Quem vai querer? Petrobras está à venda em Alagoas
   5 de julho de 2020   │     13:18  │  2

A operação da Petrobras em Alagoas, que inclui sete campos de petróleo e gás, gasodutos, oleodutos e uma unidade de processamento de LGN (líquido de gás natural) está à venda em Alagoas.

A empresa informa, em comunicado divulgado ao mercado, que pretende vender 100% de sua participação no “Polo” localizado no Estado.

Se a transação evoluir, a Petrobras deve deixar de atuar fisicamente na exploração de petróleo e gás em Alagoas. A empresa também está vendendo participação em campos marítimos de petróleo na bacia Sergipe/Alagoas.

O negócio está sendo intermediado pelo banco JP Morgan e os valores da operação não foram informados. Mas só na produção de petróleo, que é a operação de menor valor da Petrobras no Estado, o faturamento potencial, a preços de hoje, é de cerca de R$ 200 milhões por ano.

empresa informa que o “Processo” consiste na cessão dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção de óleo e gás natural desse grupo de campos de terra e águas rasas, com instalações integradas, visando fornecer aos potenciais compradores plenas condições de operação (“Potencial Transação”).

Veja o que está sendo ofertado:

▪ O Polo compreende 7 concessões de produção (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos), todas localizadas na região leste do Estado de Alagoas, estando situadas em diferentes municípios do referido Estado. O campo de Paru, com 1 poço produtor de gás, está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros. Os demais campos estão em áreas terrestres.

▪ A produção média mensal do Polo no ano de 2019 foi de 2.348 bpd de óleo+condensado e 856 mil m³/d de gás, gerando 1.010 bpd de LGN.

▪ Dentre as principais instalações do Polo destacam-se as duas Estações de Tratamento (Furado e Pilar) e cerca de 230 Km de gasodutos e oleodutos, em especial o oleoduto de escoamento da produção até o Terminal Aquaviário de Maceió. Além das concessões e suas instalações de produção, o Polo inclui a Unidade de Processamento de Gás Natural – UPGN de Alagoas, responsável pelo processamento todo o gás do Polo e pela geração dos Líquidos de Gás Natural – LGN, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões m3/dia por dia.

▪ A base operacional do Polo está localizada no município de Pilar, cerca de 35 Km de Maceió, capital do Estado de Alagoas.

▪ A Petrobras é a operadora e detém 100% da participação nas 7 concessões do Polo. A proposta é de alienação da totalidade da participação da Petrobras.

▪ Poderá ser oferecido contrato de compra de óleo e contrato de compra de gás pela Petrobras em termos a serem informados durante o Processo.

Veja aqui o comunicado: Petrobras divulga teaser de E&P de ativos no estado de Alagoas

Veja aqui o teaser: OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTO EM CAMPOS TERRESTRES E DE ÁGUAS RASAS NO BRASIL

Unidade de produção da Petrobas em Pilar-AL

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Pela primeira vez, AL tem taxa de contágio “negativa” de Covid-19?
   3 de julho de 2020   │     23:58  │  3

Vencemos a pandemia? Não. Ainda falta muito para respirar aliviado. Mas Alagoas segue um caminho próprio, com resultados inesperados, que parecem desafiar as previsões.

Contrariando a lógica e recomendações, entre as quais da Sociedade Alagoana de Infectologia e do Comitê Científico Nordeste, o Estado, que deveria ter decretado o bloqueio total no final de maio ou início de junho.

O lockdown deveria evitar o colapso na rede de saúde, mas o Estado manteve tudo do jeito que estava, com grande parte dos estabelecimentos abertos.

Contrariando as previsões, sobram leitos clínicos para tratamentos de pacientes do novo coronavírus. Batemos na trave, é verdade, quando se fala de UTIs. Mas em nenhum momento a anunciada sobrecarga da rede hospitalar para atendimento de doentes da Covid-19 se confirmou.

Os índices de isolamento social continuam abaixo do recomendado. Nessa quinta-feira (2) o IIS ficou em 40,3% no Estado. Na média dos últimos dias ficamos sempre nessa faixa (veja o mapa), quando o ideal seria acima de 60%.

com a “ajuda” da fiscalização e cumplicidade da população, o descumprimento aos sucessivos decretos de “quarentena” ou distanciamento social controlado é crescente

E ainda assim, sem lockdown, com isolamento social em queda, pessoas circulando sem máscaras, com a abertura à meia porta de estabelecimentos que não deveriam funcionar e, aglomerações cada vez maiores, o Estado parece estar “vencendo” á pandemia.

Os últimos números apontam para uma queda de novos casos em Maceió e na maioria das cidades do interior. Ao menos pelos dados oficiais.

E mais um número chega para “contrariar”. Pela primeira vez desde o começo da pandemia, Alagoas tem uma taxa de transmissão do novo coronavírus (Rt) abaixo de 1.

