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De R$ 16,7 milhões, leilão para venda de bens da Laginha só teve R$ 340 mil em lances
   7 de agosto de 2017   │     10:18  │  0

O leilão para venda de bens da Massa Falida da Laginha Industrial S/A, em primeira praça, foi encerrado na sexta-feira, 4, sem vender os bens ofertados – como se esperava.

Na primeira chamada, segundo o site http://www.canaljudicial.com.br/ só foi apresentado lance para um dos quatro lotes ofertados. Trata-se do lote 1.4 , um avião EMB-820C Carajá, 1985, avaliado em R$ 340.500,00.

Os quatro lotes totalizavam avaliação de mercado – considerada defasada por especialistas – de R$ 16,7 a milhões.

Se mantido o rito pela Justiça de Alagoas, os outros bens serão ofertados em segundo chamada e poderão ter uma desvalorização bem maior. Isso porque o preço inicial terá desconto de 60%.

Por decisão da Justiça de Alagoas, os bens foram ofertados pela Leilão Corporativo Superbid (www.superbid.net), de São Paulo (SP) – empresa que não tem cadastro no TJ-AL..

De acordo com a decisão, serão ofertados a antiga sede da Laginha, em Jacarecica, com avaliação de R$ 15,7 milhões, um apartamento na Ponta Verde, cotado em R$ 650 mil e uma sala no edifício Avenue Center, avaliada em R$ 145 mil, além do avião EMB-820C Carajá, que teve oferta pelo lance mínimo.

A venda foi determinada pelos juízes Leandro de Castro Folly, Philippe Melo Alcântara Falcão e José Eduardo Nobre Carlos, que respondem pelo processo de falência da Laginha.

Abaixo do mercado

Apesar da decisão judicial, um grupo de credores questiona o processo de venda – da forma que está.

“As avaliações dos bens foram realizadas em 2014, sem levar em conta a duplicação da AL 101 Norte, que valorizou todos os imóveis ao seu redor”, aponta um representante de um grupo de credores.

Outro ponto questionado é o “lapso entre a realização do leilão e avaliação dos bens, o que torna necessário novas avaliações”.

Ainda na avaliação do representante, “a modalidade leilão não atinge um melhor valor para o bem, devido ao desconto de 60% na segunda Praça, levando assim pouca otimização do recurso para pagamento dos débitos trabalhistas”.

Afora isso, o representante dos credores diz que o leiloeiro não é credenciado no TJAL e que a publicação do edital do leilão ocorreu fora do prazo legal.

Enquanto violência “explode” em Pernambuco, AL deve fechar julho com o menor número de homicídios desde 2012
   1 de agosto de 2017   │     0:28  │  2

Lançada em 20 de março deste ano, a Força Tarefa chega a quatro meses com um resultado inesperado e rápido: a redução acentuada no número de homicídios registrados em Alagoas.

Registrei aqui, recentemente, que a média de Crimes Violentos Letais e Intencionais em Alagoas caiu logo no primeiro mês de operação. Depois de fechar janeiro com 2006 CVLI, fevereiro com 200 e março com 199, em abril os registros caíram para 168, despencando para 125 em maio (menor número de homicídios num mês em anos) e 133 em junho.

Foram 605 crimes no 1o trimestre do ano e 426 no 2o trimestre, uma queda de 30% comparando um período com o outro.

As estatísticas apontam que em julho os resultados serão ainda melhores. Os números preliminares da SSP apontam para 101 ocorrências até esta segunda-feira, 31. Este é, até agora, o menor número de CLVI registrados, desde que as atuais estatísticas começaram a ser feitas, em 2012.

Salvo ocorrências inesperadas no decorrer do dia, julho de 2017 deve registrar redução de mais de 39% no número de homicídios, se comparado com igual mês do ano anterior.

É um importante avanço, ainda mais se for levada em conta a situação do resto do país. No estado “vizinho”, assim como no Rio de Janeiro, a violência explodiu. Pernambuco, que vivia há pouco tempo situação bem melhor que Alagoas, por exemplo, registrou 65 homicídios em apenas 72 horas – quase uma morte por hora.

