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Pra onde vão os dois Davis que deixaram a Assembleia Legislativa esta semana?
   2 de fevereiro de 2023   │     15:08  │  0

A nova legislatura da Assembleia Legislativa de Alagoas começa com 11 novos deputados e 16 reeleitos.

Entre os nomes que deixaram a Casa a partir dessa quarta-feira (01/02), estão os dois Davis, que tiveram atuação marcante nos últimos quatro anos.

Davi Maia marcou sua atuação na oposição ao ex-governador Renan Filho, com presença marcante no plenário e nas redes sociais. Foi hábil na montagem de uma chapa no União Brasil, que conseguiu eleger três deputados, mas terminou ficando na primeira suplência.

Decepcionado – como muitos outros políticos – com o senador Rodrigo Cunha (UB), que foi derrotado como candidato ao governo, Maia se aliou a Marcelo Victor e Paulo Dantas no segundo turno das eleições.

Com talento e habilidade, deve ser aproveitado pelo grupo de Paulo Dantas. Para onde vai? Davi tem só deve definir seu futuro depois de uma conversa, nos próximos dias, com o governador,

Davi Davino Filho, apesar da bota atuação no parlamento, ganhou força pelas disputas eleitorais em Maceió. Foi o terceiro mais votado para prefeito em 2020 e teve uma votação expressiva na disputa pelo Senado na Capital. Foram quase 239 mil votos (58,8%).

Fora do mandato – quem assume no seu lugar, literalmente é a deputada estadual Rose Davino, sua mãe – o ex-deputado mantém os dois pés na política. Seu nome surge como opção para 2024 na capital. Pode ser candidato a prefeito ou até a vice de JHC Seu futuro político será decidido junto com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Reeleito em Brasília, Lira deve se voltar, nos próximos dias para as composições em Alagoas. No momento, tudo indica que deve manter a aliança com JHC, o que pode levar Davi Davino Filho a ocupar cargos na estrutura do município ou do governo federa.

Nas redes sociais, Davi Davino Filho deixou um texto de despedida de sua atuação na Assembleia Legislativa de Alagoas (2015/2023), dando pistas de que vai continuar na política.

“Ao longo dos últimos 8 anos, tive a honra de servir aos Alagoanos em prol do progresso e desenvolvimento do nosso estado. Durante minha trajetória, tive a oportunidade de trabalhar em projetos importantes que beneficiaram a nossa gente, desde a educação, cultura até a saúde. Foi uma jornada incrível e estou agradecido pela oportunidade de servir a vocês. Apesar de estar deixando o mandato, continuarei comprometido com o desenvolvimento de Alagoas”, avisa Davi Davino Filho.

“Eu sei que ainda há muito a ser feito e muitos desafios a serem enfrentados, mas eu acredito que juntos, nós podemos supera-los. Eu confio na força, resiliência e determinação do povo de Alagoas e sei que podemos construir um futuro melhor pra nossa terrinha”, reforça o deputado.

Decisivo no Senado, Renan ressurge como maior líder de AL em Brasília; mas não está ‘só’
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Em 2018, ao ser reeleito senador enfrentando a onda da “nova política”, alimentada pela Lava Jato e pelo bolsonarismo, Renan Calheiros foi chamado de “sobrevivente”. Foi um dos poucos políticos da sua geração que conseguiu passar vitorioso pelas urnas.

Durante o mandato, se reinventou. Foi para a oposição ao governo de Jair Bolsonaro, transformou a CPI da Covid-19 num “tribunal” que condenou o ex-presidente e teve papel decisivo na eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em Alagoas, fez “barba, cabelo e bigode”. O resultado foi melhor do que o imaginado. O MDB, presidido por ele no Estado, fez 14 dos 27 deputados estaduais, 2 federais, um senador e um governador.

A vitória de Paulo Dantas é contabilizada além dos números. A relação de lealdade entre os dois é apontada por amigos do senador como grata surpresa. “O Paulo é muito melhor do que a gente esperava. É amigo e leal”, aponta um prefeito do MDB, muito próximo do senador.

Depois do primeiro e segundo turno das eleições em Alagoas, onde teve papel estratégico, especialmente atuando nos “bastidores”, Renan passou a se dedicar a montar uma base de apoio para o presidente Lula no Congresso Nacional, principalmente no Senado. Muitas de suas articulações avançaram e o senador teve, na avaliação de um dos mais importantes analistas políticos do Estado, que além de jornalista é consultor político, atuação decisiva na reeleição do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco – e por tabela na derrota do “bolsonarismo” naquela Casa.

“O Renan foi goleiro, defesa, meio campo, atacante e técnico. Foi mais uma vez o ‘craque’ que decidiu a partida”, aponta.

O senador Renan Filho (MDB) no Ministério dos Transportes e o deputado federal Isnaldo Bulhões na liderança do MDB na Câmara dos Deputados são outras ‘presenças’ que reforçam a liderança de Renan na política nacional.