O número de reprodução calculado pelo Covid-19 Analytics aponta que a Rt Alagoas ficou em 0,98 nessa quinta-feira (02), a segunda menor do Nordeste, atrás apenas do Ceará que ficou em 0,96 e melhor que Maranhão (1,03) e Pernambuco (1,11), dois Estados da região que decretaram lockdown, assim como o Ceará. Em todo país, Alagoas ficou na quarta posição.

A Rt de Alagoas seria, na prática, uma taxa “negativa”. Lembrando que um para um é quando uma pessoa contamina outra ou seja, estabilidade. Acima disso uma pessoa contamina mais de um, tendência de alta. Abaixo de um, o vírus perde força, na medida em o número de contaminados cairá gradativamente até atingir zero.

Agora, o Comitê Científico Nordeste traz um novo boletim, divulgado nessa quinta-feira (2). E de novo, alegando risco de colapso na saúde, recomenda lockdown em Maceió e algumas cidades do interior. O risco agora é o “feito bumerangue”. Algo parecido com o recrudescimento ou uma segunda onda da Covid-19 em Alagoas.

Sem clima para endurecer o isolamento social, o governo de Alagoas vai seguir com o Distanciamento Social Controlado. E tudo aponta para uma flexibilização ainda maior no próximo decreto que vai entrar em vigor provavelmente no próximo dia 15 de julho.

É cruzar os dedos e torcer que Alagoas siga contrariando a “lógica”.

Veja aqui o boletim do Comitê Científico Nordeste

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“É alarmante revelação de que a Lava Jato se deixou usar por espiões estrangeiros”
     │     22:20  │  1

Em reportagem desta sexta-feira (3) o UOL aponta a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba pode ser encerrada no mês que vem. O motivo seria uma crise interna no Ministério Público Federal, gerada a partir de conflito com a Procuradoria Geral da República.

O procurador-geral Augusto Aras decidirá, em agosto agosto, se prorroga ou se deixa que a Lava Jato do Paraná seja desfeita.

Mas seja qual for a decisão de Aras, a Lava Jato é alvo de novas e bombásticas revelações da Vaza Jato. A mais recente é a colaboração, ao arrepio da Lei, com espiões estrangeiros.

“Mesmo sabendo dos riscos de ferir a legislação brasileira, o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, decidiu violar a Constituição para tratar de uma cooperação com o FBI dos Estados Unidos. Conforme revelou a nova Vaza Jato, o procurador admitiu que a Polícia Federal preferia tratar direto com os norte-americanos um pedido de extradição de um suspeito da Lava Jato em vez de seguir as vias formais”, revela reportagem do Brasil 247.

“É alarmante revelação de que a #LavaJato se deixou usar por espiões estrangeiros,às escondidas, fora da lei e Dallagnol contou com acobertamento e cumplicidade do então juiz Moro. A Lava Jato, além de tudo, tem sua porção clandestina”, comentou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) no Twitter.

Para Renan Calheiros “a promiscuidade de Deltan e outros, revelada pela VazaJato reforça que eles buscavam ser uma instituição acima das demais e acima das leis. Escondidos, estavam os projetos políticos bancados pelo dinheiro público, que o STF barrou”, tuitou o senador.

Saiba mais:

Crise entre PGR e Lava Jato pode determinar fim da força-tarefa

Mesmo orientado a seguir a lei brasileira, Dallagnol decidiu burlá-la para cooperar com os Estados Unidos

 

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JHC, Gaspar ou Davi: qual o destino do DEM em Maceió?
     │     17:20  │  0

O futuro do Democratas na política alagoana – e especialmente em Maceió – é alvo de especulações e de muita disputa no momento.

Lideranças do partido estariam divididas entre três caminhos, entre três pré-candidatos a prefeito da capital. E a decisão tomada em Maceió terá reflexos na política alagoana, com desdobramentos para 2022.

O presidente do DEM em Alagoas, Zé Thomaz Nonô, pela relação com Rui Palmeira prefereria Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB).

O deputado estadual e presidente do partido em Maceió, Davi Maia, aposta no apoio a JHC (PSB).

A pré-candidata a vereadora Gabi Ronalsa e seu irmão o deputado estadual Dudu Ronalsa preferem Davi Davino Filho (PP).

Em meio a tantas possibilidades, quem deve decidir o futuro do DEM em Maceió (e por tabela em Alagoas) é o presidente nacional da legenda, ACM Neto.

E o que o presidente do DEM quer, de fato, é um caminho que garanta ao partido a possibilidade real de eleger um deputado federal em Alagoas nas próximas eleições.

Na decisão de ACM Neto, dizem, pode pesar ainda o fato de que o irmão de JHC, João Antônio Caldas, suplente atualmente no exercício no mandato de deputado federal pela Bahia, seria um aliado dele na política baiana.

E para embolar um pouco mais o meio de campo, algumas lideranças do DEM querem fazer a indicação do candidato, no caso candidata,  a vice-prefeito.

