Pré-candidato a governador denúncia pressão de “forças ocultas” em AL
   25 de junho de 2022   │     16:46  │  1

A nota assinada pelos presidentes do PSDB no Brasil, Bruno Araújo e em Alagoas, deputado federal Pedro Vilela, abrindo diálogo e possibilidade de aliança com o União Brasil ganhou forte repercussão na Federação PSDB/Cidadania no Estado.

Pré-candidato ao governo, o jornalista e ex-deputado federal Régis Cavalcante prestou solidariedade a Pedro Vilela. Para ele o deputado teria concordado em assinar a nota após ser pressionado.

Em vídeo nas suas redes sociais, Cavalcante diz que soube da nota, “falando da necessidade de fazer unidade política fora do âmbito da federação” e em seguida prestou solidariedade a Vilela.

“Eu quero prestar a minha inteira e absoluta solidariedade ao deputado Pedro Vilela. Sei que está havendo muita pressão, forças ocultas, externas aos interesses da federação e sobretudo da democracia desse país, que forçam situações desta natureza”, disse.

Régis promete nacionalizar sua pré-candidatura ao governo, se preciso. “Volto a afirmar, eu sou pré-candidato a governador de Alagoas. Vamos manter nossa pré-candidatura e levaremos inclusive ao colegiado nacional da federação, como determina as regras da federação PSDB/Cidadania. Isto não é uma questão isolada de quem quer que seja, é uma questão que deve ser discutida no âmbito da federação”, apontou.

O pré-candidato encerra o vídeo reafirmando que Pedro sofreu uma pressão absurda. “Nós estamos solidários com o Pedro nessa pressão absurda, violenta, que ele vem sofrendo. Solidariedade ao Pedro e vamos em frente. Federação neles”, afirmou.

Veja aqui o vídeo de Régis Cavalcante:  🇧🇷 Regis Cavalcante no Instagram: “Estamos firmes com a nossa pré-candidatura de governador de Alagoas. A instância que decide candidaturas e alianças nos Estados é a…”

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PSDB “abre” diálogo com UB em AL: gesto para SP e RS?
   24 de junho de 2022   │     22:46  │  0

Uma nota conjunta publicada no Twitter do PSDB (veja abaixo) pelos presidentes do partido no Brasil, Bruno Araújo e em Alagoas, deputado federal Pedro Vilela, afirma a disposição de “junto ao União Brasil, trabalhar na construção de um projeto tenha como objetivo a melhoria da qualidade de vida dos alagoanos”.

Na nota, que vem sendo tratada nos bastidores como declaração de intenção, Bruno e Pedro dizem acreditar na aliança entre os dois partidos.

O PSDB está no olho do furacão em Alagoas. Dirigentes do partido demonstraram desinteresse por uma aliança com o UB no Estado. A partir daí, houve troca de acusações que envolveu o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) e ameaça de rompimento de alianças entre PSDB e UB em outros Estados, inclusive São Paulo e Rio Grande do Sul.

O maior problema é que a deputada estadual Jó Pereira, pré-candidata a vice na chapa de Rodrigo Cunha (UB) ao governo, é filiada ao PSDB. Um rompimento entre as duas legendas impediria a participação da parlamentar, que é prima de Lira, na chapa.

A nota pode ser um “gesto” ou não, em função de alianças partidárias em outros Estados. Mas quem conhece a política alagoana sabe que esta questão não está decidida, nem será resolvida agora. Anote. Até as convenções, em agosto, teremos novidades.

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Um partido à “deriva”: em seis meses, Podemos tem quatro presidentes e diretório inativo em AL
     │     16:14  │  0

Na ‘guerra’ política entre grupos de Alagoas, alguns partidos perderam importância, outros deixaram até de ter diretório no Estado.

No cenário atual, com quatro grandes grupos políticos formados por aqui em torno de candidaturas ao governo (Paulo Dantas, Rui Palmeira, Rodrigo Cunha e Fernando Collor), algumas legendas passam a ter papel de coadjuvantes. Outras, correm o risco de nem participar das eleições proporcionais ou majoritárias.

É o caso do Podemos, partido que já teve peso em Alagoas ao abrigar o grupo do ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira.

Nos últimos seis meses – entre o começo de dezembro e o começo de junho, o Podemos teve quatro presidentes em Alagoas. Pela ordem: Tácio Melo da Silveira, Fabiana Cavalcante Pessoa, Jeannyne Beltrão Lima Siqueira e Alexandre Murta de Araújo Rocha.

