento do presidente.

Procurado pelo blog, Vilela não se manifestou – até o momento – para explicar sua decisão.

Já Cícero Almeida (PMDB), o único que não respondeu – Rosinha da Adefal (PTdoB) está como indecisa – diz que só vai decidir pelo seu voto na hora da votação.

“Eu sou um deputado do PMDB e não é fácil decidir esta questão. Vou pensar muito e votar com minha consciência”, pondera.

Almeida disse ainda que o senador Renan Calheiros, presidente do PMDB em Alagoas não pediu que ele votasse contra o presidente: “todos sabem que eu tenho uma relação muito próxima com o senador, mas mesmo ele tendo rompido com o presidente Michel Temer ele não me pediu para votar nem contra, nem a favor. Vou ouvir meus amigos, meus aliados, mas vou votar com minha consciência, pensando no meu país e pensando no meu estado”, aponta.

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PRTB e PTdoB lançam chapa feminina para federal, com Rosinha e Fabiana Lira
   17 de julho de 2017   │     13:45  │  0

Depois de escalar o “time masculino”, o PRTB agora mira o voto feminino. O presidente do partido em Alagoas está num trabalho de convencimento para viabilizar a pré-candidatura de Fabiana Lira (esposa do deputado Jairzinho Lira).

“Ela é uma forte liderança no agreste, foi candidata prefeita de Lagoa da Canoa e perdeu por apenas 1%. Ela também é irmã do prefeito de Feira Grande, o Flávio (Rangel). Estamos num processo de convencimento para que ela aceite a missão. Já formamos uma boa chapa, mas precisamos ampliar a presença feminina, que ainda é baixa”, aponta Bezerra.

Na avaliação de Adeilson, Fabiana tem potencial para disputar uma vaga. “As pesquisas que o PRTB fez na região (veja resultado abaixo) mostram que ela tem uma chance real de disputar e vencer, ainda mais numa chapa como a nossa, que terá candidatos no mesmo perfil (em torno de 25 mil votos”, pondera.

Outra novidade, anuncia o presidente do PRTB, é a construção de uma aliança com o PTdoB, viabilizando a formação de uma coligação onde “caberia” a deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB), que é candidato à reeleição.

“Eu sentei com Toledo (Marcos, presidente do PTdoB) e definimos marchar juntos nesse projeto de federal, PRTB e PTdoB e cabe a Rosinha da Adefal”, aponta.

Filiações suspensas

Se a chapa de federal ainda está em processo de construção, na chapa de estadual, avisa Bezerra, a história é outra: “suspendemos novas filiações. Isso porque já estamos com 35 nomes para disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa. A chapa, a princípio, está completa e só serão abertas novas vagas em caso de desistência”, aponta.

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Ainda é possível reverter “retrocessos” das mudanças na legislação trabalhista, diz Renan
     │     11:53  │  0

Em artigo desse domingo, 16, o senador Renan Calheiros avalia que ainda é possível reverter mudanças que prejudicam os trabalhadores na reforma trabalhista.

“Na verdade, a reforma aprovada vai resultar na flexibilização da jornada de trabalho, na terceirização das atividades fins, na violação do direito constitucional de remuneração com base inicial no salário mínimo. Os trabalhadores agora serão submetidos às regras de quem os emprega e viverão relações profissionais em que acordos irão sobrepor a legislação trabalhista, conquistada ao longo de décadas de lutas”.

Segundo Renan, “a boa notícia é que ainda há uma saída. Uma esperança para a classe de trabalhadores ameaçada por essas regras está na Medida Provisória que o governo prometeu enviar ao Legislativo, corrigindo alguns dos equívocos e excessos. A MP, se o presidente da República realmente editá-la, deve ser analisada pelas duas Casas do Congresso. Ela seguirá a tramitação normal de debates e emendas: fases suprimidas no Senado por imposição de um governo interessado em agradar e servir ao mercado financeiro”.

Para o senador, o “Congresso poderá se redimir com os trabalhadores e aprimorar o texto dessa reforma. Será uma chance de fazer correções e cumprir o papel de legislador. É para isso que o povo elege seus representantes!”

