Em meio ao fogo em Brasília, Benedito de Lira anuncia apoio a Michel Temer
   24 de maio de 2017   │     21:49  │  6

Num longo discurso em que mais falou de sua trajetória de 52 anos na vida pública do que da crise nacional, o líder do PP no Senado, Benedito de Lira (AL) anunciou que continua apoiando o governo de Michel Temer.

Meu partido continua apoiando o presidente Michel Temer, porque é assim que poderemos encontrar os caminhos para a solução dos problemas. Se amanha não for possível mais, é outra história…”, disse o senador em discurso da tribuna do Senado, nesta quinta-feira em Brasília.

Do lado de fora, a capital federal estava em chamas – literalmente.

O senador alagoano se limitou a criticar os “baderneiros” que destruíram o patrimônio público durante protestos, em Brasília e ainda o senador fez coro com outros colegas nas críticas a Joesley Batista, o delator mor: “ele desmoralizou a sociedade e agora tá la passeando na 5a avenida em Nova Iorque. É muito bom assim…”

Cutucando Renan Filho

Biu de Lira aproveitou para dizer que os senadores tem que trabalhar por seus estados e avisou que vai cobrar mais de Renan Filho: “Vamos mudar o discurso, vamos cuidar dos brasileiros, vamos ajudar a resolver os problemas dos nossos estados e eu tenho muitos. Vou começar a cobrar do presidente e do governador do meu estado, que precisa trabalhar mais e conversar menos”.

COMENTÁRIOS 6

Quatro deputados federais e um senador de Alagoas pedem saída de Temer
   23 de maio de 2017   │     23:59  │  0

A essa altura a dúvida não é se Michel Temer vai deixar a presidência, mas quando ele vai deixar o cargo – seja por vontade própria ou não.

Na contramão das da crise, Michel Temer tenta se segurar, mas a renúncia do presidente Michel Temer foi intensamente discutida durante o final de semana em conversas que envolveram os principais caciques dos partidos que ainda sustentam o governo no Congresso.

Segundo a Equilibre Análises, que faz monitoramento de tendências no Congresso Nacional, a base do governo está em busca de um nome de consenso para substituir Michel Temer.

Um importante líder, que esteve no centro da articulação, segundo fontes, foi taxativo: ‘Ele não pode renunciar sem que a política tenha um nome de consenso’. A avaliação majoritária é de que a centro-direita precisa urgentemente de um nome para a eleição indireta a fim de minimizar o crescimento dos decibéis das ruas em torno das diretas”, avalia a Equilibre (http://equilibreanalises.com.br/analises/2017/05/22/chegada-nome-consenso-passa-solucao-aecio-temer).

Em meio a esse cenário de incertezas, a bancada federal de Alagoas ainda está longe do consenso em torno do que acontecerá com o governo de Michel Temer após a delação da JBS. A maioria, no entanto acredita no fim do governo, seja pela renúncia, cassação da chapa no TSE, condenação no STF ou impeachment.

Se Temer deixar o governo, a eleição de um novo presidente deverá ser feita de forma indireta (como prevê a Constituição) defende o coordenador da bancada, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT). O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, também defende uma eleição indireta agora e a convocação de uma nova Constituinte para 2018.

Os deputados Paulão (PT) e Givaldo Carimbão (PHS) querem a saída imediata de Michel Temer e defendem a convocação de eleições diretas para a escolha do substituto do atual presidente.

Já o deputado federal JHC (PSB), embora defenda eleições diretas, avalia que a escolha será indireta, em função da posição da maioria no Congresso Nacional.

Saída constitucional

O senador Fernando Collor (PTC) defende uma apuração rigorosa das denúncias e aposta numa saída pela Constituição: “O Brasil é muito maior do que essa crise. O povo saberá compreender os caminhos necessários e devidos que se encontram na Constituição. Há pouco, tivemos uma crise e estamos nos recuperando dela. Temos outra crise. Talvez seja a hora de realizar uma profunda reforma política, dando ao brasileiro um caminho de esperança e atendimento das melhores expectativas que o povo espera e deseja ter”.

A solução não pode demorar

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, defendeu, a realização de uma eleição indireta, rapidamente e apontou, entre os nomes que podem suceder Temer a presidente do STF, Carmem Lúcia, o ministro Gilmar Mendes, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia e a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

Ministros de Alagoas defendem permanência de Temer

Da bancada federal de Alagoas apenas dois deputados – os ministros do Turismo e Transportes, que estão afastados do mandato – defendem publicamente a permanência de Temer. “Temos a clareza de que o presidente Michel Temer não obstruiu a Justiça. A base do governo manifestou apoio ao presidente e irá manter a agenda de votações no Congresso Nacional. O que pode acontecer é apenas um atraso na apreciação das reformas”, diz Maurício Quintella.