Apesar do avanço, o que se espera é que o governo não pare por aí. O programa Força Tarefa mostra que o Estado pode melhorar indicadores, investindo mais no policiamento ostensivo e na prevenção. É um longo caminho a ser percorrido.

A Força Tarefa não foi, óbvio, responsável unicamente pela redução da violência, mas teve papel fundamental. Isso porque o governo mudou de estratégia no enfrentamento da criminalidade. Entre as ações, o aumento do policiamento ostensivo, o uso da inteligência e a integração de ação entre todas as forças de segurança.

Bens da massa falida da Laginha vão a leilão com avaliação abaixo o mercado
   26 de julho de 2017   │     11:47  │  0

Em primeira praça, começa a partir de hoje a chamada para o leilão, para venda de parte dos ativos da Massa Falida da Laginha Industrial S/A.

Por decisão da Justiça de Alagoas, nesta primeira etapa, aproximadamente R$ 16,2 milhões serão ofertados pela Leilão Corporativo Superbid (www.superbid.net), de São Paulo (SP).

De acordo com a decisão, serão ofertados a antiga sede da Laginha, em Jacarecica, com avaliação de R$ 15 milhões.

Também vão a leilão um apartamento na Ponta Verde, cotado a de R$ 650 mil; uma garagem no edifício Avenue Center, avaliada em R$ 145 mil e um avião EMB-820C Carajá, 1985, avaliado em R$ 340.500,00.

A venda foi determinada pelos juízes Leandro de Castro Folly, Philippe Melo Alcântara Falcão e José Eduardo Nobre Carlos, que respondem pelo processo de falência da Laginha.

Apesar da decisão judicial, um grupo de credores questiona o processo de venda – da forma que está.

“As avaliações dos bens foram realizadas em 2014, sem levar em conta a duplicação da AL 101 Norte, que valorizou todos os imóveis ao seu redor”, aponta um representante de um grupo de credores.
Outro ponto questionado é o “lapso entre a realização do leilão e avaliação dos bens, o que tornar necessário novas avaliações”.

Ainda na avaliação do representante, “a modalidade leilão não atinge um melhor valor para o bem, devido ao desconto de 60% na segunda Praça, levando assim pouca otimização do recurso para pagamento dos débitos trabalhistas”.

Afora isso, o representante dos credores diz que o leiloeiro não é credenciado no TJAL e que a publicação do edital do leilão ocorreu fora do prazo legal.

Santoro diz que não quer se meter em briga política: “sou técnico”
   25 de julho de 2017   │     15:31  │  0

O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, terminou se envolvendo – ou sendo envolvido – em mais uma das disputas políticas entre a prefeitura de Maceió e o governo do estado.

As informações de que ele está retendo “ilegalmente” ICMS da prefeitura de Maceió correram as redes sociais e alguns sites.

Tratava-se, na verdade, de um imbróglio envolvendo a partilha de ICMS repassado pelo Estado aos municípios de Alagoas, que foi decidido, na segunda-feira, 17, pelo presidente do TJ/AL, desembargador Otávio Leão Praxedes.

O desembargador rejeitou recurso apresentado pela prefeitura de Delmiro Gouveia – maior prejudicada na decisão e decidiu que a cobrança do ICSm de energia da Chesf deve ser feita no local de consumo e não na geração.

Comunicado oficialmente da decisão, o secretário da Fazenda publicou, na quinta-feira, 20, portaria com os novos Índices de Participação dos Município (IPM) no ICMS.

A decisão, avisa George Santoro foi puramente técnica: “não me envolvem em intrigas políticas”, resume.

Santoro diz que sempre cumpriu as decisões da Justiça e nega qualquer retenção de valores que deveriam ser repassados para a prefeitura de Maceió: “a ação em torno do cálculo do IMCS é antiga e por orientação da PGE eu só poderia agir após ser intimado oficialmente. Foi o que fiz”.