Confira o artigo na íntegra:

Reforma Trabalhista: a chance de redenção do Congresso

Esta semana o Senado Federal viveu um momento triste na sua história de defesa dos brasileiros, ao aprovar a proposta do governo que desmonta o Estado Social e penaliza de forma sádica os trabalhadores, especialmente os mais desvalidos. A reforma trabalhista não transforma, ao contrário, deforma o quadro de emprego no Brasil ao abolir direitos conquistados há décadas e nunca ameaçados de maneira tão desumana.

Os entusiastas das mudanças afirmam que a massa de 14 milhões de desempregados será reduzida e haverá regulamentação para as relações informais existentes. Mas esse é um discurso falacioso repetido pelos que tentam justificar a defesa desse massacre das conquistas trabalhistas.

Na verdade, a reforma aprovada vai resultar na flexibilização da jornada de trabalho, na terceirização das atividades fins, na violação do direito constitucional de remuneração com base inicial no salário mínimo. Os trabalhadores agora serão submetidos às regras de quem os emprega e viverão relações profissionais em que acordos irão sobrepor a legislação trabalhista, conquistada ao longo de décadas de lutas.

A maldade contida na reforma levou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a divulgar manifesto alertando para os absurdos do seu conteúdo. Depois da aprovação pelo Senado, o Ministério Público do Trabalho pediu o veto total ao projeto e avisou que estuda medidas judiciais para invalidá-lo. A entidade alega – e eu concordo – que as novas regras violam a Constituição e as convenções internacionais ratificadas pelo Brasil.

A boa notícia é que ainda há uma saída. Uma esperança para a classe de trabalhadores ameaçada por essas regras está na Medida Provisória que o governo prometeu enviar ao Legislativo, corrigindo alguns dos equívocos e excessos. A MP, se o presidente da República realmente editá-la, deve ser analisada pelas duas Casas do Congresso. Ela seguirá a tramitação normal de debates e emendas: fases suprimidas no Senado por imposição de um governo interessado em agradar e servir ao mercado financeiro.

O Congresso poderá se redimir com os trabalhadores e aprimorar o texto dessa reforma. Será uma chance de fazer correções e cumprir o papel de legislador. É para isso que o povo elege seus representantes!

Renan Calheiros

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Depois da Segurança, RF leva “padrão” da Força Tarefa para a saúde
   16 de julho de 2017   │     23:40  │  1

O governador Renan Filho lançou a Força Tarefa no dia 20 de março deste ano, no calçadão de Maceió. Quem viu o lançamento da operação acreditou, num primeiro momento, que seria apenas a chegada de novas viaturas para a Polícia Militar, as “amarelinhas”. Não era.

O Força Tarefa surpreendeu com resultados rápidos.

A média de Crimes Violentos Letais e Intencionais em Alagoas caiu logo no primeiro mês de operação. Depois de fechar janeiro com 206 CVLI, fevereiro com 200 e março com 199, em abril os registros cariam para 168, despencando para 125 em maio (menor número de homicídios num mês em anos) e 133 em junho. Foram 605 crimes no 1o trimestre do ano e 426 no 2o trimestre, uma queda de 30% comparando um período com o outro.

O Força Tarefa não foi claro responsável sozinho pela redução da violência, mas teve papel fundamental. Isso porque o governo mudou de estratégia no enfrentamento da criminalidade. Entre as ações, o aumento do policiamento ostensivo, o uso da inteligência e a integração de ação entre todas as forças de segurança.

A partir desta segunda-feira, a Secretaria de Saúde do Estado começa a receber 14 ambulâncias no “padrão” Força Tarefa. As ambulâncias também são “amarelinhas” e completamente equipadas. O governo promete entregar, além destas, mais de 100 ambulâncias ainda este ano, para atender o Samu e a prefeituras de todo o estado.

Assim como aconteceu com a Segurança, as “amarelinhas” da Saúde serão usadas para colocar em prática um novo modelo de gestão na saúde.

Essas ambulâncias, explica o secretário executivo da Saúde, Ediberto Omena, serão usadas no serviço de regulação. Na prática, será um Samu entre hospitais que vai ajudar a transportar pacientes de um hospital para outro ou para a residência.

Com as “amarelinhas’, o secretário Christian Teixeira coloca em execução um plano que visa desocupar tão rapidamente quanto possível o leito de hospitais do estado, especialmente do HGE, em Maceió, ampliando assim a capacidade de atendimento da rede pública de saúde, num movimento semelhante à Força Tarefa que a partir da contratação de PMs nas suas horas vagas conseguiu aumentar, na prática, o efetivo policial nas ruas.

