Renan Filho e Marx Beltrão se “reaproximam” e tocam agenda conjunta
   20 de julho de 2017   │     21:58  │  0

As rusgas de Brasília ficam em Brasília avisa o ministro do Turismo. Eventual candidato ao Senado em 2018, Marx Beltrão apareceu nesta quinta-feira, 20, pela terceira vez apenas esta semana, ao lado do governador Renan Filho.

O ministro, que segundo versões de bastidores e especulações de alguns veículos de comunicação local estaria “afastado” do grupo do governador, deu sinais bem diferentes.

Marx Beltrão reafirmou a parceria com Renan Filho e sinalizou para a manutenção da aliança em 2018.

Desta vez, o ministro participou de solenidade na Secretaria de Agricultura de Alagoas para a entrega de oito tratores a agricultores familiares, adquiridos com emendas que ele apresentou, como deputado federal do PMDB.

Durante o evento, Marx Beltrão, que segue como ministro de Michel Temer e defende o governo, evitou falar sobre as críticas do governador Renan Filho e do senador Renan Calheiros (presidente do PMDB de Alagoas), ao governo federal: “não vou me envolver nesta questão. Vou seguir trabalhando pelo nosso estado e pelo nosso país”, pondera.

Pé na roça

O governador Renan Filho, o secretário Álvaro Vasconcelos (Agricultura) e o ministro Marx Beltrão (Turismo) entregaram, na sede da Seagri, em Maceió, 8 tratores para pequenos agricultores. “Esses tratores são fruto de emenda do deputado Marx Beltrão. Nos próximos dias vamos entregar mais outros 26 tratores de emedas do deputado e mais 35 de emendas do senador Renan Calheiros”, diz o governador.

Renan Filho calcula que as emendas parlamentares, incluindo o deputado federal Paulão, vão assegurar a entrega, ainda este ano, de até 100 tratores para pequenos produtores e avisou que o estado também fará sua parte: “nós vamos comprar, pela primeira vez com recursos próprios, mais 120 tratores para ajudar o agricultor familiar”.

Pelas contas de Álvaro Vasconcelos, somente este ano o governo de Renan Filho deve atingir a marca de 250 tratores entregues a pequenos agricultores e algumas prefeituras: “nosso objetivo é entregar, até o próximo ano, 300 tratores, no total, assegurando condições para que o agricultor familiar melhore sua produtividade e aumente sua produção”, disse.

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Maurício Quintella e Arthur Lira podem ficar “sem chapa” em 2018
   19 de julho de 2017   │     23:11  │  2

Uma das questões mais frequentes nas rodas de políticos em Alagoas é o destino de Rui Palmeira. Todos querem saber se ele vai enfrentar ou não Renan Filho em 2018.

Nem o próprio prefeito de Maceió tem essa resposta hoje, embora os mais próximos avisem que ele não será candidato e se for será ao Senado.

A questão majoritária, garante um dos mais experientes analistas políticos com quem conversei essa semana, não é a que mais preocupa o grupo de oposição no momento.

“A candidatura ou não de Rui Palmeira é na verdade uma cortina de fumaça para um problema ainda maior. A verdadeira dificuldade, pelo que sei, é conseguir formar uma chapa proporcional (deputado federal)”.

Com experiência em várias eleições e na leitura (avaliação) de pesquisas, o analista vai além: “ninguém quer concorrer na mesma chapa com Arthur Lira e Maurício Quintella. Eles são considerados fortes, deixando outros candidatos sem chances de vitória, porque o grupo reúne poucos candidatos a deputado federal e poucos partidos”, pondera.

Será?

O cenário traçado até agora nos bastidores aponta, de fato, para um possível isolamento do PR de Quintella e do PP de Arthur numa eventual chapa de federal.

Senão, vejamos.

O PSDB, de Téo Vilela, anunciou uma chapa própria de federal, que terá além do deputado Pedro Vilela, que vai para a reeleição, nomes como Rodrigo Cunha, Gilvan Barros, Jorge Dantas, Jarbinhas Omena e Tereza Nelma, entre outros nomes.