Os nomes dos presidentes apontam para a mudança de grupos e de rumos do Podemos em Alagoas. No momento o partido está à “deriva”, sem diretório (na verdade está inativo em Alagoas). E nessa condição, o partido não pode sequer realizar convenção. Mas não deve ficar assim.

O Podemos ainda tem algo a oferecer: alguns preciosos segundos de tempo de rádio e TV no guia eleitoral. E por isso mesmo alguém deve assumir o comando do partido antes das convenções. A pergunta é quem ou qual grupo?

E aí, algum palpite?

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Deputado pede que governo reduza contribuição previdenciária dos militares de AL
   23 de junho de 2022   │     20:04  │  1

A partir de mudanças na legislação federal, os servidores militares dos Estados passaram a ter regime de previdência semelhante ao das Forças Armadas. Na prática, esses servidores deixaram o regime de previdência do Estado de Alagoas e toda a gestão previdenciária fica por conta do Tesouro Estado, que é responsável por cobrir todo o déficit financeiro do pagamento de pensões e aposentadorias.

Em Alagoas, a lei que cria o Sistema de Proteção Social dos Militares (LEI Nº 8.671), enviada para a Assembleia Legislativa em fevereiro deste ano, só foi sancionada pelo governador Paulo Dantas (MDB) no último dia 7 de junho.

A nova legislação estabelece alíquota única de 10,5% para pessoal da ativa, retroagindo para percentual menor, até 2020, de acordo com o artigo 14:

“Art. 14. A alíquota de contribuição para o custeio das pensões e da inatividade dos militares do Estado de Alagoas, consoante o art. 3º-A da Lei Federal nº 3.765, de 4 de maio de 1960, na redação dada pela Lei Federal nº 13.954, de 2019, terá incidência mensal na seguinte forma: I – de 9,5% (nove e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 2020; e II – de 10,5% (dez e meio por cento), a partir de 1º de janeiro de 2021.”

A regra também vale para militares inativos e pensionistas. E é aí que existem uma “movimentação” que pode resultar em sua revisão.

O deputado estadual Francisco Tenório (PP) pediu na última semana que o governador Paulo Dantas envie um projeto de lei modificando a base de cálculo do desconto que incide sobre vencimentos de militares da reserva e pensionistas.

Isso porque, segundo o parlamentar, o modelo adotado é injusto. “Essa lei manteve, infelizmente, o pagamento dos 10,5% para os militares que já estão na reserva e ganham acima de cinco salários mínimos”, apontou.

A “injustiça” explica o parlamentar é semelhante ao modelo que era adotado anteriormente nos descontos servidores civis. Até 5 salários mínimos não paga nada. A partir daí, alíquota sobe para 10,5%.

Com isso, quem ganha até 5,9 mil não paga nada de contribuição. Quem ganha mais de 6 mil passa a pagar a alíquota. Na prática, militar da reserva nessa situação passará a ter vencimento menor. Enquanto o outro permanece com R$ 5,9 mil brutos, ele passará a receber R$ 5,35 mil com o desconto.

“Se a pessoa ganhar menos que isso não paga, mas se ganhar R$ 6.061,00 irá pagar o percentual sobre todo o valor” diz o deputado.

Deputado Francisco Tenório pede mudanças na Lei de Proteção Social dos Militares

 

Versão oficial

Veja aqui texto da Comunicação/ALE

Francisco Tenório solicita ao Governo revisão na lei que dispõe sobre o sistema de proteção social dos militares

 

O deputado Francisco Tenório (PP) usou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 15, para pedir ao governador Paulo Dantas que determine um estudo sobre a lei estadual, promulgada recentemente, que dispõe sobre o sistema de proteção social dos militares do Estado de Alagoas, buscando isentar o pagamento de 10,5% para todos os militares reformados. “Quero fazer um apelo para que todos nesta Casa continuem lutando para melhorar as condições salariais dos policiais militares, especialmente os que estão na reserva. Essa lei manteve, infelizmente, o pagamento dos 10,5% para os militares que já estão na reserva e ganham acima de cinco salários mínimos”, destacou.

