Isolamento social em Maceió chega a quase 60% e passa SP, mesmo com “megaferiado”
   25 de maio de 2020   │     20:46  │  3

Medidas mais duras de isolamento social ou antecipação de feriados nem sempre apresentam os resultados esperados.

Alagoas, que manteve as mesmas regras de distanciamento social conseguiu, nesse domingo,24, resultados melhores que São Paulo, que apostou no megaferiado, que começou na quarta-feira e terminou nesta segunda-feira, 25.

O percentual de isolamento social no estado de São Paulo foi de 55% neste domingo (24), informou o Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do governo estadual. Em Alagoas o Índice de Isolamento Social (IIS) da In Loco ficou, no mesmo dia em 56,2%, o quinto maior do país.

No domingo, o IIS de Maceió ficou em 59,6%, também superior ao Índice de Isolamento Social da capital paulista, onde a prefeitura antecipou dois feriados municipais (quarta e quinta), decretou ponto facultativo (sexta), emendando com o final de semana e um feriado estadual antecipado para essa segunda-feira, 25.

Os dados de  Isolamento Social são da InLoco, detalhados em relatório interno do governo de Alagoas, elaborado pela Sedetur-AL.

Sem lockdown

Com os números do isolamento social em alta no Estado, o governo de Alagoas praticamente descartou a possibilidade de bloqueio total. O próximo decreto de situação de emergência, que sai até o dia 31 deste mês, será igual ao atual, com possibilidade de flexibilização para o funcionamento de alguns setores.

Achatando

Apesar do maior crescimento em números absolutos de casos confirmados da Covid-19, a curva epidemiológica dá sinais de está começando a acharar em Alagoas. Em abril, o crescimento diário ficou na média de 20%. Em maio, essa média está abaixo de 10%. Nessa segunda, o Estado fechou com 6.682 casos confirmados, 672 casos suspeitos (menor número dos últimos dias), 3.653 recuperados 337 óbitos.

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Collor se “reinventa” e encara todos os temas no Twitter
     │     18:59  │  1

A revista Época traz, nesta segunda-feira, 25, reportagem sobre a nova fase do senador Fernando Collor (PROS-AL) nas redes sociais.

“Em frequente interação no Twitter — em abril, ganhou cinco mil novos seguidores —, Collor não foge de perguntas sobre os temas mais espinhosos de sua biografia.”, revela o texto assinado por Natália Portinari.

De respostas francas e diretas – com um pitada de descontração – a dicas automotivas, Collor se tornou num dos políticos mais ativos do Brasil no Twitter.

“O mundo passa e quem com ele não passa, fica”. Foi assim que o ex-presidente Collor justificou a Época sua empreitada no Twitter nas últimas semanas.

“Ele passou a publicar dezenas de vezes ao dia na rede social, ganhando seguidores ao comentar episódios de seu governo, como os “caras-pintadas”, que simbolizaram as manifestações de rua a favor de seu impeachment, e o confisco da poupança.”, diz a revista.

Essa nova fase tem levado Collor não só a ganhar mais seguidores no Twitter, mas também a ocupar espaço nos principais veículos de comunicação do Brasil. Nos últimos sete dias, ele participou de entrevistas com Luiz Nassif, falou por mais de 50 minutos na CNN, deu entrevista ao Brodcast TV do Estadão e ao El País e nesta seegunda-feira particiou de live na  Folha de São Paulo, entre outros veículos.

Os links para estas e outras entrevistas estão lá, no Twitter: @Collor

E, como registra Época, no twitter de Collor dá para ver postagens como essa: “Presidente, só para tentar fazer um paralelo, quando o senhor percebeu que não escaparia do impeachment?”, questionou um seguidor. “Quando pedi para que saíssem de verde e amarelo num final de semana e as pessoas saíram de preto”, devolveu.

Versão

Collor explicou à Época que “Há muitos jovens nas redes. Isso é importante para mim, porque é uma maneira que tenho de colocar a minha versão sobre tudo que eles eventualmente tenham aprendido”.