Em mensagens nas redes sociais, Marx Beltrão diz que o Brasil tem instituições sólidas e maturidade suficiente para enfrentar os problemas e sair mais forte deste momento. “A economia brasileira já começou a dar os primeiros sinais de recuperação e precisamos ter sabedoria para manter a trajetória de crescimento. Grandes nações mundiais já passaram por turbulências político-institucionais e souberam superá-las. Agora, o que o país menos precisa é da hipocrisia de políticos cujo discurso não condiz com a prática”, diz o ministro.

O que eles pensam?

Os outros representantes de Alagoas no Congresso Nacional ainda não se posicionaram sobre a permanência ou saída de Michel Temer. São eles o senador Bendito de Lira (PP), os deputados federais Arthur Lira (PP), Cícero Almeida (PMDB), Rosinha da Adefal (PTdoB) e Nivaldo Albuquerque (PRP) que integram a base do governo no Congresso Nacional. O deputado federal Pedro Vilela (PSDB), também da base do governo, defende a apuração dos fatos e espera uma decisão de seu partido. O blog – e todos os alagoanos – gostaria de saber o que todos esses parlamentares pensam sobre a crise provocada pela delação da JBS.

COMENTÁRIOS 0

Carmem Lúcia pode ser a próxima presidente do Brasil, diz Renan
     │     23:23  │  0

O Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros apontou nesta terça-feira um caminho para resolver a crise: o afastamento de Michel Temer, com a “colaboração” do próprio presidente, e a eleição indireta de seu substituto pelo Congresso Nacional.

Considerado um formador de tendências no Congresso Nacional, o senador acredita que o desfecho da crise será rápido e apontou vários nomes que poderiam “cumprir esse papel” em meio à repercussões do FriboiGate.

Renan disse que a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, “é o grande nome” ao cargo: “Tem cumprido papel de relevância à frente da Corte”, afirmou.

Renan falou nesta 3ª feira (23.mai.2017) à Rádio Gaúcha. Durante a entrevista, o senador também

apresentou outros nomes que podem suceder Temer: o ministro Gilmar Mendes, o ex-ministro Joaquim Barbosa, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia e a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO).

Ouça aqui o áudio da entrevista: http://videos.clicrbs.com.br/rs/gaucha/audio/radio-gaucha/2017/05/senador-renan-calheiros/184017/

COMENTÁRIOS 0

Marx Beltrão sai em defesa de Temer: “o país não precisa de hipocrisia”
     │     18:11  │  0

Em mais uma mensagem “emblemática”, o ministro do Turismo, deputado federal Marx Beltrão (PMDB), se pronunciou através das redes sociais sobre a grave crise nacional que atinge o presidente Michel Temer (PMDB), após as delações de diretores da JBS.

O ministro dos Transportes, do deputado federal Maurício Quintella (PR) ainda não falou publicamente da crise, mas tem trabalhado, como registrei aqui, para manter Michel Temer na presidência.

Marx Beltrão quebrou o silêncio e, como aliado do presidente, defendeu estabilidade para que o Brasil “continue a crescer” e pediu “serenidade”.

O ministro não fez uma defesa explícita de Michel Temer, mas está claro que ele está defendendo a permanência do presidente e a continuidade da atual gestão, que estaria conseguindo bons resultados na economia.

Em postagens nas suas redes sociais, Marx Beltrão diz que “agora, o que o país menos precisa é da hipocrisia de políticos cujo discurso não condiz com a prática”.

Resta saber de quem ele está falando: será de algum político da oposição?

Veja o que o ministro falou, em dois momentos – no domingo 21:

Embarcando daqui a pouco para Brasília. O Brasil tem instituições sólidas e maturidade suficiente para enfrentar os problemas e sair mais forte deste momento. É preciso apurar a fundo todas as denúncias. A economia brasileira já começou a dar os primeiros sinais de recuperação e precisamos ter sabedoria para manter a trajetória de crescimento. Grandes nações mundiais já passaram por turbulências político-institucionais e souberam superá-las. Agora, o que o país menos precisa é da hipocrisia de políticos cujo discurso não condiz com a prática.