O parlamentar disse que a emenda colocada no projeto durante sua tramitação na Casa teve uma redação infeliz, causando grandes injustiças, porque determina que quem ganha acima de R$ 6.060,00 vai pagar 10,5%, mesmo estando reformado. “Se a pessoa ganhar menos que isso não paga, mas se ganhar R$ 6.061,00 irá pagar o percentual sobre tudo. Outra injustiça é ver que um jovem com seus 20 anos entra na PM como soldado e quando vai para a reforma, com seus 30 anos de serviço, chega no mínimo a subtenente, ganhando acima deste valor e pagando imposto. Essa lei não protege nada, talvez atenda apenas a 3% ou 4% de toda a corporação ”, afirmou.

Tire suas conclusões:

Veja aqui a lei, na íntegra:

LEI Nº 8.671, DE 7 DE JUNHO DE 2022. DISPÕE SOBRE O SISTEMA DE PROTEÇÃO SOCIAL DOS MILITARES DO ESTADO DE ALAGOAS – SPSM/AL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Veja aqui texto anterior sobre o tema:

“Decifra-me se for capaz”: Governo muda desconto da previdência dos militares de AL

Saiba mais:

Lei que cria o Sistema de Proteção de pensionistas de militares é sancionada

 

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“Animado”: Collor quer usar experiência para dar uma “sacudidela” em AL
   22 de junho de 2022   │     17:34  │  1

O ex-presidente da República, Fernando Collor é pré-candidato ao governo de Alagoas. Nas eleições deste ano “elle” desistiu de tentar a reeleição e vai entrar na disputa pelo Palácio dos Palmares num cenário que tem outros fortes pré-candidatos.

Numa entrevista exclusiva, Collor revelou o que pensa sobre Alagoas, falou sobre a polarização da política nacional que terá reflexos na política local e sobre as estratégias para vencer a eleição.

O senador também falou, especificamente do agro, trecho da entrevista que publico na próxima edição do suplemento Rural da Gazeta de Alagoas, no próximo sábado.

A íntegra da entrevista pode ser conferida em áudio (link ao final do texto).

Ao me receber, o ex-presidente, que já foi governador de Alagoas, disse que está “muito animado com essa nova perspectiva, de em oferecer meu nome a vontade da população alagoana de poder oferecer minha pré-candidatura ao governo do Estado”.

Para o pré-candidato a governador, “Alagoas precisa é de uma sacudidela, precisa respirar novos ares, ares de uma nova agenda, uma agenda pelo avanço e pela capacidade de inovação”

Confira os principais trechos da entrevista:

Edivaldo Junior – Presidente, eu lembro que o senhor foi governador de Alagoas, lá atrás, num momento em que tinha uma grande crise no Estado e deixou para ser presidente. O senhor lembra da Alagoas daquele momento para a Alagoas que o senhor espera encontrar se for eleito, acha que tem muitas diferenças?

Fernando Collor – Sim tem muitas diferenças, porque 30 anos atrás Alagoas vivia um outro cenário muito dependente da agroindústria do açúcar, nós não tínhamos uma diversificação no campo econômico. Tínhamos à época uma folha que excedia a arrecadação do Estado, tínhamos as figuras dos chamados marajás, que recebiam salários astronômicos e uma situação política conturbada. Então era o cenário daquele momento.

Hoje nós temos um momento diferente, com dificuldades econômicas sérias, temos problemas nas finanças do Estado, os números que venho recebendo acentuam esse sinal amarelo que já vem me norteando naquilo que deveremos fazer. Nós temos um Estado, como todos os outros, que vai enfrentar um processo muito difícil de ser superado do ponto de vista econômico pelas repercussões que estamos tendo da guerra na Rússia e Ucrânia, que sucede os problemas que estamos herdando da pandemia que encolheu as economias de todo o mundo e temos uma circunstância completamente diferente.

Mas acredito que é um momento em que posso oferecer minha experiência, minha maturidade, minha capacidade de inovar, de acreditar, de modernizar, de avançar sobre essas searas ainda não exploradas ma área econômica e social do Estado de Alagoas para nós podermos dizer, enfim que Alagoas é um Estado que está num crescimento sustentável.

EJ –  Você foi governador e naquele período fez gestão marcante na reorganização administrativa do Estado. Você acha que hoje o Estado está organizado administrativamente. E esses gastos que a gente viu recentemente, com obras e aumentos de salários, o senhor acha que Alagoas pode ter dificuldades com isso?