Mas ele se afirma mesmo é pela capacidade se formulação, pela visão de falar – quase sempre – a coisa certa e de apontar caminhos.

Essas características transformam o senador – na avaliação de muitos analistas – num dos maiores líderes político de Alagoas em Brasília da atualidade.

No momento, claro, ele divide a liderança com outro alagoano que também tem política na veia. Arthur Lira (PP-AL), ao ser reeleito presidente da Câmara dos Deputados se firma como um dos mais influentes líderes políticos nacionais.

O deputado reassume a presidência da Casa com mais votos do que teve na sua primeira eleição, mas terá menos poder do que no governo de Jair Bolsonaro. Nada que comprometa seu desempenho por lá. Arthur Lira se transformou num dos maiores líderes nacionais da história de Alagoas, mas terá se manter na “crista da onda” por mais tempo para tentar superar seu quase ‘arqui-inimigo’ Renan.

O futuro político de Marcelo Victor será definido pelo MDB
   1 de fevereiro de 2023   │     21:54  │  0

Um ‘soldado’ do partido – literalmente. Reeleito presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas para o terceiro mandato consecutivo, com 27 entre 27 votos, Marcelo Victor consolidou nesta quarta-feira (01/02) sua liderança política em Alagoas – construída ao longo dos últimos 22 anos, desde que disputou o primeiro mandato, de vereador em Maceió.

Governador? Senador? Depois da posse para um novo mandato de deputado estadual e reeleito na presidência do Poder Legislativo, Marcelo Victor avisou que vai deixar a decisão com seu partido. Fará o que for melhor para o MDB. Simples assim.

Para vários interlocutores, Marcelo Victor avisou que vai se colocar a disposição do partido e do seu grupo. E vai esperar, sem ansiedade, 2026 chegar. O que lhe cabe até lá é continuar fazendo política e trabalhando para somar com o partido. E isso, ele acredita, ficará melhor de ser feito sem a definição antecipadas de projetos individuais. Para MV, candidatura majoritária é um projeto coletivo e a definição será de grupo, a começar pelo seu partido.

O “freio de arrumação” de Paulo: corte de gastos, aumento de receita e investimentos federais em AL
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O governador Paulo Dantas viajou a Brasília na quinta-feira (26/01) para cumprir uma agenda que tem tudo para definir o sucesso dos seus próximos 47 meses no governo de Alagoas. O primeiro compromisso na capital federal foi uma reunião do Fórum de Governadores para discutir as perdas provocadas na arrecadação dos Estados em função da mudança das regras do ICMS dos combustíveis, energia e telecomunicações.

Somente no segundo semestre de 2022, quando a regra entrou em vigor, Alagoas perdeu cerca de R$ 1 bilhão de ICMS. A queda na receita afetou também os caixas dos municípios e diminuiu a capacidade do Estado de financiar serviços básicos, a exemplo de Saúde e Educação.

Para se ter ideia, a cada R$ 100 de ICMS, por força constitucional, R$ 25 vão para prefeituras, outros R$ 25 para a Educação e R$ 12,5 para a Saúde. A queda na receita deixou, por exemplo, professores de Alagoas sem o rateio do Fundeb no final do ano e forçou o Estado a retirar recursos de outras áreas para custear a saúde.

O governo de Alagoas, mesmo com recursos em caixa, passou a ter necessidade de readequar o planejamento financeiro de médio e longo prazos para manter sua capacidade de investimentos e não deixar “nada parar” como quer o governador.

Para isso, o primeiro mês de governo de Paulo Dantas foi de ajustes, de cortes de despesas mesmo, onde é possível cortar, começando por saúde e educação.

As medidas adotadas na Saúde, a partir da readequação de pessoal, segundo diferentes fontes, vão possibilitar uma redução de gastos na ordem de R$ 25 milhões mês ou de R$ 300 milhões por ano. Em 2022, a Pasta teve gastos que superaram a obrigatoriedade constitucional acima em mais de R$ 500 milhões.

Na Educação, os ajustes também atingem a readequação de servidores efetivos e reavaliação de todos os contratos, inclusive de pessoal precarizado (professores, merendeiras, auxiliar administrativo e serviços gerais). Nesse caso, o principal objetivo é “segurar” os gastos, para que as despesas da Educação não passem dos 25%.

O corte de gastos, promovido pelo governo, vem acompanhado, por outro lado, do esforço para aumentar a receita.

Em dezembro a Assembleia Legislativa de Alagoas aprovou e o governador Paulo Dantas sancionou lei que aumenta o ICMS ‘geral’ de Alagoas de 17% para 19%. A maior repercussão da nova alíquota se dará em serviços de energia e comunicações. A mesma lei reajustou a alíquota das bebidas alcoólicas, que passa de 25% para 27%.

