Cristiano será candidato a prefeito de Marechal e cobra acordo: “quero disputar pelo 15”
   10 de dezembro de 2023   │     17:39  │  0

Deputado federal, vereador de Maceió e prefeito de Marechal Deodoro. Cristiano Matheus está em plena campanha para retomar a carreita política e a cadeira que deixou já ocupou por dois mandatos.

Ele acusa o grupo do atual prefeito do município, Cláudio Filho, o Cacau, de tentar “empurrá-lo” para algum partido de oposição ao grupo do governador Paulo Dantas – incluindo aí Marcelo Victor, Renan Calheiros e Renan Filho.

“Estranho que o atual prefeito, que assumiu o MDB em 2020 num acordo feito comigo, o ministro Renan Filho (na época governador) e o deputado estadual Alexandre Ayres (na época secretário de Saúde) cumpra o combinado e liber a legenda. Eu sempre fui do MDB e quero disputar a prefeitura pelo partido”, aponta.

Matheus reforça que só aceitou deixar o diretório do MDB de Marechal Deodoro em 2020 com o compromisso de que assumiria novamente o partido se decidisse em qualquer outro momento ser candidato a prefeitura.

“O problema é que existe um movimento estranho. O deputado Ayres por exemplo, pediu o PSB de Marechal Deodoro ao governador Paulo Dantas. Recentemente um irmão do vice-governador Ronaldo Lessa, que é presidente do PDT foi nomeado secretário no município. Suspeito que querem me deixar sem opção partidária dentro do grupo, talvez para me empurrar para a oposição ao grupo estadual com o qual sempre marchei”, pondera.

Cristiano revela que conversou recentemente com o ministro Renan Filho sobre a questão partidária em Marechal Deodoro. “Ele foi muito atencioso e pediu alguns dias para conversar com o grupo do Ayres”, adianta.

O pré-candidato que ainda usa o 15 no seu perfil oficial no Istagram (https://www.instagram.com/cristianomatheus15of) tem conversado com outros pré-candidatos da oposição, a exemplo de Junio Dâmaso e defende a formação de um bloco contro o candidato que será apoiado por Cacau Filho – provavelmente o vereador Bocão, que segundo Mathues tem laços com o bolsonarismo.

“Em 2020 o atual prefeito ganhou por 21 votos. Agora, terá menor capacidade de transferência de votos para seu candidato. Uma provável união da oposição é fundamental para a gente conseguir a vitória”, aponta.