Engenheira da Braskem Alagoas torna-se primeira mulher no Brasil a conquistar certificação internacional
   21 de abril de 2017   │     17:22  │  0

Para celebrar seus 10 anos de trabalho na área de Automação, a engenheira elétrica Camila Câncio decidiu se submeter à certificação da Sociedade Internacional de Automação (ISA, na sigla em inglês) para  e validar e reafirmar sua performance profissional. O que no início  era apenas a certificação de seu desempenho no exercício de suas atividades  se transformou em uma importante  conquista. Com a sua  aprovação no Certificado Profissional de Automação (CAP, na sigla original), no começo de abril, ela se tornou  a primeira mulher no Brasil  a receber  este título, além de ser a única profissional na Braskem, em todo país, a deter este reconhecimento por parte da ISA.

Esta Sociedade, fundada em 1945 e sediada nos Estados Unidos, é a instituição que regulamenta e define as boas práticas na área de Automação Industrial no planeta. Desta forma, a CAP é a única certificação que comprova a capacitação de um engenheiro de automação válida em todos os países do mundo.

Aos 34 anos de idade e há seis na planta PVC da Braskem, em Marechal Deodoro, a engenheira trabalha com automação desde o período de estágio, e ao buscar este reconhecimento, quis testar suas habilidades e se capacitar para outros desafios. Camila pensou em obter o certificado CAP inspirada em um outro integrante da Braskem, Artur Toledo, que hoje está em uma unidade da empresa nos Estados Unidos. Ela sabia que seria a única profissional da Braskem no Brasil a ter o reconhecimento, mas ficou surpresa ao saber que foi uma pioneira entre as mulheres no Brasil.

“Soube disso através de uma publicação da Revista Controle & Instrumentação, que me parabenizou na página deles no Facebook. Eu senti muito orgulho de ser a primeira mulher no Brasil a ter o CAP e espero que isso sirva mais ainda de inspiração para que outras mulheres também se disponham a tirar a certificação e avancem na Engenharia e dominem também esta área”, comemorou Camila.

Preparação e empenho

Atuando numa  atividade que, por si,  já exige muita dedicação, Camila passou todo o ano de 2016 estudando para a prova de certificação, cumprindo um cronograma diário de leitura e resolução de questões de provas do CAP. “A cada questão, de múltipla escolha, eu fazia um pequeno resumo do conteúdo teórico que se aplicava àquele caso, para facilitar a assimilação do aprendizado. Eu tinha também o livro padrão de preparação para a certificação e agendei minha prova para o começo deste ano, no período das minhas férias, para poder estudar mais e revisar o que já tinha aprendido”, explicou.

Com todas as etapas cumpridas, ela partiu para Recife, onde a prova foi aplicada. Foram quatro horas para responder 175 questões sobre a prática de Automação. Em inglês. O resultado  foi divulgado logo após o término da prova.“Quando saiu o resultado , e eu vi que fui aprovada, senti uma alegria muito grande, como se estivesse recebendo um presente pelos  10 anos trabalhando com Automação”, relembrou Camila, que contou com o incentivo e a  torcida de seus colegas de fábrica, hoje orgulhosos por seu sucesso.

Uma conquista que inspira e motiva outros integrantes, homens e mulheres,  na busca de novas certificações dentro da Automação, e que destaca o estado de Alagoas em todo o país, como lembrou Francisco Brasileiro, líder de Camila na PVC.

“O exame de certificação reflete o conhecimento teórico, prático e as habilidades necessárias para o desempenho em alto nível de um profissional de Automação. Fico muito orgulhoso com a conquista da Camila e a grande repercussão deste feito no âmbito da Automação. Temos uma equipe extremante qualificada e dedicada aqui em Alagoas e este reconhecimento permite uma maior divulgação das realizações desta área”, afirmou Francisco.

 (com assessoria)

engenheira Braskem

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Alagoas perde mais de 9 mil empregos em março e 27 mil no ano
   20 de abril de 2017   │     18:43  │  0

De novo Alagoas registrou um dos piores resultados do Brasil no mercado de trabalho formal. Em março de 2017, revelam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nessa quinta-feira (20), o estado registrou a terceira maior redução de empregos do país (atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo) e a maior do Nordeste.

Em março, foram registradas 5.955 admissões e 15.920 desligamentos. No mês, o saldo negativo foi de -9.335 postos de trabalho com carteira assinada.

Mais uma vez todos os setores da economia registraram perdas de empregos em Alagoas. Novamente, o pior resultado – o que já era esperado – ficou com a indústria de transformação, com saldo negativo de -7.735 empregos formais em fevereiro. O setor, que inclui as usinas, foi impactado pelo final da safra de cana-de-açúcar.

Fundo do poço

A “surpresa” no Caged de março ficou como setor de serviços – normalmente o último a sentir os efeitos da crise. Com saldo negativo de -649 empregos formais, esse setor foi o que mais desempregou em Alagoas em março, depois da cana-de-açúcar.

Mias de 27 mil empregos perdidos

No acumulado de janeiro a março, Alagoas registrou 19.244 admissões e 46.877 demissões, com saldo negativo de -27.633 empregos formais. A variação negativa na comparação com o estoque de tralhao em relação ao período anterior é -7,73%.

Considerando os dados de 12 meses – de abril a março – que mostram um “retrato” mais real da situação do mercado de trabalho, Alagoas registrou 111.463 admissões, 127.403 demissões, com saldo negativo de -15.940 empregos formais e variação de -4,61 na comparação com o período anterior.

