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Previsão matemática na pandemia: alguém aí ainda duvida?
   24 de agosto de 2020   │     21:28  │  1

No dia 27 de maio deste ano Alagoas tinha 7.960 casos confirmados e 660 óbitos pelo novo coronavírus. Foi nesta data que trouxe a qui a previsão, a partir de modelos matemáticos, do Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação (IHME), dos Estados Unidos, cujos estudos servem de referência para a Casa Branca.

Alguém aí lembra do título? “AL terá 1,8 mil mortes por Covid-19 até agosto, diz universidade dos EUA”.

A reação de alguns leitores foi, digamos, de incredulidade – para dizer o mínimo. Destaco aqui alguns comentários da notícia. “Esse Instituto é ligado a Rede Globo ?”, “Comunistas safados.”, “Pede os números da mega sena para ele ?”, “Esses analistas e cientistas todo dia vem com uma mensagem terrorista.”

Pois é. Agosto ainda não terminou e nesta segunda-feira (24), chegamos a 1.827 óbitos causados pela Covid-19.

Escrevo este texto não apenas para reforçar o acerto deste e de outros institutos, que a partir de modelos matemáticos conseguiram fazer previsões sobre número de casos e de mortes pelo novo coronavírus.

Parte destes óbitos poderiam ter sido evitados, especialmente se o isolamento social e os cuidados para evitar a transmissão do vírus tivessem sido mais respeitados.

Vale a pena ler de novo

Que tal reler o texto. Lá em links que podem ajudar a entender como a epidemia evoluiu e ainda pode evoluir. De resto, cabe reforçar: a pandemia ainda não acabou. Todos devemos permanecer cuidando para evitar novos contágios e novas mortes.

AL terá 1,8 mil mortes por Covid-19 até agosto, diz universidade dos EUA

 

Servidores de AL podem ficar sem aumento durante todo o segundo governo de RF
   20 de agosto de 2020   │     23:11  │  9

A possibilidade de aumento para servidores públicos já era remota na situação atual do país. Agora torna-se praticamente impossível.

Como contrapartida para a aprovação do auxílio financeiro de R$ 120 bilhões a Estados e municípios – em decorrência das dificuldades causadas pela pandemia – qualquer reajuste salarial está proibido para o funcionalismo até o final de 2021.

Ainda existia alguma esperança. O Congresso Nacional poderia derrubaria vetos de Jair Bolsonaro, o permitiria o reajuste para categorias que atuam diretamente na pandemia, a exemplo de professores, médicos, enfermeiros, profissionais de limpeza urbana, agentes funerários, policiais e as Forças Armadas.

Os vetos foram mantidos pela Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (20), após forte reação do ministro Paulo Guedes (Economia).

Nesse cenário, Renan Filho pode passar todo o período do seu segundo governo sem dar reajuste geral ao funcionalismo.

No primeiro governo, de 2015 a 2018, os servidores ficaram um ano (2016) sem reposição salarial. Agora, no segundo governo, iniciado em 2019, a situação é inversa. Renan Filho poderá dar algum reajuste apenas no último ano de gestão, em 2022.

Como a data base do funcionalismo é maio e existe a possibilidade de que o governador se desincompatibilize do cargo antes disso, a tarefa pode ficar para o seu eventual sucessor – seja Luciano Barbosa ou qualquer um outro.

A expectativa era que o governo, depois de deixar os servidores sem nenhum reajuste em 2019, desse a reposição salarial em 2020. Mas veio a pandemia.

Se o governador Renan Filho não quiser que seu segundo governo seja marcado por reajuste zero para o funcionalismo, a única opção será antecipar a reposição salarial para o começo de 2022.

Até lá, os servidores efetivos e comissionados terão que se contentar com o que ganham hoje.

Mantendo o veto

Para entender melhor a manutenção do veto, recomendo a leitura de algumas reportagens:

Com apoio de Maia, governo reverte derrota e mantém veto a reajuste do funcionalismo

Bolsonaro veta aumento para servidores até o fim de 2021 e sanciona socorro a estados

Senado aprova socorro aos estados e municípios de R$ 120 bilhões com congelamento de salários

 

Novo decreto: Maceió fica na mesma, interior pode abrir bares, restaurantes e shoppings
   11 de agosto de 2020   │     23:02  │  0

O governador Renan Filho mudou a estratégia e pela primeira vez antecipou com praticamente uma semana de antecedência o novo decreto dentro do plano de distanciamento social controlado.

A partir de segunda-feira, 17, Maceió avança para a fase azul. Na prática não muda nada na capital. O que já estava liberado continua, apenas com ampliação de capacidade – o que nem de longe vem sendo respeitado em grande parte dos estabelecimentos.