A mudança de alíquotas, que só entra em vigor a partir de abril (em função do princípio nonagesimal) é suficiente, pelos cálculos da Secretaria da Fazenda de Alagoas, para recuperar metade ou menos do que foi tirado pela mudança do ICMS dos combustíveis.

Depois de “apertar” o cinto e elevar a carga tributária, Paulo Dantas foi a Brasília na quinta-feira para defender junto com os governadores medidas compensatórias, em função da perda de arrecadação e também para pedir a “volta” de Alagoas ao orçamento federal.

Na sexta-feira (27/01) Paulo apresentou, em reunião com o presidente Lula, obras prioritárias de Alagoas com o objetivo de receber recursos da União.

O governador, no entanto, resolveu esticar a viagem e, ao lado de Renan Calheiros, percorre ministérios estabelecendo laços e avisando que Alagoas quer de volta os investimentos que foram tirados do Estado nos últimos quatro anos. Nessa terça (31/01) ele esteve com o ministro da Economia, Fernando Haddad, acompanhado do senador e do secretário da Fazenda, George Santoro. E lá, deixou uma mensagem (veja abaixo) mais do que clara: “Alagoas precisa voltar ao orçamento federal”

Não é para menos. No governo de Jair Bolsonaro Alagoas viveu situação atípica. Todos os investimentos federais foram minguando, até desaparecerem. Exemplos? A obra do canal do sertão, que era tocada com 80% de verbas federais e 20% ficou sem dinheiro da União. O programa do leite só não parou porque o ex-governador Renan Filho e o governador Paulo Dantas garantiram, entre 2021 e 2022 a manutenção de no mínimo 50% até 100% dos recursos, quando a contrapartida do Estado deveria ser de 10%.

Renan Calheiros, que teve papel importante nos primeiros meses do governo de Renan Filho (2015/2022), ajudando o governador a renegociar dívidas com a União – o que melhorou o caixa e permitiu a reorganização financeira do Estado – também está ajudando agora no começo do novo governo de Paulo Dantas.

O “freio de arrumação”, o controle de gastos, é necessário a todo início de gestão. No caso de Alagoas, o esforço vai além de pagar os servidores e as contas em dia. Dinheiro para isso não falta, garante o governador e seu secretário da Fazenda, George Santoro. O que o governador quer é garantir a conclusão de mais de 300 obras já iniciadas e fazer novos investimentos, para Alagoas ‘continuar avançando’, na base do ‘daqui para melhor’.

O ‘freio’ já foi dado, alguns “passageiros'” sentiram o sacolejo maior que outros, mas o carro segue viagem.

O “breque” no começo de gestão não acontece por acaso. Está tudo sendo planejado para a máquina voltar a andar num ritmo que promete ser mais intenso a cada dia, com aceleração máxima a partir da segunda metade do governo.

Fique por dentro:

Com Lula, Paulo defende que todos precisam se unir para melhorar a situação dos estados e combater a fome

Paulo se reúne com governadores por compensações sobre perdas com ICMS

Paulo se reúne com Haddad: “Alagoas precisa voltar ao orçamento federal”

E se Bolsonaro e Cunha tivessem ganho, como ficariam MV e Lira?
   31 de janeiro de 2023   │     20:36  │  0

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor, será reeleito neste dia 1o de fevereiro para seu terceiro mandato consecutivo para presidir a mesa diretora do Poder Legislativo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) será reeleito na mesma data para mais um mandato à frente da mesa diretora da Casa.

Salvo fato novo, a eleição dos dois está garantida por ampla maioria de votos e será resultado da competência de ambos na articulação de seus pares.

E não seria diferente, para ambos, se o resultado do segundo turno das eleições de 2022 fosse outro, com uma pequena diferença em termos de “poder” – Arthur Lira teria um pouco mais e Marcelo Victor um pouco menos.

Ainda que Rodrigo Cunha tivesse sido eleito governador, Marcelo Victor ganharia a eleição na Mesa diretora, pela sua habilidade e confiança que inspira nos colegas. Ele sempre teve vitórias no parlamento sem ajudas externas. Arthur Lira, mesmo com a derrota de Jair Bolsonaro, será eleito por razões idênticas.

O resultado do segundo turno da eleição de 2022, não deixa, no entanto de ter influência no futuro político dos dois.

Ambos surgem como possíveis nomes para disputar a eleição majoritária de 2026. Hoje podem escolher qualquer cargo que queiram disputar em Alagoas (qualquer mesmo), mas as chances de vitória aumentarão ou diminuirão de acordo com o desempenho de seus aliados.

Marcelo Victor, ao estilo, deve anunciar já nesta terça-feira que não terá projetos individuais. Será, literalmente, um “soldado” do seu partido e do seu grupo. Já Arthur Lira segue forte, mas vai precisar trabalhar para evitar redução de espaços em Alagoas. Mas essa é outra história.