E na segunda-feira, 22:

Bom dia! Quero desejar uma boa semana a todos. Precisamos de muita serenidade neste momento. Que a Constituição seja respeitada e que o Brasil continue a crescer. De mim, tenham a certeza de muito trabalho. Nada resiste ao trabalho.

COMENTÁRIOS 0

JBS fez doações de R$ 5,3 milhões para 28 políticos e “ajudou” a eleger 8 estaduais em AL
   21 de maio de 2017   │     21:28  │  0

Volto com novos dados do levantamento feito pelo Blog do Edivaldo Júnior na prestação de contas dos candidatos nas eleições de 2014.

Na primeira amostragem, com base em dados do informações do portal do Tribunal Superior Eleitoral, revelamos as doações da JBS – todas feitas “indiretamente” – de pelo menos R$ 3,9 milhões para políticos eleitos para o governo ou Câmara Federal em Alagoas.

Agora, um levantamento mais detalhado aponta que as doações legais do grupo JBS nas eleições de 2014 em Alagoas passam dos 5,3 milhões e beneficiaram pelo menos 28 políticos, entre eles o governador Renan Filho, o senador Benedito de Lira (campanha ao governo), os ministros Marx Beltrão, PMDB, e Maurício Quintella, PR, e os deputados federais Arthur Lira, PP (R$ 500 mil, Ronaldo Lessa, PDT (R$ 50 mil) e Givaldo Carimbão, PHS (R$ 150 mil).

A suplente de deputado federal no exercício do mandato, Rosinha da Adefal, do PTdoB, também recebeu doações da JBS, através do diretório estadual, de R$ 200 mil.

Nessa nova amostragem foram encontradas doações para oito deputados estaduais eleitos em 2014 – o que representa quase um terço de toda a Assembleia Legislativa de Alagoas, que tem 27 parlamentares.

Juntos eles receberam doações, ainda que indiretamente, de mais de R$ 900 mil. O maior valor, de R$ 300 mil, foi para Olavo Calheiros (PMDB) e o menor valor feito através da campanha de Maurício Quintella foi para Davi Davino Filho (R$ 8 mil), que hoje também está no PMDB.

Também receberam doações os deputados Ricardo Nezinho (R$ 130 mil), Ronaldo Medeiros (R$ 100 mil), Marquinhos Madeira (R$ 100 mil) e Thayse Guedes (R$ 90 mil), todos no PMDB atualmente, Tarciso Freire, hoje no PP, com R$ 100 mil e Carimbão Junior, atualmente no PHS, com R$ 92 mil.

A tabela mostra os valores e a origem da doação feita aos candidatos. O caminho não foi direto em nenhum caso. O dinheiro chegou ou pelos diretórios nacional ou estadual dos partidos ou através de repasses feitas por campanhas majoritárias.

O caso do PMDB

Neste levantamento acrescento planilha das doações feitas pelo diretório estadual do PMDB nas eleições de 2014. Os valores doados pela JBS ao partido e repassados aos candidatos chegam a quase R$ 3 milhões e beneficiaram 23 políticos, incluindo candidatos do PROS, PT, PTdoB e PCdoB.

O falastrão

Ao dizer que “comprou” mais de 1,8 mil políticos no Brasil em 2014, com doações de campanha, o dono da JBS, Joesley Batista, parece ter exagerado. Os políticos que receberam doações oficiais em Alagoas não tem a menor relação com o grupo e receberam os valores dos diretórios nacionais ou estaduais ou de campanhas majoritárias.

Um caso merece registro: o deputado federal Ronaldo Lessa estranhou ao ver seu nome citado e pediu que sua assessoria levantasse informações. A JBS aparece na sua prestação de contas num repasse de R$ 50 mil feito pela campanha de Dilma Roussef, através do diretório nacional do PDT.

Era legal

O levantamento foi realizado no período em que as doações de empresas eram permitidas pela legislação eleitoral e aponta que as principais lideranças políticas do estado receberam de alguma forma doação da JBS.

Entre os beneficiados estão o governador Renan Filho (R$ 1,3 milhão), o senador Benedito de Lira, que foi candidato ao governo e recebeu R$ 1,2 milhão, além dos ministros Maurício Quintella (R$ 450 mil da JBS e mais R$ 500 mil da Seara, que também é do grupo JBS) e Marx Beltrão (R$ 236 mil) – deputados federais afastados.

Veja as tabelas e faça as contas: Valores que estão na tabela do PMDB são repetidos nas outras planilhas.

COMENTÁRIOS 0