O PMDB, de Renan Calheiros, trabalha coligação que deve incluir, entre outros nomes, Joaquim Beltrão, Sérgio Toledo, Ziane Costa, Ricardinho Santa Rita, Val Amélio, Cristiano Matheus, Fernando Holanda, Ricardo Nezinho ou Gilvan Barros (que iria para o PMDB), Zé Wanderley, Severino Pessoa, Carimbão, Rosinha da Adefal e, muito provavelmente, Ronaldo Lessa e Paulão, além de Cícero Almeida (que ainda está na dúvida se disputa vaga de estadual).

O PSB, de JHC, trabalha uma chapa em aliança com a Rede de Heloisa Helena e outras legendas, a exemplo do PSL.

O PRTB, que busca aliança com o PtdoB, aposta em nomes como o de Marcos Adriano, Val Amélio, Aderval Tenório, Dorgi do Queijo, Dudu Albuquerque, Carlos da Educação, Jeferson Morais, Fabiana Lira e Pastor Barbosa e, dependo do cenário, o ex-prefeito James Ribeiro, que pode também disputar uma vaga de estadual.

Além de formar uma chapa competitiva do PMDB, Renan Calheiros articula a formação de uma coligação que deverá incluir, pelo que se espera, nomes como o de Ronaldo Lessa (PDT), Givaldo Carimbão (PHS), Nivaldo Albuquerque (PRP), Rosinha da Adefal (PTdoB), Severino Pessoa (indo para o PSD), Sérgio Toledo (PSC), Régis Cavalcante (PPS) e Paulão (PT).

Mantido esse quadro, a formação de mais uma coligação para federal, com dois nomes de “peso” como o de Arthur e Quintella, pode enfrentar dificuldades extras.

Será um verdadeiro desafio.

Mas é importante lembrar que o ministro dos Transportes é habilidoso e tem trânsito em outros partidos. Assim como aconteceu em outras eleições, ele poderá encontrar – ainda que seja na última hora – um caminho para viabilizar sua candidatura.

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PT constrói com Renan frente ampla para recepcionar ‘jornada’ de Lula em Alagoas
     │     18:36  │  0

Lula parte no dia 16 de agosto para um grande jornada pelo Nordeste. Começando pela Bahia, o ex-presidente deve passar dois dias em cada estado da região.

Em Alagoas, a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva é esperada para o dia 20 de agosto.

Na programação, adianta o presidente estadual do PT, Ricardo Barbosa, três grandes atos: em Penedo e Arapiraca no primeiro dia e em Maceió, no dia seguinte.

A ‘jornada’ de Lula por Alagoas avisa Barbosa, será suprapartidária. O objetivo é construir uma frente ampla, independente de partidos, para recepcionar o ex-presidente. “Estamos conversando com os partidos que fazem oposição ao governo de Michel Temer, mas também conversamos com o governador Renan Filho e com o senador Renan Calheiros, que apesar de ser do PMDB, se posicionam contra as reformas e os retrocessos desse governo”, explica.

De acordo com Barbosa, Renan Calheiros está ajudando a construir um “palanque” mais amplo para a chegada de Lula: “vamos convidar prefeitos, deputados, vereadores e lideranças de vários outros segmentos para participar dos atos com o presidente. O governador e o senador já se colocaram a disposição e estão ajudando na organização e mobilização”, adianta.

Paulão vai para a reeleição

A aproximação entre Renan e o PT não significa, necessariamente, explica o deputado federal Paulão (PT) a retomada da aliança do Partido dos Trabalhadores com o governo de Renan Filho. É algo, explica, que está no campo das possibilidades, mas que deve ser discutido mais à frente.

Por enquanto, o que está definida é a estratégia do PT de reeleger o Paulão e de trabalhar para eleger ao menos dois deputados estaduais em 2018: “Eu sou candidato à reeleição. E vamos construir uma chapa, seja puro sangue ou em coligação, para eleger de dois a três deputados estaduais”, diz Paulão.

O deputado avalia o diálogo com Renan Calheiros e Renan Filho como natural, em função das posições assumidas por senador e governador: “eles estão contra as reformas desse governo golpista e reconhecem a liderança do presidente Lula. É natural essa proximidade agora, independente da formação de palanques em 2018”, aponta.

 

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De uma só tacada, PSDB perde mais dois prefeitos para o grupo de RF
   18 de julho de 2017   │     23:16  │  2

Não custa lembrar. O PSDB saiu das eleições de 2016 em Alagoas com 17 prefeitos eleitos. Desde então, a legenda vem desidratando.

