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Usina de AL quebra recorde e tem maior safra de cana do Nordeste
   18 de abril de 2019   │     23:35  │  6

A safra de cana-de-açúcar 2018/2019 chegou ao fim em Alagoas nessa quarta-feira, 17. A moagem foi maior do que o esperado em todo o Estado, apontando para uma fase de recuperação do setor sucroenergético alagoano.

Foi uma safra longa. A primeira unidade a entrar em operação foi a Santo Antônio, localizada São Luiz do Quitunde, em 13 de agosto. A usina encerrou o ciclo no dia 31 de março deste ano, com uma produção de 2,11 milhões de toneladas e crescimento de mais de 32% na comparação com a safra anterior ( 1,6 milhão de toneladas).

A última unidade a encerrar a moagem, nessa quarta-feira, 17, foi a Coruripe, localizada em Coruripe. A produção na usina chegou a 3,258 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em crescimento de 17,81% na comparação com a safra anterior, quando foram esmagadas 2,766 milhões de toneladas.

Este ó maior volume já registrado pela unidade em toda a sua história, número que também representa um recorde histórico no setor agroindustrial do Norte e Nordeste, com moagem de cana processada numa mesma safra por uma unidade industrial.

Apesar dos bons resultados das unidades, o setor sucroenergético de Alagoas ainda está longe de atingir seu patamar médio de produção, de cerca de 25 milhões de toneladas por safra – registrados até o início da atual década.

Na safra que acaba de acabar apenas 15 usinas processaram cana no Estado, nove usinas a menos do que as indústrias que operaram na safra 2009/2010. Desde então pararam de operar (a maior sem possibilidade de retorno) as usinas Laginha, Guaxuma, Capricho, Cachoeira, Paisa, Porto Alegre, Roçadinho, Sinimbú e Triunfo

Viés de alta

No ciclo 18/19 em Alagoas deve chegar a mais de 16,3 milhões de toneladas de cana (os números finais serão divulgados pelo Sindaçúcar-AL na próxima semana), com um crescimento cerca de 19% na comparação com a safra anterior, quando foram esmagadas 13,7 milhões de toneladas de cana.

Em avaliação prévia, o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, aponta que “foi uma safra dentro do esperado, mas com viés de alta. Bom volume de produção, bom rendimento. O balanço só não é mais positivo por conta dos preços, que continuam em baixa”.

A boa notícia é que se as chuvas continuarem ajudando, a próxima safra poderá ser um pouco maior. O setor também vive expectativa de novos investimentos no Estado, tanto do setor público quanto privado, o que pode sinalizar para uma retomada do potencial de produção no médio prazo.
Clima e investimentos

Para o presidente da Usina Coruripe, Mário Lorencatto, o clima foi um dos fatores que ajudaram a chegar ao resultado final. “Choveu no compasso certo. A boa distribuição das chuvas ajudou no desenvolvimento da cana. Tivemos também uma boa renovação do canavial, o que resultou no aumento na área de cana própria e também na cana dos fornecedores”, explica Lorencatto.

As mudanças na tributação estadual sobre o setor também contribui para o bom desempenho da indústria e deve estimular novos investimentos, acredita o presidente da Coruripe: “a equalização do regime de tributação promovida pelo Governo do Estado possibilitou que Alagoas pudesse voltar a ser competitiva com os demais estados nordestinos no mercado interno. O setor começa a retomar os investimentos e o grupo também deve voltar a investir pensando em superar os números atuais e a alcançar um novo recorde de moagem”.

Na avaliação de Lorencatto, o governador Renan Filho !teve a audácia de inovar, restabelecer o equilíbrio e salvar a atividade industrial que é tradicional em Alagoas. Agora temos perspectiva, podemos gerar renda e emprego. Um impacto favorável para os próximos anos”, atenta o presidente da Coruripe.