“As mídias sociais têm papel fundamental para quem quer interagir com a opinião pública. Estou gostando, é um mundo inteiramente novo”, disse Collor à revista.

Veja mais alguns trechos da reportagem:

Referência do uso mais eficaz das redes sociais nos novos tempos da política, a atuação do presidente Jair Bolsonaro não escapa do radar de Collor. O ex-presidente avalia, contudo, que há cada vez menos respaldo nas redes para o discurso bolsonarista na crise do coronavírus.

“As pessoas estão vendo que o que ele fala não corresponde à realidade. Estão dizendo: ‘Bom, eu segui o presidente porque ele disse que isso era uma gripezinha, mas havia 200 pessoas mortas, hoje já tem 20 mil’.””

O ex-presidente nega que a nova atuação se dê de olho numa possível candidatura à Presidência em 2022, mas admite que essa é uma possibilidade depois de “sobreviver a toda essa pandemia”. Por enquanto, seu objetivo é se reeleger ao Senado. Daqui a dois anos, terá de escolher entre uma coisa e outra.

O ex-presidente tenta cativar uma imagem carismática e não descarta que a “repaginação” culmine em uma nova candidatura à Presidência daqui a dois anos.

Veja aqui a reportagem de Época:  DO CONFISCO AOS CARA-PINTADAS, COLLOR TENTA REFAZER SUA IMAGEM

 

E o que ele fez, com a reportagem da  Natália Portinari? Fernando Collor retweetou

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Lockdown está fora dos planos do governo para AL, por enquanto
     │     17:23  │  0

O atual decreto de situação de emergência, em Alagoas, vale até 31 de maio para todo o Estado. E tudo indica que será renovado na próxima segunda-feira, valendo por mais 10 ou 15 dias. Se o alagoano continuar mantendo os atuais níveis de isolamento social, que está entre os dez melhores do país e, neste domingo, como registrou o Gazetaweb , foi o quinto maior do Brasil, a possibilidade de bloqueio total está descartada.

O governo deve manter as atuais medidas, se a curva epidemiológica continuar crescendo no ritmo atual. E pode distensionar um pouco, se a curva começa a achar.

Em entrevista à CNN Brasil, nesta segunda-feira, o governador sinalizou que o lockdown está, por enquanto, fora dos planos do governo.

“O estado tem estudado todas as possibilidades. Nós estamos fazendo isolamento social que, nos últimos dias, tem ficado sempre entre os 10 estados com maior percentual de isolamento do país. Entretanto, as medidas mais duras tomadas em algumas regiões do país não têm demonstrado, na prática, ou tem sido aferido tecnicamente a elevação do isolamento social. Algumas medidas extremas foram tomadas, por exemplo, no estado de São Paulo, que decretou o feriadão, mas as medições do final de semana colocaram apenas 1% acima dos períodos anteriores, o que significa dizer que nem sempre são essas medidas que aumentam o isolamento social. O Brasil precisa muito que as pessoas colaborem nesse momento”, explicou o governador.

Saiba mais: AL registra a 5º maior taxa de isolamento social entre estados do Brasil

 

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Arthur Lira defende Bolsonaro e diz que vídeo foi juridicamente pífio
   23 de maio de 2020   │     12:42  │  8

Líder do maior bloco da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL) saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro ao avalia a repercussão do vídeo da reunião ministerial.

Em entrevista ao Jornal da CNN, nessa sexta-feira, 22, após divulgação do vídeo Lira não poupou o ex-ministro Sérgio Moro, nem o atual ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Líder do maior bloco da Câmara Federal e um dos principais líderes do Centrão, Arthur Lira, tem se aproximado do governo e vem articulando a formação de uma base de sustentação de Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

O parlamentar avaliou que o material não traz nenhuma prova jurídica contra o presidente e diz que que o vídeo deixou claro que Bolsonaro estava tratando de segurança pessoa e familiar e não de interferência na Polícia Federal.