 

Depois da Segurança, RF leva “padrão” da Força Tarefa para a saúde
   16 de julho de 2017   │     23:40  │  1

O governador Renan Filho lançou a Força Tarefa no dia 20 de março deste ano, no calçadão de Maceió. Quem viu o lançamento da operação acreditou, num primeiro momento, que seria apenas a chegada de novas viaturas para a Polícia Militar, as “amarelinhas”. Não era.

O Força Tarefa surpreendeu com resultados rápidos.

A média de Crimes Violentos Letais e Intencionais em Alagoas caiu logo no primeiro mês de operação. Depois de fechar janeiro com 206 CVLI, fevereiro com 200 e março com 199, em abril os registros cariam para 168, despencando para 125 em maio (menor número de homicídios num mês em anos) e 133 em junho. Foram 605 crimes no 1o trimestre do ano e 426 no 2o trimestre, uma queda de 30% comparando um período com o outro.

O Força Tarefa não foi claro responsável sozinho pela redução da violência, mas teve papel fundamental. Isso porque o governo mudou de estratégia no enfrentamento da criminalidade. Entre as ações, o aumento do policiamento ostensivo, o uso da inteligência e a integração de ação entre todas as forças de segurança.

A partir desta segunda-feira, a Secretaria de Saúde do Estado começa a receber 14 ambulâncias no “padrão” Força Tarefa. As ambulâncias também são “amarelinhas” e completamente equipadas. O governo promete entregar, além destas, mais de 100 ambulâncias ainda este ano, para atender o Samu e a prefeituras de todo o estado.

Assim como aconteceu com a Segurança, as “amarelinhas” da Saúde serão usadas para colocar em prática um novo modelo de gestão na saúde.

Essas ambulâncias, explica o secretário executivo da Saúde, Ediberto Omena, serão usadas no serviço de regulação. Na prática, será um Samu entre hospitais que vai ajudar a transportar pacientes de um hospital para outro ou para a residência.

Com as “amarelinhas’, o secretário Christian Teixeira coloca em execução um plano que visa desocupar tão rapidamente quanto possível o leito de hospitais do estado, especialmente do HGE, em Maceió, ampliando assim a capacidade de atendimento da rede pública de saúde, num movimento semelhante à Força Tarefa que a partir da contratação de PMs nas suas horas vagas conseguiu aumentar, na prática, o efetivo policial nas ruas.

A ação não ficará apenas na regulação de leitos – medida que deve ampliar a capacidade de atendimento. A Secretaria de Saúde está investimento em serviços inteligentes e no uso de ferramentas de gestão, como sistemas hospitalares, que devem resultar na melhoria do serviço prestado ao cidadão.

Depois de melhorar a gestão, o governo aposta na ampliação do número de leitos públicos – o que vai acontecer com a ampliação da UE do Agreste e a inauguração, a partir do próximo ano, do Hospital da Mulher e do Hospital Metropolitano em Maceió, além de vários hospitais no interior.

Neste domingo, o governador Renan Filho antecipou nas redes sociais, a chegada das “amarelinhas” na Saúde.

“Bom dia de domingo. Novas ambulâncias começaram a chegar. Essa leva vai para HGE, Santa Mônica, UE do Agreste e outros hospitais geridos pelo Estado. Daqui há alguns dias chegam as que vamos doar aos municípios. E até o fim do mês as novas SAMUs que o Governo do Estado comprou pelo primeira vez, já que o Governo Federal, que devia enviá-las a Alagoas, parou de mandar e vinha sucateando a frota”, disse.

RF adianta, ainda, que “Com as novas SAMUs, compradas com recursos próprios, todas as 52 bases de Alagoas – Maceió, Arapiraca, Penedo, Palmeira, Atalaia, Santana, Teotônio, Rio Largo, Coruripe, Delmiro, São Luís, Matriz, União, enfim todas as bases – terão ambulâncias novinhas para o transporte de urgência e emergência. Ahhhh… Também chegou o novo helicóptero do SAMU, depois mostro pra vcs”.

Os resultados da Força Tarefa

A leitura das estatísticas da SSP aponta para a queda acentuada da violência em Alagoas após o início da operação Força Tarefa (veja gráfico). O que se espera agora é que governo consiga ao menos um desempenho próximo na Saúde.