Novos investimentos

Com a confirmação do recorde histórico de produção, os planos futuros da usina Coruripe estão em mais investimentos, como a oportunidade de geração de energia a partir da biomassa. “A energia é componente importante de rentabilidade. O Nordeste precisa dessa energia limpa. Ela ajuda o País a atingir as metas de redução de carbonos. E para o consumidro tem o menor preço, a tecnologia melhorou muito e o rendimento do etanol não está muito abaixo”, acredita Mário Lorencatto.

com 3,2 milhões de toneladas, Usina Coruripe registrou maior moagem de cana do Norte e Nordeste

Com 93% dos votos, Klécio é reeleito presidente da maior cooperativa do Nordeste
   21 de março de 2019   │     17:41  │  1

Pela primeira vez em mais de uma década, teve disputa na eleição da diretoria da maior cooperativa agroindustrial do Norte e Nordeste do Brasil.

Na últimas três eleições, até 2015, as chapas em Pindorama foram eleitas por aclamação. No começo desta semana, os da cooperativa foram convocados para participar de um pleito que teve duas chapas na disputa.

Com um percentual de 93% dos votos válidos, Klécio Santos foi reeleito presidente da Cooperativa Pindorama. A votação foi realizada na sede da entidade, em Coruripe, contando com a participação de 470 associados votantes.

O resultado, segundo Klécio, foi importante porque referenda o trabalho realizado pela atual diretoria. “Temos um olhar voltado para o pequeno, para a agricultura familiar. E temos conseguido avançar, melhorando a produtividade e conseguindo superar as principais dificuldades não só no setor sucroenergético, mas em todas as outras áreas onde a cooperativa atua”, aponta.

A avaliação do resultado da votação é positiva. “Foi um resultado fantástico. Recebemos 438 votos. Esta é prova de que colhemos o que plantamos. Este resultado é o fruto de um trabalho de uma vida e me deixa muito feliz e ainda muito mais empenhado e comprometido em trabalhar para o desenvolvimento de Pindorama”, declarou emocionado Klécio Santos.

Reeleito, o presidente assumiu já nesta terça-feira, 19, o novo mandato que será exercido pelos próximos quatro anos. Este é o sexto mandato consecutivo e o nono de Klécio Santos a frente da presidência da Cooperativa Pindorama.

“Que Deus continue nos iluminando nesta nova jornada. Cada mandato que assumi é como se fosse sempre o primeiro. Vamos continuar trabalhando com foco no apoio nosso cooperado e reforçando ainda mais o nosso trabalho na preparação dos jovens. Afinal, são eles o futuro da Cooperativa Pindorama”, finalizou Klécio Santos, lembrando que também tem como meta nesta nova gestão a ampliação e fortalecimento dos produtos da marca Pindorama no mercado consumidor.

Klécio Santos foi reeleito presidente da cooperativa Pindorama com 93% dos votos

A Cooperativa Pindorama

Localizada entre os municípios de Coruripe, Feliz Deserto e Penedo, a Cooperativa de Colonização Agroindustrial Pindorama, tem uma área de mais de 30 mil hectares de área produtiva, mais de 1,1 mil associados e atua no beneficiamento de diferentes produtos. Entre as atividades mais importantes estão a fabricação de açúcar e etanol, sucos de frutas, industrialização de coco, laticínios e fábricas de alimentos.

Com investimentos de R$ 15 mi e 600 empregos, nova indústria de coco chega a AL
   9 de março de 2019   │     12:48  │  1

Apostando em produtos inovadores por aqui como o coco congelado (algo similar a polpa de frutas) e na linha “saudável”, a exemplo do óleo, chips e snacks, a QualiCôco, atualmente funcionando no Rio Grande do Sul, está desembarcando em Alagoas.

A empresa está na fase pré-operacional, mas já tem funcionários contratados no Estado e a meta é começar a produção industrial ainda este ano – mesmo que em instalações provisórias, avisa Gabriel Terra, diretor da marca.

“O Estado (Conedes) aprovou o incentivo locacional e fiscal e esperamos apenas a definição da área para iniciar o processo de implantação da indústria. Se for necessário, iniciaremos a operação em uma área provisória, mas nossa meta é operar ainda em 2019”, adianta.