A ação não ficará apenas na regulação de leitos – medida que deve ampliar a capacidade de atendimento. A Secretaria de Saúde está investimento em serviços inteligentes e no uso de ferramentas de gestão, como sistemas hospitalares, que devem resultar na melhoria do serviço prestado ao cidadão.

Depois de melhorar a gestão, o governo aposta na ampliação do número de leitos públicos – o que vai acontecer com a ampliação da UE do Agreste e a inauguração, a partir do próximo ano, do Hospital da Mulher e do Hospital Metropolitano em Maceió, além de vários hospitais no interior.

Neste domingo, o governador Renan Filho antecipou nas redes sociais, a chegada das “amarelinhas” na Saúde.

“Bom dia de domingo. Novas ambulâncias começaram a chegar. Essa leva vai para HGE, Santa Mônica, UE do Agreste e outros hospitais geridos pelo Estado. Daqui há alguns dias chegam as que vamos doar aos municípios. E até o fim do mês as novas SAMUs que o Governo do Estado comprou pelo primeira vez, já que o Governo Federal, que devia enviá-las a Alagoas, parou de mandar e vinha sucateando a frota”, disse.

RF adianta, ainda, que “Com as novas SAMUs, compradas com recursos próprios, todas as 52 bases de Alagoas – Maceió, Arapiraca, Penedo, Palmeira, Atalaia, Santana, Teotônio, Rio Largo, Coruripe, Delmiro, São Luís, Matriz, União, enfim todas as bases – terão ambulâncias novinhas para o transporte de urgência e emergência. Ahhhh… Também chegou o novo helicóptero do SAMU, depois mostro pra vcs”.

Os resultados da Força Tarefa

A leitura das estatísticas da SSP aponta para a queda acentuada da violência em Alagoas após o início da operação Força Tarefa (veja gráfico). O que se espera agora é que governo consiga ao menos um desempenho próximo na Saúde.

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O dia que mudou a história de Alagoas
     │     22:31  │  0

Eleito com mais de 80% dos votos, o professor Divaldo Suruagy retornou ao Palácio Floriano Peixoto, em janeiro de 1995, para cumprir seu terceiro mandato de governador de Alagoas.

A eleição, em 1994, foi quase uma nomeação.

Quem participou da campanha, em 1994, relata que Suruagy era aclamado por onde passava.

Após a posse, uma inesperada gestão marcada pelo desmonte da máquina pública, demissões e atraso de até 8 meses de salários para os servidores públicos.

A popularidade do então governador, com uma longa carreira pública e muitos serviços prestados a Alagoas, foi sendo consumida, mês após mês, até se transformar em revolta e a revolta virou rebelião e a rebelião eclodiu em tiroteio em plena praça pública.

A praça Dom Pedro II, em frente a Assembleia Legislativa de Alagoas, entrou para a história ao se transformar em palco da “guerra” em 17 de julho de 1997.

Foi lá que aconteceu a manifestação com 10 mil pessoas e o tiroteio que deixaram Suruagy entre o banho de sangue e a renúncia.

O professor preferiu deixar o palácio e voltar para casa no dia que mudou, para sempre, a história de Alagoas.

Agora, 20 anos depois, quem não estava lá entre as balas – e esse é o meu caso – tem a oportunidade de conhecer os detalhes desse dia que mudou a vida de Suruagy. E não só dele, mas de todo o povo alagoano.

O jornalista Joaldo Cavalcante participou daquele momento como poucos. Escondido atrás do tronco de uma gameleira, conseguiu evitar as balas, mas não conseguiu evitar o faro de repórter.

Joaldo retorna ao dia que mudou Alagoas, trazendo um relato de 221 páginas, 16 capítulos e 160 personagens, reunidos no livro-reportagem “17 de julho – a gameleira, as lembranças e a história decidida à bala”.

O lançamento da obra será nesta segunda-feira. O livro oferece a oportunidade para que todos, tenham ou não testemunhado o 17 de julho, entendam melhor o dia que mudou a nossa história.

O que posse dizer? Vou ler. Recomendo que façam o mesmo.

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