FC – Pelos números que venho recebendo, preliminares, apontam nessa direção de que não é um Estado que esteja saudável financeiramente. Compromissos muito pesados foram assumidos, sobretudo com empréstimos que estão sendo alocados em áreas que não produzem o resultado para esses empréstimos sejam pagos. Dificuldades nessas questões de muitas obras que a gente coloca em dúvidas se realmente são prioritárias para o Estado. Acho que muito cimento e pouco sentimento. Acho que está faltando um olhar social, além de uma visão de futuro – do mesmo jeito que encontrei o Brasil fui presidente da República. Encontrei um Brasil acanhado, fechado em si mesmo, com receio de se abrir para o restante do mundo. Eu vejo Alagoas amarrada. Essas cordas do atraso na concepção do que seja um processo de desenvolvimento, de avanço social para Alagoas.

EJ – O senhor entra na campanha num momento que já tem vários pré-candidatos, nomes bem avaliados, a expectativa é que entre bem. Qual a estratégia para ir ao segundo turno ou ganhar a eleição no primeiro turno, como espera entrar nessa briga?

FC – Eu entro para mostrar a população alagoana do acerto da minha decisão em lançar minha pré-candidatura. Esse é o primeiro passo. Se a população reage, como estamos vendo pelas pesquisas que são apresentadas, mesmo antes de lançar a pré-candidatura, que vem mostrando uma simpatia pro essa iniciativa, pode se concluir que nós temos confiança de uma parcela importante dos alagoanos.

Daí para frente vão ser as propostas apresentadas pelos diversos candidatos ao governo do Estado, os debates que serão realizados e com isso a população poderá tomar sua decisão. Espero participar de uma campanha em que o nível esteja elevado, com propostas para a gente alagoana, os mais necessitados, como também do empresariado, da iniciativa privada, do setor produtivo, decidir que há um governo abrindo veredas para que possamos acreditar que Alagoas tem condições sim de se transformar num Estado avançado. Eu quando digo que vou fazer é porque já fiz.

Enfim, o que Alagoas precisa é de uma sacudidela, Alagoas precisa respirar novos ares, ares de uma nova agenda, uma agenda pelo avanço e pela capacidade de inovação que ela encarna; E se isso vem através de uma pessoa com experiência que eu tenho , muito melhores condições acredito eu, nós teremos de vencer.

EJ – Presidente, e a polarização, que é tão marcada nacionalmente, Bolsonaro x Lula, o senhor entra para montar o palanque de Bolsonaro. Deve lhe ajudar de um lado. O senhor também pode ajudar do outro. Isso na sua campanha vai ser bom em Alagoas, para o enfrentamento aqui?

FC – A polarização é evidente no país inteiro. Eu acredito que diferente de outras eleições presidenciais em que as lideranças estaduais tinham influência para a eleição do presidente, nesta eleição as candidaturas presidenciais terão influência nos Estados; Então a polarização entre Bolsonaro, que é meu candidato, e Lula, também está se verificando aqui em Alagoas. Dos candidatos aí postos, tem um candidato que claramente apoia o Bolsonaro que sou eu. E do lado do Lula temos um outro candidato que é o atual governador. Então é essa polarização que eu acredito vá se verificar aqui na eleição para o governo do Estado. Porque os outros candidatos postos, nenhum deles tem simpatia por nenhum dos dois. Então num processo de polarização tão vigoroso como esse que estamos vivenciando no Brasil e em Alagoas, acredito que todos os candidatos que estiverem no meio da polarização eles serão de alguma forma muito prejudicados, porque essa polarização vai forçar …

EJ – O senhor sentiu isso quando lançou seu nome?

FC – Muita gente que diz ‘ah, o Collor é Bolsonaro, então agora eu vou votar no Collor, porque ele é Bolsonaro, como também tem gente que fala, ah o Color vai votar no Bolsonaro então eu também vou votar no Bolsonaro, porque o Collor é Bolsonaro. Tem esse somatório. E acredito que o presidente Bolsonaro tem amplas chances de ganhar a eleição, porque vem realizando (embora mal comunicado, no sentido da mídia), vai ficar mais nítido no programa eleitoral gratuito.

Ouça neste link a entrevista com Fernando Collor

Fernando Collor em entrevista a Edivaldo Junior

Fernando Collor em entrevista a Edivaldo Junior

 

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