A principal mudança será a evolução do interior para a fase amarela. Todos os municípios do Estado, exceto 21 cidades do serão que continuarão na fase laranja, poderão abrir ‘legalmente’ bares, restaurantes, galerias, shoppings e lojas com mais de 400m2.

O novo decreto mantém o serviço de transporte complementar com 50% da frota e as regras de higienização e de distanciamento social controlado.

Escolas, cinemas, teatros, eventos com aglomeração (a exemplo de shows) e museus seguem fechados. Esses serviços serão reabertos na próxima fase, que provavelmente começará em Maceió a partir da primeira segunda-feira de setembro e 15 dias depois no interior. Isso, claro, se o número de novos casos e de novos óbitos por Covid-19 permitirem.

De fora

O governador explicou em live porque o sertão permanece na fase laranja: “Temos um avanço em boa parte do interior do estado e na capital. O Médio e o Alto Sertão seguem ainda na fase laranja em virtude do espraiamento da doença para essas regiões. Nós achamos mais prudente observar essa parte do estado para evoluir à fase amarela mais adiante”.

As cidades que permanecem na fase laranja são integrantes da 9ª e da 10ª Região Sanitária: Água Branca, Canapi, Carneiros, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Inhapi, Mata Grande, Maravilha, Monteirópolis, Olho d’Água das Flores, Olivença, Olho d’Água do Casado, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açúcar, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira.

Lembrando que na fase laranja podem funcionar serviços essenciais e todos os setores autorizados na Fase Vermelha; lojas ou estabelecimentos de rua com até 400 m² (quatrocentos metros quadrados); salões de beleza e barbearias; templos, igrejas e demais instituições religiosas, funcionando com 30% (trinta por cento de sua capacidade).

Amarela e azul

A fase azul permite, em Maceió, que bares, restaurantes, templos, igrejas, instituições religiosas em geral aumentem seu público para 75% do aforo total. Já as academias, clubes e centros de ginástica continuam operando com 50% da capacidade na capital alagoana. O transporte intermunicipal também permanece com os atuais 50% da frota. Todos os setores autorizados a funcionar devem obedecer às medidas previstas no Protocolo Sanitário do Estado.

No interior, os municípios que passam à fase amarela poderão abrir bares, restaurantes, shoppings centers, galerias, centros comerciais e congêneres com 50% da capacidade; transportes intermunicipais e turísticos também poderão operar com 50% da capacidade; templos e igrejas com ampliação para 60% do público; e fica permitida a abertura de lojas e estabelecimentos de rua acima de 400 m².

Alagoas terá 2,21 milhões de eleitores em 2020, diz TSE
     │     0:12  │  0

A cada três habitantes de Alagoas, dois estão aptos a votar nas eleições deste ano. É o que revelam as estatísticas do eleitorado, divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, na última semana.

O TSE disponibiliza em sua página dados sobre o perfil do eleitorado brasileiro que está apto a ir às urnas no 1º turno das eleições para prefeitos e vereadores.

Em todo o país, são 147.918.483 eleitores ou 2,66% a mais do que os 144.088.912 aptos a votar nas eleições municipais de 2016. Do total, 47,5% são eleitores masculinos e 52,5% femininos.

Em Alagoas, com população estimada em 3.337.357 habitantes (IBGE 2019), o número de pessoas aptas a votar este ano é de 2.219.318 de eleitores. A maioria é feminina. São 1.182.758 eleitoras ou 53,3% do total. O voto masculino representa 46,7% ou 1.036.560 de todo eleitorado alagoano.

O total de eleitores de Alagoas em 2020 aumentou 3,39% na comparação com as eleições municipais de 2016, quando 2.146.520 habitantes do Estado estavam aptos a votar. Nas eleições de 2018, para efeito de comparação, Alagoas tinha 2.187.967 eleitores.

Na maioria dos municípios alagoanos, o eleitorado cresceu proporcionalmente ao Estado. Em algumas cidades, a exemplo de Penedo, o total de pessoas aptas a votar diminuiu (-0,37). Em outras, o crescimento foi acima da média. É o caso de Rio Largo, que terá no pleito deste ano 57.632 eleitores, em crescimento de 10,14% na comparação com os 52.328 eleitores de 2016.

Maceió e Arapiraca

A capital de Alagoas terá nas eleições deste ano 592.388 eleitores. O crescimento na comparação com as eleições de 2016, quando 579.962 moradores de Maceió estavam aptos a votar é de 2,14%, um desempenho abaixo da média do Estado. Para se ter uma ideia, o município teve mais eleitores (595.514) em 2018.