Na entrevista, Lira considerou “lamentável”, a fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que chamou os ministros do STF de “vagabundos” criticou a condução de Moro na Lava Jato.

Sobre a aproximação com o governo, ele foi pragmático: “Eu não vejo nenhum governo do mundo que não tem a coalizão. Os nossos partidos têm a função de manter o país ou tentar manter o país nos limites institucionais e nesse aspecto particularmente pelo vídeo que nós assistimos hoje (ontem) nós temos que fazer em uma separação, tanto ela pode ser tratada politicamente como juridicamente. Juridicamente ele foi pífio.”, disse.

Para Arthur, o ex-ministro da Justiça errou, mais uma vez: “se o juiz Moro fez as sentenças dele como fez essa acusação, eu fico preocupado com o que aconteceu ali, porque teve muita coisa errada na lava-jato, tenho certeza disso, mas fiquei preocupado porque juridicamente não transpareceu nada daquilo que foi dito.”

“Na questão jurídica, não tem nada absolutamente nesse vídeo que nos leva a crer que isso poderia ser a bala de prata que desse substância a uma denúncia feita contra o Presidente da República.”, disse, acrescentando que “Se você pega o contexto da fala que veio do ministro Educação, lamentável, para a fala do presidente, estava se falando ali de segurança pessoal, familiar e não interferência da polícia federal para proteger esse ou aquele inquérito.

Lira acredita que se tentou provocar, com o vídeo, um desgaste, que poderia ter tido consequências mais graves se ele tivesse exibido na íntegra. (em função de colocações sobre um país do oriente).

O vídeo, assegura Lira, não afetará politicamente as relações Bolsonaro com o Congresso Nacional. “Há aí uma má fé jurídica pelo menos ou uma vontade de se causar um tumulto com um pedido de liberação de um vídeo na íntegra que não ia comprovar nada das alegações que foram feitas, então se houver algum interesse ou interesse em impedir a veiculação deste vídeo foi para causar absolutamente algum tipo de desconforto”, afirmou.

Veja a entrevista de Arthur Lira aqui: Juridicamente pífio e explorado politicamente, diz Arthur Lira sobre vídeo

 

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Grupo de Trabalho prepara reabertura setores da economia em AL
     │     0:09  │  1

Apesar do crescimento dos casos de Covid-19, dirigentes dos setores público e privado de Alagoas já começam a trabalhar com a perspectiva de retomada da economia.

Um grupo de trabalho que reúne secretários de Estado e lideranças do setor produtivo alagoano vai preparar uma proposta de protocolo para o funcionamento de empresas que estão fechadas desde o primeiro decreto de situação de emergência da Covid-19, em março.

O Grupo de Trabalho (GT) vai reunir representantes do comércio, serviços, shoppings, trade turístico, indústria, além dos secretários George Santoro (Fazenda), Fábio Farias (Gabinete Civil) e Rafael Brito (Desenvolvimento Econômico e Turismo).

O objetivo do GT é “estabelecer protocolos de funcionamento dos setores econômicos após o período de isolamento social”. A primeira reunião acontece já na próxima semana.

Serão criados grupos específicos por setor de atividade econômica, a exemplo do Comércio, composto pelos representantes dos Shoppings, Fecomércio e Associação Comercial; do Setor Turístico, composto pelos representantes dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Eventos; do Setor Industrial, composto pelos representantes da Federação da Indústria do Estado de Alagoas.

“A finalidade é estabelecer os protocolos para a retomada do funcionamento de forma segura das atividades econômicas e atendimento ao público, após o período de isolamento social em curso. Uma hora todos os setores terão que voltar a atividade. Acreditamos que esse momento está próximo. Nossa vontade é que algumas atividades já sejam retomadas já no próximo mês. Tudo vai depender da evolução dos casos do novo coronavírus nos próximos dias.”, aponta Rafael Brito.

A perspectiva, tanto de setores do governo, quanto da inciativa privada, é que a reabertura gradual comece em junho. Tudo vai depender da curva epidemiológica. Mas, essa é outra história.

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