Os incentivos foram aprovados na última semana pelo Conselho Estadual do Desenvolvimento Econômico e Social (Conedes), que aprovou a concessão de benefícios para o projeto de instalação da QualiCôco, vice-líder nacional do segmento de derivados de coco Industrializados e Naturais.

Segundo o secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, o investimento inicial será de R$ 15 milhões. “Serão gerados aproximadamente 600 empregos entre diretos e indiretos”, aponta.

Outro diferencial da indústria, destaca Brito, será o uso de matéria prima local. “Alagoas tem milhares de produtores coco que poderão se tornar fornecedores da empresa, o que ajudará a fortalecer toda essa cadeia produtiva no Estado”, afirma.

Pernambuco também estava em disputa pela atração do investimento, mas Alagoas acabou sendo escolhida, avalia Brito, porque ser atualmente um dos Estados mais competitivos do país: “temos uma excelente malha rodoviária, a segunda melhor do Brasil, aeroporto e porto praticamente na porta da indústria, o Prodesin que oferece os melhores incentivos fiscais, além disso de todo esforço do Estado para acelerar tanto quanto possível a tramitação dos processo para a instalação de novas empresa”, enfatiza.

Competitivo

Gabriel Terra explica que a escolha de Alagoas para a operação da nova unidade levou em conta os incentivos fiscais e o apoio do governo, através da Sedetur. “A logística é muito importante. Estaremos próximos portos e aeroportos da região e vamos, a partir de Alagoas, abastecer inicialmente o mercado nacional. Os incentivos e o tratamento do governo também foram decisivos para essa escolha”, afirma.

O diretor da QualiCôco confirma o interesse em comprar matéria-prima de produtores locais.

“Com certeza vamos precisar comprar coco in natura, até porque trabalhamos com o coco congelado, que tem um forte mercado no Sul do país”, aponta. 

Com alta de 27%, Pindorama registra 2a maior safra de cana da história
   8 de março de 2019   │     14:50  │  1

A safra de cana-de-açúcar 2018/2019 em Alagoas entrou na reta final. Das 16 usinas que operaram neste ciclo, a moagem já foi encerrada em dez indústrias e deve terminar em todo o Estado até a primeira semana de abril.

Os números divulgados pelo setor confirmam o crescimento da produção em relação a safra anterior. A estimativa atualizada do Sindaçúcar-AL é de uma produção total de 16,05 milhões de toneladas em todo o Estado, em alta de 16,6% ante a moagem anterior – considerada a “pior” da história recente – quando foram esmagadas 13,7 milhões de toneladas.

A variação positiva é puxada por algumas unidades que apostaram na renovação dos canaviais e na mudança do mix de comercialização. Esse é o caso da Cooperativa Pindorama, localizada em Coruripe, que encerrou a safra de cana no último dia 2 com um balanço positivo.

A usina esmagou cerca de 910 mil toneladas de cana, segundo melhor resultado de toda a sua história, atrás apenas da safra 2011/2012, quando foram processadas 947 mil toneladas.

Em relação a safra anterior, quando Pindorama processou 717 mil toneladas, o crescimento foi de 27% e refletiu a aposta da indústria na renovação dos canaviais, além do “empurrão” dado pelo clima. “A chuva ajudou bastante, especialmente após dezembro. Se o clima continuar favorecendo, esperamos um novo crescimento na próxima safra”, aponta Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama.

A produtividade média em Pindorama também aumentou em relação à safra passada, passando de cerca de 58 toneladas de cana por hectare para 60 toneladas por hectares. “Num esforço conjunto com todos os nossos cooperados, a cada safra temos renovado entre 2 mil e 3 mil hectares de cana. A renovação tem ajudado bastante a melhorar os nossos resultados”, enfatiza Santos.