Em Maceió, apenas 58% da população estimada em 1,018 milhão de habitantes (IBGE 2019), está apta a votar. Em contrapartida, cidades da região metropolitana, a exemplo de Rio Largo e Marechal Deodoro, tem mais de 70% de eleitores se comparado com a população. Essa diferença pode apontar para uma tradição de muitos alagoanos, que passam a morar na capital, mas continuam votando no interior, principalmente se os municípios forem mais próximos.

A capital do agreste continua aumentando proporcionalmente seu eleitoral acima da média alagoana. Em 2020, Arapiraca terá 143.187 moradores aptos a votar, uma variação de 5,29% na comparação com 2016, quando a cidade tinha 135.998 eleitores.

Fora Maceió, Arapiraca e Rio Largo, apenas uma cidade de Alagoas terá mais de 50 mil eleitores no pleito deste ano. Pela primeira vez, Palmeira dos índios atinge essa faixa do eleitorado numa eleição municipal. Em 2016 eram 49.320 eleitores na cidade. Agora são 50.805, um crescimento de 3,01% no período

Tem mais

Depois volto com mais informações sobre o perfil do eleitoral e com uma tabela completa sobre o eleitorado de todos os municípios alagoanos.

Comércio de Alagoas pode “fechar novamente”, alerta governo
   5 de agosto de 2020   │     23:31  │  0

O alerta está em vídeo produzido pelo governo de Alagoas sobre a necessidade de cumprimento das regras de distanciamento social no Estado.

“Se você não fizer a sua parte e o número de infectados e doentes voltar a crescer, o governo do Estado não terá outra alternativa a não ser fechar o comércio novamente”, diz trecho da mensagem que foi postada pelo governador Renan Filho em sua conta no Twitter.

No vídeo, o “recado” é dado por médicos infectologistas conhecidos, todos com atuação destacada na linha de frente de combate ao novo coronavírus em Alagoas.

E se o recado for mesmo pra valer, a partir da próxima semana, Maceió pode retroceder para a fase laranja e Alagoas para a fase vermelha. Os últimos números da pandemia apontam nessa direção.

E tanto o governador Renan Filho, quanto o secretário de Saúde do Estado, Alexandre Ayres, já disseram em diferentes ocasiões que o governo pode “retroceder” nas fases da pandemia – se for necessário.

Se o novo decreto de distanciamento social, previsto para o próximo dia 15, fosse editado hoje, o governo provavelmente manteria do jeito que está, apertando as regras ou – o que seria mais recomendável pela ciência – retrocederia um passo no programa de flexibilização.

Isto porque o número de novos casos voltou a crescer fortemente desde a reabertura de bares, restaurantes e shoppings não só na capital, mas em todo o Estado.

Na média móvel de 7 dias, o número de novos casos diários em Maceió saltou 65% em duas semanas, de 137 no dia 23 de julho para 227 novos casos em 5 de agosto. Em todo o Estado o aumento foi ainda maior, chegando a 72%. Em igual período, o número diário de casos saltou de 545 para 939.

O que pode se esperar, depois disso, é um aumento de doentes, da procura por hospitais e de óbitos. Há, no entanto, um importante atenuante: os leitos exclusivos para tratamento de Covid-19 em Alagoas seguem com baixa ocupação. No boletim de regulação de leitos (veja aqui) desta quarta-feira (5), a ocupação geral dos 1.326 leitos era de apenas 31%, enquanto a ocupação dos 281 leitos de UTI chegava a 55%.

 

Descontrole

O boletim do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 (veja aqui) aponta para um “descontrole da transmissão do vírus e aumento de novos casos” no Estado. O estudo, elaborado por uma equipe de pesquisadores nas áreas de matemática, epidemiologia, nutrição, ciência social e economia, vinculados ao Núcleo de Bioestatística em Saúde e Nutrição (Fanut) da Universidade Federal de Alagoas, foi divulgado na segunda-feira (03) e revela que houve aumento de novos casos em todo do Estado.

O novo boletim revela que na 31ª Semana Epidemiológica (SE), referente aos dias entre 26 de julho e 1º de agosto, foi registrado o segundo maior número de casos de infectados no Estado, desde o início da pandemia.

“Ao longo da 31ª SE tivemos um aumento de 22% no número de novos casos de infecção pelo novo coronavírus em relação ao período anterior”, destaca o boletim, indicando que a maior alta havia sido registrada na 25ª Semana Epidemiológica, no final do mês de junho.