Entre os setores, os maiores saldos negativos em 12 meses foram registrados na indústria (de transformação (-6.870), construção civil (-5.093), comércio (-2.735), serviços (-951) e agropecuária (-127).

caged alagoas março 2017

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Obra de R$ 40 milhões alimenta disputa política entre grupos de RF e Rui Palmeira
   19 de abril de 2017   │     22:32  │  3

O viaduto da PRF, em Maceió, está prestes a sair do papel – literalmente. O edital de licitação foi publicado no dia 14 de março passado. O que se espera é que a construção comece ainda no primeiro semestre deste ano.

O projeto, que se arrastava há décadas e promete melhorar o trânsito na parte alta da capital, traz toda uma “simbologia”, não só pelo que representa em si, enquanto estrutura urbana, mas também pelo peso “político”.

Talvez por isso, o projeto de construção do viaduto tenha se transformado agora em objeto de uma disputa, nada sutil, de paternidade política.

A construção do viaduto da PRF será realizada pelo governo do Estado, com a maior parte de recursos federais, repassados pelo Ministério dos Transportes.

E é aí que mora o problema. Governador em um grupo, ministro no outro e a obra no “meio”, se transformando em tema de reportagens, publicações nas redes sociais e até de propaganda partidária.

Na nova série de anúncios do PR, exibida nas TVs de Alagoas esta semana, o ministro e deputado federal Maurício Quintella, que é hoje o mais proeminente integrante do grupo do prefeito Rui Palmeira – com nome lembrado para disputar o Senado – resolveu chamar para si a “responsabilidade” por estas e outras obras que o ministério realiza em Alagoas.

O projeto do viaduto, com recursos do PAC (previsão de R$ 40 milhões no Orçamento deste do governo federal), no entanto foi apresentando pelo secretário de Transportes do Estado, Mosart Amaral, e pelo governador Renan Filho em setembro de 2015, sete meses antes da nomeação de Maurício Quintella para o Ministério dos Transportes.

Mas como o ministro, no final das contas, vai repassar os recursos, é claro que ele não poderia perder a oportunidade de falar da obra – ainda mais com o projeto sendo realizado em Maceió, cidade que é administrada pelo seu principal aliado que é o principal adversário do governador Renan Filho. Claro que a prefeitura poderia ter tomado a iniciativa… mas essa é outra história.

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Uma pergunta que não quer calar: quando a Lava Jato vai pegar o Judiciário?
     │     15:35  │  0

A essa altura não é se mas quando. Depois de promover uma hecatombe no Legislativo e no Executivo, o próximo alvo da operação Lava Jato será o Judiciário. Será?

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na semana passada, a ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon anunciou: “Muita coisa virá à tona”.

Segundo a ministra , o Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação: “a Lava Jato também pegará o Poder Judiciário num segundo momento”.

Nesta quarta-feira feira, o blog de Josias de Souza, da Folha de São Paulo, anunciou que o “Poder Judiciário está prestes a ser lançado no caldeirão da Lava Jato”.

A construtora OAS planeja entregar pelo menos um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na colaboração judicial que negocia com a Procuradoria-Geral da República, informa o jornal Valor, em notícia veiculada nesta quarta-feira. Lula também será alvejado”, aponta Josias.

Farão parte do rol de delatores da empreiteira mais de 20 executivos. A lista inclui o ex-presidente da OAS, a Léo Pinheiro; o dono da empresa, Cesar Mata Pires; e dois filhos do empresário.

A OAS também atua em Alagoas e deve delatar políticos do Estado.

Leia aqui o blog, na íntegra:

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/04/19/oas-negocia-incluir-ministro-do-stj-em-delacao/

A Lava Jato também pegará o Judiciário, diz ex-ministra do STJ

A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.”

A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. “Muita coisa virá à tona”, diz.

Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. “Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram”, diz.

Para a ministra, alegar que a Lava Jato criminaliza os partidos e a atividade política é uma forma de inibir as investigações. “Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, afirma.

Leia aqui a entrevista na íntegra:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/04/1875770-a-lava-jato-tambem-pegara-o-judiciario-diz-ex-ministra-do-stj.shtml

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STF define para maio o julgamento de ação contra Marx Beltrão
   18 de abril de 2017   │     22:30  │  0

O julgamento da Ação Penal 931, em que o ministro do Turismo e deputado federal Marx Beltrão (PMDB) é réu tem nova data no “Calendário de Julgamentos” do STF.

Será no dia 16 de maio, na 13ª Sessão ordinária da 1a Turma do Supremo – com início às 14:00.

O ministro responde a ação penal (AP 931) aberta em abril de 2015, sob a acusação de ter cometido irregularidades na gestão do Fundo de Previdência de Coruripe durante o período (2009-2012) em que foi prefeito do município.

O relator da ação é o ministro Roberto Barroso. Os demais ministros da 1ª Turma são Marco Aurélio (presidente), Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal – acolhida pelo STF – Beltrão e Márcio Roberto Barreto da Rocha, que era presidente da PreviCoruripe, teriam assinado e repassado ao Ministério da Previdência Social seis comprovantes contendo informações falsas. Em julho de 2012, Beltrão chegou a depositar R$ 991,1 mil na conta da Previcoruripe para quitar a dívida.

Se for condenado no julgamento marcado para o próximo dia 16 de maio – em que é acusado de falsidade ideológica – além de deixar de ser ministro do Governo Temer, ficará inelegível por oito anos. O ministro, no entanto, não trabalha com essa possibilidade.

julgamento marx

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