Para a próxima safra, a meta é bater um milhão de toneladas. “A questão da estiagem dos últimos cinco anos, que perdurou até o final de 2018, inviabilizou, nesta safra, a produção acima de um milhão, mas ficamos colados nesse número. Fizemos investimentos pontuais em estrutura e vamos continuar trabalhando para melhorar o desempenho produtivo. No canavial, vamos focar na renovação do plantio”, adianta Klécio.

Mais etanol 

Em produtos, Pindorama produziu 855 mil sacos de açúcar de 50 quilos (sendo 90% cristal e 10% VHP) e 50,1 milhões de litros de álcool.

A usina Pindorama teve um ciclo mais alcooleiro. A explicação, aponta Klécio Santos, foi a liquidez melhor no mercado para o etanol.

“Produzimos mais etanol ao invés do açúcar VHP, que remunera menor. Fizemos uma proporção de 40% de açúcar para 60% de etanol (na safra anterior o mix foi de 45% x 55%). Com a medida do governo, o imposto foi reduzido, o etanol hidratado teve uma liquidez maior”, atenta.

Ele explica que o que o Governo do Estado fez com o decreto foi criar o crédito presumido, que consegue equiparar os impostos: “o crédito presumido é utilizado para pagar os impostos”, esclarece Klécio.

A escolha de uma safra mais alcooleira veio da demanda do mercado alagoano. “Alagoas é um estado muito pequeno e não consome todo açúcar. O decreto impacta menos no caso do açúcar. Já com etanol, o impacto é maior, tanto para fora quanto para dentro doestado. Mas continua sendo interessante, cada empresa faz seu balanço”, destaca Santos.

Klécio Santos, presidente da Cooperativa Pindorama, faz balanço positivo da moagem na safra de cana 2018/2019

Com 910 mil toneladas, Pindorama registrou a segunda maior safra de cana de sua história no ciclo 2018/2019

 

Lessa explica porque aceitou convite para a Secretaria de Agricultura
   7 de março de 2019   │     22:00  │  1

Traduzir os caminhos que levaram a Ronaldo Lessa até a Agricultura não é tarefa simples. Ele poderia ter assumido o mandato em Brasília ou outra Secretaria.

A escolha pelo setor, no entanto, não foi ao acaso. Ao aceitar o convite, o ex-governador e ex-deputado federal ponderou bastante.

Poderia – é fato – ter feito outra escolha menos “polêmica”. Afinal, não é agrônomo, veterinário ou produtor rural como querem alguns. A pergunta é: precisaria ser?

A resposta será dada na prática.

Lessa, apesar de ser de esquerda, sempre teve bom relacionamento como setor produtivo rural do Estado e uma proximidade maior com a agricultura familiar.

“Acredito que na Secretaria da Agricultura posso dar minha contribuição, estar mais próximo principalmente dos agricultores familiares. Embora não seja produtor, me identifico muito com a área”, aponta.

Como ex-governador, Lessa conhece o setor agropecuário do Estado de perto. O que ele acredita poderá fortalecer o diálogo.

Durante os seus oito anos de governo, a Secretaria de Agricultura teve vários titulares e iniciou ou manteve os principais programas que conhecemos hoje. Distribuição de sementes, vacinação contra febre aftosa e ações mais voltadas para a agricultura familiar. Nada muito diferente do presente.

Foi no governo de Lessa, em 2002, por exemplo que o programa do leite foi criado.

Como deputado federal e coordenador da bancada de Alagoas, mais recentemente, Lessa sempre foi colaborativo com a atividade do Estado, ajudando a defender não só pautas de agricultores familiares, mas de todo o setor produtivo do Estado.

Experiente, calejado, Lessa avalia que poderá ter uma boa passagem pela Secretaria de Agricultura, assim como teve na coordenação da bancada federal, ouvindo e atendendo todos os setores.

Reações

Apesar de algumas críticas em grupos de Watsapp, as entidades que representam o setor produtivo rural de Alagoas apostam no diálogo e parceria com Ronaldo Lessa. Mas essa história, conto depois.