Apenas seis meses depois da eleição, em março deste ano, o partido perdeu, de uma só tacada, três prefeitos: Joãozinho Pereira, de Teotonio Vilela e Aldo Popular, de Porto Real do Colégio, que embarcaram no PMDB de Renan Filho e Pauline Pereira, de Campo Alegre, que foi para o PMB.

Em abril, o prefeito Renato Filho, do Pilar, deixou o PSDB (e continua sem partido) para embarcar no grupo de Renan Filho.

Nesta terça-feira 18, mais dois prefeitos deixaram o “ninho” tucano de uma só tacada: Flávio Rangel, de Feira Grande, e Manuilson Andrade, de Colônia Leopoldina, se filiaram ao PSC.

Renan Filho participou do ato de filiação de Flávio e Manuilson, a noite, num hotel de Maceió.

O governador foi o “padrinho” da mudança e definiu com eles a acomodação na nova legenda. E porque não o PMDB? Em alguns casos é desaconselhável – senão impossível – trazer prefeitos que enfrentaram candidatos do PMDB nas eleições passadas para a mesma legenda. Esse é o caso de Pilar (Renato Filho x Carlos Alberto Canuto) e Colônia Leopoldina (Manuilson x Paula Rocha).

Os dois prefeitos, assim como os outros que deixaram o PSDB, reforçam a base e desde já declaram a intenção de votar em RF no próximo ano.

Tem mais

Novas baixas de prefeitos eleitos pelo PSDB e outros partidos que estão fora da base do governo são aguardadas para os próximos dias.

Renan Filho segue fazendo mistério, mas já definiu, pelo que se sabe a filiação de pelo menos uma dezena de prefeitos em partidos aliados. É esperar e conferir.

Nova jornada

O deputado estadual Sérgio Toledo (PSC) aproveitou o ato de filiação dos prefeitos para avisar que vai mesmo disputar mandato de deputado federal em 2018.

“Após cinco mandatos como deputado estadual, já cumpri minha missão na Assembleia Legislativa. Espero agora contribuir com Alagoas lá de Brasília, se o povo de Alagoas me confiar essa missão”, aponta.

Com as novas filiações, o PSC fica mais forte ele ganha folego para a disputa. Agora o partido tem 2 prefeitos, três vices prefeitos, 62 vereadores e dois deputados estaduais.

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Sem Rui, oposição pode escolher entre Biu, Téo e Nonô para enfrentar RF em 2018
     │     19:00  │  0

É fato inegável. O grupo de oposição a Renan Filho (PMDB) que se agrupa em torno do prefeito de Maceió está sem candidato para enfrentar o governador numa eventual reeleição em 2018.

Rui Palmeira – apesar dos esforços do ministro Maurício Quintella – continua dando sinais velados de que não será candidato a nada no próximo ano. E se for, será ao Senado.

Com a saída de Rui Palmeira do páreo, os holofotes se voltaram para Ronaldo Lessa (PDT). Em confidências recentes, o ex-governador disse que foi sondado para a disputa, mas prefere mesmo disputar à reeleição para a Câmara Federal, embora admita avaliar uma disputa ao Senado.

Não será por falta de nomes que o grupo de Rui Palmeira deixará de formar palanque majoritário no próximo ano.

“Temos opções de sobra, nomes bons e preparados para apresentar para o governo”, revela um líder partidário ligado a Rui Palmeira.

Ele cita alguns exemplos: “o senador Benedito de Lira, o ex-governador Téo Vilela e Thomaz Nonô, que já foi vice governador e queria disputar o governo em 2014”, lembra.

Uma eventual guinada de Rodrigo Maia a presidência da república poderia, na avaliação desse líder, dar fôlego a Nonô, que é presidente do DEM em Alagoas, avalia o líder partidário: “estamos trabalhando com esses nomes e também com outras opções. O que posso assegurar é que teremos palanque no próximo ano”, aponta.

Resta saber se os nomes, lembrados agora, terão disposição para o enfrentamento. Benedito de Lira já avisou que pretender ir para a reeleição ao Senado. Téo já disse que se for candidato também será ao Senado. E Nonô, que segue como secretário de Saúde de Maceió, não dá sinais de que pretende disputar nenhum cargo em 2018.

 

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