Não será uma composição fácil. Na chapa de JHC, já falam no nome de Teka Nelma (filha da deputada federal Tereza Nelma, do PSDB). Na chapa Alfredo Gaspar de Mendonça, o vice deve ser Tácio Melo (Podemos). Na chapa de Davi Davino Filho não se fala em nomes, mas o vice deve vir do PSL ou do PRB.

Com o adiamento das eleições para novembro, Nonô e ACM Neto ganharam um pouco mais de tempo para decidir. Mas não poderão demorar muito, sob o risco de nem conseguir emplacar vice, nem viabilizar um nome para a Câmara dos Deputados em 2022.

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Quem ganha com o adiamento da eleição: Governo ou oposição?
   2 de julho de 2020   │     23:51  │  1

As eleições foram adiadas para 15 de novembro. Os prazos que já passaram, a exemplo de filiação partidária e desincompatibilização de cargos públicos, estão valendo. Os prazos daqui para frente são outros. As convenções, que seriam realizadas a partir deste mês, começam no dia 31 de agosto. E serão virtuais. A campanha no rádio e TV começa em 26 de setembro.

Em meio a pandemia, a pergunta que mais ouvi de pré-candidatos nos últimos dias é se o adiamento será melhor para quem está no mandato, com a ‘caneta’ na mão, ou para quem está fora da cadeira, seja de prefeito ou vereador.

Num primeiro momento, todos perdem. A campanha será mais longa – e portanto mais cara – para todos.

Fora disso, cada caso é um caso. Prefeitos que vão disputar a reeleição ou tentarão fazer o sucessor terão mais tempo para “gastar” o dinheiro público, mas também enfrentarão maior desgaste. A pandemia não tem poupado ninguém. O presidente Jair Bolsonaro, governadores e prefeitos vem perdendo popularidade. E a tendência é que o desgaste aumente nos próximos dias.

A visibilidade no início da pandemia já não é mais a mesma. O enfrentamento ao novo coronavírus traz hoje mais desgastes do que antes.

Pior. Em muitos casos, gestores serão cobrados pela ausência ou por gastos excessivos no combate a Covid-19. Alguns casos devem inclusive ir parar na esfera criminal.

Mas também não é fácil criticar, por criticar. Tanto que a maioria dos políticos, seja de oposição ou do governo, não tem se posicionado sobre questões consideradas ‘polêmicas’ a exemplo da necessidade quarentena.

Ganhará o político que acertar mais ao final da pandemia. Quem está no mandato e mostrou resultados, poderá construir um discurso pendido confiança para liderar o plano de recuperação.

É fato que a população está cansada e sem perspectivas no momento. E quem souber apresentar uma proposta capaz de renovar as esperanças, quem souber apontar um caminho para “dias melhores”, poderá ganhar ao menos parte da confiança do eleitorado.

Pelo que se vê e se ouve nas ruas, serão uma eleição diferente. Com uma população cansada e desnorteada, não basta apenas apresentar promessas e promessas. Para vencer, o candidato terá que apresentar um bom plano. E convencer a todos de que é capaz de colocá-lo em prática.

Veja o que mudou na eleição

As Mesas da Câmara e do Senado promulgaram nesta quinta-feira a proposta que adia as eleições municipais para novembro por conta da pandemia do novo coronavírus. Os prazos do calendário eleitoral também são adiados.
De acordo com a Emenda Constitucional 107, os dois turnos das eleições serão realizados nos dias 15 e 29 de novembro. As datas anteriores eram 4 e 25 de outubro.
O Congresso poderá fixar novas datas em cidades com muitos casos da Covid 19 a pedido da Justiça Eleitoral, mas as eleições não poderão ultrapassar a data limite de 27 de dezembro para assegurar que não haverá prorrogação dos atuais mandatos. A data da posse permanecerá a mesma: 1º de janeiro de 2021.

A Emenda também adia todas as etapas do processo eleitoral de 2020, como registro de candidaturas e início da propaganda eleitoral gratuita (veja quadro abaixo).

Negociação
As regras foram negociadas com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, desde o início da pandemia, discutiu o adiamento das eleições para evitar aglomerações e garantir o processo democrático.

A Emenda Constitucional é resultado da PEC 18/20, do senador Randolfe Rodrigues, que foi votada em duas semanas pelas duas casas.

Outros pontos
A PEC 18/20 contém outros pontos importantes. Os principais são:
• os prazos de desincompatibilização vencidos não serão reabertos;
• outros prazos eleitorais que não tenham transcorrido na data da promulgação da PEC deverão ser ajustados pelo TSE considerando-se a nova data das eleições;
• os atos de propaganda eleitoral não poderão ser limitados pela legislação municipal ou pela Justiça Eleitoral, salvo se a decisão estiver fundamentada em prévio parecer técnico emitido por autoridade sanitária estadual ou nacional;
• a prefeitura e outros órgãos públicos municipais poderão realizar, no segundo semestre deste ano, propagandas institucionais relacionadas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, resguardada a possibilidade de apuração de eventual conduta abusiva, nos termos da legislação eleitoral.

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